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Atualização Teológica do Clero à luz do Concílio Vaticano II

Nas manhãs dos dias 12, 13 e 14 de agosto aconteceu a Atualização Teológica do Clero no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Cerca de 70 presbíteros participaram simultaneamente da atualização e do Encontro Regional dos Presbíteros. As reflexões permearam o tema da “Eclesiologia à luz do Concílio Vaticano II, da sinodalidade, da missão e do compromisso social da fé”. Os presbíteros, na construção da unidade, devem compreender que a Missão e estruturas visíveis não podem estar em contradição. À luz do Evangelho, a conversão supõe um pecado e convida a mudança de rota. Mas é importante ressaltar que o pecado não é só pessoal, mas também estrutural, que nasce do próprio comportamento da pessoa diante das situações em que escolhemos não agir em harmonia com os ensinamentos evangélicos de Jesus. Daí é possível comparar que clericalismo é inseparável do elitismo social, pois assume as relações de poder como subordinação aos interesses particulares. Sinodalidade Do ponto de vista da sinodalidade, a assessoria de Pe. Aquino Jr. apontava para a necessidade de compreender a sinodalidade como a verdadeira diaconia social. Isto quer dizer viver a fraternidade em todas as relações e fermentar o mundo com a “lógica da fraternidade”.  Sem esquecermos que a Igreja está no mundo e interage com ele em todas as suas dimensões, não se desliga da encarnação, sua Missão é plenamente configurada no mundo e à serviço do mundo para que o Reino de Deus aconteça em plenitude. O encontro quer favorecer o entendimento da Evangelização pautada na pessoa de Jesus que não se descola das realidades de cada uma de nossas Igrejas Locais. Os critérios de escolha dos modelos pastorais do clero devem insistir que, como cristãos, devemos nos preocupar com as situações que tocam o cotiano de cada local e da vida das pessoas. Além dos presbíteros da Arquidiocese de Manaus, das Dioceses de Coari, São Gabriel da Cachoeira, Borba e Parintins; e das Prelazias de Tefé e Itacoatiara; o encontro formativo contou com a presença dos bispos auxiliares da Arquidiocese de Manaus, Dom Zenildo Lima, Dom Samuel Ferreira e Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bem como de Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins; e Dom Tadeu Canavarros, bispo da Prelazia Itacoatiara. Povo de Deus Compreender a Igreja como Povo de Deus peregrino na história é o caminho mais assertivo para entender o ministério presbiteral. O jeito de viver e entender o dinamismo eclesial pós-Concílio Vaticano II convida a identificar algumas mudanças necessárias. Como por exemplo adotar uma linguagem ministerial, que fuja a tentação de reduzir o ministério presbiteral apenas ao culto, mas o compreenda como construtor de comunidades. Outro horizonte de reflexão é quanto à forma ensinar, santificar e governar. O estilo adotado precisar ser de proximidade com a comunidade, assim os presbíteros não devem alimentar um papel de superioridade ou agir como uma casta separada, que torna o sagrado como uma casca inalcançável. Isto se reflete, por exemplo na ideia equivocada de que os outros ministérios e carismas são submetidos a uma suplência do ministério ordenado. Além da necessidade de romper a autoreferencialidade e estimular a conversão missionária. Ensinar, santificar e governar O resgate do tríplice múnus de ensinar, santificar e governar nos recordo que a “Igreja não é uma elite de consagrados”, nos dizia Papa Francisco. É a compreensão de que os presbíteros são também parte do Povo de Deus e não uma parte separada que conserva a vitalidade do ministério. Essa perspectiva deve tocar também as comunidades cristãs, seminários e ambientes de formação para o ministério ordenado, de modo a superarmos a cultura da clericalização. O que implica em uma Pastoral Vocacional, mas eclesial que individual, isto é, chamada ao serviço eclesial. É preciso assumir uma responsabilidade compartilhada para que as mudanças aconteçam desde as pequenas coisas do cotidiano. Essa mudança de compreensão das relações não se dá pela força, mas se solidifica na caridade e na verdade do seguimento a pessoa de Jesus  em comunhão e unidade com a Igreja, a partir do Concílio Vaticano II. Texto: Emmanuel Grieco Imagens: Emmanuel Grieco, Rose Bertoldo e Arquidiocese de Manaus.

Regional Norte 1 participa de Fórum da CEPAST-CNBB em Brasília

Entre os dias 5 e 7 de agosto o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil participou do Fórum da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (CEPAST-CNBB), na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília. O encontro reuniu representantes de todos os regionais da CNBB, coordenações nacionais das Pastorais Sociais e Organismos, além de diversas instituições parceiras. Com o objetivo de fortalecer a dimensão sociotransformadora da fé e refletir sobre os desafios da sociedade brasileira. Inspirado pelo tema “Minha comunidade eclesial transforma o mundo”e pela passagem bíblica “Alarga o espaço de sua tenda”(Is 54,2), o Fórum promoveu três dias de intensa programação com momentos celebrativos, debates e articulações. O primeiro dia contou com a acolhida dos participantes, seguido de um trabalho em grupos, por macrorregiões, Pastorais Urbanas, Pastorais da Mobilidade Humana, Pastorais do Cuidado com a vida e da Saúde Integral. Os grupos puderam evidenciar os desafios atuais mais que afetam a caminhada sociotransformadora da Igreja. Ao final do dia, os presentes participaram da exibição do documentário “Ferida nas Águas – As marcas da mineração e a resistência das comunidades pesqueiras”.  O filme é uma produção do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) e retrata os impactos da mineração nos territórios pesqueiros e a resistência dos povos das águas. Compromisso O segundo dia contou com reflexões sobre a realidade sociotransformadora do país, discussão das Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026-2032)e diálogo sobre oGrito dos Excluídos. Já o último dia, aconteceu o envio missionário, debates sobre o projeto vocacional e sobre a incidência política das pastorais sociais. O Fórum reafirma o compromisso da Igreja com a defesa da vida, da justiça e dos direitos humanos. Um espaço de encontro, formação e articulação orientado pelo método ver, julgar e agir. Para Irmã Rosiene Gomes, articuladora das Pastorais Sociais e Organismos do Regional Norte 1, participar do fórum tem um significado profundo da presença transformadora da Igreja. “Ao reconhecermos juntos os avanços e os desafios, renovamos nosso compromisso com a missão e reafirmamos a força da unidade. Esses encontros são sinais da profecia que nos impulsiona a não nos acomodarmos, mas a buscarmos sempre caminhos que expressem uma Igreja aberta e comprometida com o Evangelho. Quando partilhamos experiências, descobrimos que a diversidade de realidades nos enriquece e nos fortalece. É na comunhão e na sinodalidade que testemunhamos o rosto de uma Igreja que seja presença transformadora no mundo”, explicou a irmã. Informações e fotos: Ir. Rosiene Gomes, articuladora das Pastorais Sociais Regional Norte 1

Dom Evaristo Spengler celebra 10 anos de Ordenação Episcopal

O bispo diocesano de Roraima, dom Evaristo Spengler, OFM, celebra nesta quinta-feira (6) 10 anos de ordenação episcopal. Ordenado bispo em 2016 por dom Leonardo Ulrich Steiner, iniciou seu ministério episcopal na então Prelazia do Marajó, no Pará. Em 2023, foi nomeado pelo Papa Francisco para conduzir a Diocese de Roraima. A vocação sacerdotal de dom Evaristo começou ainda na infância. Segundo a irmã do bispo, Angela Spengler, desde criança ele manifestava o desejo de ser padre, participava dos grupos vocacionais da paróquia em Gaspar (SC) e, aos 14 anos, ingressou no seminário. Para a família, o compromisso com a missão sempre fez parte de sua trajetória. A irmã destaca que dom Evaristo manteve, ao longo dos anos, a dedicação aos mais vulneráveis e a coerência com os valores que o levaram ao sacerdócio. “Ele tem uma caminhada muito bonita. Sempre foi muito íntegro naquilo que defende e nas lutas em favor dos menos favorecidos. É uma vocação muito bonita, que despertou ainda na infância e continua presente na pessoa, no padre e no bispo que ele se tornou. Para nossa família, é motivo de alegria saber que ele desenvolve um trabalho dedicado a quem mais precisa”, disse Angela Spengler. Proximidade com o povo O vigário episcopal da Diocese de Roraima, padre Celso Puttkamer, ressalta que, nesses dez anos de episcopado, dom Evaristo tem se destacado pela disponibilidade no serviço pastoral e pela proximidade com o povo. “Ao longo desses dez anos, temos testemunhado a generosidade com que o senhor entrega a sua vida, sem medidas. Também temos visto um pastor que não se cansa de servir e que caminha conosco nas alegrias e nas dores. Acima de tudo, reconhecemos em seu coração a ternura e o acolhimento. Em seu olhar manso, encontramos o abraço de Deus Pai; em sua palavra, a força que nos anima e nos fortalece. Obrigado, Dom Evaristo, por ser, entre nós, o rosto visível do Bom Pastor”. Ao recordar sua caminhada, dom Evaristo afirmou que guarda com carinho a experiência vivida no Marajó, onde iniciou o ministério episcopal, e destacou a acolhida recebida em Roraima. “Conheci aqui um grande povo de Deus, que vive uma belíssima história e caminha na comunhão. Peço a bênção de Deus para que continuemos ouvindo o Espírito Santo e avancemos cada vez mais na missão da Igreja”, afirmou. Atualmente, dom Evaristo conduz a Diocese de Roraima com foco na evangelização, na promoção de uma Igreja sinodal e na defesa dos povos indígenas, migrantes e demais populações em situação de vulnerabilidade. Texto de Kayla Silva – Rádio Monte Roraima

“Seminaristas em Cristo, unidos na Missão” Conselho Missionário de Seminaristas realiza 2º Formação Missionária

O Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1 (COMISE Labontè) realizou a 2ª Formação Missionária para Seminaristas de 2026. Com o tema “Seminaristas em Cristo, unidos na Missão”, o encontro aconteceu na manhã do dia 4 de agosto, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus, com a assessoria do Pe. Rafael López, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária (PUM). O encontro iniciou com um contexto histórico dos caminhos missionários da Igreja.  Destacando a comemoração do centenário do Dia Mundial das Missões. Os participantes mergulharam no tema “Um em Cristo, unidos na missão” da Campanha Missionária 2026, por meio das três partes que compõem a mensagem de Papa Leão XIV. Na primeira parte, “Um em Cristo”, recorda que a missão é fundamentada no amor trinitário, assim a comunidade nasce dessa comunhão da Trindade. Essa relação trinitária deve despertar em nós o desejo pela unidade, que é uma responsabilidade própria da Igreja Missionária. Mais do que um conjunto de práticas ou ideias, a identidade cristã nos torna participantes da relação filial de Cristo com Pai e o Espírito Santo. Unidos na missão Na segunda parte, o pontífice convida a viver “Unidos na missão” como caminho orientativo da evangelização.  O papa tem insistido na espiritualidade de comunhão que acolhe a diversidade como riqueza, e supera as fragmentações que flagelam a jeito de ser Igreja. Por isso, é fundamental convergir os diversos carismas para “tornar visível o amor de Cristo”, que ultrapassa uma uniformidade e estabelece o encontro com Ele. Na terceira parte, Pe. Rafael López destacou que mensagem transmitida deve ser sempre do amor de Deus. A missão de todos os discípulos e discípulas é o anúncio que nasce do amor, se vive no amor e conduz para o amor. Sobre o cartaz missionário, o padre destacou que representa a universalidade da missão que não faz distinção entre as pessoas. “Nesse mundo dilacerado por polarizações, por divisões, estar unidos sempre em Cristo. Essa unidade em Cristo que nos levar a anunciar o Evangelho. E para poder anunciar o Evangelho em Jesus Cristo, é necessário nós também fazer a experiência desse Cristo Ressuscitado. Esse Cristo que deve animar nossa missão, a estar unidos a Cristo, para poder anunciar Cristo às pessoas”, explicou Pe. Rafael López. Cooperação missionária A caminhada conjunta integra as dioceses e prelazias em harmonia com os conselhos missionários. O seminarista Leonan Barros, da Diocese do Alto Solimões e coordenador do COMISE Labontè, recordou que muitos seminaristas têm resistência a cooperação missionária. Ele apontou que coordenação regional tem buscado fortalecer a caminhada conjunta com o COMIDI. O coordenador reforçou a participação do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), do Seminário Propedêutico da Arquidiocese de Manaus e do Serviço de Animação Vocacional (SAV) com fundamentais para a integração dos organismos missionários. Para Rosa Maria Santos, da coordenação do COMIDI Manaus, é sempre “uma alegria missionária estar aqui presente nesse momento”. Ela enfatizou a alegria da contribuição mútua de aprendizado durante o processo de formação. Em sua colocação, a missionária recordou que somos uma Igreja em saída, respondendo ao caminho sinodal, guiados pela “ação do Espírito Santo, que é o protagonista da missão”. É o auxílio do Espírito Santo que nos permite viver os desafios da missão no dia a dia.

Cardeal Steiner: a dinâmica do Evangelho possibilita compreender a realidade amazônica

O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1, presidiu a missa de encerramento do Curso de Extensão Universitária ‘Realidade Amazônica’. Em sua reflexão, o cardeal recordou que o Evangelho é profundamente dinâmico, o que possibilita compreender a realidade, a estrutura e a nossa missão. O curso é realizado anualmente pela Faculdade Católica do Amazonas, em parceria com o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). A celebração aconteceu na capela do Centro de Formação Maromba, em Manaus. Dom Leonardo Steiner utilizou duas situações para ilustrar a forma como podemos compreender o caminho da vivência missionária: a escolha do vinho e o oleiro que produz vasos cerâmicos. Na escolha do vinho, buscamos olhar a data de sua produção. Isto porque o tempo de fermentação torna o vinho mais saboroso. E oleiro, é aquele que gasta tempo para dedicar-se no molde dos vasos para que assumam o formato desejado. Assim é o caminho de seguimento ao Evangelho que vai ganhando sabor e nos permite caminhar e crescer na criatividade. O arcebispo destacou que a missionariedade é o modo de Deus ir nos moldando para o despertar da beleza que ainda não víamos. É a presença do Verbo encarnado que nos impulsiona a seguir caminhando e saborear o amor de Deus. E assim, sermos cada vez mais desejosos de anunciar o Reino de Deus. Um bispo entre nós A presença do bispo auxiliar de Manaus, Dom Frei Samuel Ferreira, como aluno do curso repercutiu positivamente entre os participantes. Sua visível disponibilidade em aprender com grupo sobre complexa rede de relações que fazem da Amazônia um lugar ímpar, deu ânimo aos colegas. Para a professora Elisângela Maciel, é um sinal de humildade “estar conosco, esse caminhar conosco”. Porta de entrada A professora Drª Elisângela Maciel, coordenadora de Extensão, Pesquisa e Pós-graduação da Faculdade Católica Amazonas, apontou que o curso recebe missionários do Brasil e do mundo para atuar na Amazônia desde 1991. Em suas palavras, explicou que o curso é “a porta de entrada” para aqueles que vêm conhecer, experimentar e trabalhar na Amazônia. Essa pluralidade torna cada turma em uma experiência singular. “Cada turma, como eu disse, vem de cantos diferentes e cada experiência, cada ano é uma experiência diferente. A forma como eles se relacionam, como eles se integram, o que eles experimentam quando vão para atividade pastoral, a partilha que eles fazem, cada curso tem o seu diferencial, cada turma tem o seu diferencial. E essa turma chegou um pouquinho devagar e depois foi se enturmando”, acrescentou a professora. Na última etapa do dia 30 de junho, cada participante teve a oportunidade de partilhar sua avaliação de final do curso. Esse momento foi uma oportunidade de ouvir o retorno de cada um. Foi espaço de perceber quais os frutos colhidos na experiência vivida, o impacto nas suas vida e forma como darão continuidade em suas áreas de engajamento missionário. Engajamento missionário Durante os 10 dias de curso, os 21 participantes vindos da Etiópia, Itália, Camarões, Quênia e outras regiões do Brasil, vivenciaram um recorte do serviço missionário no chão amazônico. Ao final das atividades, os missionários e missionárias são convidados a um novo olhar para as suas vidas e áreas de missão. A maior parte já está engajado nas missões, mas agora retornam com um diferencial que os direciona para o caminho evangelizador da Igreja na Amazônia em sintonia com a realidade dos territórios. “E é isso que o curso quer, fazer a diferença na vida dos missionários, e que os missionários possam fazer a diferença na vida das comunidades. Sem imposição, sem uma Igreja que vem de cima para baixo, não. Uma igreja que se emana com o povo. Uma igreja que busca a sinodalidade que a gente tanto trabalha e vem trabalhando ao longo desses tempos”, explicou a professora Elisângela Maciel. O curso permitiu aos missionários sentirem que “pisar na Amazônia é diferente”, disse a professora. Mesmo que cada um tenha muitos anos de atuação missionária em outras regiões, “fazer a experiência da igreja na Amazônia é diferente”. A professora apontou que sentiu no relato do grupo que “eles abraçaram, se permitiram conhecer, permitiram-se aprender”. Por isso, a expectativa é que eles se entrelacem de fato com a vida da Amazônia” e que futuramente outros também partilhem dessa experiência. Fronteiras A irmã Maria Eliana Modena, da Congregação das Irmãs da Providência de Gap, considerou o curso como “divisor de águas” que ajudará a aprofundar a escuta, o acolhimento e as vivências em nossa querida Amazônia. Em sua fala, a missionária mineira destacou o trabalho desenvolvido na missão em Pacaraima, município no extremo norte de Roraima, fronteira com a Venezuela, na Diocese de Roraima: “Meu trabalho é com os migrantes, de um modo bem particular, com mulheres e crianças em situações de vulnerabilidade. Fazer esse curso já é um sinal de grande respeito missionário por essa realidade tão particular e tão especial. Nós pudemos, nesses dez dias, presenciar, vivenciar e aprender o particular dessa realidade amazônica e de um modo especial todas as lutas, as resistências, todo o empoderamento que essa Igreja teve que fazer ao longo dos anos”, destacou irmã Maria Eliana. A religiosa enfatizou que o trabalho pastoral dos missionários também precisa considerar a valorização do bioma, tendo em vista que as riquezas naturais da Amazônia despertam cobiça de outros países. É necessário que se construa uma integração de toda a realidade amazônica para melhor corresponder àquilo que emerge diante de nós e assim vivenciar “esta realidade com todo o respeito que ela merece”.

Pastoral da Juventude realiza 74ª Reunião da Coordenação Regional Norte 1

A Coordenação da Pastoral da Juventude do Regional Norte 1 realizou a 74ª Reunião, entre os dias 24 a 26 de julho de 2026, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Seis representantes de nossas 9 Igrejas Locais estiveram presentes para fortalecer a caminhada da PJ. Com momentos de vivência, oração, celebração e partilha das realidades das Igrejas e da vida dos participantes, pautada no seguimento a Jesus Cristo.  Entre os presentes estava Marcelo dos Santos Pereira, da Prelazia de Tefé e coordenador Nacional da PJ pelo Regional Norte 1. Derlane Dourado, coordenadora Regional pela Diocese de Roraima e Hugo Rocha coordenador Regional pela Diocese de Coari. Vinícius do Carmo, coordenador Regional pela Diocese de Parintins; Thaylle de Oliveira, coordenadora Regional pela Prelazia de Tefé; e Cleisiane da Silva, coordenadora Regional pela Diocese de Borba. Seguimento a Jesus Durante a programação, os coordenadores trabalharam o tema “O seguimento de Jesus Cristo é o fundamento da nossa ação pastoral”, conduzido por Dom Frei Samuel Ferreira, bispo auxiliar de Manaus. Em seguida, os jovens iniciaram a organização das ações pastorais da PJ no regional, o puxirum (palavra da língua indígena para trabalho coletivo), para facilitar o trabalho e a comunhão pastoral dos jovens nas bases com atividades programadas. Segundo Marcelo Pereira, nome de “Plano de ação Puxirum” é uma homenagem à juventude Amazônica. É o horizonte de fazer memória ao povo amazônida “que há séculos vem trabalhando essa prática nos beiradões e rincões da nossa imensa Amazônia”. Ele explicou que o uso nos conduz para a “mística do Bem-Viver”. Esse trabalho coletivo é uma “opção pedagógica da Pastoral da Juventude” para a evangelização da Juventude. Acompanhamento Para Derlane Dourado, coordenadora Regional pela Diocese de Roraima, a experiência desses três dias de encontro estimulou a esperança de crescimento da PJ no regional. Os dias intensos de trabalho e estudo permitiram a construção do plano de Evangelização regional para o triênio (2026-2028). Além do contato com os novos membros, Derlane Dourado pontuou o acompanhamento dos bispos Dom Samuel Ferreira e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins. “foi um final de semana bem proveitoso para todos nós. E aí a presença também dos bispos, né, nos acompanhando, foi muito interessante, que a gente sente essa presença, né, de comunhão, de Igreja caminhando junto também, né, de mãos dadas. E esse acompanhamento com os jovens é muito importante, que os jovens se sentem também amparados e seguros”, disse Derlane Dourado. Novo coordenação A integrante da Comissão Regional de Assessores, Ir. Ana Jerusa Feitosa, da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo, destacou que esse foi o primeiro encontro presencial da nova coordenação. A assessora reforçou a importância da troca de experiências vivida pela PJ em cada uma das Igrejas Locais. Outro ponto relevante foi o diálogo sobre as atividades que ainda vão ser desenvolvidas com a igreja do regional. O encontro é um sinal de continuidade dos jovens ao plano de Evangelização, na construção do Reino de Deus, com sua forma de ser jovem no território amazônico. A Pastoral da Juventude segue testemunhado sua fé e seu compromisso com a participação social, a cidadania e a defesa dos direitos dos jovens.

Pasconeiros Regional Norte 1 participam do 9º Encontro Nacional da Pascom, em Aparecida

Com imensa alegria o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) está presente no 9º Encontro Nacional da Pascom, que acontece entre os dias 24 e 26 de julho de 2026, no Centro de Eventos do Santuário Nacional de Aparecida (SP). 60 pasconeiros, representantes de nossas Igrejas Locais, se inscreveram no encontro que é organizado Pastoral da Comunicação no Brasil, organismo da Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB. A expectativa é dar passos concretos para uma nova articulação em nosso Regional. Comunicação em movimento A página da pascom nacional publicou um trecho da conferência “Comunicação em movimento: a dimensão pastoral da comunicação”, do prefeito do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé, Paolo Ruffini que convidou cada comunicador e comunicadora a usar as redes como um instrumento de evagelização: “Que a rede digital seja um instrumento de comunhão e evangelização, nunca um campo de vaidade, de números ou de exaltação do ego. A rede que sonhamos não aprisiona: ela é tecida pela união, pelo encontro, pelos rostos, pelos corpos e pelo amor que nos conecta como irmãos”, pediu Paolo Ruffini. Ele também destacou que a “comunicação tem muitos rostos: o interpessoal, o pastoral, o institucional, o jornalístico, o cultural (pensemos na arte, no cinema, nas séries de televisão, na literatura, na música em suas diversas formas”. No entanto, a raiz de todas as formas de comunicação é o Verbo desde o princípio. Paolo recordou que a “Igreja era uma rede antes que a rede fosse. E essa união vem de Deus. Fotos e informações: PASCOM Nacional

Comissão Regional de Diáconos realiza 8ª Assembleia Regional Norte 1 de Diáconos Permanentes e Esposas

A Comissão Regional de Diáconos está reunida no Centro de Formação Maromba em Manaus/AM para a 8ª Assembleia Regional Norte 1 de Diáconos Permanentes e Esposas com 96 participantes. Entre os dias 24, 25 e 26 de julho de 2026, iluminada pelo tema “O ser Diácono em uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão” (Jo 21,2-3), a assembleia busca estreitar os laços entre os diáconos que atuam em nosso Arquidiocese, Dioceses e Prelazias. Esse elo permite ampliar o cuidado de uns com os outros e fortalece a caminhada sinodal da Igreja na Amazônia. O primeiro dia do encontro foi destinado à acolhida dos diáconos e esposas das dioceses e prelazias. A manhã do sábado (25), iniciou com a Celebração Eucarística presidida por Dom Samuel Ferreira, bispo auxiliar de Manaus e referencial regional para a Comissão de Diáconos. Em seguida, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus, abordou o tema do encontro com participantes, que finalizaram a manhã com uma reflexão em grupos. Pela tarde, os presentes apresentaram uma prévia para escolha da nova Comissão Regional dos Diáconos. Além disso, um dos diáconos da Prelazia de Tefé e das Dioceses de Parintins e Borba comentaram sobre as experiências e desafios vividos em nossas dioceses e prelazias. Tempo e distância O diácono Milton Gonzaga, da Prelazia de Tefé, destacou a disponibilidade dos diáconos em ajudar não somente nas celebrações, mas também nas formações e outras atividades que acontecem. Ele relatou que as visitas distantes da sede do município exigem uma maior disponibilidade de tempo, um desafio é vencer as distâncias para chegar até as comunidades mais distantes, principalmente no período da vazante dos rios: “A gente não vai na comunidade e volta no mesmo dia, sempre é 10, 12 dias nas comunidades, dormindo nas comunidades, permanecendo nas comunidades, conversando com eles, rezando com eles, celebrando com eles. Então, são assim, não dá para ir em uma comunidade e voltar. E a gente vai e fica, dorme na lancha, permanece com ele o dia todo”, explicou o diácono Milton Gonzaga. O diácono José Grana (Toti), da Diocese de Borba, enfatizou o trabalho de aproximação diaconal promovido por Dom Zenildo Luiz, bispo diocesano, desde a sua chegada. Principalmente com a criação da Escola Diaconal Dom Adriano Veigle e a divisão da diocese em 4 Foranias que levam o nome dos quatro evangelistas. Visita as comunidades Na diocese de Parintins, o diácono Edinaldo Tavares, da Cidade, da Paróquia Nossa Senhora do Bom Socorro, em Barreirinha, apontou a presença de nove diáconos atuantes. Ele recordou que a realidade deles “é como qualquer outro diácono do interior”. Isto é, “visitar as comunidades e, da maneira que podemos chegar até as comunidades ribeirinhas”. Ele enfatizou que a forma de locomoção que usa para chegar até as comunidades é canoa ou lancha, com “uma média de 4, 5 horas andando de barco para chegar”. Mesmo com algumas limitações de saúde que surgiram com o passar dos anos ele explica que busca dar o máximo de si. Além disso, reforçou que “gente também sempre tem que equilibrar o atendimento e assistência com a família”. A expectativa do domingo é para a eleição dos novos membros que conduzirão a Comissão Regional e o enceramento da assembleia com a presença do Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). Texto e fotos: Emmanuel Grieco

Faculdade Católica do Amazonas inicia curso de Realidade Amazônica em Manaus

A Faculdade Católica do Amazonas, em parceria com o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), iniciou o Curso de Extensão Universitária ‘Realidade Amazônica’, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Entre os dias 20 e 30 de julho, os 21 participantes, vindos da Etiópia, Itália, Camarões, Quênia e outras regiões do Brasil, terão a oportunidade de refletir o serviço missionário no chão amazônico. Fé antecede sinais Na missa de abertura, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus e reitor da Faculdade Católica, recordou que a Amazônia é o lugar do amor de Deus. Ele enfatizou que “a fé antecede os sinais”, e, por isso, “nós não precisamos de provas reais, concretas, empíricas para afirmar a presença de Deus no meio de nós”, Ele se revela.  O bispo insistiu que a fé implica adesão e abertura para Deus que se revela na realidade de cada ser humano. Reconhecer essa revelação de Deus “implica querer aprender” e se dispor “a escutar e a caminhar juntos”, o caminho sinodal. Durante os 10 dias de formação, os inscritos participaram de atividades de conhecimento teórico e vivência pastoral nas comunidades da Arquidiocese de Manaus. “Nessa beleza de Deus. Deus faz com que tudo possibilite o diálogo, quando existe vontade de amar e de servir. Não tem nada que não possa, de fato, ser transformado. Quando há a intenção de semear, de se doar, de poder aprender e de poder também se realizar por aqui”, afirmou Dom Joaquim Hudson. Metodologia participativa A metodologia sinodal, decolonial e intercultural busca configurar os agentes de pastoral nas comunidades eclesiais e serviços pastorais na Região Amazônica. Assim, colaborar para padres, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas, participantes do curso sejam capazes de promover propostas concretas de ação libertadora e encarnada na realidade em que estão inseridos. De acordo com a organização do curso, a exepectitiva é possibilitar uma imersão em informações sistematizadas no território, nas histórias e temáticas contemporâneas da realidade amazônica. Adotando uma reflexão sobre as questões pastorais emergentes para compreender a missão da Igreja, como “amazonizar” a teologia e as práticas missionárias. Além de atividades de campo nas periferias e comunidades ribeirinhas da Arquidiocese de Manaus. Conhecimentos teóricos Entre os conhecimentos teóricos oferecidos, está uma análise de conjuntura da realidade socioambiental, político-econômica, cultural e eclesial da Amazônia. Essa perspectiva inclui o estudo de ‘Cidades na Amazônia‘, com a professora Ma. Deusa Costa. Também uma abordagem sobre a ‘História da Igreja na Amazônia‘, com a professora Dra. Elisângela Maciel e ‘Comunidades Amazônicas‘, ministrada pela Ma. Núbia Gonzaga e Me. Franco Lindemberg. Nos horizontes geográficos e movimentos sociais na Amazônia, os inscritos aprenderão sobre a ‘Realidade Política e Socioambiental’ com a professora Dra. Socorros Chaves, e ‘Territorialidade, Bioma e Recursos na Amazônia’, ministrada pela professora Dra. Neila Picanço. No que diz respeito a História, cultura e sociedade serão abordadas as ‘Tradições Religiosas da Amazônia: Indígena e Afro’ e ‘Inculturação Interculturalidade’ com o professor Dr. Bruno Miranda. Ainda nesse eixo, os participantes trabalharam os ‘Aspectos Sociopsicológicos‘ com Ir. Maria Couto e a ‘Igreja Ministerial Amazônica’, com a professora Dra. Andreza Weil. Outro eixo de estudo é a Espiritualidade e vozes da Amazônia, que abordará a ‘Ecologia Integral e Laudato Si’, com o professor Dr. Rodrigo Fadul. ‘Sínodo para a Amazônia e Sinodalidade’ com o professor Dr. Pe. Ricardo Castro e o Manual Proteção de Crianças e Adolescentes e Adultos Vulneráveis (CNBB Norte 1), com a Ir. Roselei Bertoldo. Texto e fotos: Emmanuel Grieco

Cardeal Steiner: Somos todos vocacionados a semear a Palavra

Somos todos vocacionados a semear a Palavra. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus, durante celebração Eucarística das 7h30, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição. Os mais de 70 congressistas do Pré-Congresso Vocacional Regional estiveram presentes na celebração que marcou o último dia do encontro. Em sua homilia o cardeal recordou que todos somos convidados a ser terra fértil que dá frutos, e nos leva à plenitude da vida. Os bispos Dom Wilfried Theising, auxiliar da Diocese de Münster (Alemanha), em visita à Arquidiocese de Manaus e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins e Referencial para o Serviço de Animação Vocacional Nacional (SAV) concelebraram a Eucaristia. Além de Pe. Valmir Costa, coordenador do Departamento de Formação do Instituto Pastoral Vocacional (IPV), assessor do pré-congresso; os padres Leonardo dos Santos, assessor do SAV arquidiocesano e Pedro Cavalcante, Reitor do Seminário Arquidiocesano São José; Pe. Alex Mota, da Prelazia de Itacoatiara, os padres Marco Aurélio e Lyvio Costa, da Diocese de Parintins; Pe. Josinaldo da Silva, da Diocese de Coari e Pe. Pedro Cezar do Amaral, de Tabatinga, Diocese do Alto Solimões. Você confere abaixo a homilia do cardeal Leonardo Steiner: O semeador saiu a semear. A palavra que desde toda a eternidade está semeando. Desde toda a eternidade está semeando. Semeou, estrelas, semeou sóis, luas, plantas, águas, animais. Vemos a mão generosa que lança sementes e que os números não controlam, os cálculos enlouquecem. Não foi a Palavra que tudo criou, nos gerou? Semeou um povo que gerou o Filho de Deus, a filha de Sião, e semeou esperança, libertação, coragem, fidelidade, e continua a semear. E nós somos os receptadores, receptadoras da Palavra. A Palavra do amor, a Palavra da conversão, a Palavra da esperança, a Palavra da libertação, a Palavra do afeto. Quantas sementes a quase enlouquecer o nosso coração. O semeador é esparramar palavras. Quase nos foi dado vir o cair das sementes pela abundância do semeador. Generoso, abundante, desmedido, a semear. Semeia à beira do caminho, semeia entre pedras, entre espinhos, até encontrar a terra boa. Semeia, semeia sempre. Teimosamente semeia. Não houve lugar onde as sementes não caíssem. E semeou, espalhou, espargiu como se desejasse que toda a terra recebesse o dom da semente. Não que distribuísse as sementes, pois era generoso demais em apenas entregar ou deixar cair. Ao lançar com a mão semeadora, buscava espaços para que a semente pudesse germinar, mais, frutificar. Sementes irradiadoras não porque sobrassem, mas porque ele procura e busca o lugar para germinar e frutificar. Talvez possam crescer também à beira do caminho, talvez até entre pedras, talvez até entre espinhos. E na medida em que acompanhamos a palavra que é lançada em todas as direções, em todos os espaços, somos tomados de uma espécie de encanto, admiração pela abundância, a generosidade do semeador. Esperança de quem ao semear deseja germinação, frutificação. A sementeira foi feita pelos apóstolos e pelos profetas, mas é Jesus quem semeia, nos diz Santo Agostinho. Semeando, pois, entre as nações, o que disse Cristo? Um semeador saiu a semear. No outro texto, os semeadores foram enviados para colher. Agora, o semeador sai para semear. Não se queixa, no entanto, do trabalho. Com efeito, que importa que o grão de trigo caia beiro do caminho sobre as pedras ou entre espinhos? Se ele se deixasse desencorajar por esses lugares ingratos, não avançaria e não chegaria até a terra boa. É de nós que fala o texto, nos diz Santo Agostinho. Ele está a falar de cada um de nós. Seremos esse caminho, essas pedras, esses espinhos? Somos a terra boa? Dispomos o nosso coração para produzir 30 vezes, 60 vezes, 100 vezes, poderíamos dizer mil vezes. 30 vezes, mil vezes, sempre trigo, apenas trigo. A graça, a força da Palavra. Não sejamos mais esse caminho onde a semente é pisada por quem passa e onde o nosso inimigo agarra. Nem essas pedras onde a terra é pouco profunda faz germinar rapidamente um grão que não consegue resistir ao calor do sol. Nunca mais esses espinhos, as ambições deste mundo, esse hábito de fazer o mal. E conclui Santo Agostinho, com efeito, que coisa pior pode haver do que aplicar todos os esforços a uma vida que impede chegar à plenitude da vida? Que coisa mais infeliz que escolher a vida para perder a vida? Que coisa mais triste que temer a morte para sucumbir ao poder da morte? Arranquemos os espinhos, preparemos o terreno, recebamos a semente, aguentemos até a colheita, aspiremos por poder dar muito fruto. Então, queridos irmãos, queridas irmãs, dispomos a nossa pessoa, o nosso ser, para sermos aqueles, aquelas que produzem 100 vezes mais, 60 vezes mais, 30 vezes mais. Não sejamos esse caminho onde a semente é pisada por quem passa, não sejamos as pedras com pouca umidade, não sejamos os espinhos que sufocam a graça da Palavra. Jesus é o semeador, mas ao mesmo tempo a semente. A Palavra, a Palavra que saiu de Deus e veio semear, e semeia e continua a semear sempre, senão não estaríamos aqui, senão não faríamos um pré-congresso vocacional, se não tivéssemos recebido a graça da Palavra, a semente da Palavra de Deus. A generosidade e a gratuidade de quem semeia não está preocupado com o grão de trigo que cai à beira do caminho, sob as pedras ou entre os espinhos. Ele se deixa desencorajar por esses lugares ingratos? Não, porque senão não avançaria até a terra boa. Não importa o terreno, as dificuldades ou contrariedades, muito menos as perspectivas de sucesso da colheita. O que importa é semear, é espargir. Como Deus, queridos irmãos e irmãs, é extraordinário, está insistentemente semeando em cada um de nós. Semeando em cada um de nós em todas as nossas situações existenciais em todos os nossos fechamentos e distrações em todas as nossas rejeições e afastamentos em todas as nossas recusas assim mesmo ele semeia não deixa de semear sejamos então terra boa. A terra é boa, o…
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