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Seminaristas da Diocese de Parintins realizam experiência missionária

Os seminaristas da Diocese de Parintins realizaram quase duas semanas de experiência missionária nas paróquias da Diocese. De 5 a 10 de janeiro estiveram na Paróquia São Sebastião, na comunidade do Maranhão, no Aicurapá; e de 12 a 15 de janeiro, na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, na comunidade de Santo Antônio do Tracajá. Pe. Marcos Aurélio, reitor do Seminário Propedêutico padre Francisco Dinelly, comentou, em vídeo divulgado pelas redes sociais, que os seminaristas envolvidos nas atividades missionárias tiveram a oportunidade de fazer visitas de “casa em casa”. As visitas permitem que os jovens seminaristas escutem “os desafios, as histórias, os dilemas” vivenciados pelos moradores. Além disso, ele explicou que é uma possibilidade de abençoar as casas onde se encontram “doentes cujas doenças colocam a vida da pessoa em risco e de maneira que nós ministramos o sacramento da unção dos enfermos”. “Essa é uma experiência muito gratificante, tanto para eles que nos acolhem, mas principalmente para nós e para os rapazes, porque isso é fundamental para esse processo de discernimento que eles estão fazendo, rumo às ordens sacras, ao ministério ordenado, seja como diácono, seja como padre. A gente só tem a agradecer a Deus por isso”, disse o reitor. A semana missionária também acolheu o seminarista da Diocese de Crato, Lucas Iarley, natural de Juazeiro do Norte, Ceará. Pe. Marcos Aurélio esclareceu que a iniciativa de conhecer a realidade amazônica partiu do próprio candidato, que está finalizando a etapa formativa da Configuração, período de estudos teológicos. Em vídeo, Lucas Iarley destacou a alegria de participar da experiência missionária como espaço de aprendizado e amadurecimento vocacional e espiritual. “Estou aqui na Igreja Amazônica, na Diocese de Parintins, para fazer uma experiência missionária, conhecer a realidade aqui da igreja, conhecer os ribeirinhos, as comunidades indígenas, toda a diocese, para que no futuro, com a graça de Deus, exercer um ministério na Igreja Amazônica como padre missionário no projeto Fidei Donum”. Fotos e informações: Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Parintins

Diocese de Coari realiza Animação Missionária no Município de Caapiranga – AM

Entre os dias 06 e 11 de janeiro de 2026, a Diocese de Coari realizou a Animação Missionária no município de Caapiranga, Amazonas. A atividade, coordenada pelo Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), contou com a participação de Pe. Raimundo Gordiano, Marinilton Martins e Jucimara Corrêa, membros do conselho. A equipe visitou 38 casas de moradores da região, com especial atenção aos doentes e idosos, realizando momentos de oração e bênção. Essa ação busca aprofundar a articulação missionária e envolver mais paroquianos nas atividades missionárias.  O conselho comunicou a proposta de retorno em 2027 e a possibilidade de novas animações missionárias em outras paróquias. Segunda Jucimara Corrêa “O momento foi marcado pela simplicidade, no encontro e na confiança de que Deus caminha com seus missionários”. Informações e fotos: Jucimara Corrêa

X Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude 2026: um sopro de unidade

De 06 a 10 de janeiro de 2026, a comitiva do Regional Norte 1 composta por Marcelo Pereira, da Prelazia de Tefé, Coordenador Nacional da PJ pelo Norte 1; Filipe Fialho, da Arquidiocese de Manaus, Coordenador Nacional em transição pelo Norte 1; Giovani Sampaio, delegado pela Arquidiocese de Manaus e Jonatas Vicente, representante da Comissão Nacional de Assessores pelo Norte 1 participou da X Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude. Participaram jovens lideranças de todo o Brasil em Miracema/TO, no Regional Norte 3. Com o tema “Ser PJ Hoje: Nosso Ser e Fazer”, o encontro propõe um tempo de escuta, comunhão fraterna e discernimento sobre a identidade, a missão e o compromisso da PJ com as juventudes presentes nos grupos de jovens espalhados pelo país. A Ampliada marca um momento significativo de unidade, partilha de sonhos e construção coletiva de caminhos para um novo tempo da Pastoral da Juventude no Brasil. Compromisso com a Juventude Marcelo Pereira, coordenador nacional da PJ, explicou que o tema escolhido expressa um tempo de discernimento e reafirmação da identidade da PJ pautado de sentido, coerência e compromisso histórico. Em suas palavras “ajuda a olhar para quem somos enquanto pastoral de juventude e, ao mesmo tempo, para ver como estamos atuando concretamente na realidade”. Para ele, o Brasil, em especial o Regional Norte 1, são marcados por desigualdades sociais, desafios socioambientais, violência, precarização da vida e da juventude, mas também “por muita resistência à organização comunitária e fé encarnada”. “E falar de ser PJ hoje é reafirmar nosso compromisso com uma juventude protagonista, organizada, crítica e comprometida com a vida, especialmente das juventudes mais empobrecidas. Já o nosso fazer, ele nos provoca a avaliar se nossas práticas, formações e presença nas comunidades estão, de fato, dialogando com a realidade amazônica, ribeirinha, urbana e também periférica”, disse Marcelo. Desafios e esperanças A Ampliada abordou desafios e esperanças da pastoral, segundo o coordenador, “um dos desafios mais fortes é cuidar das bases, fortalecer os grupos de jovens, formar novas lideranças e garantir acompanhamento”. Ele também ressaltou o desafio de manter a PJ viva “num tempo em que muitos jovens estão desanimados, sobrecarregados e até distantes da vida comunitária”. Além disso, há a necessidade de atualizar linguagens e formas de atuação, sem perder o olhar para os “jovens mais empobrecidos. “A esperança está na juventude e continua se organizando. Está nos grupos que resistem e seguem firmes. E está também no caminho que a ampliada propõe. Olhar com verdade as luzes e sombras, ouvir as diretrizes e construir também propostas concretas de ação” explicou o coordenador. O impacto no chão das bases As decisões e reflexões vivenciadas no encontro nacional são compartilhadas em forma de orientações práticas “para o chão da base”. Elas se desdobram em formação, prioridades, articulação e acompanhamento, Marcelo Pereira exemplificou que a discussão de diretrizes que ajudam a ser PJ na atualidade “fortalece diretamente o planejamento dos grupos nas dioceses e paróquias” e assim a base recebe “esse sopro de unidade”. “Ela percebe que não está sozinha, que faz parte de uma caminhada maior, uma caminhada nacional. E no Norte 1, isso é ainda mais importante, porque nossas realidades são muito diversas. Juventude urbana, ribeirinha, indígena e interiorana. Então, quando a ampliada ajuda a organizar ideias e a apontar caminhos, ela dá força para um trabalho lá na ponta, num grupo pequeno e que está tentando manter viva a esperança”, enfatizou o coordenador. Diversidade e itinerância A Ampliada em Miracema/TO fortalece a pastoral na “caminhada nacional, diversa e itinerante” explicou Marcelo. Nesse espaço é possível reconhecer a PJ a partir dos “territórios, das culturas, das experiências concretas de cada região”. Os participantes fizeram memória do último triênio de trabalho reconhecendo o que foi construído e assumindo o que precisará ser retomado com mais intensidade. “É um tempo de gratidão, mas também de responsabilidade. E dentro desse caminho, tem um sinal muito concreto dessa continuidade, que, como eu já vim citando, a escolha do novo secretário nacional, que é um serviço essencial para garantir a organização, acompanhamento e unidade no próximo triênio. E isso já aparece como parte do nosso processo que foi essa ampliada” disse Marcelo. Marcelo também comentou destacou o simbolismo do lançamento da segunda edição do subsídio “Somos Igreja Jovem”. Segundo Marcelo “é um material que reforça a nossa identidade, nossa espiritualidade e nossa missão, ajudando a PJ a continuar formando e animando os grupos de base”. Então, o Miracema representa exatamente isso, um lugar de passagem e renovação, onde a PJ se reencontra, se reorganiza e se fortalece para seguir firme, como juventude, que é a igreja e também constrói a igreja no chão da realidade. No link abaixo você pode acessar a segunda edição do Subsídio de estudo “Somos Igreja Jovem” no formato on-line. https://drive.google.com/file/d/1bJCxZDE3wGMebHJdSbWCJm_seb8MqwSE/view?fbclid=PAb21jcAPU1iRleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA81NjcwNjczNDMzNTI0MjcAAadL8RJOGxby-nIY_xSAJT_vDeen_sRr03t7-M0XcdX0ligBT0Hxv3aQ05bd_A_aem_iNcqM4M6NGMX3BwEHPVszg&pli=1&utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio

Diocese de Borba realiza 1° Encontro Vocacional Diocesano de 2026

A Diocese de Borba realizou o 1º Encontro Vocacional Diocesano de 2026 com a participação de 13 jovens vocacionados, de 9 a 11 de janeiro, na Forania São Marcos, município de Borba, Amazonas. O evento busca despertar e promover o discernimento da vocação sacerdotal. A temáticas apresentadas aos jovens incluíram uma visão geral da Igreja, a Espiritualidade do Padre Diocesano, as Dimensões da Formação Sacerdotal e a Dimensão Humana. O encontro foi organizado pela Coordenação de Pastoral Diocesana e Pe. Jair Alves, reitor do Seminário Propedêutico Nossa Senhora Aparecida. Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, bispo da Diocese de Borba, ressaltou que “responder ao chamado sacerdotal significa reconhecer a profunda alegria de colocar-se a serviço do povo de Deus, tornando-se ponte entre o céu e a terra, e cuidando das fragilidades humanas por meio da Palavra, dos sacramentos e da presença fraterna”. Amor e doação à Igreja Local A Diocese de Borba tem desenvolvido ações voltadas ao discernimento e ao chamado vocacional, promovendo entre os jovens o amor pela Evangelização e o desejo de servir à Igreja por meio da vocação sacerdotal. Nesse sentido, o Pe. Ângelo Prestes, novo sacerdote da Diocese, destacou que “o chamado ao serviço sacerdotal no contexto diocesano representa uma expressão profunda de amor e doação ao povo da Igreja local, a exemplo de Cristo, o Bom Pastor, que entrega a vida por suas ovelhas”. Para Ademir Jackson, coordenador de Pastoral da Diocese de Borba, “discernir implica questionar: Onde posso amar mais? Onde minha vida encontra sentido pleno?”.Dessa forma, o discernimento vocacional configura-se como um caminho de maturidade que ultrapassa aspirações pesssoais, fundamentado no processo contínuo de oração, acompanhamento e escuta. O encontro vocacional encerrou com a procissão de abertura dos festejos em honra a São Sebastião, padroeiro da comunidade, seguida da Celebração Eucarística, presidida por dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, na Basílica de Santo Antônio de Borba. Informações e fotos: Francelina Souza – Coordenação diocesana da Pastoral da Comunicação

Cardeal Steiner: Batismo de Jesus inaugura uma humanidade nova

Na Festa do Batismo do Senhor o cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus, iniciou sua homilia recordando que “a liturgia deste domingo evoca o momento em que Jesus, ungido pelo Espírito Santo é apresentado aos homens como ‘Filho Amado’ de Deus. Abraçou a missão que o Pai lhe entregou: fazer nascer uma humanidade nova, um novo Reino. Recorda o batismo, quando fomos recebidos pela Trindade”. A celebração aconteceu neste domingo, 11 de janeiro, na Catedral Metropolitana de Manaus, às 7h30. O cardeal explicou que com a Festa do Batismo de Jesus concluímos o tempo litúrgico do Natal. “Viemos do Natal e hoje encontramos Jesus adulto pedindo que João o batize, iniciando o seu ministério. Tudo acontece nas margens do Rio Jordão”. Fonte de vida “O rio Jordão tem um significado todo especial para o dar-se da salvação: foi através do Jordão que os hebreus, conduzidos por Josué entraram na Terra Prometida (cf. Js 3-4). No tempo do profeta Eliseu, o general sírio Naamã viu-se curado da lepra ao mergulhar nas águas do Jordão (cf. 2Rs 5,10-14). O local do batismo era, provavelmente a passagem para os peregrinos que vinham da Galileia para Jerusalém”, sublinhou o Arcebispo de Manaus. Segundo cardeal “As águas Jordão são fonte de vida. A imersão nas águas do rio tinha um significado de ruptura com a vida passada e o ressurgir para uma vida nova, um novo nascimento, um novo começo. O batismo proposto por João, era, provavelmente um rito de iniciação à comunidade messiânica: quem aceitava este ‘batismo’, renunciava ao pecado, buscava vida nova e passava a integrar a comunidade que esperava o Messias”. Ele explicou que “Jesus, que vivia na aldeia de Nazaré, na Galileia, procurou João nas margens do rio Jordão e escutou o seu apelo à conversão”. Citando o texto onde “João, ao ver Jesus entre as pessoas que vêm para ser batizadas, reage com espanto: ‘Eu é que preciso de ser batizado por Ti, e Tu vens ter comigo?’, destacou que “João, certamente tinha diante de si que o enviado de Deus ia ‘batizar no Espírito Santo e no fogo’ (Mt 3,11)”.  acrescentou que “a resposta de Jesus é quase incompreensível: ‘Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça’”, explicando que a “‘justiça’ se refere ao plano amoroso e salvador de Deus, para com toda humanidade”. Uma nova humanidade Segundo o presidente do Regional Norte 1 (CNBB Norte 1, citando novamente as palavras do Evangelho: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado”, o Filho amado “é do meu agrado, me agrada, me é agradável”. De maneira que “ao entrar nas águas e receber o batismo de penitência, caminho de vida nova, Jesus indica a finitude humana como possibilidade de transformação no Espírito”. Nesse sentido, “afirma disposição de percorrer com os homens o caminho que leva à vida nova e plena”. “Quem é esse que no batismo indica o caminho da vida nova a ser percorrido? A ‘abertura do céu’ a revelar que Deus desceu ao encontro do seu Povo, tornou-se presença humanada. A descida do Espírito, como uma pomba, sobre Jesus é o sopro de vida de Deus que cria, que renova, que transforma, que cura os vivos e vivifica os mortos. O Espírito de Deus que na criação pairava sobre a superfície das águas (cf. Gn 1,2). Na força do Espírito, Jesus é anúncio, anuncia o encontro de Deus com os homens para o nascer uma nova humanidade. E a voz vinda do céu: ‘Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado’, a apresentar o Filho amado no qual todos são os amados e as amadas de Deus”, explicou o cardeal. Nas palavras do arcebispo “Jesus é o eleito de Deus, o Filho no qual o Pai ‘pôs toda a sua complacência’, Aquele que Deus enviou ao encontro dos homens para recriar a humanidade e para lhe oferecer a salvação”. Ele explicou que “do Filho amado de Deus, nasceu a nova humanidade, o Reino de Deus. A missão de Jesus se manifestará na obediência ao Pai; na suavidade, na simplicidade, na humildade, no agrado pelos homens, pois ‘não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. Não quebra uma cana rachada, nem apaga um pavio que ainda fumega, promoverá o julgamento para obter a verdade’ (cf. Is 42,2-3)”. A Missão dada pelo Pai “Batizado no Espírito, ungido com a força de Deus, Jesus anunciar o Reino de Deus. O cuidado do Pai para com seus filhos e filhas que peregrinam na história, o imenso amor que Ele nos dedica, a vontade que Ele tem de levar-nos ao encontro da vida verdadeira… Apesar das nossas fragilidades, apesar da nossa autossuficiência, apesar da nossa ingratidão e da nossa pouca sensibilidade, Deus continua a chamar-nos, a falar conosco, a vir ao nosso encontro, a acompanhar-nos no caminho, a oferecer-nos o seu amor, participar de sua familiaridade”, refletiu o cardeal. Ele reforçou que “Batizado no Jordão, ungido pelo Espírito, Jesus abraçou, sem reticências, a missão que o Pai lhe confiava: anunciar e visibilizar o Reino de Deus”. E nós ao sermos batizados em Cristo e pertencermos à comunidade dos filhos e filhas de Deus, “recebemos o mesmo Espírito e ouvimos a mesma voz, participamos da vida e missão de Jesus”. O arcebispo enfatizou aos presentes que no dia do nosso batismo “recebemos a missão de seguidores e seguidoras de Jesus, de discípulos missionários, para edificar um mundo mais fraterno e mais humano”, pedindo que busquemos “renovar o nosso compromisso batismal a cada dia, com nossas fraquezas e fragilidades”, pois recebemos a graça de seguir Jesus em todos os momentos de nossa vida e ser a sua presença para curar as feridas e chagas no corpo e no espírito de nossas irmãos e irmãs”. “O amor agradável e atraente do Pai iluminou o caminho que Jesus percorria: no anuncio da vida nova, na cura dos doentes no corpo e no espírito, na aproximação dos mais necessitados libertando-os das…
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Consistório: Papa Leão XIV convida cardeais a oferecer os dons do Amor trinitário de Deus a serviço da Igreja

O Papa Leão XIV iniciou o primeiro Consistório extraordinário de seu pontificado, entre os dias 7 e 8 de janeiro de 2026, em Roma. A reunião do Colégio Cardinalício com o Papa busca ajudá-lo no governo da Igreja. Entre os quatro temas escolhidos, os 170 cardeais presentes optaram por aprofundar-se em dois: “Sínodo e sinodalidade” e “Evangelização e espírito missionário na Igreja à luz da Evangelli gaudium”. Na homilia da manhã de hoje, 08 de janeiro, o pontífice destacou que a palavra consistório pode ser interpretada como um tempo de parada as atividades e renúncia a compromissos importantes. No entanto, recordou a necessidade de “nos reunirmos e discernirmos o que o Senhor nos pede para o bem do seu Povo”. Ele explicou o momento é para compreender-se como “comunidade de fé”, e assim vivenciar e oferecer os dons de cada um inspirado pelo amor “trinitário” e “relacional” de Deus. “Nos deixamos moldar pelo Espírito: primeiro, na oração e no silêncio, mas também olhando-nos nos olhos, ouvindo-nos reciprocamente e dando voz, através da partilha, a todos aqueles que o Senhor confiou, nas mais diversas partes do mundo, aos nossos cuidados de Pastores. Um ato a ser vivido com coração humilde e generoso, na consciência de que é por graça que aqui estamos e que não há nada, do que trazemos, que não tenha sido recebido como dom e talento a não ser desperdiçado, mas a ser investido com perspicácia e coragem (cf. Mt 25, 14-30).”, disse o Papa. Dinâmica sinodal O Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, está no Vaticano e participa do encontro colaborando com um discernimento comum, apoio e conselhos ao Santo Padre no exercício da sua alta responsabilidade no governo da Igreja. “Vamos abordar a Evangelii Gaudium. que é uma programação que o Papa Francisco havia colocado como uma verdadeira programação do seu ministério. E nós estamos sentindo que o Papa Leão quer levar, dar continuidade a esse propósito de Papa Francisco. Ele está presente nas nossas reuniões, sempre muito disponível, tem nos dado uma palavra de encorajamento, sempre uma palavra de comunhão, uma palavra de unidade”, disse o cardeal Steiner. Foto: Pe. Luis Miguel Mondino O contexto do consistório fortalece a comunhão entre o Bispo de Roma e os Cardeais que colaboram de maneira especial pelo bem da Igreja. O desejo de comunhão foi expresso pelo pontífice no discurso de abertura do consistório. “Estou aqui para escutar. Somos um grupo muito variado, enriquecido múltiplas proveniências, culturas, tradições eclesiais e sociais, percursos formativos e acadêmicos, experiências pastorais e, naturalmente, feitios e traços pessoais. Somos chamados, em primeiro lugar, a conhecer-nos e a dialogar para podermos trabalhar juntos à serviço da Igreja. Espero que possamos crescer na comunhão para oferecer um modelo de colegialidade”, disse o Papa. A dinâmica de trabalho escolhida pelo pontífice demostra um firme passo para levar adiante a comunhão da Igreja fundamentado horizontes da sinodalidade. A metodologia sinodal estruturou os grupos de trabalho onde os cardeais puderam falar da temática e escutar o que os demais tinham a contribuir. Ao final, o Papa Leão pode ouvir o de forma detalhada apenas uma parte das sínteses, devido curto tempo disponível. Leia a Homilia do Papa Leão na íntegra no link abaixo: HOMILIA DO PAPA LEÃO XIV  Basílica de São PedroQuinta-feira, 8 de janeiro de 2026 https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/homilies/2026/documents/20260108-messa-concistoro.html Fotos: Reprodução de internet Vatican Media

Dom Zenildo Lima convida fiéis a viverem sob o olhar de Deus na solenidade de Santa Maria

Durante a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, convidou os fiéis a pedirem à Virgem Maria a graça de permanecerem sempre sob o olhar de Deus. “Que nos sintamos envolvidos, amados, perdoados e pacificados”, afirmou o bispo na celebração realizada na noite de 31 de dezembro de 2025, às 18h, na Catedral Metropolitana de Manaus. A liturgia da solenidade recorda que “a Mãe de Deus guarda todas essas coisas no seu coração. A Mãe de Deus guarda toda a nossa história no seu coração. A Mãe de Deus guarda a vida de cada um e de cada uma no seu coração”. E por isso os cristãos são convidados a fazer uma firme decisão pela paz conforme pede o Papa Leão XIV. O bispo explicou que a perspectiva de uma paz desarmada e desarmante envolve não se preparar para “reação ou para reagir agressivamente” e se constrói a partir dos pequenos. Deu salva O bispo iniciou sua homilia recordado a passagem do Evangelho onde passados os oito do nascimento de Jesus ele foi circuncidado recebeu o seu nome que significa Deus salva. Ele explicou aos presentes e ouvintes que a solene celebração do Natal e dos oito dias seguintes proporciona que todos participem “dessa dinâmica de salvação” que é o grande projeto de Deus. Segundo Dom Zenildo Lima, essa celebração permite a afirmação da divindade de Jesus, onde para outras experiências religiosas há um “grande líder, um grande profeta, uma grande referência”. “Nós Dele afirmamos que Ele é Deus, como o Pai, que Ele é Deus da mesma natureza, da mesma substância, diz a igreja, do Pai. Por isso, para a celebração de hoje, a gente reza a profissão de fé do símbolo de Niceia e de Constantinopla, ou afirmar categoricamente, sim, Ele é Deus como o Pai. E mais tarde se vai dizer da Virgem Maria, ela é a Mãe de Deus, a solenidade que celebramos no primeiro dia do ano”, explicou o bispo. Deus olha para nós A primeira leitura do livro de números traz a bênção de Arão, nela é experimentado o gesto de Deus de “olhar para nós”.  A atitude de Deus é uma disposição direcionada a cada homem e a cada mulher que indica a bênção como “uma experiência de disposição nossa para outra pessoa”, disse Dom Zenildo. Essa disposição ao outro é percebida nas famílias quando há insistência das crianças para que sejam escutadas, mas também para que “a gente volte o rosto, volte o olhar” para o que elas desejam comunicar. “E quando a gente volta o olhar para o pequeno, quando a gente volta o olhar para a pequena, eles experimentam não somente que estão debaixo dos nossos olhares, estão também dentro do nosso abraço, estão também participantes da nossa relação, estão debaixo do nosso cuidado, estão debaixo da nossa compaixão, estão protegidos por nós e lhes é assegurada a paz. Assim é a benção proposta no livro dos números”. O horizonte proposto pela bênção de Arão dimensiona a grandeza do olhar misericordioso de Deus que alcança a totalidade de todo o povo. E por isso não pode ser vista como uma concorrência ou privilégio, pois “é sempre uma experiência de escolha do outro”, destacou o bispo. Essa expressão da vontade de Deus de abençoar, proteger e dar paz ao Seu povo requer abandonar as experiências religiosas que diminuem sua “dinâmica e força” empobrecem seu significado. “O Senhor volta ao seu rosto. pessoa abençoada não é a pessoa bem sucedida financeiramente a pessoa abençoada não é a pessoa necessariamente que conquistou suas esperas a pessoa abençoada é aquela que entrou na relação com Deus nosso Pai uma relação com quem nos guarda, uma relação com quem se dirige a nós com compaixão, uma relação que nos garante Paz. Por isso, todo gesto de bênção, ele é solene”, afirmou Dom Zenildo Lima. Jesus é a proposta de Deus A Igreja Universal celebra a 59ª Jornada Mundial da Paz, e Dom Zenildo exortou que a bênção experimentada nas famílias nos dias do Natal precisa envolver cuidado, compaixão e assegurar a paz. E a proposta de Deus para todos é Seu Filho Jesus Cristo, que visita todo o percurso da história, contemplando a todos, sem distinção, e apresentando a grandeza de Deus manifestada na aparente fragilidade e pequenez do Menino no Presépio. Por isso, recordou o bispo, o Papa Leão tem insistido que se volte olhar para as coisas pequenas e frágeis. Para que ao contemplá-las, seja possível pensar as escolhas, modelos e interesses que devem ser assumidos por cada um no ano que se inicia. Isto envolve experimentar o cuidado e a compaixão pelos que vivem em situação de rua, migrantes, pelos jovens perseguidos e todos que interpelam “uma relação de cuidado” que lhes garanta paz. “A paz que tanto nós queremos. A paz que tanto nós almejamos. A paz que nós rezamos. Não é um horizonte que está distante de nós. Esta paz que nós vivenciamos, a experimentamos à medida em que a gente é capaz de sustentar, de assegurar, de vivenciar relações que são assim, que são marcadas por esta capacidade de cuidado, que são envolvidas nessas dinâmicas de compaixão, que asseguram, que asseguram de tal modo a vivência entre as pessoas que se garanta para todos a paz”, acrescentou o bispo. Não alimentar a inimizade Por fim, Dom Zenildo Lima desejou que todos sintam o olhar de Deus que abraça, envolve e propõem relações de compaixão que distanciam mágoas, rancores e desejos de vingança para construir relações de paz. Ele destacou o aumento da violência contra jovens e, especialmente, o número alarmante de feminicídios, apontando como inaceitável o último caso ocorrido no país. Além disso, rememorou o pedido do Cardeal Leonardo Steiner para que não nos vejamos como inimigos, visto que haverá eleições nas esferas estaduais e federais. E que os últimos processos políticos do país têm desviado o olhar do que realmente é necessário para assegurar a dignidade das pessoas.…
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Cardeal Steiner encerra o Ano Jubilar da Esperança: “Sinal de Salvação”

 O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, presidiu a Celebração de Encerramento do Ano Jubilar da Esperança. A missa, realizada na Catedral Metropolitana de Manaus, às 10h, simultaneamente nas paróquias e áreas missionárias que compõem a arquidiocese, marca o fim das peregrinações jubilares. A conclusão neste domingo, 28 de dezembro de 2025, segue a Bula de Proclamação do Jubileu Spes non confudit do Papa Francisco. O encerramento do ano santo coincidiu com a festa da Sagrada Família de Nazaré, reunido grande número de fiéis. Em sua homilia, o cardeal Leonardo Steiner destacou que o Menino frágil apresentado no presépio de Belém encontrou abrigo em uma família. O cardeal enfatizou que no dia da família que se “tornou sinal de salvação, de redenção” foi concluído o ano santo da redenção, e este é um sinal de que Deus vela e cuida da família. “No dia em que celebramos a Sagrada Família de Jesus, Maria e José, percebemos uma família pobre, humilde, E por causa da violência e da crueldade dos poderosos, deve deixar a casa, que não era casa, e buscar a casa num país estranho. Aliás, como tantas famílias pobres de ontem e de hoje que buscam um lugar fora da própria terra. O Evangelho é nos dizer que a família não estava sozinha na luta. Deus acompanhava. protegia, animava, guiava, salvava.”, explicou o arcebispo. Família de Nazaré: modelo para nossas famílias  O cardeal explicou que a família de Nazaré carrega elementos de união, solidariedade, fraternidade acolhimento que os ajudam a enfrentar juntos “os perigos, as incomodidades, as incertezas, as crises, até mesmo o exílio”. Esse cuidado mútuo, especialmente “do mais frágil, do mais pequenino, Deus em nossa humanidade e fragilidade” demostra a vivência do amor verdadeiro que supera os egoísmos.  Por isso a família de Nazaré, como lugar de salvação, convida ao acolhimento e perdão entre as famílias, mas também a família arquidiocesana.  “O cuidado mútuo, a entrega, torna-se fundamento de uma relação madura, sólida, suave, carinhosa e esperançosa. Uma vida madura, sólida e cheia de sabedoria, porque iluminada por Deus sabemos por onde andar como família. E por ser salvífico, é lugar de reconciliação que nasce da esperança e da certeza de um amor, que somos amados e recebemos a graça de podermos amar”, destacou o cardeal. A Sagrada Família revelou a boa notícia de que o Deus Salvador está no meio de nós. E ao concluir-se o ano santo da redenção nesta festa, é confirmado o amor salvífico de Deus pela humanidade. Assim, na simplicidade das relações, “Deus habita entre nós e habita na nossa família”, tornando-a um espaço de encontro que impulsiona e revigora gestos e palavras do cotidiano de cada pessoa em sua família. Reconduzidos pelo amor Ao comentar as leituras do dia, Steiner recordou que as palavras da Carta aos Colossenses apontam que “somos amados por Deus, somos seus eleitos, pois fomos salvos”. E por isso, há a necessidade de “revestir-nos de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, sendo suporte uns para com os outros”. Nessa dinâmica de “amarmos uns aos outros” se revela o desafio da vida em família, mas é onde se torna possível desenvolver a nossa humanidade. “Então, como não admirar os conselhos de Paulo para com a sacralidade da nossa família, vemos como amor é possível, a convivência, o cuidado, o perdão, a familiaridade, a gratidão. O amor. Pois é no amor que somos todos reconduzidos para uma fonte integradora e harmoniosa e transformadora das nossas relações. No amor a superação é possível, pois reconduz sempre ao amor do amor”, disse Steiner. Quanto a leitura de Eclesiástico, o arcebispo frisou a necessidade de oferecer o devido valor aos pais, posto que somos “descendência dessa paternidade e maternidade”. De maneira que sejam cuidados não apenas na materialidade, mas sobretudo na oferta de amor, mesmo quando já perdem lucidez. Ele sublinhou que o amor “ao pai e à mãe não é esquecida por Deus”, pois eles “são instrumentos de Deus, são fonte de vida”. Rememorar a Salvação Ao final de sua reflexão, o cardeal Leonardo Steiner ressaltou que a Salvação, oferecida pela morte e ressurreição de Jesus, nos tornou uma “grande família, a igreja, o Reino de Deus”. Dessa forma, dentro do ano jubilar vivenciado em todas as igrejas particulares do mundo inteiro “entramos em comunhão de fé, esperança e amor”. Esse horizonte de esperança, experimentado pelas comunidades, ajuda na compressão do pertencimento de todos ao mistério do amor de Deus, e convida manter-nos na esperança, na fraternidade e possibilite superar a violência. “Jesus, Maria e José, em vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor. Confiantes a vós nos consagramos. Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias lugar de comunhão, de afeto, de perdão, escola do Evangelho, pequenas igrejas. Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja nas nossas famílias violência, fechamento, divisão. E quem tiver sido ferido, escandalizado, seja consolado e curado. Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes do sagrado e inviolável amor da família. a beleza do projeto de Deus. Jesus Maria José, ouvi-nos e acolhei-nos. Amém.”, finalizou o cardeal.

Cardeal Steiner: “Nesta noite somos envolvidos por um Deus menino”

“Somos então, queridos irmãos e irmãs, nesta noite envolvidos por um Deus menino, um Deus criança, um Deus humanado, audível, visível, Deus pobreza, Deus leveza, Deus candura, Deus infância”, afirmou o Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, Arcebispo de Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na noite de 24 de dezembro de 2025, durante a Missa do Natal do Senhor, na Catedral Metropolitana de Manaus, às 18h. A celebração foi concelebrada por Dom Derek Byrne, bispo emérito da Diocese de Primavera do Leste. Um recém-nascido é o sinal O cardeal iniciou sua homilia recordando que no quarto domingo do Advento o profeta Isaías indicava pedir ao Senhor que fizesse “ver um sinal que provenha da profundeza da terra, que venha das alturas do céu”.  Em seguida, destacou que o Evangelho da noite do dia 24 responde ao sinal pedido, através do anúncio do anjo: “Isto vos servirá de sinal. Encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura”. Ele explicou que o sinal “que é esperado pelas gerações, o rogado pelas descendências de Abraão, Isaac e Jacó” é um recém-nascido. “Finalmente o implorado por séculos nasceu. E eis que chegou Emmanuel, o Deus conosco. Nasceu para nós o Salvador, o Cristo, o Senhor. Numa das homilias de Natal, Santo Agostinho pergunta: ‘a que Deus adorais? Um Deus que nasceu?’ Sim, adoramos o Deus nascido na nossa carne, na nossa fragilidade humana. Sim, queridos irmãos e irmãs, adoramos um Deus que nasceu, que veio à luz. Nos enche de admiração e gratidão o anúncio do anjo”, enfatizou o arcebispo. O anúncio da grande alegria para todos os povos é o nascimento de um Salvador na cidade de Davi. Esse nascimento foge a lógica esperada pois, segundo o cardeal, o “sinal que nos foi oferecido e foi oferecido aos pastores é um sinal pequeno, delicado, frágil, apenas um recém-nascido” e não um “sinal da grandeza, do poder, da majestade, do triunfo, das imposições”. Por isso, “o sinal de Belém é apenas um menino, um recém-nascido, frágil, necessitado, pobre, envolvido em panos, deitado no comedouro de animais” é quase decepcionante. “Como pode o libertador, o salvador, o Deus conosco estar nesses sinais da desventura, do desalojamento, na periferia, na fragilidade, na quase desumanidade? Não era o esperado salvador, o forte, o guerreiro, o lutador? E eis que o anjo anuncia um necessitado de cuidados: ser amamentado, ser carregado, ser velado, nascido fora da cidade”, refletiu o arcebispo. Seu amor concreto toca a fraqueza humana Em sua reflexão o arcebispo conduziu os presentes pelo texto bíblico onde os pastores são tomados pelo medo, mas mesmo com temor creram nos sinais anunciados. E ao crerem foram em busca e encontraram o sinal: o recém-nascido. Ele sublinhou que encontrar “Deus na pequenez, Deus na nossa humanidade e fragilidade” revela a concretude do amor de Deus que toca a nossa humanidade, isto é, o “Deus deu-se a si mesmo”, o “recém-nascido Salvador, que é Jesus, o nascido em Belém”.   “Ouvimos o profeta dizer, um filho nos foi dado. Deus se tornou filho nosso. na pobre manjedoura de um lúgubre estábulo, precisamente ali, Deus, porque veio ele à luz durante a noite, sem um alojamento digno na pobreza, enjeitado quando merecia nascer como maior rei, no meio do linho e dos palácios? Por quê? Para nos fazer compreender até onde chega o seu amor por nós”, explicou o presidente. Essa perspectiva do encontro do “Filho de Deus que nasceu descartado” com as nossas vulnerabilidades implica que “todo descartado, descartada é filha, é filho de Deus”. E dessa maneira, reconhecer a filiação de Deus para todos permite acolher “com ternura nossas próprias fraquezas”, disse o cardeal. E assim, compreender que “como em Belém, também conosco, Deus gosta de fazer grandes coisas através das nossas pobrezas e fraquezas, a santidade”. “Colocou toda a nossa salvação na manjedoura de um estábulo, sem temer as nossas pobrezas. Deixemos que a sua misericórdia transforme a nossa vida, dizia Papa Francisco numa de suas homilias da vigília do Natal”, explicou Steiner.  Anunciado aos últimos O arcebispo prosseguiu dizendo que o Deus nascido torna-se “visível, palpável, audível” aos pastores “que viviam na distância, distanciados, viviam sem casa, sem teto”. E estes foram os primeiros a receber o anúncio e encontrar o menino Deus. Suas condições de vida os impediam de cumprir com prescrições religiosas, tornando-os impuros. No entanto, é a eles que “Deus pequeno” é anunciado”, explicou o cardeal. “Então não temamos o nosso Deus. Quanta alegria não devem ter experimentado esses homens e essas mulheres ao verem Deus tão próximo, tão pequeno, para ser acolhido. O anúncio dos anjos nesta noite, queridos irmãos e irmãs, nos consola e fortalece. Não tenhais medo. Sim, eu vos anuncio uma grande alegria para todo o povo nasceu o Salvador, mas a glória, glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens que ele ama. Todos nós em Jesus fomos amados, amadas”, enfatizou Steiner. Ele explica que, como os pastores naquela noite, “nós glorificamos a Deus por ter se feito um de nós, indicar o caminho da nossa finitude, o caminho da salvação”. E nesse horizonte somos convidados a não “termos medo das nossas fraquezas, da nossa finitude, das nossas limitações”. Isto porque a comunicação que o “Deus pequeno, Deus criança” traz é de que Ele está conosco e nasceu para nós. Não temer nossas fraquezas “Por que termos medo do menino que está sendo velado por animais? Por que ter medo se apenas uma criança envolta em panos deitado numa manjedoura é sinal da paz, da fraternidade? Por que medo se apenas um recém-nascido é cuidado por um pai e uma mãe na desventura do desalojamento? Talvez medo porque que Deus pudesse ser visto pego pelos braços no colo de Maria José? Quando antes na história poderíamos pensar que Deus haveria de ter o nosso corpo, assumir a nossa fraqueza?”, questionou o presidente. As respostas para essas perguntas são assimiladas ao contemplar…
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Cardeal Steiner: “No nome, Deus se torna um de nós”

No quarto domingo do Advento, o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, iniciou sua homilia recordando que “estamos no Advento e a Liturgia insistentemente nos diz ‘o Filho do Homem’virá! A insistência litúrgica nos pôs a caminho de Belém. A três semanas a liturgia nos fez caminhar rumo a Belém e vamos nos damos conta da sua proximidade: Ele está à porta e bate”. A missão confiada “Acendemos a 4ª vela e vemos que se faz sempre mais luz, para sermos encontrados por aquele que é a Luz da luz; A criança de Belém que tudo ilumina! O Evangelho deste quarto domingo do Advento a mostrar a pessoa extraordinária de São José ao se encontra numa situação humanamente constrangedora, quase vergonhosa. Mas também a nos indicar a missão que lhe é confiada”, disse o presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O arcebispo de Manaus recordou que “José e Maria são noivos, não convivem e Maria está grávida. José se perturba, está surpreso, mas em vez de reagir de modo impulsivo e, segundo a tradição de maneira punitiva, deseja preservar a dignidade de Maria”, citando o texto bíblico: “José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente”. O cardeal enfatizou que “denunciá-la seria levá-la à morte, e José procura um modo de preservar a sua amada Maria”. Segundo o cardeal Steiner, “no sofrimento, sem escândalo, decide deixar Maria. O Anjo em sonho indica um outro caminho, abre caminho, ilumina com os desígnios de Deus. Abre a senda da união, do amor e da comunhão da salvação”, citando o Evangelho do dia: “José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que Ela concebeu é obra do Espírito Santo”. Confiança em Deus “José confia totalmente em Deus, nos diz Papa Francisco, obedece às palavras do Anjo e recebe Maria. Foi precisamente esta confiança inabalável em Deus que lhe permitiu aceitar uma situação humanamente difícil e, num certo sentido, incompreensível. Na fé, José compreende que o menino gerado no ventre de Maria não é seu filho, mas o Filho de Deus, e ele, José, será o seu guardião, assumindo plenamente a sua paternidade terrena. O exemplo deste homem manso e sábio exorta-nos a elevar o olhar e a impeli-lo a caminhar mais além. Trata-se de recuperar a surpreendente lógica de Deus que, longe de pequenos ou grandes cálculos, é feita de abertura a novos horizontes, a Cristo e à sua Palavra”, refletiu o arcebispo. “José, homem pobre porque vive do essencial, trabalha, vive do trabalho; é a pobreza típica daqueles que estão conscientes de que em tudo dependem de Deus e nele depositam toda a sua confiança. Na sua fidelidade, na sua justeza, na sua integridade, deseja preservar a Maria. E na revelação do anjo recebe a tarefa de nomear, de dar um nome àquele que está em gestação”, disse o presidente do Regional Norte 1, citando o texto bíblico: “Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus”. O nome Ao elo do texto, o cardeal enfatizou: “o nome! Nós damos nome aos nossos filhos. Antes mesmo do nascimento escolhemos o nome. A criança não veio à luz, nossos olhos ainda não a tocaram, e já pronunciamos seu nome. O nome estabelece a relação, a familiaridade, a intimidade”. Segundo o arcebispo de Manaus, “no círculo de nossas relações não conseguiríamos suportar conviver com alguém que não pudéssemos dizer o nome. O nome diz da pessoa, da identidade, da personalidade. No nome ela é ela mesma, única, singular. A singularidade que a idade vai conferindo traços, sulcos e maciez de um rosto. E o nome revela o rosto, a existência, a vida, a pessoa”. “Dizer o nome é dar-se a conhecer; ao perguntar pelo nome se deseja conhecer. Recebemos o nome de alguém e na recepção do nome recebemos a quem nos deu o nome; damos o nome e nos damos no nome; receber e dar o nome é pertencer a alguém, é estar em relação com alguém; é poder ser amado e amar, não o nome, mas a pessoa a quem damos o nome e recebemos o nome”, aprofundou o cardeal. O nome nos aproxima Ele disse que “o nome diz tudo, mesmo o não dito, mesmo o silenciado, porque somos mais que o nome. O nome que deixa cada um ser Homem, ser Mulher. O ser humano entre outros seres humanos, onde ele não se perde no meio dos outros, pois se sente chamado e pode chamar a si mesmo. Eu me chamo, eu sou chamado, o meu nome é…! No meu nome, no dizer o meu nome, eu me aproximo e deixo que se aproximem de mim. No nome nos sentimos próximos, pois o nome cria proximidade, intimidade, familiaridade”. “E o filho de Maria receberá de José um nome. O filho de Maria, o concebido pelo Espírito, o gerado no Espírito receberá do homem José um nome. Era próprio do pai nomear, chamar, dar o nome (São João Crisóstomo, Sermão 4,6). O nome do filho de Maria e de José é Jesus!”, refletiu o cardeal Steiner. É por isso que “Deus recebendo um nome, Jesus, Deus podendo ser nomeado, Deus se tornando próximo no nome Jesus. No nome Jesus se estabelece entre Deus e nós uma relação nova, uma familiaridade, uma intimidade própria. O nome Jesus revela a existência, a vida, o rosto, a pessoa: o salvador, Deus”. Ser amado e amar “Deus deseja que José pronuncie o seu nome, pois deseja dar-se a conhecer e dizer que pertence à nossa familiaridade e realidade. No seu nome, no dizer o seu nome, ele se aproxima e deixa que nos aproximemos dele. Ao receber o nome Ele deseja ser amado e amar”, segundo o arcebispo de Manaus. Segundo ele, “é por isso que o Evangelho nos recordava a palavra do profeta: ‘Ele será chamado pelo nome de Emanuel que significa: Deus está conosco’. No dizer de São João Crisóstomo,…
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