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Cáritas Brasileira inicia entrega de Kits higiene e prevenção à Covid-19 para povos amazônidas

O Projeto Ajuri pela Vida na Amazônia atende comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas no estado do Amazonas O projeto Ajuri pela Vida na Amazônia iniciou a primeira entrega dos kits de higiene e prevenção à Covid-19 para as 4.500 famílias cadastradas que são diretamente beneficiadas pelas ações do projeto, totalizando 22.500 pessoas atendidas. Essas primeiras entregas iniciaram dia 06/12 e acontecerão até o fim de dezembro. Nesta segunda fase, o projeto chegará a mais de 100 comunidades no contexto de vulnerabilidade social de nove municípios amazônicos: Coari, Tefé, Maraã, Alvarães, Fonte Boa, Juruá, Uarini, Itacoatiara e Parintins.  Na comunidade da Agrovila do Caburi, em Parintins, Francisca Rocha Sanches, beneficiária do projeto, afirma que o Ajuri tem ajudado a transformar a realidade do local. “Eu achei a iniciativa muito importante para gente que está participando do projeto e para a comunidade, principalmente dos educadores virem até nós para dar as devidas orientações e palestras que são bem interativas para conscientizar sobre a importância de lavar as mãos e o uso da máscara em todos os lugares que a gente vai”, declara.  Os kits, que estão sendo distribuídos nas regiões de abrangência do projeto, contêm álcool em gel, máscara facial de pano reutilizável, água sanitária e sabonetes, para incentivar a lavagem das mãos. As ações de entregas dos kits permanecerão pelos próximos quatro meses. De acordo com a consultora técnica da CRS para resposta de emergência, Anna Hrybyk, a promoção de higiene e prevenção à Covid-19 é uma prioridade de todo o projeto. “A prática de desenvolver atividades educativas tem como objetivo incentivar a lavagem correta de mãos, uso de máscaras, álcool em gel, entre outras orientações que são aliadas à vacinação, e por isso devem ser mantidas, mesmo depois que o ciclo de imunização estiver completo”. Água, saneamento e higiene Os/as educadores/as sociais também estão realizando nas comunidades a demonstração do uso correto da máscara, orientações de higiene e lavagem correta das mãos, baseadas nos cinco momentos críticos para lavar as mãos, assim como sobre o distanciamento social e a sensibilização para tomar as duas doses da vacina contra a Covid-19.  Além disso, o/as educadore/as sociais estão fazendo grupos focais com as populações indígenas, ribeirinhas, quilombolas e periurbanas para implementar as ferramentas de WASH (água, saneamento e higiene), a fim de identificar quais são os desafios e entendimento sobre percepção de enfermidades; pontos de contato; e motivos para lavagem de mãos.  Na primeira etapa desta edição do projeto, os/as educadores/as sociais foram até as comunidades para conhecer a realidade de cada família. A distribuição de cadastros para cada município seguiu o seguinte quantitativo: 1.068 novas famílias em Tefé; em Coari; 100 em Parintins; e 150 em Itacoatiara.  Ajuri Pela Vida na Amazônia O Projeto Ajuri pela Vida na Amazônia é desenvolvido pela Cáritas Brasileira, com financiamento da USAID – US Agency for International Development, e apoio da Catholic Relief Services. A execução do projeto acontece em parceria com a Articulação Norte 1, da Cáritas Brasileira, e com as Cáritas das Prelazias de Tefé e Itacoatiara e Diocesanas de Coari e Parintins. Atualmente, o projeto segue em sua segunda fase de realização, continuando com as ações de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus nos territórios do interior do estado do Amazonas. Essas práticas serão desenvolvidas em comunidades de nove municípios amazônidas (Coari, Tefé, Maraã, Alvarães, Fonte Boa, Juruá, Uarini, Itacoatiara e Parintins), através da orientação popular para promoção de higiene, distribuição de kits de higiene e prevenção, conscientização sobre a importância de adesão à vacina, bem como a sensibilização para a adoção à lavagem adequada das mãos como principal fator de prevenção eficaz contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), causador da Covid-19, assim como pode evitar outras doenças infecciosas, transmitidas por vírus ou bactérias. Isto é, uma ação que pode parecer simples, mas que pode salvar vidas.  Ao total, além das 4 mil famílias cadastradas na primeira edição do projeto, nesta segunda edição 1400 novos núcleos familiares serão beneficiados, correspondendo a um quantitativo de 22.500 pessoas atendidas diretamente pelas ações aplicadas por uma equipe multidisciplinar, como educadores, assistentes sociais, psicólogos e comunicadores. Equipe de comunicação Projeto Ajuri Pela Vida na Amazônia

Encontro Rede Clamor Brasil: Pensar juntos os próximos passos de uma Rede que ganha força

“Um passo importante para a consolidação da nossa Rede Clamor no Brasil”. Assim define o padre Agnaldo Junior, SJ, o encontro da Rede Clamor Brasil acontecido em São Paulo de 7 e 9 de dezembro de 2021. O encontro começou com uma troca de experiências com a Comissão de Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), momento para partilhar o planejamento estratégico da Comissão para os próximos dois anos e apresentar o que é a Rede Clamor e os passos que está dando no Brasil, buscando como caminhar juntos, dados os objetivos comuns que fazem referência à migração, refugio e enfrentamento ao tráfico humano. O padre Agnaldo Junior considerou este primeiro momento como algo importante, de conhecimento mutuo e busca para 2022 iniciativas comuns. Após um momento de mística, a análise de conjuntura, desenvolvida pelo padre Alfredinho Gonçalves, no dia 8, foi oportunidade para apresentar quatro cenários que tem a ver com os desafios enfrentados no dia a dia na missão que a Rede Clamor Brasil desenvolve. A dimensão econômica e tudo o que gira em torno do capital financeiro; a dimensão social, com a situação crítica que hoje vive o Brasil, com grande crescimento da desigualdade social e da fome; a dimensão política, a Covid, o negacionismo, que tem impactado na perda de vida e gerado um abismo relacional entre famílias, amigos, impossibilitando falar de política; e a dimensão religiosa, marcada pelo profetismo do Papa Francisco, a única voz líder no mundo, mas que nem sempre é seguido na prática. Os passos dados pela Rede Clamor no Brasil foram apresentados pela irmã Rosita Milesi, um caminho que surgiu em 2019 e que foi abordado em vista das estratégias e planejamento para 2022. No encontro também foi apresentado o vivido em referência com a migração forçada na Assembleia Eclesial da América Latina e o Caribe. A professora Márcia Oliveira refletiu sobre os desafios que fazem referência à temática da migração apresentados na Assembleia. Junto com isso foi abordado o Estatuto da Rede Clamor Latino-américa e Caribe, que está sendo elaborado. O encontro teve um momento de partilha com a Rede Clamor local de São Paulo, que deu a conhecer o trabalho que as diferentes realidades que fazem parte da Rede realizam em diferentes âmbitos e locais da capital paulista, mostrando, segundo o padre Agnaldo Junior, “como na cidade onde estamos várias organizações atuando, é possível sentarmos à mesma mesa, nos conhecermos e também avançar juntos em temas de incidência, em temas de vazios de proteção, em temas de não invisibilizar os outros”. O planejamento estratégico foi o trabalho do último dia do encontro, “levantando ideias, iniciativas, atividades e ações que podemos realizar no próximo ano como Rede Clamor”, segundo o padre Agnaldo. Após recolher as reflexões surgidas no encontro foi momento para elaborar um calendário e propostas de atuação para 2022. O jesuíta ressalta que “concluímos o encontro com a sensação bastante positiva de termos superado as adversidades para fazer esse encontro de forma presencial, o que nos possibilitou um diálogo, um nos conhecermos pessoalmente, e também pensar juntos os próximos passos da Rede Clamor no Brasil”. Com o encontro, “a Rede ganha mais força”, insiste, em vista da dar seguimento à caminhada da Rede. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Comissões e organismos da CNBB clamam “Em defesa da Amazônia”

“Em defesa da Amazônia” é o título da Mensagem (ver aqui) que no Dia Internacional dos Direitos Humanos tem lançado a Comissão Ecologia Integral e Mineração, a Comissão Episcopal para a Amazônia, a REPAM-Brasil, o Conselho Indigenista Missionário – CIMI, a Comissão Pastoral da Terra – CPT e a Comissão Brasileira Justiça e Paz. O texto começa afirmando que “a Amazônia está sendo atacada de modo frontal, organizado, apoiado também por diversas autoridades políticas”, relatando o que está acontecendo com a descontrolada expansão do garimpo ilegal ao longo do Rio Madeira em Rondônia e Amazonas, e o apoio a diferentes projetos de garimpo em terras indígenas no município de São Gabriel da Cachoeira, apoiados pelo General Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional e secretário-executivo do Conselho de Defesa Nacional da Presidência da República. Junto com isso, a mensagem denuncia “a ameaça inconstitucional de entregar metade de uma Terra Indígena já demarcada e homologada para agricultores não indígenas. O Território Apyterewa (PA), da etnia Parakanã, foi invadido há tempo por devastadores da floresta, apoiados pelos políticos locais”. Segundo o texto, “a aliança de poder e desmatamento, formada por grileiros, garimpeiros, grandes mineradoras e, sobretudo, o agronegócio, vem se reforçando cada vez mais dentro do Congresso Nacional”. Prova disso são os três Projetos de Lei, considerados “muito perigosos para o futuro do País: o PL 191 propõe a liberação da mineração e do garimpo, bem como a construção de usinas hidrelétricas, em terras indígenas; o PL 2159 propõe a “flexibilização” do licenciamento ambiental, permitindo uma simples “licença por adesão de compromisso”, auto declaratória; e o PL 510, da chamada regularização fundiária, anistia os desmatamentos e invasões ilegais de terras feitas até 2014. Citando o Papa Francisco: “Os interesses colonizadores que, legal e ilegalmente, fizeram – e fazem – aumentar o corte de madeira e a indústria minerária e que foram expulsando e encurralando os povos indígenas, ribeirinhos e afrodescendentes, provocam um clamor que brada ao céu”, pedem unir-se a este clamor: “se cuidarmos da Amazônia com sabedoria e visão de futuro, ela cuidará de todos nós”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

OAB homenageia a Igreja de Manaus com placa Dom Sérgio Castriani

O Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Leonardo Steiner, Padre Geraldo Bendaham; Frei Paulo Xavier, Irmã Santina Perin, a representante do Conselho de Leigos e Leigas Patrícia Cabral, a coordenadora de Jornalismo da Rádio Rio Mar Gecilene Sales e o jornalista Bruno Elander receberam a placa Dom Sérgio Castriani nesta quinta-feira (09), Dia Internacional de Combate à Corrupção. A honraria foi concedida pelo Comitê Amazonas de Combate à Corrupção (CACC), em reconhecimento aos serviços prestados nas eleições 2020. A cerimônia ocorreu na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Amazonas. A placa foi instituída em junho de 2021, após o falecimento de Dom Sérgio Castriani, um dos fundadores do Comitê. Para Dom Leonardo Steiner, a homenagem é, principalmente, uma forma de reforçar o legado de Dom Sérgio e a importância do Comitê. “É um Comitê muito importante no momento em que nós vivemos, está em jogo a questão da democracia, está em jogo a questão da ética, da justiça, da fraternidade. E temos tantas entidades que colaboram, que ajudam, isso é uma possibilidade de transformação. Essa comenda entregue de Dom Sérgio é significativa porque ele se empenhou tanto em criar este Comitê e nós somos muito agradecidos”, afirmou o Arcebispo Metropolitano de Manaus. O Comitê Amazonas de Combate à Corrupção Eleitoral possui três objetivos principais: a conscientização do eleitor sobre a importância de votar com responsabilidade e não trocar o voto por promessas ou vantagens; combater o uso do caixa dois nas eleições e qualquer forma ilegal de propaganda eleitoral; e propor políticas públicas aos governantes para resolver os problemas da sociedade e fiscalizar os atos da Administração Pública. O Comitê reconheceu a excelência da Rádio Rio Mar durante a cobertura jornalística das eleições municipais no ano passado, tanto na capital quanto no interior do Amazonas. A Coordenadora de Jornalismo, Gecilene Sales, parabenizou a inciativa. ”É um reconhecimento aos profissionais, não só às instituições, mas aos profissionais de comunicação que se utilizam da ferramenta que têm, no caso da Rádio Rio Mar dos microfones, para levar informação fidedigna aos nossos ouvintes. A população necessita de informação séria, uma isenção editorial e acho que esse papel é fundamental para que a gente possa informar a população com qualidade, principalmente com ética e tratando a informação como ela merece, de forma séria”, afirmou a Coordenadora de Jornalismo da Rádio Rio Mar. O coordenador de pastoral Padre Geraldo Bendaham, um dos homenageados, dedicou a placa que leva o nome de Dom Sérgio Castriani à uma população muito especial que resiste às tentativas de corrupção. “Àquelas pessoas pobres, simples da periferia, que não vendem o voto, são resistentes, elas têm esperança e acreditam ainda num mundo melhor, num mundo sem corrupção, onde a gente tenha pessoas de caráter, com responsabilidade, que pensam no bem comum. À essas pessoas que moram na periferia, que talvez a gente nem conheça de nome, pessoas sérias que não se deixam se vender, que não se alienam ou não deixam serem induzidas por qualquer conversa eleitoreira. Que essas pessoas continuem resistindo. Também foram homenageados advogados, contadores, administradores, economistas, promotores de justiça e representantes da Polícia Civil e Poder Judiciário. Ana Maria Reis / Rádio Rio Mar

Maria, rosto da Solidariedade que nasce em Deus

Remar juntos, ter consciência que estamos no mesmo barco, sermos solidários diante da necessidade dos outros… São atitudes que sempre devem estar presentes na vida de todo batizado, mas especialmente diante de momentos de grave dificuldade. A pandemia tem sido um tempo que marcou a vida de muita gente, o sofrimento tem se instalado na vida de muitas pessoas, que sofrem diante de uma realidade que atingiu a todos, mas especialmente os mais pobres. A Igreja católica tem mostrado nesse tempo o rosto da misericórdia de Deus, sua solidariedade diante de tantas situações de dor. Na Arquidiocese de Manaus, Caritas tem sido a caricia de Deus na vida dos vulneráveis. A solidariedade se faz realidade na prática, em pequenas ações que ajudam as pessoas a caminhar com as próprias pernas. Por isso deve ser valorizada a Feira da Solidariedade, que de 6 a 8 de dezembro realizou sua X edição. Tudo isso acontece em volta da festa de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do Estado do Amazonas e da Arquidiocese de Manaus. Maria, sempre atenta e serviçal diante das necessidades dos outros, se apresenta como modelo para quem quer ser fiel àquilo que Deus espera de nós, mostrar seu amor pela humanidade, especialmente pelos pequenos, pelos mais vulneráveis, por aqueles que a história coloca do lado de fora do caminho. Maria é referência de cuidado, uma atitude cada vez mais necessária na vida da humanidade diante de tanto sofrimento com que nos deparamos a cada dia. Em Nossa Senhora podemos destacar sua capacidade de assumir a vontade de Deus, mas também sua disposição para estar sempre atenta à necessidade dos outros. Maria é a intercessora diante do Filho de Deus, para quem sempre pede misericórdia para com aquele que passa por momentos de dificuldade. Esse viver em função dos outros nos ajuda a descobrir em Maria a presença daquela que desse modo se torna presença de Deus na vida da humanidade. A devoção a Nossa Senhora não pode ficar num sentimento, tem que ir além, assumindo suas atitudes na vida cotidiana. Quando a gente é devoto, deve sentir a necessidade de imitar, de se parecer cada vez mais com quem provoca devoção em nós. Superar um falso sentimentalismo e chegar num compromisso cada vez maior deve ser um caminho a ser trilhado em nossa vida como homens e mulheres de fé. Deixemos que o compromisso solidário se torne atitude presente na nossa vida, assumamos atitudes próprias daqueles que dizem querer caminhar com Deus, daqueles que estão dispostos a assumir sua vontade em sua vida. É tempo de testemunhas, que vão além das palavras, que com sua vida limitada mostram a grandeza que vem de Deus, permanentemente comprometido com a vida em plenitude para todos e todas. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1 – Editorial Rádio Rio Mar

Dom Leonardo: “Em Maria, nós encontramos respostas, nós nos tornamos pessoas mais disponíveis”

“O caminho da nossa relação com Nossa Senhora”. Isso foi o que Dom Leonardo Ulrich Steiner descobriu na Palavra de Deus no dia em que a Arquidiocese de Manaus celebrou a festa da sua padroeira. Ele fez uma reflexão em torno à Palavra, destacando como “por causa da fraqueza, por causa da nudez, por causa do rompimento”, Deus continua a buscar à Adão, lhe perguntando onde está. Dom Leonardo insistiu em que Deus não desiste, em que Deus continua a buscar, e que Ele nos encontra. Um continuar a buscar presente no Evangelho, onde aparece como “Deus continua na história a buscar a humanidade, o seu povo, a cada um de nós. Deus que em Maria nos busca, Deus que em Maria nos oferece a salvação”. Um Deus que “se manifesta na fraqueza, no pecado, na esterilidade, na velhice”. O arcebispo se perguntava por que Deus nos busca, encontrando a resposta na carta aos Efésios, onde aparece que “no Filho fomos adotados como filhos e filhas”, algo que nasce do fato de Maria ter aceitado. Ele insistiu em que as leituras da festa de Nossa Senhora da Conceição, que “abrem a perspectiva para olharmos para Nossa Senhora, e nela ver que Deus nos procura”. Dom Leonardo também destacou a resposta de disponibilidade, de prontidão, de quase medo, de insegurança, mas também o “eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra”. Recorremos a ela no momento da solidão, no momento da morte, porque “ela sempre nos mostra a Jesus”, segundo o arcebispo. Uma presença no meio das dificuldades, distorções, injustiças, violência, traição, política desastrada. Aí que com Maria dizemos eis aqui a serva, o servo do Senhor. O arcebispo convidou a “em Maria deixarmos gerar em nós o anunciador da paz”, da justiça, da fraternidade, da irmandade, insistindo em que “não traiamos a nossa fé, não nos afastemos de Maria, permaneçamos juntos porque ela nos indica o caminho da irmandade, da fraternidade”. Se pertencemos ao Reino que Jesus veio instaurar, “por que tanta necessidade, por que tanta gente passando fome no nosso meio, por que tanta gente dormindo nas nossas ruas”. Diante disso, afirmou que “em Maria, nós encontramos respostas, nós nos tornamos pessoas mais disponíveis”, chamado a que “deixemos que Deus nos procure”, também na nossa fraqueza. Finalmente pediu “que Nossa Senhora nos ajude a nos sentirmos procurados por Deus, desejados por Deus, mas também tenhamos a disponibilidade de Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor’. Nos sintamos todos irmãos e irmãs de Jesus, mas também sintamos irmãos e irmãs de Jesus aqueles que as vezes estão à margem do nosso olhar e muito mais à margem do nosso coração”.     Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

X Feira da Economia Solidária: dar visibilidade a projetos alternativos que geram vida

A Caritas Arquidiocesana de Manaus está realizando, de 6 a 8 de dezembro de 2021, na Praça da Matriz, a X Feira de Economia Solidária e Agricultura Familiar 2021. Segundo o diácono Afonso Brito, secretário executivo da entidade, “o objetivo da Feira é trazer os empreendimentos acompanhados pela Caritas Arquidiocesana de Manaus nessa área da agricultura familiar, da economia do artesanato, grupos de mulheres, grupos de jovens”. Junto com isso, ele destaca o empenho em dar visibilidade ao trabalho das pastorais sociais, presentes na Feira, além de trazer a Pastoral da Saúde, a Pastoral da AIDS, presentes todos os anos, que estão fazendo testes gratuitos de diferentes doenças, com grande aceitação entre os visitantes da Feira. Nesta X Feira são 45 barracas presentes, com todo tipo de produtos, desde o vestuário, produzido pelas mulheres, até os alimentos da Agricultura Familiar.   A Feira está ligada à festa da padroeira da Arquidiocese de Manaus, Nossa Senhora da Conceição. Como acostuma acontecer, o tema da Feira acompanha a temática da Festa da Padroeira. Neste ano, nos lembra o diácono Afonso Brito é: “Com Maria somos Sal da Terra e Luz do Mundo”. Ele ressalta a presença neste ano das Caritas das Dioceses de Parintins e Alto Solimões e da Prelazia de Tefé, além de outros empreendimentos, como a Rede Biriba, que abriga 10 empreendimentos. Durante a Feira tem acontecido apresentações culturais, com a presença de vários grupos, entre eles venezuelanos, indígenas, com uma presença muito destacada neste ano, também nas barracas, principalmente com o artesanato e outros produtos e remédios. O secretário executivo da Caritas também destaca a presença de um grupo de alunos do SENAC. Trata-se de mais um exemplo de economia popular solidária, um tema presente no Seminário prévio à Feira, realizado no sábado dia 4 de dezembro, no intuito de orientar e capacitar os agentes Caritas e empreendedores. O Seminário que versou em torno à Economia de Francisco e Clara contou com a assessoria da Irmã Michele Silva da Articulação Brasileira da Economia de Francisco e Clara, que ajudou a trazer para a realidade amazônica uma proposta que, surgida da juventude, pretende oferecer alternativas que ajudem a ter uma visão diferente da economia e deixar para trás a “economia que mata”, tantas vezes criticada pelo Papa Francisco. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Dom Tadeu comemora Jubileu de Prata Presbiteral na “certeza de ter construído uma vida feliz”

Uma celebração eucarística na Paróquia São José Operário Leste de Manaus foi momento de ação de graças pelo Jubileu de Prata de Dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos, bispo auxiliar de Manaus e Vice-presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que contou com a presença de salesianos, vida religiosa e presbíteros da Arquidiocese de Manaus, e do Arcebispo Metropolitano, Dom Leonardo Ulrich Steiner. Dom Tadeu começou sua homilia lembrando o pensamento de Dom Bosco, que pede aos salesianos “ser sinal e portador do amor de Deus aos jovens, às pessoas”. Segundo o bispo auxiliar de Manaus, “o amor de Deus por nós é uma questão fundamental para a vida e apresenta questões decisivas sobre quem é Deus e sobre quem nós somos”, lembrando assim as palavras com que iniciava seu ministério petrino o Papa Bento XVI. Ao celebrar o Jubileu de prata presbiteral, o bispo afirmou que “viver significa sermos amados”, lembrando à luz do Evangelho do dia, que “nos ajuda a entendermos o amor de Deus através do cuidado, desenvolver o cuidado sobretudo para com os pequeninos”. Dom Tadeu Canavarros afirmou que sua vocação sacerdotal nasce dentro da espiritualidade do Bom Pastor, lembrando seu lema sacerdotal “Ouro ou prata não tenho, mas o que eu tenho isso te dou”. Lembrando que foi questionado pelo bispo ordenante por aquilo que tinha para dar, ele respondeu que “a experiência de ser amado por Deus e desenvolver o cuidado para com todos”, lembrando sua caminhada vocacional, a importância e cuidado de sua família, e o vivido neste tempo, insistindo em ter “a certeza de ter construído uma vida feliz”, uma felicidade que ele alicerça em “amar, trabalhar e saber sofrer”. “Celebrar 25 anos de ordenação presbiteral é celebrar 25 anos de vocação, de chamado diário e de resposta positiva, fazendo próprio diariamente, assim como a Virgem Maria, o sim”, insistiu o bispo, que diz ter vivido “25 anos de diálogo entre Jesus e seu servo, entre o Sumo e Eterno sacerdote e seu ministro, entre a misericórdia de Deus e a gratidão do filho”. Olhando para trás disse contatar “a fidelidade, a perseverança, a dedicação, inclusive sofrimentos, o bem feito a milhares de pessoas, pensamentos, palavras e atos em favor do Evangelho, da Igreja e de tantos homens e mulheres”. Olhando para a frente disse ver a messe que espera a disponibilidade. Finalmente agradeceu a sua família, à Congregação Salesiana, à paróquia São José Operário que acolheu a celebração, à Arquidiocese de Manaus e seu arcebispo Dom Leonardo, à vida consagrada, aos amigos de perto e de longe, a todos que contribuíram com uma festa bonita. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Comissão de Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB: incidência e formação prioridades para 2022

Retomar o processo das ações realizadas nos últimos dois anos de missão da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a partir da conjuntura social e econômica. Esse foi o propósito da reunião realizada em São Paulo nos dias 6 y 7 de dezembro, onde participaram os bispos, padres, religiosas e leigos e leigas que fazem parte da comissão. Segundo Alessandra Miranda, articuladora da Comissão, estamos diante de uma realidade que “tem gerado ainda mais vulnerabilidade social e empobrecimento da população, tornando as práticas do tráfico de pessoas ainda mais evidentes entre as crianças, adolescentes e jovens, assim como mulheres e pessoas exploradas pelo trabalho escravo”. Segundo ela, “as tecnologias virtuais têm sido um elemento extremamente perigoso no recrutamento de pessoas para a exploração sexual e do trabalho”. Para os anos 2022 e 2023, a Comissão, que conta com a presença de Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, bispo da Prelazia de Itacoatiara, e da Ir. Rose Bertoldo, articuladora do Núcleo da Rede um Grito pela Vida em Manaus, priorizará o eixo de formação, através de atividades e oficinas nacionais e territoriais para capacitar multiplicadores e multiplicadoras para atuação nessas realidades. Junto com isso serão elaboradas estratégias de comunicação para incidência social e formação, assim como momentos nacionais de diálogos com o poder público e canais de denúncias e processos de formação com adolescentes e jovens. Enquanto às ações, elas estão baseadas na compreensão da dignidade humana e das potencialidades dos territórios, com foco na violência e exploração sexual, trabalho escravo, violação contra meninas e mulheres e migração. Desde a Comissão insistem em que para um melhor desenvolvimento dos trabalhos, serão de grande importância as articulações com redes eclesiais e da sociedade civil de enfrentamento ao tráfico de pessoas. Junto com isso, para a Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB, também é uma prioridade da comissão, seu fortalecimento organizacional e incidência para prevenção e enfrentamento das violações dos direitos, especialmente do tráfico de pessoas. Segundo Dom Evaristo Spengler, “a luta pelo direito à vida é a liberdade de todos os seres humanos não é tarefa de alguns escolhidos, mas uma exigência do Evangelho para todos os que creem em Cristo”. Para o bispo da Prelazia do Marajó e presidente da Comissão, “essa comissão junta-se ao sonho do Papa Francisco de que toda a Igreja, desde os cardeais, passando pelos bispos, padres, religiosos e religiosas, leigos e leigas, até o mais anônimo entre os fiéis, assuma a luta contra esse pecado que brada aos céus – a transformação de corpos em mercadoria para produzir lucro – que é o tráfico humano”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

Ir. Laura Vicuña Pereira Manso: Diante do sofrimento dos yanomami, “necessidade de a Igreja fazer ecoar essa voz”

Mais de 20 mil garimpeiros ilegais têm invadido a Terra Indígena Yanomami, no estado de Roraima, no extremo norte do Brasil. A consequência é um sofrimento que vai aumentando cada dia, com um perigo real de se tornar um genocídio. A Igreja católica tem se tornado uma das grandes aliadas dos povos indígenas, assumindo a necessidade de ecoar sua voz, segundo a Ir. Laura Vicuña Pereira Manso, agente pastoral do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), e representante dos povos originários na Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA). A religiosa denuncia nesta entrevista o que está atrás da situação que atinge ao povo Yanomami, mas também aos povos indígenas em geral, mostrando a importância que eles têm no futuro da Amazônia e do Planeta. Não podemos esquecer que eles são os grandes defensores da casa comum. Nos últimos meses, a situação do povo yanomami, em consequência da atuação dos garimpeiros, tem piorado cada vez mais, sendo relatadas situações que poderiam ser consideradas como um genocídio. Para alguém que conhece a realidade, como agente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), qual é realmente a situação do povo yanomami neste momento? A situação do povo yanomami é um continuo de violências e de violações de direitos. Se a gente for olhar historicamente, no ano de 1993, houve a chacina de Haximu, onde uma aldeia inteira foi exterminada, por conta de conflitos e invasão de garimpeiros na Terra Yanomami. Trago esse fato para exemplificar o contínuo de invasões que ocorrem na Terra Yanomami. Na verdade, as invasões, elas permaneceram de décadas passadas, e continuam até hoje, com o agravamento de violências, com o agravamento também dessa pandemia que ocorre em escala mundial, e ainda deixando em extrema vulnerabilidade esse povo. Isso ocorre nos últimos anos, sobretudo nos últimos três anos do atual governo, em que houve um recrudescimento da violência contra os povos indígenas. Houve uma legitimação da invasão dos territórios, e os invasores se sentiram muito mais fortalecidos e muito mais legitimados pelas falas e pelas posições do atual presidente, que abriu os territórios indígenas para que seja um espaço de exploração económica em todo o território brasileiro. Recentemente, Dom Erwin Kräutler, numa entrevista, analisando os resultados da COP26, disse que um dos grandes perigos do Brasil é considerar a Amazônia como algo exclusivo do país, sem a obrigação de dar satisfação do que acontece na Amazônia. Diferentes organizações, dentre elas a Igreja católica, através do CIMI, da CEAMA, da REPAM, está pressionando organismos internacionais. Por que é importante essa pressão e qual o papel que os organismos internacionais deveriam ter na defesa dos povos originários da Amazônia brasileira? A Amazônia, ela sempre foi tema de debate através das décadas, porque a Amazônia sempre foi também um território promissor e de avanço das fronteiras económicas. O Sudeste, o Centro-Oeste, são totalmente explorados e totalmente sendo espaço de grandes fazendeiros. Fica a Amazônia, que já em épocas passadas, no século passado, com as primeiras colonizações, sempre foi vista como uma terra onde se podia fazer dinheiro. Com essa ideologia, no decorrer dos tempos, se foi firmando essa postura de que a Amazônia é um espaço só do Brasil, e não como um espaço que é de toda a humanidade, por ser um dos biomas que inclusive controla toda a parte do clima em escala mundial. Todos os biomas se interconectam, mas a Amazônia, por ser essa grande floresta húmida, tropical, existente, nessa região do continente americano, e também por ser uma floresta que ela equilibra o clima em nível mundial, isso contraria os grupos econômicos que estão querendo avançar contra a Amazônia. É importante a pressão de organismos internacionais porque quem mantem a floresta em pé são os povos indígenas, são as comunidades tradicionais. E justamente, essas comunidades e os povos originários são muito violentados por terem um estilo de vida que mantem a floresta e o equilíbrio do Planeta, essa ecologia e integralidade que os povos têm no cuidado da casa comum. E isso contraria os grupos econômicos que veem a natureza, a floresta, a vida, só como mercadorias que podem ser compradas e vendidas. Essa relação dos povos originários, das comunidades tradicionais com o meio em que vivem, a terra como mãe, a água como vida, isso é um empecilho para esse tipo de desenvolvimento tecnocrata que mata tudo e que mata a vida. É justamente a pressão de organismos internacionais que vai chamar a atenção e que vai de fato ser essa voz que defende os povos que vivem na Amazônia. E a Igreja, com certeza, é uma grande aliada dos povos originários e dos povos amazônicos, sobretudo a partir do Sínodo da Amazônia, onde a Igreja reafirma o seu compromisso de ser aliada das lutas dos povos, na defesa da vida, da terra e dos direitos. Fala sobre um elemento importante, que é a Igreja como aliada dos povos originários, sobretudo a partir do Sínodo para a Amazônia. Realmente os povos originários experimentam e se sentem mais protegidos em consequência dessa aliança com a Igreja? Com certeza é uma aliança que defende a vida, que defende os sistemas próprios de vida de cada povo, porque nós temos no Brasil 305 povos, com sistemas próprios de vida, com culturas, com espiritualidades. Que um organismo, como é a Igreja católica, que valoriza, que respeita essa diversidade, e visibiliza para o mundo a grande riqueza e potencial dos povos originários e amazônicos, com certeza é um ganho muito grande. A gente gostaria de lembrar quando o Papa Francisco esteve em Puerto Maldonado, na abertura do Sínodo para a Amazônia, diante dos povos que lá estávamos, de vários países da Pan-Amazônia, o Papa Francisco pedia que a Igreja fosse essa voz que fizesse ecoar a voz dos povos indígenas e todo o sofrimento que os povos indígenas padecem na Amazônia, todas as violações e violências. O Papa Francisco afirmou que nunca os povos indígenas estiveram tão ameaçados, por conta dessas frentes econômicas. A partir dali a Igreja assume dar eco aos povos indígenas. Não falar pelos…
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