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Categoria: Notícias

Pastoral da Pessoa Idosa do Regional Norte 1 reafirma o compromisso sinodal

Na manhã do dia 23 de junho de 2026, três membras da Pastoral da Pessoa Idosa do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estiveram na sede da CNBB para refletir e fortalecer o compromisso da pastoral, no contexto de escuta e caminhar juntos. O encontro contou com a participação da coordenadora regional da PPI, Cecy Tomaz, das assessoras Lilia e Teresa, e de Ir. Rosiene Gomes, articuladora regional das Pastorais Sociais. No início da reunião, as participantes realizaram uma breve apresentação e uma memória da trajetória da Pastoral da Pessoa Idosa no Regional, desde os seus primeiros passos. Além disso, enfatizaram alguns desafios persistentes como a escassez de recursos para realizar encontros formativos e a capacitação para novas lideranças na pastoral. Embora existam dificuldades relacionadas às longas distancias e a realidades diversas, conquistas significativas mantêm viva a missão da pastoral. O fruto da dedicação e do comprometimento das coordenações locais e dos líderes se revela por meio das visitas e do acompanhamento às pessoas idosas em suas comunidades. A reunião enfatizou a importância de fortalecer os laços de comunhão entre as coordenações das Dioceses, Prelazias e da Arquidiocese. Como sugestão para aprofunda a ligação entre as nossas Igrejas Locais estão os encontros formativos online. Como oportunidade de ajudar a ampliar a participação, superar barreiras e consolidar a caminhada da Pastoral da Pessoa Idosa no Regional Norte 1. Para além de uma reunião administrativa, o encontro foi um verdadeiro exercício de comunhão e corresponsabilidade com os caminhos pastorais. É uma confirmação da Pastoral da Pessoa Idosa como parte viva da Igreja. Com a PPI, a Igreja assegura sua proximidade, escuta e valorização da presença e da sabedoria das pessoas idosas, como testemunho cristão nas comunidades.

“A Igreja de Roraima escolheu estar ao lado dos povos indígenas”, disse Dom Evaristo durante Assembleia da Hutukara.

A defesa dos povos indígenas e os desafios enfrentados na Terra Indígena Yanomami pautam a 8ª Assembleia Ordinária da Associação Hutukara. Realizada entre os dias 15 e 18 de junho, no Centro Regional Lago Caracaranã, em Normandia, norte de Roraima.  O encontro reúne lideranças indígenas, representantes de associações e instituições para discutir temas relacionados à saúde, educação, proteção territorial e governança da Terra Indígena Yanomami. A programação desta quarta-feira (17) contou com a participação do bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler, e de representantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Antes da mesa de debates, os convidados foram recebidos com cantos e danças tradicionais apresentados pelos Yanomami. Criada em 2004, a Hutukara Associação Yanomami (HAY) é umas das principais organizações indígenas do país. A entidade atua na articulação política dos povos Yanomami e Ye’kwana. O vice-presidente da HAY, Dário Kopenawa, ressaltou os avanços conquistados pela organização ao longo dos anos. “Nós sofremos muito, mas também tivemos bastantes conquistas. Por exemplo, no combate aos invasores da Terra Indígena Yanomami, conseguimos expulsar grande parte deles do território. Realizamos diversos encontros com as associações e promovemos fóruns de lideranças na Terra Indígena Yanomami. Também fortalecemos a articulação com organizações parceiras, como os povos Munduruku, Kayapó e Yanomami”. Apesar dos avanços conquistados, Dário ressaltou que ainda há desafios pela frente. Segundo ele, a Hutukara continuará trabalhando para garantir os direitos dos povos indígenas e a proteção de seus territórios. A Igreja reafirma compromisso com os povos originários Durante sua fala, Dom Evaristo recordou a trajetória da Igreja junto aos povos originários de Roraima e reafirmou o compromisso da instituição com a defesa da vida e dos direitos humanos. “Há décadas, a Igreja local escolheu estar ao lado das comunidades indígenas para viver o evangelho na história, partilhando suas alegrias e sofrimentos, escutando seus clamores e assumindo, com elas, a defesa da vida, da terra e da dignidade”, disse o bispo. O bispo destacou ainda que a missão da Igreja não está ligada ao poder público, mas à promoção da dignidade humana. “Como Igreja, não temos poder de governo, mas estamos junto ao povo Yanomami cobrando ações do Governo e da Justiça. O povo Yanomami sempre é protagonista de suas próprias ações,” ressaltou. Lideranças denunciam impactos do garimpo Durante os debates, lideranças indígenas manifestaram preocupação com os impactos da mineração ilegal na Terra Indígena Yanomami. Umas das lideranças afirmou que o garimpo ameaça a sobrevivência das comunidades e pediu que as denúncias sejam levadas às autoridades. “Eu não quero que aconteça sofrimento na nossa terra por causa da mineração, pois nós somos moradores da terra. Esses garimpos nós não queremos. Levem minhas palavras para vossas autoridades. Essa terra é nossa mãe. Se estragar nossa terra, como vamos viver?”. Outra liderança reforçou a rejeição dos Yanomami à exploração mineral dentro do território. “Nós, Yanomami, somos povo da terra e não permitimos projeto de lei de mineração. Sabemos que a mineração explora a Terra Indígena Yanomami e não queremos isso. Levem essa mensagem para a Câmara dos Deputados. Não queremos mais contaminação da terra”. Também houve pedidos por mais ações de proteção territorial e fortalecimento da vigilância nas comunidades. “Peço que o governo tome providências para a proteção de nossas terras. Nós, mulheres Yanomami, não queremos a invasão dos nossos territórios. Nossos rios, lagos e florestas precisam permanecer vivos para garantir o futuro de nossos filhos”, disse uma liderança presente. Mensagem do Vaticano à Assembleia da Hutukara A Secretaria de Estado do Vaticano enviou uma mensagem aos participantes da 8ª Assembleia da Hutukara Associação Yanomami. No texto, transmitido pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, o Papa Leão XIV assegura suas orações pelo encontro e pelos povos indígenas. A mensagem, encaminhada ao bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler, destaca a importância da assembleia para o fortalecimento da união dos povos em torno de seus valores e princípios tradicionais  Confira a mensagem: Por Kayla Silva, Rádio Monte Roraima.

Arquidiocese de Manaus lança Selo Ecológico para estimular práticas ecológicas

A Arquidiocese de Manaus lançou, na manhã do dia 14 de junho, o Selo Ecologia Integral. O projeto trabalha a dimensão socioeducativa junto às paróquias, comunidades e organismos que atuam no território da Arquidiocese, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para estimular práticas ecológicas. “Isso quer dizer que pode ser uma pastoral, um grupo ou qualquer um dos organismos que compõem a Arquidiocese. De forma objetiva, o selo visa identificar as ações de ecologia integral desenvolvidas na Arquidiocese, mas, principalmente, mobilizar esses espaços das paróquias, esse espaço dos grupos, para que esses agentes de pastoral e suas comunidades possam desenvolver muito mais ações relacionadas à ecologia integral”, esclareceu a Andreza Weil, da Comissão de Ecologia. Essa iniciativa é um dos caminhos trilhados pela Comissão da Ecologia Integral para estimular o cuidado com a Casa Comum. A obtenção do selo segue critérios estabelecidos pelos idealizadores. Os grupos interessados em receber o selo e expressar seu compromisso de cuidado com o meio ambiente devem procurar a Comissão. Dimensões do Selo O selo aborda três dimensões: da espiritualidade ecológica, infraestrutural e a territorial. No que diz respeito a espiritualidade ecológica, o projeto é fundamentado nos ensinamentos da Carta Encíclica Laudato Si, de Papa Francisco. Na dimensão infraestrutural, serão considerados os espaços da igreja que praticam ações de ecologia integral: a preservação, a conservação e principalmente o compromisso com o meio ambiente. Quanto a dimensão do território, o projeto considerara a localização e as ações desenvolvidas em parceria com outras instituições. “É um selo que envolve toda a sociedade, uma vez que a Arquidiocese está em todo o território, hoje em Manaus e em outros municípios na sua dimensão. Então, nós queremos convidar as paróquias, as comunidades, os grupos, para que procurem a Comissão da Ecologia Integral ou qualquer um dos agentes de pastoral que estão envolvidos hoje com a Ecologia Integral na Arquidiocese”, explicou Andreza. Compadecidos e compadecidas O lançamento aconteceu na Catedral Metropolitana de Manaus, na celebração das 10h, presidida pelo cardeal Leonardo Steiner, arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em sua homilia, o arcebispo apontou a beleza da compaixão de Jesus diante da multidão desolada. “Queridos irmãos, queridas irmãs, também nós somos enviados. Somos enviados, enviadas para quê? Para que também compadecidos, compadecidas, possamos ajudar as pessoas a se colocarem de pé, a andar, a caminhar, a harmonizar, a se solidarizar, mas principalmente amar. É a compaixão, queridos irmãos e irmãs, que desperta em nós a grandeza de podermos amar. E a compaixão tem algo de extraordinário no texto do Evangelho de hoje. De graça recebestes, de graça dai”, sublinhou arcebispo. Herdeiros da Criação O cardeal recordou que o Evangelho do 11° Domingo do Tempo Comum aponta para a necessidade de compaixão. Essa compaixão, se estende também ao cuidado com a Criação. Como herdeiros e herdeiras dessa Criação, somos convidados a cuidá-la com afinco, pois o Evangelho apresenta a gratuidade com a qual nós recebemos e devemos retribuir. “Queremos conferir esse selo às entidades, às associações, aos grupos, às paróquias, onde realmente existe o cuidado para com o meio ambiente. Assim, talvez toda a nossa cidade se transforme, não só uma cidade limpa, seja uma cidade gostosa de se viver, porque a natureza também gosta de viver bem, se cuidarmos dela. De graça recebestes, de graça dai. Ganhamos a natureza de graça. E não estamos cuidando de graça da natureza”, enfatizou o cardeal. Ele insistiu que nossa súplica diante de Deus nos permita um “compadecimento com a Natureza”. E assim como Jesus sentiu em suas entranhas a compaixão pelo povo sem pastor, “nossas entranhas sejam atingidas pelo descuido da natureza”. De maneira que possamos nos alegrar e admirar com a obra criada por Deus. Obtenção do selo O selo é uma contribuição que a Arquidiocese de Manaus busca ofertar para a cidade de Manaus. Para a obtenção do selo, os critérios serão identificados durante a visita que o grupo faz à paróquia ou grupo. A professora Andreza Weil reforçou o caráter educacional e pedagógico da proposta, para que todos se “mobilizem em função do compromisso, do cuidado com a Casa Comum”. “Quando você chega no grupo ou na paróquia e você tem esse selo, você sabe de alguma forma, tem a imagem, a marca de que aquela paróquia, que aquele espaço, que aquele grupo tem um compromisso com o meio ambiente, com o cuidado com a Casa Comum. Então essa é a proposta, nós esperamos que seja motivadora”, finalizou a professora.

Cardeal Steiner: discípulos anunciadores da vida nova

O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, recordou que Deus se compadeceu dos sofredores e enviou os discípulos para anunciar a vida nova em Jesus Cristo. No texto do Evangelho deste 11º Domingo do Tempo Comum, Jesus se depara com “as multidões cansadas e abatidas como ovelhas que não têm pastor”. Tomado pela compaixão, envia todos nós como anunciadores da esperança do Reino presente na história. “Deus, queridos irmãos, queridas irmãs, é um Deus de compaixão. A compaixão, dizia Papa Francisco, é a fraqueza de Deus, mas também a sua força. É o que de melhor nos ofereceu, pois foi compaixão que levou o Pai a enviar Jesus, o seu Filho único. A compaixão é a linguagem de Deus, é o modo de Deus. A compaixão é confiança no amor providente de Deus. Então, Jesus compadeceu-se, foi tomado de compaixão, é que a compaixão vê realidades que nós, na cotidianidade, não vemos”, destacou o cardeal. Manifestação concreta do amor Ao refletir a primeira leitura do Livro do Êxodo (19,2-6a), o cardeal recordou a compaixão de Deus que toca as realidades do cotidiano. No texto, Deus oferece uma declaração de amor concreto ao seu povo por meio do cuidado das necessidades, sejam do corpo ou do espírito. O povo escolhido sente a compaixão manifestada no Reino de proximidade anunciado pelos discípulos. “A verdadeira compaixão, queridos irmãos e irmãs, é um sofrer com os outros, é assumir a dor dos outros, é fazer-se um com o outro que sofre. Jesus encontra gente simples, pobre, doente, pecadora, marginalizada, cansada. Multidões que necessitavam uma palavra de esperança, de força, de vida nova. Multidões cansadas, desgarradas, como quem não tem pastor. O pastor que encontra e busca as multidões para oferecer-lhes o remédio para uma cura do cansaço e do abatimento”, disse o arcebispo. Proclamar a proximidade de Deus O envio dos discípulos ultrapassa um simples direcionamento do povo, é a proclamação do reino “da proximidade, o reino da justiça, o reino da compaixão”. O arcebispo enfatizou que “a primeira missão dos discípulos e também a nossa, é proclamar que Deus está próximo”. Essa proximidade de Deus nos prepara para a libertação e para a vida plena na gratuidade do amor. “Essa é a mensagem que nós anunciamos. Essa proximidade anima também os nossos passos, revigora as forças, concede olhos para ver novos horizontes, um novo modo de viver. Por isso, o anúncio do Reino acontece na gratuidade, um proclamar gratuito, mas proclamar a gratuidade da vida. O reino novo tem sinais, oferece indicações para despertar do abatimento e do cansaço”, esclareceu o cardeal. Sinais do Reino O arcebispo apontou os sinais do Reino no texto do Evangelho que incluem a cura dos doentes, a ressurreição dos mortos, a purificação dos leprosos e a expulsão dos demônios. Esses acontecimentos são sinais de transformação, de elevação, de saúde corporal e espiritual “diante do inquietante abismo aberto” pelo “modo de viver da cotidianidade longe de Deus”. Hoje, esse distanciamento pode ser compreendido também pela lógica do avanço da ciência e da técnica que nos afasta da percepção do amor de Deus no dia a dia. “Vemos pessoas correndo imersas numa vida nervosa, intensa de atividade, esvaziando-se por dentro, sem saber exatamente o que desejam, o que querem. Não tem lugar para chegar, não tem porto para colocar o barco da existência. E Jesus no Evangelho dizia, o reino de Deus está próximo. O envio de Jesus diante do abatimento e cansaço também é para nós que estamos enfermos e necessitados de cura, mortos que precisamos de ressurreição, possessos que esperamos ser libertados dos demônios que nos impedem de viver como filhos e filhas de Deus”, apontou o arcebispo. Liberdade do Reino Outra relação proposta pelo Reino de Deus é da libertação de “tudo que rouba a vida, que rouba o bom humor, a graciosidade de viver”. Segundo o cardeal, o anúncio desperta “mulheres e homens para o dom da vida, do amor, da força da esperança, para que despertem da morte cotidiana”. O Evangelho é a força para vencer a “dureza impiedosa da vida diária”, da pobreza da fome e do abandono e restabelecer a convivência do amor. “Elevar para o amor à vida, a vontade de lutar, o desejo de libertar a confiança em Deus. Sim, irmãos e irmãs, ressuscitar, viver, andar, caminhar, esperançar. Ouvimos também purificar os leprosos, purificar, limpar o corpo social da mentira, da hipocrisia, da falsidade, da vontade de poder, do convencionalismo. Purificar o corpo social para viver na verdade, na simplicidade, na bondade, na transparência, na honradez, na justiça, não do engano”, enfatizou o arcebispo. Refazer o tecido das relações Refazer o tecido das relações é “expulsar tantos demônios que esvaziam perverte em a vida familiar a nossa vida social, mas também às vezes a nossa vida eclesial”. Para que nelas não prevaleçam as disputas e desejos de poder que ferem a fraternidade. Somente transformando a nossa vida em amor é que testemunharemos o Reino da compaixão anunciado pelos discípulos. “É um anúncio que se faz através do testemunho da nossa vida de sermos seguidoras e seguidores de Jesus. Então, somos convidados no Evangelho de hoje a nos curarmos, a ressuscitarmos, a sermos suporte, a ajudar as pessoas a voltar a sorrir, a ter esperança na vida. É que a compaixão, queridos irmãos e irmãs, supera a indiferença. Como nos lembrava Papa Francisco ir ao encontro dos irmãos e irmãs oprimidos por condições de vida precárias, por situações existenciais difíceis e desprovidas de pontos de referência de vida”, recordou o cardeal. Vencer a indiferença Ao partirmos e encontrarmos “pessoas cansadas, abatidas, sem sentido, sob o peso insuportável do abandono”, somos convidados a vencer a indiferença que fere a dignidade das relações. Isto implica reconhecer situações de injustiça e o “fardo de um sistema econômico que explora”. Por isso Jesus convida todos “a serem compaixão, cuidado para com os outros” superando o distanciamento. “O que nos salvará não será o conforto, os meios eletrônicos, o bem-estar, as riquezas, a tecnologia, mas…
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Arquidiocese de Manaus lança cartilha de orientações políticas para eleições 2026

Na manhã do dia 7 de junho, a Arquidiocese de Manaus realizou a coletiva de imprensa de lançamento da cartilha de orientações políticas para as eleições de 2026. A expectativa é que nossas comunidades disponham de um material para reflexões de fé e cidadania. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo Metropolitano de Manaus, destacou o papel fundamental da Igreja para a construção da consciência política. “Por ocasião das eleições, a Igreja sempre tem se manifestado, sempre tem dado orientações para uma boa escolha, mas principalmente tem ajudado a criar uma consciência da importância que a política tem. Não só dos políticos, mas da política pública. E assim também desejamos para as eleições deste ano, desejamos dar a nossa contribuição”, explicou o cardeal. Fé unida a realidade social A construção do subsídio de círculos bíblicos busca unir a fé professa com a realidade social do Brasil, explicou Josiel Coelho, presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). Ela responde ao chamado de São João Paulo II para que a Igreja não se desvincule da política para construção do bem comum. “Diante de tempos difíceis para os excluídos da convivência social e afetados pela falta de emprego, pela falta de saúde, de oportunidades, a finalidade desta cartilha é mudar o modo de ver a política, transformando-a em discernimento ético, compromisso civil e engajamento social ativo”, explicou o presidente do CNLB. A estrutura dos círculos bíblicos segue a metodologia do “ver, julgar e agir” em linguagem acessível para toda a população. O texto conta com uma seleção de iluminações bíblicas e fatos históricos que possibilitem a reflexão consciente dos cristãos e cristãs. Além disso, o material oferece opções de gestos concretos de estímulo à ações coletivas entre os fiéis nas paróquias, movimentos sociais, pastorais, sindicatos e conselhos ao final de cada encontro. Os cinco encontros disponíveis no subsídio aprofundam a ligação entre a fé e a vida social fundamentada na Carta Encíclica Fratelli Tutti, de Papa Francisco. Eles buscam situar o debate responsável para o sentido real do bem comum com a valorização das pessoas. As discussões evidenciam a perspectiva ética que deve permear o cotidiano das escolhas políticas com participação cidadã. Autoridade do Evangelho O bispo auxiliar de Manaus, Dom Zenildo Lima, recordou que a Igreja sempre se manifesta diante das realidades diversas realidades dos tempos. Mesmo que essa manifestação seja acolhida ou encontre resistências, se manifesta com a autoridade concedida pelo Evangelho. É natural da missão da Igreja abordar e oferecer elementos para reflexão baseados em sua Doutrina Social. “Papa Leão nos oferece, de um modo muito convincente, uma convicção que o Evangelho ilumina as realidades e ilumina as coisas novas de cada tempo. Por isso mesmo, a política que sempre se apresenta como a possibilidade de novas experiências de convívio social, pode ser iluminada a partir das convicções que brotam do evangelho. Apresentar-se assim, deste modo e com esta aparente pretensão, não descaracteriza o que é próprio da comunidade de fé. O fazemos por causa da autoridade do Evangelho”, enfatizou o bispo. Narrativas de encantamento Dom Zenildo Lima apontou para a necessidade de construirmos narrativas que possibilitem um reencantamento com a política, onde a imprensa tem um papel de destaque. Essas narrativas de reencantamento, passam pelo resgate dos processos políticos que ultrapassem a polarização entre “populismos e entre neoliberalismos, mas uma política capaz de caridade”. Nesse horizonte, é necessário resgatar a elaboração de política melhor proposta pela Fratelli Tutti. Isto implica reconhecer a vida de homens e mulheres e compreender o voto como um processo de grande discernimento. Dom Zenildo sublinhou que o subsídio preparado pela Arquidiocese supõe o regaste da beleza e da clareza política como experiência de fé. “Hoje nós temos um novo risco, que são processos de narrativas que criam ideologias tão superficiais que, de certo modo, compram o nosso voto. Compra a consciência dos eleitores. Então, a necessidade do discernimento é o principal elemento que perpassa esse pequeno subsídio de orientações, especificamente quanto ao gesto de votar. Então de novo nós somos convidados a esse processo de participação, como um processo consciente, como um processo fruto de um discernimento”, destacou o bispo. Integridade nas eleições A Arquidiocese de Manaus participa do Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB -AM), uma construção coletiva de diversas entidades civis que trabalham para garantir a integridade do pleito eleitoral. A Dra. Margareth Buzaglo, representante do comitê, esteve na coletiva e destacou que o grupo está pronto para receber “todo tipo de denúncias, encaminhamentos, reclamações” relacionado às eleições. O coordenador de Pastoral da Arquidiocese, Pe. Geraldo Bendaham, realçou que a posição da Igreja em Manaus “é orientar a população para que vote com verdade, com justiça” e discernimento. Por isso a Arquidiocese se junta ao comitê para garantir que escolhas de políticos que prezem pelo bem comum, a ética e o trabalho. Com essas presenças autênticas, reestabelecer a esperança e o encantamento. “Enquanto a fé, ela tem uma postura crítica diante da realidade. Não é para ser instrumentalizada a fé, mas é para que possa elevar a cidadania. Então, a Arquidiocese, junto com o Comitê de Combate à Corrupção e à Compra de Vota, vamos ficar atentos para que não entre na política aqueles que não são qualificados, somente os preparados”, destacou o padre. Trabalhar pelo bem comum Ao final, o cardeal Leonardo Steiner recordou que as eleições e o voto são “uma expressão da democracia”. Ele ressaltou a importância de atentarmo-nos “à pessoa a quem nós damos o nosso voto”. O que significa reconhecer em sua trajetória o trabalho firme pelo bem comum e a defensa da democracia, diferente das posições que o Congresso Nacional tem assumido. “Dar mais uma vez a nossa contribuição para que as eleições ocorram com tranquilidade, mas também que nós possamos ajudar a renovar a política e a renovar, especialmente o Congresso Nacional, porque temos tido pautas no Congresso Nacional que não têm ajudado a sociedade brasileira. Tem tido decisões que vão contra a sociedade brasileira, vão contra…
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Cardeal Steiner: como Mateus, seguir Jesus com as nossas fraquezas

“Como Mateus, sigamos a Jesus com as nossas fraquezas, sigamos a Jesus com os nossos pecados para que ele use para conosco de misericórdia”.O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, refletiu sobre o chamado de Mateus proposta pelo Evangelho do 10º Domingo do Tempo Comum, 7 de junho. A celebração aconteceu na Catedral Metropolitana de Manaus, às 7h30. Em sua homilia, o arcebispo descreveu a pintura de Caravaggio, da igreja de São Luís dos Franceses, em Roma, para recordar que Jesus veio para chamar os pecadores. “Jesus aponta para Mateus e o rosto dele está completamente iluminado, porque da janela vem uma luz que passa pelo dedo de Jesus e vai até Mateus. E Mateus aceita o convite de Jesus. É um quadro belíssimo do chamado. E hoje talvez o Evangelho nos indica o caminho de nós que somos frágeis e pecadores: ‘Eu vim chamar, não vim chamar os justos, mas os pecadores’”, disse o cardeal. Mateus, o pecador A mensagem da vinda de Jesus para chamar os pecadores poderia ser o ensinamento do Evangelho narrado por Mateus. Segundo o cardeal, “Mateus sabia de seu pecado, da sua traição, do seu desalinho em relação à lei. Talvez até tenha se envergonhado ao ser chamado por Jesus”. No entanto, o próprio nome, que significa dom de Deus, sugere porque Mateus se “levantou da mesa dos impostos e seguiu Jesus, convidando depois a fazer refeição em sua casa. “Ele desempenhava a função de cobrador de impostos em Cafarnaum. Ele era um dos que faziam pagar os impostos do povo de Israel para os romanos. Cobradores de impostos publicanos eram homens desprezados, às vezes até odiados. Eram considerados impuros, pecadores. E Jesus, ao olhar para Mateus, viu nele um anunciador, apesar de pecador e cobrador de impostos. Viu nele um propagador do Reino de Deus, um testemunhador da vida de Deus. O chamou e Mateus iniciou o caminho da redenção, da salvação, da santificação”, explicou o arcebispo. Um Reino para todos Ao ouvir o chamado de Jesus para segui-lo, Mateus se levanta imediatamente e deixa o lugar do “ganha-pão, o lucro seguro”. E mesmo pecador, convida Jesus “para tomar a refeição na sua casa”. O cardeal explica que o levantar-se do pecador é o caminho do seguimento do Reino oferecido por Jesus que “não distingue entre bons e maus, justos e injustos. É a proposta de sanação, de salvação, de eternidade”, pois em seu Reino há lugar para todos justamente porque “não existem desclassificados, não existem marginais, existem filhos e filhas de Deus”. “Alegria de seguir, de encontrar a salvação. Porque segue e convida o mestre a fazer refeição em sua casa. Agora não mais impostos, não mais enganos a serviço do estrangeiro. Agora convívio, familiaridade, convivialidade. Jesus chama um publicano, um cobrador de impostos. Os cobradores de impostos eram gente desclassificada socialmente entre o povo judeu. Catalogada como pecadora sem qualquer possibilidade de salvação”, sublinhou o cardeal. O homem novo Na sequência de sua reflexão o cardeal recordou o ensinamento de Santo Ambrósio, comentando a vocação de Mateus, onde diz que Cristo não restaura o velho homem, mas cria o homem novo. A vida nova de Mateus reflete o desejo de Jesus de “salvá-los, devolver-lhes a dignidade”. Ao sentar-se com os transgressores indesejados Jesus estabelece o novo vínculo do Reino. “Jesus entra na casa e deixa-se servir pelos pecadores. Senta-se à mesa, o banquete para o povo judeu é o lugar do encontro, da fraternidade, dos laços de familiaridade, de convivialidade, poderíamos dizer, de comunhão. Sentar-se à mesa com alguém significava estabelecer laços profundos, íntimos, familiares com essa pessoa. Jesus nos diz que o banquete é símbolo do reino da fraternidade e da comunhão do amor sem limites”, refletiu o arcebispo. Misericórdia, não sacrifício A presença de Jesus no entre os publicanos e pecadores é o cumprimento de sua vinda para resgatar os pecadores e oferecer-lhes a misericórdia do Reino. O cardeal reforça que Jesus vem para “dar saúde aos doentes, vim sanar, recuperar, devolver a saúde, reintegrar, levar uma vida ética, uma vida de gratidão, de gratuidade, nada mais de negócios a serviço dos outros”. É o convite para sentar-se “à mesa da misericórdia e buscar o perdão”. “Agora, Reino de Deus. Jesus os busca, aqueles que tem saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Deus Jesus não se afasta de nós quando agimos mal, quando pecamos, mas nos convida a sentar à mesa da misericórdia e buscar o perdão. Quer a misericórdia o amor não os sacrifícios E Jesus mesmo no Evangelho nos afirma, quero misericórdia e não os sacrifícios”, recordou o presidente. O olhar de Jesus Para explicar a adesão de Mateus ao seguimento de Jesus, o arcebispo rememorou as palavras de Papa Francisco que indicam o olhar de Jesus como o despertar do pecador. Diante do amor e da misericórdia de Jesus se reconhece como pecador desprezado e se deixa tocar pela liberdade de segui-lo, “pois sentindo-se pecadores estavam prontos para o seguimento”. “A primeira condição para ser salvo é sentir-se frágil, pecador, perceber-se pecador. A primeira condição para ser curado é sentir-se doente. No sentir-se pecador, recebe o olhar da misericórdia de Jesus. O olhar de Jesus misericordioso, afável, belo, bom, amorável. Também este olhar nos busca, queridos irmãos e irmãs. É o olhar da misericórdia, é o olhar do amor, é o olhar que salva e que nos sugere a nunca ter medo de Deus”, esclareceu o cardeal. Misericórdia aos necessitados No cotidiano somos convidados a nos reconhecermos como pecadores e necessitados da misericórdia de Deus. O cardeal Steiner reforçou que ao examinarmos nossa vida, nos deparamos com nossas fragilidades e transgressões, principalmente quando “excluímos as pessoas necessitadas que nos buscam, às vezes até nos incomodam”. Ele insistiu que Deus “aceita e busca esses irmãos e irmãs”. “Ele não exclui porque cheiram a bebida, não excluem porque cheiram a droga. Não excluem porque cheiram a fezes, urina. Não excluem, não excluem mesmo os que têm uma percepção…
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Cardeal Steiner: o pão descido do céu nos une

O pão descido do céu nos une, nos reúne. O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, presidiu a celebração de Corpus Christi (4) da Arquidiocese de Manaus. A celebração eucarística expressou a profunda comunhão e dinamismo da Igreja em Manaus com a participação de inúmeros fiéis, do clero e da vida religiosa. Com o tema “Eucaristia: Pão Vivo feito morada entre nós”. Na tarde da quinta-feira, as comunidades reuniram-se no Centro Histórico da cidade para celebrar Jesus, o Pão vivo descido do céu. O cardeal enfatizou que esse pão é o sinal profundo da presença de Deus no meio de nós. Uma presença capaz de “estar na nossa mão, de ser um conosco, de se fazer um com cada um de nós”. “Uma presença tão apocada. Uma presença tão pequenina que nós, no momento da comunhão, estendemos a nossa mão sobre uma outra mão, como um trono, como dizia nos primeiros séculos da igreja, se dizia. E de pé é como se disséssemos a Palavra do apocalipse: ‘vem Senhor Jesus’”, explicou o cardeal. Dar o próprio Corpo e Sangue Em sua homilia, o arcebispo recordou que não tememos o deserto porque sabemos da presença de Deus em nosso meio como verdadeiro alimento da nossa vida. Da mesma maneira como Deus alimentou e saciou a sede do povo que caminhou no deserto. Por isso necessitamos procurar essa presença que Deus nos dá com seu próprio Corpo e Sangue.  “Como pode dar ele o seu corpo? Como pode ele dar o seu sangue? Sim, queridos irmãos, queridas irmãs, é Jesus que nos alimenta, é Jesus que nos conduz, é Jesus que nos levanta, é Jesus que nos faz caminhar. Esse pão descido do céu, esse cálice da bênção é que nos coloca todos a caminho como povo de Deus”, disse o cardeal. Nesse caminho, somos alimentados e saciados pelo Pão da vida e assim, o deserto e o sofrimento oferecem a possibilidade de uma purificação. Esse mesmo pão descido é que nos possibilita uma profunda comunhão. E nela, “todos nós formamos o corpo do Senhor” como “visibilização de Jesus” manifestada que nos une e reúne como Igreja. Agradecer e louvar O cardeal enfatizou a celebração de Corpus Christi como um momento oportuno de expressarmos profunda gratidão e louvar a presença de Deus no meio de nós como pão descido do céu. Mesmo que a maioria de nossas mais de mil comunidades não tenham a presença da Eucaristia todo final de semana. Mas, se sustentam pela Palavra de Deus que “também é o corpo do Senhor”. “Uma comunidade viva, ninguém tinha deixado a igreja, ninguém tinha ido para outra igreja, todos reunidos, todos no fim de semana, rezava o texto e a Palavra de Deus. A Palavra de Deus que dava corpo, os fazia Igreja, fazia testemunho do apoio, da fraternidade. Depois de oito anos encontrei adultos preparados já como crianças para receberem a primeira Eucaristia. A palavra de Deus que é o corpo, nos dá comunhão, nos faz ser corpo de Jesus”, disse o cardeal recordando uma visita a uma comunidade. Padres, diáconos e ministros da Eucaristia O presidente estendeu sua gratidão aos padres que animam as comunidades entregando o Corpo do Senhor, fazendo-as cada vez mais sinal de comunhão e libertação. Uma missão que exige humildade, assim como “Deus se faz humilde, pequeno, cabe numa mão”. Além dos diáconos e ministros da Palavra e da Eucaristia pela disponibilidade construtora de comunhão, consolo, liberdade e visibilidade ao Reino de Deus, especialmente os que visitam os doentes e idosos. “Que coisa bonita, a nossa Igreja, indo ao encontro. Você que é ministro da Eucaristia, ministro da Eucaristia, levando Jesus aos nossos doentes, idosos. Aqueles que às vezes ajudaram a construir a comunidade, agora não podem vir. Nós é que vamos e levamos Jesus, o Pão descido do céu. Agradecer por essa disponibilidade, por levar Jesus, por anunciar Jesus como ministro da Palavra, ministra da Palavra”, expressou o arcebispo. Ao final da celebração, o povo de Deus percorreu as ruas do Centro acompanhados pelo Santíssimo Sacramento e retornou ao palco, na avenida Eduardo Ribeiro, para bênção final.

Cardeal Steiner inaugura nova sede do Centro dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Manaus

Na tarde do dia 28 de maio, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo Metropolitano de Manaus, inaugurou a nova sede do Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos e da Natureza (CDPDHN) e da Cáritas Arquidiocesana de Manaus. A retomada das atividades no novo espaço reforça o compromisso da Arquidiocese de Manaus com os direitos humanos e da natureza à luz da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Doutrina Social da Igreja e dos valores do Evangelho. “Queria agradecer às pessoas que vão dar continuidade ao Centro de Direitos Humanos e da Natureza. Nós já temos um passado de experiência, interrompemos e estamos retomando. Não é novidade, nós estamos retomando. Nossa igreja quer ser cada vez mais essa presença e que cada um de nós que aqui está possa dar a sua ajuda”, enfatizou o cardeal. A cerimônia contou com a participação de autoridades civis do Estado, de Dom Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus. Dos bispos eméritos Dom Luiz Soares e Dom Gutemberg Régis, emérito da Diocese de Coari. Além de colaboradores, da Vida Religiosa e agentes de pastoral das pastorais sociais. Os serviços funcionarão de segunda a sexta, das 08 às 12h e das 14h às 17h, na Av. 7 de Setembro, 2175, Centro, próximo ao Colégio Santa Terezinha. “A minha tarefa como arcebispo é agradecer. Eu queria agradecer de modo especial a presença de dois irmãos, Dom Luiz e Dom Gutemberg. São a história da nossa Igreja na Amazônia. Representam a história, a Encarnação, a libertação da nossa Igreja que está na Amazônia”, agradeceu o arcebispo. Evangelizar pelo testemunho “Queremos evangelizar através da caridade. Queremos evangelizar através do cuidado. Queremos evangelizar através da presença do testemunho, como lembrou tantas vezes nosso saudoso Papa Paulo VI”. Foram as palavras do cardeal para recordar os presentes que a Igreja na Amazônia trabalha para que a justiça, a ética, o direito e o cuidado com a Casa Comum prevaleçam. A casa inaugurada busca atender as necessidades que a Igreja de Manaus tem no trabalho com os mais necessitados. Para que os espaço sonhado se concretizasse, a Arquidiocese contou com a ajuda da Dra. Alzira Melo Costa, procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT AM). Parte dos recursos utilizados na readequação do centro veio por uma destinação do MPT no valor de um milhão de reais, em acordo judicial firmado com a empresa Panasonic. “Significa a possibilidade de revertermos para a sociedade através de telhados, paredes e portas abertas para a dignidade da pessoa humana. Nós ficamos muito felizes porque junto com a igreja somos irmanados a ações que garantam a dignidade das pessoas, principalmente das pessoas mais vulneráveis. E aí estamos falando da população em situação de rua, falando dos migrantes, falando dos catadores, falando dos esquecidos, falando das meninas e meninos violados sexualmente”, destacou a procuradora. Onde mora a Caridade Durante a bênção, foi proclamado o Evangelho de João (Jo 1, 35-40) em que os discípulos perguntam onde o Mestre mora. Em sua reflexão, o cardeal apontou que a nova sede será o lugar indicado às pessoas onde se encontrará a morada do “amor, a caridade, o direito, a dignidade”. O “vinde e vede” apresentado por João será também o horizonte que apresentaremos aos irmãos irmãs que convidaremos a ir e ver que naquele lugar: “Há esperança, que há possibilidade, que há futuro, que há fraternidade, que há igreja, que há sociedade onde ninguém é excluído. Nós sabemos das grandes dificuldades que temos hoje na exclusão dos mais pobres, dos mais necessitados, mas queremos convidar a todos para dizer vinde e vede”, explicou o arcebispo. O cardeal Steiner insistiu que a inauguração dessa casa é a continuidade do trabalho de acolhimento que Igreja em Manaus já realiza. Ela é também um espaço ampliado para que os trabalhadores, à serviço dos irmãos e irmãs, possam exercer as atividades do cotidiano. Em suas palavras, “de convivialidade, de habitação e de morada” onde “todos possam chegar, mesmo que seja às 5 horas da tarde, para poderem dizer a minha existência tem sentido, a vida humana vale a pena e nós podemos acolher a todos e devolver a esperança”. Sonho concretizado O bispo auxiliar de Manaus, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, destacou que o centro é um sonho concretizado. A entrega do espaço confirma a continuação das atividades que a Igreja Católica em Manaus, na região metropolitana, com extensão ao estado do Amazonas e a Roraima, que constitui a CNBB Regional Norte 1”. É fruto de um chamado de Deus para a Igreja em Manaus para que seja “cada vez mais sinal profético do amor ao povo”. “Do povo sofrido, do povo que é deixado de lado, do povo que tem sido negado. E nós sabemos que quem está aqui tem esse compromisso com a vida, se doa em favor da vida. E por isso hoje nós estamos aqui para dar continuidade a esses sonhos, construídos por muitas mãos, por muitos corações”, destacou o bispo. O espaço do Centro dos Direitos Humanos é destinado para pessoas, famílias, grupos e comunidades em situação de vulnerabilidade social. Além disso, os serviços atendem aos povos indígenas, comunidades tradicionais e as pastorais sociais que enfrentam ameaças junto a outras pessoas, e na violação de direitos humanos e dos direitos da natureza. 64 anos da Cáritas Arquidiocesana A Cáritas Arquidiocesana de Manaus comemorou 64 anos de sua missão no dia 1º de maio de 2026. A Secretária Executiva, Daniele Rodrigues, destacou a caminhada “construída por muitas mãos, marcada pela solidariedade, pela fé e pelo compromisso inabalável com a defesa da vida humana e da dignidade humana”. E a inauguração da nova sede é símbolo de continuidade, compromisso e renovação da missão de tornar o Evangelho em ação concreta. “A Cáritas nasce do Evangelho e da ação concreta da Igreja. Somos presença solidária, escuta ativa, acolhida e promoção da dignidade humana. E esta nova casa chega para fortalecer ainda mais o trabalho que já realizamos diariamente nas comunidades, nos territórios e junto às famílias da nossa Amazônia. Aqui vamos…
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FORMISE 2026: O Sim de Maria e a vocação presbiteral missionária

“O Sim de Maria e sua atualidade para a vocação presbiteral missionária” foi o tema da 1º Formação Missionária para Seminaristas (FORMISE). A formação, realizado pelo Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1 (COMISE Labontè), busca despertar a dimensão missionária dentro do processo formativo à exemplo de Maria. O encontro aconteceu na manhã de 23 de maio de 2026, no Seminário Arquidiocesano São José. A programação inclui a Celebração Eucarística, duas plenárias e círculos missionários. Para a assessora eclesiástica do conselho, Ir. Rosana Marchetti (PIME), a atividade fortalece significado da missionariedade na Amazônia, “como presbítero, como seminarista, nós vamos entender cada vez mais o valor e a importância da missão”, explicou. O FORMISE é destinado a seminaristas de diferentes etapas de formação e, no Regional Norte 1 da CNBB, acontecem dois encontros por ano. A experiência almeja “formar discípulos missionários ‘enamorados’ do Mestre“. E ainda, pastores ‘com o cheiro de ovelhas’ dispostos para servi-las e conduzi-las” ( cf. Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis, Introdução, 3). As consequências do sim A Ir. Sônia Matos (ASC), explicou que o sim de Maria influencia diretamente em diversos outros sims no percurso missionário. Ao refleti-lo, nos deparamos com os projetos de Deus para a vida dela e para a nossa. Mesmo diante da incompreensão do chamado, Maria discerne pela confiança na presença de Deus e responde ao chamado. “E esse sim, ele é encarnado. Ele é inculturado, ele é misericordioso. É um sim sinodal, que nós damos juntos e juntas como discípulos, missionários e missionárias para respondermos ao projeto salvífico de Deus na nossa vida, na vida da nossa Igreja. Cuidando uns dos outros, cuidando da casa comum”, enfatizou Ir. Sônia. Mergulhar no chamado A consciência da missão como identidade cristã ajuda a formar o presbítero missionário de cada seminaristas. O Pe. Rodrigo Barcelos, refletiu a identidade do presbítero missionário não apenas como obras ou atividades, mas na capacidade de “mergulhar no chamado de Deus”. De maneira que essa identidade se traduza em disponibilidade e serviço no anúncio do Evangelho e no encontro daqueles que Deus enviou. “Na formação dos nossos seminaristas, a busca por essa identidade se faz no dia a dia. Na caminhada, na formação, na busca incessante por compreender-se já aqui como presbítero missionário. Que esse encontrar-se, então, com o Bom Pastor faça-se numa entrega diante da bondade dele na vida e na história de cada um”, enfatizou. Resgatar as histórias vocacionais Para aprofundar a espiritualidade missionária, o Pe. Michel Carlos, da Arquidiocese de Manaus, destacou regaste das histórias vocacionais dos seminaristas. Ele reforçou que o caminho do chamado é sempre relacionado a uma comunidade, à pessoas. Desse modo, a perspectiva comunitária não pode ser esquecida, pois ajuda a compreender que somos chamados e enviados na missão. “Esse eis-me aqui, essa consciência de onde nós estamos, do nosso contexto eclesial, social, mas ao mesmo tempo também essa consciência de quem nós somos e de onde nós viemos. Foi um momento de partilha muito rico, onde nós falamos, onde nós partilhamos da nossa caminhada vocacional”, finalizou o padre. Informações e fotos: COMISE Labontè.

Pentecostes 2026 Diocese de Coari: “Com o Espírito Santo em Nós, Renovamos a Face da Terra”

No dia 24 de maio de 2026, às 18h, o Centro Cultural de Coari recebeu a celebração da Festa de Pentecostes 2026, reunindo a comunidade católica do município em um grande momento de fé, oração e comunhão. Com o tema “Com o Espírito Santo em Nós, Renovamos a Face da Terra”, o evento foi realizado pelas três paróquias de Coari: Paróquia Sant’Ana e São Sebastião, Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e Paróquia São Pedro, contando com a participação de toda a comunidade católica coariense. A celebração foi presidida pelo bispo diocesano Dom Marcos Piatek e concelebrada pelos padres Valdivino Araújo, Willian Aragão, Luís Carlos e Felipe Jorge, além da participação do diácono Sávio Paiva. A programação foi marcada por momentos de louvor, espiritualidade e animação, fortalecendo a união entre as comunidades e renovando a fé dos fiéis presentes. A Festa de Pentecostes, celebrada cinquenta dias após a Páscoa, representa a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e é um dos momentos mais importantes da tradição cristã. Texto e fotos disponíveis em: https://diocesecoari.org.br/noticias/406/pentecostes-2026-em-coari