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Categoria: Notícias

Fórum das Equipes: rede que sustenta esperanças, une nomes e rostos na luta e missão do Regional Norte 1 em defesa dos povos

Missionários e missionárias das dez equipes que compõem o Regional Norte 1 se (re) encontraram no Fórum das Equipes, idealizado para formação, avaliação, planejamento e fortes abraços A noite estava escura,Tão sem um ponto de luz,Tão noite,Que cheguei a me angustiarApesar do amor profundoQue sempre tive à noiteFoi quando ela me segredouQuanto mais noite é a noiteMais bela costuma serA auroraQue ela carrega no seio!– Dom Helder Câmera, Escuridão Total O poema de Dom Helder Câmera, Escuridão Total, apesar do título, foi fonte de inspiração e luz para missionários e missionárias participantes do Fórum das Equipes, realizado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Norte 1 entre os dias 11 a 15 de julho, no Centro de Formação Xare, em Manaus. Promovido duas vezes por ano, o Fórum das Equipes é um momento de formação, integração, avaliação, planejamento e partilha dos desafios e conquistas, alegrias e preocupações das dez equipes que compõem o Regional e que atuam com diferentes povos indígenas em diferentes realidades amazônicas dos estados do Amazonas e Roraima. Distantes geograficamente, missionários e missionárias do Norte 1 têm no Fórum das Equipes um encontro de renovação do compromisso e missionariedade na defesa incondicional dos direitos e existência indígenas. “O Fórum é um momento de formação, integração, avaliação, planejamento e partilhas das dez equipes que compõem o Regional” A cada encontro trazem suas realidades, compartilham suas experiências e planejam suas ações. Nessa edição do Fórum, os assuntos trazidos para o debate, além das avaliações e planejamentos de ações para o segundo semestre do ano, foram a análise de conjuntura da política nacional e os povos indígenas que, em meio aos contextos e cenários políticos, são afetados pelas estratégias armadas pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; formação em proteção de defensores de direitos humanos por meio da metodologia Proteção Popular, do Projeto Defendendo Vidas e Garantindo Direitos Expropriados, realizado pela articulação coletiva entre a Sociedade Maranhense de Defesa dos Direitos Humanos (SMDDH), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH); e capacitação na Plataforma dos Territórios Vivos, organizada pelo Ministério Público Federal (MPF), Rede de Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ). Em todos os temas foram detectados sérios desafios enfrentados pela missionariedade. O contexto político no Brasil está mais ameaçador do que nunca para os povos indígenas. Há perseguição, ameaças explícitas e violências cruéis empreendidas contra defensores de direitos humanos no país, e os defensores dos direitos indígenas estão na mira de seus inimigos. As realidades das aldeias trazidas pelas equipes apresentam duros desafios na proteção de seus territórios. “Fórum trouxe luz no horizonte materializada nos companheiros de caminhada, no reencontro, nos abraços que recarregam as forças, nos sorrisos” Amparados pelo poema de Dom Helder, missionários e missionárias olham para o momento histórico que o Brasil passa e, à primeira vista, parece não haver saída. Tantos ataques por todos os lados trazem dificuldades em manter as forças e esperanças. Mas, como o poema reflete, “quanto mais noite é a noite, mais bela é a sua aurora”, o Fórum trouxe luz no horizonte materializada nos companheiros de caminhada, no reencontro, nos abraços que recarregam as forças, nos sorrisos, ideias, dificuldades e conquistas compartilhadas, e, principalmente, nas estratégias de ação planejadas em conjunto. Para o missionário Queops Melo, da equipe Lábrea, “é preciso dizer que o cenário nacional sempre foi desfavorável aos direitos dos povos indígenas e neste momento a situação é bem delicada. E é nesse contexto que [o Fórum] vem para animar as equipes do Regional, fortalecendo sua espiritualidade e mística, seus laços e suas redes”, encoraja Queops. Almério Waldick, o missionário Kell da equipe do Vale do Javari, também vê a escuridão do momento político, mas sente a força na luta conjunta. “Aqui no Fórum, a gente se atualiza nas políticas indigenistas que perpassam sobre a estrutura do Estado, onde a gente percebe que a política indigenista está sendo sucateada. Mas, também, [no Fórum] é onde a gente se inspira e se fortalece para a caminhada na missão, onde a gente se incorpora na espiritualidade para fortalecer a luta em prol dos povos indígenas”, assegurou “Aqui no Fórum, a gente se atualiza nas políticas indigenistas que perpassam sobre a estrutura do Estado, onde percebe-se estar sucateada” O Fórum das Equipes, realizado pelo Cimi Regional Norte 1, ocorreu entre os dias 11 a 15 de julho, no Centro de Formação Xare, em Manaus. Foto: Ligia Apel | Ascom Cimi Regional Norte 1 No escuro há movimento Para contribuir com informações atuais e reflexões do que pode ou não afetar os povos indígenas, Luiz Ventura, secretário executivo do Cimi, trouxe a análise de conjuntura e foi contundente ao dizer que “está difícil entender o caminhar das políticas nacionais pelo absurdo que está posto nas estratégias”. Em meio ao caos, o secretário destaca “a chantagem tarifária de Trump ao Brasil”, a “derrota do governo federal no congresso que derrubou o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que planejava taxar os super ricos”, o “fim da Mesa de Conciliação que resultou na manutenção da Lei 14.701/2023”, que faz valer o marco temporal e acrescenta outras maldades aos territórios indígenas como a abertura para mineração e agronegócio, e, ainda, o PL da Devastação (Projeto de Lei 2159/2021) que flexibiliza o licenciamento ambiental e representa grave ameaça à Casa Comum, aprovado pelo Congresso na calada da noite. “Na atual conjuntura está difícil entender o caminhar das políticas nacionais pelo absurdo que está posto nas estratégias” Essas situações, analisa Ventura, configuram que a “política do absurdo é proposital, é caótico, é orquestrado, organizado e faz parte de um projeto político que, dando o nome aos bois, é de regime fascista. E a natureza do fascismo é destruir. O Brasil se encontra em um projeto fascista que está destruindo as relações institucionais”, interpreta, apontando que “golpes vêm acontecendo há anos, desde a abertura [política] e que esses golpes rompem processos e avanços anteriores”. No entanto, para Ventura, a chantagem de Trump, a situação…
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Secretários/as executivos/as dos Regionais da CNBB realizam encontro em Salvador

Salvador, igreja primaz do Brasil, acolhe de 21 a 25 de julho de 2025, o encontro das secretárias e secretários executivos dos 19 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Nossa secretária executiva, Ir. Rose Bertoldo participa representando o Regional Norte 1 da CNBB. Acolhida do primaz do Brasil A reunião iniciou com uma celebração eucarística na paróquia Ressurreição do Senhor, presidida pelo arcebispo de Salvador, cardeal Sérgio da Rocha, que contou com a presença do bispo de Camaçari e presidente do Regional Nordeste 3, dom Dirceu de Oliveira Medeiros, e do bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers. Do encontro também participam o subsecretário adjunto de pastoral da CNBB, padre Jânison de Sá, e o subsecretário geral da CNBB, padre Leandro Megeto. O cardeal agradeceu dom Ricardo pelo seu trabalho na CNBB, que “não é fácil, muito exigente”, destacando o convite da Palavra de Deus a “ir em frente com coragem, com ânimo e com esperança”. O primaz do Brasil acolheu o secretário geral do episcopado e também agradeceu dom Dirceu pelo seu trabalho como presidente do Regional Nordeste 3, “com competência e dedicação.” Igualmente, ele agradeceu “a todos os secretários, secretárias que estão a serviço dos regionais”, e aos padres Jânison e Leandro por acompanhar o trabalho que “é realizado pela Igreja do Brasil através da CNBB”. O Brasil é uma Igreja viva Dom Ricardo Hoepers destacou a importância do encontro, agradecendo a acolhida do arcebispo local e do presidente do Regional Nordeste 3. Ele lembrou que o Brasil é “o maior colegiado de bispos do mundo, nós temos 495 bispos no Brasil.” ele destacou que “em cada pedaço deste Brasil afora, tem ali uma igreja constituída, tem um bispo, tem um pastor, tem um pai, tem um clero, tem os religiosos, religiosas, leigos”. “O Brasil é uma igreja viva”, disse dom Ricardo Hoepers, sublinhado que “por isso que não dá para fazer tudo sozinho.” Ele ressaltou a necessidade de apoios, algo que se faz presente nos 19 regionais em que se divide a Igreja do Brasil. Igualmente, o bispo mostrou a importância das secretárias e secretários executivos em cada regional. Segundo dom Ricardo, “eles são aqueles que fervem a água do chimarrão. E para ferver a água do chimarrão tem que estar na temperatura certa, senão o chimarrão fica ruim. E eles são aqueles que, lá no lugar deles, dão a temperatura certa da igreja, fazem acontecer, trabalham muito”, padres, religiosas, leigas que “ajudam a igreja a se unir e se organizar”. Um encontro frutífero O secretário geral da CNBB espera que “esse encontro seja muito frutífero e, se Deus quiser, podemos cada vez mais nos fortalecer.” Ele pediu orações pelos bispos do Brasil, pelo Papa Leão e para que “a nossa igreja seja cada vez mais unida e a gente possa trabalhar bem”. Os participantes do encontro irão conhecer a realidade do Regional Nordeste 3, partilharão sobre a CNBB e a vida dos regionais, o Jubileu, a COP-30 e outros assuntos de atualidade. Igualmente, serão realizadas visitas para conhecer diversos locais da capital baiana.

5º Congresso Missionário de Seminaristas tem início em Teresina

Evento reúne seminaristas de todo o Brasil para refletir sobre a vocação missionária e sacerdotal Teve início nesta segunda-feira (21) o 5º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas (Comise), sediado na capital piauiense, Teresina. O evento, que reúne seminaristas de diversas dioceses do Brasil, começou com uma Celebração Eucarística presidida por Dom Juarez Marques Sousa da Silva, Arcebispo de Teresina, marcando oficialmente a abertura do congresso. Logo após a missa, os presentes participaram da cerimônia oficial de abertura, que contou com momentos de acolhida, apresentações culturais. O evento se estende até sábado (26). 11 seminaristas, um padre e um bispo do Regional Norte 1 Entre os destaques da programação está a conferência de Dom José Albuquerque, bispo diocesano de Parintins (AM), com o tema: “A celebração da vocação sacerdotal e missionária como dom de Deus”. A expectativa é que Dom José aprofunde a compreensão teológica e pastoral da vocação à luz da missão evangelizadora da Igreja, oferecendo uma reflexão que inspire os seminaristas em sua caminhada formativa. O evento conta ainda com a participação de 11 seminaristas das Igrejas Particulares do Amazonas e Roraima, acompanhados de padre Odilio Gentil, da diocese de São Gabriel da Cachoeira, que faz parte da equipe de formação do Seminário São José de Manaus. Eles representam o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A presença dos seminaristas da região amazônica reforça o caráter missionário do congresso e destaca a importância das realidades eclesiais da Amazônia para a Igreja no Brasil. Fomentar o ardor missionário O Congresso Missionário de Seminaristas é promovido pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), em parceria com a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB), e busca fomentar nos seminaristas o ardor missionário, especialmente nas regiões de maior necessidade evangelizadora. Durante os próximos dias, o evento contará ainda com painéis temáticos, partilhas de experiências missionárias, momentos de espiritualidade e visitas missionárias a comunidades locais. Acompanhe a cobertura completa do congresso no Instagram do @comiselabonte e @comisebrasil, com atualizações diárias sobre os principais momentos do encontro. Lucas Santos MaiaAssessor de Comunicação do COMISE Labontè

Clero de Manaus despede padre Orlando Barbosa: “um dom que Deus compartilhou conosco”

O clero da arquidiocese de Manaus despediu neste domingo 20 de julho seu irmão presbítero, Orlado Gonçalves Babosa, falecido no dia 19 de julho de 2025. Uma missa presidida pelo arcebispo emérito, dom Luiz Soares Vieira, que fez um convite a celebrar “o sacramento da vida”, a vivenciar “momento de muita fé”. Ao longo do dia, na paróquia São Francisco de Assis, onde o falecido era pároco e está sendo velado seu corpo, antes de ser levado para a cidade onde mora sua família, Vicentina (MS), tem sido celebradas diversas missas de corpo presente e momentos de oração, com a participação dos paroquianos e de centenas de pessoas da arquidiocese de Manaus. Mensagem do cardeal Steiner Antes da homilia, o bispo auxiliar de Manaus, dom Samuel Ferreira de Lima, leu uma mensagem do arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, enviada em nome dos bispos dessa igreja local. No texto, o arcebispo citou o texto do profeta Isaias: “Os meus pensamentos não são os vossos”! Umas palavras que levaram o cardeal Steiner a expressar um sentimento comum nesse momento da Páscoa do padre Orlando Barbosa: “estamos todos procurando as razões da morte de um irmão presbítero: surpresa é tão cedo!” O arcebispo disse: “desejamos assumir os desígnios de Deus e nos colocarmos ainda mais a serviço dos irmãos e irmãs. Ele enviou uma mensagem descrevendo alguns sintomas. Insisti para que procurasse o hospital e Pe. Charles ajudou na internação.” Diante disso, “desejamos entrever na morte de Pe. Orlando a grandeza do mistério da Ressurreição. O Ressuscitado é nossa Esperança e nessa esperança continuaremos o nosso caminho como Igreja Particular de Manaus. Nossa gratidão a padre Orlando por todo bem na Paroquia São Francisco, na Faculdade Católica, na Pastoral com os irmãos e irmãs das nossas ruas e tantas participações na nossa vida eclesial”, afirmou o cardeal. Finalmente, o cardeal Steiner fez um pedido a Deus: “participe da glória da Trindade que sempre invocamos e com quem abençoamos!” Ele agradeceu aos pais e irmãos de padre Orlando “pelo ministério presbiteral e presença na Arquidiocese”, pedindo que “a dor seja para todos possibilidade de reafirmar a o amor é a fé na ressurreição”. A vida é um dom Na homilia, o bispo auxiliar iniciou sua fala dizendo que “a vida é um dom”, definindo o padre Orlando Barbosa como “um dom que Deus compartilhou conosco. Um dom de serviço, um dom de acolhida, um dom de entrega, que foi ao encontro dos mais necessitados, humilhados, marginalizados.” Segundo dom Samuel, “a sua vida não foi tirada, mas a sua vida foi transformada, porque na fé em Jesus Cristo, nós somos plenificados, porque somos filhos da ressurreição.” Uma certeza que vem da fé, dado que “crer em Cristo é vivenciar essa experiência do caminho para o encontro do Pai.” Ele enfatizou que “hoje o nosso irmão foi liberto de toda dor, de todo sofrimento, de toda angústia, para viver a plenitude da graça, o encontro definitivo com o amor que é o próprio Deus”. “Quando nós celebramos a memória de alguém que nós queremos agradecer a Deus por ser um dom na nossa vida, por aquilo que compartilhou com cada um de nós, por aquilo que nos ensinou, por aquilo que vivenciou, nós bendizemos a Deus, porque o dom da vida de padre Orlando, hoje foi plenificado porque retornou ao dom de Deus, que é o Senhor de todas as coisas”, disse dom Samuel. O bispo auxiliar afirmou que “por isso, sentimos a dor partida, mas ao mesmo tempo, enchemos nosso coração de gratidão. Gratidão a Deus por aquilo que ele compartilhou conosco, vivenciou, testemunhou, a sua fidelidade ao Evangelho, a sua alegria de anunciar a Boa Nova e se comprometer no seguimento de Jesus Cristo”, algo que é motivo para bendizer a Deus, “por tudo aquilo que Ele compartilhou conosco. Fidelidade ao Evangelho O bispo auxiliar de Manaus pediu para o falecido, “que Deus o acolha na plenitude do reino, porque o nosso irmão buscou viver cada dia a fidelidade do Evangelho, traduzida em gestos, em atitudes, em serviços.” Partindo da ideia de que Jesus é o caminho, dom Samuel sublinhou que “todos nós estamos traçando esse caminho, esse caminho que nos leva a amar, esse caminho que tem dores, sofrimentos, angústias, guerras, contratempos, mas em tudo isso nós somos mais que vencedores, porque o Cristo Senhor caminha conosco. E ao assumir a nossa humanidade, Ele aponta para nós a divindade, a plenitude do Reino.” Refletindo sobre a cruz e a morte, que “para nós, muitas vezes, parece ser algo terrível, para nós, cristãos, é a porta que nos abre o caminho para o encontro definitivo com o Pai. A nossa vida é plenificada nessa passagem, porque somos libertos de todas as nuances humanas”, refletiu o bispo. Ele pediu “que o nosso irmão, que hoje terminou a sua missão junto a nós, possa também, junto de Deus, interceder por nós.” Dom Samuel fez um convite a que a continuar “nessa peregrinação, para que possamos buscar vivenciar esse dom que Deus nos concede, o dom da vida, o dom do ministério, o dom da vocação”. Momento de ação de graças Um dom que o bispo pediu “seja vivido como ação de graças ao Senhor, a quem devemos todo louvor, toda bênção, toda graça. Porque hoje nosso irmão alcançou a plenitude do Reino, hoje ele terminou a sua missão e verdadeiramente habita na casa do Pai.” Segundo dom Samuel, “essa é a fé que nos sustenta e que dá significado e sentido a tudo aquilo que fazemos e buscamos.” Mesmo diante da dor da separação, ele fez um convite a “nos deixar inundar da alegria daquele que combateu com o combate, terminou a sua missão vivendo a radicalidade da vida”. Movidos pela fé, o bispo auxiliar pediu que “o Cristo Jesus todo-poderoso, na plenitude do Reino, apoie o nosso irmão e nos dê o consolo, a paz e a fortaleza, para que todos nós possamos nos encher de esperança, da certeza de que todos…
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Diocese de Roraima comemora 300 anos de Evangelização: “Uma sucessão de unções e entregas”

A diocese de Roraima celebrou no dia 19 de julho de 2025, fazendo memória da chegada dos primeiros missionários no ano 1725, 300 anos de evangelização. Um Jubileu que tem como tema: “300 anos de fidelidade e novos desafios numa Igreja sinodal”, que iniciou sua comemoração com uma caminhada até a catedral, onde foi recordada a história dos três séculos de missão evangelizadora. Memória da história vivida Na celebração eucarística, que contou com a presença das autoridades e de grande número de participantes, chegados das comunidades, áreas missionárias, paróquias, pastorais e movimentos, o bispo diocesano, dom Evaristo Spengler, fez memória da história vivida nessa igreja local, “escrita, sim, com suor, com perseguições, com superação, com busca de novos caminhos, com coragem e com doação”. O bispo ressaltou que “só foi possível esse caminho, porque os que vieram antes de nós firmaram-se na fé e na esperança. A fé em Jesus Cristo, anunciada pelos missionários, aqui se entrelaçou com as sementes do verbo, já plantadas no coração dos povos originários.  Esse anúncio fez germinar frutos de vida, de dignidade, de respeito e de justiça.” Tudo isso em uma terra, “enriquecida com a pluralidade de pessoas provenientes de tantos recantos”, onde “todos aqui foram acolhidos, irmanados pelo evangelho. O evangelho se fez história na vida do nosso povo”. Semente plantada Dom Evaristo Spengler destacou “três símbolos que iluminam nosso caminho: a semente que é plantada, o óleo que unge e o rio que corre.” Segundo o bispo, “a semente e os pés no chão são sinais da Igreja que caminha junto”. Ele disse que “a Igreja que se fixou em Roraima, chegou aqui muito simples, despojada, desprovida de recursos e com poucos missionários”, recordando a chegada de 9 carmelitas, que “trouxeram apenas uma semente a ser plantada: a boa notícia do Reino de Deus”.   Uma palavra que “ao longo dos séculos, germinou: em pequenas comunidades, em escolas de fé, em gestos de solidariedade, na luta pela vida, em lideranças para a Igreja e para a sociedade”, segundo o bispo. Ele sublinhou que a Igreja “dedicou-se à promoção humana, à saúde, à educação, à formação de profissionais, etc. A evangelização aqui nunca foi colonização! Foi inculturação, sempre encarnada no chão e na história do povo.” Uma Igreja que caminhou com o povo, “com os pés descalços nas estradas empoeiradas e enlameadas, com mãos calejadas construindo comunidades e com os braços fraternos acolhendo a todos.” Uma missão que continua hoje, “mantendo os pés firmes na luta pela justiça; trilhando com os pés enlameados onde a vida clama; caminhando com pés sinodais, para fortalecer a esperança.” Óleo que unge Falando do óleo, o bispo explicou que “a unção é um gesto do Espírito Santo. Deus unge seus profetas, seus discípulos, para curar, consolar, libertar os pobres e os cativos”, sublinhado que “esta unção não é privilégio de poucos, é de todos os batizados.” Nesse sentido, dom Evaristo Spengler definiu a evangelização em Roraima como “uma sucessão de unções e entregas”, citando os missionários e missionárias, as várias ordens e congregações, as mães indígenas, os catequistas, os agentes de pastoral. Uma unção que “continua viva e operante em nosso meio”, com “comunidades vivas, dinâmicas e comprometidas com o Evangelho”, que ele identificou com “uma Igreja toda ministerial”, onde “cada fiel descobre a sua vocação e assume com generosidade o serviço ao Reino”, mediante “serviços exercidos com fé e simplicidade”. O bispo fez um chamado a avançar “ainda mais nesse caminho de comunhão e corresponsabilidade”, colocando como desafios atuais “denunciar todas as formas de violência e agressão à vida; acolher os migrantes, o povo em situação de rua, os doentes, os prisioneiros; servir com as mãos estendidas às crianças, aos jovens, aos idosos e a todas as famílias”. Rio que corre Se referindo ao rio que corre, imagem do “Rio Branco, que atravessa todo o nosso Estado e também o nosso coração”, o bispo disse que “ele é testemunha da evangelização, caminho da missão, veia de vida para o nosso povo.” Nessa perspectiva, dom Evaristo Spengler ressaltou que “a evangelização aqui foi paciente como um rio, contornando obstáculos, gerando vida e esperança nas malocas, nas periferias, nos acampamentos, nas vicinais, nas cidades e suas periferias.” Ele definiu o rio como “sinal da presença de Deus que flui, purifica e dá vida”, uma imagem que chama a “ser como esse rio: livres, fecundos e em constante movimento.” Nesse sentido, “a missão que recebemos não pode ficar estagnada, nem presa ao medo ou ao comodismo”. “Agora é tempo de avançar com coragem, sem medo, com generosidade!”, disse o bispo de Roraima. Para isso, precisamos ser discípulos e discípulas com os pés no chão e o coração aberto. Discípulos que mergulhem com ousadia na missão. A missão não é tarefa de poucos. Não é só para os religiosos nem apenas para os ministros ordenados. Essa missão é tarefa de todos nós”, fazendo um chamado a não parar diante dos obstáculos, e sim “aprender a contorná-los, a enfrentá-los, ou, se necessário, a abrir novos caminhos.” Diante disso, dom Evaristo pediu aos presentes: “sejamos rios de esperança que fertilizam este chão amazônico com o Evangelho da vida!” Para manter esse rio, o caminho é dialogar com a sabedoria nesse mundo tão polarizado; proteger a Casa Comum, como guardiões da criação, segundo o bispo. Finalmente, dom Evaristo Spengler fez um chamado a “um novo Sim para Roraima”, destacando que “esta celebração não é apenas memória, é profecia e envio”. Para isso ele pediu ser “Semeadores do Reino, Ungidos pelo Espírito e como um Rio que leva esperança.” Ele pediu a intercessão de Nossa Senhora do Carmo, que acompanhou os primeiros missionários, para que “nos ensine a dizer ‘sim’ como ela.” Uma Igreja que cuida da vida, um convite recebido no momento final da celebração em que foram entregues 450 mudas de planta a cada uma das comunidades que conformam a diocese de Roraima. Fotos: Kayla Silva – Rádio Monte Roraima FM

Solidariedade do Regional Norte 1 da CNBB pela Páscoa de Pe. Orlando Barbosa

O Regional Norte 1 mostra sua solidariedade pela Páscoa de Pe. Orlando Gonçalves Barbosa, padre da arquidiocese de Manaus.

PL da Devastação é aprovado no Dia Nacional de Proteção às Florestas

Na madrugada desta quinta-feira (17/07), o Congresso Nacional aprovou o projeto de lei n° 2.159/2021, Lei Geral do Licenciamento Ambiental, o PL da Devastação. Contrariando todo o discurso de protagonismo ambiental do Brasil, a Câmara de Deputados opta pelo enfraquecimento das leis ambientais do país. A decisão ocorre no dia em que o país celebra a importância da preservação das matas nacionais e internacionais. Esta opção, revela uma dinâmica de interesses e contraria às inúmeras frentes  de participação popular que buscam a mitigação dos efeitos na mudança do clima. O Paradigma ético do Cuidado com a Casa Comum Na carta encíclica Laudato Si’, sobre o Cuidado da Casa Comum, Papa Francisco expõe que os “poderes econômicos continuam a justificar o sistema mundial actual, onde predomina uma especulação e uma busca de receitas financeiras que tendem a ignorar todo o contexto e os efeitos sobre a dignidade humana e sobre o meio ambiente. Assim se manifesta como estão intimamente ligadas a degradação ambiental e a degradação humana e ética” Nossos representantes políticos partilham dessa mesma perspectiva, e a recente aprovação do novo Marco do Licenciamento Ambiental escancara a ideia de distanciamento entre homem e natureza e expõe a necessidade de refletirmos decisões pelo horizonte do cuidado, Francisco também explicita isso ao dizer que o “crescimento econômico tende a gerar automatismos e a homogeneizar, a fim de simplificar os processos e reduzir os custos.” E segue dizendo que “é necessária uma ecologia econômica, capaz de induzir a considerar a realidade de forma mais ampla. Com efeito, «a protecção do meio ambiente deverá constituir parte integrante do processo de desenvolvimento e não poderá ser considerada isoladamente».[114]” Diálogo e transparência O Brasil se prepara para Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), a ser realizada em Belém, no Pará, entre os dias 10 e 21 de novembro, onde estarão reunidos líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para discutir as mudanças no clima.  Na encíclica, o papa reforça que “Se a informação objectiva leva a prever um dano grave e irreversível, mesmo que não haja uma comprovação indiscutível, seja o projecto que for deverá suspender-se ou modificar-se.” A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já havia se unido a diversas organizações da sociedade civil, movimentos sociais, comunidades tradicionais e povos originários para denunciar que o projeto desmonta mecanismos essenciais de controle e prevenção de danos socioambientais. A denúcia como dinâmica de cuidado É necessário retornamos ao cuidado, num resgaste ontológico, manifestando-o concretamente no cotidiano. Cuidado para com a cidade, com tudo, para com todos. De refletirmos o modo de ser ético que cuida. Ético porque se incorpora na emergência daquele que necessita. Hoje impera a dicotomia que divide a natureza e ser humano, floresta e cidade. E isto, é retirar da essência humana mais profunda: seu pertencimento ao ambiente natural. Francisco é claro ao convidar “a um debate honesto e transparente, para que as necessidades particulares ou as ideologias não lesem o bem comum” Este é o momento de acrescentar ao cuidado o posicionamento de denúncia, de confrotar as dinâmicas de morte, de enriquecer os processos educativos que permitam ao ser humano abandonar o sujeito de consumo, que submete tudo a uma uniformidade egoica e desgastante, e construir o sujeito ecológica capaz de reconhecer o todo nas partes e se reconhecer como parte do todo. O texto, aprovado com 267 votos, será enviado para análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pode sancionar ou vetar.

Muticom 2025 abre chamada de trabalhos acadêmicos sobre comunicação e ecologia integral

Mutirão de Comunicação será realizado em Manaus e recebe, até 20 de julho, resumos expandidos de pesquisas voltadas à comunicação, sustentabilidade e transformação social O 14º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom 2025) está com chamada de trabalhos acadêmicos aberta para o evento, que acontecerá de 25 a 28 de setembro de 2025, no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, em Manaus (AM). O evento é promovido pela Comissão Episcopal para a Comunicação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e traz como tema central “Comunicação e Ecologia Integral: transformação e sustentabilidade justa”. A programação do Muticom será marcada por debates científicos e produção coletiva de conhecimento, com foco no papel da comunicação diante dos desafios socioambientais contemporâneos. A proposta metodológica do Muticom se organiza em Rios Temáticos, que são espaços formativos destinados à escuta, ao diálogo e à construção coletiva de saberes. É nesses rios que acontecerão as apresentações presenciais de comunicações acadêmicas, nos dias 26 e 27 de setembro de 2025, em formato de resumo expandido. Modalidade de submissão e temáticas Os interessados poderão submeter seus trabalhos na modalidade “Pesquisa que Transforma”, que contempla comunicações acadêmicas, em andamento ou já concluídas, que articulem teoria e prática no campo da comunicação ou em áreas afins. Os trabalhos devem estar vinculados a um dos 12 Rios Temáticos, que abrangem tópicos como: narrativas transmidiáticas, jornalismo ambiental, espiritualidade ecológica, ativismo digital, educomunicação, direito à informação, comunicação popular e saberes tradicionais. A lista completa dos rios e suas respectivas ementas está disponível na chamada oficial. Normas para submissão A submissão deverá ser feita por meio de resumo expandido (de 4 a 6 páginas), com texto formatado em fonte Times New Roman 12, espaçamento simples, conforme orientações disponíveis na chamada. Cada autor(a) poderá submeter até dois trabalhos, sendo um individual e outro em coautoria. Estudantes de graduação deverão obrigatoriamente submeter em coautoria com profissional formado. As submissões devem ser realizadas até o dia 20 de julho de 2025, via formulário disponível online:  FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO Benefícios aos aprovados Autores(as) com trabalhos aprovados terão isenção da taxa de inscrição e participação garantida no evento. Os resumos integrarão um e-book com ISBN, com lançamento e distribuição digital gratuita após o Muticom. Sobre o Muticom O Mutirão Brasileiro de Comunicação é realizado há mais de 50 anos e se consolidou como o principal espaço de articulação, formação e inovação no campo da comunicação eclesial no Brasil. A edição de 2025 será especialmente marcada pelo diálogo entre comunicação e ecologia integral, em memória aos 10 anos da encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco e em sintonia com os apelos do Papa Leão XIV por justiça ecológica, social e comunicacional. Cronograma da chamada de trabalhos: Informações Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail:  ricardocalvarenga@gmail.com A íntegra da chamada, o edital, com normas detalhadas e temáticas dos rios, está disponível no link:  EDITAL – CHAMADA PARA ENVIO DE TRABALHOS Por Equipe Pedagógica – Muticom

Mensagem da Assembleia das CEBs de Tefé: “em saída, ao encontro dos pequenos e mais pobres”

No final da VI Assembleia das Comunidades Eclesial de Base da Prelazia de Tefé, realizada na paróquia São Joaquim de Alvarães, os participaram publicaram uma mensagem onde recolhem o vivenciado de 09 a 13 de julho.

Dom Altevir: “fortalecer as CEBs como espaço de compromisso com a justiça, com os pobres, com o Reino de Deus”

Uma Igreja que vive a alegria do Evangelho, com protagonismo laical e feminino. Uma Igreja onde a sinodalidade se concreta na escuta a todos e é vivenciada nas pequenas comunidades espalhadas na beira dos rios da região do Médio Solimões. Tudo isso apareceu na VI Assembleia das Comunidades Eclesiais de Base da Prelazia de Tefé, que acolheu a paróquia São Joaquim de Alvarães de 9 a 13 de julho. Aqueles que sustentam a vida das comunidades Mil participantes, dentre eles um bom número de jovens, mas também gente que tem vivido ao longo de décadas sua fé em comunidades distantes. Na prelazia de Tefé esse protagonismo laical se concretizou no grande número de catequistas, coordenadores de setor e tantos outros ministérios e serviços. Homens e mulheres que fizeram carne o Evangelho, que sustentaram a vida de fé das comunidades, diante do pouco número de presbíteros presentes nessa igreja local. O desafio diante de um momento tão importante e enriquecedor é levar o vivenciado, a alegria presente entre os participantes, de volta para as comunidades, segundo ressaltava o bispo local, dom José Altevir da Silva. Uma experiência, um modo de ser Igreja, que tem tocado o coração dos visitantes, segundo testemunhou o diretor das Pontifícias Obras Missionárias de Porto Rico, José Orlando Camacho Torres, padre espiritano, que já foi missionário na prelazia de Tefé. Ser cada vez mais uma Igreja sinodal em saída Um encontro que tem refletido sobre os caminhos a seguir como Igreja nos próximos anos, ser cada vez mais uma Igreja sinodal em saída, tema que guiou os passos da assembleia. Foram sugeridas algumas pistas de ação que serão incluídas nos caminhos que fazem parte do Plano Pastoral da prelazia de Tefé. Propostas com relação aos influenciadores digitais, que levem a implantar e fortalecer as equipes da Pastoral da Comunicação nas paróquias e comunidades tendo em conta a realidade local, incentivando a formação nesse âmbito e criando estratégias para ajudar na evangelização através das mídias sociais. A Igreja de Tefé pretende, no campo da ecologia integral buscar parcerias com órgãos públicos, chegar nas famílias como espaço de formação e conscientização sobre o cuidado da casa comum. Um trabalho a ser realizado também na catequese e com espaços de formação nas comunidades, criando uma Pastoral Ecológica que atue de forma transversal. Comunidades que em vista da fraternidade e a justiça social incentivem os mutirões, fortaleçam as ações de acolhida, com maior presença da Caritas para assim realizar ações concretas em parceria com as pastorais sociais. Em uma igreja local que tem vivido a missionariedade ao longo da história, a prelazia de Tefé busca avançar na formação para fortalecer a espiritualidade e criar oficinas para promover a união, promover e formar novas lideranças e trabalhar a Pastoral Vocacional, fazer visitas missionárias e gerar processos que vão além dos eventos. Uma Igreja que quer avançar na superação da polarização, incentivando o diálogo nas comunidades, fomentando a formação em fé e política, de modo especial entre a juventude, progredindo na sinodalidade, com seminários sobre essa temática para ajudar a construir pontes e não muros. Mulheres que sustentam a caminhada da Igreja A assembleia foi encerrada com uma caminhada nas ruas de Alvarães e uma Eucaristia de envio presidida pelo bispo da prelazia de Tefé, dom José Altevir da Silva. Ele iniciou sua homilia reconhecendo a importância das mulheres nas comunidades, mulheres que o bispo quer tenham cada vez mais presença nas instâncias de decisão da igreja local, “porque são elas que sustentam com a graça de Deus a caminhada da nossa igreja”. Uma celebração que encerrou dias de assembleia, onde “nós vivemos momentos de escuta, de comunhão, de partilha, e acima de tudo de renovação da esperança”, enfatizando que “o pobre vive da esperança, e nós vamos saindo daqui com esperança renovada”. A Palavra do Senhor está nas comunidades O bispo recordou que na primeira leitura do XV Domingo do Tempo Comum “o Senhor nos lembra que a sua palavra não está distante”, afirmando que ela está “no coração, nos lábios, na Amazônia profunda, nas comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas, nos rostos jovens e comprometidos que nós vimos durante esta assembleia. Junto com isso, a palavra do dia, na segunda leitura, quando diz que “Cristo é a imagem de Deus invisível”, isso nos mostra que “como comunidade, somos treinados a perdoar”. A exemplo do samaritano, o bispo fez um chamado a ser uma igreja que se compadece, que não passa longe, que abraça, a igreja da proximidade, uma igreja que se detém, que cuida e serve com a Igreja Samaritana. Por isso, o bispo disse que “saímos dessa assembleia como missionários cheios do Espírito, com o coração ardente, prontos para receber as comunidades que representamos, rostos jovens, laicais, rostos dos leigos e leigas, rostos tão diferentes”. Fé encarnada, luta pela justiça, cuidado da casa comum Uma assembleia que foi tecida pela beleza da diversidade e agora deve “levar as comunidades à fé encarnada, iluminada pela luta e em busca da justiça, da dignidade e do cuidado para nossa casa comum”. O bispo agradeceu o povo de Alvarães pela acolhida e aos participantes, especialmente aqueles que precisaram de 16 dias fora de casa para participar da assembleia, que disse ser testemunho de “amor à causa da vida”. Uma assembleia que mostrou que “o Espírito já está soprando novos ventos sobre a nossa missão”. O bispo pediu que “Nossa Senhora da Amazônia, nossa companheira na missão, nos acompanhe ao longo dos rios, florestas e cidades da Amazônia. Que sejamos samaritanos na Amazônia, sensíveis à dor, firmes na esperança ousados na profecia.” Para isso, “sigamos juntos, pois o reino de Deus está próximo, está entre nós, está em nós!” Um verdadeiro Pentecostes Uma assembleia que encerra “com o coração cheio de gratidão e alma renovada”, disse o bispo, que definiu os dias vividos como “um verdadeiro Pentecostes: o Espírito Santo soprou em nossas comunidades, renovando esperanças, reacendendo compromissos, fortalecendo laços”, disse dom Altevir no final da celebração. Ele destacou o caminho de preparação da assembleia…
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