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Categoria: Notícias

Com duas horas de atraso, fumaça preta após a primeira votação

Depois de uma longa espera, a fumaça deveria ter saído por volta das 19 horas de Roma e só saiu 21 horas, podemos dizer que na primeira votação ninguém alcançou os 89 votos que são necessários para se tornar o sucessor de Pedro, mas também o sucessor de Francisco, o primeiro Papa latino-americano. 133 eleitores, 89 votos necessários Milhares de pessoas se juntaram em volta da Praça de São Pedro esperando o resultado de uma votação que iniciou depois do “extra omnes”, as palavras com as quais é exigido que saiam da Capela Sistina aqueles que não participam do Conclave. 133 eleitores, dentre eles sete brasileiros, participam de um momento singular da vida da Igreja. Pessoas chegadas de todos os cantos do mundo ficaram na expectativa, ainda mais pela demora com que saiu a fumaça pela primeira vez. Pessoas que ainda lembram de Francisco com um sentimento de gratidão. Sua falta faz com que as pessoas desejem uma eleição que faça com que a cadeira de Pedro volte a ser ocupada. Uma noite de reflexão Como era esperado, depois desta primeira votação, a noite desta quarta-feira será uma oportunidade para refletir e assim buscar um maior consenso, que ajude a alcançar os votos dois terços dos cardeais eleitores. Mesmo com a demora, teria sido uma grande surpresa que alguém tivesse sido eleito neste primeiro dia de Conclave. Na quinta-feira, o programa diz que, sempre que não seja eleito o novo Papa, os cardeais, que iniciam seus trabalhos com uma missa às 8 horas, realizarão quatro votações, duas na manhã e duas na tarde. A fumaça deve sair, se não houver atraso de novo, ao meio-dia de Roma e às 19 horas. Se o Papa fosse eleito na segunda votação do Conclave, haverá fumaça branca por volta das 10:30 da manhã. Se ele fosse eleito na quarta votação, a fumaça seria por volta das 17:30, sempre no horário de Roma.

O Conclave iniciou para escolher o Papa que necessita nosso tempo

O momento mais esperado nos últimos dias, não só pela Igreja católica, mas pelo mundo, iniciou. 133 cardeais entraram na Capela Sistina para eleger o sucessor de Pedro, o sucessor de Francisco, o primeiro Papa latino-americano, o Papa que colocou a Amazônia no foco da Igreja e da sociedade planetária. Um Colégio Cardinalício diverso O Colégio Cardinalício mais diversificado da história da Igreja, depois de se reunir em profundo silencio na Capela Paulina, iniciaram a procissão em duas fileiras escutando a ladainha que pede a intercessão de Deus e dos santos para assumir um momento de grande responsabilidade, que os leve a escolher o Papa que necessita nosso tempo. 7 cardeais brasileiros, dentre eles o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner. O terceiro país com maior número de eleitores, estão entre aqueles a quem a Igreja confia “que seja eleito o Papa que a Igreja e a humanidade precisam neste momento tão difícil e complexo da história”, segundo foi pedido pelo decano do Colégio Cardinalício, o cardeal Re, na Missa Pro Elegendo Pontífice, na manhã do dia 7 de maio na Basílica de São Pedro. Milhares de jornalistas Uma cerimónia de grande solenidade, que está despertando grande interesse no mundo todo. Milhares de jornalistas informam dia e noite desde os arredores da Praça de São Pedro e dos diversos Media Center instalados na Cidade Eterna. Tanto a mídia católica como meios de comunicação de todo tipo estão atentos a cada detalhe que acontece em volta a uma das eleições mais importantes que acontecem no mundo. A figura do Romano Pontífice representa uma autoridade moral que é respeitada além da Igreja católica. Por isso, nos momentos prévios do juramento de cada um e da primeira votação, foi invocado o Espírito Santo no Veni Creator, pedindo que ele ilumine as mentes e os corações dos cardeais a quem a Igreja confia a missão que eles têm iniciado na tarde deste 7 de maio de 2025. À espera da fumaça branca Uma eleição que acontece sob os afrescos de Miguel Ângelo, as pinturas que têm escrutado com olhares carregados de grande força moral, a realização de numerosos conclaves. Sob a presidência do cardeal Pietro Parolin, o primeiro em fazer o juramento, um dos grandes favoritos para ser o próximo sucessor de Pedro, os cardeais começam um processo que vai captar o interesse de milhões de pessoas mundo afora até da chaminé da Capela Sistina aparecer a esperada fumaça branca. Um a um, os 133 eleitores, segundo sua condição de cardeais bispos, presbíteros ou diáconos, e o tempo de nomeação, foram fazendo seu juramento: “Et ego N. Cardinalis N. spondeo, voveo ac iuro Sic me Deus adiuvet et haec Sancta Dei Evangelia, quae manu mea tango” (E eu, N. Cardeal N., prometo, faço votos e juro. Assim que Deus me aiude a mim e a estes Santos Evangelhos de Deus, que toco com minha mão). Tudo isso antes do “Extra omnes” que encerrou os cardeais “com chave”.

Missa Pro Elegendo Pontífice: “O Espírito suscite o Papa que a Igreja e a humanidade precisam

A Basílica de São Pedro acolheu na manhã deste 7 de maio de 2025 a Missa Pro Elegendo Pontífice, onde a Igreja rezou pelo Conclave que inicia às 16:30 horas, no horário de Roma. O Colégio cardinalício, os 133 eleitores e aqueles que já completaram 80 anos, participaram de uma celebração presidida pelo decano, o cardeal Re. O amor muda o mundo O purpurado italiano destacou que “o amor é a única força capaz de mudar o mundo”. Ele comparou o momento atual da Igreja com o dia de Pentecostes, afirmando sentir “unido a nós todo o povo de Deus, com o seu sentido de fé, de amor ao Papa e de espera confiante.” Uma celebração para “para invocar a ajuda do Espírito Santo, para implorar a sua luz e a sua força, a fim de que seja eleito o Papa que a Igreja e a humanidade precisam neste momento tão difícil e complexo da história”, afirmou. Segundo o cardeal Re, “rezar, invocando o Espírito Santo, é a única atitude justa e necessária, enquanto os Cardeais eleitores se preparam para um ato de máxima responsabilidade humana e eclesial e para uma escolha de excepcional importância; um ato humano pelo qual se deve deixar de lado qualquer consideração pessoal, tendo na mente e no coração apenas o Deus de Jesus Cristo e o bem da Igreja e da humanidade”. Construir a “civilização do amor” Analisando o texto do Evangelho lido, ele disse que “o amor que Jesus revela não conhece limites e deve caracterizar os pensamentos e as ações de todos os seus discípulos”, para construir a “civilização do amor”. Um amor que em Jesus se concretiza em que “abaixou-se para servir os outros, lavando os pés dos Apóstolos, sem discriminação, sem excluir Judas, que o trairia”. Algo que tem a ver com o pedido que o profeta Isaias fazia aos Pastores a amar “até à entrega total de si mesmo”. Textos que fazem “um convite ao amor fraterno, à ajuda recíproca e ao empenho em favor da comunhão eclesial e da fraternidade humana universal”. O cardeal italiano disse que o sucessor de Pedro deve “fazer crescer a comunhão”, insistindo em que seja “não uma comunhão autorreferencial, mas totalmente orientada para a comunhão entre as pessoas, os povos e as culturas”. Junto com isso manter a unidade na Igreja, que “é desejada por Cristo, uma unidade que não significa uniformidade, mas comunhão sólida e profunda na diversidade, desde que se permaneça plenamente fiel ao Evangelho”. O Papa que é “a rocha sobre a qual a Igreja é edificada”. Um Papa segundo o coração de Deus O decano do Colégio Cardinalício, refletiu sobre a figura de Pedro, que sempre retorna em cada Conclave, e sobre a eleição na Capela Sistina. Ele pediu orações para que o Espírito Santo, “nos conceda um novo Papa segundo o coração de Deus, para o bem da Igreja e da humanidade”. O Papa que “melhor saiba despertar as consciências de todos e as energias morais e espirituais na sociedade atual, caracterizada por um grande progresso tecnológico, mas que tende a esquecer Deus”. Segundo o cardeal Re, “o mundo de hoje espera muito da Igreja para a salvaguarda daqueles valores fundamentais, humanos e espirituais, sem os quais a convivência humana nem será melhor nem beneficiará as gerações futuras”. Para isso, ele pediu o auxílio de Maria, “para que o Espírito Santo ilumine as mentes dos Cardeais eleitores e os torne concordes na eleição do Papa de que o nosso tempo necessita”.

Última Congregação Geral à espera do Conclave de amanhã, 7 de maio

As Congregações Gerais, reuniões dos cardeais em preparação ao Conclave que inicia da tarde desta quarta-feira, 7 de maio, foram encerradas na manhã desta terça-feira. O cheiro da fumaça está cada vez mais presente no Vaticano. Isso tem feito com que o número de jornalistas, se fala de 4.000 acreditados, tenha aumentado nos últimos dias. Cardeais convocados em Santa Marta Da última congregação, a décimo terceira, participaram 170 cardeais, 130 eleitores, e interviram 26. Hoje de tarde e amanhã, até 7 da manhã, os cardeais eleitores entrarão na Casa Santa Marta e celebrarão às 10 da manhã de Roma a Missa Pro Elegendo Pontífice. Juntos emitiram um comunicado denunciando que longe de avançar nos processos de paz na Ucrania, Médio Oriente e outras regiões do mundo, tem se intensificado os ataques, especialmente contra a população civil. Diante disso, eles apelam por um cessar-fogo e pedem orações aos fiéis católicos por uma paz justa e permanente. Nas intervenções foi falado dos abusos, economia, sinodalidade, promoção da paz, cuidado da casa comum e do diálogo ecuménico. Do próximo Papa esperam que ele seja pontífice, construtor de pontes, pastor, mestre em humanidade, imagem de uma Igreja samaritana em um mundo marcado pelas guerras, a violência e a polarização. Os cardeais pediram mais reuniões do Colégio Cardinalício, em vista de se conhecer melhor, e foi falado sobre os mártires e os conflitos que atingem à liberdade religiosa. Horários do Conclave e das fumatas O diretor da Sala Stampa vaticana, Matteo Bruni, informou que na manhã desta terça-feira foi quebrado o anel do pescador, que portou Francisco em seu pontificado. Ele revelou que na tarde da quarta-feira os cardeais irão sair de Santa Marta às 15:45 para dar início à oração na Capela Paulina às 16:30 horas, antes de entrar em procissão na Capela Sistina. A partir de quinta-feira, os cardeais irão sair de Santa Marta 7:45 da manhã, sempre no horário de Roma, para celebrar missa às 8 horas na Capela Paulina e depois entrarão na Capela Sistina, onde antes das votações terá um momento de oração. Os horários orientativos das fumatas serão 10:30, só se houver fumata branca, meio-dia, tanto se houver fumata branca ou preta, 17:30, só no caso da fumata branca, e 19 horas, tanto branca quanto preta.

Apoiar o novo Papa, compromisso na décima primeira Congregação Geral

Apoiar o novo Papa é um compromisso e uma responsabilidade assumida por todos os cardeais, segundo foi comunicado pelo diretor da Sala Stampa vaticana, Matteo Bruni, no final da décima primeira Congregação Geral, realizada na tarde do dia 5 de maio de maio de 2024. Na terça-feira, 6 de maio, será realizada a última antes de chegar na casa Santa Marta, entre a tarde desta terça-feira e a manhã do dia 7, em que será celebrada a Missa Pro Eligendo Pontifice. Um Papa sucessor de todos Os 20 cardeais que interviram deixaram claro que o sucessor de Francisco terá de ser o sucessor de todos. Da penúltima Congregação Geral participaram 170 cardeais, 132 dos quais são eleitores. Um dos principais temas foi o da migração, dentro da Igreja e na sociedade. Segundo Bruni “foi falado da migração dentro da Igreja, dos migrantes como uma dádiva, mas também da necessidade de apoiar os migrantes na fé durante sua migração”. O problema da guerra foi outro tema presente nas reflexões dos cardeais que interviram. Junto com isso foi abordado o tema da sinodalidade, enfatizando a necessidade de uma eclesiologia da comunhão entre os membros da Igreja. Uma atitude que deve se fazer presente no Conclave que inicia na tarde da quarta-feira 7 de maio. Um Papa pastoral Os jornalistas fizeram diversas perguntas sobre a varredura da rede no Vaticano durante o conclave (que não afetará a Sala Stampa ou a Via della Conziliacione). Também se falou de “um Papa pastoral, com uma perspectiva da Igreja Católica, particularmente em um mundo em diálogo, com portas abertas e com a construção de diferentes mundos religiosos e culturais”. Aos poucos, vai se aproximando um momento de grande importância na vida da Igreja. Nos cardeais radica a responsabilidade da eleição daquele que deve continuar o legado de Francisco. Um desafio que deve implicar o compromisso de todos aqueles que irão participar do Conclave, mas também de todo o povo de Deus que acompanha impaciente a fumata branca.

132 cardeais dos 133 eleitores presentes na Décima Congregação Geral

As congregações gerais, as reuniões que acontecem em preparação ao Conclave, entram em momentos decisivos. Nesta segunda-feira, 5 de maio, os cardeais se reúnem de manhã e de tarde, buscando partilhar sua visão do mundo e daquele que deve suceder Francisco. Tudo em vista do Conclave, que inicia às 16:30 desta quarta-feira na Capela Sistina, com a presença de 133 cardeais eleitores. Final dos dias de luto pelo Papa No domingo 4 de maio foram encerrados os Novendiales, os nove dias de luto depois da morte do Papa. Cada dia, presididas por um cardeal, foram celebradas missas na Basílica de São Pedro, com participação destacada cada dia de determinados grupos, tendo sido os cardeais os convocados no último dia. Na celebração, como aconteceu ao longo dos nove dias de luto, foram lembrados alguns destaques do pontificado de Papa Francisco. Na congregação geral desta segunda-feira, a décima, que iniciou com uma oração, segundo o diretor da Sala Stampa, Matteo Bruni, participaram 179 cardeais, deles 132 eleitores, dos 133 que entrarão na Capela Sistina. Interviram 26 cardeais, que falaram sobre o direito canônico, sobre o papel do Estado da Cidade do Vaticano, sobre a natureza missionária da Igreja, sobre o papel da Cáritas em defesa dos pobres. Se faz necessário “um Papa presente e próximo, uma porta de acesso à comunhão e à igualdade em um mundo em que a ordem mundial está em crise”, mas também em um mundo fragmentado. Numerosa presença de jornalistas Na sala do Sínodo foi mencionada pelos cardeais a presença de muitos jornalistas. De fato, nesta segunda feira aumentou muito o número de jornalistas no Vaticano, um número que deve aumentar ainda mais até o início do Conclave. Isso tem sido visto pelos cardeais como algo que diz muito sobre o quanto o Evangelho tem sentido no mundo de hoje, e como esta é também uma chamada da responsabilidade. Foi lembrada a oração de Papa Francisco durante a Covid, e nas intervenções apareceu a preocupação diante das divisões na Igreja. Se falou de vocações, se falou da família e da educação dos filhos. Foi destacado a Dei Verbum, o documento do Concílio Vaticano II que fala sobre a Palavra de Deus, enfatizando que é um instrumento para o povo de Deus. Igualmente foi dito que é importante entender na celebração da Eucaristia que é o sacramento de Cristo aos pobres. O cardeal Re, decano do Colégio cardinalício informou que o Camerlengo, cardeal Farrell, fez no sábado, o sorteio dos quartos na Casa Santa Marta. Foi lembrado que alguns desses cardeais, ficarão na Casa Santa Marta Vecchia, que é vizinha. Os cardeais foram convocados para estar na Casa Santa Marta na tarde desta terça-feira, 6 de maio, mas podem chegar até antes da Missa Pro Elegendo Pontífice, que será celebrada às 10 hora de Roma da quarta-feira, ficando assim isolados do exterior.

Cardeal Steiner em sua paróquia em Roma pede orações pelo Conclave

No III Domingo da Páscoa, dia em que o Colégio Cardinalício não realizou congregação geral, os cardeais celebraram a eucaristia em suas paróquias de Roma. O Papa confia uma igreja romana a cada um dos cardeais. O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), celebrou na paróquia de São Leonardo da Porto Maurizio. Pedro, tu me amas? Na homilia, o cardeal Steiner destacou três pensamentos. No Evangelho, ele se referiu à pergunta de Jesus a Pedro por três vezes: “Pedro, tu me amas?” Uma pergunta que leva a estabelecer uma relação profunda, refletiu o arcebispo de Manaus. “Podemos entender como cada vez mais Deus pergunta se nós o amamos, não porque duvida do nosso amor, mas para nos lembrarmos e aprofundarmos, correspondermos a este amor que veio da Cruz. É um amor tão grande, que é tudo”, disse o arcebispo. Ele lembrou que “estamos no tempo da Páscoa e esse é o primeiro pensamento, cada vez que perguntamos a Deus, Deus nos ama, eu te amo, como Ele me ama, com a mesma liberdade, com a mesma intensidade, com a mesma profundidade”, sublinhando que “Deus nos faz a nossa vida, quando Ele nos chama a amar”. O segundo pensamento que o cardeal destacou “é da segunda leitura da Bíblia, é belíssimo. Quando fechamos os olhos e vemos a multidão, todos ali, a glória, o poder. Todos os crentes que disseram, confessaram o amor de Deus. Quantas vezes Deus não perguntou a esses homens, a essas mulheres, que estão agora na eternidade, participando intensamente da vida de Deus, mas eles peregrinaram neste mundo, como fazemos nós. Deus também nos pergunta, tu me amas?”. Para isso, se faz necessário nos abaixar diante dos outros. Segundo o cardeal Steiner, “nós fazemos parte dessa multitude, a Igreja sempre falou da comunhão dos santos”, o que significa que não estamos sozinhos. Ele vê essa experiência de amar Deus e amar os outros como uma participação da Trindade”. O terceiro pensamento que ele destacou foi que toda Jerusalém percebia o anúncio da morte e da ressurreição de Jesus. Lembrando um pensador do Medioevo que diz que “Jerusalém não é uma cidade. Jerusalém é toda a vida do mundo, a nossa vida, o mundo é Jerusalém”. Ele destacou que todo o mundo sentia o anúncio da morte, afirmando que o amor é a morte ressuscitada pelo amor. Daí surge a pergunta “Tu me amas?”, dizendo que esse amor é uma participação do amor de Deus. A arquidiocese de Manaus A leitura do Livro dos Atos, levou o cardeal Steiner a pensar na arquidiocese de Manaus, com suas 1.300 comunidades, em uma diocese de 94.000 quilômetros quadrados. Uma realidade que lhe leva a se perguntar como poder levar essa bela notícia a todos, para que todos possam dizer amo a Deus. Isso lhe levou a pedir que nossa vida seja uma correspondência de amor. No final da celebração, o cardeal Steiner, um dos 133 que na tarde da quarta-feira entrarão na Capela Sistina para eleger o sucessor de Francisco, pediu orações pelo Conclave. Ele lembrou Papa Francisco, que “nos ensinou a viver o evangelho com alegria”. Um Papa que ele definiu como um homem de paz, um homem de esperança, um homem de Deus.

Um Papa que mostra que o Evangelho é sempre uma novidade

O cristianismo permanecerá vivo na medida em que as pessoas puderem descobrir a novidade que ele contém. Proclamamos alguém que está vivo entre nós, que não faz parte do passado, que nos abre para o presente e para o futuro como aquilo que nos leva a sonhar com a utopia de um mundo melhor para todos, todos, todos, com o Reino de Deus. A importância do Vaticano II Um Deus que se tornou mais compreensível para a humanidade com o Concílio Vaticano II. Foi nessa dinâmica conciliar que Francisco, o Papa dos deserdados da Terra, que nunca deu as costas aos pobres, exerceu seu pontificado. Esse é um legado pelo qual não devemos deixar de agradecer, pois tem sido um testemunho de autenticidade evangélica, que deve ser sempre um ponto de referência para a Igreja em qualquer momento da história. O grande desafio é responder às preocupações da humanidade, algo que Francisco tem feito em suas encíclicas, exortações e constituições evangélicas, mas também em suas homilias, discursos e em tantos momentos em que saiu do roteiro, que é onde o autêntico Bergoglio aparece. Um magistério que a Igreja, mas especialmente seu sucessor, deve continuar a promover ou, pelo menos, não deve deixar de levar em conta. Os últimos anos de seu pontificado foram marcados por seu firme compromisso com a sinodalidade, por seu chamado a olhar para o futuro, a ser corajosos, proféticos, uma qualidade que os cardeais pediram explicitamente para o próximo Papa nas congregações gerais, um Papa profético. Apostar na coragem que se sente quando se experimenta o impulso do Espírito, que nos leva a proclamar o Evangelho, com alegria e sem medo, como uma Igreja sinodal em missão. O batismo como sacramento fundamental Daí a necessidade de continuar em um caminho que tem como data marcante a Assembleia Eclesial convocada por Francisco para outubro de 2028. Seu sucessor é desafiado a encorajar esse processo, na prática, com um compromisso resoluto, sem ficar só em palavras. Mostrar que estamos diante de um caminho que tem como fundamento o Espírito que nos chama a viver em comunhão, a caminhar juntos, entendendo que o Batismo é o primeiro sacramento, o fundamento da vida cristã, independentemente do ministério que a Igreja confia a cada pessoa. Um Espírito que se revela quando, como e em quem Ele quiser. No final das contas, a Igreja é Mãe, e uma mãe sempre quer um futuro melhor para seus filhos, especialmente para aqueles que, por vários motivos, estão passando por momentos difíceis. Isso é o que pode construir a novidade que o futuro exige da Igreja. Está na hora de ela encontrar aquele que pode guiá-la, uma missão confiada aos 133 cardeais que entrarão na Capela Sistina na tarde de quarta-feira, 7 de maio, para eleger o sucessor de Pedro e Francisco.

Nona congregação geral: Um Papa profético e uma Igreja não fechada no Cenáculo

A quatro dias do início do Conclave, que começa na tarde de quarta-feira, 7 de maio, os cardeais participaram na manhã deste sábado, 3 de maio, da nona congregação geral. Estavam presentes 177 cardeais, dos quais 127 eleitores, e depois da oração, foi realizado o sorteio dos cardeais que irão acompanhar o cardeal Marx em suas funções durante o Conclave, sendo eleitos os cardeais Prevost e Semeraro, segundo informou o diretor da Sala Stampa vaticana, Matteo Bruni. 26 cardeais interviram neste sábado Bruni disse que na segunda-feira, no domingo não será realizada congregação geral e os cardeais devem celebrar missa nas paróquias de Roma onde eles são titulares, irão acontecer duas sessões na congregação geral, às 9 horas da manhã e 17 horas, no horário de Roma. Na nona congregação geral interviram 26 cardeais. Entre as temáticas destacadas pelo diretor da Sala Stampa a comunhão na Igreja e a fraternidade no mundo. Alguns cardeais recordaram com gratidão o Papa Francisco, citando frequentemente a Evangelium Gaudium e lembrando os processos iniciados pelo último pontífice. Foi falado de colaboração e solidariedade entre as igrejas, e sobre o serviço da Igreja e do Papa a favor da paz e do valor da educação. Uma Igreja luz do mundo Os cardeais pedem que o próximo Papa seja profético e que a Igreja não se feche no Cenáculo, mas que leve luz ao mundo que desesperadamente precisa de esperança, que conduz o Jubileu deste ano. Foram retornados alguns temas dos dias passados, como o da sinodalidade e da colegialidade, o olhar para o mundo, a sede e o interesse com que o mundo olha para a Igreja. Uma Igreja que vive no mundo, mas não no próprio mundo, com o risco de se tornar insignificante. Também tem sido falado de diálogo ecumênico e de missão. Aos poucos, os cardeais vão avançando em sua reflexão, fruto da escuta e do diálogo, em vista da eleição do sucessor de Francisco. Aos poucos vão se vislumbrando os rasgos que deveriam ser assumidos pelo próximo pontífice, uma dinâmica que marcou o rumo do conclave realizado em 2013.

Com a chaminé já instalada continuam os debates prévios em busca do novo Papa

Depois da pausa de 1º de maio, na manhã desta sexta-feira foram retomadas ascongregações gerais, com a participação de 180 cardeais. Deles 120 eleitores, dado que a grande maioria já está em Roma, só faltam 6 em fazer o juramento, os dois que já anunciaram não irão participar e mais quatro que ainda não chegaram em Roma. A chaminé instalada na Capela Sistina Tudo  isso no dia em que um dos grandes sinais do Conclave foi instalada, a chaminé por onde aparece a fumaça que anuncia o resultado das votações, foi instalada no teto da Capela Sistina, onde na tarde da quarta-feira 7 de maio, entrarão os 133 cardeais eleitores, que permanecerão isolados até aparece a fumaça branca, sinal tradicional de que o Papa tem sido escolhido. Foram duas horas e meia de reunião, segundo comunicou aos jornalistas o diretor da Sal Stampa vaticana, Matteo Bruni. O tema principal que foi abordado nesta sexta-feira foram os abusos sexuais e os escândalos financeiros, enfatizando que isso é um “contratestemunho”. Diante disso, foi enfatizado que deve ser encontrado o modo para superar “uma ferida aberta que tem que ser fechada”. Diversidade de temas abordados Os 25 cardeais que interviram também destacaram a evangelização como “centro do pontificado de Papa Francisco”. Igualmente foi partilhado sobre a “hermenêutica de continuidade” entre São João Paulo II e Francisco”, os jovens, o sofrimento da Igreja do Médio Oriente, procurar instrumentos mais eficazes de evangelização, das paróquias e comunidades até a Cúria vaticana, e dar passos que ajudem na busca do testemunho e da unidade. Igualmente, foi debatido sobre a vigência do Direito Canônico e sobre a sinodalidade, um dos grandes temas no pontificado de Papa Francisco. Foram destacados três aspectos com relação à sinodalidade: a colegialidade, a missão e o secularismo, sempre em vista da missão. Tudo isso antes de entrar em Conclave e se fechar na Casa Santa Marta, onde não tem quartos para os 133 eleitores. Será realizado um sorteio para determinar que irá se hospedar na chamada Santa Marta velha.