Av. Epaminondas, 722, Centro, Manaus, AM, Brazil
+55 (92) 3232-1890
cnbbnorte1@gmail.com

Blog

Steiner: a cordialidade liberta da indiferença

“A cordialidade, queridos irmãos e irmãs, nos ajuda a libertar de sentimentos de indiferença e rejeição, pois opõe diretamente a nossa tendência a dominar, a manipular, a fazer o outro sofrer”. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner na reflexão do 6º Domingo do Tempo Comum. A celebração aconteceu às 7h30, na Catedral Metropolitana de Manaus, Centro. O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) iniciou sua homilia recordando que o Evangelho proclamado é uma continuação da meditação das bem-aventuranças. Essa continuação do texto, ajuda a compreender a dinâmica do seguimento a Jesus pautada sob o olhar da cordialidade. Ver a realidade que nos cerca No Evangelho, Jesus diz aos discípulos que para entrar no Reino dos Céus é necessário superar a justiça praticada pelos mestres da lei e fariseus. Essa superação só é possível quando se compreende a importância do “ver” com os olhos a realidade que nos cerca. Uma compreensão que, segundo o arcebispo, é aprofundada ao nos darmos conta que o ver existe também nos que “não têm olhos, que não têm a visão dos olhos”. O cardeal exemplificou, com cenas do quotidiano, inúmeras situações em que nos nossos olhos veem aquilo que Deus nos deu para ver. Como “é de encher os olhos quando contemplamos a beleza dos nossos rios, quando vemos a beleza das nossas florestas, quando vemos um vale florido”. Ele aponta que essa contemplação passa pelos “pequenos gestos, as pequenas mudanças, os mínimos acenos de ternura e de aconchego”, mas que “no andar da vida nossos olhos enxergam, mas muitas vezes não veem”. “Entramos nas nossas casas e não vemos que ela acabou de ser arrumada e limpa e entramos de qualquer jeito dentro da nossa casa. Vestimos as nossas roupas e não nos apercebemos como elas estão bem passadas, cuidadas. Passamos e não vemos, por exemplo, que cresceram nossos filhos. E cresceram em idade, sabedoria e graça. E às vezes os tratamos e deles cuidamos como sendo apenas crianças pequenas. Discutimos, brigamos e não vemos mais a grandeza do amor que nos alimenta e que é capaz de ter criatividade com as nossas diferenças”, explicou Steiner. Olhar que nos salva Segundo o arcebispo, o Evangelho desse domingo traz o convite de Jesus de arrancarmos o olho doente “para podermos assim perceber e nos darmos conta da preciosidade da vida que recebemos”. Isto porque, às vezes, estamos “na iminência de perder a sensibilidade do olhar dos pequenos, dos simples, dos humildes, dos amados de Deus, dos prediletos de Deus, dos filhos e filhas de Deus”. Por isso, o olhar não pode limitar-se ao que está posto como “coisas”, mas ser capaz de ver com “Olhos que enxergam a pobreza, a degradação humana, perambulando pelas nossas cidades. Olhos atentos para a injustiça, para a poluição, mas sempre capazes de buscar e oferecer soluções. Vivemos, queridos irmãos e irmãs, então, numa espécie de dualidade. Uma dualidade no ver, no olhar. Então é preciso arrancar o olho distraído, o olho traído, o olho traiçoeiro, pois somente o olho da vida é que conduz ao Reino de Deus e não desejamos perder o Reino de Deus”, sublinhou o cardeal. Ele pontuou que o olhar a ser cultivado é o de Deus, apresentado na Sagrada Escritura, onde “viu que tudo era bom”. E mesmo que os olhares estejam “dispersos e desatentos nessa multiplicidade de ver” é possível retomar o olhar que “salva, redime, conforta, cordializa”. Para isso, é necessário limpar o olho e devolver o olhar digno, o olhar da beleza, o olhar da fraternidade, o olhar do perdão. “Este olhar da bondade, isto é, o olhar de Deus. Esse olhar que se recolhe, esse olhar que é capaz de contemplar, esse olhar que se deixa invadir pela grandeza das criaturas, é aquele que nos salva. Olhar da benevolência, olhar do perdão, olhar que sempre descobre, até na miséria humana, a grandeza, a fraqueza de Deus, Jesus crucificado. O olhar que de Deus provém é pleno de positividade, queridos irmãos e irmãs. É cheio de jovialidade. É um olhar de cordialidade”, explicou o arcebispo. Redimidos pelo amor Ao citar o trecho bíblico do mandamento de “não matarás”, o presidente aprofunda a compreensão de que “amar o próximo exige fazer-lhe o bem”. Isto é “aceitar e valorizar o que há de amável nele”. De modo que a caridade cristã propõe “adotar uma atitude cordial de simpatia, solicitude e afeto, superando posturas de antipatia, de indiferença, de rejeição e, por que não dizer, de cólera”. “Esse modo vem condicionado pela sensibilidade, pela riqueza afetiva, pela capacidade de comunicação, de relação com todas as pessoas. O amor, essa relação que promove a cordialidade, o afeto sincero, a amizade entre as pessoas, o amor que redime. Essa cordialidade, que não é mera cortesia externa exigida por uma boa educação, nem simpatia espontânea que nasce no contato com as pessoas agradáveis, mas atitude sincera e purificadora de quem se deixa vivificar e transformar pelo amor. Amai-vos como eu vos amei”, reforçou. Permanecer na cordialidade O arcebispo de Manaus insistiu que a dimensão da cordialidade ajuda a suavizar “as tensões e conflitos, aproxima, fortalece e nos dá posturas de amizade e de um amor sincero”. Ele destacou que embora a cordialidade não  tenha recebido a devida importância na vida cristã, ela deve ser cultivada nas famílias, no trabalho e nas relações sociais.  Isto porque a comunicação do afeto “de maneira sadia e generosa criam em torno de si um mundo mais humano, mais habitável, mais confortável, mais harmônico”. “Jesus insiste em desenvolvermos a cordialidade não só diante do amigo ou da pessoa agradável, mas também diante de quem nos rejeita. Basta lembrar as suas palavras que revelam este modo de ser. Não saudeis só os vossos irmãos, se saudais somente vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário?”, refletiu o cardeal. O caminho quaresmal na amabilidade Ao final de sua homilia, o presidente indicou a cordialidade como uma disposição a ser assumida no…
Leia mais

CEAMA e REPAM fortalecem sua articulação no serviço aos povos amazônicos

Em um ambiente de fraternidade, memória agradecida e discernimento pastoral, as Presidências e Secretarias Executivas da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) e da Rede Eclesial Panamazônica (REPAM) realizaram em Lima (Peru) seu encontro anual ampliado, com o objetivo de aprofundar a articulação entre ambas as instâncias e projetar prioridades pastorais comuns no horizonte de 2026. Na quinta-feira, 12 de fevereiro, os participantes vivenciaram uma jornada intensa de escuta ativa, avaliação de processos, intercâmbio de experiências e planejamento estratégico conjunto, reafirmando a vontade de caminhar como um só corpo eclesial a serviço dos povos amazônicos. Dois dos bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, estiveram presentes. Dom Evaristo Paschoal Spengler, bispo da Diocese de Roraima e presidente da REPAM e Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus e vice-presidente da CEAMA. Memória agradecida e confirmação do processo A jornada iniciou com uma oração conduzida pela Irmã Laura Vicuña, que convidou a fazer memória agradecida do caminho compartilhado entre CEAMA e REPAM, nascido no calor do processo sinodal amazônico e consolidado como expressão concreta de uma Igreja em saída, territorial e sinodal. O Pe. Peter Hughes ofereceu uma “memória viva” do processo fundacional da REPAM, ressaltando os aprendizados, as intuições proféticas e a proximidade constante com os povos amazônicos. Posteriormente, o Pe. Rafael Garrido (CPAL) apresentou os principais consensos e desafios surgidos do encontro realizado em Puyo (Equador), orientados a fortalecer uma articulação mais orgânica e eficaz entre ambas as instâncias. Um dos momentos centrais foi a avaliação do acompanhamento ao programa ICRA (Igreja com Rosto Amazônico), realizada pela consultoria Manacá com o apoio da Fundação Porticus. Este exercício permitiu identificar avanços, áreas de melhoria e projeções estratégicas para fortalecer a sustentabilidade institucional e pastoral do processo amazônico. Acompanhamento da Igreja universal Um aspecto significativo do encontro foi a presença do cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que ofereceu orientações para fortalecer a relação entre CEAMA e REPAM, cuidando da identidade própria de cada organismo e promovendo sua complementaridade a serviço da comunhão eclesial. Também participou o núncio apostólico no Peru, Dom Paolo Rocco Gualtieri, expressando a proximidade da Santa Sé com o processo sinodal amazônico. O cardeal Pedro Barreto, presidente da CEAMA, destacou que o encontro representa uma confirmação do caminho percorrido: “Foi uma confirmação de um processo que estamos vivendo nos últimos anos, tanto da REPAM quanto da CEAMA. Isso indica um caminhar conjunto no qual algumas questões vão sendo precisadas para melhor caminharmos juntos.” Ressaltou ainda que a missão não pode parar: “Como é um caminho, não podemos apenas olhar para trás nem tampouco nos deter, porque nossa missão fundamental é servir como Igreja na Amazônia e, a partir da Amazônia, contribuir com o caminho sinodal da Igreja universal.” Informes, projeções e perspectivas para 2026 Durante a tarde foi apresentado o informe da reunião realizada em Brasília (18 a 23 de janeiro), na qual foram abordados aspectos administrativos, jurídicos e financeiros fundamentais para a consolidação institucional da CEAMA e sua coordenação com a REPAM. No caso da REPAM, o encontro teve um significado especial por ser o primeiro espaço presencial da nova Presidência e Secretaria Executiva após a transição da Secretaria do Brasil para a Colômbia, iniciada oficialmente em 1º de janeiro de 2026. A secretária executiva, Ximena Lombana, valorizou o espírito de equipe gerado e a crescente clareza sobre a complementaridade entre ambas as instâncias: “Cada vez mais REPAM e CEAMA vão tendo maior clareza sobre a necessidade de ser um só corpo eclesial, com missões complementares que deem força à resposta da Igreja diante da realidade complexa vivida pelos povos amazônicos.” O encontro reafirmou também o compromisso articulado com a Rede de Educação Intercultural Bilíngue Amazônica (REIBA) e o Programa Universitário Amazônico (PUAM), fortalecendo a dimensão educativa e formativa do processo eclesial amazônico. Além disso, a CEAMA compartilhou os avanços na preparação de sua VI Assembleia Geral, que será realizada de 16 a 20 de março, em Bogotá (Colômbia), como um momento-chave para consolidar sua estrutura e projetar o caminhar sinodal na região. Celebração e comunhão fraterna A jornada foi concluída com a celebração eucarística conjunta CEAMA–REPAM, presidida pelo cardeal Czerny, no contexto do aniversário do cardeal Barreto. Foi um momento de ação de graças pela vida, pelo serviço e pelo compromisso pastoral a serviço da Amazônia. O encontro confirmou que a articulação CEAMA–REPAM é uma expressão concreta do espírito sinodal que anima a Igreja na Amazônia: caminhar juntos, escutar juntos e servir juntos, para que a vida plena floresça no território. Texto e imagem: https://ceama.org/ceama-y-repam-fortalecen-su-articulacion-al-servicio-de-los-pueblos-amazonicos/

Pastoral da Saúde Regional Norte 1 celebra o Dia Mundial do Enfermo

No dia 11 de fevereiro de 2026, a Pastoral da Saúde do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) celebrou o XXXIV Dia Mundial do Enfermo. Diversas paróquias, áreas missionárias, comunidades e hospitais das dioceses, prelazias e da Arquidiocese de Manaus realizaram missas, visitas, palestras e celebração em alusão as campanhas de conscientização. A data, instituído por São João Paulo II em homenagem a Nossa Senhora de Lourdes, foi marcada por momentos de carinho, amor e esperança aos irmãos e irmãs enfermos nos hospitais e nas residências. O Papa Leão XIV recordou que o cuidado com os enfermos é fundamentado na parábola do bom samaritano, no qual o evangelista Lucas convida a olhar o outro com compaixão. Esse olhar compassivo, conduz cada agente de pastoral a aproximar-se e cuidar do outro. Isto quer dizer que, o estilo de vida cristão, baseado no nosso vínculo de amor com Deus, compreende esta “dimensão fraterna, ‘samaritana’, inclusiva, corajosa, comprometida e solidária”. A missão do cuidado Na Prelazia de Tefé, aconteceu a missa dos enfermos na Catedral de Santa Teresa D´Ávila e visita ao Hospital Regional de Tefé. O diretor, Dr. Alain Carvalho, expressou a honra de receber a coordenadora da Pastoral da Saúde da Prelazia de Tefé, Sra. Edyana Vieira e o Pe. Rajaomihasina Rolland, que levaram “palavras de fé, esperança e conforto aos nossos pacientes”. O responsável frisou que essas ações fortalecem a “missão de cuidar com excelência, empatia e humanidade”. “Este momento reforça a importância do cuidado integral, que vai além da assistência física. A presença espiritual e o apoio emocional contribuem significativamente para o bem-estar dos   enfermos, fortalecendo a esperança, reduzindo a ansiedade e promovendo acolhimento em um momento de fragilidade”, disse o médico. Visita aos hospitais Em Manaus, a pastoral da saúde da arquidiocese visitou o Hospital Beneficente Português do Amazonas, no centro da cidade. Em São Paulo de Olivença, na Diocese do Alto Solimões, os agentes participaram da celebração e realizaram visitas ao Hospital Municipal Dr. Joviano de Assis Silva, com o acompanhamento de Pe. Marcelo Gualberto. Além da celebração na Basílica de Santo Antônio, a Diocese de Borba contou com uma palestra em alusão as campanhas de conscientização do mês de fevereiro Roxo e Laranja, enfatizando a doação de medula óssea para tratamento da Leucemia. Este dia nos convida a acolher o sofrimento com fé, reconhecendo nele a proximidade de Cristo e a importância da solidariedade. Na Diocese de Roraima, a Pastoral da Saúde desenvolve ações de acompanhamento espiritual e apoio às pessoas enfermas e às suas famílias. Segundo Jivaneide Barbosa, coordenadora da Pastoral da Saúde, o trabalho é realizado de forma contínua, o que permite levar conforto ao enfermo e às suas famílias, pois “quando há um doente em casa, não é somente ele que fica fragilizado, mas toda a família e os cuidadores também são abalados emocionalmente” As campanhas de conscientização Segundo o site do Governo Federal, durante este mês, as cores roxa e laranja são utilizadas em diversos meios de comunicação com o objetivo de atentar para a conscientização e combate de algumas doenças. A cor roxa foi escolhida para a conscientização do Lúpus, da Fibromialgia e do Mal de Alzheimer. Já a cor laranja foi incluída na campanha para conscientizar um dos tipos mais graves de câncer, a Leucemia, ela frisa a importância da doação de medula óssea, pois a cada cem mil pacientes, apenas um doador é compatível. O Lúpus é caracterizado como um distúrbio crônico que faz com que o organismo produza mais anticorpos que o necessário para manter o organismo em pleno funcionamento. Os anticorpos em excesso passam a atacar o organismo, causando inflamações nos rins, pulmões, pele e articulações. Segundo o Ministério da Saúde, o Lúpus Sistêmico (Les) é a forma mais séria da doença e a mais comum, afetando aproximadamente 70% dos pacientes com Lúpus. A doença afeta principalmente mulheres, sendo 9 em 10 pacientes com o risco mais elevado durante a idade fértil. Já a Fibromialgia ataca especificamente as articulações, causando dores por todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca cansaço excessivo, alterações no sono, ansiedade e depressão. A doença pode aparecer depois de eventos graves como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção. O motivo pelo qual pessoas desenvolvem a doença ainda é desconhecido. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) calcula que a fibromialgia afeta cerca de 3% da população. De cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres. O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social. Com o passar do tempo, ela também interfere no comportamento e personalidade da pessoa, causando consequências como a perda de memória. O Alzheimer é a causa mais comum de demência – um grupo de distúrbios cerebrais que causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas têm a doença de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). A Leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente, de origem desconhecida. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que em 2019 a leucemia teve mais de 10 mil novos casos. Os sintomas incluem anemia, palidez, sonolência, fadiga, palpitação, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos, bem como gânglios linfáticos inchados, perda de peso, febre e dores nas articulações e ossos. Informações e fotos: Pastoral da Saúde Regional Norte 1 Fontes: https://www.gov.br/cetene/pt-br/assuntos/noticias/campanha-fevereiro-roxo-e-laranja https://www.monteroraimafm.com.br/noticia/dia-mundial-do-enfermo-pastoral-da-saude-leva-acolhimento-e-conforto-espiritual-na-diocese-de-roraima

Rede um Grito Pela Vida realiza ação sobre o Tráfico de pessoas em Manaus

A Rede um Grito Pela Vida realizou no dia 10 de fevereiro, uma ação de intervenção social sobre o tráfico de pessoas, no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida, no centro de Manaus. A iniciativa recorda a memória de Santa Josefina Bakhita, comemorada no último dia 08, e colabora com as iniciativas nacionais da Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH-CNBB), que articula ações de prevenção e incidência políticas para o enfrentamento ao tráfico de pessoas no Brasil.  O núcleo de Manaus da articulação intercongregacional da Conferência de Religiosos/as do Brasil (CRB), composta por religiosos e leigos, organizou as atividades em parceria com a Congregação do Santíssimo Redentor (C.Ss.R.). Durante as celebrações da tradicional novena em hora a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, os celebrantes refletiram sobre o tráfico de pessoas, em cada uma das celebrações. Essa sensibilização contribui para que os fiéis tivessem interesse pelo material e conversar sobre a realidade desse crime. Na ocasião, foram distribuídos 4.500 panfletos de material pedagógico disponibilizado gratuitamente pela Rede Um Grito Pela Vida. O grupo garantiu a presença permanente entre 06h e 18h, com a divisão de todas as integrantes em equipes em cada um dos horários. As intervenções pautaram os relatos de desaparecimento de crianças e adolescentes, assédios via internet, trabalho escravo e a exploração sexual. Além disso, a Rádio Rio Mar colaborou com duas entradas ao vivo em momentos distintos, dando visibilidade a ação. Informações e imagens: Rede um grito pela Vida (Núcleo Manaus).

Arquidiocese de Manaus realiza Coletiva de Imprensa da Campanha da Fraternidade 2026

A Arquidiocese de Manaus realizou, nesta terça-feira, 10 de fevereiro, uma coletiva de imprensa para apresentar o tema da Campanha da Fraternidade 2026, no Auditório Mãe Paula, na Cúria Metropolitana de Manaus. O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), destacou que a campanha acontece no período da Quaresma, que “é tempo de conversão” e “mudança de vida”. A CF está inserida em um tempo litúrgico muito importante na igreja, “onde olhamos para Jesus crucificado-ressuscitado e percebemos as mudanças necessárias”, explicou o cardeal. Esse apelo à conversão alcança a dimensão social, como insistia São João Paulo II e a ecológica enfatizada por Papa Francisco. “Devagarinho vamos abrindo o leque da necessidade de transformações, não apenas na vida pessoal, mas na vida social, na vida das nossas relações e por que não dizer também a conversão necessária dentro da nossa casa comum”, disse o cardeal. Tema e lema da CF 2026 A Campanha da Fraternidade 2026 tem como tema “Fraternidade e Moradia” e o “Ele veio morar entre nós” (João 1,14). O cardeal recordou que ao rezarmos o anúncio do anjo do Senhor a Maria, na terceira invocação, “recordamos esse mistério da presença de Deus no meio de nós”. Essa temática da moradia convida os fiéis a reconhecer em cada irmão e irmã a presença de Cristo e a necessidade de condições de vida digna para todos. O arcebispo reconheceu o esforço dos governos para a construção de moradias, mas que essa realidade ainda não alcança a todos. Nesse horizonte, a Igreja colabora indo ao encontro “os irmãos e irmãs que moram nas nossas ruas, fazem das ruas a morada” com acolhimento “para que eles possam ter a dignidade necessária”. Além disso, é fundamental que a moradia digna seja compreendida também com os espaços “onde aconteça educação, onde aconteça cultura, onde aconteça o esporte”. “No tempo da campanha da fraternidade, nós queremos rezar, queremos meditar, porque não discutir a questão da moradia. Sempre pensando que o habitar é o importante. As pessoas se sentirem em casa, mas se sentirem em casa com dignidade, porque todos são filhos e filhas de Deus. Então, que a campanha da fraternidade deste ano nos ajude a compreender a necessidade de todos terem a sua casa”. A realidade habitacional em Manaus A coletiva também abordou a questão habitacional na cidade de Manaus. Ir. Rosanna Marchetti (MDI/PIME), da Coordenação de Pastoral da Arquidiocese de Manaus, recordou que a capital ocupa a 4ª posição das cidades com realidade de favela. Segundo ela, o tema da CF estimula “ações concretas de proximidade para com estas famílias que vivem em situações precárias”. Outro ponto apresentado pela irmã, foram as ações da Defensoria Pública de entrega do título de proprietários de alguns terrenos na cidade para “pessoas que têm uma casa, mesmo que precária”. O título possibilita a melhoria de vida e da própria moradia, citando o capítulo 2 do texto base, Ir. Rosanna, destacou a aproximação do tema “com a nossa fé”: “Ele veio morar entre nós. Jesus também mora. Foi alguém que veio ao mundo e não tinha moradia, fez esta experiência. E a questão da casa é um espaço de relações, um espaço de vivência de fé. E lá nós lembramos os atos dos apóstolos, onde as primeiras comunidades se encontravam nas casas. Então, este tema nos ajuda a refletir em vários aspectos, a dimensão social, a dimensão da fé, para poder escolher ações concretas para abordar esta temática”. Expectativa da população  O Sr. Carlos Lacerda, do Projeto Cachoeira Grande, esteve na coletiva e apresentou a situação vivida pelas famílias que representa, agradecendo a Arquidiocese de Manaus pela temática da moradia. Ele representa os moradores da Alameda Pico das Águas, no bairro São Geraldo, que foram retiradas da região para as obras de requalificação urbanística nas margens do igarapé da Cachoeira Grande e da comunidade Arthur Bernardes, no bairro São Jorge, vítimas de um incêndio em 2012. Os moradores aguardam a 13 anos a entrega de unidades habitacionais. Muitas dessas famílias recebem o aluguel social, mas o alto custo dos aluguéis na cidade dificulta a qualidade de vida. Segundo Carlos, há uma possibilidade que as obras no local comecem esse ano com a construção de “520 apartamentos, sendo 260 apartamentos na Kako Caminha, que é no bairro São Geraldo, e 260 na Arthur Bernardes”. “Hoje em dia, a gente vê muitas pessoas na rua que não têm uma moradia digna. Essas pessoas precisam de uma moradia para se esconder da chuva, do sol. Então nós temos que lutar por esse tipo de moradia para as pessoas, porque as pessoas também hoje em dia não podem, não aguentam mais pagar aluguel”, relatou o represente do projeto Cachoeira Grande. A sensibilidade pastoral da Igreja Pe. Geraldo Bendham, Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Manaus, apontou que a Igreja tem grande sensibilidade e solidariedade pastoral com as pessoas sem moradia, e o tema da campanha é reflexo disso. Ao citar a questão da moradia na cidade, ele recorreu a duas situações muito significativas para o processo de ocupação da cidade: a extinta cidade flutuante e o advento da Zona franca de Manaus. Na primeira, a grave questão sanitária das moradias “em cima do rio, nos flutuantes”, e a segunda com a “ocupação desordenada por todos os lugares”. O coordenador pastoral ressaltou que os governos não conseguiram acompanhar esses processos de ocupação, o que ocasiona num grande número de pessoas desassistidas pelo poder público. Diferente da presença da Igreja, que acompanha as dinâmicas das “pessoas que não têm casa ou aqueles que estão na rua”. Quanto a situação dos moradores que aguardam as casas nos bairros São Geraldo e São Jorge, Pe. Geraldo expressou que é um grande descaso com as famílias. “É uma vergonha. Mais de 11 anos, dinheiro do banco, licitação. É um governo descomprometido com a casa da família, porque moradia está ligado diretamente com a família. Um lar, uma casa, um…
Leia mais

Arquidiocese de Manaus ordena presbítero Michel Carlos da Silva

Com imensa alegria, a Arquidiocese de Manaus e a Paróquia do Bom Pastor de Manhuaçu – MG celebraram a Ordenação Presbiteral de Michel Carlos da Silva, pela imposição das mãos do Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus. A celebração, na manhã deste domingo, 8 de fevereiro, contou com a presença dos bispos auxiliares de Manaus, Dom Samuel Ferreira e Dom Zenildo Lima; Pe. Matheus Marques, em comunhão com todo o clero, com seus pais, Aparecida dos Anjos da Silva e Adão Antônio da Silva, e o povo de Deus. O novo padre escolheu como lema “Por causa da Tua palavra, lançarei as redes.” (Lc 5,5). A escolha reflete a caminhada vocacional trilhada por Pe. Michel Carlos e a dedicação com que abraça o serviço missionário na Igreja da Amazônia. Por mensagem, ele destacou que é “com grande alegria que agora retorno para a Arquidiocese para juntos abraçarmos cada vez mais a missão dentro das nossas realidades”. Encontro com a realidade amazônica Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, realçou que a ordenação presbiteral de Pe. Michel Carlos foi “um acontecimento muito marcante e muito importante para a vida da nossa Igreja de Manaus”. Ele destacou que a trajetória vocacional de Pe. Michel Carlos nasce com o acompanhamento da Congregação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora, que também atuam na Arquidiocese. E dentro desse processo formativo, o novo padre realizou uma etapa chamada de tirocínio pastoral de vivência missionária em Manaus. “Foi justamente a partir dessa experiência, que podemos chamar de experiência de encontro do Michel Carlos com a nossa realidade amazônica, que suscitou no coração dele um desejo missionário de dedicar a sua vida a um serviço ministerial para os povos ribeirinhos, para os povos indígenas, e para os pobres das periferias de um grande centro urbano”, explicou o bispo. Pautado em Jesus, o Bom Pastor O Padre Michel Carlos ao se apresentar para a nossa Igreja de Manaus, com essa proposta de experiência, foi acolhido no Seminário Arquidiocesano São José, onde completou o seu acompanhamento no processo formativo. Ele também cursou a Teologia na Faculdade Católica do Amazonas. Nesse período, segundo as palavras de Dom Zenildo, era nítido para os formadores do Seminário São José “a consistência da vocação do Padre Michel para o serviço ministerial” na Igreja de Manaus. “Um modelo de presbitério pautado na Evangelização, seja nas suas reflexões, seja na sua elaboração teológica e seja no seu comprometimento pastoral, o padre Michel logo se identificou com aquela que é a identidade de um presbítero que a gente pensa para esta região amazônica, capaz de dialogar, capaz de reconhecer a centralidade das comunidades eclesiais, capaz de acompanhar os grandes temas que fazem parte da realidade dessa nossa região e uma espiritualidade muito pautada na pessoa de Jesus, o Bom Pastor”, destacou. Palavra de Deus e Vida Comunitária Em suas palavras de agradecimento ao final da celebração, Pe. Michel Carlos destacou que sua vocação sacerdotal se alimenta da Palavra de Deus e da experiência comunitária. E justamente a partir daquela comunidade e da Palavra partilhada naquele lugar, ele se dispôs a lançar as redes em águas mais profundas. Dom Zenildo Lima reforçou a importância de “termos um presbítero do clero diocesano bastante comprometido com esta própria realidade”. A ordenação de Pe. Michel Carlos é importante tanto para a nossa igreja de Manaus, quanto para nosso Regional Norte 1 CNBB e para o Seminário Arquidiocesano. Ela intensifica que “a nossa realidade se apresente como um apelo missionário” e “tenha ressonância na vida vocacional de pessoas de outras regiões”. Além disso, Dom Zenildo sublinhou a importância de mais um presbítero para compor “esse grande presbitério regional que é a soma dos presbitérios diocesanos das nossas igrejas locais” com a sensibilidade de abarcar as necessidades do povo de Deus na construção do Reino de Deus. “Uma inspiração vocacional que tem esta compaixão pelo povo de Deus, das realidades ribeirinhas, das populações indígenas. Em tempos em que a formação presbiteral se vê desafiada a superar todo o modelo de autorreferencialidade, a superar todo o modelo pautado por um clericalismo. Ordenar um presbítero com esta sensibilidade, com este coração de pastor é realmente algo muito significativo para a Igreja de Manaus, para a Igreja do Regional e para o nosso Seminário São José”, frisou Dom Zenildo. Confiança no caminho sinodal Desde 2023, Pe. Michel colabora com as atividades de Evangelização na Área Missionária São João Paulo II, no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. A região tem grande densidade populacional, e o pároco, Pe. Matheus Marques, explicou que nesse período de convivência diária com o novo padre foi possível “perceber o caminho de discernimento vocacional”. Esse caminho, é marcado por um crescente envolvimento com a igreja local e as comunidades onde atua. “A gente está muito feliz de poder ter ordenado o Padre Michel, desde aqui da sua terra, em Manhuaçu, para a Igreja de Manaus, naquela expectativa e na confiança de que vai poder contribuir muito com a nossa Evangelização na nossa igreja, de modo sinodal, a partir da missão, participação e comunhão”, finalizou Pe. Matheus Marques. Fotos: Reprodução da internet

Bispos do Regional Norte 1 da CNBB incentivam mobilização no combate ao Tráfico de Pessoas

Os bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) incentivam as iniciativas da Rede um grito pela vida no combate e na prevenção ao tráfico de pessoas. A articulação intercongregacional da Conferência de Religiosos/as do Brasil (CRB), composta por religiosos e leigos, atua em sintonia com Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH-CNBB), que articula ações de prevenção e incidência políticas para o enfrentamento ao tráfico de pessoas no Brasil. No dia 29 janeiro de 2026, o Papa Leão XVI enviou uma mensagem para o 12º Dia Mundial de Oração e Reflexão Contra o Tráfico de Pessoas, que ocorrerá no próximo domingo, 8 de fevereiro. Com o tema “A paz começa com a dignidade: um apelo global para acabar com tráfico de pessoas”, a Igreja reafirma, nas palavras do pontífice, a urgência de “enfrentar e pôr fim a este grave crime contra a humanidade”. Testemunho de fé O cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, gravou um vídeo durante o encontro anual dos bispos do regional, destacando o “belíssimo testemunho de fé” de Santa Josefina Bakhita. Ao final do encontro, que aconteceu na Diocese de Borba entre os dias 2 e 5 de fevereiro, os bispos reforçaram o apelo ao combate do tráfico de pessoas. Dados recentes divulgados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) revelam que, no ano de 2025, 84 mil pessoas desapareceram no Brasil. O país registrou ainda 23.919 desaparecimentos de crianças e adolescentes no mesmo período. Embora nem todo desaparecimento tenha relação direta com o tráfico de pessoas, esses números compõem o cenário de risco e exploração que as redes de apoio e enfrentamento lidam diariamente. Embaixadores da Esperança As iniciativas regionais buscam sensibilizar a sociedade e incentivar que cada pessoa se torne um “Embaixador da Esperança” em seu contexto local. A Comissão sugere as seguintes frentes de atuação: Você pode ler a mensagem de Sua Santidade o Papa Leão XIV para o 12º Dia Mundial de Oração e Reflexão Contra o Tráfico de Pessoas na íntegra em: https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/messages/pont-messages/2026/documents/20260129-messaggio-contro-tratta.html Informações: Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano

Cardeal Steiner na Semana do Jovem Líder: “Só o amor nos realiza”

“Só o amor nos realiza, só o amor é capaz de embelezar a nossa vida, só o amor é capaz de vencer as dores, os sofrimentos, as contrariedades, as frustrações”. Foram as palavras do Cardeal Leonardo Steiner na Semana do Jovem Líder da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Manaus. O evento aconteceu de 26 a 31 de janeiro de 2026, com aproximadamente 350 jovens lideranças reunidas no Centro de Formação Maromba, no bairro Chapada. Os encontros diários aconteciam pela noite com atividades de formação, espiritualidade e fortalecimento da missão evangelizadora. Nos passos da Ampliada Nacional, os jovens da Arquidiocese de Manaus abordaram os desdobramentos pastorais da Igreja na Amazônia com tema “Pastoral da Juventude: nosso jeito de ser e fazer Igreja”. O encontro buscou reafirmar a identidade da PJ como presença viva, profética e comprometida com a realidade dos jovens, especialmente nas periferias e nos contextos amazônicos. A linha de reflexão partiu do lema da Campanha da Fraternidade deste ano “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). Os participantes aprofundaram a espiritualidade da encarnação, por meio do reconhecimento da presença de Jesus que caminha com a juventude em suas lutas, sonhos e desafios. A proposta da semana é formar líderes que unam a vida de fé, oração e ação, na igreja e na sociedade, fortalecendo uma juventude protagonista, missionária e comprometida com a construção do Reino de Deus. O modo de ser de Jesus O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), participou do momento de oração da penúltima noite (30). O arcebispo agradeceu aos jovens pelo interesse em conhecer e aprofundar o significado de viver o Evangelho de Jesus e o seu modo de ser. Além disso, ele reforçou que mesmo com 75 anos de idade, é necessário permanecer na busca de compreender a grandeza de ser chamados por Jesus. Steiner recordou que Santo Agostinho, comentado o texto bíblico do Evangelho, diz que “amar a Deus é o máximo que podemos fazer”. Essa perspectiva de “amar de todo o coração, de toda a alma, com todo entendimento” significa “toda a nossa pessoa amando a Deus”, explicou. E na totalidade de cada um e cada uma apresentar-se disponível e cordial para amar a Deus e “nos deixarmos ser amados por Ele” como também esclarece Santo Agostinho. “Muitas vezes pensamos que nós amamos a Deus, esquecemos que Ele nos amou primeiro. Não diz São João? Então, esse pensamento não é um pensamento. Esse modo nosso de viver que pode nos ajudar demais. Porque o que existe de mais próprio no humano é o amor. Então, amar a Deus de todo o coração, por inteiros, todo inteiros, completamente voltados para a receptividade de um amor. E depois dizia, amar o irmão”, completou o cardeal. Amar a si mesmo Ao retomar as palavras do santo sobre o amor aos irmãos, o cardeal Steiner reforça a ideia da impossibilidade do ser humano de não amar a sim mesmo. Ele explicou que o que acontece é que às vezes a pessoa “se ama mal”. Por causa desse amor insuficiente por si mesmo, acaba não conseguindo amar o irmão e ir ao encontro do outro. “Se ama a si mesmo, é uma pessoa disponível, uma pessoa generosa, é uma pessoa que sai ao encontro, uma pessoa que sempre quer caminhar mais, quer entender mais, abrir horizontes, buscar sentido de vida. Isso é amar a si mesmo. Agora, desse jeito, amar o outro. É nesse modo de amar a Deus e amar o outro, Que nós cada vez mais nos amamos a nós mesmos. Mas para podermos amar ainda mais, estar na receptividade do amor”, esclareceu o arcebispo. O amor transforma a sociedade  A realização humana passa pela compreensão do amor como uma possibilidade de transformar a sociedade. O arcebispo citou que “uma pessoa pode ter perdido tudo, mas se não perder o amor, se refaz completamente”. Isto expressa a necessidade de aprofundar o horizonte da fé “a partir do amor.  “A partir desse amor é que transformaremos a sociedade. E a nossa sociedade está mais do que necessitada de uma transformação. Seja na política, seja na justiça, seja na fraternidade, em todos os âmbitos. E nós podemos ajudar nessa transformação. Aliás, Nós temos obrigação de ajudar, se realmente queremos amar a Deus e o próximo nos amando a nós mesmos”, reforçou o cardeal. Nessa perspectiva, o arcebispo convidou os jovens a fazer a caminhada da Igreja de Manaus pautada pela presença “na comunidade em que cada um, cada uma está”. De maneira que todos possam dizer que “vale a pena seguir Jesus”, porque “ele dá sentido a toda a nossa vida”. E finalizou reforçando o agradecimento pela presença dos jovens convidando-os a caminhar “todos juntos” para que a Igreja de Manaus “continue a ser uma igreja viva, missionária, profética e samaritana”. Renovar a juventude Um dos Coordenadores Arquidiocesanos da PJ, Gabriel Felipe Gama (28) da comunidade Sagrada do Coração de Jesus, da Paróquia de São Bento, setor Padre Pedro Vignola, falou um pouco sobre o evento. Ele destacou que a programação faz parte do itinerário formativo da PJ.  Segundo Gabriel, os momentos de oração, estudo da identidade da Pastoral da Juventude, partilhas de experiências, oficinas formativas e vivências comunitárias, fortalecem a comunhão entre os jovens da Arquidiocese. Gabriel, como você acha que esse tema que a semana vem trabalhando ao longo dessa semana do Jovem Líder dialoga com a missão evangelizadora da igreja na Amazônia? Esse tema foi pensado por todo o coletivo da CAPJ, em iluminação junto com o tema da Assembleia da PJ Nacional, né? mas a gente sempre puxa para o nosso lado amazônico. Então, o nosso tema é Pastoral da Juventude, nosso jeito de ser e fazer igreja. E a gente queria mostrar para a juventude da Amazônia como nós fazemos a igreja, como a juventude se participa da igreja, se expressa dentro da igreja. Então, é essa mais ou menos a ideia do nosso…
Leia mais

Celebração na Basílica de Santo Antônio marca abertura do Encontro dos Bispos do Regional Norte 1

A Diocese de Borba acolhe, entre os dias 2 e 5 de fevereiro, o Encontro Anual dos Bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). A abertura aconteceu na Basílica de Santo Antônio, no município de Borba, no Amazonas. O evento reúne os bispos da região para momentos de escuta, reflexão, partilha e definição de encaminhamentos pastorais, fortalecendo a comunhão episcopal e a missão evangelizadora da Igreja na Amazônia. O cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo metropolitano de Manaus e presidente do regional, presidiu a missa de abertura do encontro na noite de ontem, 2 de fevereiro. Entre os bispos presentes estavam Dom Zenildo Luiz Pereira, da Diocese de Borba; Dom Vanthuy Neto, da Diocese de São Gabriel da Cachoeira; Dom Evaristo Spengler, da Diocese de Roraima; Dom Marcos Piatek, da Diocese de Coari; Dom Adolfo Zon, da Diocese do Alto Solimões; Dom Edmilson Tadeu Canavarros, da Prelazia de Itacoatiara. Além de Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins e o emérito Dom Giuliano Frigenni e os três bispos auxiliares de Manaus, Dom Zenildo Lima, Dom Joaquim Hudson e Dom Samuel Ferreira. Manifestação do amor de Deus A celebração contou com a bênção das velas, num gesto simbólico que recorda Cristo como Luz do Mundo e ilumina o caminho da Igreja em sua missão pastoral. Em sua homilia, o cardeal Leonardo Steiner destacou a revelação de Jesus como manifestação do amor de Deus. Essa mesma revelação esteve presente no Evangelho de Lucas, refletido pelo arcebispo ao recordar que “assim serão revelados os pensamentos de muitos corações”. O presidente ressaltou que o Senhor se apresenta na simplicidade, e que a pequenez é dom de Deus, no qual a festa da luz manifesta o Seu amor. Nesse contexto, o encontro assume também um caráter festivo ao celebrar a Vida Consagrada, entendida como revelação de Deus presente no meio do povo. Essa confirmação encontra fundamento na Sagrada Escritura, pois é pela Palavra tudo foi feito, reafirmando a centralidade de Cristo na vida e na missão da Igreja. Compromisso pastoral Nesse horizonte, o Encontro dos Bispos do Regional Norte 1 sela uma caminhada eclesial marcada pelo mistério do encontro com o Senhor que é a luz que conduz ao Pai. Como expressão concreta desse compromisso pastoral, os bispos estarão presentes nas comunidades eclesiais missionárias, fortalecendo a unidade do clero com cada uma das Igrejas locais. O Encontro dos Bispos acontece anualmente em uma das dioceses ou prelazias do regional. Esse revezamento entre as diversas realidades pastorais da Igreja na Amazônia estimula a criatividade para buscar novos caminhos para a Evangelização no território amazônico. Por isso, a troca de experiências entre os bispos fortalece a colegialidade e a comunhão, sempre pautados na pessoa de Jesus Cristo Crucificado-ressuscitado que ilumina o caminho do povo de Deus na construção do Reino. Colaboração e fotos: Pascom Diocese de Borba

Diocese de Parintins reafirma compromisso com catequese missionária

No dia 31 de janeiro, no Centro Pastoral Mãe de Deus, a Diocese de Parintins realizou a Assembleia Diocesana da Catequese. Reunindo párocos, coordenadores paroquiais e representantes das paróquias, na presença do Bispo Diocesano, Dom José Albuquerque. A Assembleia reafirma o compromisso da Diocese de Parintins com uma catequese missionária, formativa e em comunhão com a Igreja. Durante o encontro, os participantes avaliaram o Relatório Anual de Atividades da Catequese. Em seguida, estabeleceram reflexões sobre os desafios pastorais e os encaminhamentos para o fortalecimento do trabalho catequético nas comunidades urbanas e, de modo especial, nas áreas rurais. A proposta é intensificar a construção de uma Evangelização cada vez mais próxima das realidades das comunidades da diocese. O compromisso pastoral Além disso, houve a partilha sobre a implantação da Escola Catequética para Catequistas, como caminho formativo para a instituição do Ministério do Catequista, fortalecendo a missão evangelizadora da Diocese. Outro ponto abordado foi o Manual de Proteção de Menores. O documento reafirma o compromisso da Igreja com o cuidado e a promoção de ambientes seguros. Na ocasião, foi apresentada a nova Coordenação Diocesana da Catequese, que assumirá a missão de conduzir os trabalhos nos próximos anos. Fotos e informações: Diocese de Parintins