Av. Epaminondas, 722, Centro, Manaus, AM, Brazil
+55 (92) 3232-1890
cnbbnorte1@gmail.com

Autor: Emmanuel Grieco

Pastoral do Menor participa de curso sobre Justiça Restaurativa e Construção de Círculos de Paz

De 28 a 30 de março aconteceu a Formação da Pastoral do Menor, em Manaus (AM). Com participação de 18 pessoas a nível de Região Norte,incluindo educadores e coordenações dos Regionais: Norte 1, Norte 2 e Noroeste, sobre Justiça Restaurativa e Construção de Círculos de Paz. O curso, promovido pela Pastoral do Menor Nacional, acontece por regiões e busca construir estratégias de prevenção a violência, capacitando agentes da Pastoral do Menor. Escuta, diálogo e entendimento A metodologia dos Círculos de Paz envolve a construção de habilidades de escuta empática e capacidade de promover o diálogo respeitoso, buscando facilitar conversas construtivas e entendimento mútuo. Essa abordagem, permite ao agente uma expansão dos horizontes de atuação para o cotidiano das relações: na comunidade, em escolas, com famílias, adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas e aparelhos institucionais que atendam crianças e adolescentes. O intuito é resolver conflitos de forma pacífica e criar um ambiente de confiança e respeito entre as pessoas. Fortalecer a cultura da paz Os dois primeiros dias de programação, 28 e 29 de março, aconteceram no Centro de Treinamento Maromba, no bairro Chapada, em Manaus. Com a assessoria de Maria Aurilene Moreira Vidal, Bacharela em Serviço Social, Facilitadora e Instrutora de Círculos de Paz e da Justiça Restaurativa e agente da Pastoral do Menor há mais de 30 anos no regional Nordeste 1, no estado do Ceará. Ela possui ampla experiência na área da Justiça Restaurativa com mais de 50 cursos ministrados em escolas e organizações da sociedade civil. O curso de Justiça Restaurativa e dos Círculos de Paz trabalha a cultura de paz nos espaços onde a Pastoral atua. Ao comentar sobre a assessoria, Maria Aurilene classificou as participações como pontapé inicial para que as bases fortaleçam a cultura de paz. Em suas palavras, uma “paz verdadeira que a gente espera que aconteça em nós e nos outros, nas nossas relações, nas nossas comunidades”. “A gente trabalhou várias habilidades do facilitador do Círculo de Paz, a gente aprendeu o que é e onde a gente pode estar utilizando o Círculo de Paz, quais são as habilidades que a gente precisa desenvolver para isso e como, enquanto Igreja, eu posso estar ajudando nessa transformação desse mundo que a gente acredita, nesse mundo melhor, tendo essa ferramenta, essa metodologia como suporte da minha prática de ser igreja e de estar no mundo”, explicou a assessora. Teoria e prática No dia 30 de março, as atividades foram realizadas na sede do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), no bairro Centro. Durante o período de curso, os participantes seguirão o referencial teórico para a prática dos Círculos de Construção de Paz que incluem os princípios e valores da Justiça Restaurativa. A carga horária do curso soma 52 horas total, divididas em:

Diocese de Parintins realiza formação de lideranças para a Amazônia

A Diocese de Parintins realizou, de 25 a 28 de março, no Centro Pastoral Mãe de Deus, em Parintins, a primeira etapa presencial da formação de lideranças locais do projeto Fratelis Amazônia. A iniciativa foca no fortalecimento de governanças participativas capazes de articular propostas de desenvolvimento social, político, econômico e cultural na realidade e nos desafios do território amazônico. Além disso, reforça a defesa dos direitos humanos e a preservação do meio ambiente. Protagonismo jovem O curso contou com a parceria do Programa Universitário Amazônico (PUAM) e reuniu participantes em atividades formativas que buscam fortalecer a atuação comunitária e pastoral na região. De acordo com o padre Eduardo Lima, articulador do curso Fratelis na Diocese de Parintins, a proposta do curso é promover uma formação que fortaleça o protagonismo de jovens e agentes sociais. “Esse curso é uma iniciativa para formar de forma empoderada jovens, pessoas que estão envolvidas no território, que podem ajudar nesse processo de reconhecer o território e reconhecer as suas problemáticas, suas dificuldades. Então é agradecer a Deus, agradecer a PUAM, na pessoa do seu diretor Maurício, da Alejandra que esteve conosco esses dias”. Apoio e acolhida A formação contou com a participação de uma das coordenadoras do projeto, a Dra. Alejandra Espinosa. Para ela, o primeiro encontro superou as expectativas e agradeceu o apoio institucional para a realização do curso. “Quero enfatizar a participação de todos, todos muito colaborativos. Cada um vinha com seus conhecimentos, cada um aportou tudo o que conhecem sobre o seu território. Fico muito feliz por toda a acolhida de Parintins, pela acolhida da Diocese de Parintins e sempre agradecendo ao Dom José Albuquerque e ao Padre Eduardo Lima para fazer este primeiro encontro Fratelis”, disse a coordenadora. Diálogo com a realidade amazônica A pesquisadora Sandrelly Inomata, uma das alunas do curso, avaliou que o conteúdo dialoga diretamente com a realidade amazônica e amplia a compreensão sobre o conceito de Pan-Amazônia. “Para mim foi muito importante participar desse curso, trouxe muitas novidades, ao mesmo tempo que está muito relacionado com o que eu já venho desenvolvendo no meu trabalho como pesquisadora aqui na Amazônia e a expectativa para a próxima sessão do curso é muito grande porque o que vimos nesse primeiro momento foram temas muito bem claros”, esclareceu a pesquisadora. A segunda etapa de formação está marcada para o dia 16 de maio, no Centro Pastoral Mãe de Deus, em Parintins. Já a terceira fase, será realizada em agosto, na cidade de Bogotá, na Colômbia.  Por João Carlos Moraes / Alvorada Parintins.

Representantes da Pastoral da AIDS do Regional Norte 1 participam de Seminário de Incidência Política

Quatro representantes do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) participaram do Seminário Nacional de Incidência Política, de 26 a 29 de março, em Porto Alegre (RS). O evento, com o tema ” Novo Impulso”, promovido pela Pastoral da AIDS Nacional, contou com a presença de Dom Luiz Ricci, bispo referencial da pastoral. Os participantes do Regional Norte 1 foram: Adinamar Farias, da diocese de Parintins, Liliane Cruz, Assistente Social da casa de Acolhida Frei Mario Monacelli, em Manaus, Tatyanny Bindá, conselheira estadual de saúde, e Ir. Maria Irene Tondin, coordenadora da Pastoral da AIDS do regional. Nova configuração Entre as atividades vivenciadas durante o seminário, Adinamar Farias, agente da pastoral da AIDS na diocese de Parintins, destacou o acompanhamento da nova dinâmica de configuração da pastoral. A reconfiguração foi apresentada pelo Frei Luiz Carlos Lunardi (OFMCap), Assessor Eclesiástico Nacional da pastoral. Além disso, acompanharam uma palestra sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS). “E podemos ver a síntese de onde a Pastoral está, em quais conselhos a Pastoral da AIDS se encontra, nos diversos municípios, nos diversos estados, nos diversos regionais que existem”, disse Adinamar Farias, destacando a importância da presença regional. Participação nas Políticas Públicas Para a Ir. Maria Irene Tondin, coordenadora da Pastoral no Regional Norte 1, os conhecimentos adquiridos no seminário de incidência política possibilitam “uma participação mais confiante, mais aprimorada na questão das políticas públicas”. Essa participação, contribui na luta “pelos direitos das pessoas que vivem com HIV”. A irmã enfatizou que os conteúdos abordados servem para todos os regionais do Brasil, fortalecendo a caminhada da Pastoral da AIDS e de outros grupos. “Tantos outros grupos que necessitam desse conhecimento de prevenção, aprimoramento e de incidir nas políticas públicas, incidir nos conselhos, incidir naqueles momentos que precisam da nossa atuação e ação como participantes e conhecendo um pouco mais dessa caminhada”, explicou a religiosa. Informações e imagens: Cordenação da Pastoral da AIDS Regional Norte 1 da CNBB.

Cardeal Steiner: Como em Jesus, Deus não nos abandona.

Tantos momentos em que pensamos que Deus nos abandonou, mas como em Jesus, não nos abandona. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, ao presidir a missa do Domingo de Ramos da Paixão do Senhor (28), início da Semana Santa, na qual celebraremos os mistérios da Paixão, morte e Ressurreição de Cristo. A celebração, com grande número de fiéis e a presença do arcebispo emérito, Dom Luiz Soares Vieira, iniciou com a bênção dos ramos, na praça em frente à Catedral Metropolitana de Manaus. Em seguida, uma procissão até a igreja, recordando a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém para o mistério da morte-ressurreição. Solidário com as nossas solidões Em sua homilia, o arcebispo recordou o grito de Jesus: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”, que reflete a proximidade com o Pai, mas também um eco da “humanidade abandonada”. Segundo o cardeal, o grito e o gemido de Jesus são por não “compreender o abandono do Pai”, assim como nós em “tantas situações desesperadoras”, não entendemos o porquê “do abandono e do sofrer, ou porquê das mortes, dos assassinatos, das guerras”. Nas palavras do cardeal Steiner, essa experiência de total abandono e desolação foi “por nós, para servir-nos”. Ele recordou que Papa Francisco nos ensinava meditando esse grito de Jesus na perspectiva do “abandono dos seus, que fugiram”. Nesse “abismo da solidão”, experimentado por Jesus, “restava-lhe, porém, o Pai” a quem se dirige nas palavras de um Salmo (cf 22,2).  “Porque quando nos sentimos encurralados, quando nos encontramos num beco sem saída, sem luz nem via de saída, quando parece que não Deus responde, lembremo-nos que não estamos sozinhos. Jesus experimentou o abandono total, a situação mais estranha para Ele, a fim de ser em tudo solidário com as nossas solidões. O fez por mim, por ti, por cada um nós”, afirmou o cardeal. No grito de Jesus, o grito da humanidade Ao comentar a primeira leitura, cardeal Steiner destacou, citando o livro de Isaías, o alento de ter o Senhor Deus como “meu auxiliador, por isso não deixei abater o ânimo”. Nessa perspectiva “da dor e da destruição da humanidade”, disse o cardeal, “Jesus se faz intimidade como Pai, exclama, grita não me abandones, de ti vim, para ti desejo voltar, não me abandones. E não o abandonou”, e assim também nós somos alcançados pelo auxílio de Deus em Jesus. “Porque Jesus diz: tudo o que Eu tenho, o que me resta, eu te dou o meu espírito. No grito de Jesus ouvimos a humanidade desesperada: dor, fome, fuga, imigração, guerra, a morte”, explicou o cardeal. Jesus transforma a nossa humanidade Ao refletir sobre a segunda leitura, onde Paulo aponta a condição de esvaziamento de Jesus que assume a “condição de escravo e tornando-se igual aos homens”, o cardeal aponta que “assim é Deus-cruz no qual reluz a nossa humanidade transformada”. Isto porque “Deus esvaziou-se, não se assegurou na sua divindade, mas se humilhou, trilhou o caminho da morte, se fez morte”. Essa atitude de Jesus nos permite ver “na morte a nossa salvação”. “Em Jesus nos vemos, em Jesus Crucificado nos lemos, n’Ele nos cremos. Participamos da sua sorte, isto é, da mesma morte, da vida. Na mesma morte, na mesma sorte de sermos perpassados pelo mistério da dor e da morte que nos desperta para vida da eternidade. Mistério da dor e da morte no qual nos movemos todos os dias, ora com mais intensidade, ora suavidade. Mas sempre envoltos por esse mistério incompreensível, mas que Jesus crucificado nos indica o horizonte, o sinal, a redenção, a salvação” explicou o arcebispo. O cardeal também indicou um caminho possível para trilhar na Semana Santa: “deixarmos tomar pelo mistério da morte como plenitude da vida”. Esse caminho, ajuda a compreender o “jogo de morte no qual Deus mesmo se inseriu e experimentou” como indicativo de que “no amor tudo se transforma”. E reforçou que a grandeza do abandono aponta não “uma piedade conformista, mas de um itinerário e caminho único de quem na fraqueza a possiblidade de transformação, de salvação”, capaz de iniciar uma vida nova com o Pai. Oferecer os frutos da conversão O arcebispo também recordou que a contribuição na Coleta Nacional da Solidariedade é a oferta dos “frutos do nosso caminho de conversão, do encontro com Jesus que deu sua vida por nós”.  Ela expressa um “desejo de identificação com Jesus”. E por fim, o cardeal agradeceu e aos irmãos e irmãs que, no período quaresmal, foram ao encontro dos necessitados continuando “o caminho de caridade”. A vida, morte e ressurreição de Jesus nos atrai e nos faz consolação. Em nome de todas as irmãs e todos os irmãos que receberam e receberão ajuda, a minha gratidão. “O Senhor das dores nos ajude no caminho desta Semana. Ele nos mostrará na dor e na morte não o reino dos mortos, nem o Reino dos mortos-vivos, nem dos vivos-mortos, mas apenas na morte o Reino dos vivos, o convívio o mais precioso e suave com o Pai. Entremos com Jesus em Jerusalém e experimentemos o que pode fazer de nós o Amor”, finalizou o cardeal.

Fraternidade presbiteral e escuta do Espírito marcam retiro do clero Arquidiocesano de Manaus

A Arquidiocese de Manaus reuniu cerca de 90 padres no retiro anual do clero. De 23 a 26 de março no Centro de Formação Maromba, os participantes refletiram sobre a Missionariedade na vida do presbítero, conduzidos pelo Pe. Antônio Niemiec, CSsR. O arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, e os bispos auxiliares da arquidiocese Dom Zenildo Lima, Dom Joaquim Hudson Ribeiro e Dom Samuel Ferreira, e o emérito Dom Mário Pasqualotto participaram integralmente. Pe. Manoel Rubson Vilhena, pároco da Área Missionária Divina Misericórdia, na zona Norte de Manaus, destacou o retiro como forte momento de “intimidade com Cristo, de escuta do Espírito, também de fraternidade presbiteral”. Além disso, ele apontou a oportunidade de retomar os fundamentos vocação presbiteral, considerando os cuidados como saúde mental. Um momento integrador e vivificante. “Ouvir sobre a configuração, a nossa configuração a Cristo, a nossa doação de vida, se assemelhar a Ele, voltar a essas fontes, revivificar de novo a nossa vocação, o espírito sacerdotal, o serviço de Cristo, e aquela consciência de que o sacerdócio é dom de Cristo para a igreja”, explicou o padre. Cristo Palavra  O coordenador da Pastoral Presbiteral, Pe. Gilson Pinto, destacou a presença de alguns padres da Prelazia de Itacoatiara.  Ele enfatizou que os padres estavam reunidos em oração pela igreja e pelo povo na dimensão da fraternidade, da missão, do serviço escuta da Palavra de Deus. Segundo o coordenador, esse retiro no tempo da quaresma aprofunda o convite a “escutar a Palavra”, renovar as forças e preparar “nosso coração para a grande semana, a Semana Santa”. O presbítero explicou ainda que todo o retiro foi programado e planejado na perspectiva “de fazer essa experiência com Cristo”. Em suas palavras, “Cristo que vem a partir da palavra, o Cristo que serve, o Cristo que nos convida a sermos novas criaturas”. Este horizonte, de reconhecer Cristo nas relações, permite que o retiro cumpra a finalidade de ter “uma relação, uma comunhão com o clero, estar mais perto, mais juntos, e vendo essa dinâmica de oração, da escuta, da partida”. Pe. Michel Carlos da Silva, que participa pela primeira vez como presbítero, enfatizou o retiro como “encontro fecundo com a Palavra”. Para ele, o aprofundamento da dimensão do silêncio recorda que “é no silêncio de todas as coisas que Deus fala”.  O presbítero acentuou que a Palavra é uma Pessoa, o próprio Jesus, e compara a força geradora de vida da Palavra a uma semente. Portando  “O ministro ordenado é aquele que é movido pelo Verbo encarnado, porém é necessária uma intimidade com Deus para que diante de tantas vozes que ressoam em nosso meio poder discernir a voz de Deus em nossas vidas. Nessa dinâmica o conhecer é sinônimo de amar. O conhecimento na dimensão da relação com Deus gera a comunhão de sentimentos com Ele e a missão está na identidade do presbítero que a partir da Palavra é chamado e enviado” disse o padre. Eucaristia, caridade e missão O período de retiro do clero foi marcado pela oração permeada da Palavra de Deus. O pregador do retiro, Pe. Antônio Niemiec, CSsR, trabalhou a importância da Palavra de Deus na vida do presbítero e na vida de cada cristão.  Além da identidade missionária do presbítero, enraizada no “nosso ser de presbíteros”. Outro ponto abordado foi a ligação entre Eucaristia e o serviço caritativo, com ênfase nas pessoas mais empobrecidas e abandonadas. De acordo com o pregador, essa reflexão segue aquilo que o Papa Leão XIV escreveu na exortação “sobre o amor para com os pobres”. Em suas palavras, Pe. Antônio apresentou que “o presbítero esse homem que deve dinamizar dentro da comunidade, dentro da paróquia, esta sensibilidade para com as pessoas mais vulneráveis”. Informações: Pe. Matheus Marques e fotos: Pe. Hilton Brito e Pe. Humberto Vasconcelos.

Obrigado por construir uma Igreja com rosto amazônico: Presidência da CEAMA 2022–2026

A CEAMA expressa sua mais profunda gratidão à presidência cessante por seu serviço generoso, comprometido e profético neste tempo de consolidação e crescimento da Igreja na Amazônia. Durante seu mandato, a presidência acompanhou com dedicação o caminho de uma Igreja sinodal, missionária e encarnada nos territórios, impulsionando processos que fortaleceram a identidade amazônica, a participação dos povos e o cuidado da Casa Comum. Sua liderança foi fundamental para consolidar a CEAMA como um espaço de comunhão, discernimento e articulação a serviço da vida. Ao longo desse período, foram promovidas iniciativas pastorais, sociais e formativas que contribuíram para ouvir o clamor dos povos amazônicos e da terra, respondendo com ações concretas aos desafios da região. Seu compromisso permitiu avançar na construção de uma Igreja com rosto amazônico, onde a diversidade cultural, a interculturalidade e a corresponsabilidade são pilares fundamentais. De maneira especial, reconhece-se o testemunho de proximidade, escuta e entrega de cada um de seus membros, que souberam caminhar junto às comunidades, acompanhando suas lutas, fortalecendo sua esperança e anunciando o Evangelho em contextos muitas vezes marcados pela vulnerabilidade. Representações da presidência cessante Nesse caminho, a presidência foi composta por representantes de diversos estados de vida e vocações, refletindo a riqueza e a pluralidade da Igreja amazônica: O legado desta presidência permanece nos processos que continuam a dar frutos, na vida das comunidades acompanhadas e no horizonte de uma Igreja que continua sonhando e construindo novos caminhos para a Amazônia. A CEAMA agradece profundamente por este serviço e confia que seu testemunho continuará iluminando o caminho eclesial, animando a continuar com fidelidade e esperança a missão em defesa da vida, da dignidade dos povos e do cuidado da Casa Comum.

Nova presidência da CEAMA (2026–2030): uma Igreja com rosto amazônico, sinodal e pluricultural

A Conferêcia Eclesial da Amazônia (CEAMA) inicia uma nova etapa com a renovação de sua presidência para o período 2026–2030, consolidando um caminho eclesial profundamente sinodal, onde convergem diversas vocações, ministérios e culturas a serviço da vida na Amazônia. Esta nova presidência expressa com clareza o rosto de uma Igreja que caminha com os povos: bispos, presbíteros, leigos, líderes indígenas e vida religiosa, unidos na missão de anunciar o Evangelho e defender a Casa Comum em um dos territórios mais desafiadores e promissores do mundo. Presidência da CEAMA 2026–2030 Presidente – Episcopado O Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, OFM, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da CNBB (Brasil), assume a presidência da CEAMA. Sua trajetória pastoral na Amazônia e seu compromisso com uma Igreja próxima, defensora da vida e promotora da justiça socioambiental fazem dele uma figura-chave para este novo tempo eclesial. Sua liderança se caracteriza por uma profunda sensibilidade para com os povos amazônicos e por seu impulso a uma Igreja sinodal e missionária. Vice-presidente – Presbíteros O Pe. Jesús Huamán Conisilla, do Vicariato Apostólico de Puerto Maldonado (Peru), representa os presbíteros. Com experiência em contextos amazônicos, seu ministério tem sido marcado pela proximidade com as comunidades e pelo acompanhamento pastoral em territórios de grande diversidade cultural e social. Vice-presidente – Povos indígenas Juan Urañavi, do povo guaraya (Bolívia), e vinculado ao Vicariato Apostólico de Ñuflo de Chávez, representa os povos indígenas. Com uma vida dedicada ao serviço eclesial e comunitário, sua liderança reúne a sabedoria ancestral e a experiência viva de seu povo. Sua presença na presidência reafirma o protagonismo dos povos originários na vida da Igreja amazônica. Vice-presidente – Leigos Marva Joy Hawksworth, da Diocese de Georgetown (Guiana), assume a vice-presidência em representação do laicato. Pertencente ao povo Macushi, sua vocação educativa e seu compromisso com a interculturalidade fortalecem os processos formativos na Amazônia, integrando fé, cultura e identidade. Vice-presidente – Vida religiosa A Ir. Sônia Maria Pinho de Matos, da Arquidiocese de Manaus (Brasil) e membro da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo, representa a vida religiosa. Com ampla experiência pastoral na Amazônia, seu serviço tem sido marcado pela proximidade com as comunidades e um profundo conhecimento do território, sendo sinal de uma presença profética e comprometida. Nova presidência: Sinal de sinodalidade Esta nova presidência é um sinal concreto da sinodalidade que impulsiona a CEAMA: uma Igreja que caminha em conjunto, que valoriza a diversidade de dons e que se deixa interpelar pela realidade do território. É também uma expressão viva do sonho de uma Igreja com rosto amazônico, onde a interculturalidade, a participação e a corresponsabilidade são pilares fundamentais. Neste novo tempo, a CEAMA reafirma seu compromisso com a defesa da vida, a dignidade dos povos e o cuidado da Casa Comum, caminhando ao lado da Amazônia com esperança, fé e profunda convicção missionária.

Cardeal Steiner: “Acolher o sonho de Deus”, uma Igreja chamada a ser morada da vida na Amazônia

O Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da CNBB, recentemente eleito presidente da CEAMA, presidiu a Eucaristia da solenidade de São José para VI Assembleia Geral da CEAMA, realizada em Bogotá, na manhã de 19 de março, oferecendo uma homilia profunda e luminosa centrada no “acolhimento dos sonhos de Deus” como caminho espiritual, eclesial e missionário. Do sonho de Deus à presença salvadora Partindo do Evangelho de Mateus (Mt 1,16.18-21), o Cardeal Steiner convidou a contemplar São José como o homem que soube acolher a passagem da promessa à presença. “Deus sonhou”, afirmou, ressaltando que esse sonho não ficou como uma expectativa distante, mas se tornou realidade concreta na história: em Maria, no Menino, na vida cotidiana de uma família. José, diante do mistério da maternidade de Maria, não compreende, mas também não julga nem condena. Em seu silêncio e em sua decisão de “despedi-la em segredo”, revela-se como um homem justo, respeitoso da dignidade. No entanto, é no sonho — na escuta profunda de Deus — que encontra luz para discernir. Lá ele recebe o convite para acolher: acolher Maria, acolher o Menino, acolher o mistério. “José acolhe sem impor condições”, destacou o Cardeal, sinalizando que esse gesto inaugura uma nova forma de habitar o mundo: fazer da própria vida uma morada para Deus. José, homem do caminho e da confiança A homilia percorreu os diferentes momentos em que os sonhos de Deus guiaram a vida de José: o nascimento em Belém, a precariedade da manjedoura, a fuga para o Egito, o retorno a Israel e a vida oculta em Nazaré. Cada um desses episódios revela um José profundamente disponível, que não age segundo seus próprios planos, mas em obediência confiante à vontade de Deus. Migrante, peregrino, pai e guardião, José torna-se sinal de uma fé que caminha em meio à incerteza. “Os sonhos fizeram dele pai, cuidado, presença”, expressou o Cardeal, destacando que em cada lugar — inclusive em terra estrangeira — José soube fazer de sua vida uma morada para o Filho de Deus. O acolhimento: caminho espiritual e missão Um dos eixos centrais da reflexão foi o acolhimento como atitude fundamental da vida cristã. Um acolhimento que não é passividade, mas abertura, escuta, disponibilidade e ação. “Acolher nas adversidades, nas incompreensões, nos desafios” implica deixar-se conduzir por Deus, mesmo quando não se tem todas as respostas. Nesse sentido, o Cardeal lembrou que José, ao acolher o mistério de Cristo, torna-se colaborador da redenção, “ministro da salvação”, como afirma o Papa Francisco em sua carta apostólica Patris Corde. Este caminho de acolhimento apresenta-se hoje como um convite para toda a Igreja, especialmente no tempo da Quaresma: deixar-se transformar pelo mistério da vida que Deus oferece e preparar-se para a plenitude da Páscoa. Ser profetas do Reino a partir do acolhimento A homilia também iluminou a missão dos discípulos hoje: não somos, em primeiro lugar, anunciadores, mas acolhedores do Reino. Acolher o Reino significa torná-lo visível, encarná-lo, mostrá-lo na vida concreta como verdade, justiça, amor e paz. Nessa perspectiva, a Igreja é chamada a ser sinal desse Reino que inclui a todos, onde cada pessoa e toda a criação têm um lugar na Casa Comum. O Cardeal Steiner destacou que esse chamado é vivido de maneira sinodal, caminhando com o Povo de Deus, ouvindo, discernindo e agindo juntos. Assim, a experiência da CEAMA torna-se expressão concreta desse caminho compartilhado. A Amazônia: lugar onde o sonho de Deus se torna história Em sintonia com o processo eclesial amazônico, o Cardeal convidou a acolher os sonhos que o Espírito suscitou na Igreja, especialmente por meio da Querida Amazônia e do Sínodo para a Amazônia. Esses sonhos — sociais, culturais, ecológicos e eclesiais — continuam sendo um roteiro para construir uma Igreja com rosto amazônico: encarnada nos territórios, comprometida com os povos e defensora da vida. “Acolher os sonhos de Deus nos torna participantes de um amor que redime o universo”, afirmou, convidando a se abrir às surpresas de Deus e a se deixar conduzir por seu Espírito. Uma Igreja que se torna morada Por fim, o Cardeal Steiner expressou seu desejo de que esta Assembleia fortaleça as Igrejas particulares para que sejam sinais vivos do Reino: um Reino que liberta, transforma e salva. Seguindo o exemplo de São José, a Igreja na Amazônia é chamada a ser morada: lugar de acolhida, de cuidado, de vida compartilhada. Uma Igreja que não observa de fora, mas que habita com o povo, escuta seus clamores e caminha com ele. Assim, a homilia se torna um convite profundo: acolher o sonho de Deus hoje, para que a Amazônia — e o mundo — sejam verdadeiramente uma casa de vida para todos.

O Padre Jesús Huamán Conisilla é eleito vice-presidente da CEAMA para o mandato 2026–2030

No âmbito da VI Assembleia Geral da CEAMA, realizada em Bogotá, foi eleito vice-presidente para o mandato 2026–2030 o padre Jesús Huamán Conisilla, sacerdote do Vicariato Apostólico de Puerto Maldonado. A eleição ocorreu na quarta-feira, 18 de março, em um clima de discernimento sinodal, comunhão eclesial e compromisso com os povos da Amazônia. Um caminho vocacional a serviço da missão O padre Jesús Huamán Conisilla nasceu em 16 de junho de 1971 em Quillabamba, província de La Convención, em Cusco, Peru. Desde a juventude, participou ativamente de processos pastorais, especialmente no grupo juvenil Reginalda Ríos da paróquia de Quillabamba, acompanhado por missionários dominicanos, e recebeu uma influência missionária significativa das Missionárias Eucarísticas de Nazaré. Ingressou no Seminário São João Maria Vianney de Puerto Maldonado em março de 1992, onde realizou sua formação até sua ordenação sacerdotal em 8 de agosto de 1999. Sua primeira missão pastoral foi como formador e ecônomo no mesmo seminário, e posteriormente atuou como pároco e vigário paroquial em diversas comunidades do Vicariato Apostólico de Puerto Maldonado, tanto na região de Madre de Dios quanto na província de La Convención, em locais como Mazuko, Huyro-Maranura e Santa Teresa. Desde março de 2018, é pároco da paróquia Senhor dos Milagres em Madre de Dios e, atualmente, também exerce a função de vigário pastoral dessa zona do vicariato, além de coordenar a equipe de sinodalidade. Desde 2023, é delegado do clero peruano junto à CEAMA. Um ministério próximo dos povos amazônicos O padre Huamán é reconhecido por seu trabalho pastoral em territórios com forte presença indígena e marcados por múltiplos desafios sociais. Seu serviço tem se caracterizado por uma proximidade concreta com as comunidades, especialmente as mais vulneráveis, acompanhando seus processos de vida, fé e organização. Seu ministério reflete uma Igreja encarnada no território, que escuta, caminha e compartilha a vida com os povos, promovendo o anúncio do Evangelho a partir do compromisso com a dignidade humana. Fé que se torna vida e compromisso Ao longo de sua trajetória, impulsionou iniciativas que integram a fé com a ação social, promovendo a educação, a solidariedade e a defesa dos direitos das comunidades amazônicas. Seu testemunho expressa uma espiritualidade missionária que se traduz em ações concretas de serviço, acompanhamento e promoção humana. Um serviço para fortalecer a sinodalidade amazônica Sua eleição como vice-presidente da CEAMA fortalece o caminho de uma Igreja sinodal, onde ministérios ordenados, vida consagrada e leigos caminham juntos a serviço da missão. A partir de sua experiência em Puerto Maldonado, território emblemático da Amazônia, ele trará uma visão próxima das realidades locais e dos desafios que os povos enfrentam em contextos de vulnerabilidade. A CEAMA continua assim consolidando sua missão como espaço de articulação eclesial a serviço da vida, da justiça e do cuidado da Casa Comum, em comunhão com as Igrejas locais e os povos amazônicos. Continuidade do processo sinodal Amanhã, quinta-feira, 19 de março, no âmbito da Assembleia, será realizada a eleição dos demais membros da vice-presidência, representando a vida religiosa, os leigos e as leigas e os povos indígenas. Este momento dará continuidade ao processo de discernimento sinodal que caracteriza a CEAMA, garantindo uma representação diversa e complementar que reflita o rosto plural da Igreja na Amazônia e fortaleça sua missão evangelizadora, profética e comprometida com a vida.

O Cardeal Leonardo Steiner é eleito presidente da CEAMA para o mandato de 2026–2030

No âmbito da VI Assembleia Geral da CEAMA, realizada em Bogotá, foi eleito como novo presidente para o período 2026–2030 o Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1. A eleição ocorreu na quarta-feira, 18 de março, em um ambiente de discernimento, comunhão e compromisso com a missão da Igreja na Amazônia. Um pastor com profundo espírito missionário Dom Leonardo Ulrich Steiner, O.F.M., é natural de Forquilhinha, no estado de Santa Catarina (Brasil), e pertence à Ordem dos Frades Menores (franciscanos). Foi ordenado sacerdote em 21 de janeiro de 1978 por seu primo, o cardeal Paulo Evaristo Arns. Sua formação acadêmica inclui estudos de Filosofia e Teologia em Petrópolis (Brasil), bem como especialização (mestrado) e doutorado em Filosofia no Pontifício Ateneu Antoniano de Roma, onde também atuou como Secretário-Geral entre 1999 e 2003. Ao longo de sua vida religiosa, atuou em diversos campos da formação, destacando-se como mestre de noviços e formador de novas gerações na vida consagrada. Trajetória episcopal a serviço da Igreja no Brasil De volta ao Brasil, exerceu seu ministério pastoral em Curitiba e no âmbito acadêmico, antes de ser nomeado segundo bispo da Prelazia de São Félix (2005–2011), uma Igreja marcada pelo compromisso com os povos indígenas e as comunidades mais vulneráveis. Em 2011, foi nomeado bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, cargo que exerceu até 2019, contribuindo significativamente para a articulação pastoral da Igreja no país. Em 27 de novembro de 2019, o Papa Francisco o nomeou arcebispo de Manaus, no coração da Amazônia. Em 2022, foi criado cardeal, em reconhecimento à sua proximidade pastoral e ao seu compromisso com os povos amazônicos. Atualmente, ele também preside a Região Norte 1 da CNBB e o CIMI, espaços fundamentais na defesa dos direitos dos povos indígenas. Um novo tempo para a CEAMA Sua eleição como presidente da CEAMA representa um passo significativo na continuidade do processo sinodal da Igreja na Amazônia. Sua experiência pastoral, sua identidade franciscana e seu compromisso com os povos originários fortalecem o caminho de uma Igreja com rosto amazônico, próxima, profética e encarnada nos territórios. A CEAMA inicia assim uma nova etapa, confiando na liderança do Cardeal Steiner para continuar impulsionando a missão evangelizadora, o cuidado da Casa Comum e a defesa da vida na Amazônia. Continuidade do processo sinodal Amanhã, quinta-feira, 19 de março, no âmbito da Assembleia, será realizada a eleição dos demais membros da vice-presidência, representando a vida religiosa, os leigos e as leigas e os povos indígenas. Este momento dará continuidade ao processo de discernimento sinodal que caracteriza a CEAMA, garantindo uma representação diversificada e complementar que reflita o rosto plural da Igreja na Amazônia e fortaleça sua missão evangelizadora, profética e comprometida com a vida.