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Construir uma sociedade com Espírito

Vida, força, coragem, Espírito, são elementos que quando fazem parte do caminhar da Igreja, ela tem a capacidade de ir além, de não desanimar diante das dificuldades, de levar a boa notícia do evangelho até os confins do mundo. No final das contas, o chamado à missão, com a força recebida do Espírito Santo é a grande tarefa que Jesus encomenda a seus discípulos e discípulas. Em Pentecostes, a festa do Divino Espírito Santo, a Igreja nasceu, e nesse dia a Igreja de Manaus mostra que continua viva, renovando assim seu chamado a ser uma Igreja em saída missionária. Poderíamos dizer que é a grande festa da arquidiocese de Manaus, a festa em que o povo reunido carrega as baterias para continuar iluminando a vida da sociedade, uma luz que se faz presente em cada batizado e batizada, mas também em cada comunidade, em cada área missionária, em cada paróquia. Um discípulo sem a força do Espírito vai perdendo o sentido de seu ser cristão, vai se apagando, pois deixa de fazer realidade aquilo que é fundamento de sua vida: testemunhar que Deus se faz presente no meio de nós em seu Espírito. É Ele que continua enviando e somos nós que temos que chegar nos outros e fazer vida esse Deus. Isso tem que ser traduzido em atitudes, em modos de reagir diante das situações com as quais vamos nos deparando no dia a dia. Se o Espírito de Deus habita em mim, eu tenho que reagir segundo seus princípios, me tornando presença de Deus, gente de Deus, na vida dos outros. É assim que Deus ilumina todas as dimensões da vida da nossa sociedade, evitando considerar seu Espírito como algo etéreo, que não tem a ver com as realidades concretas. O Espírito de Deus não fica preso nos templos, Ele vai com quem o recebe e acolhe, Ele é força que dinamiza a vida dos discípulos e discípulas e faz com que o modo de viver se torne diferente. O Espírito quer acompanhar o agir dos discípulos missionários, quer animar as lutas cotidianas, quer levar além aqueles que se esforçam cada dia para que o Reino de Deus se torne presente no meio de nós. Nestes dias em que estamos nos preparando para a Solenidade de Pentecostes deixemos que o Espírito de Deus entre a fazer parte de nossa cotidianidade, que Ele se torne companheiro de caminho e infunda em nós a força de seu Amor que nos leva a um compromisso cada dia mais forte. É tempo do Espírito, Ele quer habitar em você e a través de você na vida da humanidade, na sociedade à qual todos nós, como discípulos e discípulas missionários somos enviados. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

Dom Leonardo: “Cristo foi elevado ao mais alto dos céus; contudo continua sofrendo na terra”

“Antes de ocultar-se, Jesus envia os discípulos, lhes entrega uma missão: ‘ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!’”, afirmou dom Leonardo Steiner na Solenidade da Ascensão do Senhor, recordando que São Marcos diz: “Ide e anunciai o Evangelho a toda a criatura”. Segundo o cardeal Steiner, “Jesus ressuscitado envia os seus discípulos a difundir o Evangelho por todo o mundo e se eleva ao céu. Ascensão exorta-nos a elevar o olhar para o céu, e seguir a missão recebida: ir a todo os povos, a toda a criatura e anunciar que existe nova vida, uma boa notícia; agora, esperança: não mais a morte, mas a vida”. O Arcebispo de Manaus considera “admirável que Jesus confie essa missão a um grupo pequeno, quase insignificante”, lembrando as palavras do Papa Francisco, para quem “este grupo restrito, irrelevante diante das grandes potências do mundo, é enviada para levar a mensagem de amor e de misericórdia, da mansidão e do consolo a todos os recantos da terra”. “Ide e fazei discípulos! Ide e fazei seguidores, ide e fazei anunciadores. Em todos os povos haja discípulos de Jesus. Em todos os povos Jesus seja anunciado, amado e seguido. Em todos os cantos da terra possa ressoar a presença do Crucificado-ressuscitado, o novo Reino. Novo Reino, novas comunidades que na alegria de conhecer a Jesus, no significado de sua morte e ressurreição, testemunhem que todos podem participar da alegria, da beleza e do júbilo da salvação”, é o chamado de Jesus, segundo o cardeal. Lembrando a primeira leitura, que “nos fez ver a estaticidade dos discípulos apesar de terem sido enviado”, Dom Leonardo insiste em que “os homens de branco os enviam, pois não devem permanecer parados olhando para o céu. Nos Atos dos apóstolos lemos como eles são transformados em pregadores destemidos, em testemunhas vivas do Ressuscitado. Eles ao iremos a povos diversos oferecem a própria vida como pregação”. Segundo o arcebispo de Manaus, “neles também nós recebemos a missão”, que nos pede: “Ide discípulos e discípulas; a caminho, falando, testemunhando a vida, a morte e a ressurreição de Jesus. Visibilizar a sua vida, a sua paz, o seu bem, a sua misericórdia, a magnanimidade, a superabundância de bem e bondade. Não podemos guardar para nós esse tesouro extraordinário. Ide e fazei missionários, missionárias, anunciadoras e anunciadores”. “É a missão que recebemos no batismo e nos foi confirmado pela crisma. Pelo batismo e pela crisma somos enviados a anunciar e testemunhar a Jesus.  A graça do batismo e o dom da crisma que nos envia, nos faz missionários, missionárias, do Crucificado-ressuscitado. Com nossos gestos e palavras nos tornamos os pregadores de Jesus. Com nosso modo de viver da bondade e da misericórdia, da magnanimidade e gratuidade, vamos visibilizando a presença de Jesus que sobre ao céu”, destacou o cardeal.   Citando as palavras de Papa Francisco sobre a Ascensão do Senhor, que “inaugura uma nova forma de presença de Jesus no meio de nós”, o cardeal disse que “Cristo foi elevado ao mais alto dos céus; contudo continua sofrendo na terra através das tribulações e aflições que experimentamos ao tentarmos viver do Evangelho. Elevado ao céu continua na terra estar com fome, com sede, sem casa, preso, doente, nu”, lembrando as palavras de Mateus 25: “Eu estava com fome e me destes de comer”. Segundo Dom Leonardo, “o Ide e batizai, tem essa grandeza de perceber a presença de Jesus em cada irmã e cada irmão que sofre e passa por necessidade. E não só as necessidades corporais, mas também as da alma”. Inspirado nas palavras de Santo Agostinho, o arcebispo questionou: “Porque não havemos também nós, enquanto trabalhamos ainda sobre a terra, de descansar já com Cristo no céu, por meio da fé, esperança e caridade, que nos unem ao nosso Salvador?”. Segundo ele, “Cristo está no céu, mas está também conosco; e nós, permanecendo na terra, estamos também com Ele. Ele está conosco pela sua divindade, pelo seu poder, pelo seu amor; nós, embora não possamos realizar isso pela divindade, como Ele, podemos realizá-lo ao menos pelo amor para com Ele”. Dom Leonardo também lembrou que na Solenidade da Ascensão a Igreja celebra o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Ele recordou que na Mensagem somos chamados a “falar com o coração. Testemunhando a verdade no amor”, segundo nos diz a Carta aos Efésios. Citando um trecho da Mensagem, ele insistiu na necessidade de falar com o coração, pois “só no amor será possível a paz, a fraternidade”. Igualmente, recordou que com a Solenidade da Ascensão do Senhor iniciamos a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Inspirada no texto de Isaias que irá guiar nossa oração neste ano, o cardeal insistiu em “fazer o bem, e buscar a justiça. Nós seguidores e seguidoras de Jesus, nós cristãos, nos unirmos no bem; que o Bem possa nos unir. No bem e na bondade, a justiça possa guiar nossas relações. A justiça que supera o racismo, o preconceito religioso, os antagonismos”. “Ascensão do Senhor! Hoje nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao céu; suba também com ele o nosso coração. E assim como ele subiu sem se afastar de nós, também nós subamos com ele, embora não se tenha ainda realizado em nosso corpo o que nos está prometido”, disse, lembrando as palavras de Santo Agostinho. Daí chamou a que “caminhemos e anunciemos o novo Reino, acreditemos que só o amor é capaz de transforma nosso corações e relações”. Finalizando com a oração da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Solenidade da Ascensão: “Jesus nos encarrega de sua missão e obra”

“A Ascensão é o momento em que Jesus nos encarrega de sua missão e obra, prometendo que estará sempre conosco”, afirma Conceição Silva, comentando o Evangelho deste domingo. Segundo a representante das Pastorais Sociais da Arquidiocese de Manaus, “o evangelho da Ascensão do Senhor, convida a todos para nos comprometermos a viver de acordo com o que Ele ensinou: praticar a justiça em favor dos pobres e marginalizados, pois sua presença sempre estará conosco no meio da comunidade”. Ela afirma que “Jesus nos fala que para sermos discípulos precisamos guardar seus ensinamentos. Isso não significa ser perfeito e sim estar comprometido com tudo que ele ensinou sem diminuir nada. Também precisamos praticar seus ensinamentos e segui-lo com dedicação exclusiva”. “Diante da realidade que nos cerca precisamos criar estratégias, metodologias que nos leve a uma evangelização libertadora, onde fazer visitas nas famílias, reunir pequenos grupos, conhecer comunidades ribeirinhas indígenas, elaborar projetos em suas pastorais ou movimentos que lutem à favor da vida digna isso é compromisso com o reino”, segundo Conceição Silva. “Nesse dia em que também comemoramos o dia das comunicações, que cada um de nós se sinta um verdadeiro comunicador da alegre notícia que nos tornou felizes e deu sentido as nossas vidas”, enfatizou a representante das Pastorais Sociais. Finalmente, fez um chamado: “não tenhamos medo! O convite para evangelizar, não é tão atraente, vai custar nosso tempo, nosso dinheiro, nossa reputação, e até pode custar nossa própria vida, poucas pessoas vão acreditar no que temos a dizer, e muitos vão nos excluir, até perseguição estamos sujeitos, mas nos sentiremos sempre felizes e seguros, pois a partida de Jesus não foi um afastamento de nós, Ele está para sempre no interior e realmente presente no coração da Igreja e de cada fiel, através da potência do seu Espírito Santo. Amados irmãos e irmãs não tenhamos mêdo, é dessa maneira que glorificamos o Cristo, bendito para sempre!”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

18 de maio: Defender as crianças e adolescentes do abuso e exploração sexual é nossa obrigação

Você considera o abuso e exploração de crianças e adolescentes como algo normal, como algo que não tem jeito, que dificilmente pode ser resolvido? Se você pensar que isso é assim, deve parar, pensar e mudar seu pensamento, porque a exploração sexual de crianças e adolescentes é algo intolerável, inadmissível, que de jeito nenhum pode ser tolerado, e além de tudo é crime. Hoje é 18 de maio, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o dia do Faça Bonito. Desde o ano 2000 em que foi promulgada a lei, neste dia é uma oportunidade que ninguém pode deixar passar para a sensibilização sobre a importância e a necessidade de se enfrentar a violência sexual contra crianças e adolescentes, em todos os níveis e de forma ampla na sociedade. Todos somos chamados a nos mobilizarmos e tomarmos consciência que a sociedade brasileira é obrigada a combater esse crime que acaba com a vida e os sonhos de tantas crianças e adolescentes Brasil afora. É uma grande oportunidade para um debate amplo e coletivo sobre as diferentes manifestações da violência sexual, sobretudo aquelas que podem ser ainda pouco debatidas, pouco conhecidas para muita gente, como a violência sexual online, a violência sexual no namoro, o assédio e a importunação sexual. Tem coisas que não dá e tudo o que de qualquer modo pode levar a uma criança ou adolescente a se tornar vítima de abuso e exploração sexual é algo que não dá de jeito nenhum. Não tem desculpa, não tem conversa, não tem para onde correr, é crime e as vítimas têm que ser sempre defendidas e os abusadores têm que ser presos, para assim evitar que eles possam continuar cometendo esses crimes. Nós que somos adultos, estamos obrigados a conhecer sobre como agir diante de um caso ou suspeita de violência sexual. Temos que estar preparados para ajudar as vítimas, para conhecer os sintomas e para poder acompanhar àquelas crianças e adolescentes que passam por essa situação de abuso e exploração. Se você suspeitar que alguém está sendo vítima desse crime, não fique olhando para o outro lado e assuma sua obrigação como cidadão, como gente que olha para o outro com um olhar de cuidado e proteção. Salvar uma criança, um adolescente de cair nas redes desse tipo de crime, é cuidar da vida, é motivo suficiente para viver de olho aberto e não ter medo de denunciar e acompanhar aqueles que precisam de sua ajuda, da minha ajuda. Crianças e adolescentes que poucas vezes têm as condições de enfrentar sozinhas essas situações que provocam tanta dor e sofrimento em suas vidas, É tempo de fazer bonito, de tirar da nossa sociedade tudo aquilo que acaba com a vida de tantas crianças e adolescentes no Brasil e no mundo, tudo aquilo que suja essa vida, que impede as crianças e adolescentes de seguir sonhando e olhando para o futuro com ilusão e esperança. Não esqueça, essa é sua obrigação e se você não faz está se tornando cúmplice dos criminosos que matam a vida de tanta gente. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

Dom Jaime Spengler eleito presidente do Celam para o quadriénio 2023-2027

A 39ª Assembleia Geral Ordinária do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (Celam), que se realiza em Aguadilla (Porto Rico) de 16 a 19 de maio de 2023, acaba de eleger a sua nova presidência, uma das tarefas confiadas aos bispos com direito de voto, os presidentes e secretários das conferências episcopais ou os bispos delegados, à atual presidência e os bispos responsáveis pelos quatro centros do Celam. Dom Jaime Spengler – presidente O novo presidente do Celam é Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e recentemente eleito presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Nascido a 6 de setembro de 1960, em Gaspar (SC), é membro da Ordem dos Frades Menores (Franciscanos). Ordenado sacerdote em 17 de novembro de 1990, foi nomeado bispo auxiliar de Porto Alegre em 2010, onde é arcebispo desde 18 de setembro de 2013. Na CNBB, foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada de 2011 a 2015, sendo presidente dessa comissão de 2015 a 2019. Em maio de 2019 foi eleito primeiro vice-presidente da CNBB, e na última assembleia, realizada em abril de 2023, foi eleito presidente para o próximo quadriênio. Dom José Luis Azuaje – primeiro vice-presidente Para a primeira vice-presidência, os bispos elegeram Dom José Luis Azuaje Ayala. Nascido em Varela (Venezuela) a 6 de dezembro de 1957, foi ordenado sacerdote a 5 de maio de 1984. O atual arcebispo de Maracaibo foi nomeado bispo auxiliar de Barquisimeto em 18 de março de 1999, função que desempenhou até ser nomeado bispo de El Vigía-San Carlos del Zulia em 15 de julho de 2006. Foi nomeado para a sua atual sede em 24 de maio de 2018. De 2018 a 2022, foi presidente da Conferência Episcopal da Venezuela e acaba de entregar o cargo de presidente da Cáritas América Latina e Caribe. No Celam, no quadriénio 2019-2023, foi bispo coordenador do Conselho do Centro de Redes e Ação Pastoral. Dom José Domingo Ulloa – segundo vice-presidente A segunda vice-presidência será ocupada por Dom José Domingo Ulloa Mendieta, OSA. Nascido em Chitré (Panamá) a 24 de dezembro de 1956, foi ordenado sacerdote a 17 de dezembro de 1983. Foi nomeado bispo auxiliar do Panamá em 26 de fevereiro de 2004, tendo tomado posse como arcebispo em 18 de Abril de 2010. Foi secretário-geral da Conferência Episcopal Panamenha de 2007 a 2011, bispo presidente do Conselho de Comunicação da Conferência Episcopal Panamenha e delegado da Conferência Episcopal Panamenha no Celam de 2007 a 2011. No Celam foi bispo encarregado da Secção de Mobilidade Humana, do Turismo e da Pastoral do Mar, do Departamento de Justiça e Solidariedade. Dom Santiago Rodríguez – Presidente do Conselho dos Assuntos Económicos O novo presidente do Conselho para os Assuntos Económicos é Mons. Santiago Rodríguez Rodríguez. Nascido em Mamey, Los Hidalgos, Puerto Plata, (República Dominicana), a 25 de maio de 1968, foi ordenado sacerdote a 24 de junho de 2000. É bispo desde 30 de dezembro de 2017 em que foi ordenado em e assumiu a diocese de San Pedro de Macorís. Dom Lizardo Estrada – Secretário-geral A secretaria geral do Celam será assumida por Dom Lizardo Estrada Herrera, OSA. Nascido a 23 de setembro de 1973 na província de Cotabambas (Peru), fez a sua profissão solene na Ordem de Santo Agostinho a 27 de maio de 2001. Foi ordenado sacerdote a 7 de agosto de 2005 e nomeado bispo auxiliar de Cuzco a 9 de janeiro de 2021. O novo presidente disse assumir a indicação da Assembleia do Celam “em espírito de obediência, mas também orientado pela fé”. Dom Jaime Spengler insistiu em que “é um conselho episcopal, e como conselho tem a missão de favorecer a caminhada evangelizadora da Igreja no continente latino-americano e caribenho”. O arcebispo de Porto Alegre pediu que “oxalá, junto claro na comunhão com os irmãos, em espírito de fé, repito, atentos àquilo que é a orientação hoje do Magistério, mas também junto aos sinais dos tempos, aos desafios que a cultura atual nos impõe, oxalá possamos corresponder à altura daquilo que a assembleia hoje, de alguma forma pede de nós presidência do Celam”, fazendo um chamado a todos a “caminhar à altura dos tempos atuais”. Esta quinta-feira, 18 de maio, deverão ser eleitos os bispos coordenadores dos conselhos dos quatro centros em que se divide a atual estrutura do Celam: Centro de Gestão do Conhecimento, Centro de Redes e Ação Pastoral, Cebitepal e Centro para a Comunicação. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Papa Francisco à 39ª Assembleia do Celam: discernir “em sinodalidade com todo o povo santo de Deus”

O Papa Francisco, por intermédio do Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado Vaticano, enviou uma mensagem a Dom Miguel Cabrejos, Arcebispo de Trujillo (Peru) e Presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (Celam), por ocasião da 39ª Assembleia Geral Ordinária do Celam, que se realiza em Porto Rico de 16 a 19 de maio. Frutos abundantes para a Assembleia do Celam Segundo a carta, “o Santo Padre agradece a mensagem que os bispos membros da presidência do Celam enviaram por ocasião da 39ª Assembleia Ordinária, e com a qual expressam o seu afeto fraterno, assegurando-lhe a sua recordação nas suas orações”. Por intercessão da Santíssima Virgem Maria, “Vossa Santidade pede ao Senhor”, diz a mensagem, “que esta Assembleia dê abundantes frutos à Igreja peregrina na América Latina e no Caribe, para que esteja sempre pronta a servir, especialmente os pobres e os marginalizados, discernindo as inspirações do Espírito Santo, em sinodalidade com todo o povo santo de Deus“. No final da mensagem, o Papa Francisco concedeu a sua Bênção Apostólica aos participantes da 39ª Assembleia Geral Ordinária do Celam, “que de bom grado estende a todos os que foram confiados ao seu cuidado pastoral“. Uma mensagem em sintonia com o caminho do Celam A mensagem pontifícia está em sintonia com o tema da 39ª Assembleia Geral Ordinária do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe, que tem como lema: “Colegialidade, eclesialidade e sinodalidade para a missão“. Também com o caminho promovido pelo Celam nos últimos anos, já que a Igreja da América Latina e do Caribepode ser considerada como uma das grandes promotoras da sinodalidade com todo o povo santo de Deus a que se refere o Papa Francisco. Podemos dizer que a breve mensagem é, sem dúvida, um estímulo para a Igreja do continente neste momento em que serão marcadas as linhas a serem seguidas nos próximos anos, buscando fortalecer o processo de renovação e reestruturação do Celam iniciado na 37ª Assembleia Geral Ordinária realizada em Honduras em 2019. Da mesma forma, o processo que está sendo vivido em relação ao Sínodo 2021-2024, do qual muitos veem um preâmbulo em um dos momentos mais marcantes da vida do Celam nos últimos anos, como foi a Primeira Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, realizada no México em novembro de 2021, e considerada um exercício prático de sinodalidade. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Eware On: Jovens, culturas indígenas e Mídia

Com grande alegria, 38 jovens indígenas da etnia Ticuna e Kokama, finalizaram com grande responsabilidade o curso intensivo de “Comunicação e Design Visual” ministrado pela Prof.ª Me. Carla Batista, no período de 17 de abril a 13 de maio de 2023, perfazendo um total de 90 horas. Este Curso foi realizado pelo Projeto Eware On da Paróquia Indígena São Francisco de Assis e Frades Menores Capuchinhos com o apoio da REPAM e Comissão para a Amazônia da CNBB. O Projeto Eware On proporcionou uma experiência de comunicação e design visual através de cursos, workshops, palestras, rodas de conversa e mentorias para os povos originários de Belém do Solimões da Terra Indígena EWARE sem perder a sua essência com o meio ambiente e os conhecimentos tradicionais… e a fim de que os jovens indígenas encontrem sentido de vida e não se percam nas drogas lícitas e ilícitas cujas consequências refletem diretamente nas famílias nas comunidades que residem. Um obrigado especial a cada jovem que se dedicou com intensidade neste curso e revelou seus talentos, a Professora Carla pela sua competência, doação e metodologia, a Dona Nazaré pela sua alegre presença, aos Frades Menores Capuchinhos pela sua disponibilidade e acolhida… e a MAPANA, ADACAIBS e Paróquia por acreditar e investir em suas jovens indígenas! Deus nos ilumine e conduza sempre! Blog Belem do Solimões

Dom Leonardo: “O Evangelho nos apresenta uma espécie de testamento de Jesus. O testamento é o amor!”

Lembrando que na liturgia caminhamos para a despedida de Jesus com a Solenidade da Ascensão, iniciou o cardeal Leonardo Steiner sua homilia do 6º Domingo da Páscoa. Um Jesus que mostra “na despedida a garantia de que não nos deixa órfãos”. Segundo o arcebispo de Manaus, “o Evangelho nos apresenta uma espécie de testamento de Jesus. Aos discípulos, inquietos e assustados, Jesus promete o ‘Paráclito’. Será o Espírito Santo a conduzir a comunidade cristã em direção à verdade; e levá-la a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e com o Pai. Dessa forma, a comunidade será a ‘morada de Deus’, como ouvimos na liturgia do domingo passado e ela dará testemunho da salvação que Deus oferece”. Citando o texto evangélico: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”, Dom Leonardo insistiu em que “o testamento é o amor! O amor que desperta para os mandamentos que visibilizam a relação nova e renovadora. O amor oferecido, a dinâmica na qual somos convidados a ingressar é o amor que Jesus demonstrou por nós”, refletindo sobre o amor de Jesus com as palavras de Guilherme de Saint-Thierry. O arcebispo insistiu em que “somos convidados a amar, mas amar como Jesus nos amou, e no seu amor guardar os mandamentos que nos deixou”, algo que aparece no texto do Evangelho, e na reflexão de São Bernardo de Claraval, sobre a importância de guardar a Palavra de Deus. Dom Leonardo destacou “como nos encanta as palavras de Jesus ao nos dizer que viver o mandamento do amor atrai o Espírito Santo. Jesus nos envia o Paráclito o Defensor que permanecerá sempre conosco. Não é comovente percebermos que ao nos deixarmos mover e direcionar pelo mandamento do amor atraímos o Espírito Santo? O Espírito nos indica o ponto de partida da nossa vida”, citando as palavras do Papa Francisco em que fala sobre a dinâmica do amor. Insistindo em que “Jesus no amor o ‘Paráclito’, permanece sempre conosco”, o cardeal explicou o que esse “Paráklêtos” significa: “o advogado, auxiliar, defensor, o consolador, o intercessor. Mais perceptivelmente consolador!”. Dom Leonardo disse que “enquanto esteve os discípulos, Jesus ensinou, guiou, orientou, os protegeu e defendeu O Paráclito, o consolador que Jesus enviará é o Espírito Santo, pois na tentativa de viver o mandamento do amor, o Espírito Santo estará com eles, os guiará, os fortificará, transformará, os firmará na fé a ponto de darem a vida pelo Evangelho. Será Consolo!”, algo em que insiste o Papa Francisco que nos chama a dar testemunho no Espírito Santo. O presidente do Regional Norte1 da CNBB, afirmou que “o Espírito ensinará e cuidará dos seguidores, seguidoras, discípulos e discípulas de Jesus. O Espírito conservará a memória da pessoa e dos ensinamentos de Jesus, iluminando os discípulos a interpretar os ensinamentos diante dos novos desafios. O Espírito será a segurança dos discípulos; será guia, defensor, aclarador ao enfrentarem as contrariedades e as hostilidades. O Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não vê, nem o conhece”, citando o texto que diz: “Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós”. Em palavras do cardeal Steiner: “o Espírito conduz a comunidade dos seguidores e seguidoras na missão, na elucidação dos novos desafios e manifestações que a realidade apresentar. E na sua historicização a comunidade dos fiéis será iluminada pela verdade e pela liberdade. Contemplando a história da Igreja vemos que é o Espírito Santo, o Paráclito a conduz. E conduzirá até o fim dos tempos. O Defensor permanecerá sempre na Igreja. Ele permanece junto de nossas comunidades e estará em nós!”. Com as palavras de Jesus: “Não vos deixarei órfãos!”, Dom Leonardo lembro que “não nos sentiremos órfãos ao vivermos do amor e o Espírito permanecer junto de nós e estar dentro de nós. Com Ele em nós não nos sentiremos a privação: desamparados, carentes, separados, desiludidos, perdidos, desprezados, na orfandade. Ele, no aquecimento do amor, na proximidade do consolo, na elucidação da verdade, na graça da fé, firma na pertença como filiação do Pai, como fraternidade do Filho. Jamais sós, jamais abandonados! Mesmo nas maiores dificuldades, nos desacertos e contradições, o Espírito a nos guiar, iluminar e aquecer”. Segundo o arcebispo de Manaus, “a orfandade pode levar a uma verdadeira degradação nas relações”, uma afirmação que ele iluminou com as palavras do Papa Francisco em que reflete sobre a degradação das pessoas, da terra e do próprio Deus. Diante disso, “o Espírito que em nós está e nos vivifica, vence a nossa orfandade, une não separa. Nosso pertencimento, a nossa relação de proximidade e de cuidado que o Espírito nos oferece supera a orfandade”, insistiu o cardeal. “O Espírito nos liberta da orfandade, ele nos consagra e insere na vida e comunidade de fé”, disse Dom Leonardo, lembrando que “na primeira leitura em Atos dos Apóstolos, os samaritanos receberam a graça do conhecimento de Jesus. Foram plenamente inseridos na força do Evangelho pela imposição das mãos e a invocação do Espírito Santo por Pedro e João”. Segundo o cardeal, “é pela ação do Espírito Santo que somos levados a dar a razão da nossa esperança, como nos dizia Pedro na segunda leitura. Diante das dificuldades, diante da difamação, diante da morte, do sofrimento, deixar-se guiar pelo Espírito da mansidão, do respeito, da justiça, da bondade. O Espírito que nos concederá a graça de ‘sofrer praticando o bem, se esta for a vontade de Deus, do que praticando o mal’”, lembrou Dom Leonardo. O cardeal encerrou suas palavras com uma oração de Guilherme de Saint-Thierry, lembrando que “no domingo que a Palavra de Deus nos indica o caminho do Amor que o Espírito Santo desperta em nós, lembramos das nossas mães. Vivas e falecidas! A elas nossa gratidão e oração. A elas a bondade e a retidão recebidas”, o que o cardeal fez com um poema por título “Gratidão”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

6º Domingo da Páscoa: “Jesus se une ao Pai, nós nos unimos a Ele, e recebemos o Espírito da Verdade, o Grande Defensor”

No sexto Domingo da Páscoa, a Ir. Cidinha Fernandes começa sua reflexão lembrando as palavras do Salmo do dia: “Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar, vou contar todo o bem que ele me fez! Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, não rejeitou minha oração e meu clamor, nem afastou longe de mim o seu amor!” Segundo a religiosa, “neste domingo encontramos os discípulos envolvidos por uma certa tristeza, um clima de despedida e Jesus, muito sensível ao desamparo dos seus discípulos faz a promessa de não os deixar órfãos, enviando o Defensor, que é o Espírito da Verdade, que permanecerá sempre com eles e conosco, ao nosso redor e dentro de nós!”. A Ir. Cidinha insistiu em que “Jesus dá aos seus discípulos a dimensão mais profunda e comunitária do seguimento: guardar os seus mandamentos e os observar numa profunda unidade, Jesus se une ao Pai, nós nos unimos a Ele, e recebemos o Espírito da verdade, o grande defensor”. “Essa realidade contemplamos na primeira leitura que descreve o encontro dos apóstolos com uma comunidade da Samaria, juntos eles rezam, impõe às mãos e recebem o Espírito de Deus. Essa comunidade vivencia a alegria de ver o sofrimento dos seus se transformar em júbilo”, afirmou a religiosa, citando a passagem dos Atos dos Apóstolos: “estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir”. “Este é o convite a nós feito hoje: guardar, observar os mandamentos, permanecermos unidos a Jesus, Ele está unido ao Pai que nos envia o Espírito Defensor, o Espírito da Verdade”, segundo a Ir. Cidinha. Ela destacou que “precisamos dar razão da nossa Esperança. Permanecermos unidos a Jesus, abertos ao seu Espírito, um Espírito de verdade no mundo de hoje que nem sempre busca a verdade, onde percebemos tanta obscuridade, trevas, desesperança, desamor”. A religiosa também lembrou o Dia das Mães, dizendo que “temos a alegria de celebrarmos uma fé que não nos deixa órfãos, desamparados. O sentimento de desamparo, solidão, medo, insegurança, tristeza, perdas é uma ferida existencial que se une a dor da fome, miséria, desigualdade social, violências, desemprego, perda de direitos e dignidade. Voltemos a essa intimidade com Jesus que nos une ao Pai e a força renovadora do seu Espírito, razão de nossa fé e de nossa Esperança”. A religiosa mostrou gratidão as mães, “tão parecidas com Deus, em seu amor cuidadoso. Uma benção especial à todas, as que estão entre nós e aquelas que nos precederam junto de Deus. Que nunca nos sintamos órfãos e desamparados, pois a força de Deus habita em nós!”. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

Ser mãe, ser instrumento de vida, cuidado e amor para os outros

A palavra mãe desperta sentimentos em todos nós, sentimentos que fazem referência à geração de vida, ao amor, ao cuidado. Agradecer a Deus por aquelas que geram vida é algo a ser feito todos os dias, mas tem momentos em que esse chamado é redobrado. No Brasil, o segundo domingo de maio é comemorado o Dia das Mães, uma oportunidade para agradecer a Deus por aquelas que Ele coloca na nossa vida como o maior presente. A sociedade diz que é dia de dar presente, mas o maior presente é estar com aquela que é a melhor expressão de amor, do Amor de um Deus que é Mãe. O Dia das Mães é também uma oportunidade para lembrar de tantas mulheres que são mães de diferentes modos, e são mães porque exercem a missão de cuidar da vida, de gerar vida para aqueles que a vida lhes confiou, mulheres que se esforçam cada dia para que os outros tenham vida e vida em abundância. Mulheres que tiram delas mesmas para dar, mulheres que se doam por completo, que enchem de vida muitos corações. O que significa ser mãe? O que representa na vida da humanidade a figura maternal? Como ser mãe numa sociedade onde as dificuldades para gerar vida só aumentam? Como inspirar nos outros sentimentos de amor, de cuidado, de vida? Como conduzir pelo caminho da vida àqueles que são confiados a nós? Para ser mãe as referências são múltiplas, mas podemos dizer, sem nenhuma dúvida, que em Maria, a Mãe de Jesus, encontramos uma referência muito válida para ser mãe. Maria é aquela que se doa por completo, que coloca sua vida em função dos outros, em função de seu Filho. É Ele que marca sua vida e seu caminhar. Seu exemplo nos leva a pensar em tantas mães que vivem para se doar, que colocam sua vida em função dos seus filhos e que se tornam instrumento de cuidado. Mas a gente não pode esquecer do sofrimento de tantas mães, que vivem no meio ao sofrimento e às dificuldades, que não conseguem encontrar o caminho que faça possível ser semente de vida para seus filhos. As causas são múltiplas e é por isso que como sociedade e como Igreja somos desafiados a sermos solidários diante de tantas situações de dor e dificuldade. Comemoremos o Dia das Mães, mas façamos isso com um sentimento de gratidão, que vai além daquilo que cada um pode dar como presente. Na verdade, o presente são as mães que dão, com sua presença, carinho e amor, pois nelas o Deus do Amor e da Vida acompanha a vida de seus filhos e filhas. Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar