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Dai-nos, Senhor, um novo coração e uma nova espiritualidade ecológica

40 Dias navengando com a Laudato Si´ na Querida Amazônia  21 DE MARÇO: 5º Domingo da Quaresma PEDIDO DA GRAÇA No início de cada dia, busco entrar em clima de oração e rezo: Senhor, neste  tempo favorável a voltarmos o nosso coração para os teus sonhos para a humanidade e para toda as tuas criaturas, te pedimos luz para refletirmos sobre como estamos vivendo as nossas relações contigo, com as pessoas, com o mundo que é a nossa casa comum e conosco mesmo. Ajuda-nos a reencontrar o sentido da vida no louvor e na contemplação agradecida da Criação, na saída de nós mesmos em direção aos que mais sofrem e se sentem sós, especialmente nestes tempos de pandemia, e na construção do teu reino de justiça e paz, tecendo redes de solidariedade e fraternidade entre todos os povos e culturas desta imensa região pan-amazônica e pelo mundo inteiro. Em especial hoje te peço … (apresente o seu pedido particular). Amém. OUVINDO A PALAVRA QUE NOS GUIA Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa! Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados. (Sl 50,3-4.12-13.14-15) REFLETINDO COM A LAUDATO SI’ Entre tantos motivos que temos para nos arrependermos neste tempo de conversão que é a Quaresma, um deles sem dúvida é por deixarmos que a cultura da morte e da violência prevaleça em nossas relações com os outros e com as demais criaturas. Como diz o Papa Francisco, “a violência, que está no coração humano ferido pelo pecado, vislumbra-se nos sintomas de doença que notamos no solo, na água, no ar e nos seres vivos. Por isso, entre os pobres mais abandonados e maltratados, conta-se a nossa terra oprimida e devastada, que ‘geme e sofre as dores do parto’ (Rm 8, 22)” (LS, 2). Eis por quê devemos pedir a Deus um coração puro e um espírito generoso, como rezamos no salmo, que nos abra a uma nova educação ecológica, pois “a educação para uma ecologia integral assume todas as relações constitutivas das pessoas e dos povos” (IL, 95). AVANÇANDO PARA ÁGUAS MAIS PROFUNDAS Após um momento de silêncio… À luz do texto bíblico e das palavras do Papa Francisco, busco aprofundar minha experiência de encontro com o Senhor, trazendo para a minha oração a realidade concreta na qual estou envolvido, a situação pela qual passa o mundo, a região pan-amazônica, a minha cidade ou comunidade, a Igreja etc. Procuro perceber os apelos de mudança que Deus me faz e peço forças para concretizá-los, a fim de que o meu louvor a Ele se manifeste em obras concretas de compromisso pela vida, na defesa da nossa Querida Amazônia, dos seus povos e dos pobres da Terra. Concluo com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.  FRASE PARA ME AJUDAR A CONTINUAR MEDITANDO NESTE DIA O Evangelho propõe a caridade divina que brota do Coração de Cristo e gera uma busca da justiça que é inseparavelmente um canto de fraternidade e solidariedade.(Querida Amazônia, 22) Pe. Adelson Araújo dos Santos, SJ

“Que esta Páscoa derrube os muros da divisão, da indiferença e do negacionismo”. Dom Leonardo publica as orientações pastorais para a Semana Santa em Manaus

A Arquidiocese de Manaus acaba de dar a conhecer, neste dia 20 de março, as orientações litúrgico – pastorais para a Semana Santa 2021, lembrando que as últimas orientações sobre os devidos cuidados quanto a participação nas celebrações comunitárias, continuam válidas. Sobre o Domingo de Ramos orienta a não fazer procissão e exortar os fieis a trazer seus próprios ramos de casa. Na Quinta-feira Santa, a Missa do Crisma acontecerá com participação restrita no Ginásio do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, e na Missa da Ceia do Senhor, se pede que “seja realizada sem o Rito do Lava Pés”, assim como que “omita-se também a Transladação do Santíssimo Sacramento, que deve ser conservado no tabernáculo como de costume”. Pode ser feito um breve momento de oração individual, sem solenidades. Na Sexta-feira Santa não haverá procissões da Via Sacra e do Senhor Morto, sendo introduzida na Oração Universal uma prece pelos que padecem a pandemia do Covid-19. No momento da Adoração não haverá beijo da Cruz, que será adorada em silêncio, cada um desde seu lugar. No Sábado Santo é pedido orientar os fiéis para a oração em família, e na Vigília Pascal serão assumidas as orientações da CNBB: acender o Círio no local da celebração, reduzir o número de leituras. Na liturgia batismal “realiza-se apenas a Renovação das Promessas do Batismo”, e a comunhão seja distribuída na mão. No Domingo de Páscoa é pedido respeitar as orientações sobre as celebrações dominicais. Sobre o sacramento da reconciliação são lembradas as palavras do Santo Padre Papa Francisco sobre a confissão nesse tempo de pandemia. Finalmente, Dom Leonardo Steiner pede “que esta Páscoa derrube os muros da divisão, da indiferença e do negacionismo. O Ressuscitado constrói em nós a unidade. Sintamo-nos unidos, em comunhão; experimentemos a presença de Deus nesses dias difíceis. A Mãe de Jesus, a Senhora das Dores, a Imaculada Conceição nos acompanha”.

Seminário Sant´Ana da Diocese de Coari inicia o Ano Formativo

Com a presença do Bispo Diocesano, Dom Marcos Piatek, o Seminário Propedêutico Sant´Ana da Diocese de Coari, que contará com três seminaristas, tem começado o Ano Formativo. Segundo o bispo, que presidiu a missa que dava inicio à caminhada neste ano 2021, “o Seminário é uma benção para a Igreja local”. No Seminário, onde se preparam os seminaristas que depois continuarão sua formação no Seminário São José de Manaus, tem passado quase todos os padres que hoje fazem parte do clero da Diocese de Coari. Neste ano, o reitor do Seminário Sant´Ana será o padre Josinaldo Plácido da Silva, que conduzirá o processo formativo dos novos seminaristas. Dom Marcos Piatek tem pedido orações pelas vocações na Amazônia. Com informações da TV Rede Vida

Convertendo ecologicamente nossa vida e espiritualidade

40 Dias navengando com a Laudato Si´ na Querida Amazônia  20 DE MARÇO: Sábado da 4ª Semana da Quaresma PEDIDO DA GRAÇA No início de cada dia, busco entrar em clima de oração e rezo: Senhor, neste  tempo favorável a voltarmos o nosso coração para os teus sonhos para a humanidade e para toda as tuas criaturas, te pedimos luz para refletirmos sobre como estamos vivendo as nossas relações contigo, com as pessoas, com o mundo que é a nossa casa comum e conosco mesmo. Ajuda-nos a reencontrar o sentido da vida no louvor e na contemplação agradecida da Criação, na saída de nós mesmos em direção aos que mais sofrem e se sentem sós, especialmente nestes tempos de pandemia, e na construção do teu reino de justiça e paz, tecendo redes de solidariedade e fraternidade entre todos os povos e culturas desta imensa região pan-amazônica e pelo mundo inteiro. Em especial hoje te peço … (apresente o seu pedido particular). Amém. OUVINDO A PALAVRA QUE NOS GUIA Senhor, avisaste-me e eu entendi; fizeste-me saber as intrigas deles. Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício, e não sabia que tramavam contra mim: ‘Vamos cortar a árvore em toda sua força, eliminá-lo do mundo dos vivos, para seu nome não ser mais lembrado.’ E tu, Senhor dos exércitos, que julgas com justiça e perscrutas os afetos do coração, concede que eu veja a vingança que tomarás contra eles, pois eu te confiei a minha causa. (Jr 11,18-20)  REFLETINDO COM A LAUDATO SI’ O profeta Jeremias denuncia os planos dos maus para eliminar o Messias como se sacrifica um cordeiro ou como se corta uma árvore, clamando pela justiça divina. Para nós, que somos chamados a viver uma espiritualidade profética e amazônica,  “os casos de injustiça e crueldade verificados na Amazônia, ainda durante o século passado, deveriam gerar uma profunda repulsa e ao mesmo tempo tornar-nos mais sensíveis para também reconhecer formas atuais de exploração humana, violência e morte” (QA, 15).   O tempo da Quaresma é um convite a que nos convertamos, passando a viver uma verdadeira espiritualidade ecológica, com atitudes “que nascem das convicções da nossa fé, pois aquilo que o Evangelho nos ensina tem consequências no nosso modo de pensar, sentir e viver” (LS,  216). AVANÇANDO PARA ÁGUAS MAIS PROFUNDAS Após um momento de silêncio… À luz do texto bíblico e das palavras do Papa Francisco, busco aprofundar minha experiência de encontro com o Senhor, trazendo para a minha oração a realidade concreta na qual estou envolvido, a situação pela qual passa o mundo, a região pan-amazônica, a minha cidade ou comunidade, a Igreja etc. Procuro perceber os apelos de mudança que Deus me faz e peço forças para concretizá-los, a fim de que o meu louvor a Ele se manifeste em obras concretas de compromisso pela vida, na defesa da nossa Querida Amazônia, dos seus povos e dos pobres da Terra. Concluo com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.  FRASE PARA ME AJUDAR A CONTINUAR MEDITANDO NESTE DIA A situação atual exige urgentemente uma conversão ecológica integral. (Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia, 44)) Pe. Adelson Araújo dos Santos, SJ

Dom Leonardo convoca o Ano Arquidiocesano de São José e pede para que cultivemos os traços do seu coração paterno

Em estreita comunhão com o Papa Francisco, Dom Leonardo Steiner convocou neste dia 19 de março o Ano de São José na Arquidiocese de Manaus, uma devoção historicamente ligada à cidade de Manaus, nascida a partir do Forte de São José da Barra do Rio Negro, e da sua Igreja, que já em 1848 colocou seu Seminário sob a proteção de São José. Desde 1999 acontece a novena de São José no Santuário do mesmo nome, se tornando em pouco mais de vinte anos uma das maiores expressões de piedade popular da Arquidiocese, onde todo dia 19 de cada mês os devotos se encontram aos milhares, tendo já chegado em cem mil pessoas no dia da festa, para rezar ao santo padroeiro de toda a Igreja. Foi na festa do Seminário e do Santuário São José que o arcebispo anunciou o Ano de São José. Estamos diante de uma proposta, na Carta Patris Corde (Coração de Pai), do Papa Francisco, para “cultivar em nossa caminhada a amabilidade, a ternura, a obediência, o acolhimento, a coragem criativa, o trabalho e o cuidado responsável”, que são traços do coração de São José. “Irmanado com o bispo de Roma, o Papa Francisco”, Dom Leonardo declarava neste dia de São José, aberto o Ano de São José na Arquidiocese de Manaus, que se estenderá até 19 de março de 2022. O Arcebispo exortava as paróquias, comunidades e outras organizações pastorais dedicadas a São José, que sejam as primeiras a propagar na grandeza deste ano os traços da vida de São José. O Arcebispo anunciou algumas das coisas que serão realizadas ao longo do ano, pedindo que as famílias sejam confiadas ao Padroeiro da Igreja e convidando a rezar a oração do Papa Francisco para o Ano de São José. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Diocese de Roraima exige respeito e proteção para os migrantes atacados em Pacaraima

  A Diocese de Roraima, numa carta assinada pelo bispo, Dom Mário Antônio da Silva, a coordenadora da CRB, Ir. Aurelia Prihodova, e o coordenador das Pastorais Sociais, Ir. Danilo Correia Bezerra, tem repudiado a operação da Polícia Federal e da Polícia Civil acontecida no dia 17 de março em Pacaraima, “violenta, desproporcional e sem mandado judicial, que desalojou mais de 70 pessoas da Casa São José”. A Igreja de Roraima, como lembra a Carta, “cuida das famílias e acompanha com atenção prioritária que pede o Evangelho as mais vulneráveis”. No município de Pacaraima, “fiel à missão de Jesus, a Diocese de Roraima oferece há anos serviço de acolhida humanitária aos migrantes”. Muitas vezes, como denuncia o texto, “está cobrindo o vazio deixado, irresponsavelmente, pelo Estado, num contexto de descuido e abandono da vida”, considerando que é inadmissível ser criminalizados por isso. Finalmente, a Diocese de Roraima mostra sua solidariedade “com as irmãs e irmãos que foram atacados”, ao tempo que “exige respeito e proteção para eles e garantias de direitos e vida para os migrantes e refugiados”, pedindo a proteção de São José.  

Seminário São Jose de Manaus celebra sua festa com a presença de Dom Leonardo

Na manhã desta sexta-feira, dia 19 de março, o Arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner, presidiu a Missa Solene de São José no Seminário Arquidiocesano São José de Manaus. Neste ano, segundo o reitor, padre Zenildo Lima, “esta missa marcou o início das atividades formativas do seminário, uma vez que por ocasião da pandemia, foi adiado o início do ano e do semestre formativo”. Serão 61 os seminaristas das nove dioceses e prelazias do Regional Norte 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que vão fazer parte da comunidade do Seminário Arquidiocesano de Manaus ao longo deste ano 2021, o último dos quais tem chegado hoje, segundo o reitor, que no início da celebração fez leitura da carta em que Dom Leonardo Steiner convoca o Ano de São José na Arquidiocese de Manaus, que se estenderá até 19 de março de 2022. O texto recolhe a história da devoção a São José na cidade de Manaus, assim como as indicações pastorais que se podem extrair a partir da carta Patris Corde, sendo uma fonte de inspirações para a ação evangelizadora na Igreja de Manaus. Ao longo da cerimónia, o seminarista Mateus Marques, que está concluindo o curso de teologia neste ano, recebeu o ministério de acólito. Na sua homilia, a partir da figura de São José, Dom Leonardo fez referência às dinâmicas da acolhida, muito presentes na vida do seminário, assim como em toda a ação da Igreja, chamando a atenção para São José, como homem que ao atuar na liberdade, viveu a sua vida de castidade, uma expressão de profunda liberdade interior e uma disposição para amar daqueles que buscam o ministério presbiteral. O Arcebispo de Manaus também destacou São José como o homem do cuidado, lembrando das pessoas marginalizadas, que são presentes na história e na realidade da Arquidiocese e da sociedade como um todo. Dom Leonardo acolheu os 21 novos seminaristas que começam sua atividade formativa no Seminário São José neste ano. Neste ano haverá presença de seminaristas de 8 povos indígenas no Seminário: Baré, Dessano, Tukano (da região do Rio Negro), Kokama e Tikuna (do Salto Solimões), Macuxi (de Roraima), Maraguá e Mura (da Prelazia de Borba – região do Madeira). Alguns deles fizeram as preces dos fiéis em língua nhegatú, macuxi e tikuna. Após a celebração festiva aconteceu um café festivo, assim como atividades esportivas entre os seminaristas, e um almoço, marcando assim a manhã de atividades. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

121 entidades denunciam violência policial contra migrantes venezuelanos e trabalhadores humanitários em Pacaraima – RR

A situação vivida no dia 17 de março em Pacaraima, na fronteira entre Roraima e a Venezuela, onde as forças policiais, agindo de forma desproporcionada, entraram nas casas sem um mandado judicial e conduziram à força os responsáveis pelos locais para a delegacia, retendo indevidamente os seus aparelhos telefónicos, levou 121 organizações sociais e eclesiais a emitir uma nota pública (veja aqui) apelando por justiça e dignidade e contra a violência. A operação policial “desalojou mais de 70 pessoas, dentre as quais 21 mulheres, inclusive gestantes, e 40 crianças migrantes, da Casa São José, casa de acolhida gerida pelas Irmãs de São José e Pastoral do Migrante da Diocese de Roraima, bem como da Igreja Assembleia de Deus Águas Vivas”. É por isso que têm pedido que sejam tomadas medidas face às “sucessivas e gravíssimas violações aos direitos da população migrante e dos trabalhadores humanitários“.  A nota denuncia que o que está sendo feito não é um crime, mas um ato de humanidade, algo que é levado a cabo “porque o poder público não o faz ou o faz precária e limitadamente“. Os migrantes foram ameaçados de deportação, violando as leis internacionais, causando “grande medo na população migrante e refugiada, que, apavorada, acaba deixando de buscar serviços essenciais”.  Os signatários denunciam “com indignação reiterados ataques aos direitos da população migrante”, que estão sendo perseguidos pelas forças de segurança em Roraima, recordando “que o ato de migrar jamais pode ser caraterizado como ilegal, mas sim como um direito humano universal“. Ao mesmo tempo, afirmam que “a assistência social e humanitária prestada a migrantes em situação irregular por entidades da sociedade civil tampouco é ilegal“, o que deveria levar ao respeito pelas “organizações da sociedade civil e trabalhadores humanitários” nas suas atividades. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

São José, fonte de testemunho e espiritualidade do cuidado e do serviço

  40 Dias navengando com a Laudato Si´ na Querida Amazônia  19 DE MARÇO: São José, esposo de Nossa Senhora PEDIDO DA GRAÇA No início de cada dia, busco entrar em clima de oração e rezo: Senhor, neste  tempo favorável a voltarmos o nosso coração para os teus sonhos para a humanidade e para toda as tuas criaturas, te pedimos luz para refletirmos sobre como estamos vivendo as nossas relações contigo, com as pessoas, com o mundo que é a nossa casa comum e conosco mesmo. Ajuda-nos a reencontrar o sentido da vida no louvor e na contemplação agradecida da Criação, na saída de nós mesmos em direção aos que mais sofrem e se sentem sós, especialmente nestes tempos de pandemia, e na construção do teu reino de justiça e paz, tecendo redes de solidariedade e fraternidade entre todos os povos e culturas desta imensa região pan-amazônica e pelo mundo inteiro. Em especial hoje te peço … (apresente o seu pedido particular). Amém. OUVINDO A PALAVRA QUE NOS GUIA Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado. (Mt 1,16.18-21.24)   REFLETINDO COM A LAUDATO SI’ O Papa Francisco, na Laudato Si’, nos recorda que, ao lado de Maria, “na sagrada família de Nazaré, destaca-se a figura de São José. Com o seu trabalho e presença generosa, cuidou e defendeu Maria e Jesus e livrou-os da violência dos injustos, levando-os para o Egito. No Evangelho, aparece descrito como um homem justo, trabalhador, forte; mas, da sua figura, emana também uma grande ternura, própria não de quem é fraco mas de quem é verdadeiramente forte, atento à realidade para amar e servir humildemente. Por isso, foi declarado protetor da Igreja universal. Também ele nos pode ensinar a cuidar, pode motivar-nos a trabalhar com generosidade e ternura para proteger este mundo que Deus nos confiou” (LS, 242). Hoje, dia em que festejamos em nossas comunidades a figura do pai terreno de Jesus, repetimos as palavras conclusivas dos padres sinodais no Documento Final do Sínodo para a Amazônia: “A São José, fiel guardião de Maria e seu filho Jesus, consagramos nossa presença eclesial na Amazônia, Igreja com rosto amazônico e passeio missionário” (DF, 120). AVANÇANDO PARA ÁGUAS MAIS PROFUNDAS Após um momento de silêncio… À luz do texto bíblico e das palavras do Papa Francisco, busco aprofundar minha experiência de encontro com o Senhor, trazendo para a minha oração a realidade concreta na qual estou envolvido, a situação pela qual passa o mundo, a região pan-amazônica, a minha cidade ou comunidade, a Igreja etc. Procuro perceber os apelos de mudança que Deus me faz e peço forças para concretizá-los, a fim de que o meu louvor a Ele se manifeste em obras concretas de compromisso pela vida, na defesa da nossa Querida Amazônia, dos seus povos e dos pobres da Terra. Concluo com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.  FRASE PARA ME AJUDAR A CONTINUAR MEDITANDO NESTE DIA Que os mais pobres não tenham necessidade de ir buscar fora da Igreja uma espiritualidade que dê resposta aos anseios da sua dimensão transcendente. (Querida Amazônia, 76) Pe. Adelson Araújo dos Santos, SJ

“Ungir aos que se desesperam de dor, de medo, diante da tragedia que atinge milhares de irmãos e irmãs”, pede Dom Edson Damiam em Missa do Crisma

  O clero da diocese de São Gabriel da Cachoeira participou de 15 a 18 de março do retiro anual, que tem sido encerrado com a celebração da Missa dos Santos Óleos. O padre Walterson José Vargas, que trabalha na diocese de Juazeiro – BA, ajudou os participantes, seguindo as reflexões do cardeal Martini, a partir das figuras de Jacó e Francisco de Assis. Segundo Dom Edson Damian, “os presbíteros fizeram um grande esforço”, destacando as meditações do pregador, onde “além de um conteúdo profundamente bíblico e existencial, o padre Walterson deu um testemunho de vida de como ele foi vivendo seu ministério”. O pregador considera que o retido “foram dias bons para rever nossa caminhada à luz da vida de Jacó e de Francisco”. Lembrando as reflexões que fizeram parte do retiro do clero da diocese de São Gabriel da Cachoeira, destacava “a vida de Jacó entremeada por essas duas noites, a noite do sonho da escada e a noite da luta com Deus, uma vida marcada por dificuldades grandes, por dificuldades de ver quais eram as coordenadas de Deus na vida dele”. Segundo o padre Walterson, “pouco a pouco, no sonho da escada, ele tomou consciência da presença de Deus na vida dele, como uma presença próxima, que o animava e que lhe dava forças para ir adiante, com a promessa de que estaria com ele, de que o protegeria”. Isso foi complementado com a reflexão sobre “a noite escura da luta com Deus”, acontecida antes do e reencontro com o irmão que queria mata-lo”. Essa reflexão “mostra como é nossa vida, que embora tenhamos uma experiência forte de Deus, não deixa de ser marcada por lutas fortes com Deus também”, segundo o pregador do retiro. Para ele, “o mais importante é a presença de Deus na nossa vida, que nunca nos abandona e o imperativo de confiar nele sempre, pôr nele toda nossa esperança e a nossa confiança”. Falando da vida de Francisco de Assis, o pregador destacou as meditações em torno aos estigmas e a perfeita alegria. Segundo ele, os estigmas representam na vida do santo de Assis, “essa marca da Cruz de Cristo na vida dele, de como ele carregou sempre essa lembrança do Cristo Crucificado e olhou sempre a Cristo como humilde, pobre, ao qual ele seguia com amor tão grande”, enfatizando que “as marcas nas mãos dele foram sinal perene desse compromisso com Cristo sofredor e de atravessar com Cristo todas as cruzes e todas as dificuldades”. Ao falar da verdadeira alegria, que o padre Walterson considera em continuidade com a anterior, “nós vimos como a verdadeira alegria, ela está na participação em toda a vida de Cristo, incluída a sua paixão. Suportar todos os sofrimentos, todas as lutas, junto com Cristo, carregar a Cruz com Cristo”. O pregador resumia os dias de retiro dizendo que “foi um momento de aprofundamento, de animação, deu para perceber que o clero se aprofundou bastante, participou com alegria, com muito silêncio, com muita oração”. Na Missa dos Santos Óleos, a Missa da Unidade, que antecipa a Quinta-feira Santa, tem participado a maioria dos presbíteros, algo difícil numa diocese onde as imensas distâncias e os escassos recursos fazem com que os padres se encontrem só duas vezes por ano. Na sua homilia, o bispo local partia da citação bíblica que diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me ungiu para anunciar o Evangelho aos pobres”, afirmando que no Batismo e na Crisma, “também nós fomos ungidos pelo mesmo Espírito que ungiu Jesus para anunciar a Boa Nova aos pobres”. Dom Edson Damian destacava a importância da celebração como momento em que “são abençoados os Santos Óleos para celebrar os sacramentos que nos salvam”, afirmando que “o Espírito que recebemos no Batismo, na Crisma, penetra em nós, permanece em nós e nos torna testemunhas do Evangelho”. Ele dizia aos presbíteros, que na celebração renovaram suas promessas sacerdotais, que “somos ungidos para ungir, somos ungidos para abençoar, ninguém se torna presbítero para si mesmo, mas para amar e servir a todos”. O bispo também refletia sobre o significado da Eucaristia na vida do presbítero, momento em que “ele é configurado com Cristo, para se conformar ao Cristo que doa a se mesmo inteiramente”. O presidente do Regional Norte 1 da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, enfatizava que “Amar e servir com Jesus é a missão que se torna ainda mais exigente em meio à tremenda e cruel pandemia que já ceifou a vida de quase 300 mil irmãos e irmãs brasileiros”. “Ungir, abençoar, aos que se desesperam de dor, de medo, diante da tragedia que atinge milhares de irmãos e irmãs é nossa missão nesse tempo”, segundo Dom Edson. Ele destacava a necessidade de ser uma Igreja hospital de campanha, um oásis de misericórdia, uma casa de acolhida e solidariedade. Também refletia sobre a importância da Campanha da Fraternidade e a imagem do Papa Francisco em Fratelli tutti que nos diz que estamos todos no mesmo barco, algo que cobra mais sentido no meio dos rios da Amazônia. O bispo fazia um chamado a “abrir-se para a solidariedade, para a fraternidade, para a partilha do que somos e temos”, afirmando que “os verdadeiros presbíteros são aqueles que arriscam a vida para cuidar da vida, para salvar a vida”, fazendo um convite a “renovar os compromissos sacerdotais e assumir a missão”, e a tomar consciência da necessidade de cuidar da mãe Terra. Dom Edson Damian destacava a importância do retiro e da Missa da Unidade, para “retornando às comunidades viver com fidelidade nossa doação, nossa entrega, nosso serviço para continuar a missão de Jesus”, insistindo em que há “tanta gente golpeada e ferida nessa pandemia que precisa do nosso amor, da nossa misericórdia”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1