Av. Epaminondas, 722, Centro, Manaus, AM, Brazil
+55 (92) 3232-1890
cnbbnorte1@gmail.com

“Sem território e sem água não há vida”: voz indígena na VI Assembleia Geral da CEAMA

“Sem território e sem água não há vida”: voz indígena na VI Assembleia Geral da CEAMA

No âmbito da VI Assembleia Geral da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), que se realiza em Bogotá, a líder indígena Ernestina Afonso de Souza, do povo Makushi, participa como delegada do Brasil, representando os povos originários do território indígena Raposa Serra do Sol, no estado de Roraima.

Com alegria e senso de responsabilidade, Ernestina expressou que sua presença na Assembleia é uma oportunidade para compartilhar a experiência dos povos indígenas no cuidado do território e da Casa Comum.

“Estou aqui com muita alegria e honra participando como delegada, representando os povos indígenas de Roraima, trazendo nossas expectativas e o trabalho que realizamos junto com a Igreja”.

Uma visão de vida profundamente conectada com a natureza

Durante sua intervenção, a representante indígena destacou a profunda relação que os povos originários mantêm com a natureza, entendida como fonte de vida e parte essencial de sua identidade.

“Nós, povos originários, trabalhamos de forma interconectada com a natureza porque ela é nossa mãe. Como diz o Papa Francisco, tudo está interconectado”.

Essa visão, explicou ela, orienta o compromisso das comunidades indígenas com a defesa da terra, da água e da vida.

Território, água e vida

Ernestina ressaltou que a defesa do território é uma condição fundamental para a vida dos povos amazônicos.

“Sem água e sem território não há vida. Sem território não há saúde, não há educação, não há sustentabilidade”.

Por isso, os povos indígenas buscam contribuir com sua experiência e sabedoria ancestral nos espaços de diálogo da Assembleia, compartilhando suas preocupações e propostas para o futuro da Amazônia.

Compartilhar experiências e caminhar juntos

A delegada também destacou a importância deste encontro como um espaço de intercâmbio entre diferentes povos, Igrejas e realidades do território amazônico.

A Assembleia reúne representantes de diversos países, comunidades e pastorais que trabalham pelo cuidado da Casa Comum e pela defesa da vida na Amazônia.

Nesse sentido, Ernestina expressou sua esperança de que este espaço permita fortalecer o trabalho conjunto entre a Igreja e os povos indígenas, promovendo caminhos de diálogo, respeito e compromisso com o território.

Sua participação reflete a importância da voz dos povos indígenas no caminho sinodal da CEAMA, onde suas experiências, saberes e lutas contribuem para a construção de uma Igreja que caminha ao lado dos povos da Amazônia e a serviço da vida.

Fale Conosco
(92) 3232-1890