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Os sinais de Deus em nossa casa comum

  40 Dias navengando com a Laudato Si´ na Querida Amazônia  24 DE FEVEREIRO: Quarta-feira da 1ª Semana da Quaresma PEDIDO DA GRAÇA No início de cada dia, busco entrar em clima de oração e rezo: Senhor, neste  tempo favorável a voltarmos o nosso coração para os teus sonhos para a humanidade e para toda as tuas criaturas, te pedimos luz para refletirmos sobre como estamos vivendo as nossas relações contigo, com as pessoas, com o mundo que é a nossa casa comum e conosco mesmo. Ajuda-nos a reencontrar o sentido da vida no louvor e na contemplação agradecida da Criação, na saída de nós mesmos em direção aos que mais sofrem e se sentem sós, especialmente nestes tempos de pandemia, e na construção do teu reino de justiça e paz, tecendo redes de solidariedade e fraternidade entre todos os povos e culturas desta imensa região pan-amazônica e pelo mundo inteiro. Em especial hoje te peço … (apresente o seu pedido particular). Amém. OUVINDO A PALAVRA QUE NOS GUIA Naquele tempo: Quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: ‘Esta geração é uma geração má.Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas.Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração, e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão. No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas. (Lc 11,29-32) REFLETINDO COM A LAUDATO SI’ Como no tempo de Jesus, muitas pessoas ainda hoje vivem uma religião baseada na busca de sinais espetaculares, curas milagrosas e poderes extraordinários para acreditar que Deus está em nosso meio, quando na verdade bastaria contemplar a natureza para ter a certeza da sua presença. Afinal, “todo o universo material é uma linguagem do amor de Deus, do seu carinho sem medida por nós. O solo, a água, as montanhas: tudo é carícia de Deus. A história da própria amizade com Deus desenrola-se sempre num espaço geográfico que se torna um sinal muito pessoal” (LS 84).  Por isso é que o Papa Francisco nos ensina que “não fugimos do mundo, nem negamos a natureza, quando queremos encontrar-nos com Deus” (LS 235), mas fazemos justamente o contrário, procurando e encontrando a Deus em todas as suas criaturas, nessa casa comum onde tudo está interligado. Ser conscientes disso nos faz ser mais gratos pelo dom da vida e da Criação, mas também mais comprometidos com a defesa da mesma, sobretudo onde ela estiver sendo mais ameaçada, como acontece em tantas partes da Amazônia. AVANÇANDO PARA ÁGUAS MAIS PROFUNDAS Após um momento de silêncio… À luz do texto bíblico e das palavras do Papa Francisco, busco aprofundar minha experiência de encontro com o Senhor, trazendo para a minha oração a realidade concreta na qual estou envolvido, a situação pela qual passa o mundo, a região pan-amazônica, a minha cidade ou comunidade, a Igreja etc. Procuro perceber os apelos de mudança que Deus me faz e peço forças para concretizá-los, a fim de que o meu louvor a Ele se manifeste em obras concretas de compromisso pela vida, na defesa da nossa Querida Amazônia, dos seus povos e dos pobres da Terra. Concluo com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.  FRASE PARA ME AJUDAR A CONTINUAR MEDITANDO NESTE DIA “O Sínodo para a Amazônia se transforma assim em um sinal de esperança para o povo amazônico e para a humanidade inteira. Trata-se de uma grande oportunidade para que a Igreja possa descobrir a presença encarnada e ativa de Deus”.  (Instrumentum laboris, 33) Pe. Adelson Araújo dos Santos, SJ

Ir. Maria Inês Ribeiro: “É um avanço o Papa Francisco querer colocar cada vez mais, mulheres no serviço da Igreja”

O Papa Francisco nomeou a presidenta da Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB, consultora da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica, por cinco anos. Junto com a irmã Maria Inês Vieira Ribeiro foi nomeada a irmã Márian Ambrósio, presidenta da CRB entre os anos de 2007 e 2013. Segundo a irmã Maria Inês, o novo serviço “representa, acima de tudo, um gesto de confiança de Deus, do Papa Francisco, pela Vida Consagrada”. Ela, que é presidenta da CRB desde 2016, diz que “é uma continuidade daquilo que venho já realizando como consagrada, como responsável pela nossa Conferência”. Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, que faz parte da Congregação das Mensageiras do Amor Divino, pretende mostrar o que ela tem descoberto na realidade brasileira. Segundo ela, trata-se “de uma Igreja servidora, de uma Igreja sinodal, de uma Igreja aberta para os pobres, uma Vida Consagrada que estamos insistindo cada vez mais para o compromisso de fidelidade ao Evangelho e ao carisma de cada Instituto”. A religiosa vê o desafio de caminhar juntos, da tolerância e do respeito. Nas suas palavras, ela destaca que o Papa Francisco “desejou fazer um colégio de consultores numa paridade, que seja o mesmo número de homens e mulheres, para que possamos dar o nosso contributo”, algo que para a irmã “tem um significado muito forte, porque nós temos diferenças, a psicologia feminina é diferente da psicologia masculina, e nós temos que encaminhar isso com igualdade”. Segundo a presidenta da CRB, onde a vida “está mais sofrida e ameaçada, é o nosso lugar”. Junto com isso, insiste na necessidade de a Igreja escutar o laicato e a vida religiosa feminina, algo que ela vê estar sendo feito pelo Papa Francisco, que “está vendo que a Igreja não pode caminhar só com as pernas masculinas”. A senhora acaba de ser nomeada pelo Papa Francisco como consultora da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica. O que representa esse novo serviço que a Igreja está lhe pedindo? Para mim representa um gesto de confiança da Igreja, em primeiro lugar. Um novo chamado de Deus para minha vida consagrada, porque está sempre nos chamando cada dia à fidelidade, ao compromisso, às respostas mesmo, na generosidade. Para mim representa, acima de tudo, um gesto de confiança de Deus, do Papa Francisco, pela Vida Consagrada. Quase para mim é uma continuidade daquilo que venho já realizando como consagrada, como responsável pela nossa Conferência. Para mim é uma confirmação, um ato de confiança. A Vida Religiosa no Brasil tem coisas a aportar para a missão da Vida Religiosa na Igreja universal. O que a senhora pensa que, desde seu novo serviço, pode aportar como representante da Vida Religiosa no Brasil para a missão da Vida Religiosa no mundo? Conforme a orientação da Sagrada Congregação dos Religiosos, do Dicastério, a orientação que recebi exatamente é esta: eu vou receber consultas sobre diversos e variados assuntos que surgirem para a Congregação dos Religiosos, serei consultada a dar a minha opinião. Com certeza, eu vejo que na medida que a gente abre o coração, abre a boca para dar uma opinião sobre qualquer assunto, seja no nossos país ou para o mundo, será a partir da experiência de vida, da minha comunhão com Deus, da minha fidelidade ao Evangelho, darei a minha opinião, porque justamente essa é a missão, de consulta. Serei consultada, como diz Dom João Braz de Aviz, para as diversas situações, receberei correspondência, comunicados, e participarei de assembleias que acontecerão em Roma para todos os consultores e consultores. Para mim, o posicionamento, a resposta, como uma consagrada do Brasil, claro que vai a partir da nossa experiência também, de uma Igreja servidora, de uma Igreja sinodal, de uma Igreja aberta para os pobres, uma Vida Consagrada que estamos insistindo cada vez mais para o compromisso de fidelidade ao Evangelho e ao carisma de cada Instituto. Um desafio grande também, porque estamos vivendo situações difíceis, não só na Vida Consagrada como na Igreja. O momento agora é de dor, é de dificuldade, de problemas, que estamos vivendo na Igreja do Brasil face à Campanha da Fraternidade e outras situações. Mas eu acredito que responderei com a experiência de vida que o Senhor já me concedeu. Em que deve insistir a Vida Religiosa na missão da Igreja? Quais, segundo a senhora, deveriam ser os principais aportes e os principais desafios a serem enfrentados? Um dos principais desafios que colocaria é justamente esse caminhar juntos, essa tolerância, o respeito. O próprio Dom João Braz me disse no telefone ontem, irmã, isso é coisa do Papa Francisco, ele que desejou fazer um colégio de consultores numa paridade, que seja o mesmo número de homens e mulheres, para que possamos dar o nosso contributo. A Vida Consagrada no Brasil e no mundo deve existir sobre esse caminhar juntos, sobre esse respeito às diferenças, sobre esse amor verdadeiro às diferenças, às pessoas, amar cada vez mais as realidades que nós vivemos mais sofridas, estar onde a vida está ameaçada, este é o lugar da Vida Consagrada. Para mim temos que insistir aí, porque realmente, onde ela está mais sofrida e ameaçada, é o nosso lugar. Não precisamos ficar colocando a Vida Religiosa no destaque, no pedestal, à luz dos holofotes, mas a Vida Consagrada encarnada, inserida, humilde, simples. Esse é o grande desafio, tanto para a Igreja como para a Vida Consagrada. A senhora fala da insistência do Papa Francisco na paridade nesse conselho de consultores entre homens e mulheres. Recentemente, uma religiosa foi nomeada subsecretária do Sínodo para os Bispos, e em consequência disso, ela vai ser a primeira mulher a votar num Sínodo para os Bispos. Para a vida religiosa feminina, o que significam esses passos que o Papa Francisco está dando nos últimos anos? Isso tem um significado muito forte, porque nós temos diferenças, a psicologia feminina é diferente da psicologia masculina, e nós temos que encaminhar isso com igualdade. Para todos…
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Leve melhora nos números da Covid no Regional Norte1, mas a situação ainda é muito grave

  A Rede Eclesial Pan-Amazônica tem lançado nesta terça-feira o informe semanal que recolhe os números da Covid-19 na Pan-Amazônia. Até 22 de fevereiro de 2021, segundo os números oficiais, os casos já chegaram em 2.114.223 e o número de mortes é de 52.448. Na última semana, o aumento dos casos foi de 89.000 e os óbitos foram 2.084. O número mais elevado encontra-se no Brasil, onde a pandemia está fora de controlo e o programa de vacinação está sendo realizado muito lentamente, uma consequência da falta de planeamento por parte do governo. Já há 1.592.311 casos e 36.724 mortes na Amazónia brasileira, 47.020 e 1.650, respectivamente, na última semana. No Regional Norte 1 da CNBB, o número de casos é de 355.131 e os óbitos 11.171. Nos últimos 7 dias, os casos foram 14.340 e os falecidos chegaram em 661. Em referência com a semana anterior, em que os casos foram 13.791 e os óbitos foram 934, teve uma melhora significativa no número de mortos, mas aumentaram os casos registrados. Na perspectiva de “analisar as propostas para enfrentar estes fatos duros e difíceis como a Covid-19, mas também outras pandemias”, a Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM, tem se unido ao evento “O Grito da Selva: Vozes da Amazónia“, convocado pela Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazónica – COICA, que será realizado na próxima sexta-feira e sábado, 26 e 27 de fevereiro. Segundo o cardeal Pedro Barreto, presidente da REPAM, “a segunda onda da pandemia da Covid-19 está inexoravelmente a avançar em toda a humanidade, mas especialmente no território amazónico”. Ele afirma que “os povos indígenas são seriamente afetados, mas existem também outras ‘pandemias’: a pandemia do extrativismo, a pandemia da corrupção, e outros aspectos que afetam diretamente estas comunidades indígenas”. Por esta razão, o cardeal peruano apela à participação neste evento, que ele considera muito importante. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

A palavra criadora e a nossa casa comum

40 Dias navengando com a Laudato Si´ na Querida Amazônia  23 DE FEVEREIRO: Terça-feira da 1ª Semana da Quaresma PEDIDO DA GRAÇA No início de cada dia, busco entrar em clima de oração e rezo: Senhor, neste  tempo favorável a voltarmos o nosso coração para os teus sonhos para a humanidade e para toda as tuas criaturas, te pedimos luz para refletirmos sobre como estamos vivendo as nossas relações contigo, com as pessoas, com o mundo que é a nossa casa comum e conosco mesmo. Ajuda-nos a reencontrar o sentido da vida no louvor e na contemplação agradecida da Criação, na saída de nós mesmos em direção aos que mais sofrem e se sentem sós, especialmente nestes tempos de pandemia, e na construção do teu reino de justiça e paz, tecendo redes de solidariedade e fraternidade entre todos os povos e culturas desta imensa região pan-amazônica e pelo mundo inteiro. Em especial hoje te peço … (apresente o seu pedido particular). Amém. OUVINDO A PALAVRA QUE NOS GUIA Isto diz o Senhor: assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la. (Is 55, 10-11)   REFLETINDO COM A LAUDATO SI’ A Palavra de Deus nunca é estéril, mas sempre dá frutos bons, irrigando e fecundado o terreno das nossas vidas e comunidades. Na Laudato Si’, o Papa Francisco explica que a Palavra de Deus é uma “palavra criadora” e que, portanto, “o mundo procede, não do caos nem do acaso, mas de uma decisão, o que o exalta ainda mais” (LS 77). Francisco ensina que a nossa casa comum é fruto do amor divino, pois “o universo não apareceu como resultado de uma omnipotência arbitrária, de uma demonstração de força ou de um desejo de auto-afirmação. A criação pertence à ordem do amor. O amor de Deus é a razão fundamental de toda a criação” (LS 77).  Olhando para a imensidão da Amazônia, o Papa “nos convida a defender esta região ameaçada, a fim de a preservar e restaurar para o bem de todos, incutindo esperança em nossas capacidades para construir o bem de todos e a Casa Comum” (Instrumento de Trabalho do Sínodo para a Amazônia, 2). Assim, também nós somos chamados a levar uma palavra de vida, de solidariedade e de fraternidade a todos os povos e criaturas da Amazônia. AVANÇANDO PARA ÁGUAS MAIS PROFUNDAS Após um momento de silêncio… À luz do texto bíblico e das palavras do Papa Francisco, busco aprofundar minha experiência de encontro com o Senhor, trazendo para a minha oração a realidade concreta na qual estou envolvido, a situação pela qual passa o mundo, a região pan-amazônica, a minha cidade ou comunidade, a Igreja etc. Procuro perceber os apelos de mudança que Deus me faz e peço forças para concretizá-los, a fim de que o meu louvor a Ele se manifeste em obras concretas de compromisso pela vida, na defesa da nossa Querida Amazônia, dos seus povos e dos pobres da Terra. Concluo com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.  FRASE PARA ME AJUDAR A CONTINUAR MEDITANDO NESTE DIA “Como Igreja de discípulos missionários, imploramos a graça dessa conversão que ‘implica deixar escapar todas as consequências do encontro com Jesus Cristo nas relações com o mundo ao seu redor’ ( LS, 217)” (Documento Final do Sínodo para a Amazônia, 18) Pe. Adelson Araújo dos Santos, SJ

Custodia Capuchinha do Amazonas e Roraima doa concentradores de oxigênio para combater a Covid-19

  A Igreja católica está sendo uma das instituições que mais está se empenhando no enfrentamento da pandemia da Covid-19. O Estado do Amazonas, especialmente Manaus, tem sido um dos focos principais de morte em consequência da doença, especialmente em 2021. Desde o início do ano até o dia 21 de fevereiro, segundo números oficiais da Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas, o número óbitos é de 5.177, deles 4.127 em Manaus. Desde o início da pandemia, o total de falecidos é de 10.462 no Estado do Amazonas e 7.407 na capital do estado. Diferentes congregações, dioceses, o Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tem empreendido campanhas solidárias na tentativa de ajudar a superar esse momento que está provocando tanta dor na vida do povo. A crise sanitária, que está tendo consequências muito trágicas, está unida a uma crise social e econômica, que está atingindo sobretudo os mais pobres. A Custodia dos Capuchinhos de Amazonas e Roraima está realizando neste ano de 2021, com a ajuda da Missão Central dos Franciscanos na Alemanha e o apoio do Departamento de Solidariedade da Cúria Geral da Ordem dos Frades Capuchinhos, sete projetos para ajudar a mitigar as graves consequências que a pandemia está provocando na região. Trata-se de concentradores de oxigênio, mini usina de oxigênio, escuta psicológica, higiene bucal infantil, distribuição de alimentos nos hospitais e ao povo de rua, cestas básicas, documentação para migrantes, bolsas de estudo, remédios, EPI´s, dentre outros. Foram entregues nos últimos dias 17 concentradores de oxigênio, dentro do projeto “SOS Oxigênio”. Segundo frei Paulo Xavier Ribeiro, o “projeto veio da missão central dos Franciscanos na Alemanha e nós estamos buscando caminhos que possam ser caminhos de solidariedade, buscando a vida, traduzindo isso na vida das pessoas, como frades menores capuchinhos, procurando melhor servir”. Os concentradores têm sido entregues em diferentes Unidades Básicas de Saúde da capital amazonense, algo que também foi realizado nas cidades de Tabatinga e Benjamin Constant, na Tríplice Fronteira entre o Brasil, a Colômbia e o Peru. Segundo o pároco da paróquia São Sebastião de Manaus, “isso também nos ajuda a fazer a caridade com qualidade, com dedicação, com empenho, com responsabilidade e com transparência. Isso ajuda a gente a levar em frente aquilo que faz parte da nossa vida, na equidade, na ética, no respeito com aquilo que é de todos”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Sob a liderança do Papa, somos Igreja em constante conversão

  40 Dias navengando com a Laudato Si´ na Querida Amazônia  22 DE FEVEREIRO: Cátedra de São Pedro, Apóstolo PEDIDO DA GRAÇA No início de cada dia, busco entrar em clima de oração e rezo: Senhor, neste  tempo favorável a voltarmos o nosso coração para os teus sonhos para a humanidade e para toda as tuas criaturas, te pedimos luz para refletirmos sobre como estamos vivendo as nossas relações contigo, com as pessoas, com o mundo que é a nossa casa comum e conosco mesmo. Ajuda-nos a reencontrar o sentido da vida no louvor e na contemplação agradecida da Criação, na saída de nós mesmos em direção aos que mais sofrem e se sentem sós, especialmente nestes tempos de pandemia, e na construção do teu reino de justiça e paz, tecendo redes de solidariedade e fraternidade entre todos os povos e culturas desta imensa região pan-amazônica e pelo mundo inteiro. Em especial hoje te peço … (apresente o seu pedido particular). Amém. OUVINDO A PALAVRA QUE NOS GUIA Naquele tempo: Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz es tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. (Mt 16,13-19)   REFLETINDO COM A LAUDATO SI’ Neste dia em que celebramos a festa da Cátedra de São Pedro, louvamos a Deus pela pessoa do Papa Francisco, sucessor de Pedro, por nos guiar e provocar a não sermos uma Igreja alienada e fechada em si mesma, por nos ensinar que “a Igreja, com a sua ação, procura não só lembrar o dever de cuidar da natureza, mas também e ‘sobretudo proteger o homem da destruição de si mesmo’” (LS, 79). Contudo, muitos ainda preferem viver um tipo de espiritualidade desligada da realidade e acusam o Papa de se envolver em questões “mundanas” como a situação ecológica, econômica, migratória etc.  Diante disso, Francisco é o primeiro a falar da necessidade de superarmos uma concepção de fé espiritualista e voltada apenas para as “almas”, quando diz: “Temos de reconhecer que nós, cristãos, nem sempre recolhemos e fizemos frutificar as riquezas dadas por Deus à Igreja, nas quais a espiritualidade não está desligada do próprio corpo nem da natureza ou das realidades deste mundo, mas vive com elas e nelas, em comunhão com tudo o que nos rodeia” (LS 216). AVANÇANDO PARA ÁGUAS MAIS PROFUNDAS Após um momento de silêncio… À luz do texto bíblico e das palavras do Papa Francisco, busco aprofundar minha experiência de encontro com o Senhor, trazendo para a minha oração a realidade concreta na qual estou envolvido, a situação pela qual passa o mundo, a região pan-amazônica, a minha cidade ou comunidade, a Igreja etc. Procuro perceber os apelos de mudança que Deus me faz e peço forças para concretizá-los, a fim de que o meu louvor a Ele se manifeste em obras concretas de compromisso pela vida, na defesa da nossa Querida Amazônia, dos seus povos e dos pobres da Terra. Concluo com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.    FRASE PARA ME AJUDAR A CONTINUAR MEDITANDO NESTE DIA “Como Igreja de discípulos missionários, imploramos a graça dessa conversão que ‘implica deixar escapar todas as consequências do encontro com Jesus Cristo nas relações com o mundo ao seu redor’ ( LS, 217)” (Documento Final do Sínodo para a Amazônia, 18) Pe. Adelson Araújo dos Santos, SJ

“A vacina é o único meio que nós temos de superar esse momento pandémico”, insiste Dom Leonardo

A pandemia da Covid-19 está provocando graves consequências. Diante do alto número de contágios e de mortes que estão acontecendo nas últimas semanas, o Arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner, no final da missa do Primeiro Domingo da Quaresma, fazia um apelo a se vacinar. Segundo Dom Leonardo, “a vacina é o único meio que nós temos de superar esse momento pandémico, a vacina é a única saída”. Manaus é uma das cidades brasileiras onde a vacinação está mais adiantada, tendo sido vacinadas boa parte das pessoas acima de 70 anos, assim como outros grupos de risco. Mesmo assim, não são todos os que estão indo nos postos de vacinação, alguns por dificuldade para se deslocar, outros influenciados pelas declarações de alguns políticos em referência à eficácia da vacina, querendo assim tirar o foco da falta de planejamento. No último sábado, 20 de fevereiro, a prefeitura de Manaus organizava uma visita a idosos que moram na Zona Sul da cidade por agentes comunitários da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para orienta-los a receber a vacina contra a Covid-19. Também Dom Leonardo dizia que “gostaria de insistir caríssimos irmãos e irmãs na necessidade da vacina e do cuidado”. Mesmo tendo diminuído a gravidade da segunda onda em Manaus, com menos internações e óbitos, ele afirmava que “nós não podemos agora achar que tudo está tranquilo”, pois segundo o arcebispo, “a situação ainda é grave, especialmente no nosso interior”. A falta de cuidado tem sido uma das causas da segunda onda da pandemia em Manaus. É por isso, que Dom Leonardo Steiner, seguindo aquilo que está sendo advertido pelos especialistas em infectologia, afirmava que “talvez se não cuidarmos, teremos um terceiro momento, o que seria extremamente difícil e grave para todos nós”. O arcebispo, que já recebeu a primeira dose da vacina, disse que “vamos cuidar, vamos colaborar, mas na primeira oportunidade que cada um, cada uma tiver, deixe-se vacinar, procure vacinar”. Dom Leonardo Steiner afirmava não saber “por que tanta resistência à vacina, dado que nós temos no Brasil uma experiencia enorme de vacinação”. Na verdade, boa parte dessa situação que o Brasil vive hoje tem sua origem no poder público, algo que o arcebispo sustentava quando disse que “infelizmente não houve organização suficiente da parte do governo”. Diante da situação atual, ele insistia na necessidade da vacina “para podermos voltar a uma convivência mais tranquila e voltarmos também às nossas celebrações, às nossas atividades pastorais”. A Arquidiocese de Manaus cancelou as missas e encontros com o povo no dia 05 de janeiro e tem ido prorrogando as orientações nesse sentido. Na última semana, foi decretado que essa situação vai permanecer até o dia 12 de março, inclusive. Na homilia da missa, o arcebispo falava sobre aquilo que o deserto representa na tradição bíblica e na vida dos cristãos, sobre a importância da conversão e do diálogo, tema da Campanha da Fraternidade Ecuménica de 2021. Ela “vem a despertar em todos nós o desejo do diálogo”, que na passagem do Evangelho do Primeiro Domingo da Quaresma “se manifesta como anúncio benévolo e transformante”. O Arcebispo de Manaus destacava a importância da conversão à escuta, de “assumir um novo estilo de vida, de diálogo”, também de “desideologizar a escuta”. Segundo Dom Leonardo, se faz necessário estarmos atentos ao “barulho ensurdecedor da violência verbal e física, o barulho da ideologia tomada pela brutalidade que busca destruir os ouvidos da convivência, o barulho da religiosidade que trai a essência, o vigor da fé e nos afasta de Deus e dos irmãos”. Tudo isso deve levar, segundo Dom Leonardo “a implorar escuta, diálogo”, para evitar cair na agressão. “O tempo da pandemia é um tempo de deserto, o tempo da pandemia também é um tempo do Espírito”, segundo Dom Leonardo. Diante dessa realidade, ele se perguntava “Como estamos ouvindo, qual a purificação, qual a transformação que a pandemia pode nos proporcionar, indicar? Nos deixamos visitar pelo Espírito? Assumimos melhor, depois desta pandemia, a nossa vocação e a nossa missão como cristãos?”. Responder essas perguntas podem ajudar a humanidade, especialmente os cristãos, os católicos, a encontrar uma saída diante da grave situação que estamos vivendo, uma saída que, segundo Dom Leonardo Steiner, está na vacina, “a única saída”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

O Reino de Deus está próximo, é tempo de conversão ecológica

  40 Dias navengando com a Laudato Si´ na Querida Amazônia  21 DE FEVEREIRO: 1º Domingo da Quaresma PEDIDO DA GRAÇA No início de cada dia, busco entrar em clima de oração e rezo: Senhor, neste  tempo favorável a voltarmos o nosso coração para os teus sonhos para a humanidade e para toda as tuas criaturas, te pedimos luz para refletirmos sobre como estamos vivendo as nossas relações contigo, com as pessoas, com o mundo que é a nossa casa comum e conosco mesmo. Ajuda-nos a reencontrar o sentido da vida no louvor e na contemplação agradecida da Criação, na saída de nós mesmos em direção aos que mais sofrem e se sentem sós, especialmente nestes tempos de pandemia, e na construção do teu reino de justiça e paz, tecendo redes de solidariedade e fraternidade entre todos os povos e culturas desta imensa região pan-amazônica e pelo mundo inteiro. Em especial hoje te peço … (apresente o seu pedido particular). Amém. OUVINDO A PALAVRA QUE NOS GUIA Naquele tempo: O Espírito levou Jesus para o deserto. E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e ali foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam. Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galiléia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: ‘O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!’. (Mc 1, 12-15)   REFLETINDO COM A LAUDATO SI’ Durante o processo dinâmico de escuta e discernimento de preparação ao Sínodo para a Amazônia, foi ficando claro a necessidade de três tipos de conversões a que todos nós, como Igreja na pan-amazônia, deveríamos experimentar, segundo o Papa Francisco: “a conversão pastoral, a qual nos chama através da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (ver-escutar); a conversão ecológica, mediante a Encíclica Laudato Si’, que orienta o rumo (julgar-atuar); e a conversão à sinodalidade eclesial, através da Constituição Apostólica Episcopalis Communio, que estrutura o caminhar juntos (julgar-atuar)” (IL 5). Em relação à conversão ecológica, o Papa explica na Laudato Si’ que este termo foi utilizado antes por São João Paulo II e que tanto a conversão, como a espiritualidade ecológica “nascem das convicções da nossa fé, pois aquilo que o Evangelho nos ensina tem consequências no nosso modo de pensar, sentir e viver” (LS 216). E, ao mesmo tempo, Francisco recorda que toda “crise ecológica é um apelo a uma profunda conversão interior” (LS 217). Louvemos a Deus que nunca desiste de nós, mas nos oferece sempre a oportunidade de reorientar a nossa vida na direção do Reino.  AVANÇANDO PARA ÁGUAS MAIS PROFUNDAS Após um momento de silêncio… À luz do texto bíblico e das palavras do Papa Francisco, busco aprofundar minha experiência de encontro com o Senhor, trazendo para a minha oração a realidade concreta na qual estou envolvido, a situação pela qual passa o mundo, a região pan-amazônica, a minha cidade ou comunidade, a Igreja etc. Procuro perceber os apelos de mudança que Deus me faz e peço forças para concretizá-los, a fim de que o meu louvor a Ele se manifeste em obras concretas de compromisso pela vida, na defesa da nossa Querida Amazônia, dos seus povos e dos pobres da Terra. Concluo com um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.    FRASE PARA ME AJUDAR A CONTINUAR MEDITANDO NESTE DIA Devemos examinar as nossas vidas e reconhecer de que modo ofendemos a criação de Deus com as nossas ações e com a nossa incapacidade de agir. Devemos fazer a experiência de uma conversão, de uma mudança do coração.  (Laudato Si’, 218) Pe. Adelson Araújo dos Santos, SJ

Jutaí agradece ao Regional Norte 1 pelo oxigênio enviado para o município

  A cidade de Jutaí, na Prelazia de Tefé, recebei neste sábado 10 cilindros de oxigênio enviados pelo Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB. O oxigênio recebido, que foi trasladado pela Secretaria Municipal de Saúde, faz parte dos 204 cilindros chegados na segunda-feira em Manaus, fruto da doação dos Cavaleiros de Colombo, dentro da Campanha “Amazonas e Roraima contam com sua a sua Solidariedade”. Os 10 cilindros de oxigênio foram entregues ao hospital municipal pela Paróquia São José. Eles são mais uma ajuda no suporte para o tratamento dos pacientes dessa unidade de saúde. Desde a paróquia, seu pároco, Pe. Sidiomar Patrício Nunes, o Pe. Marcos Pereira Siqueira, Vigário Paroquial e as Irmãs Dominicanas, agradecem ao bispo da Prelazia de Tefé, Dom Fernando Barbosa, e aos bispos do Regional Norte1, “por ter lembrado da nossa querida cidade de Jutaí”. Desde a paróquia local, afirmam que “nós como Igreja Católica vamos continuar buscando todas as ajudas possíveis para amenizar a dor e o sofrimento nesse momento tão difícil para todos nós. Sabemos que é pouco, mas vai ajudar”. Com informações da Prelazia de Tefé

Padre Zenildo Lima: Fratelli tutti denuncia “uma cultura do descarte que ignora direitos de populações fragilizadas”

  A Prelazia de Borba organizava no dia 20 de fevereiro um encontro de formação com os agentes de pastoral (confira o vídeo). O momento de reflexão faz parte do programa de formação que a prelazia tem organizado para o ano 2021, que deve acontecer uma vez por mês, por enquanto no formato virtual. Neste primeiro encontro, o tema foi a Fratelli tutti, sendo conduzida a reflexão pelo padre Zenildo Lima. Segundo ele, a última encíclica do Papa Francisco “nasce do coração do papa, fruto de uma experiência dialogal”. Estamos diante de um diálogo entre Francisco de Roma e Francisco de Assis, que recorda o diálogo com o Imã Ahmad Al-Tayyeb em Abu Dhabi. A Fratelli tutti, na linha da Laudato Si, “retoma a questão da fraternidade universal que deve ser abordada como amizade social”, afirmava o reitor do Seminário São José de Manaus, onde se formam os seminaristas do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, dentre eles aqueles que fazem parte da Prelazia de Borba.  Um fato muito marcante no último ano foi a oração pelo fim da pandemia, celebrada em 27 de março de 2020 numa Praza de São Pedro vazia, mas com a presença virtual de milhões de pessoas. Na ocasião, lembrava o padre Zenildo, “o Papa sozinho na Praça de São Pedro rezou inspirado no Evangelho da tempestade acalmada, lembrando que Jesus está na barca conosco”. Na sociedade planetária, afirmava o palestrante, “os pobres se queixam que não se sentem na mesma barca porque se veem excluídos dos meios para se salvar”. Um exemplo disso está sendo a distribuição das doses de vacina entre os países ricos e pobres.  Essa é uma realidade abordada no primeiro Capítulo da Fratelli tutti, onde o padre Zenildo lembra que “o Papa faz uma leitura dos retrocessos e fechamentos no mundo”. Esse primeiro Capítulo, que tem por título “As sombras de um mundo fechado”, nos mostra, segundo o padre, “uma regressão dos caminhos de unidade diante da força desintegradora de uma economia global”. Ele destacava que “esta força massificadora com seus “desconstrucionismos” se apresenta ahistórica, fragiliza relações, situa os homens em polos de concorrência: todos contra todos e ninguém pela casa comum”. Uma grave consequência dessa realidade, muito presente na sociedade atual, é que “emerge uma cultura do descarte que ignora direitos de populações fragilizadas”, segundo o reitor do Seminário São José. Nessa conjuntura, ele destaca como fatos relevantes “a violência contra as mulheres, os sinais de escravidão, o drama do tráfico de pessoas”. São realidades que Zenildo Lima denomina como “avanços sem rumos”, que segundo ele “tiveram sua expressão neste cenário de pandemia”, e que fez com que “emergiram os desequilíbrios na incapacidade de lidar juntos diante deste desafio”. Nesse sentido, o padre Zenildo insiste em que “uma comunicação ilusória, uma informação sem sabedoria, dá a falsa sensação que estamos próximos”. Diante dessa realidade, que pode ser considerada como desalentadora, ele afirma que “o Papa conclama a Esperança”.  Ao analisar o segundo Capítulo, que tem por título “Um estranho no caminho”, o palestrante dizia que “iluminados pela parábola do Bom Samaritano (Lc 10,25-37), somos interpelados a identificarmos nos personagens do texto as indiferenças diante do sofrimento, às vezes até com motivações religiosas”. Essa realidade, narrada na parábola e aprofundada pelo Papa Francisco, se torna, segundo o padre Zenildo, “um convite a uma profunda revisão de nossas opções pastorais que não percebem quem está ferido”. Ele dizia aos participantes do encontro virtual, onde se faziam presentes agentes de pastoral da Prelazia de Borba, dentre eles o bispo, Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, que “precisamos recomeçar, nos deixando interpelar pelo forasteiro”.  “As saídas estão na construção de um mundo aberto”, segundo o padre Zenildo, uma afirmação que tem como base o Capítulo III da última encíclica do Papa Francisco, intitulado “Pensar e gerar um mundo aberto”. O Papa Francisco nos convida “a sair de si numa disposição amorosa, expressão de uma comunhão universal inclusiva e não estratificada”, afirmava o reitor do seminário de Manaus. Ele insistia na necessidade de “um amor que promove, um amor de serviço e solidariedade”. Isso deve se concretizar, dentre outros elementos, “na destinação universal dos bens e a necessidade de uma legislação que assegure direitos além fronteiras”. A dinâmica da reciprocidade e gratuidade acolhedora se fazem presente no Capítulo IV: “Um coração aberto ao mundo inteiro”. Nessa parte da encíclica destaca-se a importância de os verbos acolher – proteger – promover – integrar. Eles “destacam o enriquecimento mútuo para além da tensão global e local, contudo partindo das riquezas locais”, insiste Zenildo Lima. Algo que tem relação com o Capítulo V, que nos leva a refletir sobre “A melhor política”. Partindo do último pleito municipal e os resultados do mesmo, o palestrante afirmava a necessidade de nos alertarmos “diante dos populismos e das defesas dos interesses liberais”. A alternativa que o Papa Francisco propõe é “a promoção do bem comum como expressão da caridade política”. Isso deve nos levar, insistia o padre Zenildo Lima a “nos questionarmos das nossas escolhas e do apoio oferecido aos cristãos leigos que estão engajados nestes processos”.  Os Capítulos VI, que fala sobre “Diálogo e amizade social”, e VII, “Caminhos de um novo encontro”, sugerem, segundo o padre Zenildo, “um itinerário que passa pelo diálogo como superação da indiferença e da negação violenta e construção coletiva a partir de consenso alicerçado na verdade”. Estamos diante de um caminho, afirmava o palestrante, que “passa também pela necessária experiência da reconciliação sem perda da memória”. Nesse sentido, se referindo a fatos concretos, presentes na memória do povo brasileiro, “não podemos esquecer o que foi a ditadura militar, não podemos esquecer da pandemia e do desmonte do sistema público de saúde em nosso Estado, não podemos esquecer da crise do oxigênio”. Junto com isso, “tampouco devemos recorrer às falsas soluções da guerra e da pena de morte, não somente a pena de morte institucionalizada, mas a pena de morte decretada contra pobres, negros, jovens…”. A alternativa “deve…
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