Av. Epaminondas, 722, Centro, Manaus, AM, Brazil
+55 (92) 3232-1890
cnbbnorte1@gmail.com

Categoria: Notícias

Diocese de Coari realiza Animação Missionária no Município de Caapiranga – AM

Entre os dias 06 e 11 de janeiro de 2026, a Diocese de Coari realizou a Animação Missionária no município de Caapiranga, Amazonas. A atividade, coordenada pelo Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), contou com a participação de Pe. Raimundo Gordiano, Marinilton Martins e Jucimara Corrêa, membros do conselho. A equipe visitou 38 casas de moradores da região, com especial atenção aos doentes e idosos, realizando momentos de oração e bênção. Essa ação busca aprofundar a articulação missionária e envolver mais paroquianos nas atividades missionárias.  O conselho comunicou a proposta de retorno em 2027 e a possibilidade de novas animações missionárias em outras paróquias. Segunda Jucimara Corrêa “O momento foi marcado pela simplicidade, no encontro e na confiança de que Deus caminha com seus missionários”. Informações e fotos: Jucimara Corrêa

X Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude 2026: um sopro de unidade

De 06 a 10 de janeiro de 2026, a comitiva do Regional Norte 1 composta por Marcelo Pereira, da Prelazia de Tefé, Coordenador Nacional da PJ pelo Norte 1; Filipe Fialho, da Arquidiocese de Manaus, Coordenador Nacional em transição pelo Norte 1; Giovani Sampaio, delegado pela Arquidiocese de Manaus e Jonatas Vicente, representante da Comissão Nacional de Assessores pelo Norte 1 participou da X Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude. Participaram jovens lideranças de todo o Brasil em Miracema/TO, no Regional Norte 3. Com o tema “Ser PJ Hoje: Nosso Ser e Fazer”, o encontro propõe um tempo de escuta, comunhão fraterna e discernimento sobre a identidade, a missão e o compromisso da PJ com as juventudes presentes nos grupos de jovens espalhados pelo país. A Ampliada marca um momento significativo de unidade, partilha de sonhos e construção coletiva de caminhos para um novo tempo da Pastoral da Juventude no Brasil. Compromisso com a Juventude Marcelo Pereira, coordenador nacional da PJ, explicou que o tema escolhido expressa um tempo de discernimento e reafirmação da identidade da PJ pautado de sentido, coerência e compromisso histórico. Em suas palavras “ajuda a olhar para quem somos enquanto pastoral de juventude e, ao mesmo tempo, para ver como estamos atuando concretamente na realidade”. Para ele, o Brasil, em especial o Regional Norte 1, são marcados por desigualdades sociais, desafios socioambientais, violência, precarização da vida e da juventude, mas também “por muita resistência à organização comunitária e fé encarnada”. “E falar de ser PJ hoje é reafirmar nosso compromisso com uma juventude protagonista, organizada, crítica e comprometida com a vida, especialmente das juventudes mais empobrecidas. Já o nosso fazer, ele nos provoca a avaliar se nossas práticas, formações e presença nas comunidades estão, de fato, dialogando com a realidade amazônica, ribeirinha, urbana e também periférica”, disse Marcelo. Desafios e esperanças A Ampliada abordou desafios e esperanças da pastoral, segundo o coordenador, “um dos desafios mais fortes é cuidar das bases, fortalecer os grupos de jovens, formar novas lideranças e garantir acompanhamento”. Ele também ressaltou o desafio de manter a PJ viva “num tempo em que muitos jovens estão desanimados, sobrecarregados e até distantes da vida comunitária”. Além disso, há a necessidade de atualizar linguagens e formas de atuação, sem perder o olhar para os “jovens mais empobrecidos. “A esperança está na juventude e continua se organizando. Está nos grupos que resistem e seguem firmes. E está também no caminho que a ampliada propõe. Olhar com verdade as luzes e sombras, ouvir as diretrizes e construir também propostas concretas de ação” explicou o coordenador. O impacto no chão das bases As decisões e reflexões vivenciadas no encontro nacional são compartilhadas em forma de orientações práticas “para o chão da base”. Elas se desdobram em formação, prioridades, articulação e acompanhamento, Marcelo Pereira exemplificou que a discussão de diretrizes que ajudam a ser PJ na atualidade “fortalece diretamente o planejamento dos grupos nas dioceses e paróquias” e assim a base recebe “esse sopro de unidade”. “Ela percebe que não está sozinha, que faz parte de uma caminhada maior, uma caminhada nacional. E no Norte 1, isso é ainda mais importante, porque nossas realidades são muito diversas. Juventude urbana, ribeirinha, indígena e interiorana. Então, quando a ampliada ajuda a organizar ideias e a apontar caminhos, ela dá força para um trabalho lá na ponta, num grupo pequeno e que está tentando manter viva a esperança”, enfatizou o coordenador. Diversidade e itinerância A Ampliada em Miracema/TO fortalece a pastoral na “caminhada nacional, diversa e itinerante” explicou Marcelo. Nesse espaço é possível reconhecer a PJ a partir dos “territórios, das culturas, das experiências concretas de cada região”. Os participantes fizeram memória do último triênio de trabalho reconhecendo o que foi construído e assumindo o que precisará ser retomado com mais intensidade. “É um tempo de gratidão, mas também de responsabilidade. E dentro desse caminho, tem um sinal muito concreto dessa continuidade, que, como eu já vim citando, a escolha do novo secretário nacional, que é um serviço essencial para garantir a organização, acompanhamento e unidade no próximo triênio. E isso já aparece como parte do nosso processo que foi essa ampliada” disse Marcelo. Marcelo também comentou destacou o simbolismo do lançamento da segunda edição do subsídio “Somos Igreja Jovem”. Segundo Marcelo “é um material que reforça a nossa identidade, nossa espiritualidade e nossa missão, ajudando a PJ a continuar formando e animando os grupos de base”. Então, o Miracema representa exatamente isso, um lugar de passagem e renovação, onde a PJ se reencontra, se reorganiza e se fortalece para seguir firme, como juventude, que é a igreja e também constrói a igreja no chão da realidade. No link abaixo você pode acessar a segunda edição do Subsídio de estudo “Somos Igreja Jovem” no formato on-line. https://drive.google.com/file/d/1bJCxZDE3wGMebHJdSbWCJm_seb8MqwSE/view?fbclid=PAb21jcAPU1iRleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA81NjcwNjczNDMzNTI0MjcAAadL8RJOGxby-nIY_xSAJT_vDeen_sRr03t7-M0XcdX0ligBT0Hxv3aQ05bd_A_aem_iNcqM4M6NGMX3BwEHPVszg&pli=1&utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio

Diocese de Borba realiza 1° Encontro Vocacional Diocesano de 2026

A Diocese de Borba realizou o 1º Encontro Vocacional Diocesano de 2026 com a participação de 13 jovens vocacionados, de 9 a 11 de janeiro, na Forania São Marcos, município de Borba, Amazonas. O evento busca despertar e promover o discernimento da vocação sacerdotal. A temáticas apresentadas aos jovens incluíram uma visão geral da Igreja, a Espiritualidade do Padre Diocesano, as Dimensões da Formação Sacerdotal e a Dimensão Humana. O encontro foi organizado pela Coordenação de Pastoral Diocesana e Pe. Jair Alves, reitor do Seminário Propedêutico Nossa Senhora Aparecida. Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, bispo da Diocese de Borba, ressaltou que “responder ao chamado sacerdotal significa reconhecer a profunda alegria de colocar-se a serviço do povo de Deus, tornando-se ponte entre o céu e a terra, e cuidando das fragilidades humanas por meio da Palavra, dos sacramentos e da presença fraterna”. Amor e doação à Igreja Local A Diocese de Borba tem desenvolvido ações voltadas ao discernimento e ao chamado vocacional, promovendo entre os jovens o amor pela Evangelização e o desejo de servir à Igreja por meio da vocação sacerdotal. Nesse sentido, o Pe. Ângelo Prestes, novo sacerdote da Diocese, destacou que “o chamado ao serviço sacerdotal no contexto diocesano representa uma expressão profunda de amor e doação ao povo da Igreja local, a exemplo de Cristo, o Bom Pastor, que entrega a vida por suas ovelhas”. Para Ademir Jackson, coordenador de Pastoral da Diocese de Borba, “discernir implica questionar: Onde posso amar mais? Onde minha vida encontra sentido pleno?”.Dessa forma, o discernimento vocacional configura-se como um caminho de maturidade que ultrapassa aspirações pesssoais, fundamentado no processo contínuo de oração, acompanhamento e escuta. O encontro vocacional encerrou com a procissão de abertura dos festejos em honra a São Sebastião, padroeiro da comunidade, seguida da Celebração Eucarística, presidida por dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, na Basílica de Santo Antônio de Borba. Informações e fotos: Francelina Souza – Coordenação diocesana da Pastoral da Comunicação

Consistório: Papa Leão XIV convida cardeais a oferecer os dons do Amor trinitário de Deus a serviço da Igreja

O Papa Leão XIV iniciou o primeiro Consistório extraordinário de seu pontificado, entre os dias 7 e 8 de janeiro de 2026, em Roma. A reunião do Colégio Cardinalício com o Papa busca ajudá-lo no governo da Igreja. Entre os quatro temas escolhidos, os 170 cardeais presentes optaram por aprofundar-se em dois: “Sínodo e sinodalidade” e “Evangelização e espírito missionário na Igreja à luz da Evangelli gaudium”. Na homilia da manhã de hoje, 08 de janeiro, o pontífice destacou que a palavra consistório pode ser interpretada como um tempo de parada as atividades e renúncia a compromissos importantes. No entanto, recordou a necessidade de “nos reunirmos e discernirmos o que o Senhor nos pede para o bem do seu Povo”. Ele explicou o momento é para compreender-se como “comunidade de fé”, e assim vivenciar e oferecer os dons de cada um inspirado pelo amor “trinitário” e “relacional” de Deus. “Nos deixamos moldar pelo Espírito: primeiro, na oração e no silêncio, mas também olhando-nos nos olhos, ouvindo-nos reciprocamente e dando voz, através da partilha, a todos aqueles que o Senhor confiou, nas mais diversas partes do mundo, aos nossos cuidados de Pastores. Um ato a ser vivido com coração humilde e generoso, na consciência de que é por graça que aqui estamos e que não há nada, do que trazemos, que não tenha sido recebido como dom e talento a não ser desperdiçado, mas a ser investido com perspicácia e coragem (cf. Mt 25, 14-30).”, disse o Papa. Dinâmica sinodal O Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, está no Vaticano e participa do encontro colaborando com um discernimento comum, apoio e conselhos ao Santo Padre no exercício da sua alta responsabilidade no governo da Igreja. “Vamos abordar a Evangelii Gaudium. que é uma programação que o Papa Francisco havia colocado como uma verdadeira programação do seu ministério. E nós estamos sentindo que o Papa Leão quer levar, dar continuidade a esse propósito de Papa Francisco. Ele está presente nas nossas reuniões, sempre muito disponível, tem nos dado uma palavra de encorajamento, sempre uma palavra de comunhão, uma palavra de unidade”, disse o cardeal Steiner. Foto: Pe. Luis Miguel Mondino O contexto do consistório fortalece a comunhão entre o Bispo de Roma e os Cardeais que colaboram de maneira especial pelo bem da Igreja. O desejo de comunhão foi expresso pelo pontífice no discurso de abertura do consistório. “Estou aqui para escutar. Somos um grupo muito variado, enriquecido múltiplas proveniências, culturas, tradições eclesiais e sociais, percursos formativos e acadêmicos, experiências pastorais e, naturalmente, feitios e traços pessoais. Somos chamados, em primeiro lugar, a conhecer-nos e a dialogar para podermos trabalhar juntos à serviço da Igreja. Espero que possamos crescer na comunhão para oferecer um modelo de colegialidade”, disse o Papa. A dinâmica de trabalho escolhida pelo pontífice demostra um firme passo para levar adiante a comunhão da Igreja fundamentado horizontes da sinodalidade. A metodologia sinodal estruturou os grupos de trabalho onde os cardeais puderam falar da temática e escutar o que os demais tinham a contribuir. Ao final, o Papa Leão pode ouvir o de forma detalhada apenas uma parte das sínteses, devido curto tempo disponível. Leia a Homilia do Papa Leão na íntegra no link abaixo: HOMILIA DO PAPA LEÃO XIV  Basílica de São PedroQuinta-feira, 8 de janeiro de 2026 https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/homilies/2026/documents/20260108-messa-concistoro.html Fotos: Reprodução de internet Vatican Media

Dom Zenildo Lima convida fiéis a viverem sob o olhar de Deus na solenidade de Santa Maria

Durante a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, convidou os fiéis a pedirem à Virgem Maria a graça de permanecerem sempre sob o olhar de Deus. “Que nos sintamos envolvidos, amados, perdoados e pacificados”, afirmou o bispo na celebração realizada na noite de 31 de dezembro de 2025, às 18h, na Catedral Metropolitana de Manaus. A liturgia da solenidade recorda que “a Mãe de Deus guarda todas essas coisas no seu coração. A Mãe de Deus guarda toda a nossa história no seu coração. A Mãe de Deus guarda a vida de cada um e de cada uma no seu coração”. E por isso os cristãos são convidados a fazer uma firme decisão pela paz conforme pede o Papa Leão XIV. O bispo explicou que a perspectiva de uma paz desarmada e desarmante envolve não se preparar para “reação ou para reagir agressivamente” e se constrói a partir dos pequenos. Deu salva O bispo iniciou sua homilia recordado a passagem do Evangelho onde passados os oito do nascimento de Jesus ele foi circuncidado recebeu o seu nome que significa Deus salva. Ele explicou aos presentes e ouvintes que a solene celebração do Natal e dos oito dias seguintes proporciona que todos participem “dessa dinâmica de salvação” que é o grande projeto de Deus. Segundo Dom Zenildo Lima, essa celebração permite a afirmação da divindade de Jesus, onde para outras experiências religiosas há um “grande líder, um grande profeta, uma grande referência”. “Nós Dele afirmamos que Ele é Deus, como o Pai, que Ele é Deus da mesma natureza, da mesma substância, diz a igreja, do Pai. Por isso, para a celebração de hoje, a gente reza a profissão de fé do símbolo de Niceia e de Constantinopla, ou afirmar categoricamente, sim, Ele é Deus como o Pai. E mais tarde se vai dizer da Virgem Maria, ela é a Mãe de Deus, a solenidade que celebramos no primeiro dia do ano”, explicou o bispo. Deus olha para nós A primeira leitura do livro de números traz a bênção de Arão, nela é experimentado o gesto de Deus de “olhar para nós”.  A atitude de Deus é uma disposição direcionada a cada homem e a cada mulher que indica a bênção como “uma experiência de disposição nossa para outra pessoa”, disse Dom Zenildo. Essa disposição ao outro é percebida nas famílias quando há insistência das crianças para que sejam escutadas, mas também para que “a gente volte o rosto, volte o olhar” para o que elas desejam comunicar. “E quando a gente volta o olhar para o pequeno, quando a gente volta o olhar para a pequena, eles experimentam não somente que estão debaixo dos nossos olhares, estão também dentro do nosso abraço, estão também participantes da nossa relação, estão debaixo do nosso cuidado, estão debaixo da nossa compaixão, estão protegidos por nós e lhes é assegurada a paz. Assim é a benção proposta no livro dos números”. O horizonte proposto pela bênção de Arão dimensiona a grandeza do olhar misericordioso de Deus que alcança a totalidade de todo o povo. E por isso não pode ser vista como uma concorrência ou privilégio, pois “é sempre uma experiência de escolha do outro”, destacou o bispo. Essa expressão da vontade de Deus de abençoar, proteger e dar paz ao Seu povo requer abandonar as experiências religiosas que diminuem sua “dinâmica e força” empobrecem seu significado. “O Senhor volta ao seu rosto. pessoa abençoada não é a pessoa bem sucedida financeiramente a pessoa abençoada não é a pessoa necessariamente que conquistou suas esperas a pessoa abençoada é aquela que entrou na relação com Deus nosso Pai uma relação com quem nos guarda, uma relação com quem se dirige a nós com compaixão, uma relação que nos garante Paz. Por isso, todo gesto de bênção, ele é solene”, afirmou Dom Zenildo Lima. Jesus é a proposta de Deus A Igreja Universal celebra a 59ª Jornada Mundial da Paz, e Dom Zenildo exortou que a bênção experimentada nas famílias nos dias do Natal precisa envolver cuidado, compaixão e assegurar a paz. E a proposta de Deus para todos é Seu Filho Jesus Cristo, que visita todo o percurso da história, contemplando a todos, sem distinção, e apresentando a grandeza de Deus manifestada na aparente fragilidade e pequenez do Menino no Presépio. Por isso, recordou o bispo, o Papa Leão tem insistido que se volte olhar para as coisas pequenas e frágeis. Para que ao contemplá-las, seja possível pensar as escolhas, modelos e interesses que devem ser assumidos por cada um no ano que se inicia. Isto envolve experimentar o cuidado e a compaixão pelos que vivem em situação de rua, migrantes, pelos jovens perseguidos e todos que interpelam “uma relação de cuidado” que lhes garanta paz. “A paz que tanto nós queremos. A paz que tanto nós almejamos. A paz que nós rezamos. Não é um horizonte que está distante de nós. Esta paz que nós vivenciamos, a experimentamos à medida em que a gente é capaz de sustentar, de assegurar, de vivenciar relações que são assim, que são marcadas por esta capacidade de cuidado, que são envolvidas nessas dinâmicas de compaixão, que asseguram, que asseguram de tal modo a vivência entre as pessoas que se garanta para todos a paz”, acrescentou o bispo. Não alimentar a inimizade Por fim, Dom Zenildo Lima desejou que todos sintam o olhar de Deus que abraça, envolve e propõem relações de compaixão que distanciam mágoas, rancores e desejos de vingança para construir relações de paz. Ele destacou o aumento da violência contra jovens e, especialmente, o número alarmante de feminicídios, apontando como inaceitável o último caso ocorrido no país. Além disso, rememorou o pedido do Cardeal Leonardo Steiner para que não nos vejamos como inimigos, visto que haverá eleições nas esferas estaduais e federais. E que os últimos processos políticos do país têm desviado o olhar do que realmente é necessário para assegurar a dignidade das pessoas.…
Leia mais

Cardeal Steiner encerra o Ano Jubilar da Esperança: “Sinal de Salvação”

 O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, presidiu a Celebração de Encerramento do Ano Jubilar da Esperança. A missa, realizada na Catedral Metropolitana de Manaus, às 10h, simultaneamente nas paróquias e áreas missionárias que compõem a arquidiocese, marca o fim das peregrinações jubilares. A conclusão neste domingo, 28 de dezembro de 2025, segue a Bula de Proclamação do Jubileu Spes non confudit do Papa Francisco. O encerramento do ano santo coincidiu com a festa da Sagrada Família de Nazaré, reunido grande número de fiéis. Em sua homilia, o cardeal Leonardo Steiner destacou que o Menino frágil apresentado no presépio de Belém encontrou abrigo em uma família. O cardeal enfatizou que no dia da família que se “tornou sinal de salvação, de redenção” foi concluído o ano santo da redenção, e este é um sinal de que Deus vela e cuida da família. “No dia em que celebramos a Sagrada Família de Jesus, Maria e José, percebemos uma família pobre, humilde, E por causa da violência e da crueldade dos poderosos, deve deixar a casa, que não era casa, e buscar a casa num país estranho. Aliás, como tantas famílias pobres de ontem e de hoje que buscam um lugar fora da própria terra. O Evangelho é nos dizer que a família não estava sozinha na luta. Deus acompanhava. protegia, animava, guiava, salvava.”, explicou o arcebispo. Família de Nazaré: modelo para nossas famílias  O cardeal explicou que a família de Nazaré carrega elementos de união, solidariedade, fraternidade acolhimento que os ajudam a enfrentar juntos “os perigos, as incomodidades, as incertezas, as crises, até mesmo o exílio”. Esse cuidado mútuo, especialmente “do mais frágil, do mais pequenino, Deus em nossa humanidade e fragilidade” demostra a vivência do amor verdadeiro que supera os egoísmos.  Por isso a família de Nazaré, como lugar de salvação, convida ao acolhimento e perdão entre as famílias, mas também a família arquidiocesana.  “O cuidado mútuo, a entrega, torna-se fundamento de uma relação madura, sólida, suave, carinhosa e esperançosa. Uma vida madura, sólida e cheia de sabedoria, porque iluminada por Deus sabemos por onde andar como família. E por ser salvífico, é lugar de reconciliação que nasce da esperança e da certeza de um amor, que somos amados e recebemos a graça de podermos amar”, destacou o cardeal. A Sagrada Família revelou a boa notícia de que o Deus Salvador está no meio de nós. E ao concluir-se o ano santo da redenção nesta festa, é confirmado o amor salvífico de Deus pela humanidade. Assim, na simplicidade das relações, “Deus habita entre nós e habita na nossa família”, tornando-a um espaço de encontro que impulsiona e revigora gestos e palavras do cotidiano de cada pessoa em sua família. Reconduzidos pelo amor Ao comentar as leituras do dia, Steiner recordou que as palavras da Carta aos Colossenses apontam que “somos amados por Deus, somos seus eleitos, pois fomos salvos”. E por isso, há a necessidade de “revestir-nos de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, sendo suporte uns para com os outros”. Nessa dinâmica de “amarmos uns aos outros” se revela o desafio da vida em família, mas é onde se torna possível desenvolver a nossa humanidade. “Então, como não admirar os conselhos de Paulo para com a sacralidade da nossa família, vemos como amor é possível, a convivência, o cuidado, o perdão, a familiaridade, a gratidão. O amor. Pois é no amor que somos todos reconduzidos para uma fonte integradora e harmoniosa e transformadora das nossas relações. No amor a superação é possível, pois reconduz sempre ao amor do amor”, disse Steiner. Quanto a leitura de Eclesiástico, o arcebispo frisou a necessidade de oferecer o devido valor aos pais, posto que somos “descendência dessa paternidade e maternidade”. De maneira que sejam cuidados não apenas na materialidade, mas sobretudo na oferta de amor, mesmo quando já perdem lucidez. Ele sublinhou que o amor “ao pai e à mãe não é esquecida por Deus”, pois eles “são instrumentos de Deus, são fonte de vida”. Rememorar a Salvação Ao final de sua reflexão, o cardeal Leonardo Steiner ressaltou que a Salvação, oferecida pela morte e ressurreição de Jesus, nos tornou uma “grande família, a igreja, o Reino de Deus”. Dessa forma, dentro do ano jubilar vivenciado em todas as igrejas particulares do mundo inteiro “entramos em comunhão de fé, esperança e amor”. Esse horizonte de esperança, experimentado pelas comunidades, ajuda na compressão do pertencimento de todos ao mistério do amor de Deus, e convida manter-nos na esperança, na fraternidade e possibilite superar a violência. “Jesus, Maria e José, em vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor. Confiantes a vós nos consagramos. Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias lugar de comunhão, de afeto, de perdão, escola do Evangelho, pequenas igrejas. Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja nas nossas famílias violência, fechamento, divisão. E quem tiver sido ferido, escandalizado, seja consolado e curado. Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes do sagrado e inviolável amor da família. a beleza do projeto de Deus. Jesus Maria José, ouvi-nos e acolhei-nos. Amém.”, finalizou o cardeal.

Cardeal Steiner: “Nesta noite somos envolvidos por um Deus menino”

“Somos então, queridos irmãos e irmãs, nesta noite envolvidos por um Deus menino, um Deus criança, um Deus humanado, audível, visível, Deus pobreza, Deus leveza, Deus candura, Deus infância”, afirmou o Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, Arcebispo de Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na noite de 24 de dezembro de 2025, durante a Missa do Natal do Senhor, na Catedral Metropolitana de Manaus, às 18h. A celebração foi concelebrada por Dom Derek Byrne, bispo emérito da Diocese de Primavera do Leste. Um recém-nascido é o sinal O cardeal iniciou sua homilia recordando que no quarto domingo do Advento o profeta Isaías indicava pedir ao Senhor que fizesse “ver um sinal que provenha da profundeza da terra, que venha das alturas do céu”.  Em seguida, destacou que o Evangelho da noite do dia 24 responde ao sinal pedido, através do anúncio do anjo: “Isto vos servirá de sinal. Encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura”. Ele explicou que o sinal “que é esperado pelas gerações, o rogado pelas descendências de Abraão, Isaac e Jacó” é um recém-nascido. “Finalmente o implorado por séculos nasceu. E eis que chegou Emmanuel, o Deus conosco. Nasceu para nós o Salvador, o Cristo, o Senhor. Numa das homilias de Natal, Santo Agostinho pergunta: ‘a que Deus adorais? Um Deus que nasceu?’ Sim, adoramos o Deus nascido na nossa carne, na nossa fragilidade humana. Sim, queridos irmãos e irmãs, adoramos um Deus que nasceu, que veio à luz. Nos enche de admiração e gratidão o anúncio do anjo”, enfatizou o arcebispo. O anúncio da grande alegria para todos os povos é o nascimento de um Salvador na cidade de Davi. Esse nascimento foge a lógica esperada pois, segundo o cardeal, o “sinal que nos foi oferecido e foi oferecido aos pastores é um sinal pequeno, delicado, frágil, apenas um recém-nascido” e não um “sinal da grandeza, do poder, da majestade, do triunfo, das imposições”. Por isso, “o sinal de Belém é apenas um menino, um recém-nascido, frágil, necessitado, pobre, envolvido em panos, deitado no comedouro de animais” é quase decepcionante. “Como pode o libertador, o salvador, o Deus conosco estar nesses sinais da desventura, do desalojamento, na periferia, na fragilidade, na quase desumanidade? Não era o esperado salvador, o forte, o guerreiro, o lutador? E eis que o anjo anuncia um necessitado de cuidados: ser amamentado, ser carregado, ser velado, nascido fora da cidade”, refletiu o arcebispo. Seu amor concreto toca a fraqueza humana Em sua reflexão o arcebispo conduziu os presentes pelo texto bíblico onde os pastores são tomados pelo medo, mas mesmo com temor creram nos sinais anunciados. E ao crerem foram em busca e encontraram o sinal: o recém-nascido. Ele sublinhou que encontrar “Deus na pequenez, Deus na nossa humanidade e fragilidade” revela a concretude do amor de Deus que toca a nossa humanidade, isto é, o “Deus deu-se a si mesmo”, o “recém-nascido Salvador, que é Jesus, o nascido em Belém”.   “Ouvimos o profeta dizer, um filho nos foi dado. Deus se tornou filho nosso. na pobre manjedoura de um lúgubre estábulo, precisamente ali, Deus, porque veio ele à luz durante a noite, sem um alojamento digno na pobreza, enjeitado quando merecia nascer como maior rei, no meio do linho e dos palácios? Por quê? Para nos fazer compreender até onde chega o seu amor por nós”, explicou o presidente. Essa perspectiva do encontro do “Filho de Deus que nasceu descartado” com as nossas vulnerabilidades implica que “todo descartado, descartada é filha, é filho de Deus”. E dessa maneira, reconhecer a filiação de Deus para todos permite acolher “com ternura nossas próprias fraquezas”, disse o cardeal. E assim, compreender que “como em Belém, também conosco, Deus gosta de fazer grandes coisas através das nossas pobrezas e fraquezas, a santidade”. “Colocou toda a nossa salvação na manjedoura de um estábulo, sem temer as nossas pobrezas. Deixemos que a sua misericórdia transforme a nossa vida, dizia Papa Francisco numa de suas homilias da vigília do Natal”, explicou Steiner.  Anunciado aos últimos O arcebispo prosseguiu dizendo que o Deus nascido torna-se “visível, palpável, audível” aos pastores “que viviam na distância, distanciados, viviam sem casa, sem teto”. E estes foram os primeiros a receber o anúncio e encontrar o menino Deus. Suas condições de vida os impediam de cumprir com prescrições religiosas, tornando-os impuros. No entanto, é a eles que “Deus pequeno” é anunciado”, explicou o cardeal. “Então não temamos o nosso Deus. Quanta alegria não devem ter experimentado esses homens e essas mulheres ao verem Deus tão próximo, tão pequeno, para ser acolhido. O anúncio dos anjos nesta noite, queridos irmãos e irmãs, nos consola e fortalece. Não tenhais medo. Sim, eu vos anuncio uma grande alegria para todo o povo nasceu o Salvador, mas a glória, glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens que ele ama. Todos nós em Jesus fomos amados, amadas”, enfatizou Steiner. Ele explica que, como os pastores naquela noite, “nós glorificamos a Deus por ter se feito um de nós, indicar o caminho da nossa finitude, o caminho da salvação”. E nesse horizonte somos convidados a não “termos medo das nossas fraquezas, da nossa finitude, das nossas limitações”. Isto porque a comunicação que o “Deus pequeno, Deus criança” traz é de que Ele está conosco e nasceu para nós. Não temer nossas fraquezas “Por que termos medo do menino que está sendo velado por animais? Por que ter medo se apenas uma criança envolta em panos deitado numa manjedoura é sinal da paz, da fraternidade? Por que medo se apenas um recém-nascido é cuidado por um pai e uma mãe na desventura do desalojamento? Talvez medo porque que Deus pudesse ser visto pego pelos braços no colo de Maria José? Quando antes na história poderíamos pensar que Deus haveria de ter o nosso corpo, assumir a nossa fraqueza?”, questionou o presidente. As respostas para essas perguntas são assimiladas ao contemplar…
Leia mais

Diocese de Alto Solimões realiza Admissão às Ordens Sacras e Instituição de Ministérios

Na noite de 14 de dezembro de 2025, a Diocese de Alto Solimões realizou a Missa de Admissão às Ordens Sacras e Instituição dos Ministérios de Leitor e Acólito. A celebração foi presidida por Dom Adolfo Zon, bispo da diocese e vice-presidente do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na Paróquia São Paulo Apóstolo, Co-Catedral de Alto Solimões, no município de São Paulo de Olivença, Amazonas, às 19h. Na celebração, Leonan Barros de Souza, do 1° ano de Teologia, recebeu a Admissão às Ordens Sacras; Alex Cacau Pedrosa, Adelson Quirino e Hércules Vitorino, do 2° ano de Teologia, foram instituídos no Ministério de Leitor; e, Camilo Jailton Martins, do 3° ano de Teologia, foi instituído no Ministério de Acólito. Dom Adolfo Zon iniciou sua homilia agradecendo os padres presentes, em especial Pe. Pedro Cavalcante, responsável pelo Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Nele os seminaristas do Regional Norte 1 realizam as etapas de formação do Discipulado e da Configuração. Ele enfatizou a preciosidade de cultivar “uma amizade sacerdotal” durante o processo formativo, que ajuda os seminaristas a “crescer segundo a estatura de Cristo Jesus”. Preparar os corações Em seguida, reforçou aos presentes que a liturgia do 3° Domingo do Advento apresenta o horizonte da alegria. Essa perspectiva é aprofundada com o Encerramento do Ano Jubilar na diocese e a conferência de ministérios ao grupo de seminaristas. Embora seja “tempo de penitência, de preparar nossos corações, preparar nossos caminhos para acolher o Cristo Senhor”, explicou o bispo, é “uma penitência alegre”. Ao comentar sobre a primeira leitura, Dom Adolfo Zon destacou o anúncio do profeta de que a vinda de Deus transformará a “situação de opressão numa situação de alegria”. Da mesma forma, com o fim do Jubileu da Esperança, deve permanecer a certeza “que Deus sempre vem para nos salvar. O nosso Deus é salvador. O nosso Deus não é opressor. O nosso Deus quer a vida plena”. Essa prerrogativa deve fortalecer a caminhada de fé dos cristãos. O serviço é esperança viva No rito de Admissão às Ordens Sacras o seminarista é acolhido como candidato ao diaconato e prrsbiterato, marcando um passo importante na caminhada vocacional. Esse compromisso de fé recorda, nas palavras do bispo, que a “presença destes jovens caminhando rumo a ser presbíteros da sua igreja local é um sinal precioso”. Nesse rito de entrada do caminho prebisteral há um aprofundamento do discernimento do serviço dedicado à comunidade, necessário manter ainda mais viva a Esperança. “Configuração, porque já começou a etapa da configuração, né? Que se chama no seminário, configuração a Cristo sacerdote. Que bonito. Aproveite, não te faltarão as ajudas necessárias, seja por parte da nossa diocese como também do Seminário Maior São José”, acrescentou o bispo. Quanto a instituição do ministério de leitor, Dom Adolfo Zon explicou que é para que os seminaristas “se esforcem por acolher essa palavra ruminada no seu coração e pregada sobretudo com a sua vida”. De maneira que sua linguagem, seu modo de ser traduza semelhança com a Palavra de Deus escrita. E ilustrou que seu jeito de ser padre o torna reconhecível onde quer que esteja, vivendo uma realidade que transparece e que deve transparecer o próprio Jesus. Animados pelo Espírito Em relação ao rito do acolitado, o vice presidente recordou que o seminarista Camilo Jaílton vai na frente favorecendo o caminho dos outros. Enfatizou que ser instituído nesse ministério é um convite a aprofundar as dimensões relacionadas ao “Altar e sobretudo da Eucaristia”. E com isso, pediu que o Espírito Santo animasse outros jovens na Diocese, assim como animou cada um deles, param que de cada comunidade “surja uma de suas vocações” de forma a frutificar uma boa animação vocacional. “O encerramento precioso com este Jubileu da Esperança e sobretudo também de preparação para o Natal. Saber que Cristo veio no meio de nós e Ele se faz presente na palavra de Deus, se faz presente no altar da Eucaristia, se faz presente também nesses seminaristas que estão se preparando para servir o seu povo e também se faz presente no seu povo”, finalizou o bispo. Fotos: Diocese de Alto Solimões.

Cardeal Steiner: Advento, “o nascer de Deus em nossa humanidade”

O Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, presidiu a Celebração do 3° Domingo do Advento na Catedral Metropolitana de Manaus na manhã de 14 de dezembro de 2025. Ele recordou aos presentes que “estamos a caminho de Belém”. Nesse percurso, a liturgia traz o anúncio de diversas manifestações de Deus e que o Advento é a “espera do Filho do Homem o nascer de Deus em nossa humanidade”. Em sua homilia, o cardeal explicou que o 3° Domingo é chamado de Domingo da Alegria, por ser uma “espécie de antecipação litúrgica para podermos celebrar a alegria do Natal”. Em continuidade, recordou o Evangelho do domingo passado, onde “víamos João Batista às margens do Jordão” e hoje o Evangelho anuncia que ele está na prisão e em dúvidas e manda perguntar: “és tu aquele que há de vir ou devemos esperar por um outro?”. “João, o preparador, o anunciador, o aplanador das colinas, o endireitador dos caminhos, não sabe mais. Anunciava e agora já não sabe mais. Ele havia tocado, havia batizado seu Senhor e agora na quase ignorância do saber. Havia dito que não sou digno nem mesmo de carregar suas sandálias, agora já não sabe mais quem ele é”, ilustrou o cardeal. Seria Ele o esperado?  O arcebispo indagou os fiéis presentes a pensar “O que não faz a prisão, queridos irmãos e irmãs? O que pode fazer a solidão?”. Dando seguimento, explicou a perspectiva em que se encontrava João Batista “não mais rodeado pelas multidões, discussões, não mais pregações, nem mesmo o batismo de conversão”. Ele expôs que a solidão de João é um “nada para anunciar, nada para preparar, nada para endireitar” e com ela João se interroga: “é ele ou devemos esperar por um outro?”. “Abandonado, sem o vestido das peles de camelo, sem o cinturão de couro em torno dos rins, sem os gafanhotos e o mel silvestre, se interroga, duvida, espera. E agora no desejo da confirmação de uma presença nova que deve batizar no Espírito. Seria ele o esperado, o desejado das nações, o implorado, o rezado nos séculos o Deus conosco, o Deus da história, o Deus de nossos pais, o Deus de Abrão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó?”, novamente apontando as percepções da dúvida de João Batista.  Em suas palavras o cardeal conduziu os presentes a assumir o questionamento de Batista, “É ele? É ele o nascido em Belém, no quase relento, sem casa, sem lugar, no recolhimento das ovelhas? É Ele? Ele que nascera, Ele cumpridor das escrituras, Ele o esperado, Ele o meu primo, o da minha raça, do meu sangue, da minha parentela, da descendência de Davi. Ele o filho de Maria e José, João não sabe mais”. E outra vez trouxe a passagem do Evangelho “É aquele que devia vir ou devo esperar por um outro?”. O arcebispo prosseguiu com objeção de João “um grande profeta, um grande curador, anunciador”.  E acrescentou “seria demais, impossível que o desejado, implorado, explorado, esperado por tantas gerações fosse justamente ele, o da minha carne, o do meu sangue, da minha parentela, o de Nazaré?”. Isto porque, segundo ele, o precursor se vê “abandonado, solitário, à espera da morte”, e na dúvida envia de seus discípulos a Jesus para questioná-lo. Como resposta, Jesus pede que contem a João o que “os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados”. Feliz aquele que não se separa de Mim Em sua homilia, o cardeal explicou que o que viram e ouviram era “o sinal inconfundível de que era Ele e não o outro”. Em suas palavras “Ele era a vida nova que estava por pulular em todas as partes”, e por isso era “feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim”. Dessa forma, escandalizar assume a compreensão de “não se separa de mim”. Porque, em Jesus, “uma vida nova, pois um reino novo, uma nova convivência. Tudo redimido, tudo transformado”, essas transformações é que tornavam visível a presença de Deus. O arcebispo acentuou que esses sinais não eram os milagres que causam “admiração e estupefação”. E sim “do cuidado e do desvelo de Deus, a aproximação de Deus em dar olhos, em conceder liberdade, em dar corpos limpos”, como explicou o cardeal. A visita de Deus aos pequeninos e necessitados “os enche de vida nova, os renova, os liberta, os coloca de pé, eles caminham com os próprios pés, veem com os próprios olhos, ouvem com os próprios ouvidos, mas todos purificados e limpos”. “É que vivem na purificação não própria. mas na purificação de Deus. Então, não necessitava esperar por o outro. Somente um Deus humanado poderia cuidar assim dos cegos, dos coxos, dos leprosos, dos surdos, dos mortos, dos pobres. Sim, João, sou eu, o da tua parentela, o filho de Maria José que você conheceu. Sou eu, aquele o esperado, implorado, desejado, ansiado por séculos. Sou eu, não precisas esperar por um outro” explicou o cardeal. É a criança de Belém O presidente destacou a beleza do texto apresentado da primeira leitura do Livro do Profeta Isaías “vida nova, parece tudo resplandecer, tudo brilhar, mas cheio de vida e de transformação”. Com a palavras do profeta, refletiu a quantidade daqueles que voltaram para casa curados “Os que o Senhor salvou voltarão para casa. Quantos voltaram para casa curados? Nos textos do Evangelho encontramos”. No retorno iam “a Sião cantando louvores com infinita alegria, brilhando os seus rostos, cheio de gozo e de contentamento, não mais a dor e o pranto. Vida nova, porque presença nova de Deus entre nós”. Essa percepção responde ao questionamento de João a sim mesmo sobre a pessoa de Jesus “Assim era ele, João não precisava esperar por outro”. Hoje, queridos irmãos, queridas irmãs, queridos telespectadores, radiouvintes, Domingo da Alegria. Alegria pré-anunciada pelo profeta, alegre-se a terra que era deserta e intransitável. E não…
Leia mais

Diocese de Borba ordena Presbítero o Diácono Ângelo Prestes

Na noite de ontem, 06 de dezembro de 2025, a Diocese de Borba realizou a Ordenação Presbiteral do diácono Ângelo Prestes, pela imposição das mãos de Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, bispo diocesano, na Basílica de Santo Antônio de Borba, às 19h. O evento contou com a presença de presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas, sua mãe, Domingas Valente Prestes e demais familiares e amigos. Viu e encheu-se de compaixão Após uma longa caminhada de discernimento, estudo e vivência na fé, o jovem borbense, Ângelo Prestes demostrou o desejo generoso de “trabalhar na vinha do Senhor”. A partir de 2016, com a chegada de Dom Zenildo Luiz em Borba, começaram seus passos vocacionais, por meio de encontros de comunidades, pastorais e fortalecimento na catequese. Toda essa experiência vocacional fez nascer em seu coração o ardor pelo chamado ao sacerdócio. Em 2018, Ângelo ingressou no Seminário Arquidioceseno São José, em Manaus, onde cursou o Bacharelado em Filosofia. Em 2022 iniciou os estudos de Teologia no Seminário Maior Maria Mãe da Igreja em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Foi ordenado diácono no dia 2 de agosto de 2025, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida. A escolha do serviço de presbítero é a mais pura decisão de entrega e amor. Por isso, toda Igreja de Cristo se alegra com este vosso filho que hoje decidiu caminhar em direção aos apelos dos mais humildes. O Sacerdócio é o ministério do amor Em sua homilia, Dom Zenildo Luiz Lima pontuou as dimensões da fé, sendo esta cognitiva, pois faz transpassar a todo tipo de injustiça e faz crescer em humanidade, e em comunhão com a igreja e com os irmãos. Esta fé guiará o ministério sacerdotal. Dom Zenildo exorta que o Jovem diácono deve seguir a canção do Padre Zezinho – “Não deixe que eu me canse, ó Senhor”. Não deixe de amar a Jesus e servir ao povo. Que seus caminhos reflitam a linguagem do amor, da humildade e da harmonia. “Seja impulsionado e iluminado pelo Espírito Santo de Deus”. Neste viés, o Bispo diocesano frisou que “o povo de Deus sente necessidade do Presbítero discípulo, do presbítero missionário, do presbítero que vive o Evangelho”. Foi mencionado também por Dom Zenildo que o neo-sacerdote seja um padre mistagogo, pela catequese, pela evangelização e pelo testemunho. A alegria do pertecimento Durante a celebração, os participantes prestaram homenagens ao novo padre, a Sra. Domingas Prestes, mãe de Pe. Ângelo Prestes, em lágrimas de profunda alegria, revestiu o novo presbítero, num momento de comoção e alegria a todos os presentes na Basílica. Este gesto solene de fé e entrega representa um fortalecimento significativo para a Diocese de Borba, bem como para suas foranias, paróquias e áreas missionárias. O Padre Jair, da paróquia de Campo Grande, irmã-diocese, afirmou que o Padre Ângelo “tem traços de pastor e seguirá firme‘. O padre Jânio Assis, pároco da Paroquia de Autazes apontou qualidades que destacaram a caminhada do Padre Ângelo.  A Ata final foi declamada pelo Padre Jair Vieira Alves, chanceler da Cúria diocesana. “Eu decidi ficar entregue à ação da graça e da Misericódia de Deus” Em suas palavras, o Padre Ângelo Prestes afirmou que o “Senhor Deus nos reconstrói a partir de Seu Sagrado Coração“. Ele afirma que “Deus me convidou a caminhar, não porque eu mereça, mas porque Ele é, em plenitude, misericórdia”. As palavras emocionadas do novo sacerdote foram marcadas por profundo agradecimento e sincera gratidão a todos aqueles que contribuíram para sua formação. Ao final, confiou sua missão à intercessão de Santo Antônio, pedindo a graça de ser um homem da Palavra e um servo fiel. Texto e imagem: Francelina Lopes de Souza – Coordenadora da Pastoral da Comunicação da Diocese de Borba