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Arquidiocese de Manaus ordena presbítero Michel Carlos da Silva

Com imensa alegria, a Arquidiocese de Manaus e a Paróquia do Bom Pastor de Manhuaçu – MG celebraram a Ordenação Presbiteral de Michel Carlos da Silva, pela imposição das mãos do Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus. A celebração, na manhã deste domingo, 8 de fevereiro, contou com a presença dos bispos auxiliares de Manaus, Dom Samuel Ferreira e Dom Zenildo Lima; Pe. Matheus Marques, em comunhão com todo o clero, com seus pais, Aparecida dos Anjos da Silva e Adão Antônio da Silva, e o povo de Deus. O novo padre escolheu como lema “Por causa da Tua palavra, lançarei as redes.” (Lc 5,5). A escolha reflete a caminhada vocacional trilhada por Pe. Michel Carlos e a dedicação com que abraça o serviço missionário na Igreja da Amazônia. Por mensagem, ele destacou que é “com grande alegria que agora retorno para a Arquidiocese para juntos abraçarmos cada vez mais a missão dentro das nossas realidades”. Encontro com a realidade amazônica Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, realçou que a ordenação presbiteral de Pe. Michel Carlos foi “um acontecimento muito marcante e muito importante para a vida da nossa Igreja de Manaus”. Ele destacou que a trajetória vocacional de Pe. Michel Carlos nasce com o acompanhamento da Congregação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora, que também atuam na Arquidiocese. E dentro desse processo formativo, o novo padre realizou uma etapa chamada de tirocínio pastoral de vivência missionária em Manaus. “Foi justamente a partir dessa experiência, que podemos chamar de experiência de encontro do Michel Carlos com a nossa realidade amazônica, que suscitou no coração dele um desejo missionário de dedicar a sua vida a um serviço ministerial para os povos ribeirinhos, para os povos indígenas, e para os pobres das periferias de um grande centro urbano”, explicou o bispo. Pautado em Jesus, o Bom Pastor O Padre Michel Carlos ao se apresentar para a nossa Igreja de Manaus, com essa proposta de experiência, foi acolhido no Seminário Arquidiocesano São José, onde completou o seu acompanhamento no processo formativo. Ele também cursou a Teologia na Faculdade Católica do Amazonas. Nesse período, segundo as palavras de Dom Zenildo, era nítido para os formadores do Seminário São José “a consistência da vocação do Padre Michel para o serviço ministerial” na Igreja de Manaus. “Um modelo de presbitério pautado na Evangelização, seja nas suas reflexões, seja na sua elaboração teológica e seja no seu comprometimento pastoral, o padre Michel logo se identificou com aquela que é a identidade de um presbítero que a gente pensa para esta região amazônica, capaz de dialogar, capaz de reconhecer a centralidade das comunidades eclesiais, capaz de acompanhar os grandes temas que fazem parte da realidade dessa nossa região e uma espiritualidade muito pautada na pessoa de Jesus, o Bom Pastor”, destacou. Palavra de Deus e Vida Comunitária Em suas palavras de agradecimento ao final da celebração, Pe. Michel Carlos destacou que sua vocação sacerdotal se alimenta da Palavra de Deus e da experiência comunitária. E justamente a partir daquela comunidade e da Palavra partilhada naquele lugar, ele se dispôs a lançar as redes em águas mais profundas. Dom Zenildo Lima reforçou a importância de “termos um presbítero do clero diocesano bastante comprometido com esta própria realidade”. A ordenação de Pe. Michel Carlos é importante tanto para a nossa igreja de Manaus, quanto para nosso Regional Norte 1 CNBB e para o Seminário Arquidiocesano. Ela intensifica que “a nossa realidade se apresente como um apelo missionário” e “tenha ressonância na vida vocacional de pessoas de outras regiões”. Além disso, Dom Zenildo sublinhou a importância de mais um presbítero para compor “esse grande presbitério regional que é a soma dos presbitérios diocesanos das nossas igrejas locais” com a sensibilidade de abarcar as necessidades do povo de Deus na construção do Reino de Deus. “Uma inspiração vocacional que tem esta compaixão pelo povo de Deus, das realidades ribeirinhas, das populações indígenas. Em tempos em que a formação presbiteral se vê desafiada a superar todo o modelo de autorreferencialidade, a superar todo o modelo pautado por um clericalismo. Ordenar um presbítero com esta sensibilidade, com este coração de pastor é realmente algo muito significativo para a Igreja de Manaus, para a Igreja do Regional e para o nosso Seminário São José”, frisou Dom Zenildo. Confiança no caminho sinodal Desde 2023, Pe. Michel colabora com as atividades de Evangelização na Área Missionária São João Paulo II, no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. A região tem grande densidade populacional, e o pároco, Pe. Matheus Marques, explicou que nesse período de convivência diária com o novo padre foi possível “perceber o caminho de discernimento vocacional”. Esse caminho, é marcado por um crescente envolvimento com a igreja local e as comunidades onde atua. “A gente está muito feliz de poder ter ordenado o Padre Michel, desde aqui da sua terra, em Manhuaçu, para a Igreja de Manaus, naquela expectativa e na confiança de que vai poder contribuir muito com a nossa Evangelização na nossa igreja, de modo sinodal, a partir da missão, participação e comunhão”, finalizou Pe. Matheus Marques. Fotos: Reprodução da internet

Bispos do Regional Norte 1 da CNBB incentivam mobilização no combate ao Tráfico de Pessoas

Os bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) incentivam as iniciativas da Rede um grito pela vida no combate e na prevenção ao tráfico de pessoas. A articulação intercongregacional da Conferência de Religiosos/as do Brasil (CRB), composta por religiosos e leigos, atua em sintonia com Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH-CNBB), que articula ações de prevenção e incidência políticas para o enfrentamento ao tráfico de pessoas no Brasil. No dia 29 janeiro de 2026, o Papa Leão XVI enviou uma mensagem para o 12º Dia Mundial de Oração e Reflexão Contra o Tráfico de Pessoas, que ocorrerá no próximo domingo, 8 de fevereiro. Com o tema “A paz começa com a dignidade: um apelo global para acabar com tráfico de pessoas”, a Igreja reafirma, nas palavras do pontífice, a urgência de “enfrentar e pôr fim a este grave crime contra a humanidade”. Testemunho de fé O cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, gravou um vídeo durante o encontro anual dos bispos do regional, destacando o “belíssimo testemunho de fé” de Santa Josefina Bakhita. Ao final do encontro, que aconteceu na Diocese de Borba entre os dias 2 e 5 de fevereiro, os bispos reforçaram o apelo ao combate do tráfico de pessoas. Dados recentes divulgados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) revelam que, no ano de 2025, 84 mil pessoas desapareceram no Brasil. O país registrou ainda 23.919 desaparecimentos de crianças e adolescentes no mesmo período. Embora nem todo desaparecimento tenha relação direta com o tráfico de pessoas, esses números compõem o cenário de risco e exploração que as redes de apoio e enfrentamento lidam diariamente. Embaixadores da Esperança As iniciativas regionais buscam sensibilizar a sociedade e incentivar que cada pessoa se torne um “Embaixador da Esperança” em seu contexto local. A Comissão sugere as seguintes frentes de atuação: Você pode ler a mensagem de Sua Santidade o Papa Leão XIV para o 12º Dia Mundial de Oração e Reflexão Contra o Tráfico de Pessoas na íntegra em: https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/messages/pont-messages/2026/documents/20260129-messaggio-contro-tratta.html Informações: Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano

Cardeal Steiner na Semana do Jovem Líder: “Só o amor nos realiza”

“Só o amor nos realiza, só o amor é capaz de embelezar a nossa vida, só o amor é capaz de vencer as dores, os sofrimentos, as contrariedades, as frustrações”. Foram as palavras do Cardeal Leonardo Steiner na Semana do Jovem Líder da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Manaus. O evento aconteceu de 26 a 31 de janeiro de 2026, com aproximadamente 350 jovens lideranças reunidas no Centro de Formação Maromba, no bairro Chapada. Os encontros diários aconteciam pela noite com atividades de formação, espiritualidade e fortalecimento da missão evangelizadora. Nos passos da Ampliada Nacional, os jovens da Arquidiocese de Manaus abordaram os desdobramentos pastorais da Igreja na Amazônia com tema “Pastoral da Juventude: nosso jeito de ser e fazer Igreja”. O encontro buscou reafirmar a identidade da PJ como presença viva, profética e comprometida com a realidade dos jovens, especialmente nas periferias e nos contextos amazônicos. A linha de reflexão partiu do lema da Campanha da Fraternidade deste ano “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). Os participantes aprofundaram a espiritualidade da encarnação, por meio do reconhecimento da presença de Jesus que caminha com a juventude em suas lutas, sonhos e desafios. A proposta da semana é formar líderes que unam a vida de fé, oração e ação, na igreja e na sociedade, fortalecendo uma juventude protagonista, missionária e comprometida com a construção do Reino de Deus. O modo de ser de Jesus O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), participou do momento de oração da penúltima noite (30). O arcebispo agradeceu aos jovens pelo interesse em conhecer e aprofundar o significado de viver o Evangelho de Jesus e o seu modo de ser. Além disso, ele reforçou que mesmo com 75 anos de idade, é necessário permanecer na busca de compreender a grandeza de ser chamados por Jesus. Steiner recordou que Santo Agostinho, comentado o texto bíblico do Evangelho, diz que “amar a Deus é o máximo que podemos fazer”. Essa perspectiva de “amar de todo o coração, de toda a alma, com todo entendimento” significa “toda a nossa pessoa amando a Deus”, explicou. E na totalidade de cada um e cada uma apresentar-se disponível e cordial para amar a Deus e “nos deixarmos ser amados por Ele” como também esclarece Santo Agostinho. “Muitas vezes pensamos que nós amamos a Deus, esquecemos que Ele nos amou primeiro. Não diz São João? Então, esse pensamento não é um pensamento. Esse modo nosso de viver que pode nos ajudar demais. Porque o que existe de mais próprio no humano é o amor. Então, amar a Deus de todo o coração, por inteiros, todo inteiros, completamente voltados para a receptividade de um amor. E depois dizia, amar o irmão”, completou o cardeal. Amar a si mesmo Ao retomar as palavras do santo sobre o amor aos irmãos, o cardeal Steiner reforça a ideia da impossibilidade do ser humano de não amar a sim mesmo. Ele explicou que o que acontece é que às vezes a pessoa “se ama mal”. Por causa desse amor insuficiente por si mesmo, acaba não conseguindo amar o irmão e ir ao encontro do outro. “Se ama a si mesmo, é uma pessoa disponível, uma pessoa generosa, é uma pessoa que sai ao encontro, uma pessoa que sempre quer caminhar mais, quer entender mais, abrir horizontes, buscar sentido de vida. Isso é amar a si mesmo. Agora, desse jeito, amar o outro. É nesse modo de amar a Deus e amar o outro, Que nós cada vez mais nos amamos a nós mesmos. Mas para podermos amar ainda mais, estar na receptividade do amor”, esclareceu o arcebispo. O amor transforma a sociedade  A realização humana passa pela compreensão do amor como uma possibilidade de transformar a sociedade. O arcebispo citou que “uma pessoa pode ter perdido tudo, mas se não perder o amor, se refaz completamente”. Isto expressa a necessidade de aprofundar o horizonte da fé “a partir do amor.  “A partir desse amor é que transformaremos a sociedade. E a nossa sociedade está mais do que necessitada de uma transformação. Seja na política, seja na justiça, seja na fraternidade, em todos os âmbitos. E nós podemos ajudar nessa transformação. Aliás, Nós temos obrigação de ajudar, se realmente queremos amar a Deus e o próximo nos amando a nós mesmos”, reforçou o cardeal. Nessa perspectiva, o arcebispo convidou os jovens a fazer a caminhada da Igreja de Manaus pautada pela presença “na comunidade em que cada um, cada uma está”. De maneira que todos possam dizer que “vale a pena seguir Jesus”, porque “ele dá sentido a toda a nossa vida”. E finalizou reforçando o agradecimento pela presença dos jovens convidando-os a caminhar “todos juntos” para que a Igreja de Manaus “continue a ser uma igreja viva, missionária, profética e samaritana”. Renovar a juventude Um dos Coordenadores Arquidiocesanos da PJ, Gabriel Felipe Gama (28) da comunidade Sagrada do Coração de Jesus, da Paróquia de São Bento, setor Padre Pedro Vignola, falou um pouco sobre o evento. Ele destacou que a programação faz parte do itinerário formativo da PJ.  Segundo Gabriel, os momentos de oração, estudo da identidade da Pastoral da Juventude, partilhas de experiências, oficinas formativas e vivências comunitárias, fortalecem a comunhão entre os jovens da Arquidiocese. Gabriel, como você acha que esse tema que a semana vem trabalhando ao longo dessa semana do Jovem Líder dialoga com a missão evangelizadora da igreja na Amazônia? Esse tema foi pensado por todo o coletivo da CAPJ, em iluminação junto com o tema da Assembleia da PJ Nacional, né? mas a gente sempre puxa para o nosso lado amazônico. Então, o nosso tema é Pastoral da Juventude, nosso jeito de ser e fazer igreja. E a gente queria mostrar para a juventude da Amazônia como nós fazemos a igreja, como a juventude se participa da igreja, se expressa dentro da igreja. Então, é essa mais ou menos a ideia do nosso…
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Celebração na Basílica de Santo Antônio marca abertura do Encontro dos Bispos do Regional Norte 1

A Diocese de Borba acolhe, entre os dias 2 e 5 de fevereiro, o Encontro Anual dos Bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). A abertura aconteceu na Basílica de Santo Antônio, no município de Borba, no Amazonas. O evento reúne os bispos da região para momentos de escuta, reflexão, partilha e definição de encaminhamentos pastorais, fortalecendo a comunhão episcopal e a missão evangelizadora da Igreja na Amazônia. O cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo metropolitano de Manaus e presidente do regional, presidiu a missa de abertura do encontro na noite de ontem, 2 de fevereiro. Entre os bispos presentes estavam Dom Zenildo Luiz Pereira, da Diocese de Borba; Dom Vanthuy Neto, da Diocese de São Gabriel da Cachoeira; Dom Evaristo Spengler, da Diocese de Roraima; Dom Marcos Piatek, da Diocese de Coari; Dom Adolfo Zon, da Diocese do Alto Solimões; Dom Edmilson Tadeu Canavarros, da Prelazia de Itacoatiara. Além de Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins e o emérito Dom Giuliano Frigenni e os três bispos auxiliares de Manaus, Dom Zenildo Lima, Dom Joaquim Hudson e Dom Samuel Ferreira. Manifestação do amor de Deus A celebração contou com a bênção das velas, num gesto simbólico que recorda Cristo como Luz do Mundo e ilumina o caminho da Igreja em sua missão pastoral. Em sua homilia, o cardeal Leonardo Steiner destacou a revelação de Jesus como manifestação do amor de Deus. Essa mesma revelação esteve presente no Evangelho de Lucas, refletido pelo arcebispo ao recordar que “assim serão revelados os pensamentos de muitos corações”. O presidente ressaltou que o Senhor se apresenta na simplicidade, e que a pequenez é dom de Deus, no qual a festa da luz manifesta o Seu amor. Nesse contexto, o encontro assume também um caráter festivo ao celebrar a Vida Consagrada, entendida como revelação de Deus presente no meio do povo. Essa confirmação encontra fundamento na Sagrada Escritura, pois é pela Palavra tudo foi feito, reafirmando a centralidade de Cristo na vida e na missão da Igreja. Compromisso pastoral Nesse horizonte, o Encontro dos Bispos do Regional Norte 1 sela uma caminhada eclesial marcada pelo mistério do encontro com o Senhor que é a luz que conduz ao Pai. Como expressão concreta desse compromisso pastoral, os bispos estarão presentes nas comunidades eclesiais missionárias, fortalecendo a unidade do clero com cada uma das Igrejas locais. O Encontro dos Bispos acontece anualmente em uma das dioceses ou prelazias do regional. Esse revezamento entre as diversas realidades pastorais da Igreja na Amazônia estimula a criatividade para buscar novos caminhos para a Evangelização no território amazônico. Por isso, a troca de experiências entre os bispos fortalece a colegialidade e a comunhão, sempre pautados na pessoa de Jesus Cristo Crucificado-ressuscitado que ilumina o caminho do povo de Deus na construção do Reino. Colaboração e fotos: Pascom Diocese de Borba

Diocese de Parintins reafirma compromisso com catequese missionária

No dia 31 de janeiro, no Centro Pastoral Mãe de Deus, a Diocese de Parintins realizou a Assembleia Diocesana da Catequese. Reunindo párocos, coordenadores paroquiais e representantes das paróquias, na presença do Bispo Diocesano, Dom José Albuquerque. A Assembleia reafirma o compromisso da Diocese de Parintins com uma catequese missionária, formativa e em comunhão com a Igreja. Durante o encontro, os participantes avaliaram o Relatório Anual de Atividades da Catequese. Em seguida, estabeleceram reflexões sobre os desafios pastorais e os encaminhamentos para o fortalecimento do trabalho catequético nas comunidades urbanas e, de modo especial, nas áreas rurais. A proposta é intensificar a construção de uma Evangelização cada vez mais próxima das realidades das comunidades da diocese. O compromisso pastoral Além disso, houve a partilha sobre a implantação da Escola Catequética para Catequistas, como caminho formativo para a instituição do Ministério do Catequista, fortalecendo a missão evangelizadora da Diocese. Outro ponto abordado foi o Manual de Proteção de Menores. O documento reafirma o compromisso da Igreja com o cuidado e a promoção de ambientes seguros. Na ocasião, foi apresentada a nova Coordenação Diocesana da Catequese, que assumirá a missão de conduzir os trabalhos nos próximos anos. Fotos e informações: Diocese de Parintins

Festa da Apresentação do Senhor marca início da Semana de Convivência no Seminário Arquidiocesano São José

No dia 02 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, o Seminário Arquidiocesano São José iniciou a Semana de Convivência da turma do primeiro ano do discipulado. A celebração reuniu formadores e seminaristas, abrindo oficialmente uma semana dedicada à integração, à adaptação e ao fortalecimento da caminhada vocacional. Ao todo, 16 jovens provenientes das prelazias e dioceses que compõem o Regional Norte 1 participam dessa experiência inicial. A Semana de Convivência acontece no período de 02 a 08 de fevereiro e antecede a abertura oficial do ano formativo de 2026, sendo um tempo oportuno para que os seminaristas conheçam mais de perto o cotidiano da vida no seminário, suas dinâmicas, valores e exigências. A integralidade do ser humano A programação da semana foi cuidadosamente pensada para contemplar diversos aspectos da formação, passando pela apresentação da metodologia formativa, pela vivência fraterna e pela reflexão sobre o perfil do seminarista inserido no contexto amazônico. Assim, pouco a pouco, os jovens são convidados a compreender que a formação não se limita ao estudo, mas envolve também a convivência, o serviço, a disciplina e o crescimento humano e espiritual. Durante a homilia, padre Marciney Marques, vice-reitor e formador da etapa da Configuração (Teologia), destacou que o seminário não deve ser entendido como um lugar de aprisionamento, mas como um verdadeiro despertar. Segundo ele, é por meio das normas, dos afazeres cotidianos e da vida comunitária que o seminarista aprende a responder com verdade e maturidade ao chamado que lhe foi confiado por Deus. Convivência e fraternidade O reitor do seminário, padre Pedro Cavalcante, também dirigiu palavras de encorajamento aos jovens. Ele recordou que Cristo os acompanhou desde o momento em que deixaram suas casas até a chegada ao seminário. Por isso, iluminados pela luz que irradia do próprio Cristo, os seminaristas são convidados a caminhar juntos, fortalecendo a caminhada mútua e construindo uma convivência marcada pela fraternidade e pela fé. Assim, à luz da Festa da Apresentação do Senhor, esta Semana de Convivência se apresenta como um tempo de graça, no qual cada seminarista é chamado a se deixar iluminar pelo Senhor, a acolher a formação com disponibilidade e a dar os primeiros passos firmes na construção de sua vocação sacerdotal, em sintonia com a realidade e os desafios da Igreja na Amazônia. Fotos e texto: Francisco Souza Junior

Diocese de Parintins realiza Ordenação Presbiteral e Diaconal

A Diocese de Parintins realizou a Ordenação Presbisteral do Diácono Lyvio Costa, e dos Diáconos Permanentes Adilson José dos Santos, Augusto Florivaldo e Edival Carneiro, pela imposição das mãos do Bispo Diocesano, Dom José Albuquerque. A celebração aconteceu no dia 31 de janeiro, na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Parintins. Além de Dom Giuliano Frigeni, bispo emérito da diocese, a ordenação contou com a participação do clero, seminaristas, agentes de pastorais, familiares e fiéis das diversas comunidades que compõem a diocese. Como Igreja em caminhada, elevamos nossas preces por estes irmãos, para que sejam fortalecidos na fé, na perseverança e no amor ao serviço do Reino de Deus. Segundo o Serviço de Animação Vocacional de Parintins, Pe Lyvio Costa será designado vigário paroquial da Paróquia São Pedro Apóstolo, no município de Maués. Fotos: Iago Barbosa e Izaías Linhares. Informações: Alvorada Parintins/ SAV Parintins

Djavan André é o novo padre da Diocese de Roraima

A Diocese de Roraima celebrou, no último sábado, 31 de janeiro, a Ordenação Presbiteral de Djavan André da Silva, pela imposição de mãos e a oração consecratória de Dom Evaristo Pascoal Spengler, bispo da diocese. O momento reuniu diversos fiéis vindos de várias regiões do estado, incluindo comunidades do interior e terras indígenas, que acompanharam de forma participativa e emocionada este momento histórico para a Diocese. A celebração aconteceu na Catedral Cristo Redentor, no Centro Cívico de Boa Vista. Missão, cuidado e fidelidade ao povo Na homilia, Dom Evaristo destacou que a ordenação de Djavan é motivo de alegria para toda a Igreja que peregrina em Roraima, especialmente por se tratar de um filho do povo Macuxi, chamado a servir como presbítero no chão amazônico. O bispo ressaltou que o sacerdócio nasce da iniciativa de Deus e é sempre um chamado ao serviço, à proximidade e ao cuidado com o povo. “O presbítero, como o profeta, é chamado a ser sinal da presença de Deus que consola, que levanta os abatidos e que anuncia que a vida sempre tem sentido, mesmo em meio a dores e lutas. O padre não é dono do rebanho, mas o servidor e o cuidador. É chamado a conhecer suas ovelhas, caminhar com elas e dar a vida por elas”, afirmou Dom Evaristo. Ao comentar o Evangelho, no qual Jesus se apresenta como o bom pastor, o bispo exortou o novo padre a viver um ministério marcado pela fidelidade, pela coragem profética e pela defesa dos mais vulneráveis. “O padre não pode se deixar aliciar pelos lobos que atacam os pobres, os indígenas, os migrantes e a comunhão dentro da Igreja. O sacerdote é chamado a manter viva a chama da profecia”, destacou. Dom Evaristo também enfatizou que Djavan leva para o ministério sacerdotal a riqueza da cultura indígena, a língua macuxi, os símbolos e a história de seu povo, como um dom para toda a Diocese. Palavra do novo padre Pouco antes da celebração, Djavan André falou sobre a emoção de viver este momento ao lado das comunidades, amigos e familiares. “É com muita alegria que o meu coração se exulta. É um momento de comunhão, de realmente festejar juntos. Foram muitos anos de estudo e preparação. É toda uma caminhada de fé e de vida, buscando sempre fazer com que a vontade de Deus seja feita, seguindo Jesus Cristo”, afirmou. Durante a celebração, já como presbítero, Djavan também dirigiu uma palavra à assembleia e recordou que sua vocação nasceu ainda antes de seu nascimento. Ele relembrou a fé de sua mãe, que rezava dizendo que, se nascesse menina, seria irmã religiosa, e se nascesse menino, seria padre missionário. Em sua fala, destacou que, ao olhar para a Diocese de Roraima, reconhece que sua vocação também nasce desta terra, onde aprendeu a ser igreja e a viver a fé de forma comunitária. Disse que leva consigo uma experiência viva construída no chão amazônico, especialmente a partir da convivência e do aprendizado com os povos indígenas. Caminhar junto com o povo Ao assumir o ministério sacerdotal, Djavan afirmou que deseja ser um padre que escuta, que ajuda e que serve, fazendo do seu ministério um sinal de comunhão e uma ponte entre culturas. Segundo ele, o compromisso é caminhar junto com o povo, para que, unidos, seja possível construir uma igreja cada vez mais fraterna e sinodal. Djavan nasceu em 12 de abril de 1997, na Comunidade Indígena Maturuca, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Filho de Djacir Melquior e Sarlene André, construiu sua vocação a partir da vivência comunitária, da fé simples aprendida nas comunidades e da caminhada missionária da Igreja em Roraima. Durante a celebração, Djavan também recebeu homenagens das comunidades indígenas, que o presentearam com símbolos da cultura de seu povo, entre eles um cocar, gesto que expressa o carinho, a gratidão e a comunhão entre fé, cultura e missão. Sobre a missão após a ordenação, o novo padre informou que seguirá atuando, inicialmente, na Área Missionária Santa Rosa de Lima, dando continuidade ao trabalho pastoral já desenvolvido. Acolhida no presbitério A missa de ordenação presbiteral é uma das celebrações mais solenes da Igreja Católica, marcada por ritos de simbolismo. Entre os momentos centrais estiveram a apresentação e eleição do candidato, a Ladainha de Todos os Santos, quando Djavan se prostrou em sinal de entrega e humildade, a imposição das mãos pelo bispo e pelos presbíteros presentes, a prece de ordenação e a unção das mãos com o óleo do Santo Crisma. O novo presbítero também recebeu o abraçado do bispo e demais padres, simbolizando sua acolhida no presbitério, a entrega do pão e do vinho, sinais da missão sacerdotal, as vestes próprias do sacerdote e concedeu a primeira bênção aos pais. Ao final, já como presbítero, Djavan concelebrou a Eucaristia pela primeira vez. Um sinal de fortalecimento Durante a celebração, a assinatura da Ata da Ordenação Presbiteral oficializou o rito sacramental realizado na Catedral Cristo Redentor. O documento registrou a presença de Dom Gonzalo Alfredo Ontiveros Vivas, bispo do Vicariato Apostólico de Caroní, na Venezuela, além de presbíteros, diáconos, religiosas, religiosos, fiéis leigos e leigas das paróquias, áreas missionárias e missões indígenas, bem como autoridades civis e militares. Dom Gonzalo destacou a importância do fortalecimento das vocações para a vida e a missão da Igreja. “É motivo de grande alegria estar presente nesta celebração. O fortalecimento da Igreja passa pelas vocações sacerdotais, religiosas e pela vida consagrada, algo que nunca podemos descuidar, mas que precisamos fortalecer cada vez mais. Que o Senhor continue multiplicando as vocações para levar a Palavra de Deus e o Evangelho de Jesus Cristo a todos os lugares e a todas as pessoas”, afirmou. Na ata, a Chanceler da Cúria, Irmã Sofia Quintáns, destacou a ordenação de Djavan como sinal de esperança e expressão de uma Igreja verdadeiramente universal, aberta às culturas e fiel à missão de anunciar o Evangelho. Com a ordenação de Djavan André, a Diocese de Roraima retoma as ordenações presbiterais e…
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Cardeal Steiner: trilhar o “caminho das bem-aventuranças, a realização, a uma vida de plenitude”

No o 4º domingo do Tempo Comum, 1º de fevereiro, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), presidiu a celebração das 7h30, na Catedral Metropolitana de Manaus. A Liturgia do dia recordou as bem-aventuranças ensinadas por Jesus às multidões que o procuravam para ouvi-lo. Em sua homilia o cardeal explicou que o Evangelho mostra o convite de Jesus para trilhar o “caminho das bem-aventuranças, a realização, a uma vida de plenitude”. “Bem-aventurados, bem-aventuradas, porque chamados a viver o Reino de Deus, de sermos com Jesus, pobres em espírito, consolados, mansos herdando a terra da mansidão e da bondade, com fome e sede de justiça, misericordiosos, puros de coração, provedores da paz, filhos de Deus, herdeiros do Reino de dos Céus, tomados pela grandeza de sermos seguidores e seguidoras de Jesus, no Reino de Deus”, disse o cardeal Steiner. Somos chamados por Deus O arcebispo destacou a que na primeira leitura, o profeta Sofonias diz que “somos chamados à vida de justiça e humildade”. Esse convite conduz a buscar proteção de Deus como “um povo pobre e humilde, que busca refúgio no Senhor”, mas também convida a uma “conversão e aceitar as riquezas de Deus”. Na segunda leitura, cardeal Steiner recordou que São Paulo aponta para um “despertar e acordar”. “É por Ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós sabedoria de Deus, justiça, santidade e redenção”, destacou Steiner.  Esse horizonte apresentado por Paulo coloca que “quem se gloria deve gloriar-se no Senhor. Considerai vós mesmos, irmãos, como fostes chamados por Deus”, onde o cardeal indagou aos presentes a refletirem a que foram chamados. As bem-aventuranças definem o nosso modo de viver A seguir, o trecho da Homilia do Cardeal Leonardo Steiner: Jesus, rodeado por uma multidão, se dirige aos seus discípulos. Ensina que as Bem-aventuranças definem nosso modo de viver. Sermos discípulos, discípulas, de Jesus é o caminho dos bem-aventurados, bem-aventuradas. Na bem-aventurança somos convidados a perseverar, caminhar, ousar fidelidade, não olhar para trás quando na aflição, na pobreza, na fome, na perseguição, no desconsolo, na injustiça. Perseverar, caminhantes, semeando a paz, espargindo misericórdia, habitando a mansidão, movendo os pés e o coração quando os olhos já não enxergam mais a Deus, ofuscados pela violência e o desespero.Bem-aventurados vós, pobres. Papa Francisco nos ensinava que Jesus diz duas coisas sobre os seus: que são bem-aventurados e que são pobres; aliás, que são bem-aventurados porque são pobres. Em que sentido? No sentido em que o discípulo, a discípula de Jesus não encontram a sua alegria no dinheiro, no poder nem sequer noutros bens materiais, mas nos dons que recebe todos os dias de Deus: vida, criação, irmãos e irmãs, a natureza, o sol, chuva, os lírios do campo. Mas também que recebe dos irmãos e das irmãs: bondade, solidariedade, incentivo, perdão. São as dádivas que fortalecem os passos, fazem perseverar no caminho. Mas também, os bens que possui. A felicidade de partilhar, porque vive na lógica da bondade e do amor de Deus. E qual é a lógica de Deus? A gratuidade. Os discípulos aprendem a viver na gratuidade. Esta pobreza é também uma atitude em relação ao sentido da vida, porque o discípulo de Jesus não pensa que a possui, que já sabe tudo, mas sabe que deve aprender todos os dias, que é a vida que o possui e alimenta. E esta é a pobreza: a consciência de ter de aprender todos os dias. “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”. A aflição de fazer o bem, de espargir a cordialidade, uma aflição casta e sadia! Uma aflição no cuidado com os necessitados, os desvalidos.“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra”. Os mansos que realmente a habitam, moram, pois sem destruição, sem violência. A mansidão própria dos filhos e filhas de Deus. Não responde à violência com violência ainda maior, a agressão com a morte. Os mansos têm o modo da espera de Deus. Tudo na correspondência de um amor, de fraternidade universal. “Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados”. Aquela fome de todos receberem e viverem na justiça, na equidade, na dignidade de filhas e filhos de Deus. Uma fome e sede de despertar a todos para o bem, a verdade, a bondade, a mansidão, para o perdão, para o diálogo, para a cordialidade. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”. Um coração cheio de comiseração, compaixão, proximidade, conforto esperançado. Uma pessoa que transpira o modo de ser de Deus que é misericórdia e compaixão.“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”. Límpidos, transparentes, não sem mancha, sem pecados, mas água límpida que deixa ver o fundo de nós mesmos assim como somos. Porque diante de Deus somos o que somos, não podemos mentir. E naquilo que somos e somos, deixamo-nos nos transformar por Ele.“Bem-aventurados os que provem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”. Os que semeiam no meio da violência, da guerra, da morte, a fraternidade, a justiça, a misericórdia, a dignidade. Uma pessoa cultivadora da vida, cuidadora da vida capaz de aproximar as pessoas nos conflitos, permanecendo no diálogo mesmo na tensão e na discórdia.“Bem-aventurados os que são perseguidos, por causa da justiça, porque deles é o reino dos Céus”. O reino dos Céus é dos justos, dos equânimes, dos cultivadores do amor gratuito, mesmo quando perseguidos e caluniados. Permanecer na fidelidade do Evangelho, sem amarras, na liberdade dos filhos e filhas de Deus.“Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim”. Tudo por causa da beleza do Reino de Deus do qual fomos recebidos e do qual vivemos. A vida de Jesus. Jesus crucificado-ressuscitado.Felizes, Bem-aventurados! “Felizes os que tem espírito de pobre”, os que sabem viver com pouco, com o suficiente, como o que concede dignidade, confiando sempre em Deus. Felizes as comunidades eclesiais com a força e alma de pobre, porque estará atenta e a serviço dos necessitados…
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Diocese de Roraima ordena o segundo padre diocesano indígena Macuxi

Djavan André será o 12° padre diocesano ordenado na Diocese de Roraima A Diocese de Roraima realiza neste sábado, 31 de janeiro, a Ordenação Presbiteral do diácono Djavan André da Silva, indígena do povo macuxi. A celebração ocorre às 18h, na Catedral Cristo Redentor, no Centro Cívico de Boa Vista e, será presidida pelo bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler. A ordenação presbiteral integra o sacramento da ordem, missão confiada por Cristo aos apóstolos e continuada pelos sacerdotes. O evento marca a retomada das ordenações presbiterais após seis anos. O primeiro sacerdote ordenado foi Alvino Andrade, em 1990, o primeiro indígena Macuxi a receber a ordenação, que posteriormente deixou o ministério. Desde então, mais de dez presbíteros foram ordenados. A última celebração ocorreu em 2019, com a ordenação do padre Jefferson de Almeida. Com a celebração deste sábado, Djavan André torna-se o 12º padre diocesano.  Dom Evaristo e Djavan André, imposição das mãos durante a ordenação diaconal no Jubileu dos Povos Indígenas – Foto: Pablo Sérgio Bezerra Conheça o Diácono que será ordenado sacerdote Nascido em 12 de abril de 1997, na comunidade Indígena Maturuca, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Filho de Djacir Melquior e Sarlene André. Recebeu o sacramento do batismo em 1998, aos 13 anos o sacramento da eucaristia, e em 2015, a crisma. Seu processo vocacional começou cedo, ainda em sua comunidade de origem. Em 2016, o jovem ingressou no seminário diocesano Nossa Senhora Aparecida, em Boa Vista. Entre 2017 e 2023, cursou filosofia e teologia no seminário arquidiocesano São José, em Manaus. Em 2023, retornou a Roraima para dar continuidade à sua caminhada pastoral. O primeiro grau da ordem ocorreu em abril de 2025, durante o Jubileu dos Povos Indígenas, no Surumu, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Segundo o bispo diocesano, Dom Evaristo Spengler, a ordenação sacerdotal representa um momento significativo para a igreja local. “A ordenação de Djavan é um marco, sobretudo porque ele vem de uma comunidade muito comprometida. Foi em Maturuca que começou toda a história da aliança da nossa Diocese com os povos indígenas. Por isso, a ordenação de Djavan é um selo dessa aliança forte da Igreja de Roraima com os povos indígenas.” Para Djavan, o ministério presbiteral é fruto de fé e compromisso. “Essa caminhada exige amadurecimento da fé e compromisso com a Igreja local. É um objetivo de seguir Jesus por meio do ministério e continuar perseverando na caminhada. Eu sinto essa alegria e essa graça de Deus que habita em mim, nas pessoas e nas comunidades”. O futuro padre ainda ressaltou que o seu desejo é poder ajudar, servir e se colocar à disposição. Dom Evaristo também destacou a missão de um sacerdote. “O padre é alguém que se entrega a Deus e ao seu povo para anunciar a Palavra de Deus. Isso acontece nas celebrações, na formação de novos catequistas e na preparação de novas lideranças nas comunidades. Ele santifica o povo por meio dos sacramentos. É uma alegria poder reconhecer que, na pessoa do padre, é o próprio Cristo que age, transformando o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo, e oferecendo a Eucaristia aos fiéis. O padre está profundamente ligado à vida do povo, buscando santificá-lo por meio dos sacramentos.” Dom Evaristo e Djavan André, imposição das mãos durante a ordenação diaconal no Jubileu dos Povos Indígenas – Foto: Pablo Sérgio Bezerra Djavan André é fruto de uma missão evangelizadora O Padre Giorgio Dal Bem, que veio da Itália, deu início à Missão Maturuca em 1972. A iniciativa abriu um caminho de compromisso com o anúncio profético da palavra de Deus no coração dos povos indígenas. O padre Giorgio recorda que a missão encontrou pessoas dispostas a escutar a mensagem do Evangelho. “A palavra de Deus encontrou corações abertos.”, destacou. Em 1977, aconteceu uma reunião histórica conhecida como “vai ou racha”, quando lideranças do povo tomaram a decisão de romper com a bebida e assumir a responsabilidade de preservar a vida do povo indígena e fortalecer a comunidade. A partir desse momento, muitos projetos foram construídos e desenvolvidos ao longo dessa trajetória. “A raiz da transformação começou quando, em poucas palavras, a proposta de Jesus Cristo se mostrou mais atraente e mais forte, vencendo a sedução das bebedeiras, das desordens, das violências e de toda a confusão que assolava as comunidades. A partir desse pequeno núcleo, que se manteve firme com esforço heroico e uma decisão corajosa, começou a se destacar o tuxaua Jacir, e dali passaram a surgir frutos de vida nova. Esse foi o início de uma caminhada de dignidade e também de liberdade, na qual as pessoas passaram a descobrir a responsabilidade em suas próprias vidas.”, ressaltou o padre Giorgio. A avó de Djavan, Eldina Gabriel, destacou que essa vocação é fruto de muitas lutas e que hoje surge como uma luz para sua comunidade, tornando-se um elo de Deus com os Povos Indígenas. “A vocação do Djavan representa uma esperança que nós aguardávamos. Aquilo que esperávamos para 2026 já se tornou um fruto, e esse fruto está aqui, como resultado do trabalho dele. Com toda a luta que enfrentou para chegar até este momento, ele deixa hoje uma semente que vai se espalhar entre nós, povos indígenas. Essa árvore que foi plantada, agora começa a se expandir. E nós esperamos que haja continuidade, para que esse fruto cresça e essa árvore continue dando muitos resultados.” Segundo Jacir de Souza, avô de Djavan, com a ordenação do neto, ele verá um sonho se tornar realidade, o de ver o jovem celebrar a missa em sua língua tradicional. “Meu neto esteve fora, mas agora com certeza, com a volta dele, ele vai começar a estudar a língua tradicional, e celebrar a missa em macuxi. Isso me deixa muito feliz”. Jacir de Souza e Eldina Gabriel, avós de Djavan André – Foto: Kayla Silva FONTE/CRÉDITOS: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima