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Reunião dos secretários regionais na sede da CNBB, momento de partilha, estudo e aprofundamento, afirma Ir. Rose Bertoldo

A sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), acolhe de 11 a 14 de novembro de 2024 a reunião dos bispos secretários e dos secretários e secretárias executivos dos 19 regionais da CNBB. O Regional Norte1 está representado no encontro pela secretária executiva, Ir. Rose Bertoldo. A reunião iniciou com a acolhida do bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário executivo da CNBB, dom Ricardo Hoepers, e uma partilha sobre o processo sinodal vivido nos últimos anos, que realizou a Segunda Sessão da Assembleia Sinodal de 22 a 27 de outubro. O arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, que participou da Assembleia Sinodal como presidente do Conselho Episcopal Latino-americano e Caribenho (CELAM), relatou a experiência vivida no mês de outubro. Posteriormente, o bispo de Cristalândia (TO), dom Wellington de Queiroz Vieira, analisou os desafios atuais para a Evangelização na Igreja no Brasil. Os participantes do encontro refletiram sobre os aspectos bíblicos, teológicos e pastorais do Jubileu da Esperança, com a assessoria do bispo auxiliar de Vitória (ES), dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, e do bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), dom Antônio Luiz Catelan Ferreira, que foi seguido por um tempo de partilha em grupos, onde foram colocadas as propostas existentes nos regionais para 2025, em vista da vivência cotidiana do Jubileu nas dioceses e prelazias. Igualmente, a diretora das Pontifícias Obras Missionárias, Ir. Regina da Costa Pedro, falou sobre os Projetos Missionários. O encontro tem sido oportunidade para conhecer e contribuir nas novas Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora da Igeja no Brasil, ainda em construção, sob a coordenação do arcebispo de Santa Maria (RS), dom Leomar Brustolin. Além das diversas questões internas abordadas, abordando o papel dos bispos secretários e dos secretários e secretárias executivos, que realizam a articulação e levam para as dioceses e prelazias tudo aquilo que vai sendo realizado pela CNBB, está sendo debatido sobre a Campanha da Fraternidade, a Campanha para a Evangelização ou a COP 30, que será realizada em Belém (PA), em novembro de 2025. Segundo a secretária executiva do Regional Norte1, Ir. Rose Bertoldo, “está sendo um encontro de muita partilha, de estudo, de aprofundamento”. A religiosa destaca “toda essa dimensão da organização interna da CNBB, com um destaque para a questão contável e administrativa”. Igualmente, ela disse que “estamos fazendo uma partilha das realidades dos regionais, aquilo que durante o ano foi realizado com mais incidência”. A Ir. Rose Bertoldo destacou a comunhão e ajuda que existe entre os secretários e secretárias executivas, afirmando que “na própria partilha, na acolhida da missão que cada uma e cada um realiza nos regionais”. Segundo a religiosa, é de grande importância “ter presente na caminhada de todos e ter essa visão geral da Igreja do Brasil. Para a gente, que está lá no Norte do Brasil, ter também esse olhar para os demais regionais”. Que estejam presentes na reunião os 19 regionais, “tem um significado muito profundo, pois a gente percebe os esforços que todos os regionais estão fazendo para essa vivência da unidade na diversidade de cada regional”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Fotos: CNBB Nacional

68 padres participam do Encontro Regional de Presbíteros Norte1

O Centro de Treinamento de Lideranças da Arquidiocese de Manaus, Maromba, acolhe de 11 a 15 de novembro de 2024 o Encontro Regional de Presbíteros do Norte 1, “um momento de formação, fraternidade e troca de experiências entre presbíteros das diversas dioceses e prelazias do nosso regional”, segundo o padre Danilo Monteiro de Oliveira, da prelazia de Itacoatiara. Os 68 participantes irão refletir sobre o tema: “Presbíteros na Amazônia, desafios e missão para uma ecologia integral”, e contará com a assessoria do bispo da diocese de Braganca- PA, dom Raimundo Possidonio Carrera da Mata. O encontro iniciou com uma celebração eucarística no Seminário Arquidiocesano São José, presidida pelo arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, e concelebrada pelo bispo de Parintins, dom José Albuquerque de Araujo, que acompanha a Pastoral Presbiteral no Regional Norte1 e o bispo auxiliar de Manaus, dom Zenildo Lima. Segundo o padre José Domingos Barão, o Encontro Regional de Presbíteros é “momento de grande significado para nós, servidores da Igreja de Deus nesta terra amazônica”. O padre da arquidiocese de Manaus destacou que “este é um tempo precioso para nos conhecermos mais profundamente, refletirmos juntos e compartilharmos nossas histórias, nossos desafios, nossos sonhos e nossa missão”. Ele insistiu em que “somos chamados a renovar em nós o espírito de comunhão, a caminhar juntos, a nos apoiarmos como irmãos, edificando uma Igreja cada vez mais sinodal, que abrace o rosto e o coração da Amazônia”. Igualmente, o padre José Domingos pediu “que este encontro nos inspire a sermos testemunhas vivas de unidade e de serviço, fortalecidos na missão e na fraternidade”, e que “unidos, sigamos, com coragem e alegria, no caminho de uma Igreja com o rosto amazônico, a serviço da vida, da justiça e do Evangelho de Cristo”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Comissão do Regional Norte 1 reúne para formar Multiplicadores para a Campanha da Fraternidade 2025

Na sexta-feira (8/11), a comissão do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) esteve reunida na sala Nhá Chica, na Cúria Metropolitana de Manaus para discutir os primeiros passos sobre a Campanha da Fraternidade de 2025 que vai avivar o tema para as dioceses e prelazias do regional Norte 1 da CNBB. No encontro, Rosana Barbosa, que faz parte da Comissão de Ecologia Integral da Arquidiocese de Manaus e o padre Alcimar Araújo, vice-presidente da Cáritas Arquidiocesana e assessor das Pastorais Sociais, que participaram do Seminário Nacional de Campanhas sobre a CF 2025 que ocorreu na Casa Dom Luciano, no mês de setembro, em Brasília (DF), aprofundaram as primeiras ideias para tratar o tema voltado a Ecologia. De acordo com irmã Rose Bertoldo, secretária executiva do Regional Norte 1, explicou que nesse primeiro momento, a comissão inicia o processo de formação: “A ideia é capacitar multiplicadores para poder contribuir nas formações nas nove igrejas que fazem parte do Regional Norte 1. Então esse é o primeiro passo que damos no caminho do Campanha da Fraternidade 2025”, explicou a irmã Rose. O Texto-Base para o ano que vem reflete o fundamento que sustenta o caminho da Campanha da Fraternidade. De acordo com o tema “Fraternidade e ecologia integral” e o lema “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31), o texto evoca a inter-relação entre o Criador e toda a criação, destacando o ser humano como protagonista do cuidado. A ele foi dada a missão de guardião responsável pela Casa Comum, na qual, dentro de uma cosmovisão integradora, se devem conjugar as dimensões ambiental, antropológica e teológica. Ao longo dos anos, essa será a nona vez que a Campanha da Fraternidade irá tratar o tema central sobre a questão ambiental. O objetivo é chamar a atenção sobre a situação das mudanças climáticas que, na sociedade, necessitam de conversão, em vista do bem de todos de “promover, em espírito quaresmal e em tempos de urgente crise socioambiental, um processo de conversão integral, ouvindo o grito dos pobres e da Terra” (Objetivo Geral da CF 2025). Os elementos da identidade visual A identidade visual da Campanha da Fraternidade 2025 é de autoria do Paulo Augusto Cruz, da Assessoria de Comunicação da CNBB. Nela estão representados os seguintes elementos: São Francisco de Assis Em destaque no cartaz, São Francisco de Assis representa o homem novo que viveu uma experiência com o amor de Deus, em Jesus crucificado, e reconciliou–se com Deus, com os irmãos e irmãs e com toda a criação. Esta reconciliação universal ganha sua maior expressão no Cântico das Criaturas, composto por São Francisco há precisos 800 anos. O recorte é da obra do período barroco “Êxtase de São Francisco de Assis”, de Jusepe De Ribera.  A cruz No centro, a Cruz é um elemento importante na espiritualidade quaresmal e franciscana. No cartaz, ela recorda a experiência do Irmão de Assis com o crucifixo da Igreja de São Damião, em Assis, na Itália, onde Francisco ouviu o próprio Cristo que falava com ele e o enviava para reconstruir a sua Igreja. No início, Francisco entendeu que era a pequena Igreja de São Damião. Mais tarde, compreendeu que se tratava de algo bem maior, a Igreja mesma de Deus. A natureza A araucária, o ipê amarelo, o igarapé, o mandacaru, a onça pintada e as araras canindés, representam a fauna e a flora brasileiras em toda a sua exuberância, que ao invés de serem exploradas de forma predatória, precisam ser cuidadas e integradas pelo ser humano, chamado por Deus a ser o guarda e o cuidador de toda a Criação.  As cidades Os prédios e as favelas refletem o Brasil a cada dia mais urbano, onde se aglomeram verdadeiras multidões num estilo de vida distante da natureza e altamente prejudicial à vida. Cada um de nós, seres humanos, o campo, a cidade, os animais, a vegetação e as águas fomos criados para ser, com a nossa vida, um verdadeiro “louvor das criaturas” ao bom Deus.  A colagem O uso do estilo de colagem é uma escolha artística e simbólica. A técnica possibilita a união de elementos diferentes em uma única composição, refletindo a diversidade e a interligação entre tudo o que existe, entre toda a Criação. A escolha do estilo também faz referência à Ecologia Integral, onde todos os aspectos da vida – espiritual, social, ambiental e cultural – são considerados e valorizados. Flávia Horta – Arquidiocese de Manaus

Cardeal Steiner: “A esmola pode ser pequena, insignificante, mas é expressão do nosso amor na fragilidade”

No 32º Domingo do Tempo Comum, o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), cardeal Leonardo Ulrich Steiner, iniciou sua reflexão destacando que a primeira leitura “nos indicava o caminho que a Palavra de Deus deseja percorrer, o horizonte a iluminar do caminho, o sentido dos nossos dias. Uma vida que se oferta, uma vida de confiança.” No texto aparece “o profeta que pede a uma viúva água e pão, no tempo da desgraça, da seca, da pobreza”, explicitando que “naquele tempo a condição da viúva, assim como a do órfão, era de desprezada, vilipendiada e, se fosse estrangeira, era duplamente menosprezada aos olhos do povo. Primeiramente, porque, não tendo varão, nada valia, pois não tinha quem a sustentasse ou apoiasse. Em segundo lugar, por ser estrangeira era excluída do ‘povo eleito’. E é justamente a essa mulher estrangeira, vil, desprezada e marginalizada, que Deus envia seu profeta. É a ela que o profeta pede e recebe.” “A viúva pobre pelo menos tinha um filho, mas estava por esperar a morte depois de cozer a última poção de farinha e óleo. O tempo é de grande seca, escassez de água, trigo, farinha, pão e azeite. Mas, a secura e a fome advinham de Israel ter-se voltado aos ídolos, para Baal, o falso senhor da fertilidade, divindade de origem cananeia, traindo assim a fidelidade esponsal com o seu Deus”, conta igualmente o texto do Primeiro Livro dos Reis. “Mas a viúva de Sidônia, mulher fenícia, mesmo na aflição, confia na palavra do profeta, vai e serve o estrangeiro, lhe dá tudo o que tinha para comer. Na sua confiança e entrega, no seu desapego e cuidado para com o estrangeiro, a sua vida se transforma, encontrar sentido, horizonte para caminhar no tempo da secura e da pobreza”, destacou, citando o texto bíblico. Segundo o arcebispo de Manaus, “a viúva que na sua generosidade socorre, é socorrida; na sua gratuidade, gratuidade recebe”. “Na viúva estrangeira e desprezada, o profeta encontra a fé que não encontrara em Israel; um sinal de que a fé não é, por princípio, um fenômeno particular, restrito a determinados indivíduos, comunidades e povos. A fé é um vigor gratuito que verte do, ou no, coração de toda a pessoa, em toda a humanidade, tocada por Deus. Do abismo das possibilidades da vida, a fé pode emergir sempre de novo e em todo o lugar, ali onde se acende a centelha da graça da ‘boa-vontade’, da vontade boa, per-fazida, da bem-querência”, disse o cardeal Steiner. Ele lembrou que a fé dessa mulher será recordada por Jesus com certa comoção no Evangelho de Lucas, ao ser rejeitado em sua terra, Nazaré. Diante disso, lembrando as palavras de Fernandes e Fassini, o cardeal afirmou: “Quanto podemos aprender com a viúva que serve o profeta na confiança de sua palavra.” “O Evangelho ilumina admiravelmente a generosidade da transparência da viúva”, ressaltou o presidente do Regional Norte1. Segundo ele, “Jesus mesmo é despertado, pois admirado com a grandeza suave e cândida de uma mulher sem nada, mas que oferece a sua oblação. Jesus sentado defronte do cofre das esmolas, ‘observa como o povo deitava a esmola; muitos ricos depositaram grandes quantias’. A pobre viúva, delicadamente oferta duas pequenas moedas, a menor moeda romana no tempo de Jesus. O gesto percutiu de tal forma que Jesus sentiu necessidade de mostrar aos seus discípulos a transparência da oferta. É a mesma alegria que o seu Coração experimenta quando nos entregamos a Ele totalmente”, disse o cardeal Steiner, citando a São Gregório Magno.  “Por isso, admirado e comovido, chama os discípulos e confessa: ‘esta pobre viúva deitou mais do que todos os que lançaram no cofre; Porque todos deitaram do que tinham em abundância; ela, porém, pôs, da sua indigência, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver’”, lembrou o cardeal. Ele destacou que “Jesus sabia que uma viúva era a última, aquela que nada tinha, aquela que perdia, quase sempre, até os filhos. Se existia alguém que era pobre-pobre era a viúva. Colocar duas moedas sem valor não era grande coisa. Mas, Jesus observa que ela colocou o seu sustento, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver. Deu tudo o que não poderia dar. Deu de si, deu-se a si mesma.” “A medida da viúva foi calcada, sacudida, transbordante. Nós diríamos gratuita. Como não tinha o que dar, deu aquilo que não tinha. As moedas sem valor é o que ela não tinha. O seu amor era tão grande, ela era desejosa de dizer que O amava que deitou o que não tinha. Talvez, dissesse silenciosamente: Senhor, nada tenho! O que sou te dou: pobre, deserdada, viúva. Como só tenho a Ti, eis-me aqui, aceita-me com o nada dessas duas moedas. Soltura de confiança, por isso de gratuidade!”, afirmou o arcebispo de Manaus. Santo Agostinho, lembrou o cardeal Steiner, “nos ensina que a viúva fez a oferenda do amor, com uma grande confiança na Providência divina, e Deus recompensou-a com certeza ainda na vida aqui na terra”, citando o texto do Sermão 107: “Eles ofertaram muito do muito que tinham, ela deu tudo o que possuía. Tinha muito, pois tinha Deus no seu coração. É mais possuir Deus na alma do que ouro na arca. Quem deu mais do que essa pobre viúva que não reservou nada para si?”, sublinhando que “nada restou, tudo entregou, deu-se a si mesma na confiança do amor.” Segundo o arcebispo, “na oferta de si mesma, a viúva nos faz volver nosso olhar para o mistério da entrega na cruz. Deus que em Jesus se oferece, sem reservas, sem se recusar, dá tudo para que nos sintamos amados e salvos. Deu-se a si mesmo para que pudéssemos participar do seu amor redentor. Como a viúva que na sua aparência e socialmente é uma pessoa abandonada, frágil, vulnerável, às vezes angustiada devido à pobreza e penúria que vive, só e abandonada, assim Jesus que na cruz grita, porque angustiado, abandonado. No entanto, busca consolo e…
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Encontro Formativo Nacional da Pastoral Familiar em Manaus, “para estudar os desafios da evangelização da família”

Manaus acolhe de 08 a 10 de novembro de 2024 o Encontro Nacional de formação da Pastoral Familiar, com representantes dos diversos regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O tema do encontro, segundo os coordenadores da Pastoral Familiar no Regional Norte1 da CNBB, Antônio Ronildo Viana dos Santos e Rosenilda Azevedo Ferreira, é “Os desafios da evangelização da família na perspectiva familiar”. O casal coordenador considera “muito importante essa reflexão”, destacando igualmente que o Regional Norte1 está acolhendo essa formação em Manaus. Uma oportunidade para que aqueles que têm chegado de todos os cantos do Brasil possam “conhecer as nossas realidades e passem a ter convivência conosco”. Igualmente, foi colocando que “nesse momento de partilha, nesse momento em que nosso assessor está refletindo sobre a temática, nos ajuda muito posteriormente para nossa caminhada”. Do encontro participa, além da coordenação nacional da Pastoral Familiar, o bispo da diocese de Coari e referencial da Pastoral Familiar no Regional Norte1, dom Marcos Piatek. Igualmente foi destacada a presença do arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, que ajuda a avançar “nessa troca, nesse compromisso do Regional Norte1 com a Pastoral Familiar”. O encontro é “oportunidade para refletir, para estudar os desafios da evangelização da família”, segundo o bispo de Ponta Grossa e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom Bruno Elizeu Versari. Uma oportunidade para descobrir “como chegar às famílias para evangelizar em um mundo marcado pela internet, em um mundo marcado pelos desafios da correria, um mundo marcado pelo desafio da educação dos filhos, um mundo marcado pelo acético, onde as pessoas deixam de acreditar em qualquer forma de organização, mesmo na Igreja, e começam a se isolar”. Diante dessa realidade, o bispo de Ponta Grossa sublinhou que “a Pastoral Familiar é uma pastoral de encontro, a Pastoral Familiar é uma pastoral que promove a família“. Ele insistiu em que “precisa estudar para fornecer subsídio, fornecer material formativo para os cassais caminharem com mais segurança, caminhar com mais firmeza nesta proposta, desde ajudar os jovens que desejam constituir família no sacramento do matrimónio, também na educação dos filhos, na formação religiosa, na formação da família, para a educação da fé das crianças”. “É um mundo amplo, é uma realidade diversificada que a família vive, e neste ambiente é que a Pastoral Familiar busca trabalhar, falar do Evangelho, anunciar a beleza do matrimónio, anunciar a beleza de viver na família, dizer que vale a pena se casar para ser santo, como um convite a buscar e viver a santidade”, disse dom Bruno Elizeu Versari. Segundo ele, esse encontro é para “ajudar os casais a se fortalecer naquilo que é propósito da Pastoral Vocacional, para que eles sejam multiplicadores, agentes nos regionais deles”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Encontro Pastoral Diocesano da Diocese de Alto Solimões: Igreja Sinodal que Caminha na Esperança

A diocese do Alto do Solimões realizou o encontro pastoral diocesano de 4 a 7 de novembro de 2024 na cidade de Tabatinga, Brasil.  O encontro teve como tema principal: “Igreja Sinodal que Caminha na Esperança”, e como lema: “Acolhei a todos no Senhor de maneira digna, como convém aos Santos” (Rm 16,2) Durante quatro dias, todos os agentes pastorais das diferentes paróquias da diocese do Alto do Solimões se reuniram para identificar, estudar e consolidar os ministérios de cristãos leigos e leigas para contribuir com a liderança, experiência e missão de nossas comunidades.  Para atingir esse objetivo, cada paróquia teve um trabalho prévio para identificar os ministérios que já estão sendo exercidos e os que estão de fato sendo desenvolvidos. Além dos ministérios que a Igreja reconhece nos leigos como Catequistas, Ministros da Palavra e Ministros da Eucaristia, foram identificados de forma geral na diocese do Alto do Solimões: ministérios para o serviço de liderança de comunidades, ministérios para a vida de fé das comunidades, ministérios para o cuidado da casa comum, ministério da construção, ministério da inculturação, ministério da recepção com ênfase na juventude. Dom Adolfo Zon convidou a discernir e exercer os ministérios com formação adequada e, assim, poder instituí-los para o bem da Igreja local. O encontro pastoral não foi apenas um espaço para identificar os ministérios que estão sendo exercidos, mas também um momento de formação especialmente nos temas da sinodalidade, ministérios leigos, Comunidades Eclesiais de Base e cuidado de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis. Celebrações de grande importância foram abordadas, como o Jubileu da Esperança para o próximo ano e o jubileu diocesano por conta dos 115 anos de Igreja local. Também as diversas atividades pastorais foram planejadas tanto em nível diocesano quanto paroquial em um calendário comum. Este encontro pastoral da diocese do Alto do Solimões é um importante evento eclesial para a avaliação, programação, projeção e execução das diferentes atividades pastorais que ajudam esta Igreja local a caminhar com sentido sinodal, com atitude de acolhimento e com a firme esperança no Senhor que não desilude. Diocese de Alto Solimões

II Assembleia Avaliativa da Diocese de Borba: Uma Igreja Sinodal, comunhão, participação e missão

A diocese de Borba realizou de 04 a 06 de novembro de 2024 a II Assembleia Avaliativa, com o tema “Uma Igreja Sinodal, comunhão, participação e missão“. O ponto inicial foi a formação dos secretários paroquiais sobre o sistema “Cúria on line”.  O bispo diocesano dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, alinhou  as metas para o ano de 2025 junto aos participantes, bem como avaliou a caminhada missionária. Posteriormente, o assessor Ademir Jackson destacou que a diocese de Borba estará completando seus  dois anos de instalação.  Em suas palavras, o bispo diocesano ressaltou que Deus realizou através de nós os feitos de uma diocese ministerial, pois somos os seus instrumentos. A busca pela memória, o sentimento de gratidão, o empenho e a dedicação do povo-igreja. Dom Zenildo também frisou a máxima de que “Reinar é servir”, em comunhão com o Sínodo que encerrou em Roma. Logo, animados no processo com o apelo do Papa Francisco,  “A igreja não fique sentada, não seja muda, não seja cega.” Diante disso, o bispo questionou “Como fazer?”, respondendo que “Com esperança!” Foram  dias de intensa formação e partilha. As metas articuladas pelas quatro Foranias desta diocese foram feitas atendendo a necessidade de cada setor, coordenação de pastoral, foranias, organismos, paróquias, áreas missionária e as instituições. As ações e propostas para cada organismo eclesial estarão compondo o Calendário Diocesano do Ano de 2025.  O evento chegou ao fim após a leitura da Ata e a Celebração Litúrgica de Envio para os Leigos e leigas, missionários e missionárias envolvidos nos carismas evangelizadores desta igreja em saída. Viva o Espírito Santo que impulsiona o Povo de Deus para uma Igreja Sinodal e Ministerial! Diocese de Borba

5 Seminaristas da Arquidiocese de Manaus são admitidos às Ordens Sacras

No dia 5 de novembro de 2024, a Capela do Seminário São José acolheu um momento especial para a Arquidiocese de Manaus: a admissão de cinco seminaristas entre os candidatos às ordens sacras. Arlison Lima, Gerson Santos, Geovane Batista, Luiz Humberto e Natanael Oliveira deram mais um passo importante em sua jornada vocacional, confirmando o chamado ao presbiterado e ao serviço do Evangelho. Durante a Santa Missa, presidida pelo Cardeal Arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Ulrich Steiner, e concelebrada pelos bispos auxiliares Dom Zenildo Lima e Dom Hudson Ribeiro, além da equipe formativa e outros quatro sacerdotes, os seminaristas foram acolhidos com palavras de incentivo e uma profunda reflexão sobre a missão a que são chamados. O Evangelho de Lucas 14,15-24, proclamado na celebração, recordou-lhes a importância de responder ao convite generoso de Deus, que os chama a trabalhar pela vinha do Senhor. Cada um dos seminaristas vem de uma comunidade eclesial particular: Geovane Batista e Luiz Humberto da Área Missionária São Lucas; Gerson Santos da Paróquia São Pedro Apóstolo, em Manaquiri; Natanael Oliveira da Área Missionária Santo Antônio do Samaúma; e Arlison Lima da Paróquia Santo Afonso. Todos estão no primeiro ano da etapa da configuração, dedicando-se aos estudos teológicos e aprofundando sua espiritualidade presbiteral. Para Geovane Batista, que viveu intensamente esse momento, a admissão às ordens sacras tem um significado profundo. “Hoje, de forma especial, fui um dos que foram admitidos. Cada passo que damos no processo formativo da caminhada seminarística tem seu sentimento único. Quando eu entrei no seminário, vi que o caminho era longo; hoje, ao dar esse passo, percebi que já não está tão distante assim, e que aquilo que era um sonho chega mais próximo de se tornar realidade…” Geovane expressa ainda o valor de sua experiência pastoral no município de Careiro da Várzea, na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde vê em cada desafio a imagem do Bom Pastor que se entrega ao cuidado do rebanho. “A realidade em que o povo (ovelhas) lá se encontra, me ajuda a entender esse sentido do Bom Pastor. Diante da realidade da seca do Rio, merecem uma atenção maior. Mesmo com a dificuldade do acesso, nunca me senti intimidado, mas sim desafiado.” Este rito de admissão marca o compromisso público dos seminaristas de seguir o caminho do Senhor, com fidelidade e humildade, tornando-se sinais vivos de Sua presença. Que toda a comunidade arquidiocesana una-se em oração por esses futuros presbíteros, sustentando-os e incentivando-os nessa caminhada de serviço ao Reino de Deus. Luiz Fernando Levati, Seminário São José

Cardeal Steiner: Memória de mulheres e homens que deixaram-se iluminar pela alegria da vida nova anunciada

“A celebração de hoje une, de modo especial, a terra e o céu, céu e a terra: celebramos a todos os Santos”, afirmou o cardeal Leonardo Steiner na homilia da Solenidade de Todos os Santos. “Mulheres e homens que no seguimento de Jesus deixaram-se fecundar e transformar e agora participam do Reino definitivo. Mulheres e homens que estiveram a caminho e deixaram-se iluminar pela grandeza, pela alegria da vida nova anunciada, crucificada e ressurreta de Jesus Cristo”, segundo o arcebispo de Manaus. Segundo o presidente do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), “com a celebração de hoje somos animados a perseverar, a nos aproximar sempre mais da vida e graça do Jesus”. Comentando a primeira leitura, ele destacou que “o livro do Apocalipse nos despertava para a admiração”. O cardeal Steiner sublinhou: “marcados, pois bem-aventurados, felizes! Nas vicissitudes, injustiças, destruições da história, eles caminharam, permaneceram de pé, ‘combateram o bom combate’, passaram pela ‘grande tribulação’. E, nesse passar, permanecer na fidelidade, receberam o sopro do Espírito que purifica, pacifica, sacia, consola, alegra e eleva na perseguição. No marchar, caminhar foi-lhes dada a graça da comunhão na pureza do ser de Deus; abraçados e acarinhados, alcançaram a limpidez do ser no seu sentido ontológico. A multidão sem fim dos bem-aventurados, dos felizes no Reio do Céu”. O arcebispo de Manaus lembrou que “a Igreja celebra, memora, os irmãos e as irmãs que receberam a graça do caminho de seguir o Mestre Jesus. Celebramos e memoramos todos os discípulos e discípulas de Jesus que foram declarados santos e santas, mas igualmente memoramos e admiramos todos os que seguindo Jesus nos tormentos, no esquecimento, na humildade, no serviço, na misericórdia, foram fiéis até o fim. Fazemos memória das irmãs e dos irmãos que testemunharam a Jesus e o seu Evangelho numa vida humilde e escondida, acolhedora e recnciliadora e que, por isso, foram vistos e reconhecidos como santos e santas. Celebramos a realidade, realíssima da Comunhão dos Santos!” Bem-aventurados!, Felizes (hebraico ashrei)! Somos convidados a ser bem-aventurados, a ser felizes! Jesus no Evangelho, nos ensinando o caminho da felicidade. Somos bem-aventurados, felizes, quando percorremos o caminho, quando perseveramos no caminho. O olhar sempre voltado para o Reino de Deus. Percorrer o caminho do Reino. Andar (Ashar), conduzir por uma vida de bondade, de retidão. Santas e santos, os irmãos e a irmãos que percorreram, perseveraram na dinâmica da salvação recebida, sempre mais alimentados pelo Espírito do Reino de Deus”, segundo o cardeal Steiner. Citando o texto do Evangelho do dia: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, o cardeal Steiner lembrou que “um poeta hebreu nos diz que pobres de espírito, deveria ser compreendido como humilhados do sopro. Os humilhados (o termo hebraico ani, próximo de anav), os humildes, aqueles que na consciência pacificada de sua miséria e de seu nada herdam a mais eminente das graças divinas, o sopro sagrado, o Espírito Santo; o sopro presente na pessoa, na casa ou no templo em que mora Deus. Estes humildes e estes humilhados são as vítimas da convivência desastrada onde são rejeitados, injustiçados e vivem escondidos, mas vivem, não deixam de viver e sempre mais desejosos do sopro vivificador. São teimosamente viventes!” “À margem da sociedade reinante, eles são vocacionados para herdar o sopro sagrado, o que faz deles membros da comunhão escatológica anunciadora e obreira do mundo vindouro. Os humilhados, são teimosamente viventes, porque na sua finitude, na humanidade finita, justamente na fraqueza, continuam a confiar em Deus e a buscar a misericórdia benfazeja. Todos a caminho, de pé, iluminados pelo Reino vindouro, porque já presente e sopro do novo reino. O Reino anunciado por Jesus e nele plenificado. É caminho a percorrer, que os humilhados trilham, pois teimosamente caminham, estão de pé. E porque humilhados e desprezados, percebem que vivem do sopro do Espírito. Aquela, aquele, que se faz bem-aventurado, deixa-se, na maior humilhação, fecundar pelo sopro do Espírito. Bem-aventurado, feliz, advém do perseverar e caminhar na força e graça do Espírito”, lembrou o arcebispo inspirado nas palavras de André Chouraqui. “Bem-aventurados os humilhados! Jesus, não tem a crueldade de declarar bem-aventurados, felizes a multidão dos deserdados, dos condenados, torturados, mortos, como genocídio pelas legiões romanas porque se opunham à presença dominadora. O Jesus faz o convite de nos pormos a caminho e participarmos da vida do Reino, na vida ou na morte, na alegria ou na tristeza, na dança ou no sofrimento. Assim experimentamos o Reino que conduz na esperança, é a fraternidade, alargando o horizonte da vida do Reino. A bem-aventurança é Reino de Deus, na realização do reino”, disse o presidente do Regional Norte1. “Jesus a nos indicar um caminho a ser percorrido, uma disposição de buscar: vida nova. Ele a nos chamar para a transformação radical do Universo. Como um profeta a anunciar um novo céu e uma nova terra onde possa desabrochar, livre de toda a servidão, uma vida nova, a transfiguração da realidade, a completude do reino de Deus. Jesus a nos provocar a uma conversão radical, ao retorno à fonte de nosso ser. A nos provocar a estar a caminho sempre, de pé, na prontidão para eliminar a raiz de tudo o que impede, trava o sopro, o impulso do sopro sagrado, criador e libertador de vida, o Espírito humilhado, o Espírito Santo”, sublinhou. Na segunda leitura, o cardeal Steiner disse que “São João a nos indicar a força, a beatitude dos daqueles e daquelas que continuam a caminhar, a estar de pé em meio a todas as aflições: ‘Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados de filhos de Deus! […] E nós já somos filhos de Deus, mas ainda nem sequer se manifestou tudo o que seremos’ (1Jo 1,1-2). Caminhar na esperança de nos encontrarmos face a face com Deus e de sermos transformados Nele, de sermos ‘cristificados’, ‘deificados’. No caminhar, no estar de pé é que nos torna santos, pacientes ou padecentes de sua Paixão…
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Na linha do Papa Francisco, Regional Norte1 avança no cuidado e proteção de crianças, adolescentes e vulneráveis

A Comissão Ampliada de Escuta e Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1) se reuniu vitualmente no dia 30 de outubro de 2024. Um encontro de grandes esperanças, segundo o bispo auxiliar de Manaus, dom Hudson Ribeiro, assessor da comissão. Ele disse “esperanças, no plural, porque de fato é a composição da esperança de cada um a partir daquilo que já foi realizado e vem se realizando e se realizará”. Uma cultura que deve ganhar força O bispo sublinha que “existe um empenho, existe um interesse, existe uma responsabilidade de fazer com que essa cultura do cuidado, essa proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis, ela ganhe força em cada diocese e em cada prelazia”. A reunião, muito proveitosa, cheia de esperança e de comprometimento, contou com uma boa participação e acolhida e foi momento para organizar o calendário de 2025 em nível de Regional Norte1. Estamos, segundo dom Hudson Ribeiro, diante de “uma construção de muitas mãos e de muitos corações, que nos dá muita esperança da gente avançar no cuidado de crianças e adolescentes no específico da forma de abuso, e acima de tudo abuso sexual”. O planejamento das formações para o próximo ano, contará com uma parceria com o Núcleo Lux Mundi, associado à Conferência dos Religiosos do Brasil e à CNBB, que vai realizar uma formação on-line duas vezes por mês, de fevereiro a junho de 2025, com as comissões das igrejas locais, em vista da formação da equipe e da contribuição nas atividades de prevenção. O programa perpassa a área bíblica, antropológica, psicológica e da legislação, com foco no Motu Próprio do Papa Francisco. Multiplicadores de prevenção A formação visa que aqueles que participem possam se tornar multiplicadores de atividades de prevenção e de maior articulação. Igualmente, está previsto um encontro presencial onde além do estudo e aprofundamento do Decreto, Regulamento e Manual de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte1, será usada a metodologia de trazer casos que foram encaminhados para na prática poder aprofundar e assim conseguir ter condições de atender os casos que chegarem das prelazias e dioceses. Segundo dom Hudson Ribeiro, “isso para nós é uma grande esperança porque é um trabalho articulado numa rede maior que exige esse trabalho, um planejamento construído não de agora, mas que vai se efetivar em 2025, calendário que a gente já organizou”. Cada igreja local, nas assembleias diocesanas e prelatícias que serão realizadas durante o mês de novembro, tratará essa temática em vista de avançar nesse caminho de cuidado e proteção. Junto com isso, as formações nas dioceses e prelazias acontecerão por categorias: presbíteros, diáconos, religiosas/os, catequistas, juventudes, atendentes paroquiais, colaboradores e colaboradoras, casas de formação, escolas católicas, entre outros em um processo contínuo de formação e prevenção. Primeiro Relatório Anual sobre Políticas e Procedimentos de Proteção na Igreja O trabalho realizado pela Comissão do Regional Norte1 está na linha do Primeiro Relatório Anual sobre Políticas e Procedimentos de Proteção na Igreja recentemente apresentado ao Papa Francisco, que tem como objetivo a “conversão para uma cultura de proteção”, em vista de “um compromisso de converter-se do mal e curar os feridos”. Os passos propostos são: conversão de afastamento do mal, verdade, justiça, reparações e garantias de não reincidência. O Relatório quer ser “um novo instrumento no compromisso da Comissão” e está dividido em quatro seções: A Igreja Local em Foco; a Missão de Proteção da Igreja nas Regiões Continentais; Políticas e Procedimentos de Proteção da Cúria Romana a Serviço da Igreja Local; o Ministério de Proteção da Igreja na Sociedade.   Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1