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Arquidiocese de Manaus lança cartilha de orientações políticas para eleições 2026

Na manhã do dia 7 de junho, a Arquidiocese de Manaus realizou a coletiva de imprensa de lançamento da cartilha de orientações políticas para as eleições de 2026. A expectativa é que nossas comunidades disponham de um material para reflexões de fé e cidadania. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo Metropolitano de Manaus, destacou o papel fundamental da Igreja para a construção da consciência política. “Por ocasião das eleições, a Igreja sempre tem se manifestado, sempre tem dado orientações para uma boa escolha, mas principalmente tem ajudado a criar uma consciência da importância que a política tem. Não só dos políticos, mas da política pública. E assim também desejamos para as eleições deste ano, desejamos dar a nossa contribuição”, explicou o cardeal. Fé unida a realidade social A construção do subsídio de círculos bíblicos busca unir a fé professa com a realidade social do Brasil, explicou Josiel Coelho, presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). Ela responde ao chamado de São João Paulo II para que a Igreja não se desvincule da política para construção do bem comum. “Diante de tempos difíceis para os excluídos da convivência social e afetados pela falta de emprego, pela falta de saúde, de oportunidades, a finalidade desta cartilha é mudar o modo de ver a política, transformando-a em discernimento ético, compromisso civil e engajamento social ativo”, explicou o presidente do CNLB. A estrutura dos círculos bíblicos segue a metodologia do “ver, julgar e agir” em linguagem acessível para toda a população. O texto conta com uma seleção de iluminações bíblicas e fatos históricos que possibilitem a reflexão consciente dos cristãos e cristãs. Além disso, o material oferece opções de gestos concretos de estímulo à ações coletivas entre os fiéis nas paróquias, movimentos sociais, pastorais, sindicatos e conselhos ao final de cada encontro. Os cinco encontros disponíveis no subsídio aprofundam a ligação entre a fé e a vida social fundamentada na Carta Encíclica Fratelli Tutti, de Papa Francisco. Eles buscam situar o debate responsável para o sentido real do bem comum com a valorização das pessoas. As discussões evidenciam a perspectiva ética que deve permear o cotidiano das escolhas políticas com participação cidadã. Autoridade do Evangelho O bispo auxiliar de Manaus, Dom Zenildo Lima, recordou que a Igreja sempre se manifesta diante das realidades diversas realidades dos tempos. Mesmo que essa manifestação seja acolhida ou encontre resistências, se manifesta com a autoridade concedida pelo Evangelho. É natural da missão da Igreja abordar e oferecer elementos para reflexão baseados em sua Doutrina Social. “Papa Leão nos oferece, de um modo muito convincente, uma convicção que o Evangelho ilumina as realidades e ilumina as coisas novas de cada tempo. Por isso mesmo, a política que sempre se apresenta como a possibilidade de novas experiências de convívio social, pode ser iluminada a partir das convicções que brotam do evangelho. Apresentar-se assim, deste modo e com esta aparente pretensão, não descaracteriza o que é próprio da comunidade de fé. O fazemos por causa da autoridade do Evangelho”, enfatizou o bispo. Narrativas de encantamento Dom Zenildo Lima apontou para a necessidade de construirmos narrativas que possibilitem um reencantamento com a política, onde a imprensa tem um papel de destaque. Essas narrativas de reencantamento, passam pelo resgate dos processos políticos que ultrapassem a polarização entre “populismos e entre neoliberalismos, mas uma política capaz de caridade”. Nesse horizonte, é necessário resgatar a elaboração de política melhor proposta pela Fratelli Tutti. Isto implica reconhecer a vida de homens e mulheres e compreender o voto como um processo de grande discernimento. Dom Zenildo sublinhou que o subsídio preparado pela Arquidiocese supõe o regaste da beleza e da clareza política como experiência de fé. “Hoje nós temos um novo risco, que são processos de narrativas que criam ideologias tão superficiais que, de certo modo, compram o nosso voto. Compra a consciência dos eleitores. Então, a necessidade do discernimento é o principal elemento que perpassa esse pequeno subsídio de orientações, especificamente quanto ao gesto de votar. Então de novo nós somos convidados a esse processo de participação, como um processo consciente, como um processo fruto de um discernimento”, destacou o bispo. Integridade nas eleições A Arquidiocese de Manaus participa do Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB -AM), uma construção coletiva de diversas entidades civis que trabalham para garantir a integridade do pleito eleitoral. A Dra. Margareth Buzaglo, representante do comitê, esteve na coletiva e destacou que o grupo está pronto para receber “todo tipo de denúncias, encaminhamentos, reclamações” relacionado às eleições. O coordenador de Pastoral da Arquidiocese, Pe. Geraldo Bendaham, realçou que a posição da Igreja em Manaus “é orientar a população para que vote com verdade, com justiça” e discernimento. Por isso a Arquidiocese se junta ao comitê para garantir que escolhas de políticos que prezem pelo bem comum, a ética e o trabalho. Com essas presenças autênticas, reestabelecer a esperança e o encantamento. “Enquanto a fé, ela tem uma postura crítica diante da realidade. Não é para ser instrumentalizada a fé, mas é para que possa elevar a cidadania. Então, a Arquidiocese, junto com o Comitê de Combate à Corrupção e à Compra de Vota, vamos ficar atentos para que não entre na política aqueles que não são qualificados, somente os preparados”, destacou o padre. Trabalhar pelo bem comum Ao final, o cardeal Leonardo Steiner recordou que as eleições e o voto são “uma expressão da democracia”. Ele ressaltou a importância de atentarmo-nos “à pessoa a quem nós damos o nosso voto”. O que significa reconhecer em sua trajetória o trabalho firme pelo bem comum e a defensa da democracia, diferente das posições que o Congresso Nacional tem assumido. “Dar mais uma vez a nossa contribuição para que as eleições ocorram com tranquilidade, mas também que nós possamos ajudar a renovar a política e a renovar, especialmente o Congresso Nacional, porque temos tido pautas no Congresso Nacional que não têm ajudado a sociedade brasileira. Tem tido decisões que vão contra a sociedade brasileira, vão contra…
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Cardeal Steiner: o pão descido do céu nos une

O pão descido do céu nos une, nos reúne. O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, presidiu a celebração de Corpus Christi (4) da Arquidiocese de Manaus. A celebração eucarística expressou a profunda comunhão e dinamismo da Igreja em Manaus com a participação de inúmeros fiéis, do clero e da vida religiosa. Com o tema “Eucaristia: Pão Vivo feito morada entre nós”. Na tarde da quinta-feira, as comunidades reuniram-se no Centro Histórico da cidade para celebrar Jesus, o Pão vivo descido do céu. O cardeal enfatizou que esse pão é o sinal profundo da presença de Deus no meio de nós. Uma presença capaz de “estar na nossa mão, de ser um conosco, de se fazer um com cada um de nós”. “Uma presença tão apocada. Uma presença tão pequenina que nós, no momento da comunhão, estendemos a nossa mão sobre uma outra mão, como um trono, como dizia nos primeiros séculos da igreja, se dizia. E de pé é como se disséssemos a Palavra do apocalipse: ‘vem Senhor Jesus’”, explicou o cardeal. Dar o próprio Corpo e Sangue Em sua homilia, o arcebispo recordou que não tememos o deserto porque sabemos da presença de Deus em nosso meio como verdadeiro alimento da nossa vida. Da mesma maneira como Deus alimentou e saciou a sede do povo que caminhou no deserto. Por isso necessitamos procurar essa presença que Deus nos dá com seu próprio Corpo e Sangue.  “Como pode dar ele o seu corpo? Como pode ele dar o seu sangue? Sim, queridos irmãos, queridas irmãs, é Jesus que nos alimenta, é Jesus que nos conduz, é Jesus que nos levanta, é Jesus que nos faz caminhar. Esse pão descido do céu, esse cálice da bênção é que nos coloca todos a caminho como povo de Deus”, disse o cardeal. Nesse caminho, somos alimentados e saciados pelo Pão da vida e assim, o deserto e o sofrimento oferecem a possibilidade de uma purificação. Esse mesmo pão descido é que nos possibilita uma profunda comunhão. E nela, “todos nós formamos o corpo do Senhor” como “visibilização de Jesus” manifestada que nos une e reúne como Igreja. Agradecer e louvar O cardeal enfatizou a celebração de Corpus Christi como um momento oportuno de expressarmos profunda gratidão e louvar a presença de Deus no meio de nós como pão descido do céu. Mesmo que a maioria de nossas mais de mil comunidades não tenham a presença da Eucaristia todo final de semana. Mas, se sustentam pela Palavra de Deus que “também é o corpo do Senhor”. “Uma comunidade viva, ninguém tinha deixado a igreja, ninguém tinha ido para outra igreja, todos reunidos, todos no fim de semana, rezava o texto e a Palavra de Deus. A Palavra de Deus que dava corpo, os fazia Igreja, fazia testemunho do apoio, da fraternidade. Depois de oito anos encontrei adultos preparados já como crianças para receberem a primeira Eucaristia. A palavra de Deus que é o corpo, nos dá comunhão, nos faz ser corpo de Jesus”, disse o cardeal recordando uma visita a uma comunidade. Padres, diáconos e ministros da Eucaristia O presidente estendeu sua gratidão aos padres que animam as comunidades entregando o Corpo do Senhor, fazendo-as cada vez mais sinal de comunhão e libertação. Uma missão que exige humildade, assim como “Deus se faz humilde, pequeno, cabe numa mão”. Além dos diáconos e ministros da Palavra e da Eucaristia pela disponibilidade construtora de comunhão, consolo, liberdade e visibilidade ao Reino de Deus, especialmente os que visitam os doentes e idosos. “Que coisa bonita, a nossa Igreja, indo ao encontro. Você que é ministro da Eucaristia, ministro da Eucaristia, levando Jesus aos nossos doentes, idosos. Aqueles que às vezes ajudaram a construir a comunidade, agora não podem vir. Nós é que vamos e levamos Jesus, o Pão descido do céu. Agradecer por essa disponibilidade, por levar Jesus, por anunciar Jesus como ministro da Palavra, ministra da Palavra”, expressou o arcebispo. Ao final da celebração, o povo de Deus percorreu as ruas do Centro acompanhados pelo Santíssimo Sacramento e retornou ao palco, na avenida Eduardo Ribeiro, para bênção final.

Arquidiocese de Manaus reúne mais de 70 mil pessoas na Solenidade de Pentecostes 2026

Mais de 70 mil pessoas participaram da Solenidade de Pentecostes na Arquidiocese de Manaus. A celebração aconteceu no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o sambódromo, no domingo (24) em que a Igreja celebra a vinda do Espírito Santo. O tema escolhido para 2026 foi “O Espírito Santo faz da Igreja morada de todos e todas”. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo Metropolitano de Manaus, presidiu a celebração e nos recordou que a linguagem do amor permite que Igreja esteja em todos os povos e nações como presença consoladora aos mais necessitados. E por isso, desejos do Espírito para anunciar Jesus. “Aqueles sem rumo, aqueles sem casa, aqueles sem teto, aqueles sem família, aqueles sem justiça, aqueles sem consolo, todos eles, queridos irmãos e irmãs, a esperar a nossa presença consoladora, amorosa, amorosa”, ressaltou o arcebispo. O encontro fortalece a unidade Durante o dia, muitas equipes se dedicaram na preparação do espaço onde acontece a celebração. Essa organização reflete o compromisso de caminhar juntos da Igreja em Manaus. É a grande oportunidade de encontro entre todas as comunidades que compõem a Arquidiocese, um momento no qual a unidade prevalece diante de tantas diferenças, dons e carismas. Para compreender essa dinâmica escolhida e vivida pela Igreja em Manaus, é necessário que cada um e cada uma se sinta tocado pela mensagem de paz anunciada pelo Ressuscitado. O cardeal Leonardo Steiner recordou em sua homilia que essa não é uma paz sem tensões ou discussões, mas uma paz “que nos dá o horizonte de podermos conversar entre nós como irmãos e irmãs e conservar as nossas diferenças”. O esforço de construir essa paz em nossas relações é alcançado quando há espaço para a atuação Espírito Santo como protagonista de transformação. É pelo Espírito que fortalecemos a unidade e a paz em nossas comunidades e famílias. O seu sopro a nos recordar a maneira de agir diante de tantas realidades de violência e a necessidade de invocá-lo. “Para termos paz precisamos do Espírito Santo. Ele vai indicando caminhos, ele vai iluminando as nossas discussões, ele vai nos aproximando nossos afetos, ele vai nos dando língua e linguagem capaz de nos entendermos. Vai nos dando capacidade de entre nós estabelecermos laços que ninguém é capaz de romper. A paz só é possível no Espírito Santo”, apontou o cardeal. O perdão constrói a paz “Para haver paz é preciso perdão. E o Espírito amolece o nosso coração. O Espírito clareia as nossas ideias para que haja o perdão. O perdão entre nós lá em casa, aquele perdão que às vezes é difícil porque a ofensa foi grande, às vezes foi até abuso. E o perdão, só o perdão é capaz de nos devolver a paz. E o dom do Espírito que nos dá o perdão, que nos ajuda a dar o perdão”, enfatizou o cardeal Steiner. A cultura do perdão é um elo para a construção da paz em todo o mundo. No início da celebração, uma grande bandeira da paz entra como sinal da paz tão desejada. Hasteada ao lado do palco torna viva a esperança de dias de paz em nossas comunidades tão machucadas pelas inúmeras violências. O arcebispo nos impele a repetir a mensagem do ressuscitado: “A paz esteja convosco”. “A paz, queridos irmãos e irmãs, ameaçada também nas guerras entre nós, aquela violência nos nossos bairros, aquela violência política que cresce cada vez mais, a violência econômica. Já não sabemos mais aonde foi parar a ética, tudo uma violência, vivemos num clima sem paz”, reforçou o cardeal. Sinal concreto de amor Na Solenidade de Pentecostes em Manaus, a grande participação dos fiéis se torna sinal concreto do cuidado aos mais necessitados. A Cáritas Arquidiocesana organiza a coleta e distribuição de alimentos não perecíveis trazidos pelos participantes. Segundo informações da Cáritas, esse ano mais de 14 toneladas de alimentos foram arrecadas, esses alimentos serão distribuídos entre as Cáritas Paroquiais e chegaram as famílias em situação de vulnerabilidade social. “Mais de 14 toneladas recolhidas, recebidas, doadas. É o dom do Espírito que transforma os corações e se tornam generosos. Nós somos muito agradecidos por podermos, como Arquidiocese, ir ao encontro dos necessitados com os dons que os irmãos e as irmãs nos oferecem”, foram as palavras de agradecimento do cardeal pelos alimentos arrecadados. Com muita alegria a Cáritas informou que quantidade alimentos superou a arrecadação do ano passado em mais de 4 toneladas. A Secretária Executiva da Cáritas Arquidiocesana, Daniele Rodrigues, agradeceu a atuação voluntária de toda a Rede Cáritas e dos membros das Pastorais Sociais no recebimento dos alimentos. Um sinal de grande solidariedade que permeia a Igreja em Manaus. A unidade rompe distâncias No agradecimento pela presença de Dom Luiz Soares, arcebispo emérito e Dom Mário Pasqualotto, auxiliar emérito, e de Dom Hudson Ribeiro, o cardeal Leonardo Steiner também recordou os bispos auxiliares de Manaus, Dom Zenildo Lima, em recuperação de uma cirurgia, e Dom Samuel Ferreira, que o acompanha no processo de recuperação. A trajetória pastoral de cada um dos bispos é de forte presença pastoral e atuação com as comunidades. E, para a Arquidiocese, são sinais de unidade e serviço na construção do Reino de Deus, sempre perpassados pelo anúncio autêntico do crucificado-Ressuscitado. “Para que ele pudesse sentir a presença de todos nós no momento da recuperação. Nós queremos lembrar dele nas nossas orações, queremos lembrar de todos os nossos doentes, queremos lembrar de todos aqueles e aquelas que passam por necessidade, para que o Espírito seja o Espírito do consolo, o Espírito do amor”, finalizou o cardeal. Convocação da XI APA Ao final da celebração, o arcebispo de Manaus convocou toda a Igreja em Manaus para a realização da XI Assembleia Pastoral Arquidiocesana (APA) com o tema: “Igreja em Manaus, Missionária e Sinodal” e o lema: “O Espírito do Senhor me ungiu e enviou” (CF Lc 4,18), com duração de ano a contar da festa de Pentecostes até o junho de 2027. Abaixo um trecho da carta com as primeiras orientações: CONVOCO A XI ASSEMBLEIA PASTORAL ARQUIDIOCESANA (XI…
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Cardeal Steiner: Pentecostes é o tempo da consolação.

No Domingo de Pentecostes a Igreja celebra a vinda do Espírito Santo. Em sua reflexão, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, recorda que essa solenidade “diz à Igreja: é o tempo da consolação. Consolação, pois anúncio alegre e bendito do Evangelho”. A festa da unidade nos rememora nosso envio como consolares e consoladoras. Confira o artigo na íntegra: O primeiro anúncio do Ressuscitado: “A paz esteja convosco”. Era necessário acalmar aqueles homens tomados pelo medo e a morte. A paz! Sem a paz tudo vira conflito, acusação, tensão, desprezo da justiça, perda da fraternidade, da familiaridade, menosprezo da cultura de cada povo. A paz harmoniza, admira as diferenças, sincroniza a linguagem e os gestos. Imprime rostos admiráveis pela beleza e dignidade. Sem a paz somente a violência, a guerra, seja de armas, seja de palavras, seja da não política. Seguidores e seguidoras quem somos de Jesus, desejamos e oferecemos a paz. Depois de saudar e desejar a paz por duas vezes, para que ela se torne realidade, Jesus sopra sobre os apóstolos e diz: “Recebei o Espírito Santo!” Sim, irmãos e irmãs, o Espírito verdadeiro renovador das relações, soprador de vida, consolador dos aflitos e defensor dos fracos e desprotegidos. “Recebei o Espírito Santo”! O Libertador, abridor de portas e janelas, pois sopro de vida nova! Cheios do Espírito Santo Ouvimos nos Atos dos Apóstolos: “De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo”. O barulho e o vento forte a indicar a força, o vigor que encheu a casa onde se encontravam os discípulos ainda amedrontados, escondidos. Com as portas fechadas, sozinhos e perdidos, tenham diante de si todas as suas fragilidades e fracassos. Mas quando as línguas de fogo permanecem sobre eles, ao serem invadidos pelo fogo do amor do Espírito, ao receberem o sopro como vento impetuoso, aqueles homens sentem-se consolados, e transbordam a consolação de Deus. São transformados, impelidos a pregar, a anunciar. O Espírito Santo que irrompe na casa, abre janelas e portas, abre a vida daqueles discípulos revestidos de morte. Vida nova, nova força, novo vigor, nova disponibilidade. Agora o Espírito a guiar aqueles homens amedrontados e sem destino. Na força e vigor do Espírito tornam-se verdadeiros discípulos de Jesus. Agora no ânimo do Espírito compreendem, “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”; “ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!”; “Ide e anunciai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16,15). “Viram, umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo”. Línguas de fogo a repousar sobre cada um deles e eles a falar diversas línguas, conforme o Espírito inspirava. Tomados, invadidos pelo Espírito Santo, falam e todos escutam o anúncio das maravilhas de Deus na sua própria língua. Falam em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava (At 2,3-4;10). Uma proclamação, um anúncio compreensível em todas as línguas, em todos os povos e nações. Que linguagem é essa que todos compreendem e entendem? O Consolador que acalma, como cantamos na Sequência; o hóspede da alma, doce alívio, pois na aflição remanso, verdadeiro descanso. Sim, a linguagem do consolo todos entendem, pois, a linguagem do amor. Todos intuem a palavra, não-palavra do consolo, do amor. Ainda mais quando nascido do Espírito. As línguas que eles falam é o Espírito quem escreve, não sobre a pedra, mas nos corações (2Cor 3,3). Assim, pois, a lei do Espírito de vida, escrita no coração e não sobre a pedra, a lei do Espírito de vida, está em Jesus em quem a Páscoa foi celebrada na plenitude da verdade” (cf. Santo Agostinho, Sermão 155). Por termos, também nós, recebido o Espírito Consolador, o Paráclito, somos enviados como paráclitos, consoladores, consoladoras. Somos na força e suavidade do Espírito chamados a dar testemunho, a nos tornar paráclitos, consoladores. O Espírito pede para darmos visibilidade ao Deus consolador, a darmos corpo à sua consolação. Não se trata de palavras, de discursos, mas de presença, de proximidade, de pele a pele. Jesus mesmo ao ser consolo era proximidade, compaixão, misericórdia, consolo. A proximidade, a compaixão e a ternura são o modo de Deus que recebemos de Jesus no Espírito Santo. Tempo da consolação A Solenidade de Pentecostes, a vinda do Espírito Santo, diz à Igreja: é o tempo da consolação. Consolação, pois anúncio alegre e bendito do Evangelho. É tempo para derramar amor no nosso tempo marcado pela violência, pela dor, pela separação, pelo desamparo. É o tempo da misericórdia, do perdão, da reconciliação, tempo da paz. É o tempo do Paráclito! É o tempo da liberdade do coração, no Paráclito (cf. Papa Francisco, Pentecostes, 23/05/2021). A linguagem do consolo, do amor é transformante, libertadora. Esse dom do Espírito é diferente na sua dinâmica e eficácia. As consolações do mundo são como anestésicos: oferecem um alívio momentâneo, mas não curam o mal profundo que muitas vezes carregamos. Insensibilizam, distraem, mas não curam pela raiz. Agem à superfície, ao nível dos sentidos, e dificilmente atingem o âmago, a intimidade da nossa intimidade. A linguagem do amor sussurra à nossa interioridade que somos amados como somos. O Espírito Santo, o amor de Deus, age no nosso espírito, desce ao mais íntimo de nós mesmos; visita o íntimo do coração, pois é hóspede amável da alma. É a ternura de Deus não nos deixa sozinhos, pois é amor consolador. (cf. Papa Francisco). O Espírito que recebemos vivifica a Igreja e suscita serviços, ministérios, vocação, ouvimos na segunda leitura. Paulo nos ensina: “Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos.”(1Cor 12 4-6). A riqueza de diversidade na Igreja é admirável, mas um só Espírito; diversos e um só.…
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Regional Norte 1 realiza reunião dos coordenadores de pastoral e organismos

Os coordenadores e coordenadoras de Pastorais e Organismos realizaram a 2ª reunião anual na sede do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Manaus, na tarde de 20 de maio de 2026. O encontro abordou o Protocolo de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis e a avaliação das atividades de formação e assembleias oferecidas pelo regional. O momento é sinal de comunhão e partilha das vivências pastorais. Multiplicadores do Manual Em relação ao protocolo de proteção, Ir. Rosiene Gomes, articuladora das pastorais e organismos do regional, destacou a importância de que todos conheçam o documento. Esse domínio das normas e orientações é fundamental para formação de novos multiplicadores do manual. A temática deve ser amplamente trabalhada com os agentes de pastoral nas bases das comunidades para que os abusos sejam identificados, coibidos e reparados. Os participantes debateram a necessidade de ampliar as informações sobre o tema em todas as atividades pastorais. Para aprofundar os cuidados em nossos espaços eclesiais, Pe. Gutemberg Pinto comentou a iniciativa da Paróquia São Francisco, em Manaus. A ideia é que a Pastoral da Acolhida tenha um olhar mais sensível aos espaços físicos, para que não se criem possibilidades de nenhum tipo de abuso. O envolvimento contínuo com o material é o caminho escolhido pelo Regional Norte 1 para que todos as Dioceses, Prelazias e a Arquidiocese possam oferecer às crianças, adolescentes e adultos vulneráveis áreas eclesiais seguras. Entre as orientações para formações e denúncias, os agentes devem procurar a comissão metropolitana para receber as instruções de como realizar o trabalho pastoral no território do regional. Os frutos do caminho pastoral Na segunda parte do encontro, os participantes compartilharam um pouco das atividades realizadas até agora com apoio do regional às comunidades. O Conselho Missionário Regional (COMIRE) evidenciou a dificuldade de acesso a alguns locais pelas distâncias geográficas ou instabilidade de sinal de internet. A articulação ainda precisa alcançar as dioceses do Alto Solimões e Roraima e Prelazia de Itacoatiara. Para a Pastoral do Menor, a formação com os educadores da pastoral passa pela metodologia dos Círculos de construção de Paz da Justiça Restaurativa. E a Pastoral da sobriedade apontou que caminha para a implantação na Diocese de Coari e na Prelazia de Tefé com formação de novos agentes. Quanto à Pastoral do Surdo, além da participação de representantes no Encontro Nacional (ENAPAS), a pastoral tem buscado ampliar ações missionárias para a comunidade surda, permitido mais visibilidade. A Pastoral do Migrante compartilhou o fortalecimento da Evangelização por meio da Celebração Eucarística em espanhol em Manaus, São Gabriel e Boa Vista. E o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) tem estimulado formações com as juventudes e mulheres indígenas. Ir. Rosiene também destacou a restruturação das articulações da Pastoral da Saúde em todo o Regional. A Rede um Grito pela Vida também apontou o avanço nas articulações na região amazônica e a necessidade de aprofundar a questão dos crimes virtuais nas formações, além de políticas públicas voltada ao combate ao tráfico de pessoas. A Pastoral Vocacional apresentou a participação de todas as Dioceses e Prelazias na construção do caminho do congresso Regional e Nacional. Por fim, a Conferência dos Religiosos (CRB) realçou a organização da equipe na Diocese de São Gabriel da Cachoeira.

Cardeal Steiner no Domingo da Ascensão: Jesus nos dá a certeza esperançada de que estará conosco até o fim

Tenhamos a certeza esperançada de que “Eis que eu estarei convosco todo os dias, até ao fim dos tempos”. foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, no Domingo da Ascensão do Senhor (17). A celebração aconteceu na Catedral Metropolitana de Manaus, às 7h30. A subida Jesus ressuscitado aos céus completa as manifestações e nós prepara para Solenidade de Pentecostes, a vinda do Espírito Santo. Acompanhe a reflexão oferecida pelo arcebispo. Hoje nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao céu; suba também com ele o nosso coração. E assim como ele subiu sem se afastar de nós, também nós subamos com ele, embora não se tenha ainda realizado em nosso corpo o que nos está prometido, nos diz Santo Agostinho (Sermão da Ascensão do Senhor). Jesus, antes da ascensão, envia os discípulos entregando-lhes uma missão: “ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!” O Evangelho de Marcos nos diz: “Ide e anunciai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16,15). Ide, pois estarei convosco todos os dias. Enviados para difundir o Reino O Ressuscitado envia os seus discípulos a difundir o Reino novo, a Vida nova, a nova Luz em todos os povos e se eleva ao céu. Admirável que Jesus confie essa missão a um grupo pequeno, quase insignificante. “Parece demasiado audaz a missão que Jesus confia a um pequeno grupo de homens simples e sem grandes capacidades intelectuais! Contudo, este grupo restrito, irrelevante diante das grandes potências do mundo, é enviada para levar a mensagem de amor e de misericórdia, da mansidão e do consolo a todos os recantos da terra (cf. Papa Francisco, Regina Coeli, 13/05/2018). Ide e fazei discípulos! Ide e fazei seguidores! ide e fazei anunciadores; que em todos os povos haja discípulos e discípulas do Novo Reino. Em todos os povos Jesus seja anunciado, conhecido, amado e seguido. Em todos os cantos da terra possa ressoar a presença do Crucificado-ressuscitado, o novo Reino. Vida nova, novas comunidades, que na alegria de conhecer a Jesus, o significado de sua morte e ressurreição, testemunhem que todos podem participar da alegria, da beleza e do júbilo de uma vida sem fim. Não podiam vê-lo A primeira leitura aponta a estaticidade dos discípulos apesar de terem sido enviados: “Depois de dizer isso, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não podiam mais vê-lo. Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram, então dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: Homens da Galileia, porque ficais aqui parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu” (At 1,1-11). Os homens de branco a enviá-los, pois não devem permanecer parados olhando para o céu, mas ir e fazer discípulos em todos os povos, “batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!” Discípulas e discípulos a caminho, falando, testemunhando a vida, o modo de vida, a paz, o bem, a misericórdia, a magnanimidade, a superabundância de bem e de bondade, a morte e a ressurreição de Jesus.  Não podemos guardar para nós esse tesouro extraordinário que nos foi entregue e plenifica a nossa vida. É a missão que recebemos no batismo e confirmamos pela crisma. Pelo batismo e pela crisma somos enviados a anunciar e testemunhar a Jesus e o seu Reino. A graça do batismo e o dom da crisma nos envia, nos faz missionários, missionárias, do Crucificado-ressuscitado. Homens e mulheres da Ascensão Papa Francisco nos ensinava que “a Ascensão do Senhor ao céu, enquanto inaugura uma nova forma de presença de Jesus no meio de nós, pede-nos para ter olhos e coração para o encontrar, para o servir e para o testemunhar aos outros. Trata-se de ser homens e mulheres da Ascensão, ou seja, buscadores de Cristo pelas sendas do nosso tempo, levando a sua palavra de salvação até aos confins da terra. Neste itinerário, encontramos o próprio Jesus nos irmãos, sobretudo nos mais pobres, em quantos sofrem na própria carne a dura e mortificadora experiência de antigas e novas pobrezas. Assim como inicialmente Cristo Ressuscitado enviou os seus apóstolos com a força do Espírito Santo, também hoje Ele nos envia, com a mesma força para dar sinais concretos e visíveis de esperança. Porque Jesus que nos dá a esperança, foi elevado ao céu, abriu as portas do céu e a esperança de que nós para lá iremos” (cf. Regina Coeli, 13/05/2018). Cristo foi elevado ao mais alto dos céus; contudo continua sofrendo na terra através das tribulações e aflições que experimentamos ao tentarmos viver do Evangelho. Elevado ao céu continua na terra com fome, com sede, sem casa, preso, doente, nu. Bem nos diz o evangelista: “Eu estava com fome e me destes de comer” (Mt 25,35). O Ide e batizai, tem essa grandeza de perceber a presença de Jesus em cada irmã e cada irmão que sofre e passa por necessidades. E não só as necessidades corporais, mas também as da alma. Irmãs e irmãos, Cristo está no céu, mas está também conosco; e nós, permanecendo na terra, estamos também com Ele. Ele está conosco pela sua divindade, pelo seu poder, pelo seu amor; nós, embora não possamos realizar isso pela divindade, como Ele, podemos realizá-lo ao menos pelo amor para com Ele (cf. Santo Agostinho, Sermão da Ascensão do Senhor). Dia Mundial das Comunicações Sociais Durante sua homilia, o cardeal recordou a celebração do 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais.Ele refletiu a mensagem enviada pelo Papa Leão: “Preservar vozes e rostos humanos.” O rosto e a voz são traços únicos e próprios de cada pessoa; manifestam a sua identidade irrepetível e são elementos constitutivos de cada encontro. Os antigos sabiam-no bem. Para definir o ser humano, os gregos usavam a palavra “rosto”…
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Cardeal Steiner no 6º Domingo da Páscoa: “Não vos deixarei órfãos”

O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, presidiu o 6° Domingo da Páscoa, 10 de maio, na Catedral Metropolitana de Manaus. Em sua homilia, o cardeal destacou que no Evangelho de hoje, Jesus apresenta “uma espécie de testamento de Jesus. Ele prepara os discípulos para caminharem na força do Consolador e confirma a sua presença: não os deixarei órfãos! Aos discípulos inquietos, Jesus promete o “Paráclito”. Será o Espírito Santo a conduzir a comunidade cristã em direção à verdade e levá-la a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e com o Pai. Dessa forma, a comunidade será a “morada de Deus” no mundo, como ouvimos na liturgia do domingo passado, e dará testemunho da salvação que Deus quer oferecer a todos”, escreveu o cardeal. O testamento entregue por Jesus é o amor! “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. É o amor a fundar e fundamentar os mandamentos que visibilizam a relação nova e renovadora, a dinâmica na qual somos convidados a ingressar e permanecer. “Ele nos ensinou a amá-lo, ao nos amar primeiro e até à morte de cruz. Por seu amor e sua dileção, suscita nosso amor por ele, que nos amou primeiro e até o fim. Foi assim mesmo: vós nos amastes primeiro para que vos amássemos. Não tínheis necessidade de ser amado por nós, mas não poderíamos atingir o fim para o qual fomos criados se não vos amássemos” (Guilherme de Saint-Thierry). Sim, amar como Jesus nos amou e no seu amor guardar os mandamentos. Como nos ensina São João: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos a ele” (Jo 14,23). “Guarda, pois, a palavra de Deus, porque são felizes os que a guardam; guarda-a de tal modo que ela entre no mais íntimo de tua alma e penetre em todos os teus sentimentos e costume. (…) Se assim guardares a Palavra de Deus, certamente ela te guardará” (São Bernardo de Claraval). O amor é a base de tudo “Se me amais, guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade.” Como nos encanta as palavras de Jesus que ao viver o mandamento do amor atrai o Espírito Santo. Não é comovente percebermos que ao nos deixarmos mover e direcionar pelo mandamento do amor atraímos o Espírito Santo?  Ele movimenta, ilumina e consolo as nossas comunidades, o caminho pessoal de cada seguidor e seguidora de Jesus. Papa Francisco ensinava que “Se me amardes”, observardes, é a lógica do Espírito. Muitas vezes pensamos ao contrário: se observarmos, amamos. Estamos habituados a pensar que o amor deriva, essencialmente, da nossa observância, da nossa perícia, da nossa religiosidade; ao passo que o Espírito nos lembra que, sem o amor na base, tudo o mais é vão e que este amor não nasce das nossas capacidades, este amor é dom d’Ele. Ele nos ensina a amar, e devemos pedir este dom. É o Espírito de amor que põe em nós o amor, é Ele que nos faz sentir amados e nos ensina a amar. Ele é o «motor» da nossa vida espiritual. É Ele que move tudo a partir de dentro de nós. Mas, se não começamos do Espírito ou com o Espírito ou por meio do Espírito, não se consegue caminhar” (cf. Homilia 05/06/2022). Testemunhas do Consolador O “Paráclito” permanece sempre conosco. “Paráklêtos”, significa o advogado, auxiliar, defensor, o consolador, o intercessor. Jesus ensinou, protegeu, guiou, orientou, defendeu os discípulos, enquanto esteve com eles. Ele enviará o Espírito Santo, o “Paráclito”, o consolador e, no viver o mandamento do amor, o Espírito estará com eles, os guiará, os fortificará, transformará, os firmará na fé a ponto de darem a vida pelo Evangelho. Também nós somos chamados a dar testemunho no Espírito Santo, a tornar-nos paráclitos, isto é, consoladores. Sim, o Espírito pede para darmos corpo à sua consolação, visibilizarmos, aproximando-nos das pessoas, sendo proximidade, compaixão! O Paráclito nos envia a anunciar que hoje é o tempo da consolação. É o tempo do anúncio do Evangelho, pois da consolação. É o tempo para levar a alegria do Ressuscitado, não para nos lamentarmos do drama da secularização. É o tempo para derramar amor sobre o mundo, levando consolo. É o tempo para testemunhar a misericórdia, mais do que para inculcar regras e normas. É o tempo do Paráclito! É o tempo da liberdade do coração, no Paráclito (cf. Papa Francisco, idem). O Paráclito conduz a Igreja O Espírito ensinará e cuidará dos seguidores e seguidoras, das discípulas e discípulos de Jesus. O Espírito Santo conservará a memória da pessoa e dos ensinamentos de Jesus, iluminando-nos para interpretar a Boa Nova diante das realidades e desafios que vamos desvendando. É Espírito que guia, defende, aclara para enfrentar as contrariedades, as incertezas, as hostilidades. O Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não vê, nem o conhece, alimenta a esperança, fortalece o amor, confirma a fé. Contemplando a história da Igreja vemos que o Paráclito a conduz e a conduzirá até o fim dos tempos. O Defensor permanecerá sempre conosco. “Não vos deixarei órfãos”! Não nos sentiremos órfãos ao vivermos do amor e com a certeza de que o Espírito permanece entre nós e está em nós. Ele em nós, não nos sentiremos privação: desamparados, carentes, separados, desiludidos, perdidos, desprezados, na orfandade. Ele, no aquecimento do amor, no consolo, na proximidade, a nos firmar e confirmar na pertença à filiação do Pai, à fraternidade do Filho. Nunca sós! jamais abandonados! Mesmo nas maiores dificuldades, nos desacertos e contradições, o Espírito a nos guiar, iluminar e aquecer. A orfandade pode levar a uma verdadeira degradação nas relações. “Pouco a pouco, nos vamos degradando, já que ninguém nos pertence e nós não pertencemos a ninguém: degrado a terra, porque não me pertence; degrado os outros, porque não me pertencem; degrado a Deus, porque não lhe pertenço; e, por fim, acabamos por nos degradar a nós próprios, porque esquecemos quem…
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Prevenção, proteção e enfrentamento: Regional Norte 1 realiza 3º Encontro da Equipe Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis.

A prevenção, proteção e enfretamento aos abusos contra crianças, adolescentes e adultos vulneráveis permanece como prioridade do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). O aprofundamento das ações nas Dioceses e Prelazias acontece desde a elaboração e publicação do Manual de Proteção, sustentando nosso compromisso com espaços eclesiais seguros nas 9 Igrejas que compõem o regional. Nesse horizonte, aconteceu o 3º encontro presencial de formação da Equipe Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis, de 5 a 7 de maio, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. A equipe ampliada é composta pelos responsáveis das comissões nas dioceses e prelazias. Além de aprimorar o papel da comissão, os membros receberam orientações metodológicas específicas do procedimento “diante das situações de casos que chegam até as dioceses e prelazias”, explicou Ir. Rose Bertoldo, da Comissão Metropolitana. “A formação é para ir aos poucos entendendo o papel da comissão, bem como o aprofundamento do manual e tentando também aprofundar a metodologia e como a comissão pode fazer esse trabalho de acolhida, de escuta e encaminhar os casos que chegam até a comissão”, disse Ir. Rose. Trabalho em rede Outra abordagem importante, foi a necessidade de ampliação das comissões em cada uma das igrejas locais. Isto porque, o auditor e o notário, responsáveis pelas comissões, têm um papel específico na comissão ampliada. Com mais pessoas nas equipes das igrejas locais é possível ampliar o alcance das formações e garantir o trabalho de prevenção junto às lideranças pastorais. “No primeiro dia, a gente teve uma partilha do trabalho que é realizado nas dioceses, podemos perceber como cada Diocese e Prelazia tem priorizado o trabalho de prevenção junto às lideranças das comunidades. Podemos dizer que praticamente todas as igrejas já trabalharam no primeiro momento dando a conhecer o manual de proteção do Regional Norte 1 com todas as lideranças”, explicou Ir. Rose. Outro ponto fundamental para construir espaços seguros em nossas Igrejas, é o trabalho em rede ampliada. Além do manual, a equipe utiliza as cartilhas “O Sumiço de Carolina”, da Rede Um Grito pela Vida, e “Flor Bela” da Cáritas Arquidiocesana de Manaus. Esses materiais reforçam o cuidado com o processo de formação das comunidades e, segundo a religiosa, contribuem no “trabalho de prevenção, junto às crianças, adolescentes e juventudes que estão nos nossos espaços eclesiais, sejam elas catequizandas, coroinhas, grupos de jovens”. ECA Digital e desafios virtuais Com o avanço das tecnologias e do mundo digital, a contribuição do manual para as Igrejas Locais necessita de atualizações para atender às novas realidades relativas a causa da criança e do adolescente no Brasil. Dom Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus e assessor da equipe ampliada, apresentou aos integrantes o ECA Digital (Lei nº 15.211/25). A nova lei aponta que “a proteção da criança no ambiente digital é um dever dividido entre Família, Sociedade, Estado e Plataformas”. “Esse complemento que faz com que haja uma atenção maior sobre os ambientes digitais, sobre as plataformas, sobre as novas formas de tecnologia que acabam criando situações de vulnerabilidade e de risco para crianças e adolescentes serem violentadas, serem sujeitadas a diversas formas de abuso, dentre os quais o abuso sexual”, explicou o bispo. Revisão e atualização Segundo a Agência Senado, entre as inovações da nova lei está a obrigação de remoção imediata de conteúdos de abuso e exploração infantil nas plataformas online, mecanismos de verificação de idade para liberar a criação de cadastros. Ela inclui as redes sociais, jogos eletrônicos, aplicativos, lojas de apps, sistemas operacionais, plataformas de vídeo e outros serviços digitais que tenham crianças e adolescentes como usuários ou que possam atrair esse público. Dom Hudson Ribeiro apontou que a formação junto às comissões de proteção do Regional Norte 1 contou com o estudo das mudanças que o ECA Digital trouxe. O grupo refletiu os impactos positivos e desafiadores que as comissões prelatícias, diocesanas e a Metropolitana precisam conhecer para apresentá-los “às nossas bases, aos nossos catequistas, às lideranças que lidam com crianças e adolescentes e a nós mesmos que somos os membros dessas comissões”. Daí a necessidade de revisão de partes do manual: “A gente já está vendo que com essa nova lei a gente vai precisar fazer alguns ajustes. para que a gente possa responder à legislação nacional e possa também dialogar com essas novas formas de controle que são positivas para prevenir, evitando com que as violências em ambientes digitais possam se propagar, dentre as quais o estupro virtual, que foi um dos que mais cresceram de 2024 para 2025 e não é diferente de 2026”, enfatizou Dom Hudson. Os bispos e a cultura do cuidado Padre Gilson, Assessor Canônico da Comissão Metropolitana para Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis, destacou o apoio de todos os bispos do regional nas diante da importância da proteção e do cuidado.  Ele reiterou os ensinamentos de Papa Francisco que “nos ensinou que devemos trabalhar a cultura do cuidado, o cuidado das nossas crianças, dos nossos jovens, daqueles mais vulneráveis, da nossa igreja”. Para ele, esse tempo de familiarização dos membros da equipe ampliada com a legislação e orientações canônicas trabalhadas na formação permite que a Igreja da Amazônia continue dando passos no cuidado com os mais vulneráveis. Ele orientou que todos acompanhem e tirem suas dúvidas sobre o manual de proteção com os padres ou nos contatos de e-mails, a nível de dioceses e prelazias.

Encontro de Chanceleres do Regional Norte 1: o caminho sinodal para unidade

Entre os dias 4 e 5 de maio aconteceu o 2º encontro presencial dos chanceleres da Arquidiocese, Dioceses e Prelazias do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Além de fortalecer a caminhada sinodal de cada uma de nossas Igrejas Particulares, o encontro é uma oportunidade de oração e troca de experiências dos caminhos da Evangelização e do funcionamento das Cúrias com seus processos sacramentais e gestão dos registros de documentos. O Código do Direito Canônico indica que o Chanceler é responsável por cuidar da redação dos documentos da cúria e do seu arquivamento (Código de Direito Canônico, c. 482, § 1). Nessa perspectiva, incentivados por Ir. Sofia Quintans, Chanceler da Diocese de Roraima, surgiu a necessidade de unificação dos processos das chancelarias do regional. A partir disso, o primeiro encontro de formações foi realizado em 2025, antecedendo a reunião da Comissão de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte 1, da qual todos os chanceleres participam. Ainda em 2025, Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, foi escolhido para assessorar a equipe. Entre as atividades realizadas, os membros participaram de um curso on-line intensivo com uma grade curricular sistemática, acadêmica e prática para todos que trabalham nesse setor das cúrias, inclusive leigos e leigos. A particularidade de cada Igreja No último domingo (4), cada Chanceler apresentou a Cúria e Chancelaria de sua Prelazia e Diocese, destacando os pontos importantes da realidade vivenciada com fotos, dados reais e processos de sua Chancelaria-Secretaria. O panorama da Arquidiocese de Manaus, das Dioceses de Borba, Coari, do Alto Solimões, de Parintins e Roraima e das Prelazias de Itacoatiara e Tefé permite compreender a particularidade que cada uma apresenta. “Cada chanceler trouxe apresentações, em PowerPoint, sobre os processos vividos nas cúrias, apresentações um panorama e dinâmica vivido por toda Igreja local. Trouxeram dados como quantidades de padres, congregações, paróquias. Neste sentido, foi possível que cada um tenha ideia de como caminha cada Igreja Particular, sentindo as necessidades e luzes presentes no caminho sinodal”, explicou Juliana Martins, Chanceler da Prelazia de Tefé. Unificação do Processo Sacramental Além das apresentações das dinâmicas de atuação, o grupo também abordou o Processo sacramental matrimonial com os documentos e roteiro seguidos em cada Diocese ou Prelazia. A intenção é, dentro das possibilidades de cada realidade, unificar o processo canônico- documental em todo o regional. Essa alternativa busca um consenso para quais são os documentos, canonicamente, são necessários. “A gente tem a curiosidade de saber como que cada um trabalha, como é que é o procedimento na sua diocese. Não é que a gente vai dizer que o certo é lá em Coari, o certo é lá em Manaus, não. Hoje nós vamos chegar ao denominador comum, como é que nós trabalhamos e como é que a gente poderia trabalhar juntos essa unidade”, enfatizou Pe. Flávio Gomes, chanceler da Arquidiocese de Manaus. Sinodalidade e unidade Pela manhã do dia 5, os chanceleres estiveram na Cúria Arquidiocesana, aprofundando o estudo sobre os documentos que não podem faltar no arquivo da Chancelaria, os livros de registros sacramentais e a organização de arquivos e documentos. A formação, ministrada por Abigail Antony, arquivista da Arquidiocese de Manaus, e por Pe. Flávio Gomes, destaca a importância dos documentos assinados pelos bispos e chanceleres, reforça a caminhada de unidade entre as Igrejas e qualifica o trabalho realizado em nossas Dioceses e Prelazias. “Então, essa equipe a nível regional, a nível de Brasil, esse grupo chanceleres no Norte 1, apresenta para nós aquilo que o Papa Francisco já dizia, que a questão sinodal é a unidade. E é isso que nós estamos fazendo, caminhando junto, para que a gente possa dar essa qualificação maior para o nosso Regional Norte 1”, completou Pe. Flávio. Durante a tarde, os participantes avaliaram os dias de formação, organizaram as novas programações, como as próximas reuniões de chanceleres, on-line. Também participaram os chanceleres Pe. Josinaldo Placido, da Diocese de Coari, Pe. Marcos Aurélio, da Diocese de Parintins, Pe. Danilo Monteiro, da Prelazia de Itacoatiara, Pe. Jair Vieira, da Diocese de Borba e Diác. João Souza, da Diocese do Alto Solimões.

Cardeal Steiner: “deixemos ressoar o consolo: ‘Não se perturbe o vosso coração’”

A Palavra de Jesus a indicar que nos momentos de perturbação, angústia incerteza deixemos ressoar o consolo: “Não se perturbe o vosso coração”. Afirmou o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, em sua homilia para o 5° Domingo da Páscoa, 3 de maio, na Catedral Metropolitana de Manaus. Essa afirmação indica o consolo de Jesus que chega a cada um de nós, assim como chegou aos discípulos que se encontravam aflitos e perturbados durante a Ceia Pascal. “A casa onde mora a perturbação e angústia será transformada na casa do aconchego, do amor, da compreensão. […] Termos a percepção de que Jesus está presente e nos acompanha. Papa Francisco nos ensinava que Jesus pede para termos fé n’Ele, para não nos apoiarmos em nós mesmos, mas em Jesus, pois a libertação da perturbação passa pela confiança. Confiar-nos a Jesus, dar o “salto” na fé. Esta é a libertação da perturbação. Jesus ressuscitou e vive precisamente para estar sempre ao nosso lado”, explicou o arcebispo. Jesus é o caminho Ao se apresentar como “caminho, verdade e vida” diante da pergunta de Tomé, Jesus direciona a compreensão para a dinâmica de “sua vida, as suas palavras, os seus gestos, o seu amor e a sua bondade, o dom de sua vida por amor com a morte de cruz”. Esse caminho apresentado por Jesus é o que caracteriza seus discípulos e discípulas. Ao aceitá-lo, os seguidores assumem esse caminho de identificação com o Mestre e caminham “ao encontro da verdade e da vida em plenitude, o Reino de Deus. “Caminhantes que somos, seguimos o caminho que é Jesus. Como nos ensina Santo Agostinho: ‘Ouçamos o Senhor: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida». Se procuras a verdade, segue o caminho; porque o caminho é também a verdade; ele é o teu destino e o teu percurso. Não é por outra coisa que vais a outra coisa; não é por outra coisa que vens a Cristo: é por Cristo que vens a Cristo. E como vais a Cristo por Cristo? Vais ao Cristo Deus pelo Cristo homem; pelo Verbo feito carne, vais ao Verbo que estava, no começo, em Deus; por aquilo que o homem comeu àquilo que os anjos comem todos os dias’”, disse o cardeal. Caminho a seguir “Por onde queres ir? Eu sou o caminho. Para onde queres ir? Eu sou a Verdade. Onde queres permanecer? Eu sou a Vida. Todo o homem consegue compreender a Verdade e a Vida; mas nem todos encontram o Caminho. Os sábios do mundo compreendem que Deus é vida eterna e verdade cognoscível; mas o Verbo de Deus, que é Verdade e Vida junto ao Pai, fez-se caminho ao assumir a natureza humana. Caminha contemplando a sua humildade e chegarás até Deus”, argumentou o cardeal citando Santo Agostinho, no texto dosTratados sobre o Evangelho de São João. Recordando as meditações de Papa Francisco, o cardeal Steiner refletiu sobre os caminhos que seguimos que podem não nos levar ao céu, como “os caminhos da mundanidade, os caminhos da autoafirmação, os caminhos do poder”. Ele também apresentou o caminho de Jesus, que é o “caminho do amor humilde, da oração, da mansidão, da confiança, do serviço aos outros”. O caminho de Jesus coloca o próprio Mestre como protagonista de nossas vidas e levanta duas questões abordadas por Papa Francisco: “Jesus, o que achas desta minha escolha? O que farias nesta situação, com estas pessoas?”. (cf. Regina Coeli, 10/05/ 2020) “Jesus que hoje nos consola como caminho, desperta em nós o desejo de sermos caminho de presença misericordiosa, transformadora, curadora, sanadora no meio dos mais necessitados. Ele-caminho, nos leva ao encontro dos famintos e necessitados de justiça. Ele-caminho, nos conduz ao encontro da verdade, a verdade de nossas relações, a verdade das notícias, a verdade que nos deixa ver a bondade, o amor que nos guia. Ele-caminho, nos leva a superar o modo agressivo de viver, de matar, de caluniar. Ele-caminho, nos leva a superação de um estilo de vida de consumismo, de hedonismo, para o encontro com irmãos e irmãs na diferença.”, explicou o arcebispo. Ver o Pai O pedido de Felipe a Jesus para ver o Pai demonstra que ele “não havia percebido que na presença consoladora e misericordiosa de Jesus era visível o Pai”. Dom Leonardo explicou que “no modo de Jesus estava vivo o Pai”, a nitidez dessa revelação acontece no alívio das dores, reconforto dos desolados, na reinserção na vida religiosa e social dos afastados e descartados pela lepra, no despertar à vida dos desconsolados “Ensinava o cuidado do Pai nos pássaros do céu, na beleza dos lírios do campo. Nele tudo falava e fazia ver o Pai e Felipe não via, “Quem me viu, viu o Pai”. Na sua bondade, na sua cordialidade, na sua gratuidade, na sua amabilidade, na sua amorosidade, na sua singeleza, simpatia, na sua doação, no consolo, Felipe ainda não havia se dado conta que no Filho estava o Pai. Pois quem vê o Filho vê o Pai.” Partilha e fraternidade Na segunda leitura, o cardeal destacou que o “modo de Jesus viver, de se relacionar e de estar entre as pessoas” e a relação com o Pai, deveria despertar os discípulos “para conhecerem a Jesus e nele ver o Pai”. Na primeira, a uma certa divisão na comunidade aponto para necessidade dos discípulos de realizar a “escuta e a oração em comunidade”. Delas é possível reconstruir a “comunhão” e “o bem para toda a comunidade”, pois “como comunidade de discípulos missionários e discípulas missionárias, somos animados a realizar as obras da partilha, da fraternidade”. “Ao lermos, meditarmos e a Palavra de Deus morando em nós, vamos vendo Jesus e em vendo Jesus vemos o Pai. E em vendo a Jesus e o Pai, somos guiados, fortalecidos pelo Espírito Santo. Jesus nos prometeu uma morada, que é a morada da Trindade, que caminhemos com alegria e esperança ao encontro da morada definitiva”, finalizou o cardeal.