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Diocese de Roraima se despede de Padre Edy Savietto, missionário do sorriso, da alegria e da simpatia

Após as celebrações realizadas na noite do dia 20 de dezembro na Reitoria de Nossa Senhora Aparecida em Boa Vista – RR, e na cidade de Pacaraima – RR, onde o Padre Edy Savietto realizava sua missão, a Catedral de Boa Vista acolheu na noite do dia 21 de dezembro a última das celebrações exequiais antes do corpo ser cremado e suas cinzas serem levadas e entregues a sua família, na Diocese de Treviso, na Itália, que um ano atrás lhe enviou em missão. Uma celebração que contou com a participação de muitos familiares e amigos do missionário falecido, que acompanharam desde a Itália pelas redes sociais.   Uma missão que ele realizou acolhendo os migrantes e defendendo as causas dos povos indígenas, estando ao lado dos pobres, segundo lembrou no início da celebração Dom Evaristo Spengler, Bispo da Diocese de Roraima, que agradeceu as manifestações de solidariedade e comunhão neste momento de dor, dentre elas a enviada pelo Regional Norte1, pela REPAM e pelo Bispo da Dioceses de Treviso, mas de certeza da Ressurreição e de uma vida realizada no amor de Deus. Na homilia, depois de saudar as dioceses de Treviso, Vicenza e Padova, na Itália, que participam de projetos missionários na Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler iniciou suas palavras lembrando o texto do Evangelho: “Eu sou a Ressurreição e a Vida, quem crê em mim, ainda que seja morto viverá”. Ele refletiu sobre o Senhor que nos surpreende, falando de Deus como “o Deus do inesperado”, e fazendo uma leitura do acontecido na Diocese de Roraima, em duas semanas faleceram dois padres vítimas de infarto, como parte do Mistério de Deus, insistindo em que “não cabe a nós perguntar, porque nossa visão é limitada respeito á imensidade do nosso Deus”, se perguntando o que o Senhor está querendo da Diocese de Roraima dentro da realidade que está vivendo. Lembrando da pessoa do Padre Edy, o bispo disse que nos ajuda a iluminar, destacando o seu sorriso, a sua alegria, a sua simpatia, a sua acolhida, que conquistaram a todos. Segundo o bispo, o missionário falecido tinha mostrado recentemente seu desejo de ficar a vida inteira com o povo de Pacaraima, o que finalmente aconteceu. Um missionário que deixou sua família e sua terra para vir em Pacaraima e unir sua paixão e seu amor com essa terra, lembrou Dom Evaristo Spengler, que insistiu em que seu coração é cheio amor e de acolhida e lembrou o desejo que ele tinha, depois de participar do V Congresso Missionário Nacional em Manaus, de um projeto missionário na Diocese de Roraima que abrangesse todas as comunidades, áreas missionárias e paróquias, promovendo a missionariedade entre todos. O Bispo definiu o missionário falecido como alguém que se doou completamente pela causa do Evangelho. Lembrando as palavras de São Francisco de Assis, Dom Evaristo Spengler, disse que “a morte é a porta da vida”, insistindo que com sua morte tem se aberto a porta para a vida definitiva para o padre Edy, recebendo o abraço do Pai no Céu. Padres, religiosas, missionários e missionárias, migrantes, agradeceram a vida e missão do Padre Edy, que segundo ele tinha dito, descobriu que depois de 25 anos de padre em Roraima sua vocação sacerdotal tinha chegado à plenitude, pois essa era a vocação sacerdotal que ele sempre tinha sonhado, servir o próximo, sobretudo os mais pobres, uma terra onde ele decidiu doar sua vida, uma vida marcada pela simplicidade, a alegria e sua grande humanidade, que testemunhou em sua vida como missionário na Diocese de Roraima, onde deixou sua semente. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Deus vem do seu jeito, o desafio é perceber como Ele chega no meio de nós

Natal é tempo para pensar no Deus que se faz gente, no Deus que quer caminhar conosco, mas sobretudo pensar se a gente facilita essa presença no meio de nós hoje. A grande pergunta é se ele seria acolhido hoje na vida da gente, em nossas famílias, em nossas comunidades, em nossa Igreja. Se aquele casal de desconhecidos batesse em nossa porta ou chegasse em nossas celebrações e festas natalinas, teria lugar para eles? Quando escutamos a passagem do Evangelho onde relata os passos prévios ao nascimento de Jesus brota em nós um sentimento de raiva, de indignação, mas aqueles que não acolheram Maria e José somos nós. O Evangelho relata as atitudes próprias da condição humana, de uma humanidade que não aceita a humanização de Deus. É mais fácil acreditar em um Deus divinizado, distante de nossa realidade, alguém que ajuda diante da necessidade, mas não compromete o nosso agir. O Deus encarnado nos questiona, nos faz pensar sobre nossas atitudes desencarnadas, desumanas. Ele veio em Jesus e continua vindo em tantos e tantas que são presença dele, que se aproximam de nós e nos falam, nos questionam sobre nosso modo de vida desligado, alheio às necessidades dos outros, especialmente ao sofrimento dos vulneráveis. Provavelmente, em 2023, Ele vai nascer de novo no meio daqueles que a sociedade coloca do lado de fora, daqueles que irão passar o Natal na rua, ou preocupados porque não sabem o que irá acontecer com sua vida no outro dia, no meio aos migrantes, no meio daqueles que nos presépios de hoje não tem mais calor humano. Natal é oportunidade de fazer memória, de nos humanizarmos para poder nos divinizarmos, de nos aproximarmos da necessidade e o sofrimento dos pequenos para estar mais perto do Deus que se faz gente no meio dos últimos. Mas será que vamos ter tempo para isso? Não estamos preocupados demais com outras coisas que não nos deixam enxergar quem está batendo na porta? Viver de olho aberto, aguçar os sentidos é o grande desafio. Só assim nós percebemos quem é que está chegando perto de nós. Só assim entendemos que Deus chega e Ele o faz de modos que nos surpreendem, que nos tiram de nossos lugares de conforto, de nossas ideias preconcebidas em relação a Ele, que sendo o primeiro assume a condição dos últimos. A grandeza de Deus, o que nos impacta dele, é sua capacidade para descer, para se fazer cada vez menor. Só assim, só entendendo seu jeito, vamos conseguir acolher o Deus que vem ao nosso encontro. Ele continua chegando ao seu modo e nós continuamos empenhados em fazer que Ele venha do nosso jeito. Foi por isso que muitos não lhe descobriram e continuam sem descobrir que Ele continua vindo, do jeito dele, não do meu jeito, do teu jeito. Será que a gente vai se dar conta disso? Percebê-lo vai fazer com que nosso Natal seja realmente feliz. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

Diocese de Roraima informa sobre velório e exéquias do Padre Edy Savietto

A Diocese de Roraima, em nota assinada por Dom Evaristo Spengler, bispo diocesano, e pelo Padre Lúcio Nicoletto, vigário geral, informou sobre a programação do velório e exéquias do Padre Edy Savietto, do clero da Diocese de Treviso – Itália e missionário na Diocese de Roraima. Segundo a nota, haverá três missas pela Páscoa do missionário Fidei donum, na quarta-feira 20 de dezembro às 22h00, na Reitoria de N. Sra. Aparecida, em Boa Vista; na quinta-feira dia 21, às 8h30, na Comunidade Sagrado Coração de Jesus, em Pacaraima, onde ele trabalhava; e no mesmo dia 21, às 18h00, na Catedral, em Boa Vista. A previsão para o velório em Pacaraima é a partir da chegada do corpo às 7h30 e a saída para Boa Vista ao meio-dia. Em Boa Vista o velório inicia às 15h30 e termina às 20h00. O corpo do missionário será levado para a Diocese de Treviso na Itália onde será sepultado. A Diocese de Roraima agradece as diversas manifestações de solidariedade para com a diocese, a Diocese de Treviso e os familiares do Pe. Edy nesse momento de grande pesar. Padre Edy tinha 51 anos, nasceu em Montebelluna (Treviso – Itália), em 20 de agosto de 1972. Ordenado sacerdote em 23 de maio de 1998, foi vigário paroquial em San Martino di Lupari, Maerne, San Donà di Piave e na Catedral de Treviso; em seguida foi nomeado pároco de Olmi e Cavrié. Em 2022, Pe. Edy veio para o Brasil, como “precursor” da Diocese de Treviso de uma nova experiência missionária, em colaboração com as dioceses de Pádua e Vicenza. A nota recolhe as palavras do missionário falecido ao embarcar nesta nova missão: “Agradeço, com tudo o que sou e posso, pelo tsunami de carinho recebido. Não consigo responder a todos, mas uma coisa é certa: o que percebo dentro de mim é um vínculo profundo que vai além dos oceanos e das constelações e se transforma na alegria de viver e na vontade de compartilhar. Obrigado, irmãos e irmãs que se encontraram ao longo do caminho do tempo: vocês me dão forças para subir cada vez mais alto”. Com esse legado de fé e de vida missionária, a Diocese de Roraima pede elevar ao Pai de todas as misericórdias a força e a luz para permanecermos de pé, aos pés da Cruz de Jesus, para celebrarmos com Ele a Páscoa da eternidade! Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Infarto fulminante leva a óbito Padre Edy Savietto em Pacaraima (RR). Regional Norte1 da CNBB mostra Solidariedade

Faleceu na manhã desta quarta-feira 20 de dezembro em Pacaraima – RR, o Padre Edy Savietto, missionário Fidei donum da Diocese de Treviso (Itália). Segundo nota informativa da Diocese de Roraima, a causa da morte foi um infarto fulminante. Nascido na Itália em 20 de agosto de 1972, o missionário de 51 anos, que completou 25 anos de padre em 23 de maio de 2023, chegou na Diocese de Roraima em janeiro de 2023, e atualmente acompanhava a Área Missionária Pacaraima-Amajarí. Em Nota de Solidariedade assinada pela Presidência, o Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil mostrou sua solidariedade a Dom Evaristo Spengler, à Diocese de Roraima e à Diocese de Treviso diante da Páscoa do missionário italiano. O Regional Norte1 destacou no Padre Edy Savietto seu compromisso “com as causas dos mais pobres e descartados pela sociedade”, colocando-o como “exemplo de uma Igreja missionária em saída, samaritana, que acompanha a vida dos vulneráveis”. O texto do Regional lembrou as palavras do Papa Francisco a um grupo de missionários na Amazônia, agradecendo sua disponibilidade “por assumir, em nome da Igreja, a tarefa evangelizadora que ocupa um lugar especial no meu coração“. Finalmente, o Regional Norte1 da CNBB se une a “todos e todas os que choram sua partida inesperada, deixando saudades. Que a Imaculada Conceição interceda pelo nosso irmão e lhe conduza à casa do Pai”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Padre Vanthuy será ordenado bispo 04 de fevereiro em Boa Vista e iniciará seu Ministério em São Gabriel dia 11 de fevereiro

O padre Raimundo Vanthuy Neto, nomeado pelo Papa Francisco Bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira em 08 de novembro de 2023 será ordenado no dia 04 de fevereiro de 2024 em Boa Vista – RR. A celebração, que será presidida pelo Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, Arcebispo de Manaus e Presidente do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), será realizada em Boa Vista – RR, às 8h30, no Ginásio Totozão. O início do Ministério do Ministério Apostólico e Pastoral como Bispo da Igreja do Alto Rio Negro será no dia 11 de fevereiro. A celebração de posse canónica como Bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira – AM, será realizada 8h no Ginásio Arnaldo Coimbra, na cidade de São Gabriel da Cachoeira. O bispo eleito da diocese com maior porcentagem de população indígena do Brasil nasceu em Pau dos Ferros – RN, sertão nordestino, em 10 de maio de 1973. Na década de 1980 chegou em Roraima junto com seus pais e seus cinco irmãos. Em 1991 iniciou sua formação no Seminário São José de Manaus, onde são formados os futuros presbíteros das nove igrejas locais que fazem parte do Regional Norte1 da CNBB, realizando seus estudos em Filosofia e Teologia no então CENESCH – Centro de Estudos do Comportamento Humano. É Mestre em Teologia, com especialização em Missiologia pela então Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção – SP. O padre Vanthuy Neto foi ordenado diácono em 11 de julho de 1999 e presbítero da diocese de Roraima, em 3 de junho de 2001. Foi diretor e professor do Instituto de Teologia, Pastoral e Ensino Superior da Amazônia – ITEPES, hoje Faculdade Católica do Amazonas, e colabora com os estudos sobre o Cristianismo e Povos Indígenas na Amazônia. Acompanha a vida Eclesial desta região com seus encontros inter-regionais de Bispos desde 1997, quando se celebrou os 25 anos do Documento de Santarém, e participou como auditor da Assembleia Sinodal do Sínodo para a Amazônia em outubro de 2019. Foi pároco de diversas paróquias e áreas missionárias da diocese de Roraima, coordenador de Evangelização e Pastoral da Diocese e atualmente é reitor do Seminário Menor e da Reitoria Nossa Senhora Aparecida. O bispo eleito ajuda na Formação das Lideranças Leigas na Escola de Teologia Pastoral da Diocese de Roraima e na Escola para o Diaconato Permanente. Também é membro do Colégio de Consultores, do Conselho Presbiteral e colabora como chanceler da Diocese de Roraima. Padre Vanthuy é membro do Instituto Secular – Associação dos Padres do Prado, tendo colaborado no Conselho Nacional do Prado no Brasil. Ele viveu o Ano Internacional Pradosiano em Lyon – França. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Leonardo: “A alegria que é uma pessoa: Jesus, o Menino de Belém”

  No Domingo da Alegria, o cardeal Leonardo Steiner iniciou sua homilia dizendo: “Alegrai-vos porque o Senhor está para chegar e, com Ele, sua paz”, lembrando que “a alegria que é uma pessoa: Jesus, o Menino de Belém”. Na primeira leitura, ele destacou que nos desperta para o regozijo, afirmando que “ao percorrermos o itinerário até Belém, somos envolvidos pela alegria, pois a salvação tornar-se-á visível aos nossos olhos. Seremos recobertos com manto da justiça, pois no Menino de Belém fará germinar a justiça e a sua glória em nossa fragilidade, iluminará a nossa humanidade”. No Evangelho ressaltou que “nos apresenta o anunciador de vida nova, alegria do povo”, mostrando que “João, o Batista, é apresentado como a testemunha, pois a sua missão foi indicar, apontar, sinalizar Jesus, o Enviado, prometido pelos profetas. A sua pregação e seu modo de vida mostravam novos caminhos, indicavam a esperança que estava por chegar. A sua fama se espalhou pela Judeia até à Galileia, mas ele permaneceu fiel à sua missão: indicar Aquele que haveria de vir”. Segundo o arcebispo de Manaus, “ao anunciar aquele que estavam por vier, confessou: ‘não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias. João anunciou, mostrou o Messias não a si mesmo”. Lembrando as palavras do Papa Francisco na homilia deste domingo em 2020, recordou que ele nos diz: “Eis a primeira condição da alegria cristã: descentralizar-se de si mesmo e colocar Jesus no centro. Jesus de fato é o centro, é a luz que dá pleno sentido à vida de cada homem e mulher que vem a este mundo. É o mesmo dinamismo do amor, que nos leva a sair de nós mesmos, de nos encontrarmos, nos integrarmos, maturarmos, à medida que nos doamos, à medida que procuramos o bem dos outros”. “A missão de João, o seu testemunho, torna-se evidente, quando os judeus enviam de Jerusalém sacerdotes e levitas para o questionar: ‘quem és tu?’. João era da Judeia, filho de Zacarias, de uma família sacerdotal. A pregação e o modo de João causam estranheza: aparece no deserto, longe do poder, oferecendo um batismo de conversão. A estranheza nascia da liberdade com que o testemunho era dado”, disse o cardeal Steiner. Segundo ele, “o Batista tinha feições, palavras, que remetiam à verdade de um profeta e até mesmo o próprio Messias. Ele mesmo se antecipa e declara: Eu não sou o Messias (Jo 1,20). A palavra de quem é testemunha da Luz e não a Luz. O testemunho de quem não deseja ser confundido com quem é o verdadeiro Messias”. Citando as perguntas do texto evangélico: “Quem és tu? És Elias? Ele respondeu: Eu não sou Elias”, Dom Leonardo disse que “apesar de seu pai Zacarias ter profetizado: E ele mesmo caminhará à sua frente, sob os olhos de Deus, com o espírito e o poder de Elias, afirma: Eu não sou Elias”. Na verdade, enfatizou o arcebispo, “João, não era a pessoa de Elias, mas agia com o modo de ser e com a virtude profética de Elias. Mas o povo esperava o profeta Elias, pois ele deveria voltar às vésperas do Juízo Final, para oferecer aos homens uma última exortação penitencial. João é apenas a testemunha da Luz; ele apresenta a exortação penitencial para a receptividade da vida nova, dos novos tempos”. Lembrando que a palavra, a pregação de João, recordava ser um profeta, “João ao responder ‘não!’, reconhece que esta missão não pertencia a Ele, mas sim ao Cristo”, disse o purpurado. Segundo ele, “perturbados, desconcertados, desorientados, sem resposta vem a pergunta: ‘Quem és afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo? Quem és tu? … Quem és, então? … Se não és o Messias, Elias ou um dos profetas? Quem és afinal?”. Dom Leonardo Steiner questionou “como era possível um homem vestido com pele de camelo e alimentado com frutos da terra, oferecer conversão e batismo de purificação. Se não era o Messias, Elias ou um dos profetas, quem era o que anunciava novos caminhos, a vinda, uma presença nova?”. O presidente do Regional Norte1 da CNBB disse que “com mansidão e humildade, mas com firmeza e clareza, João responde: ‘Eu sou a voz que clama no deserto: Aplainai os caminhos do Senhor’. Extraordinária a missão recebida e exercida: deixar tudo preparado, na atenção da vida de quem é o Messias verdadeiro e não na aparência”, citando texto do Evangelho e insistindo em que “ele era um precursor, aquele que corre antes, aquele que anuncia o favor da graça”. “A pregação do Batista vai ao essencial… Sua voz não nasce da estratégia política nem dos interesses religiosos”, enfatizou o cardeal Steiner. Citando José Antônio Pagola, disse que “O seu anúncio poderia ser expresso: Há algo maior, mais digno e esperançoso do que o que estamos vivendo. Nossa vida deve mudar radicalmente. Não basta frequentar a sinagoga todo sábado, não adianta nada ler rotineiramente os textos sagrados, e é inútil oferecer regularmente os sacrifícios prescritos pela lei. A religião, por si só, seja qual for, não dá vida. É preciso abrir-se ao mistério do Deus vivo”. “O essencial da pregação de João, está na chegada do Messias prometido, a chegada de um novo tempo, um novo céu e uma nova terra. O Messias pede mudança de vida, de mentalidade; um novo modo de viver. E como Ele mesmo anunciará um Reino, o Reino de Deus, Nada mais de aparências, exterioridades, mas o encontro vital e essencial com Deus”, disse Dom Leonardo.  O arcebispo, comentando a segunda leitura, ele disse que “São Paulo ao escrever aos tessalonicenses, nos convida a preparar o nascer de Deus assumindo três exercícios: o júbilo constante, a oração perseverante, a ação de graças contínua”. Nos faz um chamado a “uma alegria constante. A alegria enche o coração e a vida quando se encontra com Jesus. A alegria, mesmo quando as coisas não correm como desejamos ou sonhamos. O júbilo constante que evita a superficialidade e se deixa tomar pela paz, pela harmonia,…
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IX Encontro Regional da PJ: Um caminho de articulação que vai se renovando ao longo dos anos

A Pastoral da Juventude está reunida na Maromba de Manaus de 14 a 17 de dezembro para realizar seu IX Encontro Regional, que tem como tema “Tempo de Celebrar, sejamos um Canto Novo, Profético e Missionário”, que reúne mais ou menos 120 representantes das igrejas do Regional. Jovens que celebram os 50 anos da PJ no Brasil em ambiente de festa, oração e formação. Um encontro que, segundo foi colocado na Mesa de abertura, quis fazer uma lembrança do caminho percorrido pela Pastoral da Juventude no Regional Norte1, que iniciou sua articulação em 1984, relatando os passos dados ao longo desse tempo. Um caminho de articulação que vai se renovando ao longo dos anos, que vai se reanimando, e que no Regional Norte1 é uma das prioridades, seguindo a proposta do Documento de Santarém 2022, algo que ajuda a fortalecer o trabalho com as juventudes. Os 50 anos de Pastoral da Juventude são celebrados em um tempo de sinodalidade, que faz um chamado a se sentar todos ao redor de uma mesa. 50 anos de amor e de dor, de abraçar a Cruz, de força do feminino, de mulheres que foram gestando e cultivando na PJ as sementes do Reino. Mulheres que com seu testemunho fazem com que a caminhada da Pastoral da juventude continue. Um momento para assumir que a PJ nunca perca a teimosia e a resiliência para construir uma Igreja juvenil, para continuar estando onde ninguém quer estar, para continuar plantando uma espiritualidade libertadora e encarnada. Na Mesa de Abertura, o Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e Presidente do Regional Norte1 da CNBB, disse que “o ser humano vive de causas”, lembrando que todos os grandes homens e mulheres da história da Igreja tiveram suas causas. O cardeal relatou o tempo de convivência com Dom Pedro Casaldáliga, que lhe disse que “nós precisamos ter causas, mesmo que elas estejam perdidas”, relatando algumas das causas presentes naquele que foi o primeiro bispo da Prelazia de São Felix do Araguaia: santidade, justiça, o pobre, a terra, os indígenas, causas que davam ração a sua vida como bispo. Causas que, segundo o Presidente do Regional Norte1, nos levam a dizer que “por isso quero viver”, convidando os jovens a se questionar sobre qual é a causa que me move. Ele destacou que “causa é onde eu vou colocar toda minha vida”, insistindo em que as causas mais profundas nascem na juventude. Falando aos jovens da PJ, ele ressaltou que “nós que vivemos o Evangelho, nós temos causas, somos chamados a descobrir nossa causa, como seguidores e seguidoras de Jesus, somos chamados a uma causa que nos realiza, uma causa que eleva, engrandece, plenifica, que é a busca da santidade”. Dom Leonardo vê a santidade como “uma vida segundo o Evangelho, tentar ser como Jesus, ser bem-aventurados”. Ele afirmou que “o Evangelho não é para a gente se sentir, é um caminho realizador, que a Igreja sempre chamou de santidade”. O cardeal fez ver aos jovens que se faz necessário não esquecer que temos outras causas, o meio ambiente, a causa da fraternidade. “Isso faz com que não nos acomodaremos, não estraremos em depressão, a causa me coloca de pé”, refletiu o Arcebispo de Manaus. Segundo ele, a causa nos coloca a caminho, nos dá esperanças, e pediu que “cada um de nós possa ter causas, grandes causas. Jovens sem causas não são jovens, sua cabeça se tornou velha, esquecida”. Ao longo do IX Encontro Regional da Pastoral da Juventude, será apresentada a caminhada da Pastoral da Juventude em cada igreja local, serão realizadas diversas oficinas e rodas de conversa sobre temáticas importantes na caminhada dos jovens e da PJ. Tudo isso em busca de continuar impulsionando uma Pastoral que tem sido ao longo de 50 anos e quer continuar sendo semente de vida para os jovens do Brasil, da Amazônia e do Regional Norte1. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom Leonardo: “A PJ é a possibilidade de nos realizarmos como pessoas”

Os 50 anos de caminhada da Pastoral da Juventude reúne a Pastoral da Juventude do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1) na Maromba de Manaus de 14 a 17 de dezembro para realizar o IX Encontro Regional da PJ, que tem como tema “Tempo de Celebrar, sejamos um Canto Novo, Profético e Missionário”, com a participação de mais ou menos 120 representantes de sete das nove igrejas locais que fazem parte do Regional. Segundo Marcelo Pereira dos Santos, jovem da Prelazia de Tefé, que faz parte da coordenação da PJ no Regional Norte1, o encontro é uma oportunidade para que os jovens participantes possam “reconhecer histórias de pessoas que pisaram esse chão, que fizeram caminhada”. Na Amazônia, a Pastoral da Juventude tem muitos diferenciais na forma de fazer pastoral, segundo o jovem. Ele destaca a atenção que é dada à cultura, algo que deixa a Pastoral ainda mais rica. Isso vai ser celebrado com muita alegria, muita formação, muita festa ao longo desse encontro, um momento mágico, enfatizou o membro da coordenação da PJ Regional Norte1. O encontro iniciou com uma Eucaristia presidida pelo Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e Presidente do Regional Norte1, que destacou a importância da PJ nesses 50 anos de caminhada, formando homens e mulheres que tem se tornado lideranças em diversos âmbitos no Brasil afora.  Na homilia, ele questionou se a PJ deseja viver o Reino de Deus, que definiu como “o jeito de Deus, o modo de Deus, é o modo de Deus que nós vemos em Jesus”. Lembrando que estamos a caminho de Belém, o arcebispo disse que “vamos de novo apalpar o jeito de Deus, que é simples, é pobre, não é ostensível, não é dominador, não se impõe, é um modo acolhedor, é um modo onde todos podem vir, os pastores, os mais pobres podem chegar”. Segundo o Cardeal Steiner, “o Reino de Deus envolve a todos e a todas que de fato desejam viver o Reino de Deus”. Um Reino de Deus que é simplicidade, que se manifesta no consolo, “Jesus vai ao encontro das pessoas necessitadas, Ele não abandona, não deixa ninguém para trás, leva todos, esse é o jeito de Deus”. Ele insistiu em que “todos podem participar, todos devem participar, porque no Reino de Deus somos todos filhos de um mesmo Pai, filhas de um mesmo Pai. No Reino de Deus somos todos irmãos, não existe maiores ou menores, existe uma igualdade, uma igualdade de fraternidade, uma igualdade de respeito, uma igualdade de justiça”. Um encontro em que “estamos agradecendo a Deus 50 anos de tantos jovens que procuraram compreender e viver o Reino de Deus”, destacando os testemunhos ao longo desse tempo. Ele colocou como um exemplo disso Flávio Dino, com quem sendo Ministro da Justiça o Cardeal Steiner se encontrou. Flávio Dino disse ser pejoteiro, testemunhando que “o que eu sou hoje como cidadão, eu devo à PJ. Eu aprendi com a PJ a questão da justiça, eu aprendi com a PJ a questão da fraternidade, eu aprendi com a PJ que a sociedade precisa de transformação”. Isso levou Dom Leonardo a disser que “a PJ é a possibilidade de nos realizarmos como pessoas, como mulheres, como homens”. O Presidente do Regional Norte1 destacou que “o Evangelho mostra o caminho, o Evangelho não são normas, o Evangelho não são mandamentos, o Evangelho é um modo de viver, é um modo de se relacionar, é um modo de se querer bem, é um modo de se respeitar, é um modo de acolher, é um modo de ir ao encontro dos outros, é um modo de esperança”. Ele convidou os jovens a ler o Evangelho todos os dias, “vocês vão encontrar as belezas que tem, e aí aquele vazio que às vezes nós sentimos, nós vamos devagarinho, devagarinho, que Deus no vazio nos fala, que Deus no vazio se faz presente”. Diante das pessoas que dizem perder sua fé, o cardeal insistiu em que “a fé a gente na perde, porque a fé a gente recebeu, é a fé que grudou na gente, não é a gente que grudou na gente, é a fé que nos pegou, não fomos nós que pegamos a fé”. Uma fé que não é certeza, “é a fé que nos guia através dos caminhos que nós ainda não sabemos e não conhecemos”, destacou o cardeal. Ele colocou a leitura da Bíblia como caminho para aprofundar na fé e disse que “a PJ é a possibilidade de aprofundarmos a nossa fé, de darmos passos em maior profundidade. A PJ é a possibilidade de nós vislumbrarmos com maior profundidade quem Deus significa para nós, quem é Jesus para mim”, de segundo diz a Segunda Carta de São Pedro “darmos razão da nossa fé”. Para isso, ele falou das reuniões, debates, encontros, celebrações como modo de “devagarinho encontrarmos esse caminho tão bonito do Reino de Deus, tão realizador do Reino de Deus”, pedindo “que Deus nos acompanhe nessa caminhada e que vocês deixem sinais fortes e vigorosos na PJ para que os outros pensem, a PJ vale a pena. E a PJ indique o caminho de vida, mostre o futuro, mas não o futuro lá, o futuro presente”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Nos fecharmos em ideologias gera polarização e nos afasta dos outros

Nos fecharmos dentro de nós mesmos, de nossos pequenos círculos e grupos, de nossas ideias é algo cada vez mais presente em nossa sociedade. São atitudes que nos polarizam, que nos enfrentam com os outros, que nos levam a ver o outro como um inimigo. Resulta surpreendente ver em diversos lugares de Manaus cartazes pedindo um plebiscito sobre a pena de morte, algo que tem que nos levar a refletir sobre os rumos que estamos tomando como pessoas. No caso dos cristãos, esse chamado é ainda mais forte. O Papa Francisco na catequese de ontem, disse que “os cristãos fechados terminam sempre mal, pois não são cristãos, mas ideólogos, ideólogos do fechamento. O cristão deve ser aberto no anúncio da palavra e no acolhimento dos irmãos e irmãs”. A sociedade, o Reino de Deus, um mundo melhor para todos se constrói na medida em que estamos dispostos a nos abrirmos aos outros, também àqueles que são diferentes, que pensam diferente. A diversidade é uma premissa fundamental se queremos caminhar juntos, se não pretendemos nos fecharmos em nossas fortalezas que nos levam a pensar que somos melhores do que os outros. O que eu estou disposto fazer para isso? Quais passos eu estou disposto dar para chegar até o outro e descobrir nele a presença de um irmão, de uma irmã? Como deixar de lado os preconceitos que me afastam das pessoas, que me levam a vê-las como inimigas? O que está faltando na minha vida cristã, como discípulo e discípula de Jesus para assumir suas atitudes no meu relacionamento com os outros? O Batismo, que era o tema da catequese do Papa Francisco, tem que fazer de nós homens e mulheres que olham a vida de um modo diferente. Somos chamados a refletir, a pensar, a encontrar novos caminhos, a construir uma sociedade mais aberta, mais humana, mais cristã, com menos ideologias que nos levam a nos fecharmos em nós mesmos. O cristianismo não é e nunca pode ser uma ideologia, o cristianismo é uma religião prática, que se concretiza na caridade, que é a realização prática do amor. Movidos pelo amor, somos capazes de viver a fraternidade, de enxergar naquele que é diferente a presença de alguém que nos enriquece, que nos ajuda a crescer como pessoas. Para o cristão ninguém deveria ser um inimigo. O grande desafio é mudar uma sociedade onde a polarização e a violência têm tomado conta da vida das pessoas. Nos custa nos relacionarmos com os outros sem desconfiança, olhar para eles com sentimentos fraternos. Mas isso tem que mudar, o Papa Francisco nos faz um chamado a isso, e nós temos que assumir essa proposta como algo inadiável. Pensemos naqueles que de diferentes modos fazem parte da nossa vida, e aprendamos a olhar para eles com o olhar de Jesus, com a misericórdia de Deus. Só assim para poder acolher a todos e todas de verdade e aprender a descobrir neles a presença de um irmão, de uma irmã, que me ajuda a ser gente de verdade. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira: Na Prelazia de Itacoatiara, “eu aprendi muito a amar a Amazônia”

No dia 03 de novembro de 2023, Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira foi nomeado bispo da Prelazia do Marajó. Ele era bispo da Prelazia de Itacoatiara desde sua posse em 30 de julho de 2017. Uma Igreja que ele considera “a escola de entrada aqui na Amazônia”, uma região que ele só conhecia pelo estudo, pelas Campanhas da Fraternidade, “mas a Igreja me oferecendo essa possibilidade de ser bispo na Prelazia de Itacoatiara me deu a oportunidade de estar pisando o chão da Amazônia”, lembrando um canto de uma das Campanhas da Fraternidade, que ele gosta muito, que diz “Nossa Vida e Missão neste chão”. No tempo vivido na Prelazia de Itacoatiara, “eu aprendi muito a amar a Amazônia”, disse o presidente da Comissão Pastoral da Terra, “a compreender a importância da Amazônia no contexto do meio ambiente, a importância da Igreja ser uma Igreja como o Papa tem pedido, com rosto amazônico, inculturada nessa nossa realidade”, um caminho de sintonia com a Laudato Si´ e com a preparação para o Sínodo para a Amazônia e o pós-sínodo, que tem procurado fazer na Igreja local da qual tem sido bispo por mais de seis anos. Ele disse ter sido bispo numa Igreja ribeirinha, “a Prelazia de Itacoatiara 85 por cento se chega somente através das águas, dos rios e dos lagos”. Para alguém chegado do sertão da Bahia “foi muito bom experimentar a missão através de navegar, de chegar até as comunidades, até nosso povo, através dos rios, que é uma outra realidade que tal vez só pisando aqui a gente consegue compreender bem”. Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira lembrou dos bispos anteriores, Dom Jorge Marskell e Dom Carillo Gritti, “duas grandes experiências, com dois jeitos diferentes de conduzir a Igreja. Dom Jorge numa igreja mais popular, mais voltada para as questões sociais, os pobres, uma igreja pé no chão. Dom Carillo fez um trabalho importante na organização da Igreja, ele criou paróquias, ele organizou o Seminário, ele foi quem ordenou os primeiros padres e se dedicou á parte da arquitetura da Igreja. Ele era arquiteto e ele teve essa grande preocupação de oferecer espaços bem construídos. Teve um trabalho muito forte dele de tentar fazer uma evangelização centrada na Catequese e na Liturgia”. Falando de sua experiência, o secretário da REPAM-Brasil disse que quando ele chegou em 2017, “eu tinha que manter esse caminho que Dom Carillo estava fazendo, de valorização da parte interna da Igreja, do Seminário, da Formação dos padres, da Catequese, da Liturgia, da celebração dos Sacramentos, mas eu senti que tinha um grito que estava abafado, que precisava a Igreja voltar a ter essa dimensão social a partir da fé”. Ele disse ter vindo de uma caminhada da Congregação Vocacionista, “onde eu atuei muito na formação dos leigos e leigas para que eles ocupassem seu lugar na sociedade, no mundo da política, no mundo sindical, então senti que eu tinha ali na Prelazia de Itacoatiara um espaço para a gente continuar essa minha linha de atuação, de acreditar que a dimensão social da fé, ela não pode ser retirada da ação evangelizadora da Igreja, e fomos tentando as duas coisas, o sacramental, litúrgico, catequético, a vida interna da Igreja, e a dimensão social da fé a través das Pastorais Sociais. Eu encontrei Criança, Saúde e Carcerária, e ao longo desses seis anos a gente foi tentando ampliar esse espaço e aí veio a Caritas, a Rede um Grito pela Vida, Pastoral da Pessoa Idosa, a Pastoral da Educação, a Pastoral da AIDS”. Uma das suas prioridades disse ter sido a formação, “para que as pessoas compreendam a dimensão social da fé. Tudo o que saia do Papa ou da CNBB, a gente procurava fazer com que as comunidades estudassem isso, refletissem isso”, sendo criada em 20023 a Escola de Formação de Leigos. Dom José Ionilton, como já disse no dia em que saiu sua nomeação como Bispo da Prelazia do Marajó, agradece “a Deus e á Igreja por ter me dado essa oportunidade, primeiro por ter me chamado para ser bispo e depois para ser bispo aqui, no Amazonas e na Prelazia de Itacoatiara”, algo que diz ter agradecido nas celebrações que está realizando nas paróquias nas últimas semanas. Ele destaca que “as pessoas foram muito acolhedoras, muita gente foi entrando nessa dinâmica de vivência da fé e da vida, fazendo com que a nossa fé celebrada sea uma fé vivida nas realidades em que cada pessoa se encontra”. Ele insiste em agradecer a “todas as pessoas da Prelazia que me acolheram, que me ajudaram, que somaram forças com a gente, a equipe da Cúria, que trabalhou incansavelmente para a gente fazer esse caminho, os agentes de pastoral, as pessoas que assumiram as Pastorais Sociais e que foram fazendo a caridade, a solidariedade estar presente”, agradecendo de coração o povo da Prelazia de Itacoatiara, “principalmente aqueles que eu tive mais contato em cada paróquia, em cada comunidade”. Diante da nova missão, o bispo eleito diz não ter ainda muito conhecimento da Igreja do Marajó. Ele conversou com o bispo anterior, Dom Evaristo Spengler, atualmente Bispo da diocese de Roraima, que tinha feito uma assembleia pouco antes de ser transferido. Segundo Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, “a gente vai para pegar o resultado daquela assembleia, que está fazendo um ano agora, e tentar ver como nós vamos caminhando a partir das decisões da assembleia”, algo que ele destaca como importante. Depois tem previsto ir entrando em contato com as pessoas, ter contato com as pastorais, os grupos, os organismos da Igreja que lá já existem, verificar o andamento do processo de formação iniciado por Dom Evaristo Spengler. Ele quer, “chegando lá me inteirar melhor de toda essa realidade e manter o caminho que já vinha sendo feito”, insistindo na necessidade de continuar uma história de 90 anos de Prelazia, uma outra realidade, diferente do vivido em Itacoatiara, que “mais uma vez vou ter que vivenciar aquela experiencia que a Igreja pede de…
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