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Tag: Arquidiocese de Manaus

Construir pontes no diálogo: Regional Norte 1 inicia Encontro Regional de Coordenadores de Pastoral

Entre os dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, com o tema “unidos construímos pontes, no diálogo”, acontece o encontro anual dos coordenadores e coordenadoras de Pastoral do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Um momento de encontro e partilha da caminhada de cada uma das Igrejas Locais. Durante dois dias os participantes realizarão estudo, socialização e encaminhamento das questões práticas das atividades em comum. Na manhã do primeiro dia, Pe. Valdivino Araújo, da Diocese de Coari, conduziu a oração inicial. Em seguida, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, expressou que esse encontro é “desejo do regional de fazer uma caminhada” em conjunto, por isso é incentivado pelos bispos como um modo de fortalecer um caminho comum dentro de cada realidade. Essa perspectiva, contribui para a concretização do Sínodo sobre a Sinodalidade e na iluminação das novas diretrizes da ação evangelizadora da CNBB Nacional. Avanços e dificuldades Em seguida, os coordenadores dispuseram de um tempo para apresentar os avanços e dificuldades nos processos pastorais que estão em construção. A criação, organização ou ampliação de conselhos e organismos pastorais tem favorecido as dinâmicas de Evangelização, principalmente pela adesão de leigos e leigas com o apoio dos bispos. Embora haja pequena resistência em alguns pontos, o caminho do diálogo sinodal tem prevalecida e oportunizado novos horizontes. Na Diocese de Roraima, o apelo a unidade por meio da organização dos conselhos diocesanos corresponde ao caminho proposto pelo regional. A formação de novos missionários e missionárias também tem um papel fundamental pela alta rotatividade que acontece na diocese. Além de formações para fortalecimento da pastoral presbiteral, das missões nas áreas indígenas e nas áreas missionárias, alinhadas com as prioridades da diocese: iniciação a vida cristã, o decreto de proteção, e os conselhos pastorais e econômicos em todas as paróquias e a finalização do diretório sacramental. O caminho coletivo na Diocese de Coari, composta por 7 cidades, é marcado pela Assembleia Diocesana Anual. Uma das dificuldades apontadas pelo coordenador de Pastoral, Pe. Valdivino Araújo, é de realizar atividades do programa de formação a nível diocesano, que agora se dividirá nos polos de Coari e Manacapuru. Ele também destacou a força vocacional ao longo da história da diocese, mas que nos últimos anos tem enfrentado um declínio, o que ocasiona uma sobrecarga do clero. Ministerialidade O coordenador de Pastoral da Diocese de Borba, Ademir Jackson Lima, apontou a descentralização das atividades como um caminho para o desenvolvimento das atividades pastorais. Essa iniciativa, permite que mais pessoas acompanhem as formações e vivenciem as propostas pastorais trabalhadas ao longo do ano. Outro destaque feito pelo coordenador, é da importância da presença das lideranças de leigos e leigas que sustentam e colaboram com a concretização da missão. O representante da Diocese do Alto Solimões, o seminarista Leonan Barros, ressaltou que mesmo sem uma equipe de coordenação definida, o foco do trabalho pastoral diocesano é o fortalecimento da iniciação a vida cristã, a reestruturação das comunidades eclesiais de base trabalhando a ministerialidade. Além do aprofundamento do protocolo de proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis e da questão vocacional. Dinamismo A realidade amazônica impõe aos discípulos e discípulas missionários um intenso dinamismo. Durante o encontro, a palavra dinamismo foi muito utilizada, o que reverbera no comportamento pastoral assumido por cada igreja local. Os planos pastorais têm auxiliado nos desafios de articulação das bases, principalmente pelas distâncias geográficas. Pe. Geraldo Bendaham, coordenador de pastoral da Arquidiocese Manaus, apontou o forte dinamismo presente na arquidiocese, como característica que fortalece o caminho sinodal abraçado pela Igreja na Amazônia. Ele apresentou que a grande participação de leigos e leigas nas lideranças colabora para o alcance pastoral efetivo. Essa realidade é comum, e presente nas nove Igrejas, o que possibilita a articulação das atividades regionais com forte anúncio profético, missionário e eclesial sempre no horizonte da plenitude do Reino de Deus.

Steiner para 1º Domingo da Quaresma: Purificar a experiência da fé

“A tentação pode ser a purificação da experiência da fé acontecendo em nossa limitação. Ao mesmo tempo, é a experiência de, na limitação, nos abrirmos para a graça da vida nova oferecida por Jesus e que o Evangelho sempre nos aponta: a liberdade, o amor do Pai”. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner para o 1º Domingo da Quaresma. A celebração aconteceu na Catedral Metropolitana de Manaus, às 7h30 da manhã. O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispo do Brasil (CNBB Norte 1), explicou em sua homilia que o Evangelho desse domingo nos ensina que Jesus é conduzindo pelo Espírito ao deserto e “jejua quarenta dias”. O desejo do Espírito, é “prepará-lo para iniciar a missão de anunciador do Reino dos céus”. No deserto, Jesus é tentado pelo diabo, e depois dos “quarenta dias e quarenta noites” de jejum “teve fome”. A experiência da fé na condição humana Em sua reflexão, o cardeal Steiner apontou que “a tentação é a experiência da fé em nossa condição humana, na nossa situação finita, da finitude”. Para ele, essa “experiência da realidade humana”, “confrontada com a decisão da busca da vida eterna”, é “onde podemos nos deixar iluminar pela verdade do Evangelho, pela vida morte e ressurreição de Jesus”. O arcebispo enfatizou que o texto proclamado “nos fala da tentação como experiência da transparência de Jesus na relação com o Pai”. Na narrativa do Evangelho, Jesus é confrontado com três tentações. “Com a fome, com o poder e com o abandono de Deus. A tentação da fome de transformar a pedra em pão; a tentação do domínio de assumir o poder dos reinos; a tentação de não ser abandonado por Deus, sendo servido e acolhido pelos próprios anjos”. Transparência de Deus Segundo o cardeal Steiner, os 40 dias de jejum de Jesus no deserto nos ensinam que “somos sempre de novo confrontados com o que deveríamos ser: transparência de Deus”. Ele recordou que nas tentações Jesus “é asto, continente, transparência de Deus”. E que em cada uma das tentações, “Jesus vai aclarando o sentido de todas as coisas e de si mesmo com a Palavra de Deus”. “A cada tentação Jesus deixa mais evidente a sua pertença ao Pai; em cada tentação Jesus se torna mais límpido e transparente na sua relação com o Pai. Assim, Jesus sai das tentações do deserto mais forte, mais lúcido, pronto para iniciar o Reino de Deus, a Vida Nova. O Filho do Pai não é tentado pelo Pai, não tenta o Pai, mas é tentado por aquele que divide: diabo. É tentado e na tentação se reencontra como Filho no Pai”, explicou. Confronto e decisão: caminho do seguimento de Jesus Quotidianamente somos colocados diante “de tentação ou expressões de tentação”. O arcebispo explicou que essas experiências da tentação levam ao confronto e à decisão. Em suas palavras, exemplificou “O doce enfeitado que enche os olhos desperta o desejo de experimentar. A poça de água atrai a criança e suscita o impulso de tocar e ser tocada pela água. A beleza e a simpatia do homem e da mulher podem suscitar desejos”. O cardeal destacou que a “tentação pode levar ao pecado, mas não é pecado”, e que Jesus é “a medida grandiosa” da capacidade de ultrapassá-la a partir de Deus. Ele citou Santo Agostinho, que diz “que a tentação pode nos fortificar no caminho do seguimento de Jesus”. Isto é, sublinhou o arcebispo, “essa é a experiência da tentação apresentada no Evangelho de hoje: à luz da Palavra de Deus, sermos fiéis no seguimento de Jesus”. “Na aridez, no confronto com a nossa temporalidade, no deserto, nos 40 dias de nossa vida, não estamos sempre na tentação do fechamento e do enclausuramento em nossa realidade e na tentação contínua de querermos ultrapassar, transcender a nós mesmos as nossas dificuldades e tensões? Não estamos na tentação de fugir do deserto, isto é, do confronto com nossa realidade nua e crua, dura, ofegante, pesada e tentarmos, num passe de mágica, querer ultrapassar, ir para além, a partir de nós e não enfrentarmos na raiz as limitações?”, questionou o arcebispo. Optar pela vida amorosa com o Pai Neste início da Quaresma, o presidente explicou que a palavra de Deus indica o caminho da tentação “como a experiência da nitidez de sermos filhas e filhos do Pai Celeste”. Essa tentação, vivenciada “com nossa realidade desértica, e no jejum, na oração, na esmola”, não seria a possibilidade de “abrir toda a nossa pessoa à verdade do Pai?”, questionou. Ou ainda a experiência “de aprofundar nossa relação com o Pai e sermos conduzidos pelo Espírito?”. “E como Jesus no deserto, tentado por 40 dias, se aproxima limpidamente do Pai, não seria a tentação no deserto de nosso peregrinar, nos 40 dias de nosso tempo, a nossa possibilidade de entramos com maior nitidez, guiados pelo Espírito, no mistério da dor, da cruz, da morte de Jesus e nossa?” Para o cardeal, o tempo da Quaresma possibilita a percepção, na experiência concreta do Evangelho, da “beleza e a razão da nossa vida cristã”. E que na tentação, guiados pelo Espírito à luz da Palavra de Deus, abrir e limpar os olhos para “vermos melhor as coisas do alto”. Assim, “a tentação nos aponta para a grandeza da nossa fé cristã que não foge e despreza a tentação, mas em cada tentação elucida e opta pela grandeza sem igual da vida amorosa com o Pai”.  “Então para os seguidores e seguidoras de Jesus a tentação é a possibilidade, sempre renovada, de confronto, deixarmo-nos guiar pelo Espírito. Tentação é fazer a experiência de quem apreendeu a amar como Jesus ama e é amado pelo Pai. Por isso, rezamos em cada Pai nosso: não nos deixeis cair da tentação”, destacou o cardeal. Sondar o mistério de Deus O arcebispo recordou as cinzas recebidas na Quarta-Feira de Cinzas marcam o início do caminho quaresmal. Ao recebê-las, assumimos o compromisso de “sondar com mais disposição e alegria a nossa…
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Regional Norte 1 inicia mobilizações para 5º Congresso Vocacional do Brasil

O Regional Norte 1 iniciou o processo de mobilização para a realização do Pré-Congresso Vocacional, que acontecerá em Manaus, no Centro de Formação Maromba, de 10 a 12 de julho de 2026. O encontro está em sintonia com o 5º Congresso Vocacional do Brasil, com o tema “Comunidades Vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão”, e o lema: “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas (At 2,46)”. Aprovado pelos Bispos do Brasil, reunidos em Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o congresso ocorrerá de 4 a 6 de setembro de 2026, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (SP). Um importante momento eclesial nos convida a refletir, fortalecer e animar a cultura vocacional em nossas comunidades, à luz do encontro, do testemunho e da missão que brotam do seguimento de Jesus Cristo. Participação das dioceses e prelazias A Coordenação do Serviço de Animação Vocacional (SAV) do Regional Norte 1 informou que serão disponibilizadas 10 vagas para cada diocese/prelazia. A coordenação conta com a participação dos animadores vocacionais de todas as dioceses prelazias do nosso regional, a fim de garantir a comunhão, a partilha e a articulação pastoral em todo o Regional. Além disso, o SAV espera o empenho, apoio e a colaboração, principalmente dos párocos, diáconos, coordenadores de pastorais, religiosos (as), para que leigos e leigas possam participar; certos de que este momento contribuirá significativamente para o amadurecimento e a renovação do Serviço de Animação Vocacional em nossa Igreja particular. Que Maria, Mãe de Jesus e nossa, interceda por nós!

Steiner: Quaresma é tempo de perceber a beleza da Salvação

“Somos convidados nesta quaresma a nos voltarmos para Deus, a nos voltarmos a Jesus e percebermos a graça, a beleza de termos sido salvos, redimidos na sua Cruz e Ressurreição”. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner na Missa da Quarta-feira de Cinzas (18), realizada na Catedral Metropolitana de Manaus. A celebração marca o início do período quaresmal, tempo em que a Igreja nos convida para prepararmos a Páscoa do Senhor. O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), enfatizou a característica do tempo quaresmal como tempo favorável de mudança. Nesse tempo de mudança, “somos desalojados de nós mesmos”, impelidos a sair de nós mesmo e ir ao encontro com nossos familiares. A celebração foi concelebrada por Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, Pe. Flávio Gomes, pároco da catedral, e Pe. Marcos Aurélio, vigário da catedral. Tempo favorável para voltarmos A liturgia da Quarta-feira de Cinzas pede que o caminho para a presença de Deus seja retomado. Segundo o arcebispo, o “voltai-vos”, presente na primeira leitura, é a expressão de “um convite belíssimo, um convite adorativo” para perceber essa presença. Nesse sentido, o texto da segunda leitura aponta o “tempo propício da quaresma” como “tempo de nos apercebermos cada vez mais amados na cruz”. Essa percepção do amor de Deus por nós, impulsiona-nos a “sempre distribuirmos, darmos, doarmos o que recebemos de mais precioso, o dom de podermos amar”. “De sermos cada vez mais em Jesus, filhos e filhas de Deus, de nos apercebermos cada vez mais irmãos e irmãs. É o tempo favorável de fazermos um caminho de aprofundamento da fé, de percebermos que como seguidoras e seguidores de Jesus, são sempre atraídos pelo seu amor. Mas um amor que se distribui, um amor que vai ao encontro dos irmãos, das irmãs. O encontro que vai especialmente ao encontro dos mais necessitados”, explicou o cardeal. Redimidos e salvos O arcebispo destacou que durante todo o percurso de 40 dias da Quaresma as leituras da Palavra mostraram que “fomos redimidos e salvos”. Essa compreensão se revela pelo modo de ser e agir de Jesus: “sua palavra, a sua vida, os seus milagres, os seus gestos, os seus olhares, os seus toques”. Esse horizonte do “dia da Salvação”, redime, salva, restaura, recoloca a pessoa na vida. “Mas no alto da Cruz, queridos irmãos e irmãs, é que realmente mostrou quanto nos ama e quanto nos quer salvos e redimidos. Viemos do ano da esperança. Viemos do ano da redenção, que esse tempo favorável, esse dia da salvação, nos traga realmente essa percepção de termos sido redimidos e salvos. E redimidos e salvos significa de nos sentirmos profundamente amados, amadas por Deus”. Receptividade, gratuidade e familiaridade O texto do Evangelho recorda os três exercícios quaresmais pelos quais a Igreja caminha.  O arcebispo explica que jejuar, dar esmola e rezar não são uma troca, mas um acolhimento de “uma graça que Deus despertou em nós”. Compreender essas três dimensões, nos coloca “abertos ao mistério da Salvação”, e “o teu Pai que vê o que está em segredo, te recompensará”. Ao jejuar, dar esmola e rezar estabelecemos uma relação com Deus e com os irmãos e irmãs que necessitam. Esse horizonte nos torna receptivos à graça de Deus, revela a gratuidade de nossas ações e aprofunda a nossa familiaridade com Deus.  Por isso a Igreja insiste que sejam aprofundados e vividos durante o percurso quaresmal. “Que esse tempo favorável, que esse dia da salvação, o tempo da quaresma, nos leve cada vez mais ao encontro de Deus e apreciemos cada vez mais a beleza, o dom da fé que nós recebemos, porque Deus nos quer todos juntos de si, por isso nos salvou, nos redimiu”, finalizou o cardeal.

Arquidiocese de Manaus abre Campanha da Fraternidade 2026

A Arquidiocese de Manaus abriu oficialmente, nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, a Campanha da Fraternidade 2026. A celebração aconteceu às 9h, na Alameda Pico das Águas, bairro São Geraldo, com a presença de lideranças das comunidades, diáconos, presbíteros e da vida religiosa. O local simbólico escolhido, representa o convite à Igreja e a sociedade de refletir a moradia como direito fundamental e como horizonte da dignidade humana. O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, cardeal Leonardo Steiner, agradeceu pela escolha do local, onde famílias aguardam pela construção de um conjunto habitacional. O tempo chuvoso, que acompanhou a celebração, tornou o momento ainda mais significativo. Um reflexo da necessidade de uma moradia digna para todos e todas. Os bispos auxiliares de Manaus, Dom Zenildo Lima, Dom Joaquim Hudson e Dom Samuel Ferreira, também estavam presentes. Tempo de mudanças O arcebispo recordou que a campanha acontece no período da Quaresma, um tempo de “mudanças estruturais, sociais, ecológicas, para termos, assim, realmente uma fraternidade entre nós”.  Essa realidade da moradia não é uma preocupação nova. E por isso, a Igreja no Brasil propõe que, ao rezar e refletir sobre o tema, se possa contribuir as “as nossas famílias tenham uma moradia digna, e um espaço digno junto das suas casas, das suas moradias, uma dignidade cultural, uma dignidade social, uma dignidade educacional e também uma dignidade de lazer”. “Não seja só uma casa, como se tem feito até agora, mas se busque também ter o espaço do lazer não apenas numa casa, mas numa espécie de aglomerado. A preocupação em relação à moradia é longa no Brasil. Se a igreja no Brasil este ano toma como realidade ser refletida e rezada, é porque sabe e conhece e vê a necessidade de abordarmos, refletirmos essa realidade, para assim termos políticas públicas que nos ajudem a dar dignidade às nossas moradias”, explicou o cardeal. Fome de Justiça Durante a celebração, o bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, Dom Zenildo Lima, conduziu a reflexão sobre a Campanha da Fraternidade, enfatizando a temporalidade litúrgica da Quaresma em que ela acontece: “o tempo do jejum”. Segundo o bispo, essa dimensão do jejum é aprofundada pelo profeta Isaías, que revela não se tratar de um jejum qualquer, mas de “uma iniciativa humana e divina que dá qualidade à nossa existência”. Para ele, essa realidade quaresmal evoca um desejo fruto do jejum. Esse desejo é explicado pelo próprio Papa Leão em sua carta por ocasião da Quaresma, na qual explica que o jejum “vai nos conduzindo a uma experiência de fome de justiça”. “Então o jejum bem vivido, bem experimentado, bem realizado, nos torna homens e mulheres mais desejosos de justiça. Quem pratica o jejum e não se torna desejoso da justiça, não realiza, não vive um jejum verdadeiro e autêntico. Hoje é dia de jejum. Ao longo desta quaresma, nós iremos jejuar às sextas-feiras. Jejuaremos na Sexta-Feira Santa. Esta caminhada quaresmal faz de nós, homens e mulheres, mais desejosos e mais comprometidos com a justiça”. O lugar da morada de Deus Dom Zenildo sublinhou que a justiça desejada por todos “tem como horizonte o reino de Deus” e a “plenitude de vida de homens e mulheres”. É nesse cenário que a campanha da fraternidade desse ano se apresenta como oportunidade de um caminho de justiça em que “as pessoas vivam bem em espaços de realização”. Ele explicou que o Antigo Testamento traduz a peregrinação do povo de Deus “atrás de um espaço de realização”, diferente do Novo Testamento que traz a escolha de Deus de morar entre nós, como aponta o lema da CF. “O povo vislumbra que talvez o espaço de realização por excelência é onde Deus habita, é a morada de Deus. O salmista canta a sua contemplação da beleza da morada de Deus, o seu encanto pela morada de Deus. Mas o Novo Testamento nos surpreende que a morada de Deus, a escolha de Deus para a sua morada, o lugar de beleza e de encanto da morada de Deus, é onde estão homens e mulheres. Ele veio morar entre nós, repete o lema dessa campanha da fraternidade”. Onde moras? Em 1993, a Igreja abordou a temática de moradia e fraternidade com o lema “onde moras?”, esse recorte histórico ressalta a opção de Deus por estabelecer sua morada “onde estão homens e mulheres, seus filhos e filhas, as suas criaturas, esta realidade que ele criou”. Essa pergunta propõe uma resposta complexa que ultrapassa uma simples localização geográfica.  “É a pergunta de como nós vivemos. É a pergunta de como nós nos realizamos. É a pergunta se o espaço onde nós nos encontramos, vivemos e convivemos se torna um espaço realizador para nós. É claro que nesta campanha da fraternidade, ao rezar esta realidade, nós também queremos discutir, refletir, conversar sobre políticas públicas, sobre políticas habitacionais”, explicou o bispo. O fracasso da política habitacional O evento de abertura aconteceu em uma localidade que espera a muitos anos a construção de moradias populares. A região está à margem do Igarapé e faz parte do programa de requalificação urbana e ambiental PROSAMIM. A demora para o início das obras é apontada por Dom Zenildo como um retrato “desastrosa e desencontrada política habitacional” da cidade de Manaus. “Uma cidade que foi crescendo, crescendo sem a capacidade de se harmonizar com uma beleza natural que lhe era característica uma cidade que aterrou os seus igarapés uma cidade que derrubou suas áreas verdes uma cidade que vai avançando com aglomerados. O cenário que esse lugar nos faz, nos permite perceber, nos coloca entre igarapés que foram perdendo sua vida, nos coloca entre justa posição de moradias, nos coloca no horizonte a verticalização da cidade, que permite qualidades de moradia diferentes”, destacou o bispo. Experiências de encontro O desenvolvimento da campanha no tempo quaresmal é um convite a ver a realidade das pessoas e o exercício da esmola nos colocará “frente a frente com quem não tem moradia”. No caminho, é necessário se aproximar dos irmãos e irmãs ao…
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Seminaristas do Regional Norte 1 iniciam retiro anual

De 15 a 18 de fevereiro, acontece o Retiro Anual de Seminaristas do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Cada etapa da formação terá um pregador(a) e um tema iluminador para meditação do caminho vocacional daqueles que disseram “sim” ao chamado de Deus. A divisão por etapas formativas favorece o amadurecimento espiritual dos seminaristas. Discipulado e Configuração O 1º ano do Discipulado terá como pregador o Pe. Marciney Marques, da Diocese de Parintins e vice-reitor do Seminário Arquidiocesano São José. O formador, trabalhará o
tema: “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu que vos escolhi” (Jo 15,16). As etapas do 2º e 3º ano do Discipulado,
terão o acompanhamento de Pe. Elcívan da Costa, da Diocese de Coari. O tema iluminador será o mesmo da 1ª etapa: “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu que vos escolhi” (Jo 15,16). Já os seminaritas da etapa da Configuração, terão como pregadora a Ir. Sônia, da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo. Suas reflexões partirão da passagem bíblica “É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30). Arte: Bom Pastor de Eduardo Silva.

Steiner: a cordialidade liberta da indiferença

“A cordialidade, queridos irmãos e irmãs, nos ajuda a libertar de sentimentos de indiferença e rejeição, pois opõe diretamente a nossa tendência a dominar, a manipular, a fazer o outro sofrer”. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner na reflexão do 6º Domingo do Tempo Comum. A celebração aconteceu às 7h30, na Catedral Metropolitana de Manaus, Centro. O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) iniciou sua homilia recordando que o Evangelho proclamado é uma continuação da meditação das bem-aventuranças. Essa continuação do texto, ajuda a compreender a dinâmica do seguimento a Jesus pautada sob o olhar da cordialidade. Ver a realidade que nos cerca No Evangelho, Jesus diz aos discípulos que para entrar no Reino dos Céus é necessário superar a justiça praticada pelos mestres da lei e fariseus. Essa superação só é possível quando se compreende a importância do “ver” com os olhos a realidade que nos cerca. Uma compreensão que, segundo o arcebispo, é aprofundada ao nos darmos conta que o ver existe também nos que “não têm olhos, que não têm a visão dos olhos”. O cardeal exemplificou, com cenas do quotidiano, inúmeras situações em que nos nossos olhos veem aquilo que Deus nos deu para ver. Como “é de encher os olhos quando contemplamos a beleza dos nossos rios, quando vemos a beleza das nossas florestas, quando vemos um vale florido”. Ele aponta que essa contemplação passa pelos “pequenos gestos, as pequenas mudanças, os mínimos acenos de ternura e de aconchego”, mas que “no andar da vida nossos olhos enxergam, mas muitas vezes não veem”. “Entramos nas nossas casas e não vemos que ela acabou de ser arrumada e limpa e entramos de qualquer jeito dentro da nossa casa. Vestimos as nossas roupas e não nos apercebemos como elas estão bem passadas, cuidadas. Passamos e não vemos, por exemplo, que cresceram nossos filhos. E cresceram em idade, sabedoria e graça. E às vezes os tratamos e deles cuidamos como sendo apenas crianças pequenas. Discutimos, brigamos e não vemos mais a grandeza do amor que nos alimenta e que é capaz de ter criatividade com as nossas diferenças”, explicou Steiner. Olhar que nos salva Segundo o arcebispo, o Evangelho desse domingo traz o convite de Jesus de arrancarmos o olho doente “para podermos assim perceber e nos darmos conta da preciosidade da vida que recebemos”. Isto porque, às vezes, estamos “na iminência de perder a sensibilidade do olhar dos pequenos, dos simples, dos humildes, dos amados de Deus, dos prediletos de Deus, dos filhos e filhas de Deus”. Por isso, o olhar não pode limitar-se ao que está posto como “coisas”, mas ser capaz de ver com “Olhos que enxergam a pobreza, a degradação humana, perambulando pelas nossas cidades. Olhos atentos para a injustiça, para a poluição, mas sempre capazes de buscar e oferecer soluções. Vivemos, queridos irmãos e irmãs, então, numa espécie de dualidade. Uma dualidade no ver, no olhar. Então é preciso arrancar o olho distraído, o olho traído, o olho traiçoeiro, pois somente o olho da vida é que conduz ao Reino de Deus e não desejamos perder o Reino de Deus”, sublinhou o cardeal. Ele pontuou que o olhar a ser cultivado é o de Deus, apresentado na Sagrada Escritura, onde “viu que tudo era bom”. E mesmo que os olhares estejam “dispersos e desatentos nessa multiplicidade de ver” é possível retomar o olhar que “salva, redime, conforta, cordializa”. Para isso, é necessário limpar o olho e devolver o olhar digno, o olhar da beleza, o olhar da fraternidade, o olhar do perdão. “Este olhar da bondade, isto é, o olhar de Deus. Esse olhar que se recolhe, esse olhar que é capaz de contemplar, esse olhar que se deixa invadir pela grandeza das criaturas, é aquele que nos salva. Olhar da benevolência, olhar do perdão, olhar que sempre descobre, até na miséria humana, a grandeza, a fraqueza de Deus, Jesus crucificado. O olhar que de Deus provém é pleno de positividade, queridos irmãos e irmãs. É cheio de jovialidade. É um olhar de cordialidade”, explicou o arcebispo. Redimidos pelo amor Ao citar o trecho bíblico do mandamento de “não matarás”, o presidente aprofunda a compreensão de que “amar o próximo exige fazer-lhe o bem”. Isto é “aceitar e valorizar o que há de amável nele”. De modo que a caridade cristã propõe “adotar uma atitude cordial de simpatia, solicitude e afeto, superando posturas de antipatia, de indiferença, de rejeição e, por que não dizer, de cólera”. “Esse modo vem condicionado pela sensibilidade, pela riqueza afetiva, pela capacidade de comunicação, de relação com todas as pessoas. O amor, essa relação que promove a cordialidade, o afeto sincero, a amizade entre as pessoas, o amor que redime. Essa cordialidade, que não é mera cortesia externa exigida por uma boa educação, nem simpatia espontânea que nasce no contato com as pessoas agradáveis, mas atitude sincera e purificadora de quem se deixa vivificar e transformar pelo amor. Amai-vos como eu vos amei”, reforçou. Permanecer na cordialidade O arcebispo de Manaus insistiu que a dimensão da cordialidade ajuda a suavizar “as tensões e conflitos, aproxima, fortalece e nos dá posturas de amizade e de um amor sincero”. Ele destacou que embora a cordialidade não  tenha recebido a devida importância na vida cristã, ela deve ser cultivada nas famílias, no trabalho e nas relações sociais.  Isto porque a comunicação do afeto “de maneira sadia e generosa criam em torno de si um mundo mais humano, mais habitável, mais confortável, mais harmônico”. “Jesus insiste em desenvolvermos a cordialidade não só diante do amigo ou da pessoa agradável, mas também diante de quem nos rejeita. Basta lembrar as suas palavras que revelam este modo de ser. Não saudeis só os vossos irmãos, se saudais somente vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário?”, refletiu o cardeal. O caminho quaresmal na amabilidade Ao final de sua homilia, o presidente indicou a cordialidade como uma disposição a ser assumida no…
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Pastoral da Saúde Regional Norte 1 celebra o Dia Mundial do Enfermo

No dia 11 de fevereiro de 2026, a Pastoral da Saúde do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) celebrou o XXXIV Dia Mundial do Enfermo. Diversas paróquias, áreas missionárias, comunidades e hospitais das dioceses, prelazias e da Arquidiocese de Manaus realizaram missas, visitas, palestras e celebração em alusão as campanhas de conscientização. A data, instituído por São João Paulo II em homenagem a Nossa Senhora de Lourdes, foi marcada por momentos de carinho, amor e esperança aos irmãos e irmãs enfermos nos hospitais e nas residências. O Papa Leão XIV recordou que o cuidado com os enfermos é fundamentado na parábola do bom samaritano, no qual o evangelista Lucas convida a olhar o outro com compaixão. Esse olhar compassivo, conduz cada agente de pastoral a aproximar-se e cuidar do outro. Isto quer dizer que, o estilo de vida cristão, baseado no nosso vínculo de amor com Deus, compreende esta “dimensão fraterna, ‘samaritana’, inclusiva, corajosa, comprometida e solidária”. A missão do cuidado Na Prelazia de Tefé, aconteceu a missa dos enfermos na Catedral de Santa Teresa D´Ávila e visita ao Hospital Regional de Tefé. O diretor, Dr. Alain Carvalho, expressou a honra de receber a coordenadora da Pastoral da Saúde da Prelazia de Tefé, Sra. Edyana Vieira e o Pe. Rajaomihasina Rolland, que levaram “palavras de fé, esperança e conforto aos nossos pacientes”. O responsável frisou que essas ações fortalecem a “missão de cuidar com excelência, empatia e humanidade”. “Este momento reforça a importância do cuidado integral, que vai além da assistência física. A presença espiritual e o apoio emocional contribuem significativamente para o bem-estar dos   enfermos, fortalecendo a esperança, reduzindo a ansiedade e promovendo acolhimento em um momento de fragilidade”, disse o médico. Visita aos hospitais Em Manaus, a pastoral da saúde da arquidiocese visitou o Hospital Beneficente Português do Amazonas, no centro da cidade. Em São Paulo de Olivença, na Diocese do Alto Solimões, os agentes participaram da celebração e realizaram visitas ao Hospital Municipal Dr. Joviano de Assis Silva, com o acompanhamento de Pe. Marcelo Gualberto. Além da celebração na Basílica de Santo Antônio, a Diocese de Borba contou com uma palestra em alusão as campanhas de conscientização do mês de fevereiro Roxo e Laranja, enfatizando a doação de medula óssea para tratamento da Leucemia. Este dia nos convida a acolher o sofrimento com fé, reconhecendo nele a proximidade de Cristo e a importância da solidariedade. Na Diocese de Roraima, a Pastoral da Saúde desenvolve ações de acompanhamento espiritual e apoio às pessoas enfermas e às suas famílias. Segundo Jivaneide Barbosa, coordenadora da Pastoral da Saúde, o trabalho é realizado de forma contínua, o que permite levar conforto ao enfermo e às suas famílias, pois “quando há um doente em casa, não é somente ele que fica fragilizado, mas toda a família e os cuidadores também são abalados emocionalmente” As campanhas de conscientização Segundo o site do Governo Federal, durante este mês, as cores roxa e laranja são utilizadas em diversos meios de comunicação com o objetivo de atentar para a conscientização e combate de algumas doenças. A cor roxa foi escolhida para a conscientização do Lúpus, da Fibromialgia e do Mal de Alzheimer. Já a cor laranja foi incluída na campanha para conscientizar um dos tipos mais graves de câncer, a Leucemia, ela frisa a importância da doação de medula óssea, pois a cada cem mil pacientes, apenas um doador é compatível. O Lúpus é caracterizado como um distúrbio crônico que faz com que o organismo produza mais anticorpos que o necessário para manter o organismo em pleno funcionamento. Os anticorpos em excesso passam a atacar o organismo, causando inflamações nos rins, pulmões, pele e articulações. Segundo o Ministério da Saúde, o Lúpus Sistêmico (Les) é a forma mais séria da doença e a mais comum, afetando aproximadamente 70% dos pacientes com Lúpus. A doença afeta principalmente mulheres, sendo 9 em 10 pacientes com o risco mais elevado durante a idade fértil. Já a Fibromialgia ataca especificamente as articulações, causando dores por todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca cansaço excessivo, alterações no sono, ansiedade e depressão. A doença pode aparecer depois de eventos graves como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção. O motivo pelo qual pessoas desenvolvem a doença ainda é desconhecido. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) calcula que a fibromialgia afeta cerca de 3% da população. De cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres. O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social. Com o passar do tempo, ela também interfere no comportamento e personalidade da pessoa, causando consequências como a perda de memória. O Alzheimer é a causa mais comum de demência – um grupo de distúrbios cerebrais que causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas têm a doença de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). A Leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente, de origem desconhecida. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que em 2019 a leucemia teve mais de 10 mil novos casos. Os sintomas incluem anemia, palidez, sonolência, fadiga, palpitação, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos, bem como gânglios linfáticos inchados, perda de peso, febre e dores nas articulações e ossos. Informações e fotos: Pastoral da Saúde Regional Norte 1 Fontes: https://www.gov.br/cetene/pt-br/assuntos/noticias/campanha-fevereiro-roxo-e-laranja https://www.monteroraimafm.com.br/noticia/dia-mundial-do-enfermo-pastoral-da-saude-leva-acolhimento-e-conforto-espiritual-na-diocese-de-roraima

Rede um Grito Pela Vida realiza ação sobre o Tráfico de pessoas em Manaus

A Rede um Grito Pela Vida realizou no dia 10 de fevereiro, uma ação de intervenção social sobre o tráfico de pessoas, no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida, no centro de Manaus. A iniciativa recorda a memória de Santa Josefina Bakhita, comemorada no último dia 08, e colabora com as iniciativas nacionais da Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH-CNBB), que articula ações de prevenção e incidência políticas para o enfrentamento ao tráfico de pessoas no Brasil.  O núcleo de Manaus da articulação intercongregacional da Conferência de Religiosos/as do Brasil (CRB), composta por religiosos e leigos, organizou as atividades em parceria com a Congregação do Santíssimo Redentor (C.Ss.R.). Durante as celebrações da tradicional novena em hora a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, os celebrantes refletiram sobre o tráfico de pessoas, em cada uma das celebrações. Essa sensibilização contribui para que os fiéis tivessem interesse pelo material e conversar sobre a realidade desse crime. Na ocasião, foram distribuídos 4.500 panfletos de material pedagógico disponibilizado gratuitamente pela Rede Um Grito Pela Vida. O grupo garantiu a presença permanente entre 06h e 18h, com a divisão de todas as integrantes em equipes em cada um dos horários. As intervenções pautaram os relatos de desaparecimento de crianças e adolescentes, assédios via internet, trabalho escravo e a exploração sexual. Além disso, a Rádio Rio Mar colaborou com duas entradas ao vivo em momentos distintos, dando visibilidade a ação. Informações e imagens: Rede um grito pela Vida (Núcleo Manaus).

Arquidiocese de Manaus realiza Coletiva de Imprensa da Campanha da Fraternidade 2026

A Arquidiocese de Manaus realizou, nesta terça-feira, 10 de fevereiro, uma coletiva de imprensa para apresentar o tema da Campanha da Fraternidade 2026, no Auditório Mãe Paula, na Cúria Metropolitana de Manaus. O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), destacou que a campanha acontece no período da Quaresma, que “é tempo de conversão” e “mudança de vida”. A CF está inserida em um tempo litúrgico muito importante na igreja, “onde olhamos para Jesus crucificado-ressuscitado e percebemos as mudanças necessárias”, explicou o cardeal. Esse apelo à conversão alcança a dimensão social, como insistia São João Paulo II e a ecológica enfatizada por Papa Francisco. “Devagarinho vamos abrindo o leque da necessidade de transformações, não apenas na vida pessoal, mas na vida social, na vida das nossas relações e por que não dizer também a conversão necessária dentro da nossa casa comum”, disse o cardeal. Tema e lema da CF 2026 A Campanha da Fraternidade 2026 tem como tema “Fraternidade e Moradia” e o “Ele veio morar entre nós” (João 1,14). O cardeal recordou que ao rezarmos o anúncio do anjo do Senhor a Maria, na terceira invocação, “recordamos esse mistério da presença de Deus no meio de nós”. Essa temática da moradia convida os fiéis a reconhecer em cada irmão e irmã a presença de Cristo e a necessidade de condições de vida digna para todos. O arcebispo reconheceu o esforço dos governos para a construção de moradias, mas que essa realidade ainda não alcança a todos. Nesse horizonte, a Igreja colabora indo ao encontro “os irmãos e irmãs que moram nas nossas ruas, fazem das ruas a morada” com acolhimento “para que eles possam ter a dignidade necessária”. Além disso, é fundamental que a moradia digna seja compreendida também com os espaços “onde aconteça educação, onde aconteça cultura, onde aconteça o esporte”. “No tempo da campanha da fraternidade, nós queremos rezar, queremos meditar, porque não discutir a questão da moradia. Sempre pensando que o habitar é o importante. As pessoas se sentirem em casa, mas se sentirem em casa com dignidade, porque todos são filhos e filhas de Deus. Então, que a campanha da fraternidade deste ano nos ajude a compreender a necessidade de todos terem a sua casa”. A realidade habitacional em Manaus A coletiva também abordou a questão habitacional na cidade de Manaus. Ir. Rosanna Marchetti (MDI/PIME), da Coordenação de Pastoral da Arquidiocese de Manaus, recordou que a capital ocupa a 4ª posição das cidades com realidade de favela. Segundo ela, o tema da CF estimula “ações concretas de proximidade para com estas famílias que vivem em situações precárias”. Outro ponto apresentado pela irmã, foram as ações da Defensoria Pública de entrega do título de proprietários de alguns terrenos na cidade para “pessoas que têm uma casa, mesmo que precária”. O título possibilita a melhoria de vida e da própria moradia, citando o capítulo 2 do texto base, Ir. Rosanna, destacou a aproximação do tema “com a nossa fé”: “Ele veio morar entre nós. Jesus também mora. Foi alguém que veio ao mundo e não tinha moradia, fez esta experiência. E a questão da casa é um espaço de relações, um espaço de vivência de fé. E lá nós lembramos os atos dos apóstolos, onde as primeiras comunidades se encontravam nas casas. Então, este tema nos ajuda a refletir em vários aspectos, a dimensão social, a dimensão da fé, para poder escolher ações concretas para abordar esta temática”. Expectativa da população  O Sr. Carlos Lacerda, do Projeto Cachoeira Grande, esteve na coletiva e apresentou a situação vivida pelas famílias que representa, agradecendo a Arquidiocese de Manaus pela temática da moradia. Ele representa os moradores da Alameda Pico das Águas, no bairro São Geraldo, que foram retiradas da região para as obras de requalificação urbanística nas margens do igarapé da Cachoeira Grande e da comunidade Arthur Bernardes, no bairro São Jorge, vítimas de um incêndio em 2012. Os moradores aguardam a 13 anos a entrega de unidades habitacionais. Muitas dessas famílias recebem o aluguel social, mas o alto custo dos aluguéis na cidade dificulta a qualidade de vida. Segundo Carlos, há uma possibilidade que as obras no local comecem esse ano com a construção de “520 apartamentos, sendo 260 apartamentos na Kako Caminha, que é no bairro São Geraldo, e 260 na Arthur Bernardes”. “Hoje em dia, a gente vê muitas pessoas na rua que não têm uma moradia digna. Essas pessoas precisam de uma moradia para se esconder da chuva, do sol. Então nós temos que lutar por esse tipo de moradia para as pessoas, porque as pessoas também hoje em dia não podem, não aguentam mais pagar aluguel”, relatou o represente do projeto Cachoeira Grande. A sensibilidade pastoral da Igreja Pe. Geraldo Bendham, Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Manaus, apontou que a Igreja tem grande sensibilidade e solidariedade pastoral com as pessoas sem moradia, e o tema da campanha é reflexo disso. Ao citar a questão da moradia na cidade, ele recorreu a duas situações muito significativas para o processo de ocupação da cidade: a extinta cidade flutuante e o advento da Zona franca de Manaus. Na primeira, a grave questão sanitária das moradias “em cima do rio, nos flutuantes”, e a segunda com a “ocupação desordenada por todos os lugares”. O coordenador pastoral ressaltou que os governos não conseguiram acompanhar esses processos de ocupação, o que ocasiona num grande número de pessoas desassistidas pelo poder público. Diferente da presença da Igreja, que acompanha as dinâmicas das “pessoas que não têm casa ou aqueles que estão na rua”. Quanto a situação dos moradores que aguardam as casas nos bairros São Geraldo e São Jorge, Pe. Geraldo expressou que é um grande descaso com as famílias. “É uma vergonha. Mais de 11 anos, dinheiro do banco, licitação. É um governo descomprometido com a casa da família, porque moradia está ligado diretamente com a família. Um lar, uma casa, um…
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