Av. Epaminondas, 722, Centro, Manaus, AM, Brazil
+55 (92) 3232-1890
cnbbnorte1@gmail.com

Autor: Emmanuel Grieco

Seminaristas participam do 14º FORMISE Nacional em Campo Grande (MS)

10 seminaristas do Conselho Missionário de Seminaristas Regional Norte 1 (COMISE Labonté), juntamente com a Ir. Rosana Marchetti, Missionária da Imaculada, assessora eclesiástica do grupo, participarão do 14º FORMISE Nacional. A Formação Missionária de Seminaristas acontece de 26 a 30 de julho, com o tema “Missionários para uma Igreja Samaritana: um em Cristo, unidos na missão” e o lema “Um em Cristo, unidos na missão”, em Campo Grande (MS). O encontro é um tempo intenso de formação, convivência e renovação missionária. A proposta busca fortalecer a vocação missionária, inspirada no Evangelho e no compromisso com uma Igreja próxima do povo, solidária e atenta às realidades humanas. Além da formação, o FORMISE constrói um espaço de partilha, fraternidade e intercâmbio cultural e eclesial, favorecendo o encontro entre diferentes realidades do país e fortalecendo a comunhão e a cooperação na missão da Igreja. Informações: Pontifícias Obras Missionárias (POM), imagem: COMISE Labontè

Cardeal Steiner na 8ª Assembleia Regional de Diáconos: não se trata de poder, mas de serviço

O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), concedeu uma palavra de agradecimento aos diáconos e as esposas presentes na 8ª Assembleia Regional de Diáconos Permanentes e Esposas. O encontro aconteceu nos dias 24, 25 e 26 de julho, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Nas palavras do arcebispo, “o modo de conduzir” do diácono Raimundo Nonato Soares, foi marcado por uma atuação que não se “tratava de poder, mas de serviço”. Ele também recordou que o diaconato faz parte da vida da Igreja. “O ministério diaconal faz parte do modo de ser da Igreja Católica, então, nesse sentido, agradecer a cada um que exerce esse ministério na Igreja. E agradecendo a cada um, queria agradecer as esposas. E sem o apoio das esposas, sem o apoio das famílias, é difícil servir, estar na disponibilidade das comunidades, estar na disponibilidade das dioceses onde cada um de nós atua”, disse o presidente do regional. Diaconato na Igreja Latina Ao fazer memória da retomada do Diaconato na Igreja Latina, o cardeal Steiner apontou que, na escolha dos diáconos presente no texto do Atos do Apóstolos, é possível perceber a dinamicidade do ministério. Esse ministério não é uma decisão individual, mas uma indicação que exige uma longa preparação. Essa realidade corresponde ao Evangelho do 17º Domingo do tempo comum, onde somos encontrados pela pérola preciosa que é Jesus. “O nosso ministério, seja episcopal, seja presbiteral, seja diaconal, não é nosso. Nós recebemos. Nós recebemos e não a nosso serviço. A serviço da comunidade e das comunidades. Então, se nós conseguíssemos sempre de novo lembrar e recordar que nada é nosso. O ministério nos foi dado. E por ter sido dado gratuitamente, damos gratuitamente”, recordou o cardeal. Fundar comunidades Dom Leonardo Steiner refletiu que uma quarta dimensão do diaconato é de fundar comunidades. Esse pensamento está presente no documento de Aparecida, tendo os diáconos como guias de comunidades. Essa intuição pode ser retomada em vista da necessidade de da grande quantidade de comunidades novas e as que ainda precisam ser formadas animadas, como já aconteceu na Arquidiocese de Manaus. Eleição Antes do início da votação o cardeal Leonardo Steiner reforçou a mensagem de que “não se trata de poder, mas de serviço”. Para o episcopado, presbiterado e o diaconado se trata sempre de serviço para o bem da Igreja. A coordenação da comissão regional é dividida em um presidente, um vice-presidente, um secretário e um ecônomo. Os 48 votantes escolheram um nome, e os quatro mais votados serão destinados aos serviços de coordenação de acordo com a indicação da presidência do Regional. Na contagem de votos os diáconos mais votados foram: Diác. José Torres dos Santos (15), Diác. José Raimundo Cruz Grana (12), da Diocese de Borba, Diac. Afonso De Oliveira Brito (10) e Diác. Rozinaldo Mota Trovão (4), os outros 3 diáconos pertencem a Arquidiocese de Manaus. O encontro encerrou às 12h com a Celebração Eucarística na Capela da Maromba.

Pasconeiros Regional Norte 1 participam do 9º Encontro Nacional da Pascom, em Aparecida

Com imensa alegria o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) está presente no 9º Encontro Nacional da Pascom, que acontece entre os dias 24 e 26 de julho de 2026, no Centro de Eventos do Santuário Nacional de Aparecida (SP). 60 pasconeiros, representantes de nossas Igrejas Locais, se inscreveram no encontro que é organizado Pastoral da Comunicação no Brasil, organismo da Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB. A expectativa é dar passos concretos para uma nova articulação em nosso Regional. Comunicação em movimento A página da pascom nacional publicou um trecho da conferência “Comunicação em movimento: a dimensão pastoral da comunicação”, do prefeito do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé, Paolo Ruffini que convidou cada comunicador e comunicadora a usar as redes como um instrumento de evagelização: “Que a rede digital seja um instrumento de comunhão e evangelização, nunca um campo de vaidade, de números ou de exaltação do ego. A rede que sonhamos não aprisiona: ela é tecida pela união, pelo encontro, pelos rostos, pelos corpos e pelo amor que nos conecta como irmãos”, pediu Paolo Ruffini. Ele também destacou que a “comunicação tem muitos rostos: o interpessoal, o pastoral, o institucional, o jornalístico, o cultural (pensemos na arte, no cinema, nas séries de televisão, na literatura, na música em suas diversas formas”. No entanto, a raiz de todas as formas de comunicação é o Verbo desde o princípio. Paolo recordou que a “Igreja era uma rede antes que a rede fosse. E essa união vem de Deus. Fotos e informações: PASCOM Nacional

Comissão Regional de Diáconos realiza 8ª Assembleia Regional Norte 1 de Diáconos Permanentes e Esposas

A Comissão Regional de Diáconos está reunida no Centro de Formação Maromba em Manaus/AM para a 8ª Assembleia Regional Norte 1 de Diáconos Permanentes e Esposas com 96 participantes. Entre os dias 24, 25 e 26 de julho de 2026, iluminada pelo tema “O ser Diácono em uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão” (Jo 21,2-3), a assembleia busca estreitar os laços entre os diáconos que atuam em nosso Arquidiocese, Dioceses e Prelazias. Esse elo permite ampliar o cuidado de uns com os outros e fortalece a caminhada sinodal da Igreja na Amazônia. O primeiro dia do encontro foi destinado à acolhida dos diáconos e esposas das dioceses e prelazias. A manhã do sábado (25), iniciou com a Celebração Eucarística presidida por Dom Samuel Ferreira, bispo auxiliar de Manaus e referencial regional para a Comissão de Diáconos. Em seguida, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus, abordou o tema do encontro com participantes, que finalizaram a manhã com uma reflexão em grupos. Pela tarde, os presentes apresentaram uma prévia para escolha da nova Comissão Regional dos Diáconos. Além disso, um dos diáconos da Prelazia de Tefé e das Dioceses de Parintins e Borba comentaram sobre as experiências e desafios vividos em nossas dioceses e prelazias. Tempo e distância O diácono Milton Gonzaga, da Prelazia de Tefé, destacou a disponibilidade dos diáconos em ajudar não somente nas celebrações, mas também nas formações e outras atividades que acontecem. Ele relatou que as visitas distantes da sede do município exigem uma maior disponibilidade de tempo, um desafio é vencer as distâncias para chegar até as comunidades mais distantes, principalmente no período da vazante dos rios: “A gente não vai na comunidade e volta no mesmo dia, sempre é 10, 12 dias nas comunidades, dormindo nas comunidades, permanecendo nas comunidades, conversando com eles, rezando com eles, celebrando com eles. Então, são assim, não dá para ir em uma comunidade e voltar. E a gente vai e fica, dorme na lancha, permanece com ele o dia todo”, explicou o diácono Milton Gonzaga. O diácono José Grana (Toti), da Diocese de Borba, enfatizou o trabalho de aproximação diaconal promovido por Dom Zenildo Luiz, bispo diocesano, desde a sua chegada. Principalmente com a criação da Escola Diaconal Dom Adriano Veigle e a divisão da diocese em 4 Foranias que levam o nome dos quatro evangelistas. Visita as comunidades Na diocese de Parintins, o diácono Edinaldo Tavares, da Cidade, da Paróquia Nossa Senhora do Bom Socorro, em Barreirinha, apontou a presença de nove diáconos atuantes. Ele recordou que a realidade deles “é como qualquer outro diácono do interior”. Isto é, “visitar as comunidades e, da maneira que podemos chegar até as comunidades ribeirinhas”. Ele enfatizou que a forma de locomoção que usa para chegar até as comunidades é canoa ou lancha, com “uma média de 4, 5 horas andando de barco para chegar”. Mesmo com algumas limitações de saúde que surgiram com o passar dos anos ele explica que busca dar o máximo de si. Além disso, reforçou que “gente também sempre tem que equilibrar o atendimento e assistência com a família”. A expectativa do domingo é para a eleição dos novos membros que conduzirão a Comissão Regional e o enceramento da assembleia com a presença do Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). Texto e fotos: Emmanuel Grieco

Faculdade Católica do Amazonas inicia curso de Realidade Amazônica em Manaus

A Faculdade Católica do Amazonas, em parceria com o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), iniciou o Curso de Extensão Universitária ‘Realidade Amazônica’, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. Entre os dias 20 e 30 de julho, os 21 participantes, vindos da Etiópia, Itália, Camarões, Quênia e outras regiões do Brasil, terão a oportunidade de refletir o serviço missionário no chão amazônico. Fé antecede sinais Na missa de abertura, Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus e reitor da Faculdade Católica, recordou que a Amazônia é o lugar do amor de Deus. Ele enfatizou que “a fé antecede os sinais”, e, por isso, “nós não precisamos de provas reais, concretas, empíricas para afirmar a presença de Deus no meio de nós”, Ele se revela.  O bispo insistiu que a fé implica adesão e abertura para Deus que se revela na realidade de cada ser humano. Reconhecer essa revelação de Deus “implica querer aprender” e se dispor “a escutar e a caminhar juntos”, o caminho sinodal. Durante os 10 dias de formação, os inscritos participaram de atividades de conhecimento teórico e vivência pastoral nas comunidades da Arquidiocese de Manaus. “Nessa beleza de Deus. Deus faz com que tudo possibilite o diálogo, quando existe vontade de amar e de servir. Não tem nada que não possa, de fato, ser transformado. Quando há a intenção de semear, de se doar, de poder aprender e de poder também se realizar por aqui”, afirmou Dom Joaquim Hudson. Metodologia participativa A metodologia sinodal, decolonial e intercultural busca configurar os agentes de pastoral nas comunidades eclesiais e serviços pastorais na Região Amazônica. Assim, colaborar para padres, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas, participantes do curso sejam capazes de promover propostas concretas de ação libertadora e encarnada na realidade em que estão inseridos. De acordo com a organização do curso, a exepectitiva é possibilitar uma imersão em informações sistematizadas no território, nas histórias e temáticas contemporâneas da realidade amazônica. Adotando uma reflexão sobre as questões pastorais emergentes para compreender a missão da Igreja, como “amazonizar” a teologia e as práticas missionárias. Além de atividades de campo nas periferias e comunidades ribeirinhas da Arquidiocese de Manaus. Conhecimentos teóricos Entre os conhecimentos teóricos oferecidos, está uma análise de conjuntura da realidade socioambiental, político-econômica, cultural e eclesial da Amazônia. Essa perspectiva inclui o estudo de ‘Cidades na Amazônia‘, com a professora Ma. Deusa Costa. Também uma abordagem sobre a ‘História da Igreja na Amazônia‘, com a professora Dra. Elisângela Maciel e ‘Comunidades Amazônicas‘, ministrada pela Ma. Núbia Gonzaga e Me. Franco Lindemberg. Nos horizontes geográficos e movimentos sociais na Amazônia, os inscritos aprenderão sobre a ‘Realidade Política e Socioambiental’ com a professora Dra. Socorros Chaves, e ‘Territorialidade, Bioma e Recursos na Amazônia’, ministrada pela professora Dra. Neila Picanço. No que diz respeito a História, cultura e sociedade serão abordadas as ‘Tradições Religiosas da Amazônia: Indígena e Afro’ e ‘Inculturação Interculturalidade’ com o professor Dr. Bruno Miranda. Ainda nesse eixo, os participantes trabalharam os ‘Aspectos Sociopsicológicos‘ com Ir. Maria Couto e a ‘Igreja Ministerial Amazônica’, com a professora Dra. Andreza Weil. Outro eixo de estudo é a Espiritualidade e vozes da Amazônia, que abordará a ‘Ecologia Integral e Laudato Si’, com o professor Dr. Rodrigo Fadul. ‘Sínodo para a Amazônia e Sinodalidade’ com o professor Dr. Pe. Ricardo Castro e o Manual Proteção de Crianças e Adolescentes e Adultos Vulneráveis (CNBB Norte 1), com a Ir. Roselei Bertoldo. Texto e fotos: Emmanuel Grieco

Secretária-executiva do Regional Norte 1 participa de Encontro dos Secretários e Secretárias dos Regionais da CNBB

A secretária-executiva do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ir. Roselei Bertoldo, participou do Encontro com Bispos, Secretários e Secretários-Executivos dos Regionais da CNBB. O encontro aconteceu em Brasília (DF), entre os dias 13 e 16 de julho. Durante quatro dias de reflexão, há momentos de partilha sobre a vivência em cada um dos regionais. Uma oportunidade fazer comunhão e dinamizar as atividades desenvolvidas, além de um estudo sobre questões administrativas e contábeis e orientações relacionadas à campanha da fraternidade, à campanha da evangelização e toda essa dinâmica de articulação da vida e missão nas Igrejas Locais. “Esses dias de encontro dos secretários e secretárias da CNBB Nacional têm sido um momento muito bom de partilha da vida e missão dos 19 regionais da CNBB. Onde cada secretária e secretária pode trazer os destaques, os desafios da vida, da missão de cada regional. E assim podemos ter uma visão geral da Igreja, da CNBB, o que para nós é muito bom, porque a gente contribui nessa dinamização dos regionais em nossas igrejas”, destacou a secretária. Ir. Rose Bertoldo destacou a importância da atualização secretários e secretárias nos assuntos administrativos porque assumem a “responsabilidade de gerir toda essa questão financeira, administrativa de cada regional”. Ela também reforçou o estudo com Padre Tiago Síbula, referencial da comunicação na CNBB, para construir uma “presença profética” a partir das relações e da comunicação com as pessoas no cotidiano. O encontro com Pe. Júlio César Resende, assessor da CNBB, e membro da coordenação da Equipe Nacional de Animação do Sínodo, trouxe uma dinâmica de implementação do sínodo e das novas diretrizes e esse compromisso que cada igreja local terá. Por fim, Ir. Rose ressaltou que “o encontro todo foi perpassado por uma espiritualidade, por celebrações eucarísticas, que vai também alimentando a nossa mística do ser secretário e secretária da CNBB”. Fotos: Assessoria CNBB

Regional Norte 1 participa da 46ª Reunião Ampliada do CEMOVIC

O Regional Norte 1 participou da 46ª Reunião Ampliada da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada (CEMOVIC), de 13 a 16 de julho, na Casa Dom Luciano, em Brasília (DF). Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins, referencial a nível nacional e regional do Serviço de Animação Vocacional (SAV) e da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB), e Ir. Gervis Monteiro, fsp, representando o SAV de nosso regional Norte 1. Entre as pautas do encontro, os participantes realizaram o estudo das novas diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026-2032) e a atualização das Diretrizes para a formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil, Documento 110, sobre a formação presbiteral no Brasil. As principais instituições e organismos que compõem e participam desta comissão incluem: Ordem das Virgens (AISB); Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB); Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB); Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNISB); Comissão Nacional de Presbíteros (CNP); Comissão Nacional de Diáconos (CND); Serviço de Animação Vocacional(SAV), e Instituto de Pastoral Vocacional (IPV). “Nós temos um documento de estudo, e ontem (14) foi o dia todo para poder estudar e atualizar para as instituições de nossa comissão as novas diretrizes, e hoje (15) nós estamos refletindo sobre a formação presbiteral, apresentando sugestões para a atualização do documento que fala sobre a formação dos presbíteros. Basicamente, esses são os dois grandes assuntos, e depois assuntos de cada instituição”, destacou Dom José Albuquerque.

Formação, espiritualidade e missão marcam Jornada Formativa da Diocese de Borba

A Diocese de Borba reuniu mais de 600 lideranças para uma intensa Semana Formativa, com atividades ao longo de 10 dias, em uma série de encontros simultâneos em diferentes comunidades da diocese. A programação se encerrou na noite do dia 11 de julho, com a celebração da Santa Missa na Basílica de Santo Antônio, no município de Borba. Na comunidade da Imaculada Conceição, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, aconteceu o encontro dos secretários executivos das paróquias e áreas missionárias da diocese. A abertura contou com um treinamento voltado ao sistema do site da Cúria Diocesana. Em seguida, o psicólogo e diácono Leonardo Lucas Cunha, da Arquidiocese de Manaus, conduziu uma formação voltada à dimensão humana dos secretários, trabalhando métodos de aprendizagem e o modo de agir em relação ao outro no atendimento ao público na secretaria.O formador destacou a importância do cuidado de si mesmo para um bom atendimento, reforçando que o secretário deve zelar por uma vida equilibrada nas dimensões espiritual, física e humana. Os trabalhos também abordaram o relacionamento no ambiente de trabalho e as dificuldades no contato com os fiéis, ressaltando a importância de momentos de fraternidade na Igreja para um trabalho frutífero e bem estruturado, que promova a paz. A linguagem no atendimento também foi tema da formação com a orientação de que o secretário deve atender sempre com respeito aqueles que procuram os serviços da secretaria. Setor Juventude Já no auditório da Cúria Diocesana, aconteceu o encontro do Setor Juventudes, com assessoria de Giovanni Sampaio, da Arquidiocese de Manaus. Participaram representantes da Juventude Missionária, da Pastoral da Juventude (PJ), do Movimento Juvenil Orionita (MJO) e da Renovação Carismática Católica (RCC). A abertura contou com os símbolos da fé a Cruz, a Palavra de Deus e a Vela acesa. O grupo se dedicou ao tema “Formar para Servir, Fazer Comunhão e Evangelizar”, refletindo sobre o papel dos jovens na vida da Igreja a partir do exemplo dos discípulos de Emaús. No segundo dia, o formador destacou que o Setor Juventude precisa viver a sinodalidade, caminhando junto com as demais pastorais e movimentos da diocese, e apresentou a estrutura do setor, criado para integrar, articular e acompanhar os grupos juvenis das paróquias e comunidades. Dom Zenildo Luiz Pereira, Bispo da Diocese de Borba, destacou que os jovens são o presente e o futuro da Igreja e reforçou a importância da formação e do protagonismo juvenil. “A juventude não pode caminhar sozinha. Precisa caminhar com os padres, com as pastorais, com as familias”, afirmou o bispo, que encerrou sua fala incentivando os jovens: “Vão e anunciem que Cristo vive!”. Centralidade da Eucaristia No auditório da Paróquia Santo Antônio, aconteceu a formação voltada aos ministros e leigos, com o tema central da Eucaristia. O teólogo Matthias Grenzer trabalhou a centralidade da Eucaristia a partir da Ceia Pascal de Jesus. Além de abordar a presença dos Salmos na Liturgia da Palavra, aprofundando sua importância na vida litúrgica e espiritual dos fiéis. Na Matriz de Cristo Rei, aconteceu o encontro da Infância e Adolescência Missionária (IAM), assessorado pelo coordenador estadual Jairo Assunção. Participaram assessores e coordenadores que atuam junto às crianças e adolescentes na diocese. A abertura contou com a presença de Dom Zenildo Luiz, que refletiu os fundamentos da missão, a espiritualidade missionária e o papel dos agentes missionários. Em sua fala, Dom Zenildo Luiz destacou a relação entre discípulo e missionário: “o discípulo é o seguidor, o aluno, o aprendiz; já o missionário é aquele que evangeliza, que anuncia”. Segundo o bispo, as duas dimensões caminham juntas na vivência da missão. Ele também reforçou aos assessores presentes a importância de não esquecer o amor de Deus como base de toda ação missionária. Pastoral familiar Na comunidade São Miguel Arcanjo, da Paróquia Cristo Rei, aconteceu a formação da Pastoral Familiar, com o tema “Espiritualidade Conjugal: a família como Igreja doméstica, testemunha do amor de Deus”. O encontro foi conduzido por Dom Zenildo Luiz, que iniciou destacando que a familia deve ter Cristo sempre como centro da vida, sendo a cruz o compromisso da aliança e da responsabilidade que a família é chamada a viver. Dom Zenildo Luiz afirmou que a família é uma igreja, o lugar onde a Igreja nasce, e que a mesa da casa deveria ser espaço de partilha, um momento pascal, tendo Jesus como hóspede. Segundo ele, a oração é o ponto principal da vida familiar, que deve buscar sua consolação não nos objetos, mas no amor de Deus pois onde há amor, há espiritualidade. Ele destacou ainda que a familia luta pela santificação dos filhos e dos pais, com a missão de educar para a fé, para a oração e para a cidadania, acolhendo e ensinando as crianças nesse caminho. O bispo também abordou o tema do aborto, reafirmando a posição da Igreja contrária à prática, pois a vida começa desde a fecundação do óvulo e é Deus quem dá a vida, que não pode ser tirada por ninguém. Encerrando a sua participação, Dom Zenildo Luiz trabalhou a encíclica “Deus Caritas Est (Deus é Amor), do Papa Bento XVI, refletindo sobre a família à luz do documento e destacando que o amor cristão não é apenas um sentimento, mas um mandamento. Entrega das DGAE Durante a celebração de encerramento, o bispo entregou as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032 para as lideranças presentes. O documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) orientará a caminhada pastoral da Diocese de Borba nos próximos anos. No momento do envio, o bispo reforçou que as lideranças de voltam para as suas comunidades com o compromisso de colocar em prática todo o aprendizado adquirido ao longo dos dias de formação, à luz das novas diretrizes. Em clima de alegria e gratidão, a Diocese celebrou esse grande corpo de missionários, reafirmando o compromisso com a Evangelização e a comunhão em toda a Igreja Particular de Borba. Fotos: Pascom Diocese de Borba Texto modificado de Italo Soares, Assessoria de Comunicação Diocese de Borba

Pré-Congresso Vocacional: horizontes vocacionais na Amazônia

No último final de semana o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou o Pré-Congresso Vocacional para refletirmos os horizontes vocacionais na Amazônia. Durante três dias vivenciamos um estudo dedicado ao Texto-Base do 5º Congresso Vocacional do Brasil que acontecerá em Aparecida (SP), 4 a 6 de setembro de 2026. O pré-congresso é uma oportunidade de nossas Igrejas Locais partilharem suas impressões, seus desafios e modo como a cultura vocacional se apresenta diante dos diversos contextos pastorais. É sabido que nossas realidades são tocadas por profundas e sofridas experiências humanas, mas mais ainda, transbordamos a esperança vivificante do Evangelho em um Igreja que acolhe a todos e todas. Nossas comunidades são uma expressão do tema escolhido para 5º Congresso Nacional: “Comunidades Vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão”, com o lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas”. Dentro do processo sinodal, as igrejas particulares trouxeram suas contribuições que serão enviadas para a preparação de subsídios para o Congresso Nacional. Integralidade da pessoa humana A Igreja na Amazônia está inserida em locais com regiões de garimpo, de comunidades abandonadas, de famílias com outras configurações. Esses espações são marcados por violações de direitos fundamentais, seja por violência física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial. Por isso, a presença da Igreja Católica, com a Iniciação à Vida Cristã, deve olhar para essas realidades buscar construir caminhos que devolvam a integralidade da pessoa humana. Para a Ir. Florizete Maria Moreira, das Irmãs Franciscanas de São Félix de Cantalice (CSSF), que atua na Prelazia de Tefé, o Serviço de Animação Vocacional (SAV) necessita olhar para as realidades da prostituição, do garimpo e do tráfico de drogas. Ela destacou que lá se encontram “muitos colombianos, muitas mães solteiras, muitas crianças, muitas viúvas de maridos vivos. Então, é uma realidade muito dura”. “A gente tem que mostrar essa pessoa que Deus o ama como ela é. Não os dogmas, o que a gente traz nos nossos livros, mas acolher. Eu acho que um dos principais aspectos da pastoral vocacional, do SAV, é acolher esse jovem na sua realidade. A família que a gente compõe hoje, há 20 anos atrás, já não é mais esse modelo de família que a gente tem nos interiores”, destacou a irmã sobre a realidade encontrada nos interiores do Amazonas. Centrados na pessoa de Jesus A sua fala nasceu depois de um dia dos trabalhos em grupo que refletiram o Texto-base. Ela também enfatizou que a vida religiosa se sustenta nessas realidades desafiadoras estando “24 horas centrada na pessoa de Jesus”. Viver esse segmento da pessoa de Jesus e apresentá-lo para os outros requer “tirar um pouco do que está na nossa mente, de tudo certinho, de tudo perfeito”. “Até o jovem que vem hoje para os seminários não é perfeito, gente. Às vezes ele sabe quem é a mãe, mas não sabe quem é o pai. É criado por avô. Então, esse que são as famílias. A gente, ah, vamos começar a iniciação cristã. Bonito, nós vamos fazer isso, mas com a família que ele tem. Tem jovens que querem ser um padre, mas tem lá os processos que não deixam. Tem uma jovem que quer ser uma religiosa, mas quando vai ver a vida que a igreja cai em cima, nós religiosas mesmas, você não pode. Você não pode ser padre, você não pode ser irmã, você não pode”, refletiu a irmã. Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, refletiu que essas realidades “devem encontrar em nós um desejo, uma motivação de animação vocacional”. Elas fazem parte da “vida e missão neste chão” e “nós temos uma grande contribuição para dar”. Em sua intervenção, o bispo expressou sua preocupação com a necessidade fazermos frente à essas realidades. Isto é, conduzir nossos corações para uma disponibilidade que não ofereça apenas respostas pontuais perante “uma avalanche estrutural que vem esmagando as pessoas”. Questionar as identidades O texto-base traz quatro partes fundamentais: a Exegese, partindo do capítulo 2 dos Atos Apóstolos, Encontro, Testemunho e a Missão. Essas partes nos ajudam a compreender a identidade das comunidades eclesiais como comunidades vocacionais. O estudo das partes norteou o trabalho dos grupos no questionamento vocacional dessas identidades, e assim contribuiu na construção de indicações para a animação vocacional nas igrejas locais do nosso regional. O pré-congresso é um convite a olhar as realidades de encontro, de testemunho e de missão em nossas comunidades eclesiais. Os dias de encontro realizados Centro de Treinamento Maromba, em Manaus, foram destinados a uma reflexão da Igreja de Manaus e do Regional Norte 1. O estudo do texto nos confronta em nossas realidades cotidianas, nos revela a beleza e a dignidade da vocação. Processo vocacional Dom Zenildo Lima fez memória de um período em que havia uma contraposição de ideias vocacionais. De um lado, uma resposta imediata de cada um de nós a um apelo de Deus, e de outro um vislumbrar do processo vocacional “como uma disponibilidade profética para responder aos desafios gritantes de uma realidade”. “Na época em que a gente refletia a partir da teologia latino-americana da libertação, a gente levava muito isso em conta no aspecto vocacional. A gente queria ser padre, a gente queria ser religiosa, a gente queria se consagrar para poder responder a questões tão gritantes. Essas sensibilidades não se opõem. O aspecto subjetivo da nossa liberdade diante do apelo compassivo de Deus não se opõe à capacidade de indignação”, recordou o bispo. Esse panorama social, levantado durante as exposições, que toca a questão da família, da juventude recordam a figura de Maria. Segundo bispo, “uma jovem, aparentemente, podia se parecer frágil lá em Nazaré, e como teve uma capacidade de leitura absolutamente transformadora da realidade”. Ela “conseguiu vislumbrar diante de um cenário aparentemente tão impossível de se combater, a possibilidade de derrubar os poderosos dos tronos e elevar os humildes” e isso deve nos encorajar vocacionalmente. Alcançar todos Como referencial nacional para vocações, Dom José Albuquerque, Bispo da Diocese de Parintins, destacou a beleza de celebrar…
Leia mais

Cardeal Steiner: Somos todos vocacionados a semear a Palavra

Somos todos vocacionados a semear a Palavra. Foram as palavras do cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus, durante celebração Eucarística das 7h30, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição. Os mais de 70 congressistas do Pré-Congresso Vocacional Regional estiveram presentes na celebração que marcou o último dia do encontro. Em sua homilia o cardeal recordou que todos somos convidados a ser terra fértil que dá frutos, e nos leva à plenitude da vida. Os bispos Dom Wilfried Theising, auxiliar da Diocese de Münster (Alemanha), em visita à Arquidiocese de Manaus e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins e Referencial para o Serviço de Animação Vocacional Nacional (SAV) concelebraram a Eucaristia. Além de Pe. Valmir Costa, coordenador do Departamento de Formação do Instituto Pastoral Vocacional (IPV), assessor do pré-congresso; os padres Leonardo dos Santos, assessor do SAV arquidiocesano e Pedro Cavalcante, Reitor do Seminário Arquidiocesano São José; Pe. Alex Mota, da Prelazia de Itacoatiara, os padres Marco Aurélio e Lyvio Costa, da Diocese de Parintins; Pe. Josinaldo da Silva, da Diocese de Coari e Pe. Pedro Cezar do Amaral, de Tabatinga, Diocese do Alto Solimões. Você confere abaixo a homilia do cardeal Leonardo Steiner: O semeador saiu a semear. A palavra que desde toda a eternidade está semeando. Desde toda a eternidade está semeando. Semeou, estrelas, semeou sóis, luas, plantas, águas, animais. Vemos a mão generosa que lança sementes e que os números não controlam, os cálculos enlouquecem. Não foi a Palavra que tudo criou, nos gerou? Semeou um povo que gerou o Filho de Deus, a filha de Sião, e semeou esperança, libertação, coragem, fidelidade, e continua a semear. E nós somos os receptadores, receptadoras da Palavra. A Palavra do amor, a Palavra da conversão, a Palavra da esperança, a Palavra da libertação, a Palavra do afeto. Quantas sementes a quase enlouquecer o nosso coração. O semeador é esparramar palavras. Quase nos foi dado vir o cair das sementes pela abundância do semeador. Generoso, abundante, desmedido, a semear. Semeia à beira do caminho, semeia entre pedras, entre espinhos, até encontrar a terra boa. Semeia, semeia sempre. Teimosamente semeia. Não houve lugar onde as sementes não caíssem. E semeou, espalhou, espargiu como se desejasse que toda a terra recebesse o dom da semente. Não que distribuísse as sementes, pois era generoso demais em apenas entregar ou deixar cair. Ao lançar com a mão semeadora, buscava espaços para que a semente pudesse germinar, mais, frutificar. Sementes irradiadoras não porque sobrassem, mas porque ele procura e busca o lugar para germinar e frutificar. Talvez possam crescer também à beira do caminho, talvez até entre pedras, talvez até entre espinhos. E na medida em que acompanhamos a palavra que é lançada em todas as direções, em todos os espaços, somos tomados de uma espécie de encanto, admiração pela abundância, a generosidade do semeador. Esperança de quem ao semear deseja germinação, frutificação. A sementeira foi feita pelos apóstolos e pelos profetas, mas é Jesus quem semeia, nos diz Santo Agostinho. Semeando, pois, entre as nações, o que disse Cristo? Um semeador saiu a semear. No outro texto, os semeadores foram enviados para colher. Agora, o semeador sai para semear. Não se queixa, no entanto, do trabalho. Com efeito, que importa que o grão de trigo caia beiro do caminho sobre as pedras ou entre espinhos? Se ele se deixasse desencorajar por esses lugares ingratos, não avançaria e não chegaria até a terra boa. É de nós que fala o texto, nos diz Santo Agostinho. Ele está a falar de cada um de nós. Seremos esse caminho, essas pedras, esses espinhos? Somos a terra boa? Dispomos o nosso coração para produzir 30 vezes, 60 vezes, 100 vezes, poderíamos dizer mil vezes. 30 vezes, mil vezes, sempre trigo, apenas trigo. A graça, a força da Palavra. Não sejamos mais esse caminho onde a semente é pisada por quem passa e onde o nosso inimigo agarra. Nem essas pedras onde a terra é pouco profunda faz germinar rapidamente um grão que não consegue resistir ao calor do sol. Nunca mais esses espinhos, as ambições deste mundo, esse hábito de fazer o mal. E conclui Santo Agostinho, com efeito, que coisa pior pode haver do que aplicar todos os esforços a uma vida que impede chegar à plenitude da vida? Que coisa mais infeliz que escolher a vida para perder a vida? Que coisa mais triste que temer a morte para sucumbir ao poder da morte? Arranquemos os espinhos, preparemos o terreno, recebamos a semente, aguentemos até a colheita, aspiremos por poder dar muito fruto. Então, queridos irmãos, queridas irmãs, dispomos a nossa pessoa, o nosso ser, para sermos aqueles, aquelas que produzem 100 vezes mais, 60 vezes mais, 30 vezes mais. Não sejamos esse caminho onde a semente é pisada por quem passa, não sejamos as pedras com pouca umidade, não sejamos os espinhos que sufocam a graça da Palavra. Jesus é o semeador, mas ao mesmo tempo a semente. A Palavra, a Palavra que saiu de Deus e veio semear, e semeia e continua a semear sempre, senão não estaríamos aqui, senão não faríamos um pré-congresso vocacional, se não tivéssemos recebido a graça da Palavra, a semente da Palavra de Deus. A generosidade e a gratuidade de quem semeia não está preocupado com o grão de trigo que cai à beira do caminho, sob as pedras ou entre os espinhos. Ele se deixa desencorajar por esses lugares ingratos? Não, porque senão não avançaria até a terra boa. Não importa o terreno, as dificuldades ou contrariedades, muito menos as perspectivas de sucesso da colheita. O que importa é semear, é espargir. Como Deus, queridos irmãos e irmãs, é extraordinário, está insistentemente semeando em cada um de nós. Semeando em cada um de nós em todas as nossas situações existenciais em todos os nossos fechamentos e distrações em todas as nossas rejeições e afastamentos em todas as nossas recusas assim mesmo ele semeia não deixa de semear sejamos então terra boa. A terra é boa, o…
Leia mais