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Categoria: Notícias

Nona congregação geral: Um Papa profético e uma Igreja não fechada no Cenáculo

A quatro dias do início do Conclave, que começa na tarde de quarta-feira, 7 de maio, os cardeais participaram na manhã deste sábado, 3 de maio, da nona congregação geral. Estavam presentes 177 cardeais, dos quais 127 eleitores, e depois da oração, foi realizado o sorteio dos cardeais que irão acompanhar o cardeal Marx em suas funções durante o Conclave, sendo eleitos os cardeais Prevost e Semeraro, segundo informou o diretor da Sala Stampa vaticana, Matteo Bruni. 26 cardeais interviram neste sábado Bruni disse que na segunda-feira, no domingo não será realizada congregação geral e os cardeais devem celebrar missa nas paróquias de Roma onde eles são titulares, irão acontecer duas sessões na congregação geral, às 9 horas da manhã e 17 horas, no horário de Roma. Na nona congregação geral interviram 26 cardeais. Entre as temáticas destacadas pelo diretor da Sala Stampa a comunhão na Igreja e a fraternidade no mundo. Alguns cardeais recordaram com gratidão o Papa Francisco, citando frequentemente a Evangelium Gaudium e lembrando os processos iniciados pelo último pontífice. Foi falado de colaboração e solidariedade entre as igrejas, e sobre o serviço da Igreja e do Papa a favor da paz e do valor da educação. Uma Igreja luz do mundo Os cardeais pedem que o próximo Papa seja profético e que a Igreja não se feche no Cenáculo, mas que leve luz ao mundo que desesperadamente precisa de esperança, que conduz o Jubileu deste ano. Foram retornados alguns temas dos dias passados, como o da sinodalidade e da colegialidade, o olhar para o mundo, a sede e o interesse com que o mundo olha para a Igreja. Uma Igreja que vive no mundo, mas não no próprio mundo, com o risco de se tornar insignificante. Também tem sido falado de diálogo ecumênico e de missão. Aos poucos, os cardeais vão avançando em sua reflexão, fruto da escuta e do diálogo, em vista da eleição do sucessor de Francisco. Aos poucos vão se vislumbrando os rasgos que deveriam ser assumidos pelo próximo pontífice, uma dinâmica que marcou o rumo do conclave realizado em 2013.

Com a chaminé já instalada continuam os debates prévios em busca do novo Papa

Depois da pausa de 1º de maio, na manhã desta sexta-feira foram retomadas ascongregações gerais, com a participação de 180 cardeais. Deles 120 eleitores, dado que a grande maioria já está em Roma, só faltam 6 em fazer o juramento, os dois que já anunciaram não irão participar e mais quatro que ainda não chegaram em Roma. A chaminé instalada na Capela Sistina Tudo  isso no dia em que um dos grandes sinais do Conclave foi instalada, a chaminé por onde aparece a fumaça que anuncia o resultado das votações, foi instalada no teto da Capela Sistina, onde na tarde da quarta-feira 7 de maio, entrarão os 133 cardeais eleitores, que permanecerão isolados até aparece a fumaça branca, sinal tradicional de que o Papa tem sido escolhido. Foram duas horas e meia de reunião, segundo comunicou aos jornalistas o diretor da Sal Stampa vaticana, Matteo Bruni. O tema principal que foi abordado nesta sexta-feira foram os abusos sexuais e os escândalos financeiros, enfatizando que isso é um “contratestemunho”. Diante disso, foi enfatizado que deve ser encontrado o modo para superar “uma ferida aberta que tem que ser fechada”. Diversidade de temas abordados Os 25 cardeais que interviram também destacaram a evangelização como “centro do pontificado de Papa Francisco”. Igualmente foi partilhado sobre a “hermenêutica de continuidade” entre São João Paulo II e Francisco”, os jovens, o sofrimento da Igreja do Médio Oriente, procurar instrumentos mais eficazes de evangelização, das paróquias e comunidades até a Cúria vaticana, e dar passos que ajudem na busca do testemunho e da unidade. Igualmente, foi debatido sobre a vigência do Direito Canônico e sobre a sinodalidade, um dos grandes temas no pontificado de Papa Francisco. Foram destacados três aspectos com relação à sinodalidade: a colegialidade, a missão e o secularismo, sempre em vista da missão. Tudo isso antes de entrar em Conclave e se fechar na Casa Santa Marta, onde não tem quartos para os 133 eleitores. Será realizado um sorteio para determinar que irá se hospedar na chamada Santa Marta velha.

Dom Luis Marín: “A sinodalidade é irreversível e marcará o futuro da Igreja”

Um dos grandes legados deixados por Francisco é a promoção da sinodalidade, que “não é uma invenção dele, mas faz parte do que a Igreja é em si mesma”. Essa é a opinião do subsecretário da Secretaria Geral do Sínodo, Dom Luis Marín de San Martín, que se diz otimista, ressaltando que “a sinodalidade é irreversível e marcará o futuro da Igreja”. Ele destaca a “abertura ao Espírito” do último Papa como uma herança muito profunda. Com relação ao próximo pontífice, espera que se esforce pela paz, que se comprometa com a vida e sua dignidade e que promova a cultura cristã, em diálogo com o mundo. Para o Papa que será eleito no Conclave que começa em 7 de maio, ele pede “nosso apoio e fidelidade, seja ele quem for”. Poucos dias após a morte do Papa Francisco, a atmosfera é de pré-conclave e expectativa de outro Papa. Para alguém que trabalhou em um dos elementos fundamentais do pontificado de Francisco, especialmente nos últimos anos, como a sinodalidade, apesar da morte do Papa da sinodalidade, podemos dizer que a sinodalidade ainda está tão viva quanto antes? O Papa Francisco promoveu resolutamente a sinodalidade porque ela é uma dimensão constitutiva da Igreja. Isso é atestado pela Sagrada Escritura, pela eclesiologia, pela patrística, pela história e pelo direito canônico. A sinodalidade está viva e nunca poderá morrer, porque não é uma invenção de Francisco, mas faz parte do que a Igreja é em si mesma. Nosso compromisso é ajudar a torná-la um modo de vida em toda a Igreja e em tudo o que é Igreja. Acredito sinceramente que esse é um compromisso com a coerência como cristãos. O próximo Papa será, de alguma forma, obrigado a continuar nessa linha de sinodalidade? A Igreja não retrocede no tempo, ela sempre vai para frente, vive no presente e olha para o futuro; voltar ao passado é impossível. Pretender fazer isso só gera frustração e melancolia. O próximo papa, é claro, continuará a desenvolver a linha eclesiológica do Concílio Vaticano II, da qual a sinodalidade é um fruto maduro. No entanto, há espaço para nuances, estilos, acentos e prioridades. Mas sou muito otimista, a sinodalidade é irreversível e marcará o futuro da Igreja. Não devemos esperar um Francisco II, mas que elementos de seu pontificado o próximo pontífice deve ter em mente? Cada papa é diferente. Ele não é e não pode ser uma fotocópia do anterior. Cada um tem sua própria personalidade, sua própria maneira de ver a vida, suas próprias características, sua cultura e formação; cada pessoa é diferente. Entretanto, se considerarmos os papas dos últimos séculos, veremos que eles têm duas características em comum. Em primeiro lugar, a união com Cristo e a disponibilidade para o Espírito. E, em segundo lugar, o amor pela Igreja e o serviço ao povo de Deus. O Papa Francisco deixa um legado muito profundo. Eu destacaria, acima de tudo, sua abertura ao Espírito. Isso o tornou um homem muito livre. Gostaria que o próximo Papa continuasse essa linha de abertura, de liberdade. De parresia evangélica. Ele também foi um Papa muito humano, muito solidário com os homens e mulheres de nosso tempo. Embora fosse um homem de caráter forte e personalidade marcante, encontramos nele um pai que nos acolheu, abraçou, ajudou e caminhou conosco. Ele também foi um Papa que se fez entender, que se conectou com pessoas simples. Aquelas frases concretas e lapidares que ele usou, tão bonitas, tocaram o coração e ficaram com ele. O próximo Papa terá de levar em conta essa herança. Com seu próprio estilo, ele ajudará todos nós, que formamos o povo de Deus, a continuar caminhando com passo firme, com esperança e com o maior entusiasmo possível nos tempos em que vivemos. E dada a situação que o mundo e a Igreja estão atravessando, quais são as principais questões urgentes que o próximo Papa deve enfrentar? Com relação ao mundo, a primeira coisa é o compromisso com a paz. É terrível que, mesmo depois de tantos conflitos devastadores no século XX, ainda estejamos comprometidos com a guerra, a força e a destruição. Essa é uma das maiores urgências que temos hoje: a luta pela paz. Para isso, os cristãos devem ser a voz daqueles que não têm voz. E devemos denunciar as injustiças que são tanto a causa quanto a consequência dessas situações. Também temos um compromisso com a vida e sua dignidade, desde o primeiro momento até o último. A Igreja deve oferecer uma alternativa válida, crível e concreta à cultura da morte, que está avançando. E, em terceiro lugar, eu gostaria que a Igreja continuasse a gerar cultura cristã, em diálogo com o mundo. Sem se fechar de forma autista em suas seguranças ou se deixar levar pela tentação das trincheiras. É necessário saber ler os sinais de nosso tempo. Às vezes a mensagem não passa porque usamos uma linguagem que não é mais compreendida, estamos ausentes, vivemos ancorados em um mundo que não existe mais.  Precisamos repensar nossa presença tanto na mídia quanto nos fóruns culturais. Francisco plantou muitas sementes durante seu pontificado, quais são os frutos que foram colhidos e os que ainda estão por vir? O fruto será, obviamente, a forte vivência da fé cristã e seu testemunho. Ou seja, o encontro experiencial com Cristo e o desafio de comunicá-lo na missão evangelizadora. As sementes da participação foram lançadas, da corresponsabilidade diferenciada que brota do batismo. Devemos continuar a progredir nesse sentido. Fazemos parte da Igreja, não somos espectadores, mas membros, do corpo de Cristo. Sempre sabendo que toda responsabilidade na Igreja é serviço.  Nessa linha, devemos continuar a desenvolver a colegialidade episcopal, a descentralização e, ao mesmo tempo, a comunhão e a troca de dons entre as Igrejas. Outra semente é a da unidade pluriforme, a integração da unidade e da pluralidade na Igreja. Primeira unidade (de fé, de sacramentos, de hierarquia). Disso resulta tanto a pluralidade de vocações, carismas e ministérios (superando o clericalismo) quanto a consideração de uma…
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Implantação da Pastoral da Sobriedade na paroquia de Benjamin Constant

Aconteceu no auditório Benjamin Constant, no dia 24 de abril, o encontro promovido pela Paróquia Imaculada Conceição para a implantação da Pastoral da Sobriedade. Estiveram presentes várias outras instituições e, nos receberam com muito carinho e cheios de boa vontade e esperança com propósito de ajudar com parcerias, fornecendo seus serviços e formando redes. O objetivo do encontro foi “Prevenção, Recuperação Intervenção, Reinserção e Políticas públicas voltadas para Dependência química ou outras dependências”.  Também tivemos a oportunidade de apresentar a Pastoral ao Padre João Evandro da Paróquia São Sebastião em Atalaia do Norte. Visitamos Dom Adolfo Zon, bispo da Diocese de Alto Solimões e almoçamos com ele, onde ouvimos dele uma rica orientação sobre o trabalho da Pastoral da Sobriedade que é um Organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Pastoral da Sobriedade Regional Norte 1

Situação econômica, procedimentos e como ser Igreja hoje marcam a 7ª Congregação Geral

183 cardeais, incluindo 124 eleitores, participaram da sétima Congregação Geral realizada na quarta-feira, 30 de abril, que prepara o Conclave que começará dentro de uma semana, na tarde de 7 de maio. No mesmo dia, às 10h, horário de Roma, a Missa Pro Eligendo Pontifice será celebrada na Basílica de São Pedro, presidida pelo Decano do Colégio de Cardeais, Cardeal Re. Pouco antes de entrar na Capela Sistina, os cardeais rezarão na Capela Paulina do Palácio Apostólico, onde, na tarde de 5 de maio, os oficiais e funcionários do Conclave irão fazer juramento. Debate sobre a situação econômica da Santa Sé Na primeira parte da manhã, conforme relatado pelo diretor da Sala Stampa do Vaticano, Mateo Bruni, após um momento de oração e uma meditação de cerca de 40 minutos, novamente conduzida por Dom Donato Ogliari, abade da Basílica de São Paulo Fora dos Muros, foi discutida a situação econômica e financeira da Santa Sé, com intervenções dos cardeais Marx, Farrell, Schönborn, Vérgez e Krajewski. O Cardeal Marx, como coordenador do Conselho para a Economia, apresentou alguns desafios, problemas e propostas sob a perspectiva da sustentabilidade, com o objetivo de garantir que as estruturas econômicas continuem a apoiar a missão do Papado. O Cardeal Farrell, presidente da Comissão de Investimentos, falou sobre as atividades dessa Comissão. O Cardeal Schönborn, como presidente, falou sobre as atividades do IOR. O Cardeal Vérgez deu alguns detalhes sobre a situação do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano. O Cardeal Krajewski, esmoleiro pontifício, falou sobre a atividade do Dicastério da Caridade. Questões processuais Na segunda parte da manhã, foi lido um comunicado no qual o Sínodo deu a conhecer duas questões de caráter processual sobre as quais teve a oportunidade de refletir e discutir nos últimos dias. Em primeiro lugar, “com relação aos Cardeais eleitores, a Congregação observou que Sua Santidade o Papa Francisco, ao criar um número de Cardeais superior a 120, como estabelecido no n. 33 da Constituição Apostólica da Santa Sé. 33 da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis de São João Paulo II, de 22 de fevereiro de 1996, no exercício de seu poder supremo, dispensou essa disposição legislativa, de modo que os Cardeais que excederam o número limite adquiriram, de acordo com o n. 36 da mesma Constituição Apostólica, o direito de eleger o Romano Pontífice, a partir do momento de sua criação e publicação”. Em segundo lugar, o Cardeal Giovanni Angelo Becciu observou que este último, tendo em vista o bem da Igreja e a fim de contribuir para a comunhão e a serenidade do Conclave, comunicou sua decisão de não participar do mesmo. “A esse respeito, a Congregação dos Cardeais expressa seu apreço por seu gesto e espera que os órgãos competentes da justiça possam esclarecer definitivamente os fatos”. Questões abordadas Entre os temas abordados nos 14 discursos, Bruni destacou a eclesiologia do Povo de Deus, os desafios a serem enfrentados de acordo com as perspectivas dos continentes e regiões de origem dos cardeais. Também foram abordadas questões sociais, relativismo, individualismo, solidão, a centralidade de Jesus na resposta às necessidades do mundo moderno, a necessidade de consolação, evangelização e a responsabilidade da Igreja pela paz. Outros temas abordados foram a ferida representada pela polarização na Igreja e a divisão da sociedade, a sinodalidade ligada à colegialidade episcopal, também como corresponsabilidade diferenciada para superar a polaridade na Igreja. A vocação para a vida sacerdotal e religiosa, a evangelização e sua relação com a corresponsabilidade foram discutidas, com referências constantes às constituições apostólicas do Vaticano II: Lumen Gentium e Gaudium et Spes. Orações pelo Conclave O Colégio de Cardeais convidou o Povo de Deus a viver este momento eclesial como um evento de graça e discernimento espiritual, ouvindo a vontade de Deus. Para isso, sentem a necessidade de contar com o apoio das orações de todos os fiéis, considerando que “esta é a verdadeira força que na Igreja promove a unidade de todos os membros do único Corpo de Cristo (cf. 1Cor 12,12)”. O Colégio de Cardeais insistiu que “em vista da enormidade da tarefa que nos espera e da urgência do momento atual, é necessário, acima de tudo, fazer-nos humildes instrumentos da infinita sabedoria e providência de nosso Pai celeste, em docilidade à ação do Espírito Santo. De fato, Ele é o protagonista da vida do Povo de Deus, Aquele a quem devemos escutar, aceitando o que Ele diz à Igreja (cf. Ap 3, 6)”. Para esse fim, eles pedem a companhia da Santíssima Virgem Maria.

Sala Stampa divulga detalhes do pre-conclave que prepara eleição do sucessor de Francisco

As congregações gerais, onde os cardeais preparam o Conclave que será iniciado na tarde da quarta-feira, 7 de maio, continuaram com seus trabalhos nesta terça-feira. Estavam presentes 183 cardeais, de quais mais de 120 eleitores. Um dos participantes, que também irá entrar na Capela Sistina como eleitor, é o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 (CNBB Norte1), cardeal Leonardo Ulrich Steiner. 133 cardeais eleitores na Capela Sistina Segundo informou o diretor da Sala Stampa da Santa Sé, Mateo Bruni, dois cardeais eleitores, dos quais não foram revelados os nomes, não participarão do Conclave por motivos de saúde. Isso reduz o número de cardeais que irão entrar na Capela Sistina a 133, ficando sem contato com o mundo até a famosa fumata branca. Na congregação geral desta terça-feira teve cerca de 20 intervenções, que foram precedidas pela reflexão espiritual de dom Donato Ogliari, abade da Basílica de São Paulo Fora dos Muros. As intervenções foram principalmente sobre a Igreja e sobre os desafios a serem enfrentados pelo sucessor de Papa Francisco. Foram intervenções de cardeais de diversas procedências geográficas, ressaltando a reflexão em torno que à resposta que a Igreja pode dar. Agradecimento do Colégio Cardinalício O Colégio Cardinalício decidiu enviar um comunicado ao mundo, às autoridades e ao povo de Deus, para agradecer pela participação e pela proximidade no momento da morte de Papa Francisco. Na mensagem aparece a “gratidão pela solidariedade demonstrada no momento de dor”, afirmando que a presença dos representantes do poder político mundial “foi particularmente apreciada como uma participação na dor da Igreja e da Santa Sé pela morte do Papa e como um tributo ao seu compromisso incessante em favor da fé, da paz e da fraternidade entre todos os povos da terra”. Também agradecem a todos aqueles que trabalharam, afirmando “que contribuíram, com grande empenho e generosidade, para a preparação de tudo o que era necessário para as várias celebrações, reconhecendo que, graças ao seu trabalho, tudo ocorreu em ordem e tranquilidade”. Igualmente mostram “gratidão aos milhares de adolescentes e jovens que participaram do Jubileu no domingo, 27 de abril, demonstrando o rosto de uma Igreja viva com a vida de seu Senhor Ressuscitado, e a todo o povo de Deus que caminha com esperança rumo ao futuro”.  Foram revelados detalhes do próximo Conclave, como o juramento do pessoal que irá ajudar: os enfermeiros, pessoal litúrgico, e outras pessoas, que será no 5 de maio. Igualmente foi anunciado que a Missa pro elegendo Pontífice será no dia 7 de maio às 10 da manhã, no horário de Roma, 4 da manhã em Manaus. No mesmo dia, às 16:30 será realizada a oração previa à entrada dos cardeais eleitores na Capela Sistina.

Cardeal Steiner pede a inspiração do Espírito Santo para dar à Igreja um Papa da paz, da esperança e da misericórdia

Um homem da paz, um homem da esperança, um homem da misericórdia. Esse é o Papa que o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Ulrich Steiner gostaria fosse eleito no Conclave que inicia na quarta-feira 7 de maio. Uma eleição que está sendo preparada nas congregações gerais que acontecem até dia 6 de maio e onde participam os membros do Colégio Cardinalício. Um Papa para este tempo São 134 eleitores, depois da renúncia a participar do cardeal Antônio Cañizares, arcebispo emérito de Valência (Espanha), por motivos de saúde, e da renúncia definitiva do cardeal Ângelo Becciu, segundo foi confirmado por fonte vaticanas. Para eles, o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) pede a inspiração do Espírito Santo, para que “possamos dar à Igreja um Papa nesse tempo em que nós vivemos”. O cardeal Steiner disse que “as reuniões que antecedem ao Conclave estão caminhando muito bem”. Aos poucos os cardeais, tanto os eleitores, como os cardeais que já completaram 80 anos, que participam das congregações gerais, mas não entrarão na Capela Sistina na tarde de 7 de maio, vão partilhando suas reflexões em torno à situação atual da Igreja e à figura do futuro Papa. Amor de Papa Francisco pela Amazônia O arcebispo de Manaus participou das exéquias de Papa Francisco, realizadas na manhã do sábado 26 de abril, com a participação de 250 mil pessoas, além das mais de 150 mil que acompanharam o cortejo fúnebre no caminho da Praça de São Pedro até a Basílica de Santa Maria Maior, onde foi sepultado. Sobre a figura do último pontífice, o cardeal Steiner enfatizou mais uma vez, como ele vem fazendo desde o falecimento do Santo Padre que “Papa Francisco demostrou sempre um amor tão grande pela nossa querida Amazônia”. Igualmente, o cardeal brasileiro, um dos sete eleitores brasileiros do próximo Papa, disse que “no momento da celebração lembrei de todos e todos os queridos irmãos no episcopado, de todas nossas comunidades, que tanto receberam do Papa Francisco”. Finalmente, o arcebispo de Manaus pediu “que ele do céu nos acompanhe e que Deus abençoe a todos nós”.

Paróquia de Nova Olinda cria a Caritas paroquial

Nos dias 23 a 27de abril, aconteceu na paróquia Nossa Senhora de Nazaré e São José, em Nova Olinda do Norte, diocese de Borba, a formação para novos agentes da Caritas e a criação da Caritas Paroquial. Com a assessoria da articuladora Regional da Caritas, Marcia Maria de Souza Miranda, foram abordadas temáticas da identidade Caritas, a promoção humana, políticas públicas, sustentabilidade e o papel dos coordenadores e equipe. Também ocorreu visitas para conhecimento de realidade e encaminhamento de algumas situações que foram detectadas.  A formação contou com a presença de 30 agentes que representaram às diversas pastorais, grupos e movimentos da paróquia e que agora integram os serviços da Cáritas. Durante a formação foi escolhida a coordenação que assumiu a missão de estar à frente das ações juntamente com os voluntários. A Caritas Regional Norte 1 agradeceu o apoio do bispo diocesano da diocese de Borba, dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, o pároco Frei Bosco, e o acompanhamento das Irmãs Marta e Ruth e da Secretaria executiva da Caritas Diocesana de Borba a senhora Olivia. Finalmente, a Cáritas Regional Norte 1 pediu a intercessão de Nossa Senhora de Nazaré e São José e as bençãos de Deus para essa nova missão assumida pela Paróquia.

Formação da Pastoral da Saúde em Fonte Boa: “A Serviço da Vida e da Esperança

No último sábado, 26 de abril aconteceu a Formação da Pastoral da Saúde na paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, Município de Fonte Boa, na Prelazia de Tefé. Com a assessoria da coordenadora Regional da Pastoral da Saúde, Guadalupe Peres, o tema abordado foi: “Pastoral da Saúde a serviço da Vida e da Esperança”. Durante o encontro foi abordado o que é Pastoral, o que é Saúde e o que é Pastoral da Saúde. Foi refletido sobre o Símbolo da Pastoral da Saúde, sua estrutura organizacional e o objetivo e finalidade da Pastoral Familiar. Igualmente, foi apresentado aos participantes do encontro formativo onde e quando acontece a Pastoral da Saúde, sua missão a as três dimensões que fazem parte da Pastoral da Saúde: Dimensão Solidária, Dimensão Comunitária, Dimensão Sociotransformadora. Ao longo da formação foi definido quem pode participar da Pastoral da Saúde e o perfil do agente da Pastoral da Saúde, sua atuação na visitação hospitalar e domiciliar, sua participação e o papel do Conselho de Saúde. O encontro foi encerrado com a Oração do Agente da Pastoral da Saúde.

V Assembleia Diocesana da Pastoral Familiar da Diocese de Coari

Nos dias 25 e 26 de Abril de 2025 aconteceu a V Assembleia da Pastoral Familiar da Diocese de Coari. O tema abordado durante o encontro foi: “Setor Pós Matrimonio” e o lema “Famílias – Peregrinas da Esperança”. A assembleia teve lugar na Paroquia Santuário São Francisco, em Anamã. Participaram, além da Coordenação Diocesana da Pastoral Familiar, as seguintes paroquias, com seus respetivos coordenadores: Paroquia São Pedro (Coari), Paroquia Sant’Ana e São Sebastião (Coari), Paroquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Coari), Paroquia Imaculada Conceição (Anori), Paroquia Nossa Senhora de Nazaré (Manacapuru), Paroquia Cristo Libertador (Manacapuru), Paroquia Santo Afonso (Manacapuru), Paroquia Nossa Senhora de Nazaré (Beruri) e a Paróquias Santuário São Francisco do Anamã. Não compareceram os coordenadores das paróquias de Caapiranga e de Codajás. No total os Coordenadores da Pastoral Familiar foram 37, mais o pessoal de apoio. A abertura oficial da assembleia aconteceu com a solene celebração da Eucaristia presidida por Dom Marcos Piatek, bispo referencial da Pastoral Familiar no Regional Norte 1 da CNBB. Concelebraram com ele o Frei José Faustino, OFM TOR, assessor eclesial regional da Pastoral Familiar, o Pe. Josinaldo Placido da Silva, pároco da paroquia em Anori e o Pe. Edinaldo, reitor e pároco da paroquia santuário, em Anamã. Na sua homilia o Dom Marcos comentou as leituras bíblicas do dia, lembrou o Ano Jubilar da Esperança e convidou todos a rezar pelo descanso eterno do Papa Francisco falecido no início da semana. O bispo lembrou que foi o Papa Francisco, que aos 09 de outubro de 2013 elevou a nossa Prelazia à categoria de Diocese de Coari.  Após a Eucaristia iniciamos os trabalhos, conduzidos pelo Casal Coordenador da Pastoral Familiar Diocesana na pessoa do casal Eliana e Moises. Com breve introdução o bispo deu as boas-vindas a todos os participantes e declarou oficialmente aberta a Vª Assembleia Diocesana da Pastoral Familiar da Diocese de Coari.  Em seguida foi feita a leitura das Atas da Assembleia de 2024. Até 22:30h foram apresentados os relatórios das paroquias sobre as atividades da Pastoral Familiar nas paroquias durante o último ano. No segundo dia da Assembleia acordamos cedo para participar, a partir das 04:00h, da liturgia do enterro do Papa Francisco no Vaticano. Após a oração damos inícios às palestras sobre o tema central da assembleia: “Setor Pós Matrimonial”. Este tema for abordado pelo Frei José Faustino, que com muita dedicação conduziu esta parte. As palestras dele, bem preparadas, nos ajudaram na compreensão como trabalhar o Setor Pós Matrimonio nas nossas paroquias. Foi um momento muito proveitoso e rico. Durante a Assembleia Dom Marcos apresentou o novo assessor diocesano da Pastoral Familiar e do ECC. O bispo depois de ouvir a voz da Coordenação Diocesana de Pastoral e a opinião do Clero nomeou o Pe. Josinaldo Placido da Silva, recém nomeado pároco em Anori, com novo assessor diocesano da Pastoral Familiar e como Diretor Espiritual do ECC na nossa diocese e agradeceu ao Pe. Elcivan Alencar pelo seu serviço na Pastoral Familiar e no ECC. Pe. Elcivan, durante últimos anos. Como a V Assembleia acontecia durante o Ano Santo – Jubileu da Esperança, o Dom Marcos apresentou brevemente o tema sobre  “Jubileu das Famílias – Peregrinas da Esperança”, fazendo algumas propostas concretas para celebrar nas paroquias o Jubileu das Famílias. Durante a assembleia tínhamos bastante tempo para as partilhas, análises da realidade familiar, as avaliações e planejamentos. Finalizamos a Assembleia Diocesana de Pastoral Familiar com a celebração da Eucaristia do Domingo da Divina Misericórdia no Santuário São Francisco, que há mais de 100 anos, acolhe as famílias e os seus peregrinos e devotos. A nossa V Assembleia Diocesana da Pastoral Familiar, em Anamã.  transcorreu num clima de comunhão fraterna, de oração, de sinodalidade, de corresponsabilidade mostrando a nossa preocupação com a evangelização nas famílias e com as famílias. Expressamos a nossa gratidão a Deus pela nossa assembleia. Louvamos e agradecemos a Deus pela doação e disponibilidade dos agentes e o apoio dos padres nesta caminhada de evangelização pelas famílias. Queremos agradecer a todos os participantes! Nossa gratidão aqueles que nos acolheram hospedando nas suas famílias. Ao Pe. Edinaldo, reitor e pároco da paroquia santuário São Francisco, em Anamã, e ao casal coordenador da Pastoral Familiar em Anamã (Gilmara e Adelson), nosso sincero agradecimento. Deus lhes pague! Que Jesus, Maria e José nos abençoem na nossa missão! Diocese de Coari