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Autor: Emmanuel Grieco

Dom Zenildo Lima, Dom José Alburquerque e Pe. Geraldo Bendaham: vidas pelo Reino

Neste 4 de agosto de 2026, mês dedicado às vocações, celebramos os 30 anos de ordenação presbiteral de três figuras marcantes para o nosso Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1): Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus; Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e Pe. Geraldo Bendaham, coordenador de Pastoral de nossa Arquidiocese. Seus caminhos vocacionais são permeados por uma profunda entrega ao serviço do Reino de Deus. Quem já experienciou sentar-se à mesa com Dom Zenildo Lima ou com Pe. Geraldo Bendaham sabe que a conversa perpassa por diversos assuntos e por profundas reflexões sobre a vida, a fé e os processos de evangelização encarnados nas realidades da Amazônia urbana e ribeirinha. Mais do que uma troca de informações, é quase que uma aula de diferentes conteúdos. Ali. Postos à mesa. A mesa como lugar do encontro, da oferta, da generosidade, da companhia. É a proposta de uma Igreja que sempre de novo se aproxima, se apequena, se permite acessar para transmitir a Esperança gestada no Evangelho. Proximidade Não permite a indiferença, a superioridade, a distância. Mas exige proximidade. Proximidade de quem procura o Senhor, acha o Senhor, encontra o Senhor, vive com Senhor. E, por isso, deseja que outros também experimentem encontrar a pérola preciosa que é Jesus, nos dizia Papa Francisco. E é justamente no encontro com Cristo que a vida muda, saboriza. Na gratuidade da vida oferecida, o não reter para si; mas experimentar, entre a amargura e a doçura, a presença Dele, a Palavra feita carne. Ao contemplarmos suas entregas radicais, somos atraídos a vislumbram uma vida em diferente perspectiva. São sinais de uma humanidade tocada para responder a tantos anseios e a utilizar suas vozes em defesa da plenitude da vida, para que todos a tenham em abundância. Missão Três homens chamados à missão de conduzir as nossas comunidades e transformá-las em locais de encontro, de relação, de vivência. Homens de reflexão, e mais ainda, homens de ação concreta e fecunda. Homens que experimentam a dor do Reino de Deus. Nos versos de Pe. Zezinho, essa “dor do Reino de Deus” é feita de amor e paz, “é feita de luz, é feita de cruz, é feita de não compactuar”. Homens que responderam à voz do Bom Pastor, se ligaram a Ele, e se comprometeram a viver pelos caminhos da libertação. Que administram em sua vida cotidiana “a pérola preciosa do encontro com Deus e com os outros”. Neste dia recorremos a Imaculada Conceição, que caminhe com eles e lhes permita cantar bonito as maravilhas do Reino da Vida e da Esperança. Texto: Emmanuel Grieco. Texto de opinião em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de vivências cotidianas.

Casa Amazônica de Francisco e Clara e REPAM reúnem jovens para pensar a Amazônia

Na manhã do dia 02 de agosto a Casa Amazônica de Francisco e Clara, junto com a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) e a Pastoral da Juventude (setor 8), realizaram para um momento de formação e debate sobre o que queremos para a nossa região e para as juventudes amazônicas. O espaço escolhido foi  Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), na Av. Rodrigo Otávio. Criado em 1952, o INPA realiza estudos científicos do meio físico e das condições de vida da região amazônica para promover o bem-estar humano e o desenvolvimento socioeconômico regional. No local, os jovens tiveram a oportunidade de conversar sobre a Economia de Francisco e Clara e refletir sobre o nosso papel como defensores e defensoras de nossa Casa Comum. especialmente em um ano eleitoral tão decisivo, conhecendo mais sobre a campanha “Eu Voto Pela Amazônia” da REPAM. Tecnologia A tecnologia é uma das alternativas para aproximar pessoas do debate sobre questões relacionadas ao território amazônico. Nesse horizonte, a Iniciativa Inter-Religiosa pelas Florestas Tropicais (IRI BRASIL) disponibilizou óculos de realidade virtual para exibição do filme “Amazônia Viva”, que conecta o espectador à Amazônia através de uma viagem interativa. Com 10 minutos de duração, o filme é uma experiência imersiva pela região do Rio Tapajós, com filmagens em 360º mostrando um dos lugares mais importantes do planeta: a Amazônia. No filme, a cacica Raquel Tupinambá, da comunidade de Surucuá, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns (Pará), guia os espectadores durante a viagem virtual. O roteiro e a direção são do cineasta Estevão Ciavatta, da Pindorama Filmes, e financiador do Instituto Clima e Sociedade (iCS).

Pastoral da Sobriedade realiza formação regional de novos agentes

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) realizou o curso de Formação de novos agentes da Pastoral da Sobriedade. Entre os dias 31 de julho, 01 e 02 de agosto os participantes receberam a apresentação geral da Pastoral da Sobriedade, conduzida pelo Pe. Sidney Teixeira da Silva, CMF, coordenador nacional de formação. O curso buscou capacitar e atualizar os agentes de pastoral sobre as novas dinâmicas das dependências (químicas e não químicas). Entre os participantes estavam representantes da Arquidiocese de Manaus e das Dioceses de Alto Solimões, Borba e Coari. Com a formação, os novos agentes podem animar o trabalho pastoral existente ou estimular o surgimento da pastoral da sobriedade em nossas Igrejas Locais. Novas perspectivas Os três dias foram marcados pela exposição do histórico e trajetória da Pastoral, além da fundamentação bíblica e teológica. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, esteve com o grupo durante o primeiro dia. O cardeal destacava a necessidade de alargar as perspectivas pastorais, sempre pautados pelo Evangelho. “É uma questão que atinge o nosso modo de ser igreja. E é por isso que nós nos dispomos a ir ao encontro desses irmãos e irmãs para cada vez mais ajudarmos na superação. Ajudarmos na superação para que possam viver melhor o Evangelho. E nós o fazemos a partir do Evangelho. Fazemos a partir do Evangelho. Não ter medo de partirmos do Evangelho. Eu participei no passado de algumas reuniões e eu percebi como o Evangelho era o fundamento dos encontros. E isso ajuda muito. Ajuda porque dá um sentido novo à vida”, explicou o cardeal. Essa perspectiva espiritual ajuda na implementação de estratégias de ação, estruturação dos encontros e na definição das funções das equipes. Alinhada à temática das drogas e seus efeitos, e a preocupante ludopatia, o vício em jogos de azar, que cada vez contribui para o endividamento de famílias brasileiras. A pastoral responde a primeira missão da Igreja: a Evangelização, indo ao encontro de nossos irmãos e irmãs que necessitam de direcionamento. Codependentes O Padre Leonardo Rufino, enviado pela Diocese de Coari, ressaltou o trabalho direcionado à dependência química. Uma realidade presente na diocese que atinge os familiares e a própria comunidade de fé, os codependentes que participam do sofrimento. Ao comentar sua participação no Encontro Regional o padre agradeceu a pela preparação e possibilidade de implementação em todas as 11 paróquias da Diocese de Coari. “Foi um momento muito gratificante para todos nós. Porque por meio dele, nós que participávamos pela primeira vez do encontro, adquirimos conhecimento sobre esta pastoral tão importante e essencial para todos nós, para toda a nossa igreja. A nossa Diocese de Coari tem 11 paróquias presentes em 7 cidades. Mas lá nós não temos ainda a Pastoral da Sobriedade”, destacou o padre. Ele ainda classificou a pastoral da sobriedade como luz para aqueles e aquelas que são beneficiados por ela.  Ele aponta que a pastoral é uma oportunidade de cuidar de pessoas com diversas dependências, como hoje a dependência de ferramentas de comunicação social, que instrumentalizam a pessoa humana. Caminho de transformação Com dois anos de atuação na Pastoral da Sobriedade da Arquidiocese de Manaus, a agente Clediomar Araújo, da Paróquia São Pedro Apóstolo de Petrópolis, apontou que curso do final de semana representou uma verdadeira transformação na fora de pensar o trabalho da pastoral. “Já havia feito antes, mas a dinâmica que nos foi passada nesses três dias foi maravilhosa. O Pe. Sidney passou de uma forma tão dinâmica, tão gostosa, que a gente começa a ver os encontros da Pastoral da Sobriedade por outro prisma. É outra dinâmica. A gente sai completamente enriquecido daqui. Foi maravilhoso. Só temos a agradecer a Deus”, destacou a participante. Outro ponto que despertou interesse na agente, foi a explicação de como os encontros devem acontecer e, principalmente, sobre a variedade de tipos de droga existentes, e como elas afetam o corpo de quem as utiliza. Ela enfatizou que a linguagem utilizada permitiu que todos compreendessem, até mesmo aqueles e aquelas que não eram familiarizados com o assunto. Amados e amadas por Deus A Pastoral da Sobriedade é uma forma de marcar presença sempre partindo do Evangelho para que os que sofrem percebam o quanto são amados, amadas por Deus, recordava o cardeal Leonardo Steiner. Em relação às drogas, temos o trabalho realizado pela Fazenda da Esperança e sabemos que a questão do consumo de álcool é uma ferida em tantas relações familiares. No entanto, temos dificuldade em relação ao álcool com padres, religiosas e religiosos. Esse caminho evangelizador é fundamental para enfrentar a realidade em que vivemos, é mais uma contribuição da Igreja para a sociedade.

Cardeal Steiner: a dinâmica do Evangelho possibilita compreender a realidade amazônica

O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1, presidiu a missa de encerramento do Curso de Extensão Universitária ‘Realidade Amazônica’. Em sua reflexão, o cardeal recordou que o Evangelho é profundamente dinâmico, o que possibilita compreender a realidade, a estrutura e a nossa missão. O curso é realizado anualmente pela Faculdade Católica do Amazonas, em parceria com o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). A celebração aconteceu na capela do Centro de Formação Maromba, em Manaus. Dom Leonardo Steiner utilizou duas situações para ilustrar a forma como podemos compreender o caminho da vivência missionária: a escolha do vinho e o oleiro que produz vasos cerâmicos. Na escolha do vinho, buscamos olhar a data de sua produção. Isto porque o tempo de fermentação torna o vinho mais saboroso. E oleiro, é aquele que gasta tempo para dedicar-se no molde dos vasos para que assumam o formato desejado. Assim é o caminho de seguimento ao Evangelho que vai ganhando sabor e nos permite caminhar e crescer na criatividade. O arcebispo destacou que a missionariedade é o modo de Deus ir nos moldando para o despertar da beleza que ainda não víamos. É a presença do Verbo encarnado que nos impulsiona a seguir caminhando e saborear o amor de Deus. E assim, sermos cada vez mais desejosos de anunciar o Reino de Deus. Um bispo entre nós A presença do bispo auxiliar de Manaus, Dom Frei Samuel Ferreira, como aluno do curso repercutiu positivamente entre os participantes. Sua visível disponibilidade em aprender com grupo sobre complexa rede de relações que fazem da Amazônia um lugar ímpar, deu ânimo aos colegas. Para a professora Elisângela Maciel, é um sinal de humildade “estar conosco, esse caminhar conosco”. Porta de entrada A professora Drª Elisângela Maciel, coordenadora de Extensão, Pesquisa e Pós-graduação da Faculdade Católica Amazonas, apontou que o curso recebe missionários do Brasil e do mundo para atuar na Amazônia desde 1991. Em suas palavras, explicou que o curso é “a porta de entrada” para aqueles que vêm conhecer, experimentar e trabalhar na Amazônia. Essa pluralidade torna cada turma em uma experiência singular. “Cada turma, como eu disse, vem de cantos diferentes e cada experiência, cada ano é uma experiência diferente. A forma como eles se relacionam, como eles se integram, o que eles experimentam quando vão para atividade pastoral, a partilha que eles fazem, cada curso tem o seu diferencial, cada turma tem o seu diferencial. E essa turma chegou um pouquinho devagar e depois foi se enturmando”, acrescentou a professora. Na última etapa do dia 30 de junho, cada participante teve a oportunidade de partilhar sua avaliação de final do curso. Esse momento foi uma oportunidade de ouvir o retorno de cada um. Foi espaço de perceber quais os frutos colhidos na experiência vivida, o impacto nas suas vida e forma como darão continuidade em suas áreas de engajamento missionário. Engajamento missionário Durante os 10 dias de curso, os 21 participantes vindos da Etiópia, Itália, Camarões, Quênia e outras regiões do Brasil, vivenciaram um recorte do serviço missionário no chão amazônico. Ao final das atividades, os missionários e missionárias são convidados a um novo olhar para as suas vidas e áreas de missão. A maior parte já está engajado nas missões, mas agora retornam com um diferencial que os direciona para o caminho evangelizador da Igreja na Amazônia em sintonia com a realidade dos territórios. “E é isso que o curso quer, fazer a diferença na vida dos missionários, e que os missionários possam fazer a diferença na vida das comunidades. Sem imposição, sem uma Igreja que vem de cima para baixo, não. Uma igreja que se emana com o povo. Uma igreja que busca a sinodalidade que a gente tanto trabalha e vem trabalhando ao longo desses tempos”, explicou a professora Elisângela Maciel. O curso permitiu aos missionários sentirem que “pisar na Amazônia é diferente”, disse a professora. Mesmo que cada um tenha muitos anos de atuação missionária em outras regiões, “fazer a experiência da igreja na Amazônia é diferente”. A professora apontou que sentiu no relato do grupo que “eles abraçaram, se permitiram conhecer, permitiram-se aprender”. Por isso, a expectativa é que eles se entrelacem de fato com a vida da Amazônia” e que futuramente outros também partilhem dessa experiência. Fronteiras A irmã Maria Eliana Modena, da Congregação das Irmãs da Providência de Gap, considerou o curso como “divisor de águas” que ajudará a aprofundar a escuta, o acolhimento e as vivências em nossa querida Amazônia. Em sua fala, a missionária mineira destacou o trabalho desenvolvido na missão em Pacaraima, município no extremo norte de Roraima, fronteira com a Venezuela, na Diocese de Roraima: “Meu trabalho é com os migrantes, de um modo bem particular, com mulheres e crianças em situações de vulnerabilidade. Fazer esse curso já é um sinal de grande respeito missionário por essa realidade tão particular e tão especial. Nós pudemos, nesses dez dias, presenciar, vivenciar e aprender o particular dessa realidade amazônica e de um modo especial todas as lutas, as resistências, todo o empoderamento que essa Igreja teve que fazer ao longo dos anos”, destacou irmã Maria Eliana. A religiosa enfatizou que o trabalho pastoral dos missionários também precisa considerar a valorização do bioma, tendo em vista que as riquezas naturais da Amazônia despertam cobiça de outros países. É necessário que se construa uma integração de toda a realidade amazônica para melhor corresponder àquilo que emerge diante de nós e assim vivenciar “esta realidade com todo o respeito que ela merece”.

Pastoral da Juventude realiza 74ª Reunião da Coordenação Regional Norte 1

A Coordenação da Pastoral da Juventude do Regional Norte 1 realizou a 74ª Reunião, entre os dias 24 a 26 de julho de 2026, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Seis representantes de nossas 9 Igrejas Locais estiveram presentes para fortalecer a caminhada da PJ. Com momentos de vivência, oração, celebração e partilha das realidades das Igrejas e da vida dos participantes, pautada no seguimento a Jesus Cristo.  Entre os presentes estava Marcelo dos Santos Pereira, da Prelazia de Tefé e coordenador Nacional da PJ pelo Regional Norte 1. Derlane Dourado, coordenadora Regional pela Diocese de Roraima e Hugo Rocha coordenador Regional pela Diocese de Coari. Vinícius do Carmo, coordenador Regional pela Diocese de Parintins; Thaylle de Oliveira, coordenadora Regional pela Prelazia de Tefé; e Cleisiane da Silva, coordenadora Regional pela Diocese de Borba. Seguimento a Jesus Durante a programação, os coordenadores trabalharam o tema “O seguimento de Jesus Cristo é o fundamento da nossa ação pastoral”, conduzido por Dom Frei Samuel Ferreira, bispo auxiliar de Manaus. Em seguida, os jovens iniciaram a organização das ações pastorais da PJ no regional, o puxirum (palavra da língua indígena para trabalho coletivo), para facilitar o trabalho e a comunhão pastoral dos jovens nas bases com atividades programadas. Segundo Marcelo Pereira, nome de “Plano de ação Puxirum” é uma homenagem à juventude Amazônica. É o horizonte de fazer memória ao povo amazônida “que há séculos vem trabalhando essa prática nos beiradões e rincões da nossa imensa Amazônia”. Ele explicou que o uso nos conduz para a “mística do Bem-Viver”. Esse trabalho coletivo é uma “opção pedagógica da Pastoral da Juventude” para a evangelização da Juventude. Acompanhamento Para Derlane Dourado, coordenadora Regional pela Diocese de Roraima, a experiência desses três dias de encontro estimulou a esperança de crescimento da PJ no regional. Os dias intensos de trabalho e estudo permitiram a construção do plano de Evangelização regional para o triênio (2026-2028). Além do contato com os novos membros, Derlane Dourado pontuou o acompanhamento dos bispos Dom Samuel Ferreira e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins. “foi um final de semana bem proveitoso para todos nós. E aí a presença também dos bispos, né, nos acompanhando, foi muito interessante, que a gente sente essa presença, né, de comunhão, de Igreja caminhando junto também, né, de mãos dadas. E esse acompanhamento com os jovens é muito importante, que os jovens se sentem também amparados e seguros”, disse Derlane Dourado. Novo coordenação A integrante da Comissão Regional de Assessores, Ir. Ana Jerusa Feitosa, da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo, destacou que esse foi o primeiro encontro presencial da nova coordenação. A assessora reforçou a importância da troca de experiências vivida pela PJ em cada uma das Igrejas Locais. Outro ponto relevante foi o diálogo sobre as atividades que ainda vão ser desenvolvidas com a igreja do regional. O encontro é um sinal de continuidade dos jovens ao plano de Evangelização, na construção do Reino de Deus, com sua forma de ser jovem no território amazônico. A Pastoral da Juventude segue testemunhado sua fé e seu compromisso com a participação social, a cidadania e a defesa dos direitos dos jovens.

Seminaristas participam do 14º FORMISE Nacional em Campo Grande (MS)

10 seminaristas do Conselho Missionário de Seminaristas Regional Norte 1 (COMISE Labonté), juntamente com a Ir. Rosana Marchetti, Missionária da Imaculada, assessora eclesiástica do grupo, participarão do 14º FORMISE Nacional. A Formação Missionária de Seminaristas acontece de 26 a 30 de julho, com o tema “Missionários para uma Igreja Samaritana: um em Cristo, unidos na missão” e o lema “Um em Cristo, unidos na missão”, em Campo Grande (MS). O encontro é um tempo intenso de formação, convivência e renovação missionária. A proposta busca fortalecer a vocação missionária, inspirada no Evangelho e no compromisso com uma Igreja próxima do povo, solidária e atenta às realidades humanas. Além da formação, o FORMISE constrói um espaço de partilha, fraternidade e intercâmbio cultural e eclesial, favorecendo o encontro entre diferentes realidades do país e fortalecendo a comunhão e a cooperação na missão da Igreja. Informações: Pontifícias Obras Missionárias (POM), imagem: COMISE Labontè

Cardeal Steiner na 8ª Assembleia Regional de Diáconos: não se trata de poder, mas de serviço

O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), concedeu uma palavra de agradecimento aos diáconos e as esposas presentes na 8ª Assembleia Regional de Diáconos Permanentes e Esposas. O encontro aconteceu nos dias 24, 25 e 26 de julho, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Nas palavras do arcebispo, “o modo de conduzir” do diácono Raimundo Nonato Soares, foi marcado por uma atuação que não se “tratava de poder, mas de serviço”. Ele também recordou que o diaconato faz parte da vida da Igreja. “O ministério diaconal faz parte do modo de ser da Igreja Católica, então, nesse sentido, agradecer a cada um que exerce esse ministério na Igreja. E agradecendo a cada um, queria agradecer as esposas. E sem o apoio das esposas, sem o apoio das famílias, é difícil servir, estar na disponibilidade das comunidades, estar na disponibilidade das dioceses onde cada um de nós atua”, disse o presidente do regional. Diaconato na Igreja Latina Ao fazer memória da retomada do Diaconato na Igreja Latina, o cardeal Steiner apontou que, na escolha dos diáconos presente no texto do Atos do Apóstolos, é possível perceber a dinamicidade do ministério. Esse ministério não é uma decisão individual, mas uma indicação que exige uma longa preparação. Essa realidade corresponde ao Evangelho do 17º Domingo do tempo comum, onde somos encontrados pela pérola preciosa que é Jesus. “O nosso ministério, seja episcopal, seja presbiteral, seja diaconal, não é nosso. Nós recebemos. Nós recebemos e não a nosso serviço. A serviço da comunidade e das comunidades. Então, se nós conseguíssemos sempre de novo lembrar e recordar que nada é nosso. O ministério nos foi dado. E por ter sido dado gratuitamente, damos gratuitamente”, recordou o cardeal. Fundar comunidades Dom Leonardo Steiner refletiu que uma quarta dimensão do diaconato é de fundar comunidades. Esse pensamento está presente no documento de Aparecida, tendo os diáconos como guias de comunidades. Essa intuição pode ser retomada em vista da necessidade de da grande quantidade de comunidades novas e as que ainda precisam ser formadas animadas, como já aconteceu na Arquidiocese de Manaus. Eleição Antes do início da votação o cardeal Leonardo Steiner reforçou a mensagem de que “não se trata de poder, mas de serviço”. Para o episcopado, presbiterado e o diaconado se trata sempre de serviço para o bem da Igreja. A coordenação da comissão regional é dividida em um presidente, um vice-presidente, um secretário e um ecônomo. Os 48 votantes escolheram um nome, e os quatro mais votados serão destinados aos serviços de coordenação de acordo com a indicação da presidência do Regional. Na contagem de votos os diáconos mais votados foram: Diác. José Torres dos Santos (15), Diác. José Raimundo Cruz Grana (12), da Diocese de Borba, Diac. Afonso De Oliveira Brito (10) e Diác. Rozinaldo Mota Trovão (4), os outros 3 diáconos pertencem a Arquidiocese de Manaus. O encontro encerrou às 12h com a Celebração Eucarística na Capela da Maromba.

Pasconeiros Regional Norte 1 participam do 9º Encontro Nacional da Pascom, em Aparecida

Com imensa alegria o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) está presente no 9º Encontro Nacional da Pascom, que acontece entre os dias 24 e 26 de julho de 2026, no Centro de Eventos do Santuário Nacional de Aparecida (SP). 60 pasconeiros, representantes de nossas Igrejas Locais, se inscreveram no encontro que é organizado Pastoral da Comunicação no Brasil, organismo da Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB. A expectativa é dar passos concretos para uma nova articulação em nosso Regional. Comunicação em movimento A página da pascom nacional publicou um trecho da conferência “Comunicação em movimento: a dimensão pastoral da comunicação”, do prefeito do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé, Paolo Ruffini que convidou cada comunicador e comunicadora a usar as redes como um instrumento de evagelização: “Que a rede digital seja um instrumento de comunhão e evangelização, nunca um campo de vaidade, de números ou de exaltação do ego. A rede que sonhamos não aprisiona: ela é tecida pela união, pelo encontro, pelos rostos, pelos corpos e pelo amor que nos conecta como irmãos”, pediu Paolo Ruffini. Ele também destacou que a “comunicação tem muitos rostos: o interpessoal, o pastoral, o institucional, o jornalístico, o cultural (pensemos na arte, no cinema, nas séries de televisão, na literatura, na música em suas diversas formas”. No entanto, a raiz de todas as formas de comunicação é o Verbo desde o princípio. Paolo recordou que a “Igreja era uma rede antes que a rede fosse. E essa união vem de Deus. Fotos e informações: PASCOM Nacional

Comissão Regional de Diáconos realiza 8ª Assembleia Regional Norte 1 de Diáconos Permanentes e Esposas

A Comissão Regional de Diáconos está reunida no Centro de Formação Maromba em Manaus/AM para a 8ª Assembleia Regional Norte 1 de Diáconos Permanentes e Esposas com 96 participantes. Entre os dias 24, 25 e 26 de julho de 2026, iluminada pelo tema “O ser Diácono em uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão” (Jo 21,2-3), a assembleia busca estreitar os laços entre os diáconos que atuam em nosso Arquidiocese, Dioceses e Prelazias. Esse elo permite ampliar o cuidado de uns com os outros e fortalece a caminhada sinodal da Igreja na Amazônia. O primeiro dia do encontro foi destinado à acolhida dos diáconos e esposas das dioceses e prelazias. A manhã do sábado (25), iniciou com a Celebração Eucarística presidida por Dom Samuel Ferreira, bispo auxiliar de Manaus e referencial regional para a Comissão de Diáconos. Em seguida, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus, abordou o tema do encontro com participantes, que finalizaram a manhã com uma reflexão em grupos. Pela tarde, os presentes apresentaram uma prévia para escolha da nova Comissão Regional dos Diáconos. Além disso, um dos diáconos da Prelazia de Tefé e das Dioceses de Parintins e Borba comentaram sobre as experiências e desafios vividos em nossas dioceses e prelazias. Tempo e distância O diácono Milton Gonzaga, da Prelazia de Tefé, destacou a disponibilidade dos diáconos em ajudar não somente nas celebrações, mas também nas formações e outras atividades que acontecem. Ele relatou que as visitas distantes da sede do município exigem uma maior disponibilidade de tempo, um desafio é vencer as distâncias para chegar até as comunidades mais distantes, principalmente no período da vazante dos rios: “A gente não vai na comunidade e volta no mesmo dia, sempre é 10, 12 dias nas comunidades, dormindo nas comunidades, permanecendo nas comunidades, conversando com eles, rezando com eles, celebrando com eles. Então, são assim, não dá para ir em uma comunidade e voltar. E a gente vai e fica, dorme na lancha, permanece com ele o dia todo”, explicou o diácono Milton Gonzaga. O diácono José Grana (Toti), da Diocese de Borba, enfatizou o trabalho de aproximação diaconal promovido por Dom Zenildo Luiz, bispo diocesano, desde a sua chegada. Principalmente com a criação da Escola Diaconal Dom Adriano Veigle e a divisão da diocese em 4 Foranias que levam o nome dos quatro evangelistas. Visita as comunidades Na diocese de Parintins, o diácono Edinaldo Tavares, da Cidade, da Paróquia Nossa Senhora do Bom Socorro, em Barreirinha, apontou a presença de nove diáconos atuantes. Ele recordou que a realidade deles “é como qualquer outro diácono do interior”. Isto é, “visitar as comunidades e, da maneira que podemos chegar até as comunidades ribeirinhas”. Ele enfatizou que a forma de locomoção que usa para chegar até as comunidades é canoa ou lancha, com “uma média de 4, 5 horas andando de barco para chegar”. Mesmo com algumas limitações de saúde que surgiram com o passar dos anos ele explica que busca dar o máximo de si. Além disso, reforçou que “gente também sempre tem que equilibrar o atendimento e assistência com a família”. A expectativa do domingo é para a eleição dos novos membros que conduzirão a Comissão Regional e o enceramento da assembleia com a presença do Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). Texto e fotos: Emmanuel Grieco

Faculdade Católica do Amazonas inicia curso de Realidade Amazônica em Manaus

A Faculdade Católica do Amazonas, em parceria com o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), iniciou o Curso de Extensão Universitária ‘Realidade Amazônica’, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Entre os dias 20 e 30 de julho, os 21 participantes, vindos da Etiópia, Itália, Camarões, Quênia e outras regiões do Brasil, terão a oportunidade de refletir o serviço missionário no chão amazônico. Fé antecede sinais Na missa de abertura, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus e reitor da Faculdade Católica, recordou que a Amazônia é o lugar do amor de Deus. Ele enfatizou que “a fé antecede os sinais”, e, por isso, “nós não precisamos de provas reais, concretas, empíricas para afirmar a presença de Deus no meio de nós”, Ele se revela.  O bispo insistiu que a fé implica adesão e abertura para Deus que se revela na realidade de cada ser humano. Reconhecer essa revelação de Deus “implica querer aprender” e se dispor “a escutar e a caminhar juntos”, o caminho sinodal. Durante os 10 dias de formação, os inscritos participaram de atividades de conhecimento teórico e vivência pastoral nas comunidades da Arquidiocese de Manaus. “Nessa beleza de Deus. Deus faz com que tudo possibilite o diálogo, quando existe vontade de amar e de servir. Não tem nada que não possa, de fato, ser transformado. Quando há a intenção de semear, de se doar, de poder aprender e de poder também se realizar por aqui”, afirmou Dom Joaquim Hudson. Metodologia participativa A metodologia sinodal, decolonial e intercultural busca configurar os agentes de pastoral nas comunidades eclesiais e serviços pastorais na Região Amazônica. Assim, colaborar para padres, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas, participantes do curso sejam capazes de promover propostas concretas de ação libertadora e encarnada na realidade em que estão inseridos. De acordo com a organização do curso, a exepectitiva é possibilitar uma imersão em informações sistematizadas no território, nas histórias e temáticas contemporâneas da realidade amazônica. Adotando uma reflexão sobre as questões pastorais emergentes para compreender a missão da Igreja, como “amazonizar” a teologia e as práticas missionárias. Além de atividades de campo nas periferias e comunidades ribeirinhas da Arquidiocese de Manaus. Conhecimentos teóricos Entre os conhecimentos teóricos oferecidos, está uma análise de conjuntura da realidade socioambiental, político-econômica, cultural e eclesial da Amazônia. Essa perspectiva inclui o estudo de ‘Cidades na Amazônia‘, com a professora Ma. Deusa Costa. Também uma abordagem sobre a ‘História da Igreja na Amazônia‘, com a professora Dra. Elisângela Maciel e ‘Comunidades Amazônicas‘, ministrada pela Ma. Núbia Gonzaga e Me. Franco Lindemberg. Nos horizontes geográficos e movimentos sociais na Amazônia, os inscritos aprenderão sobre a ‘Realidade Política e Socioambiental’ com a professora Dra. Socorros Chaves, e ‘Territorialidade, Bioma e Recursos na Amazônia’, ministrada pela professora Dra. Neila Picanço. No que diz respeito a História, cultura e sociedade serão abordadas as ‘Tradições Religiosas da Amazônia: Indígena e Afro’ e ‘Inculturação Interculturalidade’ com o professor Dr. Bruno Miranda. Ainda nesse eixo, os participantes trabalharam os ‘Aspectos Sociopsicológicos‘ com Ir. Maria Couto e a ‘Igreja Ministerial Amazônica’, com a professora Dra. Andreza Weil. Outro eixo de estudo é a Espiritualidade e vozes da Amazônia, que abordará a ‘Ecologia Integral e Laudato Si’, com o professor Dr. Rodrigo Fadul. ‘Sínodo para a Amazônia e Sinodalidade’ com o professor Dr. Pe. Ricardo Castro e o Manual Proteção de Crianças e Adolescentes e Adultos Vulneráveis (CNBB Norte 1), com a Ir. Roselei Bertoldo. Texto e fotos: Emmanuel Grieco