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Encontro das CEBs Regional Norte1 em Roraima: dar passos para o trabalho evangelizador da Igreja

A diocese de Roraima acolhe de 6 a 8 de setembro de 2024 o Encontro Regional das Comunidades Eclesiais de Base do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), com o tema “CEBs, Igreja da Amazônia – Casa do Encontro, da Acolhida e da Ministerialidade”, e o lema: “Acolhei a todos no Senhor, de maneira digna, como convém aos santos” (Rom 16, 20). Seguindo o método ver-julgar-agir, os quase 200 representantes das 9 igrejas locais que fazem parte do Regional Norte1, iniciaram os trabalhos na comunidade São Bento, paróquia São Jerônimo, em Boa Vista (RR), depois da acolhida do bispo local, dom Evaristo Pascoal Spengler, que acolheu a todos os assessores e representantes vindos das igrejas locais do Regional, e agradeceu a escolha de Roraima para acolher o encontro. O bispo desejou que este momento sirva para uma escuta sincera do Espírito que fala à nossa Igreja e fortaleça as pequenas comunidades de nosso Regional. Ele pediu que as CEBs sejam sempre mais lugares de encontro de “irmãos e irmãs”, fomentando os ministérios e a missão a partir da fé e da realidade que nos interpela. Seguindo a temática do encontro, o bispo auxiliar de Manaus e referencial das CEBs no Regional Norte1, dom Zenildo Lima, refletiu junto com os participantes sobre a Casa do Encontro e da Acolhida. Partindo das expectativas para o encontro, foi feita a memória das Comunidades Eclesiais de Base no Regional Norte1, identificando as dificuldades e possibilidades para momento, em vista de dar passos para o trabalho evangelizador da Igreja. Tudo isso, tendo em conta que as CEBs são casa de muitas gerações. A partir da imagem da casa, os participantes lembraram momentos marcantes em sua experiência de vida, de vivência da fé, de lutas. Dom Zenildo Lima perguntou: “Quando nossa casa se transformou e perdeu sua originalidade?”, algo que deve levar as CEBs a recuperar sua identidade. Com relação ao encontro, o bispo auxiliar de Manaus refletiu sobre os modelos de relação e os sujeitos implicados. Ele questionou: “Quem se encontra nesta casa?”, e junto com isso, “Quem está fora do encontro?”. Isso deu passo a uma abordagem da natureza do encontro e das atitudes que devem fazer parte do encontro: diálogo, interculturalidade e uma atitude decolonial. Em vista da Missão, a questão a ser resolvida é, segundo o bispo, “Para quem é esta casa?”. Na missão devem ser assumidas como tarefas a paz, a justiça e o cuidado da Casa Comum, destacou. Não podemos esquecer que “a comunidade dos seguidores de Jesus nasce como comunidade que se constrói a partir da casa”, segundo dom Zenildo Lima. Seguindo a proposta da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a paróquia deve ser entendida como comunidade de comunidades. O bispo analisou a história da primeira Igreja, que surge como Igreja doméstica, para posteriormente fazer a passagem de um cristianismo palestino itinerante para um cristianismo urbano sedentário, com comunidades que vão se estabelecendo onde existem os laços de relações, surgindo a grande comunidade urbana e a paróquia como reprodução desta em menor escala. Trazendo sua reflexão para a realidade local, dom Zenildo Lima falou sobre o rosto amazônico das comunidades eclesiais de base, apresentando alguns elementos presentes nesse modo de vivenciar a fé. Ele insistiu em que “a grande maioria de nossas dioceses e paróquias está organizada a partir do modelo de CEBs”, mas também mostrou que “as CEBs aparecem como uma pastoral entre outras existentes na paróquia, muito mais como ‘Igreja com CEBs’ que ‘Igreja de CEBs’”. O bispo refletiu sobre a diversidade das CEBs e sobre o fato de que a coordenação de CEBs se distanciou das bases, mantendo o discurso antigo e não dialogando mais. Querendo identificar pistas para a caminhada das CEBs, se faz necessário um novo jeito de ser CEBs, com a contribuição do rosto amazônico; recuperar a Palavra de Deus como força inspiradora para a vida da comunidade; uma nova estruturação da comunhão a partir de nova ministerialidade; relançamento missionário das comunidades; ecologia integral e bem viver; e articulação. A reflexão em torno a cada pista foi iluminada pelo Magistério da Igreja, também da Igreja da Amazônia, especialmente pelo Documento de Santarém 2022. Isso levou os participantes a debater sobre os novos caminhos, analisando os modelos de relação predominantes nas comunidades e como proporcionar experiências que favoreçam o encontro, e sobre as realidades que nas comunidades têm conseguido acolher e servir. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Hudson Ribeiro: Gritamos, “porque somos cristãos que amam e defendem a vida”

O Grito dos Excluídos e das Excluídas, que está completando 30 anos, levou às ruas de Manaus um grito por melhorias urgentes na Saúde Pública no Amazonas. Um grito “porque somos cristãos que amam e defendem a vida”, segundo o bispo auxiliar de Manaus, dom Hudson Ribeiro. Não podemos esquecer que “o Grito dos excluídos e das excluídas é um grito daqueles e daquelas que querem ser escutados, que quando gritam muitas vezes são silenciados”, enfatizou o bispo auxiliar. Um grito “em defesa da vida e da Saúde pública e pela construção de uma sociedade justa e igualitária”, destacou dom Hudson Ribeiro. Ninguém pode esquecer que “o Grito dos excluídos e excluídas nos convoca a somar nossos esforços, a fortalecer a luta em defesa da democracia, em defesa da Saúde e de uma sociedade menos desigual, sinal do Reino de Deus que é de todos e para todos, onde a vida vem sempre em primeiro lugar”, um desafio para a Igreja de Manaus e daqueles e aquelas que se fizeram presentes para percorrer o Centro da cidade, em uma caminhada onde além das pastorais da arquidiocese de Manaus e do povo católico, também estavam presentes representantes dos movimentos sociais. Em palavras do bispo auxiliar, “a vida vem sempre em primeiro lugar porque Jesus Cristo é o Senhor da Vida. É Jesus mesmo que grita eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”. Um grito que foi ecoado nas diversas falas que foram proferidas ao longo da caminhada, gritos que representam o clamor dos vulneráveis, principais vítimas de uma sociedade que não garante a Saúde e outras políticas públicas. Nesse sentido, dom Hudson Ribeiro lembrou que “nós também gritamos em favor da saúde para todos, gritamos porque a saúde consta na Declaração Universal dos Direitos Humanos”, lembrando que lá aparece como algo indissociável do direito à vida, que tem por inspiração o valor da igualdade entre as pessoas. Um direito que também é recolhido no artículo 196 da Constituição brasileira de 1988, onde aparece que é direito de todos e dever do Estado, lembrou o bispo auxiliar. Dom Hudson Ribeiro fez um chamado sobre a importância do abaixo assinado promovido com motivo do 30º Grito dos Excluídos e Excluídas, pedindo melhoras urgentes na Saúde Pública do Amazonas, insistindo em que isso é de direito da população. O bispo relatou o que o direito à saúde implica no Brasil, e disse que está associada com outros direitos básicos, como direito à educação, direito a saneamento básico, direito a segurança alimentar, direito a acesso à água, direito a atividades culturais, direito a segurança pública, a lazer, direito a ter o ambiente cuidado, direito dos povos da floresta serem respeitados e cuidados. Finalmente, dom Hudson Ribeiro sublinhou que “nós estamos aqui para caminharmos juntos, para continuar gritando bem alto, enquanto os direitos humanos fundamentais não forem garantidos“, convidando o povo a gritar o tema do 30º Grito dos Excluídos e Excluídas: “Vida em primeiro lugar. Todas as formas de vida importam, mas quem se importa?”. Um Grito por Saúde que no Dia da Amazônia também clamou pelo cuidado da Casa Comum, da querida Amazônia, denunciando que a seca, que se prevê terá consequências ainda mais graves do que a seca histórica de 2023, e as queimadas, que cobrem de fumaça Manaus e muitas outras cidades do Brasil, é consequência dessa falta de cuidado, desse interesse pelo lucro que domina a vida daqueles que se empenham em destruir a Amazônia e a vida dos povos que a habitam. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Uma sociedade e uma Igreja que grita por Saúde, por direitos para os vulneráveis

A tentativa, o desejo de calar os gritos é algo próprio daqueles que têm poder. Aos poucos, parece que eles vão conseguindo criar uma sociedade muda, onde cada vez é mais difícil encontrar pessoas dispostas a gritar, a lutar pelos direitos humanos, pelos direitos sociais. Como diz o ditado popular: “o povo apanha calado”. O Grito dos Excluídos, que está completando 30 anos, é um momento para que como sociedade, também como Igreja, possamos gritar em favor de um mundo melhor para todos e todas, em favor desse Reino de Deus que quando a gente reza, pede que venha a nós. Mas infelizmente, nossa fé esquece desse compromisso, da prática da verdadeira religião, que é defender àqueles que ninguém defende. Em Manaus, o Grito dos Excluídos acontece hoje, quinta-feira, 5 de setembro, iniciando às 15 horas na Praça da Saudade. Um grito por melhorias urgentes na saúde pública do Amazonas, uma situação que provoca muito sofrimento, especialmente nos mais pobres. O descaso com a saúde pública no Amazonas é total, as pessoas sofrem as consequências do sucateamento do SUS, que tem como consequência a falta de medicação essencial, a carência de especialidades médicas, as longas filas de espera para as consultas e procedimentos, dentre outras situações que a população sofre. A gente se depara nas últimas semanas com a campanha para as Eleições Municipais, onde candidatos e candidatas fazem promessas, quase sempre infundadas e sem nenhuma pretensão de concretizá-las. Candidatos a prefeitos e vereadores que atualmente ocupam ou tem ocupado cargos no Poder Executivo e no Poder Legislativo, ou que são apoiados por aqueles que ocupam ou tem ocupado recentemente cargos nesses âmbitos, e que pouco ou nada fizeram pela saúde. Será que dá para acreditar nessas promessas? O povo é consciente de que o voto tem consequências? Podemos votar naqueles que são os causantes principais, eles ou seus aliados políticos, da situação catastrófica que o povo do Amazonas está vivendo em relação à Saúde? Quando vamos tomar consciência que o dever fundamental daqueles que desempenham um cargo político é garantir as políticas públicas? Junto com a Saúde um grito pelo cuidado da Casa Comum, ainda mais diante da seca estrema que pelo segundo ano consecutivo estamos sofrendo. Somos conscientes de que o cuidado da Casa Comum é responsabilidade de todos nós? Os problemas ambientais não se resolvem só com a criação do Ministério de Meio Ambiente, se faz necessário uma maior fiscalização e que o Governo Federal e o Governo Estadual não façam a vista grossa em relação às queimadas, ao garimpo ilegal e a tantas situações que destroem a Amazônia. O poder econômico, a quem só interessa o lucro, não pode ser a causa de tanta destruição e ficar impune. Quando a Casa Comum é destruída, a saúde do povo, especialmente dos mais vulneráveis, sofre. O grito da Terra e o grito dos pobres é o mesmo, e por isso a Igreja não pode ficar calada, não pode deixar de impulsionar esse clamor, não pode deixar de ser profeta. Uma Igreja que fica presa nos templos corre o risco de pegar mofo, uma Igreja que grita por justiça e garantia de direitos vai se tornando o melhor testemunho daquele que veio para que todos tenham vida em abundância. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Transição energética na arquidiocese de Manaus: um avanço na conversão ecológica

A crise climática que vive a Amazônia, que por segundo ano consecutivo sofre uma seca de graves consequências, é mais um chamado a tomarmos consciência como humanidade da necessidade de concretizar a conversão ecológica que Papa Francisco pede na encíclica Laudato Si. A Arquidiocese de Manaus, através da Comissão Arquidiocesana de Ecologia Integral, está promovendo uma transição energética, que pretende ser uma contribuição para a descarbonização. Uma proposta que nasce da Laudato Si´, que afirma que “tudo está conectado”, e que a proteção da natureza está ligada à proteção do ser humano. Na Laudato Si aparece o chamado à humanidade a tomar consciência da necessidade de mudanças de estilos de vida, de produção e de consumo, para combater este aquecimento ou, pelo menos, as causas humanas que o produzem ou acentuam. Uma situação que demanda o desenvolvimento de políticas capazes de fazer com que, nos próximos anos, a emissão de dióxido de carbono e outros gases altamente poluentes se reduzam drasticamente. Na cidade de Manaus, existem 11 usinas termelétricas distribuídas por toda a cidade, operando com combustíveis fósseis, como gasolina e diesel. Pensando na urgente questão climática, a Arquidiocese de Manaus está empenhada em tornar-se sustentável no que diz respeito ao consumo energético. O projeto visa à mudança da matriz energética, com foco na descarbonização. A proposta consiste na colocação de placas solares, uma fonte de energia limpa e renovável. O projeto busca aproveitar o alto grau de incidência solar e a luz natural que a região possui, tirando proveito ambiental dessa situação naturalmente privilegiada. Junto com isso, a Igreja de Manaus pretende avançar na conversão ecológica, promovendo uma mudança de mentalidade que leve em consideração o cuidado com a vida, a criação, o diálogo e a conexão com os problemas climáticos que afetam a humanidade. Assumir as propostas da Laudato Si e da Laudate Deum sobre a questão da transição energética é um passo fundamental, segundo a Comissão para a Ecologia Integral da arquidiocese de Manaus. O coordenador da comissão, Frei Paulo Xavier Ribeiro, destaca a parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e os aportes dos professores e professoras na comissão. Igualmente, o frei capuchinho lembra o trabalho que existe dentro da Família Franciscana, com o departamento de Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC). Os franciscanos e franciscanas são chamados “a serem proféticos ao reduzir suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em suas fraternidades, escolas, paróquias, centros de estudos, etc., partilhando suas histórias de transição energéticas no âmbito local”, como atitude que nasce do legado franciscano, e que deve lhes levar a “exigir aos governos locais uma política adequada de transição de energia, porque o que importa é a mudança estrutural”. Frei Paulo Xavier relata a existência de diversos projetos em andamento, que estão em fase de captação de recursos. “O desafio é imenso, a causa é nobre, precisamos nos converter”, afirma o frei capuchinho. Ele reconhece que “há muita resistência entre nós”, o que faz com que “não se consegue mudar o modo de ser e fazer na proposta de evangelização”. A professora da UFAM y membro da Comissão para a Ecologia Integral da arquidiocese de Manaus, Rosana Barbosa destaca a preocupação da Igreja de Manaus com a Casa Comum e a importância do passo dado em relação à mudança na transição energética. A professora reflete sobre os impactos negativos da ação humana com relação à natureza, especialmente as emissões de dióxido de carbono, que considera um elemento crucial para as mudanças climáticas. Em Manaus, 16 % da energia consumida é proveniente da queima de combustíveis fósseis nas termoelétricas. “Quando a Igreja se propõe a mudar sua matriz energética, ela não está pensando na questão económica, mas está pensando que a Igreja vai deixar de emitir gases de efeito estufa”, ressalta a professora, que destaca a importância dos primeiros passos dados. Rosana Barbosa lembra o pedido do Papa Francisco de um consenso em vista da transição energética e no combate a outros fatores que contribuem com as mudanças climáticas, como é o desmatamento, o uso inapropriado dos recursos hídricos. Um empenho da Comissão para a Ecologia Integral da Arquidiocese de Manaus, que mesmo com o apoio dos bispos e de muita gente, “falta informação para chegar em toda a comunidade da arquidiocese”, segundo a professora. Isso porque é “um assunto ainda desconhecido de muitos”, para muitas pessoas a ecologia integral é um assunto distante da fé, mas ela tem que caminhar junto, insiste. Para isso a comissão tem realizado atividades, cartilhas, em vista de uma mudança de comportamento mais sustentável, em que as pessoas tenham cuidado com a Casa Comum a partir de nossas pequenas ações. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Assembleia da CRB elege Ir. Gervis Monteiro coordenadora no Regional Norte1

A Vida Religiosa do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou sua assembleia eletiva na Maromba de Manaus de 30 de agosto a 1º de setembro, com mais ou menos 50 participantes. O tema da Assembleia foi “Ressignificar a Vida Religiosa Consagrada em uma Igreja Sinodal e Missionária encarnada na Amazônia”, tendo como iluminação bíblica “Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos” (Mt. 23,8). Uma Assembleia que “por se tratar de uma assembleia eletiva houve muitos momentos orantes, a convivência foi muito harmoniosa e fraterna”, segundo o bispo da diocese de Borba e referencial da Vida Religiosa no Regional Norte1, dom Zenildo Luiz Pereira da Silva. A temática principal foi trabalhada pela Ir. Sônia Matos com uma mística. Antes disso, a eleição deu início com a acolhida da Ir. Maria Couto e as palavras de dom Zenildo Luiz Pereira da Silva. Após ser aprovado o Regimento para a escolha da nova coordenação, foram se apresentando os grupos: Rede um Grito pela Vida, formadoras e formadores, Juninter, novas gerações, SAV, RACJ, leigos e leigas que participam dos carismas congregacionais; núcleos:  Manaus, Roraima, Itacoatiara, Coari, Parintins, Tefé, Borba, São Gabriel da Cachoeira e Alto Solimões; e a coordenação regional que estava encerrando seu serviço e fez um relatório das atividades realizadas. A Vida Religiosa é muito importante nas igrejas locais do Regional Norte1 da CNBB, e está presente em todas as dioceses e prelazias. O bispo referencial agradeceu o trabalho realizado pela Vida Religiosa na missão na Amazônia, parabenizando pelo trabalho que a Vida Religiosa realiza nas igrejas locais. A Assembleia foi encerrada com uma Eucaristia presidida pelo arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1 da CNBB, cardeal Leonardo Steiner. A nova coordenadora da Vida Religiosa no Regional Norte1 é a Ir Gervis Monteiro, religiosa Paulina. A equipe de coordenação é formada pela Ir. Sonia Matos – ASC, o Ir. Francisco Arnold- FMS, a Ir. Elis dos Santos- SDP, a Ir. Magda Marcelino – FMA e a Ir. Terezinha Santin – MSCS. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Altevir: Mês da Bíblia, “precisa de profetas e profetizas que alimentem a esperança do pobre”

O bispo da Prelazia de Tefé, dom José Altevir da Silva, enviou uma mensagem às comunidades com motivo do Mês da Bíblia. Segundo o texto, “a vivência profunda da fé, gera verdadeira consciência da presença do Espírito Santo em nossos corações. Na força do Espírito, seremos refeitos no amor, de um jeito novo, “Eis que faço nova todas as coisas” (Ap 21,5), e seremos capazes de dar razão à nossa esperança.” O bispo insiste na necessidade de “olhar para frente, levantar a cabeça, sentir vontade de viver”, advertindo contra “uma palestra de motivação aos moldes de autoajuda, uma espécie de anestésico para a vida sofrida.” É por isso que dom Altevir sublinha que “a esperança faz da vida uma obra inacabada e uma tarefa permanente. É aquela força que nos desinstala e nos mobiliza, nos põe a caminho”. Os primeiros passos do Mês da Bíblia no Brasil se remontam a 1971, em Belo Horizonte, e desde 1976 foi assumido em âmbito nacional. Que seja realizado no mês de setembro tem a ver com São Jerônimo, tradutor da Bíblia para o latim. O bispo lembra que em 2024 será estudado o livro do Profeta Ezequiel, com o lema: “Porei em vós meu espírito e vivereis” (Ez 37,14). No livro de Ezequiel, ele destaca que “ilumina com esperança o tempo do exílio, transmite uma mensagem de esperança e de renovação”, fazendo um paralelo com a realidade do Brasil hoje, que “precisa de profetas e profetizas que alimentem a esperança do pobre. Profetas e profetizas que denunciem a agressão mortífera, que os grandes projetos, que visam o lucro pelo lucro, fazem aos territórios, aos seres humanos, ao meio ambiente, à nossa Casa Comum.” Segundo o bispo, “urgente se faz, anunciar a Palavra de Deus e a beleza de fazer ecoar no coração dos ouvintes a Palavra que renova e impulsiona à missão”, lembrando a programação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A todos, mas especialmente às lideranças, dom Altevir faz um chamado a “ir para além do contexto histórico, que possamos ser construtores desta história”, mostrando a importância de participar das formações, fazendo um convite para que na prelazia de Tefé se viva “com amor à Palavra de Deus e com esperança de renovação, a fim de que fé e vida se deem as mãos em torno da Palavra revelada.” Finalmente, o bispo de Tefé convida “a celebrar no último domingo de setembro uma Missa, destacando a importância da Bíblia nos Caminhos da Missão e no nosso fazer pastoral cotidiano”, e junto com isso, “confirmando a centralidade de Jesus Cristo, Verbo encarnado do Pai na vida de nossa Prelazia.” Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Cardeal Steiner: “Em Jesus há verdade e sua sabedoria nos liberta de preconceitos, fechamentos, estreiteza”

Lembrando que “a liturgia nos devolve à meditação o Evangelho de Marcos, depois de nos ter oferecido os textos extraordinários de São João que nos conduziram a Jesus e a fazermos com Pedro a confissão: ‘A quem iremos? Só tens palavras de vida eterna’. Fomos acordados para seguirmos a Jesus, a nos alimentarmos do Pão descido do Céu”, iniciou o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte1 da CNBB, cardeal Leonardo Steiner, sua homilia do 22º Domingo do Tempo Comum. “O Evangelho que acaba de ser proclamado nos convida à escuta da palavra como quem deseja espírito e vida; nos convida a estarmos dispostos a nos deixarmos tomar pelo espírito da palavra e não impormos na palavra, normas que acabam tolhendo a liberdade e a beleza do encontro com Deus”, destacou o arcebispo. Ele lembrou que “no diálogo com alguns fariseus e escribas, Jesus confronta o legalismo que escraviza e mata, porque leva à tristeza do egoísmo individualista. Opõe e propõe a graça da Boa Nova, que orienta, protege e salva, porque leva ao encontro com o outro e com Deus”. Comentando o texto, o cardeal destacou que “as prescrições antigas compreendiam não apenas os preceitos que Deus revelara a Moisés, mas uma série de regras que desejavam indicar o significado da lei mosaica. Os fariseus e escribas aplicavam tais normas de uma forma muito escrupulosa, estreita, moralista, e as ensinavam como uma expressão de religiosidade verdadeira e autêntica. Por isso, questionam a Jesus e aos seus discípulos pela transgressão das normas, e como ouvimos, daquelas relacionadas com a purificação exterior do corpo.” “A resposta de Jesus se manifesta de modo transparente, profético, límpido”, destacou, citando o texto e lembrando as palavras de Papa Francisco: “São palavras que nos enchem de admiração: sentimos que em Jesus há verdade e que a sua sabedoria nos liberta de preconceitos, fechamentos, estreiteza e nos conduz à liberdade da fé, dos filhos e filhas de Deus”. A discussão, segundo o presidente do Regional Norte1, “se refere ao valor da ‘tradição dos antigos’ e Jesus, recordando o profeta Isaías, ensina que são ‘preceitos dos homens’, e que não deve substituir o ‘mandamento de Deus’ (v. 8). Ele a nos dizer que manter a observância exterior da lei não é suficiente para ser cristão, ser discípulo missionário, discípula missionária. Observar a ‘exterioridade’ do mandamento, corre-se o perigo de nos considerarmos melhores do que os outros pelo simples fato de observar as regras, as tradições, mesmo não amando o próximo, sendo duros de coração, autossuficientes, sem compaixão. A lei pela lei, a norma pela norma, o mandamento pelo mandamento, é estéril, pois não muda o coração na busca de justiça, da paz, na ajuda aos pobres, aos fracos, aos oprimidos. Os mandamentos indicam a direção, a orientação de uma vida digna, compassiva, santa, pois nos oferece a graça de nos abrirmos ao encontro com Deus e à Sua Palavra.” Citando o texto da primeira leitura: “Israel, ouve as leis e decretos que eu vos ensino, para que vivais e entreis na posse da terra prometida. Vós os guardareis e os poreis em prática, porque neles está vossa sabedoria e inteligência (cf. Dt 4,6-8), o cardeal disse: “sim os mandamentos de Deus, as leis de Deus, oferecem sabedoria, a graça de permanecer na terra da promessa, o Reino de Deus. Permanecer na fidelidade do caminhar de nossos pais. Em outras palavras, permanecer na sabedoria e na inteligência de viver: Espírito e vida!” “Jesus, no Evangelho nos admoesta”, afirmou, citando o texto do Evangelho: “O que torna o homem impuro não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai de seu interior” (Mc 7,15). Diante disso, ele disse que “sublinha a primazia da interioridade, ou seja, a primazia do ‘coração’. Não são coisas exteriores que nos fazem santos ou não santos, mas é o coração que expressa as nossas intenções, as nossas escolhas e o desejo de fazer tudo por amor a Deus.” Com palavras de Papa Francisco, disse: “As atitudes exteriores são a consequência do que decidimos no coração, mas não o contrário: com as atitudes exteriores, se o coração não muda, não somos verdadeiros cristãos. A fronteira entre o bem e o mal não passa fora de nós, mas sim, dentro de nós. Podemos nos perguntar: Onde está meu coração? Jesus diz: “O teu tesouro é onde está o seu coração”. Qual é o meu tesouro? É Jesus, a sua doutrina?  É o coração bom ou o tesouro é outra coisa? Portanto, é o coração que deve ser purificado e convertido. Sem um coração purificado, não se pode ter mãos verdadeiramente limpas e lábios que pronunciem palavras sinceras de amor – tudo é duplo, uma vida dupla – lábios que pronunciam palavras de misericórdia, perdão. Somente isso só pode fazer o coração sincero e purificado.” “As impurezas e todas as maldades são de nossa responsabilidade, de nosso modo de relacionar-nos com a vida, com as pessoas, com a história, com Deus. Podemos relacionar-nos de modo sadio ou perverso, fraterno ou dominador, irmanado ou destruidor. Sadio, fraterno, irmanado quando as vemos e tratamos como graça, favor, bênção, benefício, sacramentais, presença do Deus vivo e verdadeiro. Perverso, quando as tratamos como se fossem apenas coisas ou quando as tomamos fazendo-nos donos e dominadores e, pior ainda, explorando-as e destruindo-as, sem respeitar-lhes a dignidade”, sublinhou o arcebispo. Segundo ele, “a relação com as criaturas irmãs, de que fala o Evangelho, nos leva a perceber o modo como nos relacionamos, como dominadores, como destruidores, quando no coração mora o desejo do lucro, da riqueza e não da fraternidade, da irmandade. Vemos essas maldades que nascem de dentro com os garimpos, com desmatamento, o fogo criminoso, o desregramento em relação à nossa Amazônia. O desejo desenfreado em busca de riqueza e dinheiro fazem das criaturas inimigas, destruindo-as, dominando-as; destruindo a casa que é de todos. Tudo porque do coração saem maldades: cobiça, más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições, desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho,…
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Encontro missionário na Tríplice Fronteira

De 26 a 28 de agosto de 2024, a comunidade indígena de Nazaré em Colômbia, região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, foi palco de um importante encontro missionário. Esse evento reuniu padres, irmãos, irmãs da Vida Religiosa Consagrada e missionários leigos dos três países, que compartilharam momentos de reflexão, cultura e espiritualidade. Diferentemente do encontro anterior, esse evento se destacou pela incorporação de novas atividades e abordagens. Os participantes desfrutaram de espaços lúdicos, atividades próprias da cultura indígena e descanso, além de momentos de introspecção e espiritualidade. A comunidade de Nazaré, conhecida por sua hospitalidade, abriu suas portas e corações para receber os visitantes, criando uma atmosfera de fraternidade e aprendizado mútuo. Um dos aspectos mais enriquecedores do encontro foi o intercâmbio cultural com o povo Magüta. Os missionários tiveram a oportunidade de conhecer e participar das tradições e dos costumes dessa comunidade indígena, aprendendo suas sabedorias, cosmovisões, sua história, suas crenças e sua relação com a natureza com a ajuda da narração dos avós e catequistas. Esse intercâmbio permitiu que os participantes valorizassem e respeitassem ainda mais a riqueza cultural dessa etnia tão numerosa na tríplice fronteira. Além disso, foram realizadas sessões de reflexão e diálogo sobre a importância da presença dos missionários na vida das comunidades indígenas.    Jonhatan Stiven Olarte- Voluntario Lasallista

CPT lança Caderno de Conflitos no Campo 2023, com foco na situação do Amazonas

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil apresentou nesta sexta-feira o Caderno de Conflitos no Campo 2023, “momento de muita reflexão, momento nós entendermos como está nosso cenário no campo”, segundo os organizadores do evento, que se centrou nos dados referentes ao Estado do Amazonas. Segundo o integrante da Comissão Pastoral da Terra, Manoel do Carmo da Silva, o 38º Caderno de Conflitos no Campo recolhe os dados coletados nas comunidades pela CPT, seguindo uma metodologia, que posteriormente são organizados com os aportes de diversos cientistas. O principal problema no Estado do Amazonas e na Amazônia em geral é a grilagem de terra de terras públicas, expulsando os moradores. Uma segunda causa de conflitos é o desmatamento ilegal, que tem como segundo passo a criação de gado.  Outras situações são o garimpo ilegal, a pesca predatória e a compra de terra em assentamentos do INCRA, algo que é ilegal. São situações que provocam ameaças, assassinatos, sequestros, esfaqueamentos, incêndios de casas e plantios de pequenos agricultores, dentre outros. Igualmente foi denunciado a invisibilidade do crime do Rio Abacaxis, mostrando a satisfação da CPT com os passos dados pelo Ministério Público sobre essa situação, afirmando que precisa punir os culpados. A secretária executiva do Regional Norte1 da CNBB, Ir. Rose Bertoldo, destacou a importância do registro dos conflitos no campo através do caderno. Segundo a religiosa, “a violência não atinge só a pessoa, ela atinge a família, atinge a comunidade e atinge toda a sociedade”. Igualmente, ela insistiu na importância de “trabalhar para que o pequeno produtor esteja no campo, porque é ele que melhor cuida no território e produz o alimento com qualidade”. Na fala da secretária executiva do Regional Norte1, ela destacou a importância de continuar lutando pelos direitos, “porque nenhum direito é garantido para sempre”. A Ir. Rose Bertoldo refletiu sobre a importância das eleições municipais e de eleger aqueles que defendem o cuidado da terra, diante dos graves riscos de liberar o garimpo e outras questões ligadas ao agronegócio. Preocupações presentes no Regional Norte1, que tem acompanhado a CPT, de quem é parceira e tenta caminhar junto. Paulo César Moreira Projeto, do Projeto Defendendo vidas, garantindo direitos expropriados, que nos últimos dias realizaram uma caravana de direitos humanos, destacando a importância de sua realização no Amazonas, dado as agressões aos direitos humanos no Amazonas, o que levou a realizar encontros com diversos organismos e entidades. Depois de escutar, foi orientado sobre como lidar com as injustiças, destacando a importância da articulação das diversas entidades e movimentos sociais. Ele insistiu na necessidade de caminhar juntos, se articular, de proteger as pessoas diante do aumento da violência contra o povo do campo e das periferias, elementos trabalhados durante a caravana. Sobre a realidade vivida em Parintins, o padre Oziel Cristo, que trabalha com os povos Sateré maué, destacou o trabalho realizado nas comunidades em vista da invasão dos madeireiros e garimpeiros, do tráfico de drogas, que tem prejudicado muito a unidade do povo da região. Diante dessa situação, o padre disse que seu trabalho é acompanhar, fazer um trabalho de unidade, orientar as lideranças para que eles possam se manter unidos e assim proteger sua cultura, seu território, sua vida. Para isso foi construída uma barreira em vista de impedir a entrada de pessoas estranhas e de drogas. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

21 de setembro às 9:00 horas: Marcada a posse de dom Tadeu como bispo de Itacoatiara

O início da missão de dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos como bispo da prelazia de Itacoatiara já tem data. No dia 21 de setembro, às 9:00 horas da manhã, a catedral Nossa Senhora do Rosário acolherá a cerimónia de posse do novo bispo. Nomeado bispo da prelazia de Itacoatiara pelo Papa Francisco no dia 22 de agosto de 2024, atualmente é administrador apostólico da mesma prelazia, cargo que desempenha desde 29 de julho de 2024, depois da posse canônica de dom José Ionilton Lisboa de Oliveira como bispo da prelazia do Marajó. Nascido em Corumbá (MS), no dia 3 de dezembro de 1967, o bispo eleito da Prelazia de Itacoatiara pertence à Congregação dos Salesianos de Dom Bosco. Ordenado presbítero no dia 7 de dezembro de 1996, foi mestre de noviços, diretor de colégio e de faculdades salesianas, vice inspetor, pároco, formador de seminaristas salesianos e diretor do Instituto Teológico Pio XI, em São Paulo. Ordenado bispo no dia 12 de dezembro de 2016, tem sido bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus durante mais de sete anos, serviço para o que foi nomeado em 12 de outubro de 2016. No Regional Norte1 e na arquidiocese de Manaus, dom Tadeu é o referencial da juventude, sendo vigário episcopal da Região Nossa Senhora dos Navegantes, que corresponde às Zonas Centro Sul e Leste de Manaus e os municípios de Careiro da Várzea, Careiro Castanho e Manaquiri. Na arquidiocese acompanha a Vida Religiosa e os Movimentos e Novas Comunidades. Dom Tadeu será enviado pela arquidiocese de Manaus em uma celebração eucarística que será realizada na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, presidida pelo cardeal Leonardo Steiner, no domingo 15 de setembro às 7:30 horas da manhã. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1