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Cardeal Steiner: “No nome, Deus se torna um de nós”

No quarto domingo do Advento, o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, iniciou sua homilia recordando que “estamos no Advento e a Liturgia insistentemente nos diz ‘o Filho do Homem’virá! A insistência litúrgica nos pôs a caminho de Belém. A três semanas a liturgia nos fez caminhar rumo a Belém e vamos nos damos conta da sua proximidade: Ele está à porta e bate”. A missão confiada “Acendemos a 4ª vela e vemos que se faz sempre mais luz, para sermos encontrados por aquele que é a Luz da luz; A criança de Belém que tudo ilumina! O Evangelho deste quarto domingo do Advento a mostrar a pessoa extraordinária de São José ao se encontra numa situação humanamente constrangedora, quase vergonhosa. Mas também a nos indicar a missão que lhe é confiada”, disse o presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O arcebispo de Manaus recordou que “José e Maria são noivos, não convivem e Maria está grávida. José se perturba, está surpreso, mas em vez de reagir de modo impulsivo e, segundo a tradição de maneira punitiva, deseja preservar a dignidade de Maria”, citando o texto bíblico: “José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente”. O cardeal enfatizou que “denunciá-la seria levá-la à morte, e José procura um modo de preservar a sua amada Maria”. Segundo o cardeal Steiner, “no sofrimento, sem escândalo, decide deixar Maria. O Anjo em sonho indica um outro caminho, abre caminho, ilumina com os desígnios de Deus. Abre a senda da união, do amor e da comunhão da salvação”, citando o Evangelho do dia: “José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que Ela concebeu é obra do Espírito Santo”. Confiança em Deus “José confia totalmente em Deus, nos diz Papa Francisco, obedece às palavras do Anjo e recebe Maria. Foi precisamente esta confiança inabalável em Deus que lhe permitiu aceitar uma situação humanamente difícil e, num certo sentido, incompreensível. Na fé, José compreende que o menino gerado no ventre de Maria não é seu filho, mas o Filho de Deus, e ele, José, será o seu guardião, assumindo plenamente a sua paternidade terrena. O exemplo deste homem manso e sábio exorta-nos a elevar o olhar e a impeli-lo a caminhar mais além. Trata-se de recuperar a surpreendente lógica de Deus que, longe de pequenos ou grandes cálculos, é feita de abertura a novos horizontes, a Cristo e à sua Palavra”, refletiu o arcebispo. “José, homem pobre porque vive do essencial, trabalha, vive do trabalho; é a pobreza típica daqueles que estão conscientes de que em tudo dependem de Deus e nele depositam toda a sua confiança. Na sua fidelidade, na sua justeza, na sua integridade, deseja preservar a Maria. E na revelação do anjo recebe a tarefa de nomear, de dar um nome àquele que está em gestação”, disse o presidente do Regional Norte 1, citando o texto bíblico: “Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus”. O nome Ao elo do texto, o cardeal enfatizou: “o nome! Nós damos nome aos nossos filhos. Antes mesmo do nascimento escolhemos o nome. A criança não veio à luz, nossos olhos ainda não a tocaram, e já pronunciamos seu nome. O nome estabelece a relação, a familiaridade, a intimidade”. Segundo o arcebispo de Manaus, “no círculo de nossas relações não conseguiríamos suportar conviver com alguém que não pudéssemos dizer o nome. O nome diz da pessoa, da identidade, da personalidade. No nome ela é ela mesma, única, singular. A singularidade que a idade vai conferindo traços, sulcos e maciez de um rosto. E o nome revela o rosto, a existência, a vida, a pessoa”. “Dizer o nome é dar-se a conhecer; ao perguntar pelo nome se deseja conhecer. Recebemos o nome de alguém e na recepção do nome recebemos a quem nos deu o nome; damos o nome e nos damos no nome; receber e dar o nome é pertencer a alguém, é estar em relação com alguém; é poder ser amado e amar, não o nome, mas a pessoa a quem damos o nome e recebemos o nome”, aprofundou o cardeal. O nome nos aproxima Ele disse que “o nome diz tudo, mesmo o não dito, mesmo o silenciado, porque somos mais que o nome. O nome que deixa cada um ser Homem, ser Mulher. O ser humano entre outros seres humanos, onde ele não se perde no meio dos outros, pois se sente chamado e pode chamar a si mesmo. Eu me chamo, eu sou chamado, o meu nome é…! No meu nome, no dizer o meu nome, eu me aproximo e deixo que se aproximem de mim. No nome nos sentimos próximos, pois o nome cria proximidade, intimidade, familiaridade”. “E o filho de Maria receberá de José um nome. O filho de Maria, o concebido pelo Espírito, o gerado no Espírito receberá do homem José um nome. Era próprio do pai nomear, chamar, dar o nome (São João Crisóstomo, Sermão 4,6). O nome do filho de Maria e de José é Jesus!”, refletiu o cardeal Steiner. É por isso que “Deus recebendo um nome, Jesus, Deus podendo ser nomeado, Deus se tornando próximo no nome Jesus. No nome Jesus se estabelece entre Deus e nós uma relação nova, uma familiaridade, uma intimidade própria. O nome Jesus revela a existência, a vida, o rosto, a pessoa: o salvador, Deus”. Ser amado e amar “Deus deseja que José pronuncie o seu nome, pois deseja dar-se a conhecer e dizer que pertence à nossa familiaridade e realidade. No seu nome, no dizer o seu nome, ele se aproxima e deixa que nos aproximemos dele. Ao receber o nome Ele deseja ser amado e amar”, segundo o arcebispo de Manaus. Segundo ele, “é por isso que o Evangelho nos recordava a palavra do profeta: ‘Ele será chamado pelo nome de Emanuel que significa: Deus está conosco’. No dizer de São João Crisóstomo,…
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Diocese de Alto Solimões realiza Admissão às Ordens Sacras e Instituição de Ministérios

Na noite de 14 de dezembro de 2025, a Diocese de Alto Solimões realizou a Missa de Admissão às Ordens Sacras e Instituição dos Ministérios de Leitor e Acólito. A celebração foi presidida por Dom Adolfo Zon, bispo da diocese e vice-presidente do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na Paróquia São Paulo Apóstolo, Co-Catedral de Alto Solimões, no município de São Paulo de Olivença, Amazonas, às 19h. Na celebração, Leonan Barros de Souza, do 1° ano de Teologia, recebeu a Admissão às Ordens Sacras; Alex Cacau Pedrosa, Adelson Quirino e Hércules Vitorino, do 2° ano de Teologia, foram instituídos no Ministério de Leitor; e, Camilo Jailton Martins, do 3° ano de Teologia, foi instituído no Ministério de Acólito. Dom Adolfo Zon iniciou sua homilia agradecendo os padres presentes, em especial Pe. Pedro Cavalcante, responsável pelo Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Nele os seminaristas do Regional Norte 1 realizam as etapas de formação do Discipulado e da Configuração. Ele enfatizou a preciosidade de cultivar “uma amizade sacerdotal” durante o processo formativo, que ajuda os seminaristas a “crescer segundo a estatura de Cristo Jesus”. Preparar os corações Em seguida, reforçou aos presentes que a liturgia do 3° Domingo do Advento apresenta o horizonte da alegria. Essa perspectiva é aprofundada com o Encerramento do Ano Jubilar na diocese e a conferência de ministérios ao grupo de seminaristas. Embora seja “tempo de penitência, de preparar nossos corações, preparar nossos caminhos para acolher o Cristo Senhor”, explicou o bispo, é “uma penitência alegre”. Ao comentar sobre a primeira leitura, Dom Adolfo Zon destacou o anúncio do profeta de que a vinda de Deus transformará a “situação de opressão numa situação de alegria”. Da mesma forma, com o fim do Jubileu da Esperança, deve permanecer a certeza “que Deus sempre vem para nos salvar. O nosso Deus é salvador. O nosso Deus não é opressor. O nosso Deus quer a vida plena”. Essa prerrogativa deve fortalecer a caminhada de fé dos cristãos. O serviço é esperança viva No rito de Admissão às Ordens Sacras o seminarista é acolhido como candidato ao diaconato e prrsbiterato, marcando um passo importante na caminhada vocacional. Esse compromisso de fé recorda, nas palavras do bispo, que a “presença destes jovens caminhando rumo a ser presbíteros da sua igreja local é um sinal precioso”. Nesse rito de entrada do caminho prebisteral há um aprofundamento do discernimento do serviço dedicado à comunidade, necessário manter ainda mais viva a Esperança. “Configuração, porque já começou a etapa da configuração, né? Que se chama no seminário, configuração a Cristo sacerdote. Que bonito. Aproveite, não te faltarão as ajudas necessárias, seja por parte da nossa diocese como também do Seminário Maior São José”, acrescentou o bispo. Quanto a instituição do ministério de leitor, Dom Adolfo Zon explicou que é para que os seminaristas “se esforcem por acolher essa palavra ruminada no seu coração e pregada sobretudo com a sua vida”. De maneira que sua linguagem, seu modo de ser traduza semelhança com a Palavra de Deus escrita. E ilustrou que seu jeito de ser padre o torna reconhecível onde quer que esteja, vivendo uma realidade que transparece e que deve transparecer o próprio Jesus. Animados pelo Espírito Em relação ao rito do acolitado, o vice presidente recordou que o seminarista Camilo Jaílton vai na frente favorecendo o caminho dos outros. Enfatizou que ser instituído nesse ministério é um convite a aprofundar as dimensões relacionadas ao “Altar e sobretudo da Eucaristia”. E com isso, pediu que o Espírito Santo animasse outros jovens na Diocese, assim como animou cada um deles, param que de cada comunidade “surja uma de suas vocações” de forma a frutificar uma boa animação vocacional. “O encerramento precioso com este Jubileu da Esperança e sobretudo também de preparação para o Natal. Saber que Cristo veio no meio de nós e Ele se faz presente na palavra de Deus, se faz presente no altar da Eucaristia, se faz presente também nesses seminaristas que estão se preparando para servir o seu povo e também se faz presente no seu povo”, finalizou o bispo. Fotos: Diocese de Alto Solimões.

Cardeal Steiner: Advento, “o nascer de Deus em nossa humanidade”

O Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, presidiu a Celebração do 3° Domingo do Advento na Catedral Metropolitana de Manaus na manhã de 14 de dezembro de 2025. Ele recordou aos presentes que “estamos a caminho de Belém”. Nesse percurso, a liturgia traz o anúncio de diversas manifestações de Deus e que o Advento é a “espera do Filho do Homem o nascer de Deus em nossa humanidade”. Em sua homilia, o cardeal explicou que o 3° Domingo é chamado de Domingo da Alegria, por ser uma “espécie de antecipação litúrgica para podermos celebrar a alegria do Natal”. Em continuidade, recordou o Evangelho do domingo passado, onde “víamos João Batista às margens do Jordão” e hoje o Evangelho anuncia que ele está na prisão e em dúvidas e manda perguntar: “és tu aquele que há de vir ou devemos esperar por um outro?”. “João, o preparador, o anunciador, o aplanador das colinas, o endireitador dos caminhos, não sabe mais. Anunciava e agora já não sabe mais. Ele havia tocado, havia batizado seu Senhor e agora na quase ignorância do saber. Havia dito que não sou digno nem mesmo de carregar suas sandálias, agora já não sabe mais quem ele é”, ilustrou o cardeal. Seria Ele o esperado?  O arcebispo indagou os fiéis presentes a pensar “O que não faz a prisão, queridos irmãos e irmãs? O que pode fazer a solidão?”. Dando seguimento, explicou a perspectiva em que se encontrava João Batista “não mais rodeado pelas multidões, discussões, não mais pregações, nem mesmo o batismo de conversão”. Ele expôs que a solidão de João é um “nada para anunciar, nada para preparar, nada para endireitar” e com ela João se interroga: “é ele ou devemos esperar por um outro?”. “Abandonado, sem o vestido das peles de camelo, sem o cinturão de couro em torno dos rins, sem os gafanhotos e o mel silvestre, se interroga, duvida, espera. E agora no desejo da confirmação de uma presença nova que deve batizar no Espírito. Seria ele o esperado, o desejado das nações, o implorado, o rezado nos séculos o Deus conosco, o Deus da história, o Deus de nossos pais, o Deus de Abrão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó?”, novamente apontando as percepções da dúvida de João Batista.  Em suas palavras o cardeal conduziu os presentes a assumir o questionamento de Batista, “É ele? É ele o nascido em Belém, no quase relento, sem casa, sem lugar, no recolhimento das ovelhas? É Ele? Ele que nascera, Ele cumpridor das escrituras, Ele o esperado, Ele o meu primo, o da minha raça, do meu sangue, da minha parentela, da descendência de Davi. Ele o filho de Maria e José, João não sabe mais”. E outra vez trouxe a passagem do Evangelho “É aquele que devia vir ou devo esperar por um outro?”. O arcebispo prosseguiu com objeção de João “um grande profeta, um grande curador, anunciador”.  E acrescentou “seria demais, impossível que o desejado, implorado, explorado, esperado por tantas gerações fosse justamente ele, o da minha carne, o do meu sangue, da minha parentela, o de Nazaré?”. Isto porque, segundo ele, o precursor se vê “abandonado, solitário, à espera da morte”, e na dúvida envia de seus discípulos a Jesus para questioná-lo. Como resposta, Jesus pede que contem a João o que “os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados”. Feliz aquele que não se separa de Mim Em sua homilia, o cardeal explicou que o que viram e ouviram era “o sinal inconfundível de que era Ele e não o outro”. Em suas palavras “Ele era a vida nova que estava por pulular em todas as partes”, e por isso era “feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim”. Dessa forma, escandalizar assume a compreensão de “não se separa de mim”. Porque, em Jesus, “uma vida nova, pois um reino novo, uma nova convivência. Tudo redimido, tudo transformado”, essas transformações é que tornavam visível a presença de Deus. O arcebispo acentuou que esses sinais não eram os milagres que causam “admiração e estupefação”. E sim “do cuidado e do desvelo de Deus, a aproximação de Deus em dar olhos, em conceder liberdade, em dar corpos limpos”, como explicou o cardeal. A visita de Deus aos pequeninos e necessitados “os enche de vida nova, os renova, os liberta, os coloca de pé, eles caminham com os próprios pés, veem com os próprios olhos, ouvem com os próprios ouvidos, mas todos purificados e limpos”. “É que vivem na purificação não própria. mas na purificação de Deus. Então, não necessitava esperar por o outro. Somente um Deus humanado poderia cuidar assim dos cegos, dos coxos, dos leprosos, dos surdos, dos mortos, dos pobres. Sim, João, sou eu, o da tua parentela, o filho de Maria José que você conheceu. Sou eu, aquele o esperado, implorado, desejado, ansiado por séculos. Sou eu, não precisas esperar por um outro” explicou o cardeal. É a criança de Belém O presidente destacou a beleza do texto apresentado da primeira leitura do Livro do Profeta Isaías “vida nova, parece tudo resplandecer, tudo brilhar, mas cheio de vida e de transformação”. Com a palavras do profeta, refletiu a quantidade daqueles que voltaram para casa curados “Os que o Senhor salvou voltarão para casa. Quantos voltaram para casa curados? Nos textos do Evangelho encontramos”. No retorno iam “a Sião cantando louvores com infinita alegria, brilhando os seus rostos, cheio de gozo e de contentamento, não mais a dor e o pranto. Vida nova, porque presença nova de Deus entre nós”. Essa percepção responde ao questionamento de João a sim mesmo sobre a pessoa de Jesus “Assim era ele, João não precisava esperar por outro”. Hoje, queridos irmãos, queridas irmãs, queridos telespectadores, radiouvintes, Domingo da Alegria. Alegria pré-anunciada pelo profeta, alegre-se a terra que era deserta e intransitável. E não…
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Diocese de Borba ordena Presbítero o Diácono Ângelo Prestes

Na noite de ontem, 06 de dezembro de 2025, a Diocese de Borba realizou a Ordenação Presbiteral do diácono Ângelo Prestes, pela imposição das mãos de Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, bispo diocesano, na Basílica de Santo Antônio de Borba, às 19h. O evento contou com a presença de presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas, sua mãe, Domingas Valente Prestes e demais familiares e amigos. Viu e encheu-se de compaixão Após uma longa caminhada de discernimento, estudo e vivência na fé, o jovem borbense, Ângelo Prestes demostrou o desejo generoso de “trabalhar na vinha do Senhor”. A partir de 2016, com a chegada de Dom Zenildo Luiz em Borba, começaram seus passos vocacionais, por meio de encontros de comunidades, pastorais e fortalecimento na catequese. Toda essa experiência vocacional fez nascer em seu coração o ardor pelo chamado ao sacerdócio. Em 2018, Ângelo ingressou no Seminário Arquidioceseno São José, em Manaus, onde cursou o Bacharelado em Filosofia. Em 2022 iniciou os estudos de Teologia no Seminário Maior Maria Mãe da Igreja em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Foi ordenado diácono no dia 2 de agosto de 2025, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida. A escolha do serviço de presbítero é a mais pura decisão de entrega e amor. Por isso, toda Igreja de Cristo se alegra com este vosso filho que hoje decidiu caminhar em direção aos apelos dos mais humildes. O Sacerdócio é o ministério do amor Em sua homilia, Dom Zenildo Luiz Lima pontuou as dimensões da fé, sendo esta cognitiva, pois faz transpassar a todo tipo de injustiça e faz crescer em humanidade, e em comunhão com a igreja e com os irmãos. Esta fé guiará o ministério sacerdotal. Dom Zenildo exorta que o Jovem diácono deve seguir a canção do Padre Zezinho – “Não deixe que eu me canse, ó Senhor”. Não deixe de amar a Jesus e servir ao povo. Que seus caminhos reflitam a linguagem do amor, da humildade e da harmonia. “Seja impulsionado e iluminado pelo Espírito Santo de Deus”. Neste viés, o Bispo diocesano frisou que “o povo de Deus sente necessidade do Presbítero discípulo, do presbítero missionário, do presbítero que vive o Evangelho”. Foi mencionado também por Dom Zenildo que o neo-sacerdote seja um padre mistagogo, pela catequese, pela evangelização e pelo testemunho. A alegria do pertecimento Durante a celebração, os participantes prestaram homenagens ao novo padre, a Sra. Domingas Prestes, mãe de Pe. Ângelo Prestes, em lágrimas de profunda alegria, revestiu o novo presbítero, num momento de comoção e alegria a todos os presentes na Basílica. Este gesto solene de fé e entrega representa um fortalecimento significativo para a Diocese de Borba, bem como para suas foranias, paróquias e áreas missionárias. O Padre Jair, da paróquia de Campo Grande, irmã-diocese, afirmou que o Padre Ângelo “tem traços de pastor e seguirá firme‘. O padre Jânio Assis, pároco da Paroquia de Autazes apontou qualidades que destacaram a caminhada do Padre Ângelo.  A Ata final foi declamada pelo Padre Jair Vieira Alves, chanceler da Cúria diocesana. “Eu decidi ficar entregue à ação da graça e da Misericódia de Deus” Em suas palavras, o Padre Ângelo Prestes afirmou que o “Senhor Deus nos reconstrói a partir de Seu Sagrado Coração“. Ele afirma que “Deus me convidou a caminhar, não porque eu mereça, mas porque Ele é, em plenitude, misericórdia”. As palavras emocionadas do novo sacerdote foram marcadas por profundo agradecimento e sincera gratidão a todos aqueles que contribuíram para sua formação. Ao final, confiou sua missão à intercessão de Santo Antônio, pedindo a graça de ser um homem da Palavra e um servo fiel. Texto e imagem: Francelina Lopes de Souza – Coordenadora da Pastoral da Comunicação da Diocese de Borba

Cardeal Steiner: Advento, tempo “para verificar o nosso desejo de Deus”

No segundo domingo do Advento, o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, iniciou sua homilia recordando as palavras da pregação de João Batista no deserto da Judéia: “Convertei-vos, porque o reino dos Céus está próximo.” Ele mostrou que “estamos no tempo de advento, em compasso de espera, estamos na expectativa. Conforme a Palavra de Deus do domingo passado, o Filho do Homem virá! Ele é o Advento. E no anúncio da vinda do Filho do Homem encontrávamos o convite: ficai preparados! O anúncio e o convite da preparação despertaram em nós o desejo de nos encontrarmos com o Filho de Maria e nos colocamos a caminho de Belém”. Memorar a primeira vida e preparar a segunda “Começamos a olhar e a celebrar, mais uma vez, a primeira vinda de Jesus. Ele nossa fonte, nossa raiz, nosso horizonte, raiz da humanidade, sentido de toda a história e de todo o universo. Ao memorarmos a primeira vinda, estamos realizando e preparando a segunda vinda de Jesus”, sublinhou o arcebispo de Manaus. Segundo o cardeal, “o Advento é o tempo que nos é concedido para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro, também para verificar o nosso desejo de Deus, para olhar em frente e nos preparar ao regresso de Cristo. Ele voltará a nós na festa do Natal, quando fizermos memória da sua vinda histórica na humildade da condição humana; mas vem dentro de nós todas as vezes que estamos dispostos a recebê-lo, e virá de novo no fim dos tempos para ‘julgar os vivos e os mortos’. Por isso, devemos estar vigilantes e esperar o Senhor com a expetativa de o encontrar”, disse inspirado as palavras de Papa Francisco. “Estamos a caminho de Belém e chegamos ao segundo domingo do Advento. E nesse nosso caminhar ao encontro do Filho de José, aquele que está por vir, no encontramos com João, o filho de Isabel e Zacarias. O encontramos ao lado do rio Jordão com suas roupas de pelos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins. Ele, que se alimenta de gafanhotos e mel do campo. Nos impressiona esse homem com suas vestes e alimento rude e com seu semblante quase suave. Vemos o vir e ir de pessoas: moradores de Jerusalém, de toda a Judéia e de outros lugares”, disse o presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1).  “As suas palavras são cheias de força e vigor”, disse citando o texto:“Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo.” O cardeal mostrou que “a sua voz penetrante como um olhar, diz da preparação, da expectativa, da esperança; o seu olhar penitente e iluminador, anunciam um novo Reino. As pessoas ao sorvem as suas palavras, confessam a fraqueza e de deixam purificar nas águas do Jordão”. Preparação e conversão Segundo o arcebispo de Manaus, “o nosso encontro com o Batista fala da preparação, conversão, indicando novos rumos, novos caminhos, novos empenhos; purificação, remissão, libertação, novo encontro.” Ele recordou que “já estamos prontos para partir quando ele olhando para nós proclama”, citando de novo as palavras do Evangelho: “Eu batizo com água para a conversão, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de carregar as suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo.” Nesse sentido, ele enfatizou que “partimos meditando a Palavra que nas palavras, nos gestos e na figura do Batista, mais decididamente nos anima a subir até Belém”. “O caminho, no nosso caminhar, enquanto caminhantes, as suas palavras continuam a ressoar em nosso coração”, disse citando o texto bíblico:“Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo.” “Conversão porque o Reino dos céus está próximo. O Reino do céu está próximo… está se aproximando; está na proximidade. E se Ele está próximo, porque se aproximou, vivemos sempre próximos a Ele, vivemos d’Ele, nos movemos n’Ele, respiramos a Ele, nós nos direcionamos por Ele no caminho a Belém. Sim, Ele está próximo: Ele o senhor menino, Ele senhor fragilidade, Ele senhor da história humanado. Ele é o Reino que está próximo logo ali em Belém, logo aqui, em mim, Belém; logo ali no desejo de tocar a Deus não diferente de mim. Logo aqui, em mim tão diferente de mim. Esse reino, esse reinado, essa realidade, essa verdade, esse toque de proximidade”, refletiu o cardeal. Veredas que conduzem até Belém Segundo ele, “no caminhar as palavras se tornam vivas, inquietam, alegram, satisfazem, despertam e até apressam nossos passos. E nos lembramos das palavras de Isaías: ‘preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas’. Sim preparai o caminho, endireitai as veredas. Os caminhos, as veredas, como as veredas do sertão, como o sertão veredas. Caminhos não trilhados, caminhos não pisados, caminhos não feitos; são os por trilhar, os por pisar, os que estão em preparação, são as veredas que nos conduzem diretamente, acertadamente, certeiramente até Belém”. “O seguidor, a seguidora de Jesus, é aquele, aquela que, ‘através da sua proximidade ao irmão, como João Batista abre caminhos no deserto, isto é, indica perspectivas de esperança até em contextos existenciais impenetráveis, marcados pela falência e pela derrota. Não nos podemos render diante das situações negativas de fechamento e rejeição; não nos devemos deixar submeter pela mentalidade do mundo, porque o centro da nossa vida é Jesus com a sua palavra de luz, amor e consolação. É Ele! O Batista exortava com força, vigor e severidade as pessoas do seu tempo à conversão. Contudo, sabia ouvir e realizar gestos de ternura, gestos de perdão para com a multidão de homens e mulheres que iam ter com ele para confessar os próprios pecados e para receber o batismo de penitência’”, disse citando Papa Francisco. Anunciação da proximidade “Em preparando os caminhos, em buscando Belém, ouvimos a voz do profeta”, disse o cardeal, citando o texto bíblico: “A terra estará tão repleta do saber do Senhor quanto as águas que cobrem o mar” (Is 11,9). Segundo ele, “a proximidade do…
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Arquidiocese de Manaus inicia Assembleia Sinodal da Juventude

Na noite de ontem (5), o Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus e Presidente do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), presidiu a missa de abertura da Assembleia Sinodal da Juventude, na Catedral Metropolitana de Manaus, às 18h. A celebração marca o caminho de conclusão do Sínodo da Juventude. Nos dias 6 a 8 de dezembro, os Jovens e Adultos Sinodais construirão caminhos pastorais para as Juventudes de todo território arquidiocesano. Durante sua homilia, o Arcebispo de Manaus recordou que o texto do Evangelho nos convida a “um abrir olhos. Sempre um abrir olhos”. Nela o cardeal explicou que “nem sempre nossos olhos atinam para a verdade pela qual poderíamos ser atingidos”. E que o caminho percorrido com o Sínodo da Juventude foi “como que um pedir para abrir olhos”. Olhos sensíveis ao Anúncio do Evangelho Segundo o cardeal, o elo entre o texto evangélico e o Sínodo reflete o desejo da Igreja de Manaus de que os jovens “pudessem falar, os jovens pudessem dizer”. Mas que com ele, os jovens possam também “ver e participar da vida da igreja, da vida eclesial, do reino de Deus, do anúncio do Evangelho. Então a súplica do texto do evangelho de hoje é o desejo de ver”. Ele recorda que a forma como os cegos dos olhos veem no texto, reforça a sensibilidade alcançada por aqueles que sentem a necessidade de “ver”. “Veem pela escuta, pelo timbre da voz, pelas expressões, pelos adjetivos, pela sonoridade agressiva ou acalentadora, veem, mas vem também pelo tato. E apalpando, tocando, veem. Todos veem”, destacou o arcebispo. Essa busca dos cegos pela visão revela a “grandeza e a beleza de podermos viver na dignidade de filhos e filhas de Deus”. E é justamente o que dá alento, coragem e matura as experiências humanas, pois o Evangelho dá sentido à vida. O arcebispo também destacou que o texto apresenta a perspectiva comunitária, onde os dois cegos viram juntos, estabelecendo uma ligação com processo sinodal que carrega as expressões comunitárias de fé dos jovens. “Eram dois. É como se disséssemos, nós vemos mesmo quando vemos juntos. Quando nossos olhos se abrem e juntos vemos. Porque um diz, veja que bonito, e o outro diz, olha mais isso, e veja mais isso, e veja mais aquilo. E nós vamos tendo essa beleza de um mosaico dos veres. Na nossa Assembleia Sinodal, nós não viemos individualmente”, explicou. A concretude dos novos caminhos A dinâmica escolhida para a Assembleia buscará ajudar os jovens a apontar caminhos concretos de como ser jovens na Igreja de Manaus. O “ver” apresentado pelo Evangelho convida a desenvolver uma receptividade construtora de participação autêntica, engajada e comprometida. E, nas palavras do cardeal, “podermos ir trabalhando juntos, servindo juntos, rezando juntos, cantando juntos, dançando juntos. porque somos uma igreja, somos a visibilização do reino de Deus.” E nesse sentido, a clareza de que o processo se constrói de forma comunitária permite que a pergunta de Jesus floresça: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?”. E a resposta a essa pergunta é um chamado aos jovens para que apresentem caminhos e propostas para que a igreja possa, como citou o Dom Leonardo, “ir ao encontro de todos”, até os que não participam da vida da igreja. E assim, ver e comunicar a beleza, a profundidade e a verdade extraordinária do Evangelho. “Sim, na medida de crermos que nós, como jovens, somos capazes de responder à beleza do Evangelho. Sim, à medida da fé, à medida de crermos, fomos todos batizados, na medida em que cremos que somos capazes, porque recebemos a filiação divina. Não somos qualquer um, somos todos filhos e filhas de Deus. E como filhos e filhas de Deus, nós dizemos, eu quero ver. Ver sempre mais.”, refletiu o arcebispo. Ao final, o cardeal Steiner reforçou que todos merecem viver e experimentar a beleza do Evangelho. E para isso convidou os presentes a pedirem “Nossa Senhora Imaculada Conceição nos ajude nesses dias”. Principalmente “nós que preparamos os nossos corações para a grande Solenidade da Imaculada Conceição, que nos coloquemos a caminho com os nossos jovens”. Fotos: Arquidiocese de Manaus

X Assembleia Pastoral da Diocese de Coari: Sinodalidade a serviço da Missão

A diocese de Coari realizou de 28 a 30 de novembro de 2025 a X Assembleia Diocesana de Pastoral. Um evento organizado com o objetivo de reunir os membros da Igreja, presbíteros, religiosos, religiosas, agentes de Pastoral responsáveis pelas Comunidades, Pastorais, Serviços e Movimentos, Cristãos Leigos(as) e Seminaristas para rezar, refletir, discutir, planejar e avaliar as ações pastorais. Esse tipo de assembleia busca definir as direções pastorais da diocese, identificar prioridades evangelizadoras, e promover a integração entre as diferentes paróquias e comunidades. Lançai e puxai a rede juntos A responsabilidade para acolher a assembleia coube à Paróquia São Pedro, em Coari. O encontro contou com cerca de 250 representantes das 11 paroquias da diocese. Como o espaço físico da paroquia São Pedro é relativamente pequeno os delegados das 11 paroquias foram acolhidos pela Faculdade de Medicina da UFAM (Instituto de Saúde e Biotecnologia), no bairro Nazaré Pinheiro onde temos a Comunidade Nossa Senhora de Fátima. Foi lá que foram servidos os lanches. A assembleia teve como tema: “Sinodalidade, escuta e participação a serviço da Missão”, e com o lema: “Lançai e puxai a rede juntos” (Jo 21,6). No dia 28 de novembro, iniciou o primeiro dia da Assembleia Diocesana, com a celebração da Santa Missa, presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Marcos Piatek. O bispo lembrou que a Assembleia é um evento eclesial e começou com a Missa, porque a Eucaristia faz a Igreja e a Igreja vive da Eucaristia. Após a Missa, teve início da programação da Assembleia, com a apresentação do Documento Final do XVI Sínodo Ordinário de 2024: “Por uma Igreja Sinodal, Comunhão, Participação, Missão”. O conteúdo dos cinco capítulos do Documento Final do Sínodo foi apresentado pelo bispo. O Documento Final do Sínodo da Sinodalidade, iluminou as reflexões e impulsionou novos compromissos pastorais. A partir desse documento, os participantes foram convidados a compreender mais profundamente os caminhos de escuta, de discernimento, corresponsabilidade, diálogo e participação, que devem orientar a vida e a missão da Diocese nos próximos anos. Caminhada sinodal Como a Assembleia serve, entre outras, para avaliar a caminhada evangelizadora das paroquias servimo-nos para isso do atual “Plano Pastoral da Diocese de Coari”, evidenciando a caminhada sinodal vivida ao longo desse ano pelas diferentes comunidades, pastorais, movimentos, serviços. Esses relatórios, que reuniram experiências, desafios, conquistas e sugestões, passam por um processo de análise, permitindo identificar pontos convergentes e prioridades emergentes para o planejamento pastoral. O encontro contou ainda com um momento de escuta ampliada, no qual foram socializados os resultados paroquiais e avaliadas as ações desenvolvidas. A partir dessa escuta, foram realizadas reuniões específicas com pastorais, movimentos e grupos de serviço, que se reuniram em vista da construção dos planejamentos e da definição de metas. As apresentações das pastorais, movimentos e serviços tiveram papel essencial na construção de uma visão integrada da missão da Diocese. Cada grupo destacou seus avanços, desafios e propostas, contribuindo para um planejamento mais participativo, realista e comprometido com a realidade local. Uma Igreja mais atuante Durante as exposições gerais, foram aprovados novos projetos e planos de ação para a Diocese, voltados ao fortalecimento da missão evangelizadora e ao atendimento das necessidades espirituais e sociais da comunidade. A aprovação desse conjunto de projetos representa um passo significativo na construção de uma igreja mais atuante, sinodal e transformadora. Ao promover novas oportunidades de engajamento, escuta e acolhimento, a Diocese reafirmou seu compromisso com um ambiente dinâmico, inclusivo e solidário, fiel aos valores cristãos de serviço, amor e fraternidade. Esses momentos, como a Assembleia Diocesana de Pastoral, são fundamentais para fortalecer a vida e a missão da Igreja local. Proporcionam uma oportunidade para reflexão comunitária e tomada de decisões colaborativas, sempre com o objetivo de promover o Evangelho de forma mais eficaz, tanto dentro da Igreja quanto fora, na sociedade. Além de serem um espaço de renovação espiritual, organização e estratégia, ajudam a integrar todos os membros da Diocese na construção de uma Igreja mais missionária, acolhedora e comprometida com os valores do Evangelho. Lembrando o Ano Jubilar Como celebramos o Ano de Peregrinação, Ano de Esperança, na tarde do domingo, os participantes da Assembleia foram à catedral para o momento de reflexão e oração, tento mais que a catedral era escolhida com uma das três igrejas de peregrinação durante este ano. A X Assembleia Diocesana de Pastoral foi concluída com a celebração da Santa Missa, presidida por Dom Marcos Piatek, Bispo Diocesano. O local da celebração era a Quadra Esportiva João Liberal ao lado da Faculdade de Medicina da UFAM. Esse momento orante expressou o envio de todos os agentes de pastoral, para continuarem a missão de evangelização e serviço com a energia renovada e compromisso. Além disso, foi uma ocasião de consagração e reflexão, onde as decisões tomadas durante o evento foram apresentadas a Deus, para que Ele guie e abençoe os passos da Diocese de Coari.

Diocese de Parintins implanta a Pastoral da Pessoa Idosa

Nos dias 29 e 30 de novembro, a diocese de Parintins realizou um encontro de capacitação da Pastoral da Pessoa Idosa, com as facilitadoras Graca Castro e Vera Gama a convite de dom José Albuquerque, para implantar a pastoral na diocese local. Contando com 15 participantes entre pastorais e entidades governamentais convidadas, no Centro Convivência Renascer, foram realizados momentos de sensibilização e conhecimento da metodologia e objetivo da missão através de Visita Domiciliar às pessoas vulneráveis e reunião mensal para aprofundamento e formação continuada da mesma. O encontro foi encerrado com uma celebração eucaristica em ação de graças na Igreja do Sagrado Coração de Jesus pela oportunidade de chegar a mais esta localidade do Regional Norte 1. A diocese mostra sua gratidão à todos e todas as presentes. Mais uma oportunidade para seguir confiantes na missão de acompanhar os idosos convocando todos os cristãos para fazerem parte deste relevante serviço.

Cardeal Steiner: “Não sabemos a hora em que Ele virá, mas gostaríamos de ficar preparados!”

No Primeiro Domingo do Advento, o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte1), cardeal Leonardo Ulrich Steiner, iniciou sua homilia recordando que “ingressamos no tempo da vinda do Filho do Homem! Iniciamos o tempo do Advento.” O purpurado disse, se referindo ao tempo que se inicia, que “ele contém duas realidades que nos atraem e despertam: primeiro lugar, vinda do Filho de Deus que manifestou visivelmente na carne, a sua presença, esperada e desejada pelos Patriarcas, a vinda que nos trouxe a salvação. Essa vinda nos faz esperar a manifestação de Jesus na sua glória, o dia do Juízo, quando ele se manifestar no fim dos tempos”, inspirado no  Sermão para o Advento do Senhor de Santo Aelredo de Rievaulx. O filho do homem virá! “Iniciamos o tempo da espera, da expectativa, do nascer da criança de Belém. O tempo que nos é dado como caminho da admiração pelas manifestações de Deus em nossa humanidade. Entramos, novamente, em compasso de espera.” Ele recordou que “a Palavra de Deus a nos anuncia: ‘o Filho do Homem virá’! Ele está por vir, Ele é um Advento. Espera e expectativa; não sabemos a hora em que Ele virá, mas gostaríamos de ficar preparados!” Citando o texto bíblico: “Ficai preparados” e “na hora em que menos pensais”, o arcebispo de Manaus refletiu: “o Filho do Homem virá, porque é um por-vir; é sempre um vir ao encontro. O Senhor veio e se tornou a presença inefável na nossa humanidade e fragilidade. A crença de que o Senhor já chegou, já nos visitou, chegou e fez sua morada em nosso meio, nos dá a disposição de continuarmos nos expondo a esse Senhor que deseja nos visitar mais uma vez. A liturgia celebra a essa visita, visibiliza essa visita. E para que ela possa se tornar audível e visível nós entramos em preparação, exercitamos os nossos olhos, para ver Aquele que nossos olhos não poderiam ver”. Ficai preparados! Segundo o presidente do Regional Norte 1: “Ficai preparados! É o convite do Evangelho deste primeiro domingo do Advento. Estar preparados, permanecer vigilantes, pois pode acontecer que Ele venha, nasça e nós não o vejamos, permanecemos cegos.”  Ele recordou as palavras de Santo Agostinho: “tenho medo que Jesus passe sem me dar conta” (Sermão, 88, 14, 13). Daí que “o Evangelho a nos dizer da necessidade da preparação, da atenção para vermos uma nova presença de Deus em Belém. Às vezes arrastados pelos nossos interesses meramente pessoais, às vezes distraídos por tantas coisas insignificantes, corremos o risco de perder o essencial. Por isso, hoje, o Senhor repete “estai preparados” (Mt 24, 44). Como se dissesse: vigiai, estai atentos, ficar preparados, desejo visitar-vos!” “Vigiar, preparar, é esperar! Estar em vigília! Viver na esperança da vinda transformativa de Deus em nossa humanidade! Como antes de nascer fomos esperados por quem nos amava, assim agora somos esperados pelo Amor que está por nascer em nossa humanidade. Tudo passa, só o amor que nos busca e deseja revelar-se em Belém, não passa. Preparemo-nos!”, disse o arcebispo. Oração para ficar vigilantes Diante disso, o arcebispo questionou: “E como podemos estar preparados, vigilantes?” Sua resposta foi: “Com a oração. Rezar é acender uma luz na noite. A oração desperta da frieza duma vida superficial, ergue o olhar para o alto: um encontro com Deus. A oração permite estarmos na proximidade de Deus; por isso liberta da solidão e devolve esperança. A oração oxigena a vida: tal como não se pode viver sem respirar, assim também não podemos viver sem rezar. Perdemos um pouco o sentido da oração, da adoração: permanecer em silêncio diante do Senhor, adorando, reverenciando, auscultando! A oração nos deixa vigilantes e conduz até Belém. Como estar preparados vigilantes? Com a vigilância da caridade que é amor em movimento. Para não cair no sono da indiferença e estarmos na preparação, estar na vigilância do amor, da caridade. A caridade é o coração pulsante do discípulo, da discipula de Jesus. Como não se pode viver sem a pulsação, assim também não se pode ser cristão sem caridade. Sentir compaixão, ajudar, cuidar, aproximar-se, servir! Tudo e apenas no amor. É com as obras de misericórdia que nos aproximamos do Senhor”, inspirado nas palavras de Papa Francisco. Ele recordou que “São Francisco de Assis desejo de ver o nascer de Deus em Belém, reuniu o povo do vilarejo de Greccio e encenou o nascimento de Deus. Ele desejava ver Aquele que nossos olhos não podem ver: a encarnação de Deus, a aproximação de Deus, a singeleza de Deus, o Deus criança.  Ele compreendeu o que o Evangelho nos dizia com “ficai preparados, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”. O Filho do Homem, aquele no colo e nos braços de Maria lhe deu uma alegria incontida, uma admiração poética. Ele compreendeu que a vinda, o nascer de Deus não era coisa do passado, da história, mas encontro cada vez renovado, porque o Filho do Homem era a sua vida. Por isso, ficar preparado era estar todo, por inteiro, à disposição do Filho do Homem. Para ele não existia aquela hora, a melhor hora, a hora decisiva, a hora que não sabemos, o desespero daquela hora. Não saber a hora, é a cada hora, em todas as horas, para além das horas, para quem das horas, meditando, admirando, vivendo, o Deus que se fez Filho do Homem”. A caminho de Belém “Nesse Advento, nos colocamos a caminho de Belém. Uma caminhada de quatro semanas para percorremos com o Povo de Israel os séculos da espera, de súplica, da esperança. É caminhar com Ele, o Deus conosco. Estaremos a caminho de Belém como nesses séculos os homens e a mulheres na confiança da vinda do Salvador. Por isso, o Advento desperta hoje, como no passado, a súplica: ‘Vem Senhor Jesus!’”, disse o cardeal Steiner. Segundo o arcebispo, “a primeira leitura nos serve de alento”, citando o texto bíblico: “Vamos subir ao…
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A Igreja de Manaus ordena 10 diáconos permanentes para assumirem “um serviço de amor”

A Igreja de Manaus viveu na manhã deste sábado, 29 de novembro de 2025, um momento importante, expressão da ministerialidade da Igreja. A ordenação de 10 diáconos permanentes pelas mãos do arcebispo, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, congregou na catedral metropolitana uma boa representação da Igreja local: bispos auxiliares, presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas, mas especialmente familiares e amigos dos novos diáconos. Um ministério marcado pelo serviço Adailton Miquiles Bechimol, Antônio Mário Ribeiro de Arruda, Jonatas Bentes Picanço, Luzivaldo Nascimento Junior, Magno Fonseca Motta, Maurício Borborena de Medeiros, Osvaldo Tércio Colares de Santana, Raimundo Alves Prestes, Roberto Dantas Prado e Roosevelt Alves dos Santos assumiram um ministério marcado pelo serviço, “um serviço de amor”, segundo o presidente da celebração. Em sua homilia, o arcebispo destacou a importância da diversidade de ministérios, de na sincronia manifestar o desejo de seguir Jesus. Ele recordou a resposta do Salmo lido na celebração: “Ó Senhor, vossas palavras são espírito e vida!”. A partir daí, o cardeal Steiner destacou a missão daqueles que iriam ser ordenados como “anunciadores de Espírito e Vida, porque anunciarão a Palavra, Palavras que concedem vida e novo Espírito, Palavras que são Espírito”. Amor sem limites Uma presença do Espírito que aparece nas palavras do Evangelho, mostrando que “o amor desperta espírito e vida, o amor é espírito e vida, o amor renova o Espírito e concede vida.” Um amor que, seguindo o modo de Jesus é “sem limites, sem porque, sem para que, sem condição, sem condições, sem condicionalmente, livre, libertador, doador, admirador”. “Um amor que encontra, desperta, ilumina”, prosseguiu o cardeal. Ele enfatizou que “fomos e somos escolhidos, prediletos no amor, seja na vida familiar, seja na vida vocacional, é sempre o amor que nos escolhe.” Isso porque “o amor encontra, elege, envia”, e faz isso “para produzir os frutos”, dado que “o amor é frutífero, o amor é abundante”, refletiu o presidente da celebração. Um chamado a serviço do amor O cardeal Steiner recordou aos que iam ser ordenados diáconos que “na Igreja os serviços, os ministérios, as vocações nascem da amorosidade do Espírito Santo.” Junto com isso, ele enfatizou que “o diaconado é uma vocação, um chamado a serviço do amor”, e recordou que o Concílio Vaticano II afirma que os diáconos “servem o Povo de Deus no ministério da Liturgia, da Palavra e da caridade. O arcebispo recordou o chamado de Papa Francisco aos diáconos de Roma a “abaixar-nos, porque Jesus abaixou-se, fez-se servo de todos”. Um chamado a servir aos mais necessitados. Nesse sentido, o arcebispo de Manaus recordou o ensinamento de Papa Leão XIV em Dilexit te: “A condição dos pobres representa um grito que, na história da humanidade, interpela constantemente a nossa vida, as nossas sociedades, os sistemas políticos e económicos e, sobretudo a Igreja. No rosto ferido dos pobres encontramos impresso o sofrimento dos inocentes e, portanto, o próprio sofrimento de Cristo.” Palavras que levaram o cardeal Steiner a pedir aos novos diáconos que “saibam avistar os pobres e distantes”. Sinal de esperança O arcebispo convidou a cada um dos 10 que seriam ordenados a “ser um diácono catequista e profeta, ser um diácono sentinela, que sabe ver e ajudar os outros a ver sempre para além e ver os pobres que estão longe.” No Ano Santo da Esperança, ele lhes convidou a ser expressão da esperança, sinal da esperança. Como Igreja de Manaus, o cardeal Steiner manifestou a gratidão pela ordenação e poder “enviá-los como Palavras de Espírito e Vida”. Uma gratidão que estendeu àqueles que lhes acompanharam no processo formativo e aos familiares e comunidades que ajudaram no discernimento vocacional. O cardeal inovou o Espírito Santo e pediu: concedei a esses irmãos a graça, o dom do serviço, a graça do amor. Sejam no agir e pensar compassivos, deitando o óleo nas feridas do corpo e do espírito”, que eles sejam “consoladores, misericordiosos e anunciadores esperançados da vida e do Espírito.” Que os novos diáconos possam “verem os pobres, amem os desprezados, descartados e esquecidos da nossa sociedade”, e junto com isso “sejam anunciadores do Reino da verdade e da graça, da Justiça, do amor e paz”.