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Autor: Emmanuel Grieco

I Congresso Vocacional da Diocese de Parintins: “Comunidades Eclesiais: Encontro, Testemunho e Missão”

A Diocese de Parintins realizou o I Congresso Vocacional Diocesano, com o tema “Comunidades Eclesiais: Encontro, Testemunho e Missão”. Inspirados pelo lema “perseverantes e bem unidos, partiam os pães pelas casas” (Lc 2,46), os participantes vivenciaram momentos oração, escuta e partilha, reconhecendo a essência vocacional de cada um e cada uma. Durante os dias 2 e 3 de maio de 2026, no Auditório Dom Arcângelo Cerqua, Centro de Parintins, os congressistas refletiram sobre o chamado vocacional que conduz ao encontro pessoal com o Cristo Ressuscitado. Esse encontro com Jesus, fortalece o caminho para que todos se tornem autênticos seguidores e anunciadores da Boa Nova, atualizando a missão de evangelizar. Todos somos vocacionados A programação do congresso recordou que todos somos vocacionados, e por isso, responsáveis por cuidar das vocações. O cuidado com as vocações é o compromisso de animar as comunidades, paróquias, pastorais, movimentos e serviços, promovendo um verdadeiro despertar vocacional. Esse estímulo reforça a identidade missionária de todos os membros da Igreja, atuantes em diferentes ministérios. A perspectiva central foi compreender a vocação como caminho vivido em comunhão, diálogo, troca e no serviço, como expressão da vida em sociedade e do chamado pessoal que responde ao bem comum. Nesse caminho, a família permanece como um lugar decisivo onde a fé se torna “viva e radiante”, porque os pais são os primeiros a anunciar a fé aos filhos, encorajando a vocação própria de cada um. Vocação é cuidado Vocação é cuidado e responsabilidade de todos. Por isso, Dom José Albuquerque, Bispo da Diocese de Parintins e referencial nacional para o Serviço de Animação Vocacional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (SAV- CNBB) deseja transformar cada paróquia em uma Paróquia vocacional. Além disso, fazer com que cada comunidade, grupo, pastoral, movimento, serviço e ação evangelizadora sejam um Serviço de Animação Vocacional. Participaram representantes e lideranças de pastorais, movimentos, presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas e serviços que atuam diretamente com jovens e famílias, além de membros da liturgia, catequese e segmentos da juventude. A presença dos jovens reforça o convite divino de fazer a vida florescer e frutificar com sentido, direção e missão. A expectativa da Diocese é que o I Congresso Vocacional Diocesano permaneça como semente de perseverança e união no seguimento cotidiano ao Ressuscitado, partilhando a vida e levando, por toda parte, a verdade do Evangelho que Cristo trouxe, para que a Boa Nova continue a alcançar as casas, os corações e as gerações. Que Nossa Senhora do Carmo, Mãe de Jesus, padroeira de Parintins e modelo dos seguidores do Evangelho, acompanhe a Diocese e desperte muitos corações para dizerem “sim” ao chamado do Bom Pastor. Texto adaptado da Diocese de Parintins.

Cardeal Steiner no 6º Domingo da Páscoa: “Não vos deixarei órfãos”

O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, presidiu o 6° Domingo da Páscoa, 10 de maio, na Catedral Metropolitana de Manaus. Em sua homilia, o cardeal destacou que no Evangelho de hoje, Jesus apresenta “uma espécie de testamento de Jesus. Ele prepara os discípulos para caminharem na força do Consolador e confirma a sua presença: não os deixarei órfãos! Aos discípulos inquietos, Jesus promete o “Paráclito”. Será o Espírito Santo a conduzir a comunidade cristã em direção à verdade e levá-la a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e com o Pai. Dessa forma, a comunidade será a “morada de Deus” no mundo, como ouvimos na liturgia do domingo passado, e dará testemunho da salvação que Deus quer oferecer a todos”, escreveu o cardeal. O testamento entregue por Jesus é o amor! “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. É o amor a fundar e fundamentar os mandamentos que visibilizam a relação nova e renovadora, a dinâmica na qual somos convidados a ingressar e permanecer. “Ele nos ensinou a amá-lo, ao nos amar primeiro e até à morte de cruz. Por seu amor e sua dileção, suscita nosso amor por ele, que nos amou primeiro e até o fim. Foi assim mesmo: vós nos amastes primeiro para que vos amássemos. Não tínheis necessidade de ser amado por nós, mas não poderíamos atingir o fim para o qual fomos criados se não vos amássemos” (Guilherme de Saint-Thierry). Sim, amar como Jesus nos amou e no seu amor guardar os mandamentos. Como nos ensina São João: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos a ele” (Jo 14,23). “Guarda, pois, a palavra de Deus, porque são felizes os que a guardam; guarda-a de tal modo que ela entre no mais íntimo de tua alma e penetre em todos os teus sentimentos e costume. (…) Se assim guardares a Palavra de Deus, certamente ela te guardará” (São Bernardo de Claraval). O amor é a base de tudo “Se me amais, guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade.” Como nos encanta as palavras de Jesus que ao viver o mandamento do amor atrai o Espírito Santo. Não é comovente percebermos que ao nos deixarmos mover e direcionar pelo mandamento do amor atraímos o Espírito Santo?  Ele movimenta, ilumina e consolo as nossas comunidades, o caminho pessoal de cada seguidor e seguidora de Jesus. Papa Francisco ensinava que “Se me amardes”, observardes, é a lógica do Espírito. Muitas vezes pensamos ao contrário: se observarmos, amamos. Estamos habituados a pensar que o amor deriva, essencialmente, da nossa observância, da nossa perícia, da nossa religiosidade; ao passo que o Espírito nos lembra que, sem o amor na base, tudo o mais é vão e que este amor não nasce das nossas capacidades, este amor é dom d’Ele. Ele nos ensina a amar, e devemos pedir este dom. É o Espírito de amor que põe em nós o amor, é Ele que nos faz sentir amados e nos ensina a amar. Ele é o «motor» da nossa vida espiritual. É Ele que move tudo a partir de dentro de nós. Mas, se não começamos do Espírito ou com o Espírito ou por meio do Espírito, não se consegue caminhar” (cf. Homilia 05/06/2022). Testemunhas do Consolador O “Paráclito” permanece sempre conosco. “Paráklêtos”, significa o advogado, auxiliar, defensor, o consolador, o intercessor. Jesus ensinou, protegeu, guiou, orientou, defendeu os discípulos, enquanto esteve com eles. Ele enviará o Espírito Santo, o “Paráclito”, o consolador e, no viver o mandamento do amor, o Espírito estará com eles, os guiará, os fortificará, transformará, os firmará na fé a ponto de darem a vida pelo Evangelho. Também nós somos chamados a dar testemunho no Espírito Santo, a tornar-nos paráclitos, isto é, consoladores. Sim, o Espírito pede para darmos corpo à sua consolação, visibilizarmos, aproximando-nos das pessoas, sendo proximidade, compaixão! O Paráclito nos envia a anunciar que hoje é o tempo da consolação. É o tempo do anúncio do Evangelho, pois da consolação. É o tempo para levar a alegria do Ressuscitado, não para nos lamentarmos do drama da secularização. É o tempo para derramar amor sobre o mundo, levando consolo. É o tempo para testemunhar a misericórdia, mais do que para inculcar regras e normas. É o tempo do Paráclito! É o tempo da liberdade do coração, no Paráclito (cf. Papa Francisco, idem). O Paráclito conduz a Igreja O Espírito ensinará e cuidará dos seguidores e seguidoras, das discípulas e discípulos de Jesus. O Espírito Santo conservará a memória da pessoa e dos ensinamentos de Jesus, iluminando-nos para interpretar a Boa Nova diante das realidades e desafios que vamos desvendando. É Espírito que guia, defende, aclara para enfrentar as contrariedades, as incertezas, as hostilidades. O Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não vê, nem o conhece, alimenta a esperança, fortalece o amor, confirma a fé. Contemplando a história da Igreja vemos que o Paráclito a conduz e a conduzirá até o fim dos tempos. O Defensor permanecerá sempre conosco. “Não vos deixarei órfãos”! Não nos sentiremos órfãos ao vivermos do amor e com a certeza de que o Espírito permanece entre nós e está em nós. Ele em nós, não nos sentiremos privação: desamparados, carentes, separados, desiludidos, perdidos, desprezados, na orfandade. Ele, no aquecimento do amor, no consolo, na proximidade, a nos firmar e confirmar na pertença à filiação do Pai, à fraternidade do Filho. Nunca sós! jamais abandonados! Mesmo nas maiores dificuldades, nos desacertos e contradições, o Espírito a nos guiar, iluminar e aquecer. A orfandade pode levar a uma verdadeira degradação nas relações. “Pouco a pouco, nos vamos degradando, já que ninguém nos pertence e nós não pertencemos a ninguém: degrado a terra, porque não me pertence; degrado os outros, porque não me pertencem; degrado a Deus, porque não lhe pertenço; e, por fim, acabamos por nos degradar a nós próprios, porque esquecemos quem…
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Prevenção, proteção e enfrentamento: Regional Norte 1 realiza 3º Encontro da Equipe Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis.

A prevenção, proteção e enfretamento aos abusos contra crianças, adolescentes e adultos vulneráveis permanece como prioridade do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). O aprofundamento das ações nas Dioceses e Prelazias acontece desde a elaboração e publicação do Manual de Proteção, sustentando nosso compromisso com espaços eclesiais seguros nas 9 Igrejas que compõem o regional. Nesse horizonte, aconteceu o 3º encontro presencial de formação da Equipe Ampliada de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis, de 5 a 7 de maio, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. A equipe ampliada é composta pelos responsáveis das comissões nas dioceses e prelazias. Além de aprimorar o papel da comissão, os membros receberam orientações metodológicas específicas do procedimento “diante das situações de casos que chegam até as dioceses e prelazias”, explicou Ir. Rose Bertoldo, da Comissão Metropolitana. “A formação é para ir aos poucos entendendo o papel da comissão, bem como o aprofundamento do manual e tentando também aprofundar a metodologia e como a comissão pode fazer esse trabalho de acolhida, de escuta e encaminhar os casos que chegam até a comissão”, disse Ir. Rose. Trabalho em rede Outra abordagem importante, foi a necessidade de ampliação das comissões em cada uma das igrejas locais. Isto porque, o auditor e o notário, responsáveis pelas comissões, têm um papel específico na comissão ampliada. Com mais pessoas nas equipes das igrejas locais é possível ampliar o alcance das formações e garantir o trabalho de prevenção junto às lideranças pastorais. “No primeiro dia, a gente teve uma partilha do trabalho que é realizado nas dioceses, podemos perceber como cada Diocese e Prelazia tem priorizado o trabalho de prevenção junto às lideranças das comunidades. Podemos dizer que praticamente todas as igrejas já trabalharam no primeiro momento dando a conhecer o manual de proteção do Regional Norte 1 com todas as lideranças”, explicou Ir. Rose. Outro ponto fundamental para construir espaços seguros em nossas Igrejas, é o trabalho em rede ampliada. Além do manual, a equipe utiliza as cartilhas “O Sumiço de Carolina”, da Rede Um Grito pela Vida, e “Flor Bela” da Cáritas Arquidiocesana de Manaus. Esses materiais reforçam o cuidado com o processo de formação das comunidades e, segundo a religiosa, contribuem no “trabalho de prevenção, junto às crianças, adolescentes e juventudes que estão nos nossos espaços eclesiais, sejam elas catequizandas, coroinhas, grupos de jovens”. ECA Digital e desafios virtuais Com o avanço das tecnologias e do mundo digital, a contribuição do manual para as Igrejas Locais necessita de atualizações para atender às novas realidades relativas a causa da criança e do adolescente no Brasil. Dom Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus e assessor da equipe ampliada, apresentou aos integrantes o ECA Digital (Lei nº 15.211/25). A nova lei aponta que “a proteção da criança no ambiente digital é um dever dividido entre Família, Sociedade, Estado e Plataformas”. “Esse complemento que faz com que haja uma atenção maior sobre os ambientes digitais, sobre as plataformas, sobre as novas formas de tecnologia que acabam criando situações de vulnerabilidade e de risco para crianças e adolescentes serem violentadas, serem sujeitadas a diversas formas de abuso, dentre os quais o abuso sexual”, explicou o bispo. Revisão e atualização Segundo a Agência Senado, entre as inovações da nova lei está a obrigação de remoção imediata de conteúdos de abuso e exploração infantil nas plataformas online, mecanismos de verificação de idade para liberar a criação de cadastros. Ela inclui as redes sociais, jogos eletrônicos, aplicativos, lojas de apps, sistemas operacionais, plataformas de vídeo e outros serviços digitais que tenham crianças e adolescentes como usuários ou que possam atrair esse público. Dom Hudson Ribeiro apontou que a formação junto às comissões de proteção do Regional Norte 1 contou com o estudo das mudanças que o ECA Digital trouxe. O grupo refletiu os impactos positivos e desafiadores que as comissões prelatícias, diocesanas e a Metropolitana precisam conhecer para apresentá-los “às nossas bases, aos nossos catequistas, às lideranças que lidam com crianças e adolescentes e a nós mesmos que somos os membros dessas comissões”. Daí a necessidade de revisão de partes do manual: “A gente já está vendo que com essa nova lei a gente vai precisar fazer alguns ajustes. para que a gente possa responder à legislação nacional e possa também dialogar com essas novas formas de controle que são positivas para prevenir, evitando com que as violências em ambientes digitais possam se propagar, dentre as quais o estupro virtual, que foi um dos que mais cresceram de 2024 para 2025 e não é diferente de 2026”, enfatizou Dom Hudson. Os bispos e a cultura do cuidado Padre Gilson, Assessor Canônico da Comissão Metropolitana para Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis, destacou o apoio de todos os bispos do regional nas diante da importância da proteção e do cuidado.  Ele reiterou os ensinamentos de Papa Francisco que “nos ensinou que devemos trabalhar a cultura do cuidado, o cuidado das nossas crianças, dos nossos jovens, daqueles mais vulneráveis, da nossa igreja”. Para ele, esse tempo de familiarização dos membros da equipe ampliada com a legislação e orientações canônicas trabalhadas na formação permite que a Igreja da Amazônia continue dando passos no cuidado com os mais vulneráveis. Ele orientou que todos acompanhem e tirem suas dúvidas sobre o manual de proteção com os padres ou nos contatos de e-mails, a nível de dioceses e prelazias.

Encontro de Chanceleres do Regional Norte 1: o caminho sinodal para unidade

Entre os dias 4 e 5 de maio aconteceu o 2º encontro presencial dos chanceleres da Arquidiocese, Dioceses e Prelazias do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Além de fortalecer a caminhada sinodal de cada uma de nossas Igrejas Particulares, o encontro é uma oportunidade de oração e troca de experiências dos caminhos da Evangelização e do funcionamento das Cúrias com seus processos sacramentais e gestão dos registros de documentos. O Código do Direito Canônico indica que o Chanceler é responsável por cuidar da redação dos documentos da cúria e do seu arquivamento (Código de Direito Canônico, c. 482, § 1). Nessa perspectiva, incentivados por Ir. Sofia Quintans, Chanceler da Diocese de Roraima, surgiu a necessidade de unificação dos processos das chancelarias do regional. A partir disso, o primeiro encontro de formações foi realizado em 2025, antecedendo a reunião da Comissão de Proteção de Crianças, Adolescentes e Adultos Vulneráveis do Regional Norte 1, da qual todos os chanceleres participam. Ainda em 2025, Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, foi escolhido para assessorar a equipe. Entre as atividades realizadas, os membros participaram de um curso on-line intensivo com uma grade curricular sistemática, acadêmica e prática para todos que trabalham nesse setor das cúrias, inclusive leigos e leigos. A particularidade de cada Igreja No último domingo (4), cada Chanceler apresentou a Cúria e Chancelaria de sua Prelazia e Diocese, destacando os pontos importantes da realidade vivenciada com fotos, dados reais e processos de sua Chancelaria-Secretaria. O panorama da Arquidiocese de Manaus, das Dioceses de Borba, Coari, do Alto Solimões, de Parintins e Roraima e das Prelazias de Itacoatiara e Tefé permite compreender a particularidade que cada uma apresenta. “Cada chanceler trouxe apresentações, em PowerPoint, sobre os processos vividos nas cúrias, apresentações um panorama e dinâmica vivido por toda Igreja local. Trouxeram dados como quantidades de padres, congregações, paróquias. Neste sentido, foi possível que cada um tenha ideia de como caminha cada Igreja Particular, sentindo as necessidades e luzes presentes no caminho sinodal”, explicou Juliana Martins, Chanceler da Prelazia de Tefé. Unificação do Processo Sacramental Além das apresentações das dinâmicas de atuação, o grupo também abordou o Processo sacramental matrimonial com os documentos e roteiro seguidos em cada Diocese ou Prelazia. A intenção é, dentro das possibilidades de cada realidade, unificar o processo canônico- documental em todo o regional. Essa alternativa busca um consenso para quais são os documentos, canonicamente, são necessários. “A gente tem a curiosidade de saber como que cada um trabalha, como é que é o procedimento na sua diocese. Não é que a gente vai dizer que o certo é lá em Coari, o certo é lá em Manaus, não. Hoje nós vamos chegar ao denominador comum, como é que nós trabalhamos e como é que a gente poderia trabalhar juntos essa unidade”, enfatizou Pe. Flávio Gomes, chanceler da Arquidiocese de Manaus. Sinodalidade e unidade Pela manhã do dia 5, os chanceleres estiveram na Cúria Arquidiocesana, aprofundando o estudo sobre os documentos que não podem faltar no arquivo da Chancelaria, os livros de registros sacramentais e a organização de arquivos e documentos. A formação, ministrada por Abigail Antony, arquivista da Arquidiocese de Manaus, e por Pe. Flávio Gomes, destaca a importância dos documentos assinados pelos bispos e chanceleres, reforça a caminhada de unidade entre as Igrejas e qualifica o trabalho realizado em nossas Dioceses e Prelazias. “Então, essa equipe a nível regional, a nível de Brasil, esse grupo chanceleres no Norte 1, apresenta para nós aquilo que o Papa Francisco já dizia, que a questão sinodal é a unidade. E é isso que nós estamos fazendo, caminhando junto, para que a gente possa dar essa qualificação maior para o nosso Regional Norte 1”, completou Pe. Flávio. Durante a tarde, os participantes avaliaram os dias de formação, organizaram as novas programações, como as próximas reuniões de chanceleres, on-line. Também participaram os chanceleres Pe. Josinaldo Placido, da Diocese de Coari, Pe. Marcos Aurélio, da Diocese de Parintins, Pe. Danilo Monteiro, da Prelazia de Itacoatiara, Pe. Jair Vieira, da Diocese de Borba e Diác. João Souza, da Diocese do Alto Solimões.

Cardeal Steiner: “deixemos ressoar o consolo: ‘Não se perturbe o vosso coração’”

A Palavra de Jesus a indicar que nos momentos de perturbação, angústia incerteza deixemos ressoar o consolo: “Não se perturbe o vosso coração”. Afirmou o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, em sua homilia para o 5° Domingo da Páscoa, 3 de maio, na Catedral Metropolitana de Manaus. Essa afirmação indica o consolo de Jesus que chega a cada um de nós, assim como chegou aos discípulos que se encontravam aflitos e perturbados durante a Ceia Pascal. “A casa onde mora a perturbação e angústia será transformada na casa do aconchego, do amor, da compreensão. […] Termos a percepção de que Jesus está presente e nos acompanha. Papa Francisco nos ensinava que Jesus pede para termos fé n’Ele, para não nos apoiarmos em nós mesmos, mas em Jesus, pois a libertação da perturbação passa pela confiança. Confiar-nos a Jesus, dar o “salto” na fé. Esta é a libertação da perturbação. Jesus ressuscitou e vive precisamente para estar sempre ao nosso lado”, explicou o arcebispo. Jesus é o caminho Ao se apresentar como “caminho, verdade e vida” diante da pergunta de Tomé, Jesus direciona a compreensão para a dinâmica de “sua vida, as suas palavras, os seus gestos, o seu amor e a sua bondade, o dom de sua vida por amor com a morte de cruz”. Esse caminho apresentado por Jesus é o que caracteriza seus discípulos e discípulas. Ao aceitá-lo, os seguidores assumem esse caminho de identificação com o Mestre e caminham “ao encontro da verdade e da vida em plenitude, o Reino de Deus. “Caminhantes que somos, seguimos o caminho que é Jesus. Como nos ensina Santo Agostinho: ‘Ouçamos o Senhor: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida». Se procuras a verdade, segue o caminho; porque o caminho é também a verdade; ele é o teu destino e o teu percurso. Não é por outra coisa que vais a outra coisa; não é por outra coisa que vens a Cristo: é por Cristo que vens a Cristo. E como vais a Cristo por Cristo? Vais ao Cristo Deus pelo Cristo homem; pelo Verbo feito carne, vais ao Verbo que estava, no começo, em Deus; por aquilo que o homem comeu àquilo que os anjos comem todos os dias’”, disse o cardeal. Caminho a seguir “Por onde queres ir? Eu sou o caminho. Para onde queres ir? Eu sou a Verdade. Onde queres permanecer? Eu sou a Vida. Todo o homem consegue compreender a Verdade e a Vida; mas nem todos encontram o Caminho. Os sábios do mundo compreendem que Deus é vida eterna e verdade cognoscível; mas o Verbo de Deus, que é Verdade e Vida junto ao Pai, fez-se caminho ao assumir a natureza humana. Caminha contemplando a sua humildade e chegarás até Deus”, argumentou o cardeal citando Santo Agostinho, no texto dosTratados sobre o Evangelho de São João. Recordando as meditações de Papa Francisco, o cardeal Steiner refletiu sobre os caminhos que seguimos que podem não nos levar ao céu, como “os caminhos da mundanidade, os caminhos da autoafirmação, os caminhos do poder”. Ele também apresentou o caminho de Jesus, que é o “caminho do amor humilde, da oração, da mansidão, da confiança, do serviço aos outros”. O caminho de Jesus coloca o próprio Mestre como protagonista de nossas vidas e levanta duas questões abordadas por Papa Francisco: “Jesus, o que achas desta minha escolha? O que farias nesta situação, com estas pessoas?”. (cf. Regina Coeli, 10/05/ 2020) “Jesus que hoje nos consola como caminho, desperta em nós o desejo de sermos caminho de presença misericordiosa, transformadora, curadora, sanadora no meio dos mais necessitados. Ele-caminho, nos leva ao encontro dos famintos e necessitados de justiça. Ele-caminho, nos conduz ao encontro da verdade, a verdade de nossas relações, a verdade das notícias, a verdade que nos deixa ver a bondade, o amor que nos guia. Ele-caminho, nos leva a superar o modo agressivo de viver, de matar, de caluniar. Ele-caminho, nos leva a superação de um estilo de vida de consumismo, de hedonismo, para o encontro com irmãos e irmãs na diferença.”, explicou o arcebispo. Ver o Pai O pedido de Felipe a Jesus para ver o Pai demonstra que ele “não havia percebido que na presença consoladora e misericordiosa de Jesus era visível o Pai”. Dom Leonardo explicou que “no modo de Jesus estava vivo o Pai”, a nitidez dessa revelação acontece no alívio das dores, reconforto dos desolados, na reinserção na vida religiosa e social dos afastados e descartados pela lepra, no despertar à vida dos desconsolados “Ensinava o cuidado do Pai nos pássaros do céu, na beleza dos lírios do campo. Nele tudo falava e fazia ver o Pai e Felipe não via, “Quem me viu, viu o Pai”. Na sua bondade, na sua cordialidade, na sua gratuidade, na sua amabilidade, na sua amorosidade, na sua singeleza, simpatia, na sua doação, no consolo, Felipe ainda não havia se dado conta que no Filho estava o Pai. Pois quem vê o Filho vê o Pai.” Partilha e fraternidade Na segunda leitura, o cardeal destacou que o “modo de Jesus viver, de se relacionar e de estar entre as pessoas” e a relação com o Pai, deveria despertar os discípulos “para conhecerem a Jesus e nele ver o Pai”. Na primeira, a uma certa divisão na comunidade aponto para necessidade dos discípulos de realizar a “escuta e a oração em comunidade”. Delas é possível reconstruir a “comunhão” e “o bem para toda a comunidade”, pois “como comunidade de discípulos missionários e discípulas missionárias, somos animados a realizar as obras da partilha, da fraternidade”. “Ao lermos, meditarmos e a Palavra de Deus morando em nós, vamos vendo Jesus e em vendo Jesus vemos o Pai. E em vendo a Jesus e o Pai, somos guiados, fortalecidos pelo Espírito Santo. Jesus nos prometeu uma morada, que é a morada da Trindade, que caminhemos com alegria e esperança ao encontro da morada definitiva”, finalizou o cardeal.

Cardeal Steiner: O Bom Pastor nos convida a uma nova vida

O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, presidiu a Celebração do quarto domingo da Páscoa, na manhã de 26 de março, na Catedral Metropolitana de Manaus. Neste domingo, a liturgia nos recorda Jesus Bom Pastor como Porta para uma nova vida. Nas palavras do cardeal “Jesus se apresenta como aquele que cuida das ovelhas e nos convida a uma nova passagem: Eu sou o bom Pastor, ‘Eu sou a porta’”. “Ele se apresenta hoje como a “Porta”: “Quem entrar por mim será salvo”. Jesus a porta, a passagem; passagem de salvação, de libertação. Jesus nos diz: Eu sou a porta, porque sempre passagem de vida! Uma porta estreita, mas larga, generosa. Nela passamos todo-inteiros, como filhas e filhos de Deus, como salvos”. O cardeal ressaltou que em algumas situações da vida é possível “que não vejamos mais a porta, a abertura, a saída, a passagem”. Esse sentimento pode vir “no sem sentido da morte de um filho, da esposa, do esposo, de nosso pai, de nossa mãe, pode acontecer que não vejamos mais a porta, a saída”, em momentos de passagem pela dor ou do sofrimento. Ele também pode se revelar diante da “doença grave, incurável, as portas todas não apenas se fecham, mas elas simplesmente não existem mais”, e esse é o espaço onde “Jesus nos diz: Eu sou a porta!”. Jesus: Porta da fé Bento XVI apresenta Jesus como a porta da fé. “A porta da fé (cf. At 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma” (Bento XVI, PF nº 1). Essa perspectiva apresentada por ele significa que “Jesus é o lugar de acesso para que possamos encontrar o significado da vida e o espaço, a paisagem que dão vida”, explicou o cardeal. Em sua reflexão, o arcebispo continuou afirmando que “passar pela porta significa aderir a Ele, segui-lo, acolher a sua vida o seu modo de viver”. No caminho para a vida em em plenitude “as ovelhas que passam pela porta que é Jesus, os que aderem a Ele, podem passar para a terra da liberdade onde encontrarão pastos verdejantes”. Assim, Jesus é “a passagem que deseja que todas as pessoas encontrem vida em plenitude”. “O vencedor da morte tornou-se a passagem para espaço sempre mais livres com sentido renovador, transformador. Ele é a passagem pois nele lemos os fenômenos cotidianos, os mais difíceis e sem sentido. Passagem porque indicou o caminho do drama humano como soerguimento, elevação da nossa humanidade. Passagem, pois nele vamos percebendo como na maior dor e desespero, a luz se acende e damo-nos conta dos rasgos de eternidade. Passagem, pois no humano mais humano ele nos indica o divino”, disse o cardeal. A verdadeira contradição Há uma verdadeira contradição em aderir ao “perdão na ofensa, a reconciliação no desprezo, a misericórdia na traição, a gratuidade na compra do existir humano”. Essa contradição existe porque “Jesus-porta, Jesus passagem, vai abrindo passagens perdidas, espaços desaparecidos”. A própria “morte violenta de cruz” de Jesus, que nos permite a “passagem para a vida”, expõe a contradição. Dom Leonardo explicou que ao colocarmos “nossa vida em sintonia com o Evangelho, abrem-se passagens imperceptíveis, passagens surpreendentes” onde é possível compreender a morte como uma passagem. “Ele abre a porta do consolo, do perdão, da reconciliação, da fraternidade, do amor expansivo. Quantas portas Ele vai abrindo através da Palavra, dos sacramentos, da caridade, da solidariedade? Ele vai abrindo passagens para mundo sempre mais amplos, livres, amorosos. Quem vive de Jesus pode dizer como ele sendo a porta, abre a porta, as passagens existenciais. Aproximemo-nos de Jesus, Ele abrirá portas, nos indicará passagens que nos conduzem à vida: ‘Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância’”, explicou. Passar pela porta e sair em missão O arcebispo destacou que é por Jesus que entramos na Igreja e, nos ensinamentos de Papa Francisco, é por Ele que saímos em missão. Esse horozinte permite compreender constante envio em missão, onde “na Igreja se entra para sair e sai-se para entrar”. O que permite compreender que “a Igreja não é um espaço fechado, nem um paraíso, um edifício ornamental”, mas o lugar de reconhecer que Jesus “acompanha, conduz, cuida, alimenta, oferece fontes de água viva”. “Na Igreja, nota-se um admirável dinamismo, onde se harmoniza o aparentemente contraditório. Todos estão a caminho, em permanente movimento. Aquele movimento que reúne, congrega, cria comunhão, a comunidade e, ao mesmo tempo o movimento para sair, a porta de saída pois todos chamados à proclamação, ao anúncio, a proclamação do Reino de Deus”. No horizonte da fé, o pastor de ovelhas “quase sempre estava a serviço de outra pessoa; cuidava das ovelhas de outros”. A postura de cuidado e dedicação diário com cada uma das ovelhas criava laços de confiança e segurança, que “quando ele chamava, elas obedeciam, pois reconheciam a sua voz: ele sempre estava com elas, não as abandonava”. Ao segui-lo, as ovelhas, “não passavam nem fome e nem sede”. Dia Mundial de Oração pelas Vocações Ao recordar o Domingo do Bom Pastor, onde se comemora também o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o arcebispo retoma o convite para “descobrir o dom gratuito de Deus que floresce no mais profundo do coração de cada um de nós, para percorrermos juntos, o caminho da vida nova do Ressuscitado”. E cintando Papa Leão, “a vocação cristã revela-se em toda a sua profundidade: participar da sua vida, partilhar a sua missão, brilhar a partir da sua própria beleza” (Papa Leão XIV, Mensagem Dia Mundial de Oração/2026). “Ao rezarmos hoje pelas vocações, desejamos reafirmar a necessidade de criar espaços de silêncio interior para intuir o que Deus deseja para cada um de nós. Não se trata de um saber abstrato ou de um conhecimento erudito, mas de um encontro pessoal que transforma a vida e nos coloca a serviço dos irmãos e…
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Um novo documento para Evangelização da Juventude

A atualização do “Documento 85: Evangelização da Juventude” também foi um dos temas trabalhados na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O documento é fruto de longo processo sinodal com participação de mais de 11 mil jovens de todo Brasil ao longo de 1 ano e meio de escutas e diálogos. Dom Zenildo Lima comentou a densidade do texto proposto para caminhos para a juventude. “Com uma riqueza extraordinária, fruto de um processo de escuta muito intenso, mas a Assembleia achou por bem que, mais do que atualizar um documento, o ideal seria propor um novo documento sobre a Evangelização da juventude. Evidentemente, a partir do trabalho que a comissão já havia realizado”, disse o bispo. Escuta das juventudes A escuta da realidade das juventudes aponta para uma grande complexidade. Nele são consideradas as transformações sociais, a expansão do mundo digital, as emoções e vulnerabilidades experimentadas, além de destacar a potencialidade encontrada entre os jovens. A estrutura do texto acompanha a metodologia de: Ver, Julgar e Agir. Ao ouvir os jovens, a Igreja considera dados concretos da juventude no Brasil com base na escuta nacional. Essa realidade concreta passa pelo discernimento à luz fé e do magistério da Igreja. E por fim, o documento busca desenvolver ações concretas para a Evangelização da Juventude favorecendo a vida pastoral de nossas igrejas particulares.

Aprovado o Fundo Nacional para o Patrimônio Cultural da Igreja

A 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aproxima-se do encerramento. Na manhã de hoje, 23 de abril, os bispos reunidos em Aparecida (SP) aprovaram a criação o Fundo Nacional para o Patrimônio Cultural da Igreja Católica. O objetivo da é CNBB é “captar recursos para restaurar e manter bens sacros”. Embora a expectativa da Assembleia fosse a aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, os bispos consideraram a proposta conceitual dedicada ao tema do patrimônio. O grupo de trabalho responsável, desde 2025, realizou diversas reuniões de estudo técnico e viabilidade do projeto considerando que mais de 50% do patrimônio tombado no país pertence à Igreja Católica, como afirmou Dom Gregório Paixão, presidente da Comissão para a Cultura e Educação da CNBB na Coletiva de Impresa. A iniciativa contribui para a manutenção da memória histórica e sacra de diversas regiões do Brasil que mantêm um forte vínculo com a igreja na construção de seus espaços. Segundo a CNBB, o fundo auxiliará as dioceses na “elaboração de projetos e na captação de recursos”. Para isso, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Ministério Público forneceram uma assessoria técnica. Foto: Fabio Nutti. Acesso: https://idd.org.br/iconografia/interior-do-museu-da-catedral-de-nossa-senhora-da-conceicao/

Dom Zenildo Lima comenta aprovação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora

Na manhã desta quinta-feira, dia 23 de abril, o episcopado brasileiro reunido na 62ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida (SP), aprovou as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil para os próximos seis anos (2026-2032). O Bispo auxiliar de Manaus, Dom Zenildo Lima, destacou o extenso trabalho para a construção das diretrizes considerando os acontecimentos na Igreja e no mundo. “As últimas diretrizes tiveram o seu tempo prorrogado. Nós tivemos toda a dificuldade de implantação das diretrizes até então vigentes por causa da pandemia. Tivemos a mudança no pontificado, tivemos o Sínodo sobre a Sinodalidade, o que fez com que a construção do processo das atuais diretrizes aprovadas na manhã de hoje se estendesse por um período de pelo menos uns quatro anos”, disse o bispo. Diretrizes: sinal de convergência Ele aponta que o texto das diretrizes aprovado traz “as principais linhas nas quais a igreja deve se concentrar na sua ação evangelizadora”, numa “convergência da Igreja do Brasil”. Essa perspectiva foi construída considerando as análises de conjuntura, a questões da Sinodalidade e da “compreensão de quem são os sujeitos da missão, partindo do reconhecimento de uma necessária conversão pastoral”. “Para que nós tornemos uma Igreja mais sinodal, apontamos os caminhos para a nossa missão. Inicialmente, a força da Palavra de Deus, a animação bíblica da vida e da pastoral, reconhecendo a força da Palavra para a animação das nossas comunidades, para a fundamentação da nossa ação evangelizadora e com uma série de pistas concretas de como cada vez mais animar e como cada vez mais perfilar a nossa pastoral a partir da palavra de Deus”, explicou Dom Zenildo. Comunidade de discípulos-missionários Dom Zenildo destacou que um dos caminhos para a missão de toda a Igreja no Brasil “diz respeito à vida na comunidade eclesial, destacada como comunidade de discípulos-missionários”. Por isso, a iniciação à vida cristã é um dos caminhos para “o desenvolvimento dessa ação evangelizadora”. Além disso, ele enfatizou que o documento recupera a contribuição das comunidades eclesiais de base, um “modelo eclesiológico muito marcante na história de evangelização do nosso país”. Por fim, o auxiliar de Manaus reforçou o compromisso de toda a Igreja no Brasil com o serviço à vida plena, a defesa da vida em todas as suas circunstâncias e com a Ecologia Integral. Esse compromisso, considera as linhas de ações propostas pelo documento final do Sínodo da Sinodalidade no horizonte da conversão das relações, dos processos e dos vínculos. O texto final será publicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e busca “orientar e iluminar o caminho das nossas igrejas particulares”.

Dom José Albuquerque: conduzidos pelo Espírito Santo para servir melhor o Povo de Deus

“A Assembleia dos Bispos, ela reflete aquilo que a igreja é: um trabalho feito com muitas mãos, sempre conduzidos pelo Espírito Santo, mas a nossa perspectiva é servir melhor o povo de Deus em nossas dioceses, em nosso país”. Foram as palavras de Dom José Albuquerque, Bispo da Diocese de Parintins, durante o quarto dia da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP). No dia 18 de março, os bispos iniciaram análise do texto das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil (DGAE) em grupos de estudo por regionais depois do dia anterior (17) dedicado aos desafios sociais, políticos e eclesiais do Brasil. “Antes de pensar na evangelização e como iríamos alcançar o povo de Deus, é preciso olhar a realidade. Então, sempre no primeiro dia de estudos, nós recebemos um trabalho interessantíssimo, fruto de muito estudo, muita pesquisa sobre a realidade sociopolítica e econômica do Brasil e do mundo e também nos colocamos dentro dessa análise da realidade eclesial”, disse o bispo. A partir das contribuições dos regionais, a comissão das diretrizes elaborará o texto final para nova apreciação dos bispos durante a Assembleia Geral para votação e aprovação. De maneira que os bispos se concentraram em discutir os capítulos das diretrizes e, a partir desse diálogo, apresentaram as sugestões em plenária e por escrito à comissão de elaboração do texto das diretrizes. Dom José reconheceu a existência de grandes desafios para a Evangelização na atualidade, mas apontou “a fé, a esperança e a certeza que nós estamos caminhando juntos” como sustento na missão evangelizadora de todo o episcopado brasileiro. Além disso, o bispo enfatizou a participação ativa de todos os bispos e a colaboração dos assessores. Embora a Assembleia seja dos bispos, há contribuições de padres, diáconos, religiosos e cristãos leigos e leigas que ajudam na missão de cada comissão e outros serviços “um trabalho admirável”. Confira (aqui) a análise social. Confira (aqui) a análise eclesial.