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Cardeal Steiner na Missa de Santos Óleos: o Reino de Deus nos torna participantes de um amor desmedido

“Reino de Deus, a pérola preciosa do Evangelho que anunciamos, testemunhamos. Não testemunhamos e não anunciamos um objeto, não é um objeto, é a nossa missão. Não a mostração de normas e regras, nem uma condição moral, mas participantes de um amor desmedido”. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, para a Missa dos Santos Óleos, dia 2 de março, na Catedral Metropolitana de Manaus. A celebração foi concelebrada pelos auxiliares Dom Zenildo Lima, Dom Joaquim Hudson e Dom Samuel Ferreira. Além dos eméritos Dom Luiz Soares, Dom Mário Pasqualotto e Dom Derek Byrne. Aproximadamente 200 sacerdotes participaram da missa do Crisma onde renovaram suas promessas sacerdotais. A Vida Religiosa e grande número de fiéis também estiveram presentes num sinal de plena comunhão sinodal da Igreja de Manaus. Na celebração, foram abençoados os óleos que serão utilizados ao longo do ano nos sacramentos em nossas comunidades, áreas missionárias e paróquias. Um momento de renovação de fé e unidade. Em sua homilia, o presidente do Regional Norte 1 da CNBB, agradeceu a disponibilidade daqueles que se propõem a anunciar a Boa-Nova do Cristo Crucificado-Ressuscitado. Confira a homilia do cardeal Leonardo Steiner na Missa dos Santos Óleos: Levantando-se para fazer a leitura, deram-lhe o livro de Isaías. Jesus se colocara a caminho ao regressar a Nazaré, espacialidade do crescimento em idade, sabedoria e graça. Na pequena sinagoga de Nazaré, lugar da escuta da Palavra, levantando-se, desenrola o livro e proclama Isaías, deixando percutir a sacralidade da palavra. Entre a proclamação de pé e o sentar-se, é encontrado pela sonoridade da Palavra. Hoje se cumpriu esta passagem que acabastes de ouvir. Na leitura foi lido: O Espírito do Senhor que o consagrou com unção aponta a missão anunciar a Boa-Nova aos pobres. Envia para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista. Libertar os oprimidos e para proclamar a graça do Senhor. sentindo-se ungido e enviado pelo Espírito, não mais deixou de levantar-se, pois percorria a Judeia, a Galileia, passando pela Samaria, entrava nas vilas, nas cidades, nas sinagogas, proclamando o ano da Graça, o Reino de Deus. Na disponibilidade, caminhante, desperta a todas para o cuidado do Pai, para com seus filhos e filhas, do mesmo modo como ele vela, cuida das flores do campo, dos pássaros do céu. Devolve à vida os adormecidos na morte. Oferece passos aos claudicantes. Possibilita a palavra ao desatar a língua. Sana os corpos e as relações. Devolve o movimento e a dinamicidade do encontro. Todos libertados, confortados, participantes de um encontro. E levantando-se, levantado pela Palavra, está sempre a caminho incansável, imparável. Disponibilidade na Missão Continua a leitura do cuidado do Pai nos pobres esquecidos. os colocados à margem pelas suas doenças do corpo e do espírito, sempre de pé, continua se levantando. De pé, a caminho se perfez envio missão até a cruz. E no alto da cruz, como ouvimos na narrativa da paixão no dia de Ramos, eu te ofereço o meu espírito. Na completa solidão, na suspensão de tudo e de todos, no quase esmorecer, no quase cair na tentação de não suportar a dor e a morte, levantado da cruz, se levanta. E na disponibilidade e na cordialidade da missão: Eu entrego o meu Espírito, levanta até o Pai a si mesmo. Ungido pelo Espírito, enviado para proclamar a Boa-Nova, esteve sempre no movimento do levantar-se, audiente e proclamante até a morte. Assim, exaltado, transfigurado, ressuscitado, como memorava o livro do Apocalipse que ouvimos, aquele que é, aquele que era, aquele que vem, foi feito em tudo e em todos no poder do amor. É que o amor sempre nos mantém de pé. A Boa-Nova aos pobres E nós, queridos irmãos, queridas irmãs, ao desenrolarmos o livro dos Evangelhos, nos lemos também nós, como ungidos e enviados, pois recebemos o Espírito que nos ungiu e consagrou no Batismo e na Crisma, para levar a Boa-Nova aos pobres. Também nós proclamarmos a libertação dos cativos e aos cegos a recuperação da vista, liberar os oprimidos e proclamar que somos todos participantes da graça. Todos nós, tomados pelo espírito da Boa-Nova, também nos levantamos. E nos colocamos a caminho, pois uma Igreja em Saída anunciar a alegria Daquele que venceu a morte, e na morte deu-nos vida e vida em plenitude. Levantados, levantadas. itinerantes a anunciar a todas as famílias, comunidades, casas e descasas, ruas, becos, caminhos, estradas, ramais e vicinais, periferias, comunidades ribeirinhas, nos condomínios abertos e fechados, o Reino de Deus, todos nós. Reino de Deus plenificado em Jesus Cristo Crucificado-Ressuscitado. Anunciar com alegria o Cristo Crucificado-ressuscitado Participantes pelo Batismo da mesma unção envio, somos todos nós presença da vida nova, testemunhas da morte e da ressurreição. E como nos ensinava Papa Francisco, não anunciamos de maneira triste. Não anunciamos de maneira triste ou de maneira neutra, mas expressamos a alegria do hoje que se cumpriu a Palavra que acabamos de ouvir. Tudo cumprido em Cristo Crucificado-ressuscitado. A alegria do Pai que não quer que se perca nenhum dos seus pequeninos. A alegria de Jesus ao ver que os pobres são evangelizados e que os pequeninos saem evangelizar. a Boa-Nova, o Reino de Deus, a pérola preciosa do Evangelho que anunciamos, testemunhamos. Não testemunhamos e não anunciamos um objeto, não é um objeto, é a nossa missão. Não a mostração de normas e regras, nem uma condição moral, mas participantes de um amor desmedido. O “ser presbítero” Queridos irmãos presbíteros, na celebração do Crisma todos os anos renovamos as nossas promessas sacerdotais. Jesus no Evangelho nos convida a voltarmos a pequenina sinagoga da terra do nosso ser presbítero antes das promessas sacerdotais, no dia da nossa ordenação presbiteral, diante da comunidade, também nós nos levantamos e na disponibilidade e na prontidão, como Jesus em Nazaré, dissemos: Eis-me aqui. Hoje nos levantamos, mais uma vez, reafirmamos nossa disponibilidade e nossa prontidão de estarmos a caminho servindo o povo de Deus. Nos levantamos, percebendo-nos vocados, chamados pelo Espírito, repousados sobre cada um de nós, percebendo-nos…
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Pastoral do Menor participa de curso sobre Justiça Restaurativa e Construção de Círculos de Paz

De 28 a 30 de março aconteceu a Formação da Pastoral do Menor, em Manaus (AM). Com participação de 18 pessoas a nível de Região Norte,incluindo educadores e coordenações dos Regionais: Norte 1, Norte 2 e Noroeste, sobre Justiça Restaurativa e Construção de Círculos de Paz. O curso, promovido pela Pastoral do Menor Nacional, acontece por regiões e busca construir estratégias de prevenção a violência, capacitando agentes da Pastoral do Menor. Escuta, diálogo e entendimento A metodologia dos Círculos de Paz envolve a construção de habilidades de escuta empática e capacidade de promover o diálogo respeitoso, buscando facilitar conversas construtivas e entendimento mútuo. Essa abordagem, permite ao agente uma expansão dos horizontes de atuação para o cotidiano das relações: na comunidade, em escolas, com famílias, adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas e aparelhos institucionais que atendam crianças e adolescentes. O intuito é resolver conflitos de forma pacífica e criar um ambiente de confiança e respeito entre as pessoas. Fortalecer a cultura da paz Os dois primeiros dias de programação, 28 e 29 de março, aconteceram no Centro de Treinamento Maromba, no bairro Chapada, em Manaus. Com a assessoria de Maria Aurilene Moreira Vidal, Bacharela em Serviço Social, Facilitadora e Instrutora de Círculos de Paz e da Justiça Restaurativa e agente da Pastoral do Menor há mais de 30 anos no regional Nordeste 1, no estado do Ceará. Ela possui ampla experiência na área da Justiça Restaurativa com mais de 50 cursos ministrados em escolas e organizações da sociedade civil. O curso de Justiça Restaurativa e dos Círculos de Paz trabalha a cultura de paz nos espaços onde a Pastoral atua. Ao comentar sobre a assessoria, Maria Aurilene classificou as participações como pontapé inicial para que as bases fortaleçam a cultura de paz. Em suas palavras, uma “paz verdadeira que a gente espera que aconteça em nós e nos outros, nas nossas relações, nas nossas comunidades”. “A gente trabalhou várias habilidades do facilitador do Círculo de Paz, a gente aprendeu o que é e onde a gente pode estar utilizando o Círculo de Paz, quais são as habilidades que a gente precisa desenvolver para isso e como, enquanto Igreja, eu posso estar ajudando nessa transformação desse mundo que a gente acredita, nesse mundo melhor, tendo essa ferramenta, essa metodologia como suporte da minha prática de ser igreja e de estar no mundo”, explicou a assessora. Teoria e prática No dia 30 de março, as atividades foram realizadas na sede do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), no bairro Centro. Durante o período de curso, os participantes seguirão o referencial teórico para a prática dos Círculos de Construção de Paz que incluem os princípios e valores da Justiça Restaurativa. A carga horária do curso soma 52 horas total, divididas em:

Representantes da Pastoral da AIDS do Regional Norte 1 participam de Seminário de Incidência Política

Quatro representantes do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) participaram do Seminário Nacional de Incidência Política, de 26 a 29 de março, em Porto Alegre (RS). O evento, com o tema ” Novo Impulso”, promovido pela Pastoral da AIDS Nacional, contou com a presença de Dom Luiz Ricci, bispo referencial da pastoral. Os participantes do Regional Norte 1 foram: Adinamar Farias, da diocese de Parintins, Liliane Cruz, Assistente Social da casa de Acolhida Frei Mario Monacelli, em Manaus, Tatyanny Bindá, conselheira estadual de saúde, e Ir. Maria Irene Tondin, coordenadora da Pastoral da AIDS do regional. Nova configuração Entre as atividades vivenciadas durante o seminário, Adinamar Farias, agente da pastoral da AIDS na diocese de Parintins, destacou o acompanhamento da nova dinâmica de configuração da pastoral. A reconfiguração foi apresentada pelo Frei Luiz Carlos Lunardi (OFMCap), Assessor Eclesiástico Nacional da pastoral. Além disso, acompanharam uma palestra sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS). “E podemos ver a síntese de onde a Pastoral está, em quais conselhos a Pastoral da AIDS se encontra, nos diversos municípios, nos diversos estados, nos diversos regionais que existem”, disse Adinamar Farias, destacando a importância da presença regional. Participação nas Políticas Públicas Para a Ir. Maria Irene Tondin, coordenadora da Pastoral no Regional Norte 1, os conhecimentos adquiridos no seminário de incidência política possibilitam “uma participação mais confiante, mais aprimorada na questão das políticas públicas”. Essa participação, contribui na luta “pelos direitos das pessoas que vivem com HIV”. A irmã enfatizou que os conteúdos abordados servem para todos os regionais do Brasil, fortalecendo a caminhada da Pastoral da AIDS e de outros grupos. “Tantos outros grupos que necessitam desse conhecimento de prevenção, aprimoramento e de incidir nas políticas públicas, incidir nos conselhos, incidir naqueles momentos que precisam da nossa atuação e ação como participantes e conhecendo um pouco mais dessa caminhada”, explicou a religiosa. Informações e imagens: Cordenação da Pastoral da AIDS Regional Norte 1 da CNBB.

Cardeal Steiner: Como em Jesus, Deus não nos abandona.

Tantos momentos em que pensamos que Deus nos abandonou, mas como em Jesus, não nos abandona. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, ao presidir a missa do Domingo de Ramos da Paixão do Senhor (28), início da Semana Santa, na qual celebraremos os mistérios da Paixão, morte e Ressurreição de Cristo. A celebração, com grande número de fiéis e a presença do arcebispo emérito, Dom Luiz Soares Vieira, iniciou com a bênção dos ramos, na praça em frente à Catedral Metropolitana de Manaus. Em seguida, uma procissão até a igreja, recordando a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém para o mistério da morte-ressurreição. Solidário com as nossas solidões Em sua homilia, o arcebispo recordou o grito de Jesus: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”, que reflete a proximidade com o Pai, mas também um eco da “humanidade abandonada”. Segundo o cardeal, o grito e o gemido de Jesus são por não “compreender o abandono do Pai”, assim como nós em “tantas situações desesperadoras”, não entendemos o porquê “do abandono e do sofrer, ou porquê das mortes, dos assassinatos, das guerras”. Nas palavras do cardeal Steiner, essa experiência de total abandono e desolação foi “por nós, para servir-nos”. Ele recordou que Papa Francisco nos ensinava meditando esse grito de Jesus na perspectiva do “abandono dos seus, que fugiram”. Nesse “abismo da solidão”, experimentado por Jesus, “restava-lhe, porém, o Pai” a quem se dirige nas palavras de um Salmo (cf 22,2).  “Porque quando nos sentimos encurralados, quando nos encontramos num beco sem saída, sem luz nem via de saída, quando parece que não Deus responde, lembremo-nos que não estamos sozinhos. Jesus experimentou o abandono total, a situação mais estranha para Ele, a fim de ser em tudo solidário com as nossas solidões. O fez por mim, por ti, por cada um nós”, afirmou o cardeal. No grito de Jesus, o grito da humanidade Ao comentar a primeira leitura, cardeal Steiner destacou, citando o livro de Isaías, o alento de ter o Senhor Deus como “meu auxiliador, por isso não deixei abater o ânimo”. Nessa perspectiva “da dor e da destruição da humanidade”, disse o cardeal, “Jesus se faz intimidade como Pai, exclama, grita não me abandones, de ti vim, para ti desejo voltar, não me abandones. E não o abandonou”, e assim também nós somos alcançados pelo auxílio de Deus em Jesus. “Porque Jesus diz: tudo o que Eu tenho, o que me resta, eu te dou o meu espírito. No grito de Jesus ouvimos a humanidade desesperada: dor, fome, fuga, imigração, guerra, a morte”, explicou o cardeal. Jesus transforma a nossa humanidade Ao refletir sobre a segunda leitura, onde Paulo aponta a condição de esvaziamento de Jesus que assume a “condição de escravo e tornando-se igual aos homens”, o cardeal aponta que “assim é Deus-cruz no qual reluz a nossa humanidade transformada”. Isto porque “Deus esvaziou-se, não se assegurou na sua divindade, mas se humilhou, trilhou o caminho da morte, se fez morte”. Essa atitude de Jesus nos permite ver “na morte a nossa salvação”. “Em Jesus nos vemos, em Jesus Crucificado nos lemos, n’Ele nos cremos. Participamos da sua sorte, isto é, da mesma morte, da vida. Na mesma morte, na mesma sorte de sermos perpassados pelo mistério da dor e da morte que nos desperta para vida da eternidade. Mistério da dor e da morte no qual nos movemos todos os dias, ora com mais intensidade, ora suavidade. Mas sempre envoltos por esse mistério incompreensível, mas que Jesus crucificado nos indica o horizonte, o sinal, a redenção, a salvação” explicou o arcebispo. O cardeal também indicou um caminho possível para trilhar na Semana Santa: “deixarmos tomar pelo mistério da morte como plenitude da vida”. Esse caminho, ajuda a compreender o “jogo de morte no qual Deus mesmo se inseriu e experimentou” como indicativo de que “no amor tudo se transforma”. E reforçou que a grandeza do abandono aponta não “uma piedade conformista, mas de um itinerário e caminho único de quem na fraqueza a possiblidade de transformação, de salvação”, capaz de iniciar uma vida nova com o Pai. Oferecer os frutos da conversão O arcebispo também recordou que a contribuição na Coleta Nacional da Solidariedade é a oferta dos “frutos do nosso caminho de conversão, do encontro com Jesus que deu sua vida por nós”.  Ela expressa um “desejo de identificação com Jesus”. E por fim, o cardeal agradeceu e aos irmãos e irmãs que, no período quaresmal, foram ao encontro dos necessitados continuando “o caminho de caridade”. A vida, morte e ressurreição de Jesus nos atrai e nos faz consolação. Em nome de todas as irmãs e todos os irmãos que receberam e receberão ajuda, a minha gratidão. “O Senhor das dores nos ajude no caminho desta Semana. Ele nos mostrará na dor e na morte não o reino dos mortos, nem o Reino dos mortos-vivos, nem dos vivos-mortos, mas apenas na morte o Reino dos vivos, o convívio o mais precioso e suave com o Pai. Entremos com Jesus em Jerusalém e experimentemos o que pode fazer de nós o Amor”, finalizou o cardeal.

Obrigado por construir uma Igreja com rosto amazônico: Presidência da CEAMA 2022–2026

A CEAMA expressa sua mais profunda gratidão à presidência cessante por seu serviço generoso, comprometido e profético neste tempo de consolidação e crescimento da Igreja na Amazônia. Durante seu mandato, a presidência acompanhou com dedicação o caminho de uma Igreja sinodal, missionária e encarnada nos territórios, impulsionando processos que fortaleceram a identidade amazônica, a participação dos povos e o cuidado da Casa Comum. Sua liderança foi fundamental para consolidar a CEAMA como um espaço de comunhão, discernimento e articulação a serviço da vida. Ao longo desse período, foram promovidas iniciativas pastorais, sociais e formativas que contribuíram para ouvir o clamor dos povos amazônicos e da terra, respondendo com ações concretas aos desafios da região. Seu compromisso permitiu avançar na construção de uma Igreja com rosto amazônico, onde a diversidade cultural, a interculturalidade e a corresponsabilidade são pilares fundamentais. De maneira especial, reconhece-se o testemunho de proximidade, escuta e entrega de cada um de seus membros, que souberam caminhar junto às comunidades, acompanhando suas lutas, fortalecendo sua esperança e anunciando o Evangelho em contextos muitas vezes marcados pela vulnerabilidade. Representações da presidência cessante Nesse caminho, a presidência foi composta por representantes de diversos estados de vida e vocações, refletindo a riqueza e a pluralidade da Igreja amazônica: O legado desta presidência permanece nos processos que continuam a dar frutos, na vida das comunidades acompanhadas e no horizonte de uma Igreja que continua sonhando e construindo novos caminhos para a Amazônia. A CEAMA agradece profundamente por este serviço e confia que seu testemunho continuará iluminando o caminho eclesial, animando a continuar com fidelidade e esperança a missão em defesa da vida, da dignidade dos povos e do cuidado da Casa Comum.

Cardeal Steiner: “Acolher o sonho de Deus”, uma Igreja chamada a ser morada da vida na Amazônia

O Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da CNBB, recentemente eleito presidente da CEAMA, presidiu a Eucaristia da solenidade de São José para VI Assembleia Geral da CEAMA, realizada em Bogotá, na manhã de 19 de março, oferecendo uma homilia profunda e luminosa centrada no “acolhimento dos sonhos de Deus” como caminho espiritual, eclesial e missionário. Do sonho de Deus à presença salvadora Partindo do Evangelho de Mateus (Mt 1,16.18-21), o Cardeal Steiner convidou a contemplar São José como o homem que soube acolher a passagem da promessa à presença. “Deus sonhou”, afirmou, ressaltando que esse sonho não ficou como uma expectativa distante, mas se tornou realidade concreta na história: em Maria, no Menino, na vida cotidiana de uma família. José, diante do mistério da maternidade de Maria, não compreende, mas também não julga nem condena. Em seu silêncio e em sua decisão de “despedi-la em segredo”, revela-se como um homem justo, respeitoso da dignidade. No entanto, é no sonho — na escuta profunda de Deus — que encontra luz para discernir. Lá ele recebe o convite para acolher: acolher Maria, acolher o Menino, acolher o mistério. “José acolhe sem impor condições”, destacou o Cardeal, sinalizando que esse gesto inaugura uma nova forma de habitar o mundo: fazer da própria vida uma morada para Deus. José, homem do caminho e da confiança A homilia percorreu os diferentes momentos em que os sonhos de Deus guiaram a vida de José: o nascimento em Belém, a precariedade da manjedoura, a fuga para o Egito, o retorno a Israel e a vida oculta em Nazaré. Cada um desses episódios revela um José profundamente disponível, que não age segundo seus próprios planos, mas em obediência confiante à vontade de Deus. Migrante, peregrino, pai e guardião, José torna-se sinal de uma fé que caminha em meio à incerteza. “Os sonhos fizeram dele pai, cuidado, presença”, expressou o Cardeal, destacando que em cada lugar — inclusive em terra estrangeira — José soube fazer de sua vida uma morada para o Filho de Deus. O acolhimento: caminho espiritual e missão Um dos eixos centrais da reflexão foi o acolhimento como atitude fundamental da vida cristã. Um acolhimento que não é passividade, mas abertura, escuta, disponibilidade e ação. “Acolher nas adversidades, nas incompreensões, nos desafios” implica deixar-se conduzir por Deus, mesmo quando não se tem todas as respostas. Nesse sentido, o Cardeal lembrou que José, ao acolher o mistério de Cristo, torna-se colaborador da redenção, “ministro da salvação”, como afirma o Papa Francisco em sua carta apostólica Patris Corde. Este caminho de acolhimento apresenta-se hoje como um convite para toda a Igreja, especialmente no tempo da Quaresma: deixar-se transformar pelo mistério da vida que Deus oferece e preparar-se para a plenitude da Páscoa. Ser profetas do Reino a partir do acolhimento A homilia também iluminou a missão dos discípulos hoje: não somos, em primeiro lugar, anunciadores, mas acolhedores do Reino. Acolher o Reino significa torná-lo visível, encarná-lo, mostrá-lo na vida concreta como verdade, justiça, amor e paz. Nessa perspectiva, a Igreja é chamada a ser sinal desse Reino que inclui a todos, onde cada pessoa e toda a criação têm um lugar na Casa Comum. O Cardeal Steiner destacou que esse chamado é vivido de maneira sinodal, caminhando com o Povo de Deus, ouvindo, discernindo e agindo juntos. Assim, a experiência da CEAMA torna-se expressão concreta desse caminho compartilhado. A Amazônia: lugar onde o sonho de Deus se torna história Em sintonia com o processo eclesial amazônico, o Cardeal convidou a acolher os sonhos que o Espírito suscitou na Igreja, especialmente por meio da Querida Amazônia e do Sínodo para a Amazônia. Esses sonhos — sociais, culturais, ecológicos e eclesiais — continuam sendo um roteiro para construir uma Igreja com rosto amazônico: encarnada nos territórios, comprometida com os povos e defensora da vida. “Acolher os sonhos de Deus nos torna participantes de um amor que redime o universo”, afirmou, convidando a se abrir às surpresas de Deus e a se deixar conduzir por seu Espírito. Uma Igreja que se torna morada Por fim, o Cardeal Steiner expressou seu desejo de que esta Assembleia fortaleça as Igrejas particulares para que sejam sinais vivos do Reino: um Reino que liberta, transforma e salva. Seguindo o exemplo de São José, a Igreja na Amazônia é chamada a ser morada: lugar de acolhida, de cuidado, de vida compartilhada. Uma Igreja que não observa de fora, mas que habita com o povo, escuta seus clamores e caminha com ele. Assim, a homilia se torna um convite profundo: acolher o sonho de Deus hoje, para que a Amazônia — e o mundo — sejam verdadeiramente uma casa de vida para todos.

O Cardeal Leonardo Steiner é eleito presidente da CEAMA para o mandato de 2026–2030

No âmbito da VI Assembleia Geral da CEAMA, realizada em Bogotá, foi eleito como novo presidente para o período 2026–2030 o Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1. A eleição ocorreu na quarta-feira, 18 de março, em um ambiente de discernimento, comunhão e compromisso com a missão da Igreja na Amazônia. Um pastor com profundo espírito missionário Dom Leonardo Ulrich Steiner, O.F.M., é natural de Forquilhinha, no estado de Santa Catarina (Brasil), e pertence à Ordem dos Frades Menores (franciscanos). Foi ordenado sacerdote em 21 de janeiro de 1978 por seu primo, o cardeal Paulo Evaristo Arns. Sua formação acadêmica inclui estudos de Filosofia e Teologia em Petrópolis (Brasil), bem como especialização (mestrado) e doutorado em Filosofia no Pontifício Ateneu Antoniano de Roma, onde também atuou como Secretário-Geral entre 1999 e 2003. Ao longo de sua vida religiosa, atuou em diversos campos da formação, destacando-se como mestre de noviços e formador de novas gerações na vida consagrada. Trajetória episcopal a serviço da Igreja no Brasil De volta ao Brasil, exerceu seu ministério pastoral em Curitiba e no âmbito acadêmico, antes de ser nomeado segundo bispo da Prelazia de São Félix (2005–2011), uma Igreja marcada pelo compromisso com os povos indígenas e as comunidades mais vulneráveis. Em 2011, foi nomeado bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, cargo que exerceu até 2019, contribuindo significativamente para a articulação pastoral da Igreja no país. Em 27 de novembro de 2019, o Papa Francisco o nomeou arcebispo de Manaus, no coração da Amazônia. Em 2022, foi criado cardeal, em reconhecimento à sua proximidade pastoral e ao seu compromisso com os povos amazônicos. Atualmente, ele também preside a Região Norte 1 da CNBB e o CIMI, espaços fundamentais na defesa dos direitos dos povos indígenas. Um novo tempo para a CEAMA Sua eleição como presidente da CEAMA representa um passo significativo na continuidade do processo sinodal da Igreja na Amazônia. Sua experiência pastoral, sua identidade franciscana e seu compromisso com os povos originários fortalecem o caminho de uma Igreja com rosto amazônico, próxima, profética e encarnada nos territórios. A CEAMA inicia assim uma nova etapa, confiando na liderança do Cardeal Steiner para continuar impulsionando a missão evangelizadora, o cuidado da Casa Comum e a defesa da vida na Amazônia. Continuidade do processo sinodal Amanhã, quinta-feira, 19 de março, no âmbito da Assembleia, será realizada a eleição dos demais membros da vice-presidência, representando a vida religiosa, os leigos e as leigas e os povos indígenas. Este momento dará continuidade ao processo de discernimento sinodal que caracteriza a CEAMA, garantindo uma representação diversificada e complementar que reflita o rosto plural da Igreja na Amazônia e fortaleça sua missão evangelizadora, profética e comprometida com a vida.

Dom Zenildo Lima: A experiência sinodal da Amazônia pode iluminar a Igreja universal

No âmbito da VI Assembleia Geral da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus e vice-presidente da CEAMA, compartilhou uma reflexão sobre o valor da sinodalidade na vida da Igreja e sua expressão particular no território amazônico. Durante sua intervenção, o bispo explicou que a sinodalidade é uma experiência que manifesta a universalidade da Igreja. No entanto, ele lembrou que a Igreja sempre se concretiza em um lugar específico e em uma realidade concreta. Por isso, a teologia da Igreja local está profundamente ligada à experiência sinodal, pois é nos territórios que a Igreja vive, discerne e caminha junto aos povos. Nesse sentido, Dom Zenildo destacou que a Igreja na Amazônia foi construída historicamente por meio de processos missionários marcados pela sinodalidade. Embora esse caminho tenha sido marcado por contradições e desafios, também permitiu o desenvolvimento de uma experiência eclesial profundamente participativa e próxima das comunidades. Para o bispo, existe hoje uma grande oportunidade:que a experiência sinodal vivida na Amazônia possa se tornar um sinal e uma inspiração para a sinodalidade da Igreja universal. Ele lembrou também que, no Congresso Missionário Nacional da Igreja no Brasil, refletiu-se sobre como a Igreja local pode se abrir para as fronteiras do mundo, compartilhando seus aprendizados e seu caminho pastoral. Nessa perspectiva, destacou a proposta da CEAMA de salvaguardar e fortalecer as experiências sinodais na Amazônia, como forma de consolidar esse processo e oferecê-lo como referência para outras realidades eclesiais. Por fim, Dom Zenildo ressaltou que a construção de uma Igreja com rosto amazônico, que brota de sua identidade, de sua cultura e de sua relação com o território, permite viver uma comunhão eclesial profunda. Uma comunhão que, embora nasça em uma realidade local, permanece plenamente unida à Igreja presente em todo o mundo.

CEAMA inicia VI Assembleia Geral em Bogotá

A Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) realiza, de 16 a 20 de março de 2026, sua VI Assembleia Geral em Bogotá, Colômbia, reunindo delegadas e delegados provenientes de diferentes territórios amazônicos e representantes de organismos eclesiais internacionais que acompanham o caminho da Igreja na região. O encontro reflete a diversidade e a riqueza do processo sinodal que a Igreja vem desenvolvendo na Amazônia desde o Sínodo para a Amazônia de 2019, consolidando uma rede de comunhão entre Igrejas locais, povos amazônicos e organizações eclesiais comprometidas com a defesa da vida e o cuidado da Casa Comum. Delegações de países amazônicos Participam da assembleia cinco delegados por cada conferência episcopal das Antilhas, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia, e dez delegados da conferência episcopal do Brasil, refletindo a dimensão do território amazônico. A composição das delegações expressa a diversidade de vocações e ministérios da Igreja na Amazônia: leigos e leigas, sacerdotes, bispos, religiosas e religiosos, bem como representantes dos povos amazônicos. Essa pluralidade manifesta o espírito sinodal da CEAMA, onde todos participam do discernimento e da missão comum. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da CNBB, participa como convidado juntamente com Dom Evaristo Spengler, bispo da Diocese de Roraima e Dom Vanthy Neto, bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira, na equipe de Liturgia. Além dos delegados, estarão presentes a Presidência, os assessores e a Secretaria Executiva da CEAMA, acompanhando o processo de reflexão, oração e diálogo. Delegados por países Colômbia • Dom Joselito Carreño Quiñones • Pe. Álvaro Antonio Luna Sosa • Irmã Claudia Yolima Amaya Díaz • María Rosario Giraldo Heredia • Henry Yasmani Fuentes Solís Bolívia • Dom Juan Carlos Huaygua • Pe. Francisco Guillermo Pará Tomichá • Irmã Digna Lucía Pauta • José Antonio Achipa Satonaka • Juan Urañavi Yeroqui Equador • Dom Celmo Lazzari, C.S.I. • Pe. Kléver René Urbina Ocampo • Irmã Marlene Llovana Cachipuendo Ulcuango • Carmen Inés Llerena Gómez • Uvaldo Garces Ajon Huatatoca Venezuela • Dom Jonny Eduardo Reyes Sace • Ricardo Elías Guillén Dávila • Peggy Jhoksanna Vivas Rodríguez • José Luis Andrades • Manuel Antonio Moraleda Antilhas • Dom Francis Alleyne, O.S.B. • Fr. Jean-Paul Komi Sikpe • Pe. Santiago Felipe Lantigua Santana • Auxilia Jacqueline Reand • Marva Joy Hawksworth Peru • Dom Augusto Martín Quijano Rodríguez, SDB • Pe. Jesús Huamán Conisilla • Irmã María Elena Bravo Cubas • Marco Arturo José Berrocal Carpio • Rubiela Ríos Bunaijima Brasil • Dom Neri Tondello, bispo da Diocese de Juína, no Mato Grosso • Dom Irineu Román, Arcebispo de Santarém, no Pará • Pe. Jadson Borba • Pe. Reinaldo Braga Junior • Ir. Sônia Maria Pinho de Matos • Ir. Mariluce dos Santos, da Diocese de São Gabriel da Cachoeira • Ima Célia Guimarães Vieira • Maria Istélia Coelho Folha • Antônia Moreira Cabral Neta da Silva • Ernestina Afonso de Souza Presidência da CEAMA A Assembleia é animada pela Presidência da CEAMA, composta por: • Cardeal Pedro Barreto Jimeno – Peru • Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus. • Irmã Laura Vicuña Pereira Manso, da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas. • Mauricio López – Equador • Patricia Gualinga – Equador Uma Igreja que caminha em sinodalidade Como sinal da articulação eclesial que sustenta este processo, participarão representantes das organizações fundadoras: o Conselho Episcopal Latino-americano e do Caribe (CELAM), a Confederação Latino-americana e do Caribe de Religiosos (CLAR), a Cáritas América Latina e Caribe e a Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM), juntamente com agências de ajuda internacional e organismos da Santa Sé, como o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, o Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o Dicastério para a Comunicação e a Secretaria Geral do Sínodo. Além disso, participarão outras instâncias eclesiais e acadêmicas, como a Conferência dos Provinciais Jesuítas da América Latina e do Caribe (CPAL), a Rede de Educação Intercultural Bilíngue Amazônica (REIBA) e o Programa Universitário Amazônico (PUAM). Essas participações expressam a ampla comunhão a serviço da vida e da missão na Amazônia. A VI Assembleia Geral da CEAMA torna-se, assim, um espaço de encontro entre povos, culturas e ministérios diversos, onde a Igreja continua aprofundando o caminho rumo a uma Igreja com rosto amazônico, intercultural e comprometida com a defesa da vida, dos povos e dos territórios. Durante esses dias, os participantes compartilharão experiências, discernirão desafios pastorais e fortalecerão a missão da CEAMA no território amazônico, uma região fundamental para o equilíbrio ecológico do planeta e para a vida de milhões de pessoas que habitam seus territórios.

Regional Norte 1 participa de Articulação pós-COP 30

Entre os dias 13 e 15 de março aconteceu o Encontro de Articulação por Ecologia Integral e Justiça Climática, na Casa Dom Luciano, em Brasília (DF). O evento busca consolidar o caminho pós-COP 30 nas ações da Igreja Católica. Reprsentando o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) estiveram presentes Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus, Irmã Rosana Marchetti e Ademir Jackson. Os caminhos de preparação No dia 14, os participantes fizeram memória do caminho da Articulação Igreja Rumo à COP30. Irmã Rosana Marchetti, coordenação de Pastoral e da Comissão de Ecologia Integral da Arquidiocese de Manaus, destacou que a Igreja do Regional Norte 1 realizou em Manaus “encontros em nível regional, em nível local, falando sobre a COP30 e quanto era importante para a Igreja do Brasil”. Ela aponta que as iniciativas realizadas no pré-COP prepararam os regionais na macrorregião Norte. “Muitas pessoas do nosso regional tiveram a graça de participar das atividades de sensibilização na COP30, ou seja, nos dias de realização da COP30. Foram realizadas várias tendas de aprofundamento e o nosso regional esteve presente com as lideranças indígenas, com a Casa de Francisco e Clara, com outras representações, como a Vida Religiosa, os bispos do Regional Norte 1”, explicou. A programação incluiu o painel com o tema “do evento à ação: caminhos do pós-COP 30 a partir de Belém”. Com intuito de pensar como continuar esta sensibilização a respeito da Ecologia Integral. Por isso, Ir. Rosana destaca a importância desse evento da COP 30 não seja “isolado, mas seja parte de um processo de sensibilização a respeito da mudança climática e da justiça socioambiental”. Consolidar o projeto da Igreja rumo à COP 30 Além disso, Ademir Jackson, coordenador de Pastoral da Diocese de Borba, destacou a temática da presença sinodal, das articulações, experiências e aprendizados da Igreja na COP 30. Para ele, o encontro foi uma oportunidade de “consolidar o projeto da igreja rumo à COP 30”. “Fomentar as ações que foram discutidas, que foram encaminhadas, que foram colocadas no nosso projeto pré-COP30, na COP30 e agora no pós-COP30. Então, como igreja, nós estamos nos reunindo para exatamente isso, com as outras instituições, para que possamos concretizar essas ações relacionadas à crise climática que nós enfrentamos hoje”, explicou Ademir. O coordenador enfatizou também a valorização do território nesses processos, partindo das necessidades de cada um. Ademir Jackson apontou sua representatividade nessa perspectiva territorial por ser “Caboclo Ribeirinho” e participante da COP30 pelo Norte 1. “É um olhar de águia para tudo aquilo que nós temos de forças para enfrentar as questões climáticas, mas também olhar para as forças que nós temos que são capazes de transformar as injustiças climáticas numa justiça social, numa justiça de direitos, numa justiça de território, de direitos de território, e, acima de tudo, na proteção dos povos, do território dos povos originários”, finalizou.