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Pastoral da Saúde Regional Norte 1 celebra o Dia Mundial do Enfermo

No dia 11 de fevereiro de 2026, a Pastoral da Saúde do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) celebrou o XXXIV Dia Mundial do Enfermo. Diversas paróquias, áreas missionárias, comunidades e hospitais das dioceses, prelazias e da Arquidiocese de Manaus realizaram missas, visitas, palestras e celebração em alusão as campanhas de conscientização. A data, instituído por São João Paulo II em homenagem a Nossa Senhora de Lourdes, foi marcada por momentos de carinho, amor e esperança aos irmãos e irmãs enfermos nos hospitais e nas residências. O Papa Leão XIV recordou que o cuidado com os enfermos é fundamentado na parábola do bom samaritano, no qual o evangelista Lucas convida a olhar o outro com compaixão. Esse olhar compassivo, conduz cada agente de pastoral a aproximar-se e cuidar do outro. Isto quer dizer que, o estilo de vida cristão, baseado no nosso vínculo de amor com Deus, compreende esta “dimensão fraterna, ‘samaritana’, inclusiva, corajosa, comprometida e solidária”. A missão do cuidado Na Prelazia de Tefé, aconteceu a missa dos enfermos na Catedral de Santa Teresa D´Ávila e visita ao Hospital Regional de Tefé. O diretor, Dr. Alain Carvalho, expressou a honra de receber a coordenadora da Pastoral da Saúde da Prelazia de Tefé, Sra. Edyana Vieira e o Pe. Rajaomihasina Rolland, que levaram “palavras de fé, esperança e conforto aos nossos pacientes”. O responsável frisou que essas ações fortalecem a “missão de cuidar com excelência, empatia e humanidade”. “Este momento reforça a importância do cuidado integral, que vai além da assistência física. A presença espiritual e o apoio emocional contribuem significativamente para o bem-estar dos   enfermos, fortalecendo a esperança, reduzindo a ansiedade e promovendo acolhimento em um momento de fragilidade”, disse o médico. Visita aos hospitais Em Manaus, a pastoral da saúde da arquidiocese visitou o Hospital Beneficente Português do Amazonas, no centro da cidade. Em São Paulo de Olivença, na Diocese do Alto Solimões, os agentes participaram da celebração e realizaram visitas ao Hospital Municipal Dr. Joviano de Assis Silva, com o acompanhamento de Pe. Marcelo Gualberto. Além da celebração na Basílica de Santo Antônio, a Diocese de Borba contou com uma palestra em alusão as campanhas de conscientização do mês de fevereiro Roxo e Laranja, enfatizando a doação de medula óssea para tratamento da Leucemia. Este dia nos convida a acolher o sofrimento com fé, reconhecendo nele a proximidade de Cristo e a importância da solidariedade. Na Diocese de Roraima, a Pastoral da Saúde desenvolve ações de acompanhamento espiritual e apoio às pessoas enfermas e às suas famílias. Segundo Jivaneide Barbosa, coordenadora da Pastoral da Saúde, o trabalho é realizado de forma contínua, o que permite levar conforto ao enfermo e às suas famílias, pois “quando há um doente em casa, não é somente ele que fica fragilizado, mas toda a família e os cuidadores também são abalados emocionalmente” As campanhas de conscientização Segundo o site do Governo Federal, durante este mês, as cores roxa e laranja são utilizadas em diversos meios de comunicação com o objetivo de atentar para a conscientização e combate de algumas doenças. A cor roxa foi escolhida para a conscientização do Lúpus, da Fibromialgia e do Mal de Alzheimer. Já a cor laranja foi incluída na campanha para conscientizar um dos tipos mais graves de câncer, a Leucemia, ela frisa a importância da doação de medula óssea, pois a cada cem mil pacientes, apenas um doador é compatível. O Lúpus é caracterizado como um distúrbio crônico que faz com que o organismo produza mais anticorpos que o necessário para manter o organismo em pleno funcionamento. Os anticorpos em excesso passam a atacar o organismo, causando inflamações nos rins, pulmões, pele e articulações. Segundo o Ministério da Saúde, o Lúpus Sistêmico (Les) é a forma mais séria da doença e a mais comum, afetando aproximadamente 70% dos pacientes com Lúpus. A doença afeta principalmente mulheres, sendo 9 em 10 pacientes com o risco mais elevado durante a idade fértil. Já a Fibromialgia ataca especificamente as articulações, causando dores por todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca cansaço excessivo, alterações no sono, ansiedade e depressão. A doença pode aparecer depois de eventos graves como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção. O motivo pelo qual pessoas desenvolvem a doença ainda é desconhecido. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) calcula que a fibromialgia afeta cerca de 3% da população. De cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres. O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social. Com o passar do tempo, ela também interfere no comportamento e personalidade da pessoa, causando consequências como a perda de memória. O Alzheimer é a causa mais comum de demência – um grupo de distúrbios cerebrais que causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas têm a doença de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). A Leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente, de origem desconhecida. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que em 2019 a leucemia teve mais de 10 mil novos casos. Os sintomas incluem anemia, palidez, sonolência, fadiga, palpitação, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos, bem como gânglios linfáticos inchados, perda de peso, febre e dores nas articulações e ossos. Informações e fotos: Pastoral da Saúde Regional Norte 1 Fontes: https://www.gov.br/cetene/pt-br/assuntos/noticias/campanha-fevereiro-roxo-e-laranja https://www.monteroraimafm.com.br/noticia/dia-mundial-do-enfermo-pastoral-da-saude-leva-acolhimento-e-conforto-espiritual-na-diocese-de-roraima

Rede um Grito Pela Vida realiza ação sobre o Tráfico de pessoas em Manaus

A Rede um Grito Pela Vida realizou no dia 10 de fevereiro, uma ação de intervenção social sobre o tráfico de pessoas, no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida, no centro de Manaus. A iniciativa recorda a memória de Santa Josefina Bakhita, comemorada no último dia 08, e colabora com as iniciativas nacionais da Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH-CNBB), que articula ações de prevenção e incidência políticas para o enfrentamento ao tráfico de pessoas no Brasil.  O núcleo de Manaus da articulação intercongregacional da Conferência de Religiosos/as do Brasil (CRB), composta por religiosos e leigos, organizou as atividades em parceria com a Congregação do Santíssimo Redentor (C.Ss.R.). Durante as celebrações da tradicional novena em hora a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, os celebrantes refletiram sobre o tráfico de pessoas, em cada uma das celebrações. Essa sensibilização contribui para que os fiéis tivessem interesse pelo material e conversar sobre a realidade desse crime. Na ocasião, foram distribuídos 4.500 panfletos de material pedagógico disponibilizado gratuitamente pela Rede Um Grito Pela Vida. O grupo garantiu a presença permanente entre 06h e 18h, com a divisão de todas as integrantes em equipes em cada um dos horários. As intervenções pautaram os relatos de desaparecimento de crianças e adolescentes, assédios via internet, trabalho escravo e a exploração sexual. Além disso, a Rádio Rio Mar colaborou com duas entradas ao vivo em momentos distintos, dando visibilidade a ação. Informações e imagens: Rede um grito pela Vida (Núcleo Manaus).

Arquidiocese de Manaus realiza Coletiva de Imprensa da Campanha da Fraternidade 2026

A Arquidiocese de Manaus realizou, nesta terça-feira, 10 de fevereiro, uma coletiva de imprensa para apresentar o tema da Campanha da Fraternidade 2026, no Auditório Mãe Paula, na Cúria Metropolitana de Manaus. O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), destacou que a campanha acontece no período da Quaresma, que “é tempo de conversão” e “mudança de vida”. A CF está inserida em um tempo litúrgico muito importante na igreja, “onde olhamos para Jesus crucificado-ressuscitado e percebemos as mudanças necessárias”, explicou o cardeal. Esse apelo à conversão alcança a dimensão social, como insistia São João Paulo II e a ecológica enfatizada por Papa Francisco. “Devagarinho vamos abrindo o leque da necessidade de transformações, não apenas na vida pessoal, mas na vida social, na vida das nossas relações e por que não dizer também a conversão necessária dentro da nossa casa comum”, disse o cardeal. Tema e lema da CF 2026 A Campanha da Fraternidade 2026 tem como tema “Fraternidade e Moradia” e o “Ele veio morar entre nós” (João 1,14). O cardeal recordou que ao rezarmos o anúncio do anjo do Senhor a Maria, na terceira invocação, “recordamos esse mistério da presença de Deus no meio de nós”. Essa temática da moradia convida os fiéis a reconhecer em cada irmão e irmã a presença de Cristo e a necessidade de condições de vida digna para todos. O arcebispo reconheceu o esforço dos governos para a construção de moradias, mas que essa realidade ainda não alcança a todos. Nesse horizonte, a Igreja colabora indo ao encontro “os irmãos e irmãs que moram nas nossas ruas, fazem das ruas a morada” com acolhimento “para que eles possam ter a dignidade necessária”. Além disso, é fundamental que a moradia digna seja compreendida também com os espaços “onde aconteça educação, onde aconteça cultura, onde aconteça o esporte”. “No tempo da campanha da fraternidade, nós queremos rezar, queremos meditar, porque não discutir a questão da moradia. Sempre pensando que o habitar é o importante. As pessoas se sentirem em casa, mas se sentirem em casa com dignidade, porque todos são filhos e filhas de Deus. Então, que a campanha da fraternidade deste ano nos ajude a compreender a necessidade de todos terem a sua casa”. A realidade habitacional em Manaus A coletiva também abordou a questão habitacional na cidade de Manaus. Ir. Rosanna Marchetti (MDI/PIME), da Coordenação de Pastoral da Arquidiocese de Manaus, recordou que a capital ocupa a 4ª posição das cidades com realidade de favela. Segundo ela, o tema da CF estimula “ações concretas de proximidade para com estas famílias que vivem em situações precárias”. Outro ponto apresentado pela irmã, foram as ações da Defensoria Pública de entrega do título de proprietários de alguns terrenos na cidade para “pessoas que têm uma casa, mesmo que precária”. O título possibilita a melhoria de vida e da própria moradia, citando o capítulo 2 do texto base, Ir. Rosanna, destacou a aproximação do tema “com a nossa fé”: “Ele veio morar entre nós. Jesus também mora. Foi alguém que veio ao mundo e não tinha moradia, fez esta experiência. E a questão da casa é um espaço de relações, um espaço de vivência de fé. E lá nós lembramos os atos dos apóstolos, onde as primeiras comunidades se encontravam nas casas. Então, este tema nos ajuda a refletir em vários aspectos, a dimensão social, a dimensão da fé, para poder escolher ações concretas para abordar esta temática”. Expectativa da população  O Sr. Carlos Lacerda, do Projeto Cachoeira Grande, esteve na coletiva e apresentou a situação vivida pelas famílias que representa, agradecendo a Arquidiocese de Manaus pela temática da moradia. Ele representa os moradores da Alameda Pico das Águas, no bairro São Geraldo, que foram retiradas da região para as obras de requalificação urbanística nas margens do igarapé da Cachoeira Grande e da comunidade Arthur Bernardes, no bairro São Jorge, vítimas de um incêndio em 2012. Os moradores aguardam a 13 anos a entrega de unidades habitacionais. Muitas dessas famílias recebem o aluguel social, mas o alto custo dos aluguéis na cidade dificulta a qualidade de vida. Segundo Carlos, há uma possibilidade que as obras no local comecem esse ano com a construção de “520 apartamentos, sendo 260 apartamentos na Kako Caminha, que é no bairro São Geraldo, e 260 na Arthur Bernardes”. “Hoje em dia, a gente vê muitas pessoas na rua que não têm uma moradia digna. Essas pessoas precisam de uma moradia para se esconder da chuva, do sol. Então nós temos que lutar por esse tipo de moradia para as pessoas, porque as pessoas também hoje em dia não podem, não aguentam mais pagar aluguel”, relatou o represente do projeto Cachoeira Grande. A sensibilidade pastoral da Igreja Pe. Geraldo Bendham, Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Manaus, apontou que a Igreja tem grande sensibilidade e solidariedade pastoral com as pessoas sem moradia, e o tema da campanha é reflexo disso. Ao citar a questão da moradia na cidade, ele recorreu a duas situações muito significativas para o processo de ocupação da cidade: a extinta cidade flutuante e o advento da Zona franca de Manaus. Na primeira, a grave questão sanitária das moradias “em cima do rio, nos flutuantes”, e a segunda com a “ocupação desordenada por todos os lugares”. O coordenador pastoral ressaltou que os governos não conseguiram acompanhar esses processos de ocupação, o que ocasiona num grande número de pessoas desassistidas pelo poder público. Diferente da presença da Igreja, que acompanha as dinâmicas das “pessoas que não têm casa ou aqueles que estão na rua”. Quanto a situação dos moradores que aguardam as casas nos bairros São Geraldo e São Jorge, Pe. Geraldo expressou que é um grande descaso com as famílias. “É uma vergonha. Mais de 11 anos, dinheiro do banco, licitação. É um governo descomprometido com a casa da família, porque moradia está ligado diretamente com a família. Um lar, uma casa, um…
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Arquidiocese de Manaus ordena presbítero Michel Carlos da Silva

Com imensa alegria, a Arquidiocese de Manaus e a Paróquia do Bom Pastor de Manhuaçu – MG celebraram a Ordenação Presbiteral de Michel Carlos da Silva, pela imposição das mãos do Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus. A celebração, na manhã deste domingo, 8 de fevereiro, contou com a presença dos bispos auxiliares de Manaus, Dom Samuel Ferreira e Dom Zenildo Lima; Pe. Matheus Marques, em comunhão com todo o clero, com seus pais, Aparecida dos Anjos da Silva e Adão Antônio da Silva, e o povo de Deus. O novo padre escolheu como lema “Por causa da Tua palavra, lançarei as redes.” (Lc 5,5). A escolha reflete a caminhada vocacional trilhada por Pe. Michel Carlos e a dedicação com que abraça o serviço missionário na Igreja da Amazônia. Por mensagem, ele destacou que é “com grande alegria que agora retorno para a Arquidiocese para juntos abraçarmos cada vez mais a missão dentro das nossas realidades”. Encontro com a realidade amazônica Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, realçou que a ordenação presbiteral de Pe. Michel Carlos foi “um acontecimento muito marcante e muito importante para a vida da nossa Igreja de Manaus”. Ele destacou que a trajetória vocacional de Pe. Michel Carlos nasce com o acompanhamento da Congregação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora, que também atuam na Arquidiocese. E dentro desse processo formativo, o novo padre realizou uma etapa chamada de tirocínio pastoral de vivência missionária em Manaus. “Foi justamente a partir dessa experiência, que podemos chamar de experiência de encontro do Michel Carlos com a nossa realidade amazônica, que suscitou no coração dele um desejo missionário de dedicar a sua vida a um serviço ministerial para os povos ribeirinhos, para os povos indígenas, e para os pobres das periferias de um grande centro urbano”, explicou o bispo. Pautado em Jesus, o Bom Pastor O Padre Michel Carlos ao se apresentar para a nossa Igreja de Manaus, com essa proposta de experiência, foi acolhido no Seminário Arquidiocesano São José, onde completou o seu acompanhamento no processo formativo. Ele também cursou a Teologia na Faculdade Católica do Amazonas. Nesse período, segundo as palavras de Dom Zenildo, era nítido para os formadores do Seminário São José “a consistência da vocação do Padre Michel para o serviço ministerial” na Igreja de Manaus. “Um modelo de presbitério pautado na Evangelização, seja nas suas reflexões, seja na sua elaboração teológica e seja no seu comprometimento pastoral, o padre Michel logo se identificou com aquela que é a identidade de um presbítero que a gente pensa para esta região amazônica, capaz de dialogar, capaz de reconhecer a centralidade das comunidades eclesiais, capaz de acompanhar os grandes temas que fazem parte da realidade dessa nossa região e uma espiritualidade muito pautada na pessoa de Jesus, o Bom Pastor”, destacou. Palavra de Deus e Vida Comunitária Em suas palavras de agradecimento ao final da celebração, Pe. Michel Carlos destacou que sua vocação sacerdotal se alimenta da Palavra de Deus e da experiência comunitária. E justamente a partir daquela comunidade e da Palavra partilhada naquele lugar, ele se dispôs a lançar as redes em águas mais profundas. Dom Zenildo Lima reforçou a importância de “termos um presbítero do clero diocesano bastante comprometido com esta própria realidade”. A ordenação de Pe. Michel Carlos é importante tanto para a nossa igreja de Manaus, quanto para nosso Regional Norte 1 CNBB e para o Seminário Arquidiocesano. Ela intensifica que “a nossa realidade se apresente como um apelo missionário” e “tenha ressonância na vida vocacional de pessoas de outras regiões”. Além disso, Dom Zenildo sublinhou a importância de mais um presbítero para compor “esse grande presbitério regional que é a soma dos presbitérios diocesanos das nossas igrejas locais” com a sensibilidade de abarcar as necessidades do povo de Deus na construção do Reino de Deus. “Uma inspiração vocacional que tem esta compaixão pelo povo de Deus, das realidades ribeirinhas, das populações indígenas. Em tempos em que a formação presbiteral se vê desafiada a superar todo o modelo de autorreferencialidade, a superar todo o modelo pautado por um clericalismo. Ordenar um presbítero com esta sensibilidade, com este coração de pastor é realmente algo muito significativo para a Igreja de Manaus, para a Igreja do Regional e para o nosso Seminário São José”, frisou Dom Zenildo. Confiança no caminho sinodal Desde 2023, Pe. Michel colabora com as atividades de Evangelização na Área Missionária São João Paulo II, no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. A região tem grande densidade populacional, e o pároco, Pe. Matheus Marques, explicou que nesse período de convivência diária com o novo padre foi possível “perceber o caminho de discernimento vocacional”. Esse caminho, é marcado por um crescente envolvimento com a igreja local e as comunidades onde atua. “A gente está muito feliz de poder ter ordenado o Padre Michel, desde aqui da sua terra, em Manhuaçu, para a Igreja de Manaus, naquela expectativa e na confiança de que vai poder contribuir muito com a nossa Evangelização na nossa igreja, de modo sinodal, a partir da missão, participação e comunhão”, finalizou Pe. Matheus Marques. Fotos: Reprodução da internet

Bispos do Regional Norte 1 da CNBB incentivam mobilização no combate ao Tráfico de Pessoas

Os bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) incentivam as iniciativas da Rede um grito pela vida no combate e na prevenção ao tráfico de pessoas. A articulação intercongregacional da Conferência de Religiosos/as do Brasil (CRB), composta por religiosos e leigos, atua em sintonia com Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH-CNBB), que articula ações de prevenção e incidência políticas para o enfrentamento ao tráfico de pessoas no Brasil. No dia 29 janeiro de 2026, o Papa Leão XVI enviou uma mensagem para o 12º Dia Mundial de Oração e Reflexão Contra o Tráfico de Pessoas, que ocorrerá no próximo domingo, 8 de fevereiro. Com o tema “A paz começa com a dignidade: um apelo global para acabar com tráfico de pessoas”, a Igreja reafirma, nas palavras do pontífice, a urgência de “enfrentar e pôr fim a este grave crime contra a humanidade”. Testemunho de fé O cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, gravou um vídeo durante o encontro anual dos bispos do regional, destacando o “belíssimo testemunho de fé” de Santa Josefina Bakhita. Ao final do encontro, que aconteceu na Diocese de Borba entre os dias 2 e 5 de fevereiro, os bispos reforçaram o apelo ao combate do tráfico de pessoas. Dados recentes divulgados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) revelam que, no ano de 2025, 84 mil pessoas desapareceram no Brasil. O país registrou ainda 23.919 desaparecimentos de crianças e adolescentes no mesmo período. Embora nem todo desaparecimento tenha relação direta com o tráfico de pessoas, esses números compõem o cenário de risco e exploração que as redes de apoio e enfrentamento lidam diariamente. Embaixadores da Esperança As iniciativas regionais buscam sensibilizar a sociedade e incentivar que cada pessoa se torne um “Embaixador da Esperança” em seu contexto local. A Comissão sugere as seguintes frentes de atuação: Você pode ler a mensagem de Sua Santidade o Papa Leão XIV para o 12º Dia Mundial de Oração e Reflexão Contra o Tráfico de Pessoas na íntegra em: https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/messages/pont-messages/2026/documents/20260129-messaggio-contro-tratta.html Informações: Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano

Cardeal Steiner na Semana do Jovem Líder: “Só o amor nos realiza”

“Só o amor nos realiza, só o amor é capaz de embelezar a nossa vida, só o amor é capaz de vencer as dores, os sofrimentos, as contrariedades, as frustrações”. Foram as palavras do Cardeal Leonardo Steiner na Semana do Jovem Líder da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Manaus. O evento aconteceu de 26 a 31 de janeiro de 2026, com aproximadamente 350 jovens lideranças reunidas no Centro de Formação Maromba, no bairro Chapada. Os encontros diários aconteciam pela noite com atividades de formação, espiritualidade e fortalecimento da missão evangelizadora. Nos passos da Ampliada Nacional, os jovens da Arquidiocese de Manaus abordaram os desdobramentos pastorais da Igreja na Amazônia com tema “Pastoral da Juventude: nosso jeito de ser e fazer Igreja”. O encontro buscou reafirmar a identidade da PJ como presença viva, profética e comprometida com a realidade dos jovens, especialmente nas periferias e nos contextos amazônicos. A linha de reflexão partiu do lema da Campanha da Fraternidade deste ano “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). Os participantes aprofundaram a espiritualidade da encarnação, por meio do reconhecimento da presença de Jesus que caminha com a juventude em suas lutas, sonhos e desafios. A proposta da semana é formar líderes que unam a vida de fé, oração e ação, na igreja e na sociedade, fortalecendo uma juventude protagonista, missionária e comprometida com a construção do Reino de Deus. O modo de ser de Jesus O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), participou do momento de oração da penúltima noite (30). O arcebispo agradeceu aos jovens pelo interesse em conhecer e aprofundar o significado de viver o Evangelho de Jesus e o seu modo de ser. Além disso, ele reforçou que mesmo com 75 anos de idade, é necessário permanecer na busca de compreender a grandeza de ser chamados por Jesus. Steiner recordou que Santo Agostinho, comentado o texto bíblico do Evangelho, diz que “amar a Deus é o máximo que podemos fazer”. Essa perspectiva de “amar de todo o coração, de toda a alma, com todo entendimento” significa “toda a nossa pessoa amando a Deus”, explicou. E na totalidade de cada um e cada uma apresentar-se disponível e cordial para amar a Deus e “nos deixarmos ser amados por Ele” como também esclarece Santo Agostinho. “Muitas vezes pensamos que nós amamos a Deus, esquecemos que Ele nos amou primeiro. Não diz São João? Então, esse pensamento não é um pensamento. Esse modo nosso de viver que pode nos ajudar demais. Porque o que existe de mais próprio no humano é o amor. Então, amar a Deus de todo o coração, por inteiros, todo inteiros, completamente voltados para a receptividade de um amor. E depois dizia, amar o irmão”, completou o cardeal. Amar a si mesmo Ao retomar as palavras do santo sobre o amor aos irmãos, o cardeal Steiner reforça a ideia da impossibilidade do ser humano de não amar a sim mesmo. Ele explicou que o que acontece é que às vezes a pessoa “se ama mal”. Por causa desse amor insuficiente por si mesmo, acaba não conseguindo amar o irmão e ir ao encontro do outro. “Se ama a si mesmo, é uma pessoa disponível, uma pessoa generosa, é uma pessoa que sai ao encontro, uma pessoa que sempre quer caminhar mais, quer entender mais, abrir horizontes, buscar sentido de vida. Isso é amar a si mesmo. Agora, desse jeito, amar o outro. É nesse modo de amar a Deus e amar o outro, Que nós cada vez mais nos amamos a nós mesmos. Mas para podermos amar ainda mais, estar na receptividade do amor”, esclareceu o arcebispo. O amor transforma a sociedade  A realização humana passa pela compreensão do amor como uma possibilidade de transformar a sociedade. O arcebispo citou que “uma pessoa pode ter perdido tudo, mas se não perder o amor, se refaz completamente”. Isto expressa a necessidade de aprofundar o horizonte da fé “a partir do amor.  “A partir desse amor é que transformaremos a sociedade. E a nossa sociedade está mais do que necessitada de uma transformação. Seja na política, seja na justiça, seja na fraternidade, em todos os âmbitos. E nós podemos ajudar nessa transformação. Aliás, Nós temos obrigação de ajudar, se realmente queremos amar a Deus e o próximo nos amando a nós mesmos”, reforçou o cardeal. Nessa perspectiva, o arcebispo convidou os jovens a fazer a caminhada da Igreja de Manaus pautada pela presença “na comunidade em que cada um, cada uma está”. De maneira que todos possam dizer que “vale a pena seguir Jesus”, porque “ele dá sentido a toda a nossa vida”. E finalizou reforçando o agradecimento pela presença dos jovens convidando-os a caminhar “todos juntos” para que a Igreja de Manaus “continue a ser uma igreja viva, missionária, profética e samaritana”. Renovar a juventude Um dos Coordenadores Arquidiocesanos da PJ, Gabriel Felipe Gama (28) da comunidade Sagrada do Coração de Jesus, da Paróquia de São Bento, setor Padre Pedro Vignola, falou um pouco sobre o evento. Ele destacou que a programação faz parte do itinerário formativo da PJ.  Segundo Gabriel, os momentos de oração, estudo da identidade da Pastoral da Juventude, partilhas de experiências, oficinas formativas e vivências comunitárias, fortalecem a comunhão entre os jovens da Arquidiocese. Gabriel, como você acha que esse tema que a semana vem trabalhando ao longo dessa semana do Jovem Líder dialoga com a missão evangelizadora da igreja na Amazônia? Esse tema foi pensado por todo o coletivo da CAPJ, em iluminação junto com o tema da Assembleia da PJ Nacional, né? mas a gente sempre puxa para o nosso lado amazônico. Então, o nosso tema é Pastoral da Juventude, nosso jeito de ser e fazer igreja. E a gente queria mostrar para a juventude da Amazônia como nós fazemos a igreja, como a juventude se participa da igreja, se expressa dentro da igreja. Então, é essa mais ou menos a ideia do nosso…
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Celebração na Basílica de Santo Antônio marca abertura do Encontro dos Bispos do Regional Norte 1

A Diocese de Borba acolhe, entre os dias 2 e 5 de fevereiro, o Encontro Anual dos Bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). A abertura aconteceu na Basílica de Santo Antônio, no município de Borba, no Amazonas. O evento reúne os bispos da região para momentos de escuta, reflexão, partilha e definição de encaminhamentos pastorais, fortalecendo a comunhão episcopal e a missão evangelizadora da Igreja na Amazônia. O cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo metropolitano de Manaus e presidente do regional, presidiu a missa de abertura do encontro na noite de ontem, 2 de fevereiro. Entre os bispos presentes estavam Dom Zenildo Luiz Pereira, da Diocese de Borba; Dom Vanthuy Neto, da Diocese de São Gabriel da Cachoeira; Dom Evaristo Spengler, da Diocese de Roraima; Dom Marcos Piatek, da Diocese de Coari; Dom Adolfo Zon, da Diocese do Alto Solimões; Dom Edmilson Tadeu Canavarros, da Prelazia de Itacoatiara. Além de Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins e o emérito Dom Giuliano Frigenni e os três bispos auxiliares de Manaus, Dom Zenildo Lima, Dom Joaquim Hudson e Dom Samuel Ferreira. Manifestação do amor de Deus A celebração contou com a bênção das velas, num gesto simbólico que recorda Cristo como Luz do Mundo e ilumina o caminho da Igreja em sua missão pastoral. Em sua homilia, o cardeal Leonardo Steiner destacou a revelação de Jesus como manifestação do amor de Deus. Essa mesma revelação esteve presente no Evangelho de Lucas, refletido pelo arcebispo ao recordar que “assim serão revelados os pensamentos de muitos corações”. O presidente ressaltou que o Senhor se apresenta na simplicidade, e que a pequenez é dom de Deus, no qual a festa da luz manifesta o Seu amor. Nesse contexto, o encontro assume também um caráter festivo ao celebrar a Vida Consagrada, entendida como revelação de Deus presente no meio do povo. Essa confirmação encontra fundamento na Sagrada Escritura, pois é pela Palavra tudo foi feito, reafirmando a centralidade de Cristo na vida e na missão da Igreja. Compromisso pastoral Nesse horizonte, o Encontro dos Bispos do Regional Norte 1 sela uma caminhada eclesial marcada pelo mistério do encontro com o Senhor que é a luz que conduz ao Pai. Como expressão concreta desse compromisso pastoral, os bispos estarão presentes nas comunidades eclesiais missionárias, fortalecendo a unidade do clero com cada uma das Igrejas locais. O Encontro dos Bispos acontece anualmente em uma das dioceses ou prelazias do regional. Esse revezamento entre as diversas realidades pastorais da Igreja na Amazônia estimula a criatividade para buscar novos caminhos para a Evangelização no território amazônico. Por isso, a troca de experiências entre os bispos fortalece a colegialidade e a comunhão, sempre pautados na pessoa de Jesus Cristo Crucificado-ressuscitado que ilumina o caminho do povo de Deus na construção do Reino. Colaboração e fotos: Pascom Diocese de Borba

Seminaristas do Regional Norte 1 finalizam participação na Experiência Missionária Nacional

Os seminaristas do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), concluíram sua participação na 2ª Experiência Vocacional-Missionária Nacional. Realizado em Palmas (TO), o evento reuniu seminaristas de diversas regiões do país para um período de formação e vivência missionária e encerrou no sábado, 24 de janeiro. Representaram o Regional os seminaristas Adrian Francescoli, do 4º ano de Teologia, da Diocese de Parintins; Geovane Batista e Arlison Malaquias, do 3º ano de Teologia; e Fernando Levati, do 4º ano de Teologia, ambos da Arquidiocese de Manaus. No dia 13 de janeiro, Dom Pedro Brito, Arcebispo Metropolitano de Palmas, acolheu os missionários. O arcebispo desafiou os seminaristas a estarem atentos à realidade e disponíveis para a missão. Dom Wellington Queiroz, bispo de Cristalândia, apresentou a realidade eclesial e geográfica do Regional Norte 3. Ele interpelou uma abertura sincera dos participantes diante das realidades do regional. Foto: Acervo pessoal Fernando Levati. Corações disponíveis O Padre Rafael Lopez, secretário nacional da Pontifícia União Missionária (PUM), apresentou o Programa Missionário Nacional. Com intuito de refletir sobre a vida missionária da Igreja no Brasil, destacando a necessidade de vivência do concreta do programa nas dioceses e casas de formação. Pela tarde, Frei Felipe da Cruz, OSA, conduziu uma reflexão sobre a missão à luz da Sagrada Escritura e da Cristologia. Ele recordou que “a missão não é um apêndice, mas natureza da Igreja”, ou seja, uma dimensão constitutiva da identidade eclesial. No segundo dia (14), o Pe. Rafael Lopez abordou a perspectiva da ação do Espírito Santo como protagonista da Evangelização. Ele explicou que desde Pentecostes até os dias atuais, é o Espírito que impulsiona, guia, fortalece e capacita os missionários para o anúncio do Evangelho em todas as situações e culturas. Além disso, Dom Giuseppe Andreozzi, Bispo de Grajaú, ofereceu uma catequese sobre a espiritualidade da missão, com orientações práticas para “ser missão” e para cultivar a vida de oração. Novas realidades pastorais Entre os dias 15 e 22 de janeiro, os seminaristas se dividiram entre diferentes realidades pastorais do Regional Norte 3. Fernando Levati atuou no município de Aparecida do Rio Negro, na Arquidiocese de Palmas; Arlison Lima desenvolveu sua missão na Prelazia de São Félix do Araguaia; Geovane Batista esteve em São Félix do Tocantins; e Adrian Gomes realizou sua experiência missionária no município de Mateiros, também na Arquidiocese de Palmas. O seminarista Fernando Levati partilhou suas percepções sobre a missão vivida: “Ao visitar as casas, celebrar com as comunidades e escutar as histórias de fé do povo, compreendi que a missão se realiza no encontro fraterno, onde partilhamos não apenas palavras, mas a própria vida. Foi uma experiência que renovou em mim o desejo de ser pastor próximo do povo, capaz de reconhecer em cada rosto a presença viva de Cristo. Voltei com a certeza de que a missão não é algo que fazemos sozinhos, mas que se constrói na comunhão e no caminhar junto com o povo de Deus.” Foto: Acervo pessoal Fernando Levati. Experiência única e desafiadora O seminarista Adrian Francescoli, da Diocese de Parintins, também compartilhou um pouco de sua experiência na Região de Mateiros. Os missionários iniciaram o percurso no dia 16 “entre asfalto e terra” num percurso muito longo passando cidades e vilarejos. “Saímos de Palmas às 18h e chegamos em Mateiros às 22h45. Uma experiência única e desafiadora”, destacou o seminarista. “Mateiros é conhecido como a porta de entrada para o Jalapão, que é famosa por seus atrativos turísticos e pelo comércio artesanal do Capim Dourado, bastante conhecido também. Essa região fica ao sudeste de Tocantins, aproximadamente 300 a 320km de Palmas, que é a capital. Essa região recebe esse nome por conta dos animais, dos veados mateiros, que é muito comum na região”, explicou o Adrian. Foto: Acervo pessoal Adrian Francescoli. Aprender com as pessoas O seminarista também partilhou que no dia 17 participou da Celebração da Festa de São Sebastião em uma fazenda distante “50, 60 quilômetros da sede de Mateiros”. Na ocasião, conheceu as famílias que residem na fazenda, os trabalhadores e algumas pessoas da região. Pela manhã, dia 18, ele participou da celebração dominical na matriz paroquial, onde aconteceu a despedida de uma irmã e envio de dois missionários para uma outra comunidade. “Estamos em um período chuvoso aqui na região, então as estradas também têm um difícil acesso. Quando chove, o desafio de chegar a certos lugares é grande, porque a estrada fica encharcada e esse é um desafio que também se enfrenta missão, mas é algo importante, algo muito prazeroso para uma experiência missionária de uma região diferente da nossa, que a maioria dos caminhos é por estrada mesmo, então é uma experiência, uma experiência muito boa, muito rica, muito positiva, crescimento vocacional e aprendendo com as pessoas da região, aprendendo um pouco a partir das realidades que nos é apresentado no dia a dia” enfatizou Adrian. Foto: Acervo pessoal Adrian Francescoli. Fé e acolhimento Por mensagem, o seminarista Geovane Batista contou que durante a missão visitaram as famílias, com partilharam momentos de “vida, cultura e fé”. Além disso, ele destacou que celebrar a Palavra de Deus nas comunidades “fortalece “os laços de comunhão e a vivência eclesial”. Para Geovane, essa experiência missionária ultrapassa o limite da etapa formativa contribui para o amadurecimento do caminho vocacional em direção ao ministério ordenado. “Fui designado para viver a missão na Paróquia Imaculada Conceição, no município de São Félix do Tocantins, que atende cinco comunidades situadas ao redor da cidade. O acesso a essas comunidades é desafiador, especialmente no período chuvoso, devido às estradas de chão. Contudo, tais dificuldades não impediram a vivência missionária junto ao povo, marcado por profunda fé e grande acolhida”, explicou Geovane. Foto: Acervo pessoal Geovane Batista. A participação dos seminaristas do regional nessa experiência demonstra o compromisso missionário das Igrejas Particulares amazônicas com a formação integral dos seminaristas. Por fim, Fernado Levati destacou que “esta experiência proporcionou aos formandos o contato direto com diferentes realidades eclesiais do Brasil, ampliando horizontes e…
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Dom Zenildo Lima: “convidados por Jesus a participar da sua missão”

Na manhã deste domingo, 25 de janeiro de 2026, Dom Zenildo Lima da Silva, bispo auxiliar de Manaus presidiu a celebração do 3° Domingo do Tempo Comum, às 7h30, na Catedral Metropolitana de Manaus. O bispo iniciou sua homilia dizendo que a Palavra de Deus “sempre nos envolve como participantes dos acontecimentos da vida de Jesus“. Este envolvimento transmitido pela liturgia deste domingo faz com que nos sintamos “convidados por Jesus a participar da sua missão”. “A atuação de Jesus alcança a nossa vida, nos liberta, nos transforma. A atuação de Jesus nos envolve e nos faz participantes dos seus gestos que alcançam outros e promovem também libertação”, explicou Dom Zenildo. A experiência da humilhação Ao comentar a primeira leitura da profecia de Isaías, o bispo recordou que este mesmo trecho foi lido na noite de Natal. Na ocasião, as regiões de Zabulon e Neftali foram apresentadas como uma região humilhada e sob às trevas de onde “vai brilhar uma grande luz”. Essa ideia introduz a acolhida do menino que chegará e será a luz que ilumina as nações. Já no Tempo Comum, Dom Zenildo apontou que a leitura nos situa “numa geografia” onde Jesus começa o exercício de ministério assumido no Batismo. Em continuidade, explicou que esses dois territórios pertenciam a duas das doze tribos de Israel, e eram cobiçadas pela sua localização próxima ao Mar, que favorecia o comércio. Por essa razão, o território foi tomado pelos assírios, um episódio que remente a tantos outros onde um império decide ocupar outra região. O domínio exercido pelos assírios submeteu “o povo a uma experiência de humilhação” como relatou o profeta. “Este povo que foi humilhado. Agora é justamente nesse espaço, neste ambiente, neste território, nesta vivência humana, neste contexto de história, marcado pela humilhação, que a ação de Deus, que a intervenção de Deus, vai apresentar, vai gerar, vai possibilitar ao povo experimentar uma novidade. E de repente uma história vergonhosa e humilhante, um lugar que foi chamado até lugar dos pagãos, agora vai ser reconhecido como lugar da morada de Deus. Mais tarde, neste território, ali mesmo próximo de Cafarnaum, é onde Jesus vai se estabelecer e o lugar vai ficar conhecido como a cidade de Jesus”, enfatizou Dom Zenildo. O Projeto Salvífico do Pai Ao iniciar a liturgia com essa profecia, Isaías indica que a presença de Jesus na região “faz parte de um grande projeto salvífico do nosso Deus” que ultrapassa o acaso. Essa perspectiva é acentuada pelo evangelista Mateus, que apresenta a tomada de consciência de Jesus do ambiente ameaçador no qual se encontra, no contexto da prisão de João Batista, e mesmo assim opta pela continuidade da pregação iniciada: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. “Então somos convidados agora a esta experiência de conversão, a esta experiência do Reino. A primeira parte do Evangelho mostra Jesus situado neste lugar, situado nesta região, para fazer acontecer essas mudanças que são próprias do projeto de Deus, da proposta de Deus, da promessa de Deus. A vida, a luminosidade, a abundância, a plenitude na existência de cada homem e de cada mulher. Zabulon e Neftali pode ser o nosso território. Zabulon e Neftali pode ser pedaços de nós, pedaços da nossa história, pedaços da nossa geografia, pedaços do nosso trajeto. Zabulon e Neftali podem ser também experiências humilhantes que porventura tenhamos passado. Mas é justamente nesses lugares, nesses tempos, nestas experiências, que a presença de Jesus vai ser profundamente inovadora e provocadora de novidade”, enfatizou o bispo. Jesus potencializa tudo em nós A compreensão da segunda parte do Evangelho categoriza o convite de Jesus a “não ter medo de colocar o dedo nessas feridas”. Dom Zenildo Lima explicou que a novidade desse convite é olhar os espaços da vida e “assimilar e a transformar” as memórias e mágoas de humilhações. Por isso, ao se estabelecer em Cafarnaum, região de Zabulon e Neftali, Jesus envolve pessoas com “necessidade de sentido”, potencializando as “experiências de busca de cada homem e de cada mulher”, pois “é aquele que não apaga o pavio que ainda fumega, nem quebra a cana rachada”. “Jesus se aproxima de homens que estão pescando. É a atividade deles, é o sustento deles, é onde eles se realizam, é a experiência que eles conhecem para viver e para sustentar a própria existência. Jesus agora propõe, a partir da experiência deles, uma existência mais profunda. Venham comigo, homens que vivem de pesca. Venham comigo, pessoas que fazem da pesca a sua subsistência, a sua existência. Venham comigo, pessoas que descobriram no ato da pesca o próprio sentido. E eu vou ressignificar essa experiência de vocês. Eu vou fazer de vocês pescadores de homens. Eu vou dar sentido novo, eu vou agregar valor novo à experiência que está em vocês”, evidenciou o bispo. Ao salientar esse chamado de Jesus, o bispo sublinha que os outros dois pescadores (Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João) consertando a rede, expressam uma certa resistência para “tentar ajeitar as coisas para ficar na mesma”. No entanto, o Evangelho destaca que “imediatamente eles aceitaram esta proposta de Jesus que ressignifica a vida da gente”. Com essa atitude, o Evangelho explicita que “João Batista sai de cena, não necessariamente como ruptura, e agora a centralidade é da pessoa de Jesus” que “ressignifica as nossas buscas”. A centralidade de Jesus desfaz as divisões “Não há porque haver divisões. As divisões só existem na comunidade quando se perde a centralidade de Jesus. Paulo escreve a uma comunidade que está marcada pela divisão. É uma comunidade que está fascinada com discursos novos”, explicou Dom Zenildo sobre a segunda leitura da Carta de São Paulo aos Coríntios. Para ele, nossas comunidades se encontram dividas porque optam por tirar de foco a “existência divina que convive conosco e se coloca no centro os discursos que se fazem atrativos”. Daí a necessidade de resgatarmos o convite de “acolher a pessoa de Jesus, que dá um novo sentido a tudo” e molda um jeito de “ser e existir…
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Assembleia Regional das CEBs encerra com eleição de nova coordenação

Com o tema “CEBs: reconhecendo sua história e propondo outros horizontes” 44 representantes das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) realizaram a Assembleia Regional das CEBs, entre os dias 16 e 18 de janeiro de 2026, na Igreja São Jorge, em Manaus. A assembleia teve caráter formativo e eletivo de avaliação da caminhada das CEBs no regional e de reflexão sobre novos horizontes para sua missão evangelizadora e social. O encontro reuniu membros da Arquidiocese de Manaus, das dioceses de Alto Solimões, Borba, Parintins, Roraima e São Gabriel da Cachoeira, além das prelazias de Itacoatiara e Tefé. No sábado (17), Pe. Paolo Cugini, sistematizou uma análise de conjuntura dividida em 4 partes: 1. Reconhecer a história; 2. Características identitárias das CEBs; 3. Análise Crítica da comunidade e das CEBs; e 4. Propondo novos horizontes – conjuntura eclesial, desenvolvimento e tradição. Nova coordenação Durante o encontro, o grupo refletiu cada uma das realidades pelo exercício da memória do caminho percorrido. As intervenções partiram do cenário local de cada Igreja para o contexto Regional. Pautados pela Esperança, destacaram as conquistas alcançadas e indicaram caminhos para aprofundar a espiritualidade, a profecia, a sustentabilidade, o compromisso com os vulneráveis e cuidado com a Casa Comum à luz da Palavra de Deus. No domingo (19), foram apresentados os informes sobre a Ampliada Nacional e o 16° Intereclesial das CEBs. Na eleição, a nova equipe de coordenação assume a condução das CEBs do Regional Norte 1 com a seguinte composição: Darlene de Oliveira, da Prelazia de Itacoatiara; Magleide Roque e Maria Antônia de Oliveira, da Diocese de Roraima; Maria Eliani Pereira, da Diocese de Borba, e Suelen Cley da Silva, da Arquidiocese de Manaus. Além das articuladoras na Ampliada Nacional, Adriana Chirone, da Diocese de Roraima e Zélia Guimarães, da Arquidiocese de Manaus e a assessora regional, Irmã Paulina Lagos, da Congregação Irmãs da Sagrada Família de Spoleto.