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Categoria: Notícias

Encontro da Pastoral Carcerária da Prelazia de Tefé: um sinal de esperança e misericórdia

Nos dias 12 e 13 de setembro de 2025 aconteceu o Retiro da Pastoral Carcerária da Prelazia de Tefé. O objetivo do encontro, que contou com a presença de 20 participantes das paróquias de Tefé, Japurá, Fonte Boa e Maraã, foi organizar e fortalecer esta Pastoral na prelazia. Dias de convívio e aprendizado No encontro se fizeram presentes o bispo local, dom José Altevir da Silva, a coordenadora assessora da justiça restaurativa da Pastoral Carcerária Nacional, irmã Petra Silvia Pfaller, e o coordenador da Pastoral Carcerária do Regional Norte 1, diácono Leonardo Lucas. Segundo os organizadores “foram dois dias de convívio e aprendizado e com certeza muito fecundos que animou os participantes.” No encontro foram escolhidos membros de referência para formarem uma equipe a nível de prelazia. Pastoral estruturada e organizada Dom José Altevir destaca a importância desse primeiro encontro para reorganizar a Pastoral Carcerária, dado que “até hoje não tinha uma pastoral organizada e não tinha representante da prelazia em outras instâncias”. O bispo destaca a presença da coordenação nacional e regional e da assessoria nacional, assim como o fato de ter sido criada uma equipe grande, bastante diversificada, com a presença de diversas paróquias, “com o intuito de organizar a Pastoral Carcerária, de modo que ela possa trabalhar como Pastoral Carcerária com toda sua estrutura, com toda sua organização”. Dom José Altevir salientou que “para nós é um sinal de esperança muito grande essa formação que houve neste final de semana.” Mais uma mostra de compromisso na prelazia de Tefé em vista de ser chama viva de esperança e da Misericórdia de Deus com todos os irmãos e irmãs encarcerados.

Nota de Pesar da diocese de Parintins pela Páscoa de Pe. Benito di Pietro

A diocese de Parintins emitiu uma Nota de Pesar pelo falecimento do Pe. Benito di Pietro, que fez sua Páscoa nesta segunda-feira, 15 de setembro de 2025, em Rancio di Lecco (Itália). Missionário do PIME, o padre falecido doou sua vida na missão ad gentes, particularmente na diocese de Parintins, de 1968 a 2018. Segundo a nota, assinada pelo bispo diocesano, dom José Albuquerque de Araújo, o bispo emérito, dom Giuliano Frigeni, e o chanceler, Pe. Marcos Aurélio, “Pe. Benito deixa como legado o seu testemunho de fé e de obediência à vocação e missão que Deus lhe confiou, mas, também, às obras sociais que foram organizadas por ele”.

“Semeaduras”: a Arquidiocese de Manaus divulga suas Práticas de Ecologia Integral

A ecologia integral e o chamado ao cuidado da Casa Comum pode ser considerado um dos grandes legados de Papa Francisco, um caminho que continua sendo trilhado pelo Papa Leão XIV. Na arquidiocese de Manaus, no coração da maior e mais importante floresta do mundo, a Amazônia, a Assembleia Sinodal Arquidiocesana, no ano 2022, assumiu essa missão como um dos grandes desafios, que está se concretizando de modo transversal em todas as dimensões da missão. O cuidado da Criação em todos os espaços Na frente desse trabalho está a Comissão para a Ecologia Integral, que quer levar esse cuidado com a criação a todos os espaços: doméstico, laboral, comunitário e eclesial. As diversas práticas de ecologia integral na arquidiocese de Manaus estão sendo divulgadas a través de uma publicação, que tem como nome “Semeaduras”. Um pequeno texto que ajuda a conhecer e espalhar práticas que deveriam ser assumidas por todos aqueles que acreditam no Deus Criador, mas também por aqueles que se preocupam com o futuro do Planeta e da humanidade. Na arquidiocese de Manaus, segundo recolhe o texto, diversas paróquias e áreas missionárias realizam gestão de resíduos, um exemplo que leva à Comissão para a Ecologia Integral a lançar o desafio de assumir essa prática por parte daqueles que ainda não a iniciaram. Nesse caminho da ecologia integral se faz necessário impulsionar parcerias institucionais e comunitárias com outras religiões, associações de moradores, universidades, escolas, cooperativas e grupos de diferentes segmentos. Práticas presentes Dentre as práticas cada vez mais presentes, o livreto “Semeaduras” recolhe a coleta de resíduos eletrônicos, de óleo de cozinha para a fabricação de sabão ecológico, de materiais recicláveis, as hortas comunitárias, a coleta de material orgânico para compostagem, ações sociopolíticas em defesa da casa comum, feiras de economia ssolidária, dentre outras práticas. Essas práticas são assumidas a partir de campanhas educativas com foco no cuidado da Casa Comum, especialmente na Catequese, tendo como fundamento a encíclica Laudato si´, em vista de um novo estilo de vida. Nos últimos anos, tem surgido na arquidiocese de Manaus os educadores ambientais. Eles iniciaram sua missão na Festa de Pentecostes, o maior evento religioso da Igreja de Manaus, mas aos poucos estão se fazendo presentes em outros momentos e espaços. Sua missão é orientar com relação à redução dos resíduos e a conservação do ambiente. Junto com isso a formação para as causas indígenas, os projetos de transição energética, com fontes de energia eólica e solar. Iniciativas que são divulgadas no Programa Laudato si´, que toda semana, na Rádio Rio Mar, veículo de comunicação da arquidiocese, aborda temáticas relacionadas à espiritualidade ecológica e questões socioambientais. Projetos arquidiocesanos Em nível arquidiocesano são vários os projetos desenvolvidos: Projeto Educação em Saúde Ambiental, com a participação de crianças e adolescentes; Casa Amazônica de Francisco e Clara, em vista de uma educação e espiritualidade ecológicas a serviço dos povos amazônicos; Associação de Catadores Filhos/as de Guadalupe, que gerencia resíduos sólidos e promove a formação no campo da ecologia integral; Projeto “Papel de cada um na Casa Comum”; Projeto Horta Escola. Dar a conhecer essas práticas é de extrema importância, ainda mais no Tempo de Oração pelo Cuidado da Casa Comum e às portas do 14º Mutirão Brasileiro de Comunicação, que será realizado em Manaus de 25 a 28 de setembro de 2025, com o tema “Comunicação e Ecologia Integral: transformação e sustentabilidade justa”, que reúne estudantes, profissionais e representantes de pastorais e agentes sociais de todo o Brasil.

Cardeal Steiner: “Reconhecendo nossas murmurações e desacertos somos salvos”

“No Ano santo da redenção o Evangelho nos apresenta na liturgia de hoje a salvação que vem da cruz! A Igreja celebra hoje Exaltação da Santa Cruz”, disse o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), cardeal Leonardo Steiner. Elevado para ter vida eterna Ele mostrou que “Jesus no Evangelho dirige nossos olhos para o Filho do Homem elevado na cruz: ‘Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna’”. Na primeira leitura, destacou o cardeal, “vimos com o povo murmurava contra Deus e contra Moisés. Então ‘O Senhor enviou serpentes ardentes entre o povo. Elas morderam as pessoas e um grande número de israelitas morreu’ (Nm 21, 4-9). As serpentes da murmuração eram muitas e mortais. Foi necessário levantar a serpente da murmuração sobre uma cruz, torná-la visível, para que o povo visse o pecado da murmuração. Ao ver o pecado da murmuração na serpente erguida os Israelitas percebessem o seu pecado e fossem salvos. Por isso, Deus ordenou a Moisés: ‘Faz para ti uma serpente ardente e coloca-a sobre um poste. Todo aquele que for mordido, olhando para ela, será salvo’”. O arcebispo de Manaus disse que “Deus não faz morrer as serpentes, poupa-as. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida. A serpente foi elevada para obter a salvação. Jesus foi elevado na Cruz, para que pudéssemos perceber a nossa fraqueza e pecado em contemplando o amor gratuito que dela pende e sejamos salvas. Nele pendente vemos os pecados da murmuração venosa que pode nos matar. Reconhecendo nossas murmurações e desacertos somos salvos. Como lemos em outro passo do Evangelho: ‘Quando tiverdes levantado o Filho do Homem, então conhecereis quem sou’ (João 8,28). Ele o libertador, o salvador, o que redime!” Jesus tomou a morte e pregou-a na cruz No ensinar de Santo Agostinho, recordou o presidente do Regional Norte 1, “poderíamos dizer que Jesus tomou a morte e pregou-a na cruz. Com a morte levantada e pregada na cruz fomos salvos e libertos; libertos da morte. Jesus no Evangelho recorda o que aconteceu no passado de forma simbólica: “Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna” (Jo 3,14-15). Mistério profundo!, nos diz Santo Agostinho”. Ele perguntava, disse citando Santo Agostinho no Sermão sobre o evangelho de João, 12: “O que representam as serpentes que mordem? Representam os pecados que provêm da mortalidade da carne. E o que é a serpente que foi elevada? É a morte do Senhor na cruz. Com efeito, como a morte veio pela serpente (Gn 3), foi simbolizada pela efígie de uma serpente. A mordedura da serpente produz a morte; a morte do Senhor dá a vida. O que significa isto? Que, para que a morte deixe de ter poder, temos de olhar para a morte. Mas para a morte de quem? Para a morte da Vida – se é que se pode falar da morte da Vida; e, como se pode, a expressão é maravilhosa. Hesitarei em referir o que o Senhor se dignou fazer por mim? Pois Cristo não é a Vida? E, contudo, Cristo foi crucificado. Cristo não é a Vida? E, contudo, Cristo morreu. Na morte de Cristo, a morte encontrou a morte. […] a plenitude da vida engoliu a morte, a morte foi aniquilada no corpo de Cristo. É isto que diremos à ressurreição quando cantarmos triunfantes: ‘Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?’ (1Cor 15,55)”. A morte não tem poder Segundo o arcebispo, “no Ano Santo da Redenção vislumbramos que a morte foi tragada pela vida; que a morte não tem poder, pois na cruz a vida venceu! Somos hoje convidados a olhar para a cruz como salvação, pois nela pende a vida, Cristo Jesus”. Ele enfatizou que “foi na cruz que se manifestou em plenitude o amor, como nos foi proclamado: ‘Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.’” O cardeal questionou: “E como nos salvou?” Ele disse que “São Paulo, nos ensinava na carta aos Filipenses que Jesus se esvaziou a si mesmo, assumindo a condição humana de escravo e tornando-se igual aos homens… humilhou-se a si mesmo, fazendo obediente até a morte, e morte de cruz.  Humilhou-se, aniquilou-se, fez-se morte, quase ousaríamos dizer ‘pecado’, para que fossemos salvos. Sim, irmãos e irmãs, amor maior não poderíamos merecer. Talvez por isso, São Paulo usou uma expressão fortíssima: ‘Fez-se pecado’. Poderíamos usar o símbolo bíblico do Evangelho: ‘Fez-se serpente’. Como afirmava Papa Francisco: O Filho do homem, como uma serpente, ‘que se fez pecado’, foi elevado para nos salvar”. A serpente alerta para a salvação no deserto “A serpente alerta para a salvação no deserto, no desconforto, na precisão, no conflito que gerou a murmuração, o afastamento da aliança, foi elevada e quem a olhava, ficava curada. Curado, pois viu na serpente a miséria da murmuração, do afastamento de Deus. Para nós esta salvação, não foi realizada com a varinha mágica por um deus que faz coisas; mas com o sofrimento do Filho do homem, com o sofrimento de Jesus Cristo. Um sofrimento tão grande que levou Jesus a pedir ao Pai: ‘Pai, se for possível afasta de mim este cálice’. Na angústia acompanhada pela entrega máxima: ‘Nas tuas mãos entrego o meu espírito’”, refletiu o arcebispo de Manaus. Ele recordou as palavras de Papa Francisco comentando esta passagem: “assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim…
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Assembleia Regional da CRB: “presença e esse testemunho do Reino aqui na Amazônia”

A Vida Religiosa do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), está reunida em Assembleia Geral Ordinária Formativa, em Manaus, nos dias 13 e 14 de setembro. Mais de 70 religiosos e religiosas convocados a refletir a partir do tema “Vida Religiosa Consagrada: Sentinela de esperança em tempos de travessia”. Tema Central Segundo a assessora, Ir. Sônia Matos, o tema segue a pauta da Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Religiosos e Religiosas do Brasil, realizada em Brasília no passado mês de julho. Nessa perspectiva, “as prioridades assumidas na Assembleia Geral, no eixo do seguimento de Jesus, na centralidade da Palavra de Deus, a sinodalidade como um estilo de vida, um modo de viver o Evangelho, e a missão comum, nós vamos traçando, escolhendo as remadas para a Vida Religiosa aqui na Amazônia”. Uma Vida Religiosa que, segundo a Ir. Sônia, “quer ser esse sinal do Reino na profecia de estar sendo, através dos vários carismas, uma presença significativa, que viva realmente a partir da sua identidade carismática e da sua vocação à sinodalidade, essa presença e esse testemunho do Reino aqui na Amazônia”. A exposição da assessora motivou a reflexão em grupos sobre os enfoques: Eclesial, Sinodal, Teológico e Bíblico. Momento de encontro e formação Uma assembleia que sempre procurou “fazer com que a Vida Religiosa tenha esses momentos de encontro e de formação”, segundo a coordenadora da CRB Amazonas e Roraima, Ir. Gervis Monteiro. Ele insiste em que “é uma assembleia formativa, onde nós retomamos toda a caminhada do triênio, sempre com o olhar na assembleia eletiva que aconteceu em julho, em Brasília. E tenta, de uma forma ou de outra repassar o que aconteceu, pegando as diretrizes”. O desejo, afirma a religiosa, é que “toda a Vida Religiosa viva esse momento de confraternização, de partilha, novamente buscando esse olhar, o horizonte que sempre nós como Vida Religiosa temos, ajudar com que as comunidades e nós também possamos viver esse Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, e podermos cada vez mais nos animar como congregações, como Vida Religiosa, como CRB”. Pontos abordados A assembleia tem sido oportunidade para partilhas e informações sobre a CRB Regional e os diversos núcleos e grupos, assim como para refletir sobre a COP 30 e a importância da participação da Vida Religiosa. Os participantes refletem durante a assembleia sobre o Cuidado e Proteção contra abusos de pessoas vulneráveis com enfoque na Vida Religiosa Consagrada. Igualmente serão apresentados os horizontes e prioridades da 27ª Assembleia Geral Eletiva Nacional, sob três eixos: Seguimento de Jesus Cristo, Sinodalidade e Missão comum, assim como os avanços nas remadas (prioridades) da Assembleia Regional de 2024, que devem ser ponto de partida para as prioridades para o novo triênio do Regional (setembro de 2025 a setembro de 2028). Francelina Souza – Coordenação da Pastoral da Comunicação Diocesana de Borba

Jubileu dos Seminaristas do Regional Norte 1: “que todos nós perseveremos no chamado de Deus”

Os Seminaristas do Seminário São José, onde se formam os futuros presbíteros das igrejas locais que fazem parte do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), junto com os seminaristas do Seminário Propedêutico Padre Luiz Gonzaga de Souza, realizaram no dia 13 de setembro de 2025 seu Jubileu da Esperança. Caminhada de oração Os seminaristas percorreram os cinco quilômetros que separam a sede do Seminário São José da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Conceição, junto com o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, e a equipe formativa dos dois seminários. Um percurso de oração e meditação que despertou o interesse das pessoas que estavam nas ruas da capital amazonense. Na catedral, os seminaristas e formadores celebraram a Eucaristia, presidida pelo arcebispo de Manaus. O cardeal Steiner destacou na homilia a necessidade de “nos colocarmos a caminho, porque em cada momento tivemos que viver nossos passos”, refletindo sobre a importância de construir a casa sobre a rocha, segundo as palavras do Evangelho. Ele chamou a refletir sobre o fato de que Deus nos fez e sobre os frutos da redenção e da salvação, dentre eles sermos sinais da misericórdia de Deus. O cardeal Steiner fez um convite “à disponibilidade da nossa parte de nos deixarmos tocar pela redenção, de nos deixarmos tocar pelo mistério da salvação, de nos deixarmos tocar pela vida nova que Jesus com sua morte e ressurreição nos ofereceu.” O arcebispo de Manaus fez um chamado “para que todos nós perseveremos no chamado de Deus”, e que “este pequeno peregrinar nos reforce no caminho da nossa vocação”. Presbíteros para servir, celebrar e alimentar as comunidades Um Jubileu que recolhe a história de uma casa de formação com 177 anos de história, que “vem contribuindo e formando presbíteros para servir, celebrar e alimentar as comunidades eclesiais com a mesa da Palavra e da Eucaristia”, segundo o reitor do Seminário São José, padre Pedro Cavalcante. Ele enfatizou que a esperança “não é uma virtude passiva, que se limita a esperar que as coisas aconteçam”, mas “extremamente ativa, que ajuda a fazer com que elas aconteçam”. O reitor disse querer “firmar compromissos de conversão e santidade”, dentre eles a sinodalidade e a comunhão, o encontro, a acolhida, a escuta, o discernimento, elementos presentes no tríduo em preparação ao Jubileu. Ele insistiu no fato dos seminaristas estar no período formativo, caminho para assumir “uma Igreja encarnada e toda ministerial, sinal do Reino de Deus”, que leve a atualizar no tempo e contexto atual, “tão conflituoso e tóxico, tão indiferente e descartável, tão narcisista e superficial, a viva, forte e transformadora mensagem do Evangelho”. Aos seminaristas, o reitor fez ver a necessidade de se tornar “próximos dos mais pequenos e invisíveis da sociedade, dos desvalidos e doentes, dos sofridos e abandonados, da humanidade sem esperança. E agora mais do que nunca da Casa Comum, tão aviltada e destruída, que merece ser vista e cuidada dentro da perspectiva de uma ecologia integral”, encomendando esse propósito a “Nossa Senhora da Conceição, a Mãe da Esperança”.

Encontro formativo na Prelazia de Tefé para Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis

A prelazia de Tefé realizou os dias 10 e 11 de setembro de 2025 um encontro de formação sobre o “Decreto, Regulamento e Manual de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis” do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), com a assessoria do padre Gilson Pinto, membro da Comissão Arquidiocesana de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis. Agentes de pastoral e representantes da sociedade civil Mais de 50 pessoas, agentes de pastoral, mas também representantes dos conselhos tutelares de municípios da prelazia de Tefé, assim como do Instituto Autista de Tefé e de outros órgãos da cidade de Tefé, que partilharam sua experiência, algo que ajuda no fortalecimento da unidade dentro da Igreja e da Rede de Proteção, em vista de um caminho comum entre a Igreja católica e as entidades governamentais e da sociedade civil. O ponto de partida do encontro foi uma partilha sobre a realidade local, com a participação do bispo local, dom José Altevir da Silva, que junto com os participantes apresentaram situações presentes na prelazia em relação à problemática refletida no encontro. Com uma metodologia dinâmica e participativa, o padre Gilson Pinto foi apresentando o “Decreto, Regulamento e Manual de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis” do Regional Norte 1, possibilitando as perguntas dos participantes para ajudar no melhor conhecimento e enfrentamento dos abusos. Cuidar dos vulneráveis é uma necessidade Não podemos esquecer que cuidar dos vulneráveis é uma necessidade, ainda mais nos espaços eclesiais. No Regional Norte 1, que assumiu essa causa há oito anos, foi criada a Comissão Metropolitana para a proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis, anexada ao Tribunal Eclesiástico, com cinco membros, que também conta com responsáveis pelas dioceses, prelazias, o Seminário São José, a Faculdade Católica do Amazonas e a Caritas Arquidiocesana de Manaus. Aos poucos, o Regional Norte 1 e as igrejas locais que fazem parte dele, estão avançando no trabalho sistemático em vista da proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis nos espaços eclesiais, e assim evitar ter que curar depois as feridas. Para isso se faz necessário ser claros, falar abertamente nos espaços eclesiais, superando os tabus: catequese, grupos de jovens, grupos de coroinhas, Pastoral Familiar, com um olhar para dentro do espaço eclesial. Isso para conseguir que os espaços eclesiais sejam espaços saudáveis.

Nota de Solidariedade da diocese de Roraima com Dom Mário Antônio da Silva

Diante dos ataques “injustos e distorcidos por convocar o Povo de Deus para o 31º Grito dos Excluídos e Excluídas” contra o arcebispo de Cuiabá, dom Mário Antônio da Silva, a diocese de Roraima emitiu uma nota no dia 11 de setembro, onde mostra “incondicional apoio e solidariedade” àquele que foi pastor dessa Igreja entre 2016 e 2022. O texto sublinha que “esses ataques, alimentados por discursos de ódio que só geram divisão, ferem a comunidade cristã e distorcem a missão pastoral que Dom Mário exerce com fidelidade ao Evangelho.” Igualmente, a nota destaca a proximidade do arcebispo, sua “simplicidade, coragem e ternura”, recordando os passos dados em seu ministério episcopal da diocese de Roraima. Um convite a participar do Grito dos Excluídos que mostra cuidado pastoral com os que mais sofrem, mas que encontro respostas negativas, “sintomas de uma polarização vivida na sociedade.” A Igreja de Roraima diz permanecer unida ao arcebispo de Cuiabá, “em oração e comunhão”, e pede a guia e proteção de Maria, Mãe dos pobres.

Assembleia Regional Norte 1 em Manaus de 15 a 18 de setembro: aprofundar na Sinodalidade

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) se prepara para sua 52ª Assembleia, que será realizada na Maromba de Manaus, de 15 a 18 de setembro de 2025, com a participação de mais de 70 representantes das Igrejas locais e das pastorais e movimentos. “Por uma Igreja Sinodal, comunhão, participação e missão” Bispos, presbíteros, religiosos e religiosas, leigos e leigas são convocados para participar de uma assembleia que tem como tema “Por uma Igreja Sinodal, comunhão, participação e missão”, tendo como lema “Eles responderam: ‘nós também vamos contigo’ Jo 21,2-3”. Uma assembleia que busca “aprofundar o Documento Final do Sínodo sobre Sinodalidade e contribuir na construção das Diretrizes da Ação Evangelizadora – CNBB Nacional”, segundo recolhe o objetivo da assembleia, que iniciará com uma celebração eucarística na segunda-feira. Colegialidade episcopal e participação das lideranças Segundo a secretária executiva do Regional Norte 1, Ir. Rose Bertoldo, “a Assembleia do Regional Norte 1 é sempre marcada pela colegialidade entre os bispos e a grande participação das lideranças das nove igrejas locais do Regional Norte 1.” Em 2025, a religiosa destaca que serão estudadas as Diretrizes para a Ação Evangelizadora, que estão sendo elaboradas pela CNBB, e o aprofundamento do Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade para pensar coletivamente sua implementação. A secretária executiva sublinha que “as igrejas locais já estão trabalhando isso, mas a gente quer também, em nível de Regional aprofundar o estudo do Documento Final e a implementação do mesmo a partir das assembleias diocesanas e prelatícias das igrejas do Regional Norte 1”.   A religiosa destaca a importância da análise de conjuntura no início da assembleia, “que neste tempo é importantíssimo para o Regional, pois iremos ter uma visão geral da sociedade, vamos ter uma visão geral das forças políticas, econômicas e eclesiais que irá também contribuir para o estudo posterior sobre o Tema Central da Assembleia.” O Tema Central tem como ponto de partida as Linhas Gerais do Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade. Os participantes irão debater sobre as Implicações do Sínodo para o Regional e para as Diretrizes. Caminhada das pastorais e igrejas locais As pastorais irão apresentar a partir do Documento Final do Sínodo, os aspectos destacamos que estão sendo vivenciados ou devem avançar na pastoral do Regional Norte 1. Igualmente, as dioceses apresentarão, a partir do mesmo documento, os aspectos destacados nas nove Igrejas Locais que fazem parte do Regional Norte 1. Em trabalho em grupos, os participantes irão fazer aportes para as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora. Na pauta aparecem outros pontos como o processo que está sendo realizado nas Igrejas Locais sobre a formação da equipe ampliada, com relação ao Protocolo de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis. Igualmente o trabalho dos chanceleres, a Comunicação em nível Regional, a COP 30, o MUTICOM e a Agenda 2026.

Leão XIV aos novos bispos: “o Bispo é servo, o Bispo é chamado a servir a fé do povo”

Uma audiência com o Papa Leão XIV na Sala do Sínodo encerrou o Curso Anual de Formação para Novos Bispos, realizado em Roma de 3 a 11 de setembro. Organizado pelo Dicastério dos Bispos, o Curso, que teve como tema “Testemunhas e Anunciadores da Esperança fundada em Cristo”, contou com a participação de 192 bispos, dentre eles o bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus, dom Samuel Ferreira de Lima. Um curso “construtivo e rico, de partilhas, de assuntos muito atuais dentro da perspectiva do Jubileu da Esperança”, segundo o bispo auxiliar de Manaus. Ele destacou que os palestrantes “trouxeram problemáticas vivenciadas nas diversas dioceses e países do mundo e que afetam a Igreja como um todo”. O dom do episcopado é para servir Leão XIV iniciou suas palavras com uma brincadeira: “pensei em vir para este curso vestido de preto também, mas…”, dado que o curso é organizado pelo dicastério que ele comandava. O Papa fez uma advertência aos novos bispos: “o dom que vocês receberam não é para vocês mesmos, mas para servir à causa do Evangelho. Vocês foram escolhidos e chamados para serem enviados, como apóstolos do Senhor e como servos da fé”, sublinhando que “o Bispo é servo, o Bispo é chamado a servir a fé do povo”. Algo que faz parte da identidade do bispo, segundo o Santo Padre. Ele afirmou que “o serviço não é uma característica externa ou uma forma de exercer o papel. Pelo contrário, àqueles que Jesus chama como discípulos e anunciadores do Evangelho, em particular aos Doze, é exigida a liberdade interior, a pobreza de espírito e a disponibilidade para o serviço que nasce do amor, para encarnar a mesma escolha de Jesus, que se fez pobre para nos enriquecer (cf. 2Cor 8,9). Ele nos manifestou o estilo de Deus, que não se revela a nós no poder, mas no amor de um Pai que nos chama à comunhão com Ele”. Leão XIV recordou as palavras de Santo Agostinho a respeito da ordenação do bispo: “Em primeiro lugar, quem preside o povo deve compreender que é servo de muitos.” Uma afirmação que leva a refletir sobre “uma certa ânsia de grandeza” presente nos apóstolos. Igualmente, ele recordou as palavras de Papa Francisco: “a única autoridade que temos é o serviço, e um serviço humilde!”, insistindo em meditar e procurar viver essas palavras. Vigilância, humildade e oração Aos novos bispos, o Papa pediu “que estejam sempre vigilantes e caminhem com humildade e oração, para se tornarem servos do povo a quem o Senhor os envia.” Algo que em palavras de Francisco “se expressa em ser sinal da proximidade de Deus.” Junto com isso, Leão XIV convidou os novos bispos a se “perguntar o que significa ser servos da fé do povo”, destacando a necessidade de, além da “consciência de que nosso ministério está enraizado no espírito de serviço, à imagem de Cristo”, deve “se traduzir no estilo do apostolado, nas várias formas de cuidado e governo pastoral, no anseio do anúncio, de maneiras tão diferentes e criativas, dependendo das situações concretas que vocês encontrarão”. Diante da crise de fé, falta de sentido de pertença e de prática eclesial, o Papa pediu paixão e coragem “para um novo anúncio do Evangelho”, e assim as pessoas possam encontrar “linguagens e formas adequadas nas propostas pastorais habituais.” Junto com isso, Leão XIV fez um chamado a não esquecer “o drama da guerra e da violência, os sofrimentos dos pobres, a aspiração de muitos a um mundo mais fraterno e solidário, os desafios éticos que nos interpelam sobre o valor da vida e da liberdade”. O Santo Padre lembrou aos bispos que “a Igreja envia-vos como pastores atenciosos, cuidadosos, que sabem partilhar o caminho, as perguntas, as ansiedades e as esperanças das pessoas; pastores que desejam ser guias, pais e irmãos para os sacerdotes e para as irmãs e irmãos na fé.” Para isso, ele disse rezar por eles, “para que nunca lhes falte o sopro do Espírito e para que a alegria da sua Ordenação, como um perfume suave, possa se espalhar também sobre aqueles a quem vocês irão servir”. Aprofundar, difundir e aprimorar a sinodalidade Dom Samuel destacou no encontro com Leão XIV a “fraternidade e proximidade dele no falar, no responder cada demanda feita de forma muito simples, direta, sem formalidades”, demostrando comunhão, proximidade, paternidade e união. Segundo o bispo auxiliar de Manaus, “se falou muito de sinodalidade, desse processo que tem que ser aprofundado, difundido, aprimorado, intensificado em nossas dioceses e na própria caminhada da Igreja”. Finalmente, o bispo destaca no encontro que “abriu muitos os horizontes para todos nós que estamos iniciando essa missão e esse ministério”, ajudando muito “em nossa caminhada, em nosso pastoreio, na missão que nos foi confiada”.