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Tag: Diocese de Roraima

Novas vice-presidências e secretária executiva da REPAM: Continuar construindo o Reino de Deus

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), inicia uma nova etapa. Um passo concretizado com a apresentação da nova secretária executiva, Clara Ximena Lombana, e dos novos membros da presidência, Carol Jeri Pezo, a Ir. Ana Maria Palomino, dom Evaristo Spengler e padre Júlio Caldeira. O evento foi realizado em Manaus, sede da secretaria executiva desde 2020, anunciando que a partir de 2026 a sede do Conselho Episcopal Latino-americano e Caribenho (CELAM), em Bogotá, sediará a secretaria executiva da rede. Uma Pan-Amazônia mais fraterna e sinodal Em suas palavras de acolhida, o presidente da REPAM, dom Rafael Cob, enfatizou que “o sonho que compartilhamos está se realizando”, recordando a fundação da rede em Brasília, em 2014. Ao longo desses anos, a rede foi se consolidando, ressaltou. Esse caminho compartilhado o levou a expressar sua gratidão a todos que colaboraram ao longo do caminho, especialmente aos membros da secretaria executiva nos últimos cinco anos, que compartilharam brevemente suas experiências durante esse período, bem como à REPAM Brasil e à Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), pela trajetória percorrida em conjunto. Dom Rafael Cob agradeceu à nova secretaria executiva e à nova presidência, que o bispo do Vicariato de Puyo (Equador) continua a liderar. Isso marca uma nova etapa “para continuar construindo o Reino de Deus com os pobres”, buscando criar uma região Pan-Amazônica cada vez mais fraterna e sinodal. Um sentimento de gratidão que foi expressa pela vice-presidente nos últimos anos, Ir. Carmelita Conceição, que acolheu os novos vice-presidentes, lendo a carta de nomeação para os próximos três anos. União para se fortalecer Os membros da nova vice-presidência assumem sua missão como um desafio, segundo expressou a Ir. Ana Maria Palomino, religiosa Laurita. Esta nova experiência é vista como uma oportunidade para renovar seu compromisso com a Amazônia, elemento central do carisma de sua congregação, para dar continuidade ao trabalho iniciado e desenvolvê-lo ainda mais. Palomino enfatizou a necessidade de união para se fortalecer e caminhar em estreita colaboração com os povos indígenas para continuar avançando e fortalecendo a Igreja sinodal. Assumir a vice-presidência da REPAM é uma oportunidade de servir à Igreja junto com os povos amazônicos, caminhar com eles e criar processos em que suas vozes possam ser ouvidas, afirmou Carol Jeri. A integrante da Cáritas Madre de Dios destacou que a REPAM tem realizado um processo de formação com significativa participação leiga, entrelaçando seus compromissos com o território amazônico. Ela lembrou a importância da visita do Papa Francisco a Puerto Maldonado, uma demonstração do compromisso da Igreja com os povos amazônicos. Um sentimento de gratidão presente em Júlio Caldeira. O missionário da Consolata, partícipe de diversos modos da caminhada da REPAM desde sua fundação, disse assumir a vice-presidência com espírito de serviço, como oportunidade para seguir tecendo juntos um caminho que acompanha a vida dos povos amazônicos. Ele destacou que sua vocação missionária é fruto do chamado a entregar a vida na Amazônia. Compromisso, cuidado e gratidão A nova secretária-executiva da REPAM, que assumirá o cargo em 1º de janeiro, resumiu esse novo caminho em três palavras: compromisso, cuidado e gratidão. Um compromisso que começou durante sua participação como aluna na primeira Escola de Direitos Humanos da rede. Esse compromisso, ela renovou, aprofundou e fortaleceu por meio de seu serviço aos povos e comunidades da Amazônia, construindo assim o Reino diariamente em uma região pan-amazônica que representa um tesouro para o mundo. Em um momento marcado pela escuridão, violência, fundamentalismo e desesperança, sua nova secretária-executiva enfatizou que “hoje, mais do que nunca, o planeta precisa de uma REPAM que seja o sal e a luz do mundo, que ofereça abrigo, que se entrelace com as comunidades a partir de seus clamores, suas causas e seus processos”. Diante disso, Ximena Lombana vê como sua responsabilidade nutrir a semente plantada e “fazer com que ela produza uma colheita abundante para o processo e para as circunstâncias em que nos encontramos”. Um caminho a percorrer em fraternidade com a Rede Eclesial Mesoamericana (REMAN) e a Rede Eclesial do Aquífero Guarani e Gran Chaco (REGCHAG), unindo forças para fazer a diferença como redes eclesiais de ecologia integral. Lombana expressou sua gratidão àqueles que estiveram ao seu lado em seu trabalho na Amazônia nos últimos anos e àqueles que lhe confiaram este novo serviço. Diante deste novo desafio, ela enfatizou a importância da “força das organizações eclesiais amazônicas que, unidas, podem fazer a diferença, respondendo de forma mais eficaz ao clamor do povo e da natureza”. Uma união daqueles que “acreditam neste compromisso com uma vida digna, com a justiça e com o bem viver dos povos”. Caminho comum CEAMA-REPAM O presidente da CEAMA, Cardeal Pedro Barreto, expressou sua alegria com este novo passo no caminho conjunto entre a REPAM e a CEAMA. “Consolidar o processo da REPAM nos faz lembrar o passado com muita gratidão”, disse o cardeal peruano, citando várias pessoas que participaram dessa essa experiência inédita que fez da Amazônia uma fonte de vida no coração da Igreja. Essa memória agradecida do passado “nos motiva a caminhar mais juntos nessa continuidade”. Barreto disse que vê a REPAM como “a resposta de Deus às necessidades da Amazônia”. Em sua intervenção, ele destacou a grande responsabilidade com que a REPAM assumiu a preparação do Sínodo para a Amazônia, enfatizando a importância da escuta nesse processo. O cardeal lembrou o último encontro do Papa Francisco com os presidentes da CEAMA e da REPAM, alguns meses antes de sua morte, quando ele pediu que nós “continuássemos caminhando juntos”. Ele também reconheceu que a REPAM o ajudou a entender que existe apenas uma Amazônia. O cardeal, que já foi presidente da REPAM, pediu que se olhasse para o futuro com esperança e que se assumisse um compromisso de serviço por amor a todos os povos da querida Amazônia.

Seminaristas vivenciam 12º Experiência Missionária na Prelazia de Itacoatiara

Os seminaristas do Regional Norte 1 estão reunidos na Prelazia de Itacoatiara para a 12° Experiência Missionária, organizada pelo Conselho Missionário de Seminaristas (COMISE Labontè). A experiência integra o processo formativo dos futuros presbíteros do regional, oportunizando a vivência com as realidades pastorais das igrejas locais. A programação iniciou no sábado (18) e se estende até o próximo domingo (26). A Missa de envio, na Catedral da Prelazia, marcou o início das atividades e contou com presença de agentes de pastoral e fiéis. Depois, os seminaristas seguiram para comunidades ribeirinhas e urbanas, onde fizeram visitas, celebrações, momentos de oração, encontros e rodas de conversa para fortalecer a “comunhão e a corresponsabilidade missionária”, segundo Lucas Santos, seminarista da Diocese de Roraima. Para ele, a experiência missionária é “um momento formativo para os futuros presbíteros, que vivenciam a realidade amazônica e são convidados a cultivar um olhar sempre mais próximo, fraterno e comprometido com a vida do povo”, explicou. O caminho comunitário As atividades da experiência missionário estão alinhadas ao Jubileu da Esperança, com o tema “Missionários da esperança entre os povos”, escolhido pelo Papa Francisco, e o lema “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). E buscam responder, como sinal de Esperança, ao grito urgente das pessoas que ecoa de diversas partes do mundo. O encontro com as realidades da igreja na Amazônia é fundamental para que os jovens seminaristas aprimorem seu modo de atuação. Na Exortação Apostólica Querida Amazônia, Papa Francisco recorda, ao citar o Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia, que a “vida é um caminho comunitário onde as tarefas e as responsabilidades se dividem e compartilham em função do bem comum. Não há espaço para a ideia de indivíduo separado da comunidade ou de seu território”. Essa dinâmica corresponde às aspirações evangélicas de caridade, e é um “estímulo à cultura do encontro”, onde as relações são novamente restabelecidas. É uma possibilidade para que os seminaristas recordem a vocação evangelizadora presente em cada cristão e cristã batizado. Ou seja, para que desde agora sejam capazes de reconhecer as necessidades dos povos amazônicos, exercendo seus trabalhos com a força profética do Evangelho encarnado na realidade. Aprofundar a fé Dessa forma, a experiência missionária é o espaço para que os jovens missionários aprofundem sua fé. O encontro com os povos permite que haja um reconhecimento mútuo como anunciadores do Evangelho. E o vínculo, nascido nos caminhos, nos diálogos e nos encontros, é a manifestação da Esperança oferecida por Jesus, convida à uma abertura de coração para tocar, compreender e transformar o modo de ver o mundo. Nesse aspecto, o seminarista Jainer Reina, da Diocese do Alto Solimões, comentou que a experiência na Paróquia de Nazaré, em Itapiranga, “está sendo maravilhoso, visitando as famílias, os idosos, os necessitados”. Ele enfatiza que esses momentos motivam “a nossa fé, a minha vocação para ser um sacerdote”. E espera que os frutos dessa missão “possa amadurecer mais e mais na minha vocação”, terminou. Fotos: Lucas Santos.

Diocese de Roraima: novo Diretório Sacramental

A Diocese de Roraima iniciou na manhã de terça-feira (14) a formação sobre o Diretório Sacramental para missionários e missionárias. Durante três dias, os quase 100 participantes aprofundarão a realidade sacramental na diocese para construir o novo diretório à luz do Documento Final do Sínodo da Sinodalidade. O processo inclui escuta, discernimento e comunhão para ampliar a vivência da sinodalidade na Igreja da Amazônia. Dom Evaristo Splenger, bispo da Diocese de Roraima, explica que a construção do novo diretório assume o caminho traçado pela igreja nos Sínodos para a Amazônia, em 2019, e o Sínodo sobre a Sinodalidade. Ou seja, uma igreja com “um rosto mais inculturado, mais amazônico” que caminha de “forma comunitária” com todos os padres, bispos, religiosos e leigos das comunidades. Esse caminho é assumido também no aspecto sacramental. Nele, o sacramento é entendido “como um sinal da presença de Deus, que nos aponta o caminho da salvação” e não como um “rito mágico da igreja”. essa igreja que anuncia… Jesus Cristo que caminha com esse povo na Amazônia, caminha com essa nossa diocese, onde temos tantos imigrantes, tantos povos indígenas. O objetivo é fazer um percurso que começa com os missionários. Em seguida, “é levado para o Conselho de Evangelização da Diocese”, e, posteriormente, para “as nossas comunidades, paróquias, áreas indígenas”, explicou o bispo. Ao final do processo, a expectativa é que o material recolhido para o novo diretório sacramental reflita “a participação de todas as nossas comunidades”. Chegar às pequenas comunidades Pela avaliação de Dom Evaristo, o grande desafio na construção do diretório é fazer com que ele chegue “às pequenas comunidades mais distantes, áreas indígenas, ribeirinhas e nas comunidades do interior”. É fundamental que haja envolvimento de todos, para que o diretório não caia “de paraquedas” e “as pessoas não saibam a motivação”.  Por isso, a necessidade de juntos procurar “um melhor caminho para ajudar” as “realidades muito diversas”. “Temos aqui uma realidade que é urbana, onde temos um grande fluxo migratório, então uma grande movimentação de gente. Mas também temos pequenas comunidades numa área ainda de missão, onde estão se formando as comunidades. Onde não temos ainda um catequista, não temos um ministro da palavra”, pontuou. Segundo ele, essas características levantam questionamentos, tais como “Como é que fazemos a preparação para os sacramentos, o batismo? Como é que fazemos a preparação para a primeira eucaristia? Como é que fazemos a preparação para todos os sacramentos?”, indagou o bispo. Essa preocupação não é apenas com rito, mas com todo o “processo de seguimento de Jesus”. Um estímulo para a diocese encontre “novos caminhos”. Colocar em prática o Concílio No primeiro dia, Pe. Luis Miguel Modino, membro da comunicação do Sínodo da Amazônia, refletiu a partir do Documento Final da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos – Por uma Igreja Sinodal – Comunhão – Participação – Missão. Durante o diálogo, insistiu na sinodalidade “como concreção de uma Igreja Povo de Deus, segundo a proposta do Concílio Vaticano II”. Para ele, o caminho sinodal é “por em prática aquilo que o concílio ensinou sobre a igreja como mistério e povo de Deus”. Mondino recordou que a Igreja “no Batismo dá a mesma dignidade a todos os membros do Povo de Deus”. Ela deve fomentar “a unidade na diversidade”. Para isso, a conversão é apresentada como palavra chave e condição para um caminho sinodal: conversão das relações, dos processos e dos vínculos.  “Todo o Povo de Deus é o sujeito do anúncio do Evangelho. Nele, cada Batizado é convocado para ser protagonista da missão, porque todos somos discípulos missionários”, segundo aparece no Documento Final do Sínodo. Diretório para santificação do povo de Deus Responsável por apresentar os Fundamentos dos Sacramentos, Pe. Gilson da Silva, membro do Tribunal Eclesiástico da Interdiocesano, disse que o diretório tem por objetivo “a santificação do povo de Deus”. Nessa dinâmica, o direito canônico “nos convida a ter um olhar, sobretudo, para a liturgia, onde a liturgia se torna um instrumento de salvação, olhar também para o bispo como o litúrgo responsável”. De uma maneira que “todos assumem esse papel no direito de santificação”. Outro ponto destacado são os sacramentais, “que são instrumentos, como as bênçãos, os crucifixos, que ajudam no crescimento da fé e da devoção do povo de Deus”, explicou Pe. Gilson. Além da necessidade de considerar, “diante de uma realidade amazônica”, estão presentes os elementos da inculturação e do cuidado com a casa comum. “a importância do diretório sacramental nessa perspectiva sinodal sobretudo buscar essa conversão, conversão sacramental, uma conversão primeiramente com atitudes, posturas que nos levem a um caminho de santificação”, finalizou.

Muticom 2025 lança livros e apresenta texto-base sobre Comunicação e Ecologia Integral

O texto-base busca aprofundar o diálogo entre fé, justiça socioambiental e práticas comunicacionais Na manhã desta sexta-feita (26), ocorreu no 14° Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom) lançamentos de livros. Entre eles, o texto-base sobre comunicação e ecologia integral, fruto do trabalho do Grupo de Reflexão sobre Comunicação (GRECOM), ligado à Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB. O texto-base busca aprofundar o diálogo entre fé, justiça socioambiental e práticas comunicacionais comprometidas com a sustentabilidade e a transformação social. O documento convoca comunicadores a assumirem um papel ativo, marcado pelo compromisso ético e pela responsabilidade ambiental, estimulando um novo jeito de comunicar em sintonia com a Casa Comum. Durante o lançamento, Ricardo Alvarenga, Membro do Grupo de Reflexão em Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, anunciou uma novidade: a partir deste Muticom, em todas as próximas edições, será publicado um subsídio temático para apoiar dioceses, paróquias e grupos de pastoral. “A ideia é que, a partir deste Muticom, sempre nos eventos nacionais, como o Encontro da Pastoral da Comunicação, o Grecom, com a ajuda de outros parceiros, publique um material de apoio. O objetivo é ajudar as comunidades a refletirem sobre o tema que estaremos trabalhando em cada encontro”, explicou. Já o Padre Dário Bossi, assessor da Comissão Sociotransformadora e da Comissão para Ecologia Integral e Mineração da CNBB, apresentou cinco prontos principais. O primeiro deles foi a fé e cuidado com a Casa Comum. Segundo ele, “Não há mais como separar a nossa fé do cuidado com a Casa Comum.” Outro aspecto ressaltado, foi a juventude como interlocutora central. Para o padre, “As juventudes são nosso interlocutor principal, porque elas são um presente que pode mudar o nosso futuro.” Ele também chamou atenção para o combate ao negacionismo, lembrando que “Um bom comunicador, uma boa comunicadora, desfaz o negacionismo e desvenda as falsas soluções do sistema capitalista, que criou um problema e agora quer nos dar uma resposta que não se sustenta.” O sacerdote ainda enfatizou a necessidade de conexão entre cotidiano e grandes decisões “Somos chamados a conectar os estilos de vida, as atitudes cotidianas de cada pessoa, família e comunidade com as grandes denúncias e as escolhas políticas. A comunicação precisa mostrar que há uma conexão entre tudo isso.”, afirmou. E por fim, destacou a esperança como missão “Nós somos semeadores e semeadoras de esperança. Temos que contar histórias que estão mudando este planeta, que existem e que reexistem. Essa é a nossa missão!” O lançamento marcou um dos momentos de reflexão do Muticom, reforçando o compromisso da igreja com uma comunicação inspirada pela ecologia integral. Baixe o texto-base: https://muticom.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Subsidio-14o-Multicom-DIGITAL-03-set-2025.pdf Kayla Costa – Rádio Monte Roraima / Fotos: Jonathan Allicock – Rádio Monte Roraima

Conselho de Leigos e Leigas do Regional Norte 1 realiza 10º Assembleia

O Conselho de Leigos e Leigas do Regional Norte 1 realizou, de 19 a 21 de setembro, sua 10ª Assembleia em Manaus, com o tema “Cristãos, leigos e leigas, peregrinos da Esperança, agindo na história a serviço do Reino”. O encontro reuniu cerca de 25 pessoas, acompanhados pelo bispo auxiliar de Manaus e referecial para o laicato, Dom Zenildo Lima, com destaque para a primeira participação de membros da Diocese do Alto Solimões, além de integrantes da Prelazia de Tefé, da Arquidiocese de Manaus e das Dioceses de Borba, Parintins e Roraima. O objetivo do encontro é refletir a caminhada do laicato nas dioceses e prelazias. Além do aprofundamento formativo da temática, foi abordado a experiência do conselho nacional e de pensar o serviço não somente pela dimensão institucional do conselho, mas do cuidado com os cristãos leigos, explicou Francisco Meirelles, presidente do Conselho de Leigos do Regional Norte 1 e da Arquidiocese de Manaus. “Pensando justamente o serviço não só como institucionalização do Conselho de Leigos, como organismo, mas pensar como nós fizemos aqui esses dias, de refletir justamente o cuidado com os cristãos leigos e leigas em cada diocese, prelazia, nas paróquias, nas áreas de missões, nas áreas missionárias. Então esse momento foi um momento muito bonito, que podemos partilhar”, destacou o presidente. O Deus que eleva os pobres Na partilha, os participantes repercutiram o que a Palavra de Deus diz à história de cada um e cada uma. Justamente para fazer memória daqueles cristãos leigos e leigas que, aos domingos, expressam seu comprometimento se dividido entre as atividades das comunidades e de suas famílias. Os recortes falam da prática de injustiças e exploração com os empobrecidos e pedem por novas opções à luz do Evangelho. Ir. Ângela Maria, da Congregação das Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor, da Diocese de Roraima, salientou a postura de Deus. Ele que “nunca mais vai esquecer o que eles fizeram”. Desse modo revela a beleza da “predileção de Deus pelos empobrecidos e empobrecidas”. Nesse cenário, Dom Zenildo recorda que o juramento de Deus confronta a experiência religiosa que anestesia o povo. É o “fazer da religião um grande sábado para que a gente possa adulterar as coisas”, em vez de tornar o povo mais atento. Esse é o contexto onde Deus não se esquece do mal feito. “É uma linguagem humana para falar de Deus com os sentimentos da gente, não é? Mas para dizer, o profeta usa essa linguagem para dizer o quanto isso foi caro para Deus. O quanto fazer mal ao pobre foi caro para Deus. Nunca mais eu vou esquecer. Eu acho que o convite da palavra é um convite para as grandes opções”, destacou. Refazer as nossas opções Val Firmino fez uma ligação entre o Evangelho do dia e a parábola do jovem rico. Nela o jovem pergunta com alcançar a vida eterna e Jesus indica que é necessário deixar tudo para segui-lo. Para dizer que a radicalidade do que foi proclamado é “viver com pouco, mas viver bem. Ser justo com aquilo que é justo”. “Justiça, onde precisa ter justiça, né? Onde estão as injustiças com os outros irmãos e irmãs, né? Não pegar o que não lhe pertence, né? E sim o que te pertence. Então, assim, para mim, eu vejo essas passagens bíblicas muito parecidas” porque o administrador esbanjava os bens de seu patrão. Dom Zenildo Lima destacou que a expressão em que o Senhor elogia o administrador desonesto gera um estranhamento. E levanta o questionamento de “como é que esse sujeito aqui aparece quase como um modelo, né?”. É indicou que esse pode ser “um convite mais profundo”, um convite para “as escolhas fundamentais”. “A partir do que a gente pauta a nossa vida? a partir do dinheiro, das estruturas, ou a partir da vida das pessoas? Esse homem, esse administrador, foi alguém que pautou toda a sua vida a partir do dinheiro, das estruturas. Agora isso vai ser retirado dele e ele percebe que ele não tem relações, que ele não tem pessoas”, salientou o bispo. Perceber as pessoas Ao fazer memória do segundo dia de assembleia, onde se refletiu sobre o trabalho do conselho, Dom Zenildo comparou com as exposições feitas pelo grupo. Isto porque “às vezes a gente se dedica muito às estruturas, às organizações, e não percebemos as pessoas”. Por isso a atividade pautou não como fortalecer estruturas, mas como “proporcionar momentos para as pessoas”. “Isso não nos faz de melhor do que os outros, o fato de nós não estejamos nesse mar de corrupções. Nós podemos estar, talvez, nessa perspectiva de vida. Não envolvidos em corrupções, mas talvez dominados e predominados pela estrutura e também nós não tenhamos feito opção pela vida e pelos outros. Aí olha Jesus, um homem absolutamente livre de estruturas. E absolutamente pautado pela vida dos outros. Por isso que a vida de Jesus é sempre encantadora para nós” sublinhou o referencial. Uma oração que alcance a vida comunitária O último dia de assembleia foi marcado por manifestações democráticas contra movimentações parlamentares opostas aos interesses populares. Por isso, Lima reforçou que rezar pelos governantes “não é submissão”, mas “é rezar pelo povo brasileiro, é rezar por essa harmoniosa convivência”. Principalmente porque Brasil é um país de “tantas diversidades e de tantos povos” e é necessário que a oração alcance essa dimensão da vida comunitária. “para eles refaçam as suas opções. E refazendo as suas opções, escolha as pessoas, escolha o bem-estar, escolha o nosso agente, escolha o nosso povo. E a gente continua aqui. O nosso papel, pessoas batizadas, seguidores de Jesus, que também somos chamados para refazer as opções e as escolhas fundamentais para a vida da vida”, finalizou o bispo. Os participantes definiram que para fortalecer o compromisso do Conselho Regional com a sinodalidade e missionariedade das Igrejas locais, a eleição da nova presidência seria feita no próximo ano. Um ano de preparação e assim, garantir um conselho mais consistente nas dinâmicas da Ação Evangelizadora.

Cardeal Steiner: “A Sinodalidade é o modo de ser Igreja assumido pelo Regional Norte 1”

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), finalizou a 52ª Assembleia. Aproximadamente 70 pessoas, das nove Igrejas Locais, estiveram presentes em Manaus, entre os dias 15 e 18 de setembro. O encontro foi um momento de aprofundamento das dinâmicas de Sinodalidade e de construção das diretrizes nacionais e regionais para a Ação Evangelizadora. O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, cardeal Leonardo Steiner, comentou que a sinodalidade é um modo de ser Igreja assumido pelo regional. E mesmo que já seja uma realidade presente, é possível continuar avançando nessa dinâmica. “O nosso regional se caracteriza já por ser uma igreja sinodal, mas isso não significa que não temos muito a caminhar ainda. Temos muito para caminhar. O próprio modo da Assembleia é um modo muito sinodal, a participação de todos, mas nós desejamos que esse modo sinodal esteja também presente nas comunidades, seja presente nas áreas missionárias, nas paróquias, e assim a igreja toda seja ela sinodal, onde todos participam, onde todos pelo batismo se sentem profundamente integrados na igreja, se sintam realmente povo de Deus”, explicou o arcebispo. A escuta presente na Igreja da Amazônia O cardeal Steiner participou do Sínodo da Sinodalidade. Em suas palavras, destaca que a Igreja da Amazônia possui elementos significativos para oferecer à sinodalidade na Igreja Universal. Mas que esse processo nasce da escuta e é como a igreja “pode contribuir, no sentido de nós buscarmos ouvir as pessoas, ouvir os fiéis, e da escuta, irmos como que planejando as nossas ações”. Essa compreensão levanta questionamentos de “como sermos uma igreja presente? Como anunciarmos o Reino de Deus? Como anunciarmos Jesus Cristo crucificado e ressuscitado nas diversas culturas, nas diferentes situações, nas tensões que muitas vezes existem?”. É nesse contexto “que podemos dar uma grande contribuição no sentido de sermos todos nós pessoas que escutam e porque escutam são capazes de perceber. Assim se pode anunciar o Reino de Deus. Assim se pode anunciar Jesus crucificado e ressuscitado”, reforçou o arcebispo. Prestar contas da Ação Evangelizadora O Documento Final do Sínodo norteou as discussões durante os dias de assembleia. Ele fornece pistas para que as igrejas do Regional Norte 1 identifiquem os caminhos a serem seguidos. O presidente do Regional enfatizou que é importante aprofundar o conhecimento desse documento principalmente quanto à prestação de contas da Evangelização. “Eu penso que aprofundada na nossa região ainda precisa muito a questão de fazermos uma avaliação, uma espécie de prestação de contas, não apenas financeira. Mas de como vai a nossa Ação Evangelizadora? Como estamos anunciando? Como somos presença?”, questionou o cardeal. Daí necessidade de que o caminho a ser percorrido seja de fazer que as comunidades se sintam “cada vez mais corresponsáveis pelo Anúncio, pela Evangelização, ao mesmo tempo também perceberem: não, aqui ainda precisamos caminhar, aqui ainda podemos dar mais, aqui ainda podemos participar mais”. E esse aspecto avaliativo “nos ajuda muito a sermos cada vez uma igreja mais viva, uma igreja mais presente, uma igreja mais consoladora, uma igreja mais samaritana, diante das dificuldades que existem”, destacou Steiner. Um processo coletivo A secretária executiva do regional, Ir. Rose Bertoldo, que coordenou a preparação da assembleia, avaliou o encontro como “um processo construído coletivamente e construído na Sinodalidade. Eu pude perceber que cada diocese, cada prelazia, as pastorais sociais, a vida religiosa que esteve presente, se sentiu construtora dessa Assembleia. Foi uma Assembleia de estudo, uma Assembleia muito leve, mas também com muita responsabilidade, que é a característica do Regional Norte 1”. Além disso, o Regional tem o desafio de continuar criando os processos que posteriormente se desdobrarão nas dioceses e prelazias, juntamente com as pastorais sociais e todos os organismos de participação. “E a gente vem estudando as diretrizes da ação evangelizadora que serão aprovadas em 2026 na Assembleia da CNBB Nacional, mas também já estamos apontando caminhos para a construção do nosso documento, as nossas diretrizes. A gente vai elaborar um documento inicial, já com as proposições que foram tiradas durante essa Assembleia, que depois serão complementados a partir das diretrizes nacionais e também dos encaminhamentos que a próxima Assembleia dará do documento”, explicou Ir. Rose Bertoldo. Conhecer o Documento Final Junto com isso, a expectativa é que as dioceses e prelazias continuarão a estudar o documento final do Sínodo da Sinodalidade. Esse processo continuado vai aos poucos moldando o futuro da Evangelização no Regional. “E essa é a ideia, é de dar a conhecer o documento para as nossas lideranças que estão lá nas comunidades. E também dar a conhecer tudo aquilo que a gente foi construindo como perspectiva de construção das novas diretrizes. Tendo esse olhar para a realidade, para o território do Regional Norte 1, que tem, assim, realidades que são comuns, mas também tem realidades que são específicas, dependendo de cada igreja local”, finalizou a secretária executiva.

Nota de Solidariedade da diocese de Roraima com Dom Mário Antônio da Silva

Diante dos ataques “injustos e distorcidos por convocar o Povo de Deus para o 31º Grito dos Excluídos e Excluídas” contra o arcebispo de Cuiabá, dom Mário Antônio da Silva, a diocese de Roraima emitiu uma nota no dia 11 de setembro, onde mostra “incondicional apoio e solidariedade” àquele que foi pastor dessa Igreja entre 2016 e 2022. O texto sublinha que “esses ataques, alimentados por discursos de ódio que só geram divisão, ferem a comunidade cristã e distorcem a missão pastoral que Dom Mário exerce com fidelidade ao Evangelho.” Igualmente, a nota destaca a proximidade do arcebispo, sua “simplicidade, coragem e ternura”, recordando os passos dados em seu ministério episcopal da diocese de Roraima. Um convite a participar do Grito dos Excluídos que mostra cuidado pastoral com os que mais sofrem, mas que encontro respostas negativas, “sintomas de uma polarização vivida na sociedade.” A Igreja de Roraima diz permanecer unida ao arcebispo de Cuiabá, “em oração e comunhão”, e pede a guia e proteção de Maria, Mãe dos pobres.

Diocese de Roraima é homenageada pela Assembleia Legislativa pelos 300 anos de evangelização

A Diocese de Roraima recebeu, nesta sexta-feira (29), uma das maiores homenagens institucionais de sua história. Em Sessão Especial realizada no Plenário Noêmia Bastos Amazonas, a Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) reconheceu publicamente o papel da Igreja Católica na formação do Estado e na vida do povo roraimense ao longo de três séculos de evangelização. A cerimônia marcou a celebração do Jubileu dos 300 anos de evangelização em Roraima e reuniu autoridades, fiéis, missionários e missionárias. A homenagem foi aprovada em plenário por meio dos Projetos de Decreto Legislativo nº 51 e nº 52 de 2025, de autoria do presidente da Casa, deputado Soldado Sampaio (Republicanos), que concederam a Comenda Orgulho de Roraima a personalidades e instituições ligadas à Diocese. Na abertura da solenidade, o bispo de Roraima, Dom Evaristo Pascoal Spengler, lembrou que a presença da Igreja precede a própria criação do Estado e destacou a importância histórica desse reconhecimento. “A Igreja de Roraima chegou antes do território federal, antes da Constituição do Estado. Contribuiu muito no início com a saúde, construindo hospitais, com a educação, formando técnicos e professores. Esse papel histórico é hoje reconhecido e nós agradecemos a Deus por tudo o que foi construído com o povo ao longo desses 300 anos”, declarou. Por meio de vídeo, o bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM), Dom Raimundo Vanthuy Neto, que fez uma retrospectiva da presença missionária na Amazônia desde 1725, com os carmelitas, jesuítas, franciscanos e beneditinos, até a chegada dos missionários da Consolata. “Celebrar os 300 anos é lembrar que a presença da Igreja está ligada à história da Amazônia, ao cuidado com os povos indígenas, à educação e à defesa da vida. Cada missionário e missionária deixou uma marca que precisa ser lembrada. Hoje celebramos não só a memória, mas também o compromisso de seguir evangelizando”, destacou. Voz dos missionários de hoje O pároco de Pacaraima, Pe. Jesus Esteban Lopes Fernández Bobadilla, um dos homenageados, dedicou a honraria a todos que trabalham no acolhimento de migrantes. “A homenagem não é só para mim. É para toda a Diocese, para as instituições e para o povo brasileiro que acolhe os imigrantes. Nossa missão é viver o espírito do bom samaritano e aliviar o sofrimento de quem chega até nós”, disse. Quem recebeu a Comenda Orgulho de Roraima A Comenda foi entregue a diversas personalidades religiosas e leigas, além de instituições e pastorais que representam a presença missionária e social da Igreja. Personalidades religiosas e leigas Leiga, Ângela Maria Shardong, catequista, Deolinda Melquior da Silva, irmã, Elizabeth Sales de Lucena Vida, Luzinete Gomes Lima Maria Joselha Lima, Irmão Carlo Zacquini – presente, Jacir José de Souza – representado por Júlio José de Sousa (filho), Pe. Antônio Jerffeson de Almeida Resende, Pe. Jesus Esteban Lopes Fernández Bobadilla, Pe. Josimar Lobo, Pe. Mauro Sérgio Maia da Silva – representado por Pe. Jeferson Homenagens In Memoriam Irmã Telma Cristina Lage dos Santos – representada pelas irmãs Marineis Xavier de Oliveira e Lúcia Souza e Silva, Dom Aldo Mongiano – representado por Pablo Sérgio. Dom José Aparecido Dias – representado por Irmã Ivani Krenchinski (Missionária Serva do Espírito Santo de Alto Alegre). E Pe. Francisco Mário Ribeiro Castro – representado pela Vereadora, Valquiria Ribeiro. Bispo atual e os que já passaram pela Diocese Dom Evaristo Pascoal Spengler, Bispo da Diocese de Roraima, Dom Mário Antônio da Silva é Arcebispo de Cuiabá – representado por Pe. Josimar Lobo, Dom Raimundo Vanthuy Neto, bispo de são Gabriel da Cachoeira– representado por dona Vaneide e seus irmãos Instituições e pastorais reconhecidas Apostolado da Oração, Colégio Claretiano, Articulação dos Serviços Eclesiais aos Migrantes e Refugiados (ASEMIR), Cáritas Diocesana, Conferência dos Religiosos do Brasil Regional Roraima (CRB-RR), Fazenda da Esperança,  Instituto Missões da Consolata, e Padres Fidei Donum.  Pastoral da Criança, Pastoral da Juventude, Pastoral Familiar  e a Rádio Monte Roraima FM 107,9 – Pe. Luiz Botteon (diretor-geral) e Cléo Silva Rocha (diretora comercial). Reconhecimento histórico Para o deputado Soldado Sampaio, autor da homenagem, a entrega da comenda simboliza o reconhecimento do povo de Roraima à Igreja. “A Igreja Católica teve papel fundamental na história, na cultura e no desenvolvimento de Roraima. Reconhecer isso publicamente é valorizar não só o passado, mas também o presente e o futuro do serviço que ela presta à nossa população”, afirmou. Na ocasião foi assinado o termo de Cooperação Técnica que tem como objetivo preservar, digitalizar e divulgar o acervo histórico documental da Diocese de Roraima. Além disso, de 01 até 05 de agosto ficará disponível para visitação no rol da Assembleia Legislativa, estandes com memórias dos 300 anos da Diocese de Roraima. O Jubileu dos 300 anos segue sendo celebrado com missas, encontros culturais e atividades sociais em todo o Estado, consolidando o legado histórico da Diocese de Roraima e reafirmando sua missão evangelizadora junto ao povo.  FONTE/CRÉDITOS: Dennefer Costa – Monte Roraima fm

1° Nortão de Catequese: o caráter querigmático e mistagógico da Catequese como folêgo da Evagelização

De 24 a 27 de julho de 2025, em Castanhal, no Pará, acontece o 1° Nortão de Catequese, com o tema: Iniciação à Vida Cristã na Amazônia: Anúncio, Mistagogia e Ecologia Integral. A reflexão busca oferecer elementos para as Igrejas Locais em seus processos catequéticos, fortalencendo a pluralidade da idetidade amazônica. Representação do Regional Norte 1 O evento contará com a presença do Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, 23 catequistas, 2 irmãs Consagradas e 2 padres das dioceses de Parintins, Alto Solimões, São Gabriel da Cachoeira, Borba, Roraima, Coari, Prelazia de Tefé e Arquidiocese de Manaus. Dentro dos 5 painéis, nosso regional apresentará 3: Catequese Ribeirinha (Diocese de Parintins), Catequese Indígena (Diocese de São Gabriel da Cachoeira) e Catequese Urbana (Arquidiocese de Manaus), partilhado nossas experiências. Chegada dos participantes Padre Jânio Negreiros, do clero da Diocese de Parintins e coordenador de catequese do Regional Norte 1, expressou a expectativa dos participantes “com muita alegria que nós assim acompanhamos esse início e da chegada dos das nossas catequistas, assessores da catequese, dos nossos bispos, dos conferencistas, dos que vão conduzir as oficinas as e também os painéis”. Destacou também a Catedral de Castanhal como “lugar extraordinário de convivência”, visto que ela é “toda pensada no aspecto bíblico” e é como “um ver a bíblia desenhada, expressada nas paredes” e “toda sua estrutura pensada dessa forma” favorecendo um “ambiente acolhedor” e aumentando a “expectativa dos nossos catequistas”. Novo olhar para catequese na Amazônia O evento reunirá aproximadamente 500 catequistas, juntamente com as religiosas e religiosos, padres, diáconos e bispos que estarão juntos tratando das diversas temáticas e desenvolvendo o tema geral. O coordenador enfatizou que isto traz um “novo olhar para uma realidade em nossa Amazônia”. O padre explicou que o encontro acolhe “todos os regionais do Norte para esse momento realmente inaugural, inicial” de algo que “foi pensando pelos nossos bispos no ano passado, em agosto, e assim foi levado adiante essa preparação” e culminou “para vivenciar esse primeiro momento”. Por fim, padre Jânio manifestou que o evento “é algo de grande significado pra nossa catequese na nossa região amazônica”. E por isso “queremos que seja um encontro de partilha, de aprendizado e que possa trazer realmente um fôlego para Evangelização”. E “especialmente para o processo inicial da fé das nossas crianças, adolescentes e adultos que estão no processo de Iniciação à Vida Cristã e também o trabalho pastoral, bíblico dentro das nossas pastorais e movimentos de nossas prelazias, dioceses e arquidioceses”. As temáticas das quatro conferências serão: “A Igreja deve crescer na Amazônia (QA, 66): Querigma, um anúncio de Esperança“, (Cardeal Leonardo Steiner,OFM); “Aceitar corajosamente a novidade do Espírito (QA, 69): Fundamentos para catecumenatos amazônicos”, (Victor Paiva, OFS); “Cuidar da Amazônia (QA, 51): Catequese a serviço de uma ecologia integral” (Moema Miranda, OFS); e “A este mundo, só a poesia poderá salvar (QA, 46): A literatura na transmissão da fé”, (Dom Antônio Fontinele), respectivamente, e finalizará com a peregrinação Jubilar até a Igreja Catedral.

Diocese de Roraima comemora 300 anos de Evangelização: “Uma sucessão de unções e entregas”

A diocese de Roraima celebrou no dia 19 de julho de 2025, fazendo memória da chegada dos primeiros missionários no ano 1725, 300 anos de evangelização. Um Jubileu que tem como tema: “300 anos de fidelidade e novos desafios numa Igreja sinodal”, que iniciou sua comemoração com uma caminhada até a catedral, onde foi recordada a história dos três séculos de missão evangelizadora. Memória da história vivida Na celebração eucarística, que contou com a presença das autoridades e de grande número de participantes, chegados das comunidades, áreas missionárias, paróquias, pastorais e movimentos, o bispo diocesano, dom Evaristo Spengler, fez memória da história vivida nessa igreja local, “escrita, sim, com suor, com perseguições, com superação, com busca de novos caminhos, com coragem e com doação”. O bispo ressaltou que “só foi possível esse caminho, porque os que vieram antes de nós firmaram-se na fé e na esperança. A fé em Jesus Cristo, anunciada pelos missionários, aqui se entrelaçou com as sementes do verbo, já plantadas no coração dos povos originários.  Esse anúncio fez germinar frutos de vida, de dignidade, de respeito e de justiça.” Tudo isso em uma terra, “enriquecida com a pluralidade de pessoas provenientes de tantos recantos”, onde “todos aqui foram acolhidos, irmanados pelo evangelho. O evangelho se fez história na vida do nosso povo”. Semente plantada Dom Evaristo Spengler destacou “três símbolos que iluminam nosso caminho: a semente que é plantada, o óleo que unge e o rio que corre.” Segundo o bispo, “a semente e os pés no chão são sinais da Igreja que caminha junto”. Ele disse que “a Igreja que se fixou em Roraima, chegou aqui muito simples, despojada, desprovida de recursos e com poucos missionários”, recordando a chegada de 9 carmelitas, que “trouxeram apenas uma semente a ser plantada: a boa notícia do Reino de Deus”.   Uma palavra que “ao longo dos séculos, germinou: em pequenas comunidades, em escolas de fé, em gestos de solidariedade, na luta pela vida, em lideranças para a Igreja e para a sociedade”, segundo o bispo. Ele sublinhou que a Igreja “dedicou-se à promoção humana, à saúde, à educação, à formação de profissionais, etc. A evangelização aqui nunca foi colonização! Foi inculturação, sempre encarnada no chão e na história do povo.” Uma Igreja que caminhou com o povo, “com os pés descalços nas estradas empoeiradas e enlameadas, com mãos calejadas construindo comunidades e com os braços fraternos acolhendo a todos.” Uma missão que continua hoje, “mantendo os pés firmes na luta pela justiça; trilhando com os pés enlameados onde a vida clama; caminhando com pés sinodais, para fortalecer a esperança.” Óleo que unge Falando do óleo, o bispo explicou que “a unção é um gesto do Espírito Santo. Deus unge seus profetas, seus discípulos, para curar, consolar, libertar os pobres e os cativos”, sublinhado que “esta unção não é privilégio de poucos, é de todos os batizados.” Nesse sentido, dom Evaristo Spengler definiu a evangelização em Roraima como “uma sucessão de unções e entregas”, citando os missionários e missionárias, as várias ordens e congregações, as mães indígenas, os catequistas, os agentes de pastoral. Uma unção que “continua viva e operante em nosso meio”, com “comunidades vivas, dinâmicas e comprometidas com o Evangelho”, que ele identificou com “uma Igreja toda ministerial”, onde “cada fiel descobre a sua vocação e assume com generosidade o serviço ao Reino”, mediante “serviços exercidos com fé e simplicidade”. O bispo fez um chamado a avançar “ainda mais nesse caminho de comunhão e corresponsabilidade”, colocando como desafios atuais “denunciar todas as formas de violência e agressão à vida; acolher os migrantes, o povo em situação de rua, os doentes, os prisioneiros; servir com as mãos estendidas às crianças, aos jovens, aos idosos e a todas as famílias”. Rio que corre Se referindo ao rio que corre, imagem do “Rio Branco, que atravessa todo o nosso Estado e também o nosso coração”, o bispo disse que “ele é testemunha da evangelização, caminho da missão, veia de vida para o nosso povo.” Nessa perspectiva, dom Evaristo Spengler ressaltou que “a evangelização aqui foi paciente como um rio, contornando obstáculos, gerando vida e esperança nas malocas, nas periferias, nos acampamentos, nas vicinais, nas cidades e suas periferias.” Ele definiu o rio como “sinal da presença de Deus que flui, purifica e dá vida”, uma imagem que chama a “ser como esse rio: livres, fecundos e em constante movimento.” Nesse sentido, “a missão que recebemos não pode ficar estagnada, nem presa ao medo ou ao comodismo”. “Agora é tempo de avançar com coragem, sem medo, com generosidade!”, disse o bispo de Roraima. Para isso, precisamos ser discípulos e discípulas com os pés no chão e o coração aberto. Discípulos que mergulhem com ousadia na missão. A missão não é tarefa de poucos. Não é só para os religiosos nem apenas para os ministros ordenados. Essa missão é tarefa de todos nós”, fazendo um chamado a não parar diante dos obstáculos, e sim “aprender a contorná-los, a enfrentá-los, ou, se necessário, a abrir novos caminhos.” Diante disso, dom Evaristo pediu aos presentes: “sejamos rios de esperança que fertilizam este chão amazônico com o Evangelho da vida!” Para manter esse rio, o caminho é dialogar com a sabedoria nesse mundo tão polarizado; proteger a Casa Comum, como guardiões da criação, segundo o bispo. Finalmente, dom Evaristo Spengler fez um chamado a “um novo Sim para Roraima”, destacando que “esta celebração não é apenas memória, é profecia e envio”. Para isso ele pediu ser “Semeadores do Reino, Ungidos pelo Espírito e como um Rio que leva esperança.” Ele pediu a intercessão de Nossa Senhora do Carmo, que acompanhou os primeiros missionários, para que “nos ensine a dizer ‘sim’ como ela.” Uma Igreja que cuida da vida, um convite recebido no momento final da celebração em que foram entregues 450 mudas de planta a cada uma das comunidades que conformam a diocese de Roraima. Fotos: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima FM