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Cardeal Steiner na festa da Padroeira: Jesus pede para encher as talhas

Cardeal Steiner na festa da Padroeira: Jesus pede para encher as talhas

Encher as talhas e servir. Este é um dos ensinamentos do Evangelho na Solenidade da Bem-aventurada Virgem Maria da Conceição Aparecida (12), destacou o cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus. Durante sua homilia no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, enfatizou que a nossa vida é sempre uma oferta de amor para o outro. Este é o horizonte vivido por Nossa Senhora que está atenta na cotidianidade.

No dia em que a Igreja celebra a Padroeira do Brasil, o Evangelho aponta Nossa Senhora na cotidianidade das pessoas. Sua presença no meio do povo é sempre de atenção e por isso é capaz de nos dizer: fazei tudo aquilo que Ele vos disser. Depois da orientação de Maria, Jesus diz manda encher as talhas, isto é, “a nossa vida, queridos irmãos, não pode ser uma vida vazia”.

“Jesus pede para encher a talha, irmos à fonte e voltarmos, ir à fonte que é Ele, à fonte do Evangelho, à fonte que é Deus, e irmos devagarinho com o passar dos dias, das semanas, dos anos, sermos pessoas completas, maduras. E achamos que terminou ali o ensinamento de Jesus. Mas ele diz mais. Não diz apenas para sermos pessoas maduras, completas, realizadas. Agora, servir”, sublinhou o cardeal.

Servir nos completa

O texto do Evangelho da Solenidade da Padroeira demostra como Maria fez a opção pelo serviço como completude de vida. De maneira que o anjo a saúda como “Cheia de graça, cheia, completa, repleta de graça, o Senhor é contigo”. Maria reforça que nossa vida se completa no serviço, como a nossa vida oferecida para os outros. É no serviço, na ajuda e no amor aos outros que nos tornamos pessoas completas.

“O amor que nós recebemos é para os outros. Vejam em casa, no casamento. Vejam a relação filhos e pais, é para o outro. Nunca para nós. E quando nós pensamos em nós, é que não dá certo. O casamento é um desastre. A família se desfaz. Fica difícil viver na comunidade. Por quê? Porque a plenitude da vida que Jesus nos oferece com a sua morte e ressurreição é para os outros. É que o amor é sempre para os outros. O amor que é amor não é para mim, é sempre para ti”, explicou o arcebispo.

Enchei as talhas

Jesus nos diz para enchermos as talhas e “nós procuramos na continuidade com as nossas fraquezas, com os nossos pecados, sermos pessoas realizadas, pessoas de fé, pessoas que realmente vivem o Evangelho em plenitude” refletiu o cardeal. Um convite a não ter “medo de falar de Jesus e do Evangelho” na sociedade. E ao falarmos do Evangelho para os outros, e não para nós “nos tornamos cada vez melhores e cada vez mais mulheres e homens de fé”.

Libertação para o povo

E na primeira leitura, a rainha Ester se coloca diante do rei pedindo a libertação do seu povo que vivia no exílio. Assim como Ester não pensa nela, e pede pela vida de seu povo, Nossa Senhora se coloca diante de Jesus, diante do Pai, do Espírito Santo e pede vida para cada um de nós.

“Vida para o meu povo, vida para as minhas filhas, vida para os meus filhos. Liberdade para os meus filhos, liberdade para as minhas filhas. Liberdade para ajudar, liberdade para servir, liberdade para erguer, liberdade para perdoar. Essa liberdade que Nossa Senhora pede para todos nós”, afirmou o cardeal.

Socorrer a Terra

Ao meditar a leitura do livro do Apocalipse (Ap 12,1.5.13a.15-16a) em que a Mulher é socorrida pela terra, o cardeal recordou que a cidade de Manaus está envolta pela fumaça. A presença da fumaça é um sinal de que “a terra que está pedindo socorro”. E por isso devemos lembrar de nossa responsabilidade “para que a terra sempre possa vir em nosso socorro e não trazer a morte, mas a vida”.

“E nós não nos importamos. Continuamos a tocar fogo. Incendiamos as nossas florestas. E a terra não poderá vir em nosso socorro. Quando lembramos a Nossa Senhora, lembramos o texto do Apocalipse, a terra sempre veio em socorro da humanidade. Não pôde vir em socorro quando destruída. Quando endinheirada, quando feita negócio”, explicou o cardeal.

Afinal da celebração os fiéis percorreram às ruas do Centro da cidade e retornaram ao santuário. Após a procissão, o cardeal concedeu a bênção com a imagem de Nossa Senhora Aparecida e pediu que todos rezemos pela saúde do Santo Padre, o Papa Leão XIV, que passará por uma intervenção cirúrgica. Na festa da Padroeira e rainha do Brasil, ofereçamos nossas orações por nosso pontífice e por todo Brasil! Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

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