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53º Assembleia Regional Norte 1: uma caminhada construída pela esperança

53º Assembleia Regional Norte 1: uma caminhada construída pela esperança

O segundo dia (15) da 53ª Assembleia Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) reconheceu a dinâmica de esperança da caminhada sinodal que brota de cada uma de nossas Igrejas Locais. A comunhão, a participação e a missão reforçam a necessidade de promover os sinais da esperança que não decepciona diante dos desafios do tempo presente.

Pela manhã, a análise de conjuntura destacou uma normalização da violência cotidiana e a dominância do pensamento individualista, pautado na competitividade e não na vida comunitária. Para o Professor Marcelo Seráfico, vivemos um tempo de perplexidade e desorientação. Nas formas de avaliação de indicadores sociais prevalece a perspectiva numérica, e não uma avaliação da qualidade de vida das pessoas.

No horizonte eclesial, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, destacou que vivemos uma transformação no cenário religioso onde cada menos as pessoas se identificam com uma pertença institucional religiosa. Não é um desaparecimento da religião, mas uma nova opção de vivenciar a fé, marcada pelo individualismo. Essa compreensão desvela a comunidade como um desafio, mas também como caminho para superação desse cenário.

Opções pastorais

Esse contexto deve conduzir nossas opções pastorais por uma Evangelização que alcance as periferias existenciais. Por isso, é preciso reforçar os aspectos comunitários e de comunhão e assim garantirmos um caminho que olha para as nossas partilhas pastorais, mas também para toda a realidade na qual estamos inseridos. É conforme a vontade do Espírito, que assumiremos as posturas sinodais que mexem com as estruturas.

Durante a tarde, a Arquidiocese, as Dioceses e Prelazias partilharam suas principais ações evangelizadoras. Caminhos percorridos desde o Encontro dos Bispos em Santarém (1972), pautados pela encarnação e pela libertação, que nos ajudaram solidificar o caminho missionário em todo nosso regional. Os testemunhos de ampliação das experiências dos processos participativos.

No processo formativo e de construção de vínculos comunitários, as Igrejas destacaram a importância dos subsídios produzidos para todos do Regional. Como a Novena de natal, os círculos bíblicos para o mês da bíblia e Campanhas da Fraternidade. Além disso, o destacaram a presença da vida religiosa como fundamental para evangelização na Amazônia.

Assembleias regionais: caminho de sinodalidade

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é uma conferência episcopal com estatuto e regimento que regulamentam suas atividades, como a Assembleia Anual.  Os bispos são membros natos, mas a assembleia apresenta algumas participações ou presenças.

Com a extensão territorial do Brasil, a CNBB se divide em 19 regionais. Os bispos dos regionais formam os Conselhos Episcopais Regionais. Os conselhos regionais seguem a mesma dinâmica de Estatuto e Regimento Nacional. A partir disso, podemos compreender que as Assembleia dos Regionais da CNBB são Assembleias dos Conselhos Episcopais Regionais, portanto, a Assembleia dos Bispos do Regional.

Nessas assembleias, os bispos se encontram, para as deliberações que são próprias do episcopado, segundo o estatuto da conferência para aquele regional, sempre relacionado com a conferência nacional. Nos nossos regionais do norte, essas assembleias contam com a participações com outras presenças, dos cristãos leigos e leigas, das religiosas. O nosso Regional Norte 1 é profundamente marcado e atento a essa dinâmica.

Participação

Nas Assembleias do Norte 1, respeitamos a questão estatutária e regimental. Elas mantêm-se como Assembleias do Episcopado, mas salvaguardamos a nossa caminhada sinodal que envolve a participação de outros sujeitos. Isto é, são um encontro episcopal do episcopado do regional, mas também é um momento em que as igrejas se reúnem.

Segundo o regimento, somente os bispos podem votar nas questões específicas de competência do episcopado. No entanto, nosso regimento acolhe as iniciativas e articulações pastorais que não são assuntos reservados de competência exclusiva do episcopado. Então, os bispos, os cristãos leigos e leigas, presbíteros e diáconos, a vida religiosa, são presenças nessa Assembleia com o direito de participação e com o direito de voto, naquilo que diz respeito à caminhada pastoral.

“Aquilo que a competência específica do Episcopado, as decisões são tomadas no que nós chamamos de reuniões reservadas, de modo que quando a gente faz esse encontro regional em setembro, nós temos tanto esse momento do Episcopado, do Conselho Episcopal Norte I, o Conselho Episcopal Regional, como também da vitalidade das igrejas locais”, explicou Dom Zenildo Lima.

No caminho encontrado pelo nosso regional, salvaguardamos as duas dinâmicas, respeitamos a questão regimental e estatutária, reservamos aquilo que é específico de deliberação do episcopado para o episcopado e compartilhamos as experiências pastorais nesse caminho de sinodalidade.

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