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Pré-Congresso Vocacional: horizontes vocacionais na Amazônia

No último final de semana o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou o Pré-Congresso Vocacional para refletirmos os horizontes vocacionais na Amazônia. Durante três dias vivenciamos um estudo dedicado ao Texto-Base do 5º Congresso Vocacional do Brasil que acontecerá em Aparecida (SP), 4 a 6 de setembro de 2026. O pré-congresso é uma oportunidade de nossas Igrejas Locais partilharem suas impressões, seus desafios e modo como a cultura vocacional se apresenta diante dos diversos contextos pastorais. É sabido que nossas realidades são tocadas por profundas e sofridas experiências humanas, mas mais ainda, transbordamos a esperança vivificante do Evangelho em um Igreja que acolhe a todos e todas. Nossas comunidades são uma expressão do tema escolhido para 5º Congresso Nacional: “Comunidades Vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão”, com o lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas”. Dentro do processo sinodal, as igrejas particulares trouxeram suas contribuições que serão enviadas para a preparação de subsídios para o Congresso Nacional. Integralidade da pessoa humana A Igreja na Amazônia está inserida em locais com regiões de garimpo, de comunidades abandonadas, de famílias com outras configurações. Esses espações são marcados por violações de direitos fundamentais, seja por violência física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial. Por isso, a presença da Igreja Católica, com a Iniciação à Vida Cristã, deve olhar para essas realidades buscar construir caminhos que devolvam a integralidade da pessoa humana. Para a Ir. Florizete Maria Moreira, das Irmãs Franciscanas de São Félix de Cantalice (CSSF), que atua na Prelazia de Tefé, o Serviço de Animação Vocacional (SAV) necessita olhar para as realidades da prostituição, do garimpo e do tráfico de drogas. Ela destacou que lá se encontram “muitos colombianos, muitas mães solteiras, muitas crianças, muitas viúvas de maridos vivos. Então, é uma realidade muito dura”. “A gente tem que mostrar essa pessoa que Deus o ama como ela é. Não os dogmas, o que a gente traz nos nossos livros, mas acolher. Eu acho que um dos principais aspectos da pastoral vocacional, do SAV, é acolher esse jovem na sua realidade. A família que a gente compõe hoje, há 20 anos atrás, já não é mais esse modelo de família que a gente tem nos interiores”, destacou a irmã sobre a realidade encontrada nos interiores do Amazonas. Centrados na pessoa de Jesus A sua fala nasceu depois de um dia dos trabalhos em grupo que refletiram o Texto-base. Ela também enfatizou que a vida religiosa se sustenta nessas realidades desafiadoras estando “24 horas centrada na pessoa de Jesus”. Viver esse segmento da pessoa de Jesus e apresentá-lo para os outros requer “tirar um pouco do que está na nossa mente, de tudo certinho, de tudo perfeito”. “Até o jovem que vem hoje para os seminários não é perfeito, gente. Às vezes ele sabe quem é a mãe, mas não sabe quem é o pai. É criado por avô. Então, esse que são as famílias. A gente, ah, vamos começar a iniciação cristã. Bonito, nós vamos fazer isso, mas com a família que ele tem. Tem jovens que querem ser um padre, mas tem lá os processos que não deixam. Tem uma jovem que quer ser uma religiosa, mas quando vai ver a vida que a igreja cai em cima, nós religiosas mesmas, você não pode. Você não pode ser padre, você não pode ser irmã, você não pode”, refletiu a irmã. Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, refletiu que essas realidades “devem encontrar em nós um desejo, uma motivação de animação vocacional”. Elas fazem parte da “vida e missão neste chão” e “nós temos uma grande contribuição para dar”. Em sua intervenção, o bispo expressou sua preocupação com a necessidade fazermos frente à essas realidades. Isto é, conduzir nossos corações para uma disponibilidade que não ofereça apenas respostas pontuais perante “uma avalanche estrutural que vem esmagando as pessoas”. Questionar as identidades O texto-base traz quatro partes fundamentais: a Exegese, partindo do capítulo 2 dos Atos Apóstolos, Encontro, Testemunho e a Missão. Essas partes nos ajudam a compreender a identidade das comunidades eclesiais como comunidades vocacionais. O estudo das partes norteou o trabalho dos grupos no questionamento vocacional dessas identidades, e assim contribuiu na construção de indicações para a animação vocacional nas igrejas locais do nosso regional. O pré-congresso é um convite a olhar as realidades de encontro, de testemunho e de missão em nossas comunidades eclesiais. Os dias de encontro realizados Centro de Treinamento Maromba, em Manaus, foram destinados a uma reflexão da Igreja de Manaus e do Regional Norte 1. O estudo do texto nos confronta em nossas realidades cotidianas, nos revela a beleza e a dignidade da vocação. Processo vocacional Dom Zenildo Lima fez memória de um período em que havia uma contraposição de ideias vocacionais. De um lado, uma resposta imediata de cada um de nós a um apelo de Deus, e de outro um vislumbrar do processo vocacional “como uma disponibilidade profética para responder aos desafios gritantes de uma realidade”. “Na época em que a gente refletia a partir da teologia latino-americana da libertação, a gente levava muito isso em conta no aspecto vocacional. A gente queria ser padre, a gente queria ser religiosa, a gente queria se consagrar para poder responder a questões tão gritantes. Essas sensibilidades não se opõem. O aspecto subjetivo da nossa liberdade diante do apelo compassivo de Deus não se opõe à capacidade de indignação”, recordou o bispo. Esse panorama social, levantado durante as exposições, que toca a questão da família, da juventude recordam a figura de Maria. Segundo bispo, “uma jovem, aparentemente, podia se parecer frágil lá em Nazaré, e como teve uma capacidade de leitura absolutamente transformadora da realidade”. Ela “conseguiu vislumbrar diante de um cenário aparentemente tão impossível de se combater, a possibilidade de derrubar os poderosos dos tronos e elevar os humildes” e isso deve nos encorajar vocacionalmente. Alcançar todos Como referencial nacional para vocações, Dom José Albuquerque, Bispo da Diocese de Parintins, destacou a beleza de celebrar…
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Cardeal Steiner: Somos todos vocacionados a semear a Palavra

Somos todos vocacionados a semear a Palavra. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus, durante celebração Eucarística das 7h30, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição. Os mais de 70 congressistas do Pré-Congresso Vocacional Regional estiveram presentes na celebração que marcou o último dia do encontro. Em sua homilia o cardeal recordou que todos somos convidados a ser terra fértil que dá frutos, e nos leva à plenitude da vida. Os bispos Dom Wilfried Theising, auxiliar da Diocese de Münster (Alemanha), em visita à Arquidiocese de Manaus e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins e Referencial para o Serviço de Animação Vocacional Nacional (SAV) concelebraram a Eucaristia. Além de Pe. Valmir Costa, coordenador do Departamento de Formação do Instituto Pastoral Vocacional (IPV), assessor do pré-congresso; os padres Leonardo dos Santos, assessor do SAV arquidiocesano e Pedro Cavalcante, Reitor do Seminário Arquidiocesano São José; Pe. Alex Mota, da Prelazia de Itacoatiara, os padres Marco Aurélio e Lyvio Costa, da Diocese de Parintins; Pe. Josinaldo da Silva, da Diocese de Coari e Pe. Pedro Cezar do Amaral, de Tabatinga, Diocese do Alto Solimões. Você confere abaixo a homilia do cardeal Leonardo Steiner: O semeador saiu a semear. A palavra que desde toda a eternidade está semeando. Desde toda a eternidade está semeando. Semeou, estrelas, semeou sóis, luas, plantas, águas, animais. Vemos a mão generosa que lança sementes e que os números não controlam, os cálculos enlouquecem. Não foi a Palavra que tudo criou, nos gerou? Semeou um povo que gerou o Filho de Deus, a filha de Sião, e semeou esperança, libertação, coragem, fidelidade, e continua a semear. E nós somos os receptadores, receptadoras da Palavra. A Palavra do amor, a Palavra da conversão, a Palavra da esperança, a Palavra da libertação, a Palavra do afeto. Quantas sementes a quase enlouquecer o nosso coração. O semeador é esparramar palavras. Quase nos foi dado vir o cair das sementes pela abundância do semeador. Generoso, abundante, desmedido, a semear. Semeia à beira do caminho, semeia entre pedras, entre espinhos, até encontrar a terra boa. Semeia, semeia sempre. Teimosamente semeia. Não houve lugar onde as sementes não caíssem. E semeou, espalhou, espargiu como se desejasse que toda a terra recebesse o dom da semente. Não que distribuísse as sementes, pois era generoso demais em apenas entregar ou deixar cair. Ao lançar com a mão semeadora, buscava espaços para que a semente pudesse germinar, mais, frutificar. Sementes irradiadoras não porque sobrassem, mas porque ele procura e busca o lugar para germinar e frutificar. Talvez possam crescer também à beira do caminho, talvez até entre pedras, talvez até entre espinhos. E na medida em que acompanhamos a palavra que é lançada em todas as direções, em todos os espaços, somos tomados de uma espécie de encanto, admiração pela abundância, a generosidade do semeador. Esperança de quem ao semear deseja germinação, frutificação. A sementeira foi feita pelos apóstolos e pelos profetas, mas é Jesus quem semeia, nos diz Santo Agostinho. Semeando, pois, entre as nações, o que disse Cristo? Um semeador saiu a semear. No outro texto, os semeadores foram enviados para colher. Agora, o semeador sai para semear. Não se queixa, no entanto, do trabalho. Com efeito, que importa que o grão de trigo caia beiro do caminho sobre as pedras ou entre espinhos? Se ele se deixasse desencorajar por esses lugares ingratos, não avançaria e não chegaria até a terra boa. É de nós que fala o texto, nos diz Santo Agostinho. Ele está a falar de cada um de nós. Seremos esse caminho, essas pedras, esses espinhos? Somos a terra boa? Dispomos o nosso coração para produzir 30 vezes, 60 vezes, 100 vezes, poderíamos dizer mil vezes. 30 vezes, mil vezes, sempre trigo, apenas trigo. A graça, a força da Palavra. Não sejamos mais esse caminho onde a semente é pisada por quem passa e onde o nosso inimigo agarra. Nem essas pedras onde a terra é pouco profunda faz germinar rapidamente um grão que não consegue resistir ao calor do sol. Nunca mais esses espinhos, as ambições deste mundo, esse hábito de fazer o mal. E conclui Santo Agostinho, com efeito, que coisa pior pode haver do que aplicar todos os esforços a uma vida que impede chegar à plenitude da vida? Que coisa mais infeliz que escolher a vida para perder a vida? Que coisa mais triste que temer a morte para sucumbir ao poder da morte? Arranquemos os espinhos, preparemos o terreno, recebamos a semente, aguentemos até a colheita, aspiremos por poder dar muito fruto. Então, queridos irmãos, queridas irmãs, dispomos a nossa pessoa, o nosso ser, para sermos aqueles, aquelas que produzem 100 vezes mais, 60 vezes mais, 30 vezes mais. Não sejamos esse caminho onde a semente é pisada por quem passa, não sejamos as pedras com pouca umidade, não sejamos os espinhos que sufocam a graça da Palavra. Jesus é o semeador, mas ao mesmo tempo a semente. A Palavra, a Palavra que saiu de Deus e veio semear, e semeia e continua a semear sempre, senão não estaríamos aqui, senão não faríamos um pré-congresso vocacional, se não tivéssemos recebido a graça da Palavra, a semente da Palavra de Deus. A generosidade e a gratuidade de quem semeia não está preocupado com o grão de trigo que cai à beira do caminho, sob as pedras ou entre os espinhos. Ele se deixa desencorajar por esses lugares ingratos? Não, porque senão não avançaria até a terra boa. Não importa o terreno, as dificuldades ou contrariedades, muito menos as perspectivas de sucesso da colheita. O que importa é semear, é espargir. Como Deus, queridos irmãos e irmãs, é extraordinário, está insistentemente semeando em cada um de nós. Semeando em cada um de nós em todas as nossas situações existenciais em todos os nossos fechamentos e distrações em todas as nossas rejeições e afastamentos em todas as nossas recusas assim mesmo ele semeia não deixa de semear sejamos então terra boa. A terra é boa, o…
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Regional Norte 1 da CNBB inicia Pré-Congresso Vocacional em Manaus

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou o Pré-Congresso Vocacional. Com o tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão” e lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46). De 10 a 12 de julho de 2026, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. O encontro é uma preparação colaborativa para o 5º Congresso Vocacional do Brasil, promovido pela CNBB. A primeira noite contou com uma apresentação do SAV Regional por Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e referencial nacional do SAV e por Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus. Em sua fala, Dom Zenildo Lima recordou que desde a década de 70 os bispos pensavam em um formato de Igrejas Locais que correspondessem às realidades da Amazônia. Embora existisse uma profunda gratidão à “forte da presença das congregações missionárias”, alguns nomes do episcopado da época desejam que se constituísse um Igreja com rostos pertencentes ao território amazônico. Nomes como Dom Adalberto Marzi, no Alto Solimões e Dom Gutemberg Regis, em Coari. Dom Jorge Marskell, em Itacoatiara, Dom Arcângelo Cerqua, em Parintins, e Dom João de Sousa Lima em Manaus tiveram a percepção do o sínodo hoje chama de “Igreja com rosto amazônico”. “São lideranças que pensaram isso: A gente tem que levar para frente a vida dessa Igreja. Somos profundamente agradecidos aos missionários Ad Gentes que atravessaram o oceano para vir para cá, mas temos que ter o projeto de Igreja. Um dos mais lúcidos, nesse sentido, foi o bispo de Coari (Dom Gutembeg Regis) que pensou um projeto muito claro de agentes autóctones não somente clero, né?! Depois então começamos um caminho de pastoral vocacional”, explicou o bispo. Caminho vocacional Ao recordar o caminho vocacional do regional, Dom Zenildo lima destacou que inicialmente a animação da Pastoral Vocacional era feita por presbíteros. Nas décadas de 70 e 80, a pastoral procurava compreender o homem e a mulher amazônidas. Isto é, havia uma preocupação com a pessoa com a qual se trabalharia, nas palavras do bispo, “um peso antropológico”. “Depois, num outro momento da nossa animação vocacional, sempre dentro desse projeto de Igreja, a gente pensou assim, precisamos diversificar a ministerialidade. Então, a preocupação de ter clero local sempre foi um desafio para as nossas dioceses e prelazias. Mas, sobretudo, a preocupação de uma Igreja que fosse servida além do ministro presbítero, outros ministros também. Nos últimos anos, a gente retomou muito esse discurso da ministerialidade”, recordou bispo. Ao pensar sobre a ministerialidade, o bispo recordou que as últimas diretrizes do nosso regional “a comunidade aparece como um elemento muito significativo”. E relembrou que o cardeal Leonardo Steiner, tem insistido nos seus recentes discursos que “onde tem a comunidade, tem a igreja”. Uma abordagem a partir da comunidade que permite sua diversidade de sujeitos. Homens e mulheres comprometidos Inicialmente a animação vocacional envolvia os presbíteros. Depois, as mulheres da vida religiosa construíram um legado da animação. Também os cristãos leigos e leigas sempre estiveram presentes. A exemplo na Diocese de Parintins, que conta com da presença de casais, da vocação matrimonial dentro dessa perspectiva da animação vocacional”, afirmou Dom Zenildo Lima. Ainda que a animação vocacional do regional transmita a sensação de constantes recomeços, o auxiliar enfatizou que eles nunca iniciam do zero. Esses recomeços são sempre construídos em cima daquilo que em algum momento da história já foi trabalhado. Por esse motivo, é capaz de formar discípulos missionários, comprometidos com a realidade e com o exercício de serviços ministeriais na Amazônia. “Comprometidos com a realidade histórica dessa região, comprometidos com as questões socioambientais, comprometidos com a questão do cuidado com a casa comum. Comprometidos com algumas lutas que a gente trava, algumas questões que são permanentes para nós, como o combate à violência, o combate ao tráfico de pessoas, essas coisas que foram entrando na nossa pauta, mas não simplesmente como um ponto solto dentro da dinâmica pastoral”, disse Dom Zenildo Lima. Frutos do trabalho missionário Dom José Albuquerque destacou que a presença de rostos amazônicos no encontro é fruto do trabalho de missionários vindos de “diversas partes do Brasil e do mundo”. Eles contribuíram para que nos compreendêssemos como vocacionados. Com isso, a Igreja na Amazônia assumiu uma forte característica missionária. Com “o cheiro das ovelhas”, que pisa no chão, na lama, que anda de rabeta, de canoa, enfrenta temporais, que dorme em rede”. “É uma igreja que é marcada por essa dimensão missionária, que isso é muito original. E é também uma igreja onde a força dos cristãos leigos e leigas é inegável. Principalmente das mulheres. As mulheres são protagonistas. Ai de nós bispos e padres, se não fossem as religiosas, as leigas, nos mais diversos serviços pastorais. A força da mulher aqui é algo muito bonito, que a gente precisa também saber valorizar. E as mulheres não estão assim como auxiliares, não são apenas assessoras, são protagonistas”, pontuou o bispo. A expectativa do Congresso Nacional é fortalecer a consciência de que a comunidade eclesial é o ambiente fundamental para a animação, discernimento e vivência vocacional. Essa promoção de uma cultura vocacional, traz como novidade a perspectiva de uma nova linguagem para alcançar as novas realidades. Com assessoria de Pe. Valmir de Costa, RCJ, Religioso Rogacionista. Doutor em Filosofia e Coordenador do Departamento de Formação do Instituto de Pastoral Vocacional. Os mais de 70 participantes enfatizam a missão como elemento constitutivo do Serviço de Animação Vocacional.

Fazer memória das lutas na construção do indigenismo encarnado

Na última terça-feira, 7 de julho, aconteceu o lançamento do livro “Memórias das lutas à construção do indigenismo encarnado”, de Egydio Schwade. O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), representado por Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, marcou presença nesse importante espaço de construção e manutenção da memória de lutas dos povos originários na perspectiva do indigenista. Na mesa de abertura, Dom Zenildo Lima destacou que livro vai além das perspectivas acadêmicas e culturais, pois expressa uma radicalidade na vivência de todos aqueles e aquelas que lutam pela causa indígena. Uma realidade que foi, e ainda é, tão vergonhosamente violentada com consentimento do Estado. “Falar desta experiência de um comprometimento, indigenismo encarnado, a gente usa essa expressão, a gente está falando, evidentemente, de vidas, de iniciativas, mas de processos históricos. A nossa pátria e a história da nossa pátria é marcada por decisões desastrosas no que diz respeito à vida das nossas populações originárias. Desastrosas, mas não ingênuas. Desastrosas, mas sistematicamente articuladas”, enfatizou o bispo. História de resistência Embora esse modo brutal de tratar os povos indígenas seja tão evidente, Dom Zenildo Lima destacou que povos nativos “tem uma história de resistência”. Esse histórico de luta surge de uma inteligência que lê a própria história, e nela encontra homens e mulheres comprometidos em “dar outros rumos para a vida das nossas populações indígenas”. E entre esses nomes comprometidos com a causa, está o senhor Egydio Schwade, que testemunha para toda a sociedade que a “luta continua” viva e pulsante, mesmo diante de tantas incoerências humanas. “Temos sensação de que esses movimentos, tão reacionários, essas iniciativas tão violentas e tão intolerantes, parece ir dominando o cenário e ocupando os espaços, quase que nos sufocando. Mas fazendo memória do que tem sido a peregrinação, fazendo memória do que tem sido a expressão de tantas iniciativas, de tantas lutas, a gente tem uma esperança renovada e a gente tem um comprometimento renovado também”, disse o auxiliar. Experiência da memória O bispo auxiliar de Manaus recordou que fé cristã é constituída pela “experiência da memória”. Essa característica nos conduz a contar histórias e narrar os fatos das lutas pela perspectiva da resistência e das vitórias, que contribuíram para que os povos originários permanecessem. Ao narrarmos e escrevermos nos fazemos memória daquilo que é importante e necessário. “É preciso que a gente conte a história, é preciso que a gente narre os fatos, é preciso que a gente retome as lutas e é preciso que as lutas sejam contadas a partir da nossa perspectiva também. Senão a gente vai ter a impressão que ao falar da vida dos nossos povos, estamos contando lutas de lutas, de derrotas, e não é bem assim. Nós estamos contando histórias de resistência, nós estamos contando vitórias”, acrescentou o bispo. Uma vida dedicada aos povos indígenas O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 e do Conselho Indigenista (Cimi), enviou uma mensagem de agradecimento pela construção da memória das lutas dos povos indígenas na Amazônia e também no Cimi. O livro traz memórias, reflexões e análises sobre a trajetória de vida de Egydio Schwade dedicada à defesa dos direitos dos povos indígenas. Entre as temáticas retratadas, encontramos a dinâmica de renovação do indigenismo e a relação da Igreja Católica com os povos, o surgimento do movimento indígena e das entidades de apoio aos povos originários, além dos impactos provocados pelos projetos desenvolvimentistas na Amazônia, como a construção da rodovia BR-174. A rodovia, construída no período da Ditadura Militar, liga as capitais Manaus a Boa Vista e foi a grande responsável pelo massacre dos Waimiri-Atroari. Sem esquecermos da construção da Hidrelétrica de Balbina e da exploração mineral na região. Além disso, a obra aponta o distanciamento entre as políticas públicas e as especificidades das populações locais, evidenciando os processos de degradação ambiental, social e cultural que marcaram diferentes períodos da história recente brasileira. Publicada pela Alexa Cultural, de Embu das Artes (SP), a obra apresenta um testemunho histórico sobre a construção do indigenismo contemporâneo no Brasil e a participação de Schwade em mais de 60 anos de atuação profética junto aos povos indígenas. Segundo infirmações dos organizadores, haverá um laçamento do livro na cidade de Manaus. Durante o lançamento, conferimos a prévia do documentário “O Silêncio dos Kiña”, dirigido por Heraldo Daniel, que expõe o genocídio de mais de 2 mil indígenas Waimiri Atroari durante a Ditadura Militar e a construção da rodovia BR-174. Ele retrata as memórias e traumas do contato forçado dos Waimiri Atroari com o homem branco. As filmagens aconteceram entre novembro de 2023 e setembro de 2024, nas cidades de Manaus, São Paulo, Brasília, Vila de Balbina e Presidente Figueiredo, onde Egydio Schwade mora com a família há mais de 40 anos. Fotos e texto: Emmanuel Grieco.

Vinho novo em odres novos, um Consistório para chamar-nos à vida

“Vinho novo em odres novos”. O ensinamento de Jesus nos ajuda a compreender como a Igreja pretende intensificar a vivência sinodal como expressão evangélica desejada e discernida à luz do Espírito Santo. Nos dias 26 e 27 de junho 178 cardeais do mundo inteiro estiveram em Roma para o segundo Consistório convocado por Papa Leão XIV. Entre eles, o cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em seu discurso final, o pontífice recordou duas passagens evangélicas que colaboram para o entendimento do momento em que vivemos:  o bom Samaritano e os discípulos de Emaús. Compadecermo-nos com os que sofrem e esperançar o caminho com o Senhor vivo. Os olhos da Igreja estão diante das rápidas mudanças mundiais e das constantes violações da vida no planeta. Por isso, a Igreja é chamada a luzir caminhos de Evangelização que permitam o cumprimento daquilo que o Mestre Jesus nos indicou: vida para todos e em abundância. Discernimento Essa abundância de vida só é possível se construída com a solidez da escuta e do discernimento. O Papa deseja ouvir as vozes das mais distintas localidades que expressam seus anseios, mas igualmente expõe suas esperanças. A construção de um caminho comum é o pedido autêntico do pontífice para os cardeais que atuam como seus conselheiros mais próximos. “Continuamos a redescobrir o significado mais autêntico do Consistório: o encontro do Colégio cardinalício em volta do Sucessor de Pedro para que, na escuta recíproca e no discernimento comum, o Espírito Santo ajude o Papa a guiar a Igreja. Não um parlamento, não um congresso em que prevalecem opiniões ou interesses, mas uma experiência de comunhão ao serviço da missão”, disse o Papa. Abertura Pensar em vinho novo em odres novos é de fato construir uma abertura toda plena àquilo que Espírito Santo quer dizer aos nossos tempos. A insistência do Papa em desarmarmos os corações para retomarmos a dignidade da vida, propõe uma religação com a potência ética do humano. É um convite a testemunhar a plenitude do encontro com Jesus que transforma a vida de cada uma e cada um de nós, convertendo-nos na civilização do amor. “O que aprendemos a viver nestes dias não diz respeito apenas ao Colégio cardinalício. É um estilo que somos chamados a promover em toda a Igreja, para que cada batizado, segundo a sua vocação e responsabilidade, participe na construção da civilização do amor e no serviço ao bem comum”, acentuou o Pontífice. Não há como pensarmos em vinho novo em odres velhos, porque a proposta de Jesus clarifica nosso entendimento para sabermos que o vinho novo pertence aos odres novos. Isto é, uma conversão completa que nos afaste de comportamentos de divisão e fortaleça a fraternidade. Somos todos chamados a degustar a doçura duma vida onde a paz e a justiça florescem em campo aberto, livres. Essa liberdade é também eclesial. Nossos pastores reunidos em colegialidade são sinal de comunhão viva, pois a Igreja é feita por inúmeros rostos tocados pela mensagem do Evangelho. E ao serem tocados, assumem a responsabilidade de trilhar para o mesmo horizonte, que é Cristo. Essa disponibilidade foi o centro de todo o consistório, como indicou o santo padre no discurso final: “Irmãos, agradeço-vos de coração pela vossa contribuição, assim como aos relatores, aos moderadores e a todos aqueles que, com generosidade e discrição, tornaram possíveis estes dias de trabalho e fraternidade. Obrigado por me terdes ajudado, mais uma vez, a reconhecer a obra que Cristo continua a realizar no seio do seu povo e no mundo. Confiemos os frutos deste Consistório à intercessão da Virgem Maria, Mãe da Igreja. Que ela nos ensine a preservar a unidade na diversidade e a servir o Evangelho da paz com humildade, coragem e esperança”, agradeceu o Papa. Os desdobramentos do consistório cumprirão aquilo que a Igreja no Brasil já vem construindo, especialmente na Amazônia. Com as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE), nossas Igrejas Locais estão comprometidas com a implementação do Sínodo da Sinodalidade e com a absoluta comunhão, participação e missão que nos chama à vida.

Arquidiocese de Manaus lança Selo Ecológico para estimular práticas ecológicas

A Arquidiocese de Manaus lançou, na manhã do dia 14 de junho, o Selo Ecologia Integral. O projeto trabalha a dimensão socioeducativa junto às paróquias, comunidades e organismos que atuam no território da Arquidiocese, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para estimular práticas ecológicas. “Isso quer dizer que pode ser uma pastoral, um grupo ou qualquer um dos organismos que compõem a Arquidiocese. De forma objetiva, o selo visa identificar as ações de ecologia integral desenvolvidas na Arquidiocese, mas, principalmente, mobilizar esses espaços das paróquias, esse espaço dos grupos, para que esses agentes de pastoral e suas comunidades possam desenvolver muito mais ações relacionadas à ecologia integral”, esclareceu a Andreza Weil, da Comissão de Ecologia. Essa iniciativa é um dos caminhos trilhados pela Comissão da Ecologia Integral para estimular o cuidado com a Casa Comum. A obtenção do selo segue critérios estabelecidos pelos idealizadores. Os grupos interessados em receber o selo e expressar seu compromisso de cuidado com o meio ambiente devem procurar a Comissão. Dimensões do Selo O selo aborda três dimensões: da espiritualidade ecológica, infraestrutural e a territorial. No que diz respeito a espiritualidade ecológica, o projeto é fundamentado nos ensinamentos da Carta Encíclica Laudato Si, de Papa Francisco. Na dimensão infraestrutural, serão considerados os espaços da igreja que praticam ações de ecologia integral: a preservação, a conservação e principalmente o compromisso com o meio ambiente. Quanto a dimensão do território, o projeto considerara a localização e as ações desenvolvidas em parceria com outras instituições. “É um selo que envolve toda a sociedade, uma vez que a Arquidiocese está em todo o território, hoje em Manaus e em outros municípios na sua dimensão. Então, nós queremos convidar as paróquias, as comunidades, os grupos, para que procurem a Comissão da Ecologia Integral ou qualquer um dos agentes de pastoral que estão envolvidos hoje com a Ecologia Integral na Arquidiocese”, explicou Andreza. Compadecidos e compadecidas O lançamento aconteceu na Catedral Metropolitana de Manaus, na celebração das 10h, presidida pelo cardeal Leonardo Steiner, arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em sua homilia, o arcebispo apontou a beleza da compaixão de Jesus diante da multidão desolada. “Queridos irmãos, queridas irmãs, também nós somos enviados. Somos enviados, enviadas para quê? Para que também compadecidos, compadecidas, possamos ajudar as pessoas a se colocarem de pé, a andar, a caminhar, a harmonizar, a se solidarizar, mas principalmente amar. É a compaixão, queridos irmãos e irmãs, que desperta em nós a grandeza de podermos amar. E a compaixão tem algo de extraordinário no texto do Evangelho de hoje. De graça recebestes, de graça dai”, sublinhou arcebispo. Herdeiros da Criação O cardeal recordou que o Evangelho do 11° Domingo do Tempo Comum aponta para a necessidade de compaixão. Essa compaixão, se estende também ao cuidado com a Criação. Como herdeiros e herdeiras dessa Criação, somos convidados a cuidá-la com afinco, pois o Evangelho apresenta a gratuidade com a qual nós recebemos e devemos retribuir. “Queremos conferir esse selo às entidades, às associações, aos grupos, às paróquias, onde realmente existe o cuidado para com o meio ambiente. Assim, talvez toda a nossa cidade se transforme, não só uma cidade limpa, seja uma cidade gostosa de se viver, porque a natureza também gosta de viver bem, se cuidarmos dela. De graça recebestes, de graça dai. Ganhamos a natureza de graça. E não estamos cuidando de graça da natureza”, enfatizou o cardeal. Ele insistiu que nossa súplica diante de Deus nos permita um “compadecimento com a Natureza”. E assim como Jesus sentiu em suas entranhas a compaixão pelo povo sem pastor, “nossas entranhas sejam atingidas pelo descuido da natureza”. De maneira que possamos nos alegrar e admirar com a obra criada por Deus. Obtenção do selo O selo é uma contribuição que a Arquidiocese de Manaus busca ofertar para a cidade de Manaus. Para a obtenção do selo, os critérios serão identificados durante a visita que o grupo faz à paróquia ou grupo. A professora Andreza Weil reforçou o caráter educacional e pedagógico da proposta, para que todos se “mobilizem em função do compromisso, do cuidado com a Casa Comum”. “Quando você chega no grupo ou na paróquia e você tem esse selo, você sabe de alguma forma, tem a imagem, a marca de que aquela paróquia, que aquele espaço, que aquele grupo tem um compromisso com o meio ambiente, com o cuidado com a Casa Comum. Então essa é a proposta, nós esperamos que seja motivadora”, finalizou a professora.

Arquidiocese de Manaus lança cartilha de orientações políticas para eleições 2026

Na manhã do dia 7 de junho, a Arquidiocese de Manaus realizou a coletiva de imprensa de lançamento da cartilha de orientações políticas para as eleições de 2026. A expectativa é que nossas comunidades disponham de um material para reflexões de fé e cidadania. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo Metropolitano de Manaus, destacou o papel fundamental da Igreja para a construção da consciência política. “Por ocasião das eleições, a Igreja sempre tem se manifestado, sempre tem dado orientações para uma boa escolha, mas principalmente tem ajudado a criar uma consciência da importância que a política tem. Não só dos políticos, mas da política pública. E assim também desejamos para as eleições deste ano, desejamos dar a nossa contribuição”, explicou o cardeal. Fé unida a realidade social A construção do subsídio de círculos bíblicos busca unir a fé professa com a realidade social do Brasil, explicou Josiel Coelho, presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). Ela responde ao chamado de São João Paulo II para que a Igreja não se desvincule da política para construção do bem comum. “Diante de tempos difíceis para os excluídos da convivência social e afetados pela falta de emprego, pela falta de saúde, de oportunidades, a finalidade desta cartilha é mudar o modo de ver a política, transformando-a em discernimento ético, compromisso civil e engajamento social ativo”, explicou o presidente do CNLB. A estrutura dos círculos bíblicos segue a metodologia do “ver, julgar e agir” em linguagem acessível para toda a população. O texto conta com uma seleção de iluminações bíblicas e fatos históricos que possibilitem a reflexão consciente dos cristãos e cristãs. Além disso, o material oferece opções de gestos concretos de estímulo à ações coletivas entre os fiéis nas paróquias, movimentos sociais, pastorais, sindicatos e conselhos ao final de cada encontro. Os cinco encontros disponíveis no subsídio aprofundam a ligação entre a fé e a vida social fundamentada na Carta Encíclica Fratelli Tutti, de Papa Francisco. Eles buscam situar o debate responsável para o sentido real do bem comum com a valorização das pessoas. As discussões evidenciam a perspectiva ética que deve permear o cotidiano das escolhas políticas com participação cidadã. Autoridade do Evangelho O bispo auxiliar de Manaus, Dom Zenildo Lima, recordou que a Igreja sempre se manifesta diante das realidades diversas realidades dos tempos. Mesmo que essa manifestação seja acolhida ou encontre resistências, se manifesta com a autoridade concedida pelo Evangelho. É natural da missão da Igreja abordar e oferecer elementos para reflexão baseados em sua Doutrina Social. “Papa Leão nos oferece, de um modo muito convincente, uma convicção que o Evangelho ilumina as realidades e ilumina as coisas novas de cada tempo. Por isso mesmo, a política que sempre se apresenta como a possibilidade de novas experiências de convívio social, pode ser iluminada a partir das convicções que brotam do evangelho. Apresentar-se assim, deste modo e com esta aparente pretensão, não descaracteriza o que é próprio da comunidade de fé. O fazemos por causa da autoridade do Evangelho”, enfatizou o bispo. Narrativas de encantamento Dom Zenildo Lima apontou para a necessidade de construirmos narrativas que possibilitem um reencantamento com a política, onde a imprensa tem um papel de destaque. Essas narrativas de reencantamento, passam pelo resgate dos processos políticos que ultrapassem a polarização entre “populismos e entre neoliberalismos, mas uma política capaz de caridade”. Nesse horizonte, é necessário resgatar a elaboração de política melhor proposta pela Fratelli Tutti. Isto implica reconhecer a vida de homens e mulheres e compreender o voto como um processo de grande discernimento. Dom Zenildo sublinhou que o subsídio preparado pela Arquidiocese supõe o regaste da beleza e da clareza política como experiência de fé. “Hoje nós temos um novo risco, que são processos de narrativas que criam ideologias tão superficiais que, de certo modo, compram o nosso voto. Compra a consciência dos eleitores. Então, a necessidade do discernimento é o principal elemento que perpassa esse pequeno subsídio de orientações, especificamente quanto ao gesto de votar. Então de novo nós somos convidados a esse processo de participação, como um processo consciente, como um processo fruto de um discernimento”, destacou o bispo. Integridade nas eleições A Arquidiocese de Manaus participa do Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB -AM), uma construção coletiva de diversas entidades civis que trabalham para garantir a integridade do pleito eleitoral. A Dra. Margareth Buzaglo, representante do comitê, esteve na coletiva e destacou que o grupo está pronto para receber “todo tipo de denúncias, encaminhamentos, reclamações” relacionado às eleições. O coordenador de Pastoral da Arquidiocese, Pe. Geraldo Bendaham, realçou que a posição da Igreja em Manaus “é orientar a população para que vote com verdade, com justiça” e discernimento. Por isso a Arquidiocese se junta ao comitê para garantir que escolhas de políticos que prezem pelo bem comum, a ética e o trabalho. Com essas presenças autênticas, reestabelecer a esperança e o encantamento. “Enquanto a fé, ela tem uma postura crítica diante da realidade. Não é para ser instrumentalizada a fé, mas é para que possa elevar a cidadania. Então, a Arquidiocese, junto com o Comitê de Combate à Corrupção e à Compra de Vota, vamos ficar atentos para que não entre na política aqueles que não são qualificados, somente os preparados”, destacou o padre. Trabalhar pelo bem comum Ao final, o cardeal Leonardo Steiner recordou que as eleições e o voto são “uma expressão da democracia”. Ele ressaltou a importância de atentarmo-nos “à pessoa a quem nós damos o nosso voto”. O que significa reconhecer em sua trajetória o trabalho firme pelo bem comum e a defensa da democracia, diferente das posições que o Congresso Nacional tem assumido. “Dar mais uma vez a nossa contribuição para que as eleições ocorram com tranquilidade, mas também que nós possamos ajudar a renovar a política e a renovar, especialmente o Congresso Nacional, porque temos tido pautas no Congresso Nacional que não têm ajudado a sociedade brasileira. Tem tido decisões que vão contra a sociedade brasileira, vão contra…
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Cardeal Steiner: o pão descido do céu nos une

O pão descido do céu nos une, nos reúne. O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, presidiu a celebração de Corpus Christi (4) da Arquidiocese de Manaus. A celebração eucarística expressou a profunda comunhão e dinamismo da Igreja em Manaus com a participação de inúmeros fiéis, do clero e da vida religiosa. Com o tema “Eucaristia: Pão Vivo feito morada entre nós”. Na tarde da quinta-feira, as comunidades reuniram-se no Centro Histórico da cidade para celebrar Jesus, o Pão vivo descido do céu. O cardeal enfatizou que esse pão é o sinal profundo da presença de Deus no meio de nós. Uma presença capaz de “estar na nossa mão, de ser um conosco, de se fazer um com cada um de nós”. “Uma presença tão apocada. Uma presença tão pequenina que nós, no momento da comunhão, estendemos a nossa mão sobre uma outra mão, como um trono, como dizia nos primeiros séculos da igreja, se dizia. E de pé é como se disséssemos a Palavra do apocalipse: ‘vem Senhor Jesus’”, explicou o cardeal. Dar o próprio Corpo e Sangue Em sua homilia, o arcebispo recordou que não tememos o deserto porque sabemos da presença de Deus em nosso meio como verdadeiro alimento da nossa vida. Da mesma maneira como Deus alimentou e saciou a sede do povo que caminhou no deserto. Por isso necessitamos procurar essa presença que Deus nos dá com seu próprio Corpo e Sangue.  “Como pode dar ele o seu corpo? Como pode ele dar o seu sangue? Sim, queridos irmãos, queridas irmãs, é Jesus que nos alimenta, é Jesus que nos conduz, é Jesus que nos levanta, é Jesus que nos faz caminhar. Esse pão descido do céu, esse cálice da bênção é que nos coloca todos a caminho como povo de Deus”, disse o cardeal. Nesse caminho, somos alimentados e saciados pelo Pão da vida e assim, o deserto e o sofrimento oferecem a possibilidade de uma purificação. Esse mesmo pão descido é que nos possibilita uma profunda comunhão. E nela, “todos nós formamos o corpo do Senhor” como “visibilização de Jesus” manifestada que nos une e reúne como Igreja. Agradecer e louvar O cardeal enfatizou a celebração de Corpus Christi como um momento oportuno de expressarmos profunda gratidão e louvar a presença de Deus no meio de nós como pão descido do céu. Mesmo que a maioria de nossas mais de mil comunidades não tenham a presença da Eucaristia todo final de semana. Mas, se sustentam pela Palavra de Deus que “também é o corpo do Senhor”. “Uma comunidade viva, ninguém tinha deixado a igreja, ninguém tinha ido para outra igreja, todos reunidos, todos no fim de semana, rezava o texto e a Palavra de Deus. A Palavra de Deus que dava corpo, os fazia Igreja, fazia testemunho do apoio, da fraternidade. Depois de oito anos encontrei adultos preparados já como crianças para receberem a primeira Eucaristia. A palavra de Deus que é o corpo, nos dá comunhão, nos faz ser corpo de Jesus”, disse o cardeal recordando uma visita a uma comunidade. Padres, diáconos e ministros da Eucaristia O presidente estendeu sua gratidão aos padres que animam as comunidades entregando o Corpo do Senhor, fazendo-as cada vez mais sinal de comunhão e libertação. Uma missão que exige humildade, assim como “Deus se faz humilde, pequeno, cabe numa mão”. Além dos diáconos e ministros da Palavra e da Eucaristia pela disponibilidade construtora de comunhão, consolo, liberdade e visibilidade ao Reino de Deus, especialmente os que visitam os doentes e idosos. “Que coisa bonita, a nossa Igreja, indo ao encontro. Você que é ministro da Eucaristia, ministro da Eucaristia, levando Jesus aos nossos doentes, idosos. Aqueles que às vezes ajudaram a construir a comunidade, agora não podem vir. Nós é que vamos e levamos Jesus, o Pão descido do céu. Agradecer por essa disponibilidade, por levar Jesus, por anunciar Jesus como ministro da Palavra, ministra da Palavra”, expressou o arcebispo. Ao final da celebração, o povo de Deus percorreu as ruas do Centro acompanhados pelo Santíssimo Sacramento e retornou ao palco, na avenida Eduardo Ribeiro, para bênção final.

Arquidiocese de Manaus reúne mais de 70 mil pessoas na Solenidade de Pentecostes 2026

Mais de 70 mil pessoas participaram da Solenidade de Pentecostes na Arquidiocese de Manaus. A celebração aconteceu no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o sambódromo, no domingo (24) em que a Igreja celebra a vinda do Espírito Santo. O tema escolhido para 2026 foi “O Espírito Santo faz da Igreja morada de todos e todas”. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo Metropolitano de Manaus, presidiu a celebração e nos recordou que a linguagem do amor permite que Igreja esteja em todos os povos e nações como presença consoladora aos mais necessitados. E por isso, desejos do Espírito para anunciar Jesus. “Aqueles sem rumo, aqueles sem casa, aqueles sem teto, aqueles sem família, aqueles sem justiça, aqueles sem consolo, todos eles, queridos irmãos e irmãs, a esperar a nossa presença consoladora, amorosa, amorosa”, ressaltou o arcebispo. O encontro fortalece a unidade Durante o dia, muitas equipes se dedicaram na preparação do espaço onde acontece a celebração. Essa organização reflete o compromisso de caminhar juntos da Igreja em Manaus. É a grande oportunidade de encontro entre todas as comunidades que compõem a Arquidiocese, um momento no qual a unidade prevalece diante de tantas diferenças, dons e carismas. Para compreender essa dinâmica escolhida e vivida pela Igreja em Manaus, é necessário que cada um e cada uma se sinta tocado pela mensagem de paz anunciada pelo Ressuscitado. O cardeal Leonardo Steiner recordou em sua homilia que essa não é uma paz sem tensões ou discussões, mas uma paz “que nos dá o horizonte de podermos conversar entre nós como irmãos e irmãs e conservar as nossas diferenças”. O esforço de construir essa paz em nossas relações é alcançado quando há espaço para a atuação Espírito Santo como protagonista de transformação. É pelo Espírito que fortalecemos a unidade e a paz em nossas comunidades e famílias. O seu sopro a nos recordar a maneira de agir diante de tantas realidades de violência e a necessidade de invocá-lo. “Para termos paz precisamos do Espírito Santo. Ele vai indicando caminhos, ele vai iluminando as nossas discussões, ele vai nos aproximando nossos afetos, ele vai nos dando língua e linguagem capaz de nos entendermos. Vai nos dando capacidade de entre nós estabelecermos laços que ninguém é capaz de romper. A paz só é possível no Espírito Santo”, apontou o cardeal. O perdão constrói a paz “Para haver paz é preciso perdão. E o Espírito amolece o nosso coração. O Espírito clareia as nossas ideias para que haja o perdão. O perdão entre nós lá em casa, aquele perdão que às vezes é difícil porque a ofensa foi grande, às vezes foi até abuso. E o perdão, só o perdão é capaz de nos devolver a paz. E o dom do Espírito que nos dá o perdão, que nos ajuda a dar o perdão”, enfatizou o cardeal Steiner. A cultura do perdão é um elo para a construção da paz em todo o mundo. No início da celebração, uma grande bandeira da paz entra como sinal da paz tão desejada. Hasteada ao lado do palco torna viva a esperança de dias de paz em nossas comunidades tão machucadas pelas inúmeras violências. O arcebispo nos impele a repetir a mensagem do ressuscitado: “A paz esteja convosco”. “A paz, queridos irmãos e irmãs, ameaçada também nas guerras entre nós, aquela violência nos nossos bairros, aquela violência política que cresce cada vez mais, a violência econômica. Já não sabemos mais aonde foi parar a ética, tudo uma violência, vivemos num clima sem paz”, reforçou o cardeal. Sinal concreto de amor Na Solenidade de Pentecostes em Manaus, a grande participação dos fiéis se torna sinal concreto do cuidado aos mais necessitados. A Cáritas Arquidiocesana organiza a coleta e distribuição de alimentos não perecíveis trazidos pelos participantes. Segundo informações da Cáritas, esse ano mais de 14 toneladas de alimentos foram arrecadas, esses alimentos serão distribuídos entre as Cáritas Paroquiais e chegaram as famílias em situação de vulnerabilidade social. “Mais de 14 toneladas recolhidas, recebidas, doadas. É o dom do Espírito que transforma os corações e se tornam generosos. Nós somos muito agradecidos por podermos, como Arquidiocese, ir ao encontro dos necessitados com os dons que os irmãos e as irmãs nos oferecem”, foram as palavras de agradecimento do cardeal pelos alimentos arrecadados. Com muita alegria a Cáritas informou que quantidade alimentos superou a arrecadação do ano passado em mais de 4 toneladas. A Secretária Executiva da Cáritas Arquidiocesana, Daniele Rodrigues, agradeceu a atuação voluntária de toda a Rede Cáritas e dos membros das Pastorais Sociais no recebimento dos alimentos. Um sinal de grande solidariedade que permeia a Igreja em Manaus. A unidade rompe distâncias No agradecimento pela presença de Dom Luiz Soares, arcebispo emérito e Dom Mário Pasqualotto, auxiliar emérito, e de Dom Hudson Ribeiro, o cardeal Leonardo Steiner também recordou os bispos auxiliares de Manaus, Dom Zenildo Lima, em recuperação de uma cirurgia, e Dom Samuel Ferreira, que o acompanha no processo de recuperação. A trajetória pastoral de cada um dos bispos é de forte presença pastoral e atuação com as comunidades. E, para a Arquidiocese, são sinais de unidade e serviço na construção do Reino de Deus, sempre perpassados pelo anúncio autêntico do crucificado-Ressuscitado. “Para que ele pudesse sentir a presença de todos nós no momento da recuperação. Nós queremos lembrar dele nas nossas orações, queremos lembrar de todos os nossos doentes, queremos lembrar de todos aqueles e aquelas que passam por necessidade, para que o Espírito seja o Espírito do consolo, o Espírito do amor”, finalizou o cardeal. Convocação da XI APA Ao final da celebração, o arcebispo de Manaus convocou toda a Igreja em Manaus para a realização da XI Assembleia Pastoral Arquidiocesana (APA) com o tema: “Igreja em Manaus, Missionária e Sinodal” e o lema: “O Espírito do Senhor me ungiu e enviou” (CF Lc 4,18), com duração de ano a contar da festa de Pentecostes até o junho de 2027. Abaixo um trecho da carta com as primeiras orientações: CONVOCO A XI ASSEMBLEIA PASTORAL ARQUIDIOCESANA (XI…
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Cardeal Steiner: Pentecostes é o tempo da consolação.

No Domingo de Pentecostes a Igreja celebra a vinda do Espírito Santo. Em sua reflexão, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, recorda que essa solenidade “diz à Igreja: é o tempo da consolação. Consolação, pois anúncio alegre e bendito do Evangelho”. A festa da unidade nos rememora nosso envio como consolares e consoladoras. Confira o artigo na íntegra: O primeiro anúncio do Ressuscitado: “A paz esteja convosco”. Era necessário acalmar aqueles homens tomados pelo medo e a morte. A paz! Sem a paz tudo vira conflito, acusação, tensão, desprezo da justiça, perda da fraternidade, da familiaridade, menosprezo da cultura de cada povo. A paz harmoniza, admira as diferenças, sincroniza a linguagem e os gestos. Imprime rostos admiráveis pela beleza e dignidade. Sem a paz somente a violência, a guerra, seja de armas, seja de palavras, seja da não política. Seguidores e seguidoras quem somos de Jesus, desejamos e oferecemos a paz. Depois de saudar e desejar a paz por duas vezes, para que ela se torne realidade, Jesus sopra sobre os apóstolos e diz: “Recebei o Espírito Santo!” Sim, irmãos e irmãs, o Espírito verdadeiro renovador das relações, soprador de vida, consolador dos aflitos e defensor dos fracos e desprotegidos. “Recebei o Espírito Santo”! O Libertador, abridor de portas e janelas, pois sopro de vida nova! Cheios do Espírito Santo Ouvimos nos Atos dos Apóstolos: “De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo”. O barulho e o vento forte a indicar a força, o vigor que encheu a casa onde se encontravam os discípulos ainda amedrontados, escondidos. Com as portas fechadas, sozinhos e perdidos, tenham diante de si todas as suas fragilidades e fracassos. Mas quando as línguas de fogo permanecem sobre eles, ao serem invadidos pelo fogo do amor do Espírito, ao receberem o sopro como vento impetuoso, aqueles homens sentem-se consolados, e transbordam a consolação de Deus. São transformados, impelidos a pregar, a anunciar. O Espírito Santo que irrompe na casa, abre janelas e portas, abre a vida daqueles discípulos revestidos de morte. Vida nova, nova força, novo vigor, nova disponibilidade. Agora o Espírito a guiar aqueles homens amedrontados e sem destino. Na força e vigor do Espírito tornam-se verdadeiros discípulos de Jesus. Agora no ânimo do Espírito compreendem, “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”; “ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!”; “Ide e anunciai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16,15). “Viram, umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo”. Línguas de fogo a repousar sobre cada um deles e eles a falar diversas línguas, conforme o Espírito inspirava. Tomados, invadidos pelo Espírito Santo, falam e todos escutam o anúncio das maravilhas de Deus na sua própria língua. Falam em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava (At 2,3-4;10). Uma proclamação, um anúncio compreensível em todas as línguas, em todos os povos e nações. Que linguagem é essa que todos compreendem e entendem? O Consolador que acalma, como cantamos na Sequência; o hóspede da alma, doce alívio, pois na aflição remanso, verdadeiro descanso. Sim, a linguagem do consolo todos entendem, pois, a linguagem do amor. Todos intuem a palavra, não-palavra do consolo, do amor. Ainda mais quando nascido do Espírito. As línguas que eles falam é o Espírito quem escreve, não sobre a pedra, mas nos corações (2Cor 3,3). Assim, pois, a lei do Espírito de vida, escrita no coração e não sobre a pedra, a lei do Espírito de vida, está em Jesus em quem a Páscoa foi celebrada na plenitude da verdade” (cf. Santo Agostinho, Sermão 155). Por termos, também nós, recebido o Espírito Consolador, o Paráclito, somos enviados como paráclitos, consoladores, consoladoras. Somos na força e suavidade do Espírito chamados a dar testemunho, a nos tornar paráclitos, consoladores. O Espírito pede para darmos visibilidade ao Deus consolador, a darmos corpo à sua consolação. Não se trata de palavras, de discursos, mas de presença, de proximidade, de pele a pele. Jesus mesmo ao ser consolo era proximidade, compaixão, misericórdia, consolo. A proximidade, a compaixão e a ternura são o modo de Deus que recebemos de Jesus no Espírito Santo. Tempo da consolação A Solenidade de Pentecostes, a vinda do Espírito Santo, diz à Igreja: é o tempo da consolação. Consolação, pois anúncio alegre e bendito do Evangelho. É tempo para derramar amor no nosso tempo marcado pela violência, pela dor, pela separação, pelo desamparo. É o tempo da misericórdia, do perdão, da reconciliação, tempo da paz. É o tempo do Paráclito! É o tempo da liberdade do coração, no Paráclito (cf. Papa Francisco, Pentecostes, 23/05/2021). A linguagem do consolo, do amor é transformante, libertadora. Esse dom do Espírito é diferente na sua dinâmica e eficácia. As consolações do mundo são como anestésicos: oferecem um alívio momentâneo, mas não curam o mal profundo que muitas vezes carregamos. Insensibilizam, distraem, mas não curam pela raiz. Agem à superfície, ao nível dos sentidos, e dificilmente atingem o âmago, a intimidade da nossa intimidade. A linguagem do amor sussurra à nossa interioridade que somos amados como somos. O Espírito Santo, o amor de Deus, age no nosso espírito, desce ao mais íntimo de nós mesmos; visita o íntimo do coração, pois é hóspede amável da alma. É a ternura de Deus não nos deixa sozinhos, pois é amor consolador. (cf. Papa Francisco). O Espírito que recebemos vivifica a Igreja e suscita serviços, ministérios, vocação, ouvimos na segunda leitura. Paulo nos ensina: “Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos.”(1Cor 12 4-6). A riqueza de diversidade na Igreja é admirável, mas um só Espírito; diversos e um só.…
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