O pão descido do céu nos une, nos reúne. O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, presidiu a celebração de Corpus Christi (4) da Arquidiocese de Manaus. A celebração eucarística expressou a profunda comunhão e dinamismo da Igreja em Manaus com a participação de inúmeros fiéis, do clero e da vida religiosa. Com o tema “Eucaristia: Pão Vivo feito morada entre nós”.
Na tarde da quinta-feira, as comunidades reuniram-se no Centro Histórico da cidade para celebrar Jesus, o Pão vivo descido do céu. O cardeal enfatizou que esse pão é o sinal profundo da presença de Deus no meio de nós. Uma presença capaz de “estar na nossa mão, de ser um conosco, de se fazer um com cada um de nós”.
“Uma presença tão apocada. Uma presença tão pequenina que nós, no momento da comunhão, estendemos a nossa mão sobre uma outra mão, como um trono, como dizia nos primeiros séculos da igreja, se dizia. E de pé é como se disséssemos a Palavra do apocalipse: ‘vem Senhor Jesus’”, explicou o cardeal.

Dar o próprio Corpo e Sangue
Em sua homilia, o arcebispo recordou que não tememos o deserto porque sabemos da presença de Deus em nosso meio como verdadeiro alimento da nossa vida. Da mesma maneira como Deus alimentou e saciou a sede do povo que caminhou no deserto. Por isso necessitamos procurar essa presença que Deus nos dá com seu próprio Corpo e Sangue.
“Como pode dar ele o seu corpo? Como pode ele dar o seu sangue? Sim, queridos irmãos, queridas irmãs, é Jesus que nos alimenta, é Jesus que nos conduz, é Jesus que nos levanta, é Jesus que nos faz caminhar. Esse pão descido do céu, esse cálice da bênção é que nos coloca todos a caminho como povo de Deus”, disse o cardeal.
Nesse caminho, somos alimentados e saciados pelo Pão da vida e assim, o deserto e o sofrimento oferecem a possibilidade de uma purificação. Esse mesmo pão descido é que nos possibilita uma profunda comunhão. E nela, “todos nós formamos o corpo do Senhor” como “visibilização de Jesus” manifestada que nos une e reúne como Igreja.

Agradecer e louvar
O cardeal enfatizou a celebração de Corpus Christi como um momento oportuno de expressarmos profunda gratidão e louvar a presença de Deus no meio de nós como pão descido do céu. Mesmo que a maioria de nossas mais de mil comunidades não tenham a presença da Eucaristia todo final de semana. Mas, se sustentam pela Palavra de Deus que “também é o corpo do Senhor”.
“Uma comunidade viva, ninguém tinha deixado a igreja, ninguém tinha ido para outra igreja, todos reunidos, todos no fim de semana, rezava o texto e a Palavra de Deus. A Palavra de Deus que dava corpo, os fazia Igreja, fazia testemunho do apoio, da fraternidade. Depois de oito anos encontrei adultos preparados já como crianças para receberem a primeira Eucaristia. A palavra de Deus que é o corpo, nos dá comunhão, nos faz ser corpo de Jesus”, disse o cardeal recordando uma visita a uma comunidade.

Padres, diáconos e ministros da Eucaristia
O presidente estendeu sua gratidão aos padres que animam as comunidades entregando o Corpo do Senhor, fazendo-as cada vez mais sinal de comunhão e libertação. Uma missão que exige humildade, assim como “Deus se faz humilde, pequeno, cabe numa mão”. Além dos diáconos e ministros da Palavra e da Eucaristia pela disponibilidade construtora de comunhão, consolo, liberdade e visibilidade ao Reino de Deus, especialmente os que visitam os doentes e idosos.
“Que coisa bonita, a nossa Igreja, indo ao encontro. Você que é ministro da Eucaristia, ministro da Eucaristia, levando Jesus aos nossos doentes, idosos. Aqueles que às vezes ajudaram a construir a comunidade, agora não podem vir. Nós é que vamos e levamos Jesus, o Pão descido do céu. Agradecer por essa disponibilidade, por levar Jesus, por anunciar Jesus como ministro da Palavra, ministra da Palavra”, expressou o arcebispo.

Ao final da celebração, o povo de Deus percorreu as ruas do Centro acompanhados pelo Santíssimo Sacramento e retornou ao palco, na avenida Eduardo Ribeiro, para bênção final.



