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Autor: Emmanuel Grieco

Dom Zenildo Lima: A experiência sinodal da Amazônia pode iluminar a Igreja universal

No âmbito da VI Assembleia Geral da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus e vice-presidente da CEAMA, compartilhou uma reflexão sobre o valor da sinodalidade na vida da Igreja e sua expressão particular no território amazônico. Durante sua intervenção, o bispo explicou que a sinodalidade é uma experiência que manifesta a universalidade da Igreja. No entanto, ele lembrou que a Igreja sempre se concretiza em um lugar específico e em uma realidade concreta. Por isso, a teologia da Igreja local está profundamente ligada à experiência sinodal, pois é nos territórios que a Igreja vive, discerne e caminha junto aos povos. Nesse sentido, Dom Zenildo destacou que a Igreja na Amazônia foi construída historicamente por meio de processos missionários marcados pela sinodalidade. Embora esse caminho tenha sido marcado por contradições e desafios, também permitiu o desenvolvimento de uma experiência eclesial profundamente participativa e próxima das comunidades. Para o bispo, existe hoje uma grande oportunidade:que a experiência sinodal vivida na Amazônia possa se tornar um sinal e uma inspiração para a sinodalidade da Igreja universal. Ele lembrou também que, no Congresso Missionário Nacional da Igreja no Brasil, refletiu-se sobre como a Igreja local pode se abrir para as fronteiras do mundo, compartilhando seus aprendizados e seu caminho pastoral. Nessa perspectiva, destacou a proposta da CEAMA de salvaguardar e fortalecer as experiências sinodais na Amazônia, como forma de consolidar esse processo e oferecê-lo como referência para outras realidades eclesiais. Por fim, Dom Zenildo ressaltou que a construção de uma Igreja com rosto amazônico, que brota de sua identidade, de sua cultura e de sua relação com o território, permite viver uma comunhão eclesial profunda. Uma comunhão que, embora nasça em uma realidade local, permanece plenamente unida à Igreja presente em todo o mundo.

“Sem território e sem água não há vida”: voz indígena na VI Assembleia Geral da CEAMA

No âmbito da VI Assembleia Geral da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), que se realiza em Bogotá, a líder indígena Ernestina Afonso de Souza, do povo Makushi, participa como delegada do Brasil, representando os povos originários do território indígena Raposa Serra do Sol, no estado de Roraima. Com alegria e senso de responsabilidade, Ernestina expressou que sua presença na Assembleia é uma oportunidade para compartilhar a experiência dos povos indígenas no cuidado do território e da Casa Comum. “Estou aqui com muita alegria e honra participando como delegada, representando os povos indígenas de Roraima, trazendo nossas expectativas e o trabalho que realizamos junto com a Igreja”. Uma visão de vida profundamente conectada com a natureza Durante sua intervenção, a representante indígena destacou a profunda relação que os povos originários mantêm com a natureza, entendida como fonte de vida e parte essencial de sua identidade. “Nós, povos originários, trabalhamos de forma interconectada com a natureza porque ela é nossa mãe. Como diz o Papa Francisco, tudo está interconectado”. Essa visão, explicou ela, orienta o compromisso das comunidades indígenas com a defesa da terra, da água e da vida. Território, água e vida Ernestina ressaltou que a defesa do território é uma condição fundamental para a vida dos povos amazônicos. “Sem água e sem território não há vida. Sem território não há saúde, não há educação, não há sustentabilidade”. Por isso, os povos indígenas buscam contribuir com sua experiência e sabedoria ancestral nos espaços de diálogo da Assembleia, compartilhando suas preocupações e propostas para o futuro da Amazônia. Compartilhar experiências e caminhar juntos A delegada também destacou a importância deste encontro como um espaço de intercâmbio entre diferentes povos, Igrejas e realidades do território amazônico. A Assembleia reúne representantes de diversos países, comunidades e pastorais que trabalham pelo cuidado da Casa Comum e pela defesa da vida na Amazônia. Nesse sentido, Ernestina expressou sua esperança de que este espaço permita fortalecer o trabalho conjunto entre a Igreja e os povos indígenas, promovendo caminhos de diálogo, respeito e compromisso com o território. Sua participação reflete a importância da voz dos povos indígenas no caminho sinodal da CEAMA, onde suas experiências, saberes e lutas contribuem para a construção de uma Igreja que caminha ao lado dos povos da Amazônia e a serviço da vida.

O Papa Leão XIV envia uma mensagem em vídeo à VI Assembleia Geral da CEAMA

No âmbito da VI Assembleia Geral da CEAMA, que se realiza de 16 a 20 de março de 2026 em Bogotá, o Papa Leão XIV enviou uma mensagem em vídeo dirigida aos participantes do encontro, na qual expressou sua proximidade com os povos amazônicos e encorajou a Igreja da região a continuar o caminho sinodal iniciado após o Sínodo para a Amazônia de 2019. Dirigindo-se aos bispos, sacerdotes, religiosas, religiosos e leigos reunidos na Assembleia, o Santo Padre iniciou sua mensagem com uma saudação de paz e comunhão, destacando o caráter espiritual e discernente do encontro: “É com alegria que me dirijo a todos vocês… vocês estão vivendo um momento privilegiado de escuta ao Espírito Santo para discernir o caminho das comunidades enraizadas nessa região”. O Papa lembrou que a Assembleia é fruto de um processo de preparação acompanhado pela oração, no qual os participantes compartilharam com ele os desafios, sofrimentos e esperanças dos povos amazônicos, bem como a preocupação com a crescente deterioração de seu ambiente natural. Diante dessas realidades, manifestou sua proximidade pastoral com aqueles que vivem essas situações. Horizontes Pastorais Sinodais para a missão na Amazônia Em sua mensagem, o Santo Padre valorizou especialmente o trabalho da Assembleia na formulação dos Horizontes Pastorais Sinodais, uma das tarefas centrais do encontro. Esses horizontes buscam orientar a missão da Igreja na região e fortalecer o anúncio do Evangelho em chave amazônica. O Papa citou a exortação apostólica pós-sinodal Querida Amazônia, do Papa Francisco, para recordar que a missão da Igreja é anunciar: “Um Deus que ama infinitamente cada ser humano e que manifestou plenamente esse amor em Cristo”. Além disso, destacou que durante a Assembleia também será realizada a eleição da nova presidência da CEAMA para o período 2026–2030, cuja missão será continuar impulsionando a implementação das orientações do Sínodo para a Amazônia e preparar a contribuição da experiência amazônica para a futura Assembleia Eclesial prevista em Roma em 2028. “Algo novo está nascendo”: a inspiração bíblica da Assembleia O Papa Leão XIV referiu-se também ao lema bíblico escolhido pela Assembleia, tirado do livro do profeta Isaías: “Estou prestes a fazer algo novo: já está brotando, não percebem?” (Is 43,19). A partir dessa imagem, o Papa convidou os participantes a reconhecer os sinais de novidade que o Espírito suscita na Igreja amazônica. Para ilustrar essa esperança, ele evocou o shihuahuaco, árvore emblemática da selva amazônica conhecida como o “gigante da selva”. Essa árvore, explicou ele, cresce lentamente, mas pode viver mais de mil anos e se tornar um verdadeiro ecossistema que dá refúgio e vida a múltiplas espécies. Com essa imagem, o Papa destacou que a Igreja é chamada a ser: um sinal de unidade na diversidade e um refúgio seguro que gera e protege a vida. Uma Igreja das Bem-aventuranças Em sua reflexão, o Santo Padre lembrou que o futuro prometido pelo profeta Isaías encontra sua plenitude na visão do livro do Apocalipse, onde Deus “faz novas todas as coisas” (Ap 21,5). Por isso, convidou os participantes a trabalhar com uma fé profundamente enraizada em Cristo, capaz de renovar a vida pessoal e comunitária. Nesse contexto, ele destacou que a Igreja na Amazônia é chamada a ser: “A Igreja das Bem-aventuranças, uma Igreja que abre espaço para os pequenos e caminha pobre com os pobres”. Essa perspectiva evangélica reveste-se de particular significado diante dos desafios sociais, ambientais, culturais e eclesiais que a região amazônica atravessa, marcada em muitos lugares por situações de exploração, abuso e degradação ambiental. A flor da Paixão: símbolo profético da Igreja amazônica O Papa também fez referência ao símbolo escolhido para esta Assembleia, a flor da Paixão, cuja forma lembra os elementos da Paixão de Cristo. Para o Santo Padre, esta imagem expressa a dimensão profética da Igreja na Amazônia. Segundo explicou, a missão da Igreja e de todos os seus membros — cada um segundo a sua vocação — consiste em: Rumo a uma Igreja com rosto amazônico Outro aspecto central da mensagem foi a referência ao processo de construção de uma Igreja com rosto amazônico, um dos grandes sonhos surgidos do Sínodo para a Amazônia de 2019. O Papa lembrou que esse caminho se realiza por meio do processo de inculturação da fé, que permite que o Evangelho dialogue com as culturas e sabedorias dos povos amazônicos. Citando o Documento de Aparecida, ele destacou que a inculturação enriquece a Igreja com novas expressões e valores, permitindo uma catolicidade mais plena, não apenas geográfica, mas também cultural. Ao mesmo tempo, reconheceu que se trata de um caminho exigente, que requer abertura e coragem para acolher a novidade do Espírito: “É preciso aceitar com coragem a novidade do Espírito, capaz de criar sempre algo novo com o tesouro inesgotável de Jesus Cristo”. Continuar semeando esperança na Amazônia Por fim, o Papa Leão XIV encorajou pastores e fiéis a continuarem fortalecendo a identidade de discípulos missionários na Amazônia, recordando o testemunho de tantas pessoas que entregaram sua vida a serviço do Evangelho nesta região. O Santo Padre evocou aqueles que semearam o Evangelho até mesmo com o próprio sangue, tornando-se — unidos à paixão de Cristo — a raiz daquela “árvore gigante” que hoje continua crescendo na Amazônia. O Papa concluiu sua mensagem confiando os frutos da VI Assembleia Geral da CEAMA à intercessão da Virgem Maria, Mãe do Criador, e concedendo sua Bênção Apostólica a todos os participantes. Desta forma, a mensagem em vídeo do Santo Padre torna-se um forte impulso espiritual para o caminho que a Igreja amazônica continua percorrendo: uma Igreja sinodal, inculturada e comprometida com a defesa da vida, dos povos e da Casa Comum.

“Algo novo está nascendo”: Cardeal Pedro Barreto inaugura a VI Assembleia Geral da CEAMA

Com um apelo à esperança, à comunhão eclesial e ao compromisso com a Amazônia, o Cardeal Pedro Barreto Jimeno, S.J., presidente da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), deu as boas-vindas aos participantes da VI Assembleia Geral, que se realiza de 16 a 20 de março de 2026 em Bogotá, nas instalações do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (CELAM). Em suas palavras de abertura, o cardeal expressou, em primeiro lugar, sua comunhão com o Papa Leão XIV, relembrando seu recente apelo à paz e sua proximidade com as vítimas da guerra no Oriente Médio. “Renovo minha proximidade e oração por aqueles que perderam seus entes queridos”, recordou, citando a mensagem do Santo Padre. Uma Assembleia para fortalecer a sinodalidade na Amazônia O presidente da CEAMA destacou que esta VI Assembleia constitui um momento crucial para consolidar o processo sinodal da Igreja na Amazônia e preparar o caminho pastoral para os próximos anos. O objetivo central do encontro é estabelecer as bases para promover a sinodalidade nas Igrejas locais no período 2026–2030, por meio de três tarefas fundamentais: Mais de 90 participantes — entre bispos, sacerdotes, religiosas, religiosos, leigas e leigos, representantes de povos indígenas e delegados de instituições eclesiais — participam deste espaço de discernimento, oração e diálogo. Um caminho que dá continuidade ao sonho do Sínodo para a Amazônia Durante sua intervenção, o cardeal Barreto relembrou o caminho percorrido pela Igreja amazônica desde o Sínodo para a Amazônia de 2019, convocado pelo Papa Francisco sob o lema “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Nesse processo, explicou ele, a Igreja aprendeu a ouvir as vozes do território e a compartilhar as angústias e esperanças dos povos amazônicos, avançando na construção de uma Igreja sinodal “com rosto amazônico”. O cardeal também relembrou momentos importantes do processo recente, como a V Assembleia da CEAMA, realizada em 2024 em Manaus, e o Encontro de Bispos da Amazônia, celebrado em 2025 em Bogotá, que reuniu mais de 95 bispos das jurisdições eclesiásticas amazônicas para fortalecer a colegialidade episcopal e a identidade da CEAMA. O crescimento de um processo eclesial amazônico Em sua intervenção, Barreto evocou também a origem desse caminho eclesial, que teve início com o impulso missionário do Papa Francisco durante sua visita ao Brasil em 2013, quando convidou a relançar a evangelização na Amazônia. Esse apelo levou à criação, em 2014, da Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM), que posteriormente impulsionou o processo de escuta que deu origem ao Sínodo para a Amazônia. Um dos frutos mais significativos desse processo foi a criação, em 2020, da Conferência Eclesial da Amazônia, inicialmente presidida pelo saudoso cardeal Cláudio Hummes. Com o passar dos anos — observou Barreto — essa pequena “planta” foi crescendo até se tornar uma árvore que articula diversas iniciativas eclesiais, como a REPAM, a Rede de Educação Intercultural Bilíngue Amazônica (REIBA) e o Programa Universitário Amazônico (PUAM). “Algo novo está brotando” Inspirados pela Palavra de Deus —“Vou realizar algo novo, que já está brotando. Não percebem?” (Is 43,19)—, os participantes da Assembleia são chamados a renovar seu compromisso com a missão na Amazônia. Para o cardeal Barreto, o processo que a Igreja amazônica está vivendo é uma expressão concreta do caminhar juntos do Povo de Deus, em comunhão com o Papa e com as Igrejas locais. Ao concluir sua mensagem, o presidente da CEAMA recordou as palavras proferidas pelo Papa Francisco durante sua visita a Puerto Maldonado em 2018, convidando a amar e cuidar da Amazônia: “Ame esta terra, sinta-a como sua. Sinta seu cheiro, ouça-a, maravilhe-se com ela. Apaixone-se por esta terra… cuide dela e defenda-a”. Com este espírito de fé, esperança e compromisso, a VI Assembleia Geral da CEAMA inicia seus trabalhos com o propósito de continuar construindo novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral na Amazônia.

CEAMA inicia VI Assembleia Geral em Bogotá

A Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) realiza, de 16 a 20 de março de 2026, sua VI Assembleia Geral em Bogotá, Colômbia, reunindo delegadas e delegados provenientes de diferentes territórios amazônicos e representantes de organismos eclesiais internacionais que acompanham o caminho da Igreja na região. O encontro reflete a diversidade e a riqueza do processo sinodal que a Igreja vem desenvolvendo na Amazônia desde o Sínodo para a Amazônia de 2019, consolidando uma rede de comunhão entre Igrejas locais, povos amazônicos e organizações eclesiais comprometidas com a defesa da vida e o cuidado da Casa Comum. Delegações de países amazônicos Participam da assembleia cinco delegados por cada conferência episcopal das Antilhas, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia, e dez delegados da conferência episcopal do Brasil, refletindo a dimensão do território amazônico. A composição das delegações expressa a diversidade de vocações e ministérios da Igreja na Amazônia: leigos e leigas, sacerdotes, bispos, religiosas e religiosos, bem como representantes dos povos amazônicos. Essa pluralidade manifesta o espírito sinodal da CEAMA, onde todos participam do discernimento e da missão comum. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da CNBB, participa como convidado juntamente com Dom Evaristo Spengler, bispo da Diocese de Roraima e Dom Vanthy Neto, bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira, na equipe de Liturgia. Além dos delegados, estarão presentes a Presidência, os assessores e a Secretaria Executiva da CEAMA, acompanhando o processo de reflexão, oração e diálogo. Delegados por países Colômbia • Dom Joselito Carreño Quiñones • Pe. Álvaro Antonio Luna Sosa • Irmã Claudia Yolima Amaya Díaz • María Rosario Giraldo Heredia • Henry Yasmani Fuentes Solís Bolívia • Dom Juan Carlos Huaygua • Pe. Francisco Guillermo Pará Tomichá • Irmã Digna Lucía Pauta • José Antonio Achipa Satonaka • Juan Urañavi Yeroqui Equador • Dom Celmo Lazzari, C.S.I. • Pe. Kléver René Urbina Ocampo • Irmã Marlene Llovana Cachipuendo Ulcuango • Carmen Inés Llerena Gómez • Uvaldo Garces Ajon Huatatoca Venezuela • Dom Jonny Eduardo Reyes Sace • Ricardo Elías Guillén Dávila • Peggy Jhoksanna Vivas Rodríguez • José Luis Andrades • Manuel Antonio Moraleda Antilhas • Dom Francis Alleyne, O.S.B. • Fr. Jean-Paul Komi Sikpe • Pe. Santiago Felipe Lantigua Santana • Auxilia Jacqueline Reand • Marva Joy Hawksworth Peru • Dom Augusto Martín Quijano Rodríguez, SDB • Pe. Jesús Huamán Conisilla • Irmã María Elena Bravo Cubas • Marco Arturo José Berrocal Carpio • Rubiela Ríos Bunaijima Brasil • Dom Neri Tondello, bispo da Diocese de Juína, no Mato Grosso • Dom Irineu Román, Arcebispo de Santarém, no Pará • Pe. Jadson Borba • Pe. Reinaldo Braga Junior • Ir. Sônia Maria Pinho de Matos • Ir. Mariluce dos Santos, da Diocese de São Gabriel da Cachoeira • Ima Célia Guimarães Vieira • Maria Istélia Coelho Folha • Antônia Moreira Cabral Neta da Silva • Ernestina Afonso de Souza Presidência da CEAMA A Assembleia é animada pela Presidência da CEAMA, composta por: • Cardeal Pedro Barreto Jimeno – Peru • Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus. • Irmã Laura Vicuña Pereira Manso, da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas. • Mauricio López – Equador • Patricia Gualinga – Equador Uma Igreja que caminha em sinodalidade Como sinal da articulação eclesial que sustenta este processo, participarão representantes das organizações fundadoras: o Conselho Episcopal Latino-americano e do Caribe (CELAM), a Confederação Latino-americana e do Caribe de Religiosos (CLAR), a Cáritas América Latina e Caribe e a Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM), juntamente com agências de ajuda internacional e organismos da Santa Sé, como o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, o Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o Dicastério para a Comunicação e a Secretaria Geral do Sínodo. Além disso, participarão outras instâncias eclesiais e acadêmicas, como a Conferência dos Provinciais Jesuítas da América Latina e do Caribe (CPAL), a Rede de Educação Intercultural Bilíngue Amazônica (REIBA) e o Programa Universitário Amazônico (PUAM). Essas participações expressam a ampla comunhão a serviço da vida e da missão na Amazônia. A VI Assembleia Geral da CEAMA torna-se, assim, um espaço de encontro entre povos, culturas e ministérios diversos, onde a Igreja continua aprofundando o caminho rumo a uma Igreja com rosto amazônico, intercultural e comprometida com a defesa da vida, dos povos e dos territórios. Durante esses dias, os participantes compartilharão experiências, discernirão desafios pastorais e fortalecerão a missão da CEAMA no território amazônico, uma região fundamental para o equilíbrio ecológico do planeta e para a vida de milhões de pessoas que habitam seus territórios.

Regional Norte 1 participa de Articulação pós-COP 30

Entre os dias 13 e 15 de março aconteceu o Encontro de Articulação por Ecologia Integral e Justiça Climática, na Casa Dom Luciano, em Brasília (DF). O evento busca consolidar o caminho pós-COP 30 nas ações da Igreja Católica. Reprsentando o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) estiveram presentes Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus, Irmã Rosana Marchetti e Ademir Jackson. Os caminhos de preparação No dia 14, os participantes fizeram memória do caminho da Articulação Igreja Rumo à COP30. Irmã Rosana Marchetti, coordenação de Pastoral e da Comissão de Ecologia Integral da Arquidiocese de Manaus, destacou que a Igreja do Regional Norte 1 realizou em Manaus “encontros em nível regional, em nível local, falando sobre a COP30 e quanto era importante para a Igreja do Brasil”. Ela aponta que as iniciativas realizadas no pré-COP prepararam os regionais na macrorregião Norte. “Muitas pessoas do nosso regional tiveram a graça de participar das atividades de sensibilização na COP30, ou seja, nos dias de realização da COP30. Foram realizadas várias tendas de aprofundamento e o nosso regional esteve presente com as lideranças indígenas, com a Casa de Francisco e Clara, com outras representações, como a Vida Religiosa, os bispos do Regional Norte 1”, explicou. A programação incluiu o painel com o tema “do evento à ação: caminhos do pós-COP 30 a partir de Belém”. Com intuito de pensar como continuar esta sensibilização a respeito da Ecologia Integral. Por isso, Ir. Rosana destaca a importância desse evento da COP 30 não seja “isolado, mas seja parte de um processo de sensibilização a respeito da mudança climática e da justiça socioambiental”. Consolidar o projeto da Igreja rumo à COP 30 Além disso, Ademir Jackson, coordenador de Pastoral da Diocese de Borba, destacou a temática da presença sinodal, das articulações, experiências e aprendizados da Igreja na COP 30. Para ele, o encontro foi uma oportunidade de “consolidar o projeto da igreja rumo à COP 30”. “Fomentar as ações que foram discutidas, que foram encaminhadas, que foram colocadas no nosso projeto pré-COP30, na COP30 e agora no pós-COP30. Então, como igreja, nós estamos nos reunindo para exatamente isso, com as outras instituições, para que possamos concretizar essas ações relacionadas à crise climática que nós enfrentamos hoje”, explicou Ademir. O coordenador enfatizou também a valorização do território nesses processos, partindo das necessidades de cada um. Ademir Jackson apontou sua representatividade nessa perspectiva territorial por ser “Caboclo Ribeirinho” e participante da COP30 pelo Norte 1. “É um olhar de águia para tudo aquilo que nós temos de forças para enfrentar as questões climáticas, mas também olhar para as forças que nós temos que são capazes de transformar as injustiças climáticas numa justiça social, numa justiça de direitos, numa justiça de território, de direitos de território, e, acima de tudo, na proteção dos povos, do território dos povos originários”, finalizou.

Diretores espirituais refletem sobre inteligência artificial em encontro nacional da OSIB

Entre os dias 9 e 12 de março, aconteceu o Encontro Nacional de Atualização para Diretores Espirituais, na Casa Mãe Acolhedora, em Belo Horizonte (MG). O encontro promovido pela Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) abordou o tema “Inteligência artificial, ferramenta ou obstáculo? O papel da tecnologia na direção espiritual”. Entre os presentes estavam Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins, e Pe. Manoel Rubson Vilhena, da Arquidiocese de Manaus. No encontro, direcionado à Diretores Espirituais, Reitores e Formadores de Seminários, o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), contou com a participação de Pe. Rubson Vilhena, que acompanha os seminaristas da etapa da Configuração do Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Além de 65 Diretores/as Espirituais de 17 regionais da CNBB com uma religiosa que atua no acompanhamento de seminaristas. Mudanças antropológicas e uso das redes A programação contou com assessorias de Pe. Danilo Pinto, Mestre em História (UnB) e Secretário-executivo do Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi (INAPAZ/CNBB), um organismo técnico de assessoria teológico-pastoral vinculado ao secretariado geral da CNBB e do professor Everthon Oliveira, de Belo Horizonte. O INAPAZ foi recriado com a perspectiva de que se torne um serviço de inteligência pastoral para a Igreja no Brasil. Para o presidente da OSIB, Pe. Vagner João Pacheco de Moraes, as contribuições ajudaram os participantes a compreender melhor as mudanças antropológicas provocadas pelo uso crescente das tecnologias digitais e das redes sociais. Em suas palavras “Foi uma oportunidade muito rica para refletir sobre as dificuldades e desafios que surgem a partir dessas transformações culturais e tecnológicas”. Tecnologia e formação Segundo a CNBB, o presidente da OSIB destacou que os inscritos vivenciaram dias de convivência fraterna, estudo e partilha. O foco principal das reflexões foi o impacto da inteligência artificial na formação e no acompanhamento espiritual. De acordo com o sacerdote, o momento foi importante para aprofundar conceitos e compreender melhor o cenário contemporâneo e trabalhá-lo nas casas de formção e comunidades formativas. O encontro buscou oferecer subsídios para que os diretores espirituais possam responder, de forma mais consciente e pastoral, às novas realidades vividas pelas gerações que crescem em um ambiente cada vez mais marcado pela cultura digital e pela inteligência artificial. Com informações e fotos de CNBB Nacional.

CNBB manifesta preocupação com escalada de violência no Oriente Médio e convoca fiéis à oração pela paz

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota manifestando profunda preocupação com os recentes acontecimentos e a escalada de violência que ameaçam ampliar o conflito no Oriente Médio. No texto, os bispos alertam para as graves consequências da guerra para a população civil e para a estabilidade internacional. Em comunhão com o Papa Leão XIV, a CNBB recorda o apelo recente do pontífice em favor da paz. Segundo o pontífice, “a estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”. A Presidência da entidade afirma unir-se ao chamado da Igreja em diversas partes do mundo para que prevaleçam a prudência, a responsabilidade política e o compromisso sincero com a paz. Diplomacia, diálogo e negociação A nota ressalta que os acontecimentos atuais recordam que a guerra nunca é solução para os conflitos entre os povos. Para os bispos, a violência armada provoca sofrimento incalculável, especialmente entre os mais vulneráveis, e aprofunda feridas que comprometem o futuro das nações. A CNBB também expressa solidariedade às vítimas e às comunidades que vivem sob o peso da insegurança e do medo nas regiões afetadas. Ao mesmo tempo, encoraja os líderes das nações a não cederem à lógica da escalada militar, mas a retomarem com urgência os caminhos da diplomacia, do diálogo e da negociação. Inspirada na tradição da Doutrina Social da Igreja, a Conferência recorda que a paz não é apenas ausência de guerra, mas fruto da justiça, da responsabilidade moral e da busca sincera pelo bem comum da família humana. Proposta de oração Na nota, os bispos brasileiros convidam ainda o povo a intensificar as orações pela paz, especialmente pelas populações atingidas pela violência. A CNBB propõe que, no dia 19 de março, na solenidade de São José, as comunidades rezem durante as celebrações eucarísticas e outros momentos de oração a prece da iniciativa Reza com o Papa, unindo-se espiritualmente à Igreja em todo o mundo pela causa do desarmamento e da paz. Ao final da nota, a Presidência da CNBB pede a intercessão de São José, reconhecido como homem justo e guardião da Sagrada Família, para que os líderes das nações tenham sabedoria e coragem de escolher sempre os caminhos da vida, da dignidade humana e da paz. Acesse a nota na íntegra (aqui). Acesse (aqui) a oração pela Paz. Texto e foto: CNBB Nacional.

Diocese de Borba realiza 2º Encontro Diocesano dos Povos Indígenas

Nos dias 06 e 07 de março de 2026, a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, no Distrito de Canumã, acolheu representantes e lideranças indígenas de diversas comunidades pertencentes à Diocese de Borba, para o 2º Encontro Diocesano dos Povos Indígenas. Inspirado pelo tema “Nossa terra, nossa história” e pelo lema “Uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”, o encontro foi um espaço de partilha, reflexão e fortalecimento da caminhada pastoral da Igreja junto aos povos originários. A assessoria do encontro contou com a presença dos missionários Hoadson Leonardo da Silva e do Pe. Ivanildo Pereira da Silva Filho, SJ, que atua na assessoria jurídica do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), bem como o Coordenador de Pastoral Ademir Jackson e Frei João Bosco, TOR. O CIMI é um organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), criado em 1972, durante o período da ditadura militar, com a missão de articular, organizar e apoiar a ação da Igreja junto aos povos indígenas, promovendo o respeito à diversidade cultural e a defesa de seus direitos e territórios. Frei João Bosco apresentou uma retrospectiva da caminhada da igreja ao longo do tempo, ressaltando os passos significativos da igreja junto aos povos indígenas. Caminhar com os povos da Amazônia No percurso formativo, Pe. Ivanildo destacou que o CIMI nasceu do compromisso de cristãos e cristãs que abraçaram a causa indígena, promovendo o diálogo intercultural e a defesa da dignidade dos povos originários. Segundo ele, essa caminhada é fruto de uma história de lutas e conquistas, construída em espírito de “ajurí” (mutirão), fortalecendo a participação dos povos indígenas nos espaços sociais e políticos. O assessor também recordou o chamado da Igreja para caminhar junto aos povos da Amazônia, conforme expressa o Papa Francisco na Exortação Apostólica Querida Amazônia (2020). Esse caminho pastoral encontra raízes nas grandes conferências do episcopado latino-americano, como Medellín (1968), Santarém (1972), Puebla (1979), Santo Domingo (1992) e Aparecida (2007), que reforçam a missão de uma Igreja encarnada na realidade do povo. Fazer memória Durante o encontro, recordaram importantes lideranças indígenas que marcaram a história da defesa dos direitos dos povos originários. Entre elas, Mário Juruna, indígena do povo Xavante, reconhecido por sua luta em favor dos direitos indígenas e por ter sido o primeiro deputado federal indígena do Brasil. Os participantes refletiram ainda sobre o processo de construção da Constituição Federal de 1988, que, mesmo sem contar diretamente com representantes indígenas no Congresso Nacional, reconheceu os direitos originários dos povos indígenas sobre seus territórios. Fé inculturada Na perspectiva da evangelização, o encontro ressaltou a importância da inculturação da fé cristã, valorizando as culturas e espiritualidades dos povos indígenas. Conforme recorda o Papa Francisco em Querida Amazônia, nos sacramentos “se unem o divino e o cósmico, a graça e a criação”, revelando a presença de Deus na história e na vida dos povos. Nesse sentido, o missionário do CIMI, Hoadson Leonardo, destacou que a presença missionária nas aldeias fortalece a articulação pastoral da Igreja. Contudo, lembrou que o missionário não leva Jesus às aldeias, pois Cristo já está presente entre os povos e sempre esteve em sua história e cultura. Movimento Católico Indígena Ao final do encontro, partilharam o sonho e a esperança de uma “Amazônia que lute pelos direitos dos mais pobres, dos povos originários e dos últimos, onde a sua voz seja ouvida e a sua dignidade promovida”. Os participantes aprovaram a criação do Movimento Católico Indígena (MCI),que atuará a partir dos quatro eixos inspirados na Exortação Apostólica Querida Amazônia: Social, cultural, ecológico e eclesial. A coordenação do movimento ficará sob responsabilidade de representantes indígenas do povo Munduruku: Levi Paz de Oliveira, coordenador; Valdilene Moreira Rodrigues, vice-coordenadora, e Anderson Mesac e Andreia Oliveira na secretaria. Texto e fotos Diocese de Borba.

Steiner para o 3º Domingo da Quaresma: saciemo-nos dos dons da redenção

“Em nossa caminhada, na busca da água que eleva para a vida eterna, bebamos, saciemo-nos dos dons da nossa redenção”. Foi o convite feito pelo cardeal Leonardo Steiner para o 3º Domingo da Quaresma (8). A liturgia do dia apresenta a cena do encontro entre Jesus e a mulher samaritana, onde Jesus diz à Samaritana: Dá-me de beber!. A celebração aconteceu às 7h30, na Catedral Metropolitana de Manaus. “Lá estava Jesus sentado junto ao poço de Jacó à espera de que alguém viesse e lhe desse de beber. Depois de longa caminhada, cansado da viagem, enquanto os discípulos vão em busca de alimento, Jesus está à espera de alguém que lhe mate a sede. Ele ali sentado, só, ao lado do poço, com sede, à espera de alguém que tire água e lhe dê de beber. E somente por volta do meio-dia uma samaritana se aproxima”, explicou o cardeal.  O desconhecido O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), reforçou a narrativa da aproximação da mulher “à busca de água”. Ela, mulher samaritana, é surpreendida pelo homem judeu “ali sentado a dirigir-lhe a palavra: Dá-me de beber”. Ele destaca que a visão dela se limitou a vê-lo como “o não do meu povo, aquele que adora em Jerusalém. Ele homem, ele desconhecido, ele quase atrevido, falando, mendigando água”. “Ela viu o judeu, o homem, o estrangeiro, o atrevido; não vira nele o seu Senhor e Deus. Ela não via, não sabia, não percebia que seu Senhor e Deus ali estava à sua espera e lhe pedia. Pedia água. “Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: Dá-me de beber, tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva”. Não sabia e não via e não se apercebia que seu Senhor e Deus ali estava à sua espera e lhe pedia para saciar a sua sede. Pedia água, para oferecer-lhe a água viva que jorra para a eternidade”, destacou. Tocar a alma No encontro, Jesus “sentado à beira do poço” parecia “apenas um pedinte” e, ao mesmo tempo, oferece “uma fonte de água que jorra para vida eterna”. A samaritana, movida pela dúvida, não consegue perceber “a força e a graça daquele que lhe pede água”. E para que ela acordasse, disse o cardeal, “Jesus toca no desejo de sua alma, na sua intimidade, nos seus amores. Disse-lhe Jesus:“vai chamar o teu marido e volta aqui. A mulher respondeu: eu não tenho marido. Jesus disse: Disseste bem, que não tens marido, pois tiveste cinco maridos e o que tens agora não é o teu marido”. “Ela era uma mulher quase solitária. Ela tinha um homem, mas não tinha marido. Perdera cinco e não tinha nenhum. Talvez, perdida em si mesma, mas sedenta, pois busca água, talvez a razão da vida. Ela mulher, mas não esposa, mas buscadora. Ela aquela que não se deixa amar e não consegue amar. Ela aquela que vem à fonte na busca de água. Ela a sedenta, necessitada, ela que agora é buscada”, enfatizou o cardeal. Terás a quem amar A samaritana não notara que “o seu Senhor e Deus estava à sua espera” e que ao pedir “dá-me de beber”, pedia “para “ser por ela amado”. O arcebispo enfatizou que ao perceber que aquele judeu era “fonte de água viva que jorra para a vida eterna”, ela encontra “um marido, isto é, a quem amar” porque Ele a ama. E transbordando diz “acho que Ele é o Cristo, o Deus. Sai a anunciar que encontrou o Messias”. “E nós nesse tempo da quaresma desejosos e desejosas de sermos visitados pelo nosso Senhor e Deus” frisou o cardeal, o vemos “sentado à beira do poço de nossa existência, a nossa espera”. Ele diante nós “tão perto, tão desejo de nós, dando a vida por nós, nos oferecendo a água que jorra do peito aberto, salva e redime”. “O convite de Jesus é para que “estabeleçamos uma relação amorosa, íntima, mais intensa e mais vigorosa que o amor entre o homem e a mulher. Ele aqui na força da palavra, na força do pão. “Como a samaritana anunciando, saltitando, proclamando: o Filho de Deus, o Cristo está aqui e me pede água. Deus aqui pedindo água, Deus aqui pedindo cuidado. É por isso que nós faremos de tudo para armar nossas realidades e estabelecermos relações em que podemos servir a água da vida e fazer as existências destruídas pela violência. Aproximemo-nos do poço da água da eternidade. Aceitemos o convite que ele nos faz: dá-me de beber. Deixemos que transforme a nossa, recupera nossa interioridade e nos ajude a sair de nós mesmo e o anunciemos. Ele o nosso salvador e redentor”. Quaresma: sair ao encontro de Jesus O arcebispo destacou que o tempo da Quaresma é tempo “de sair e encontrar Jesus” e deixar-se encontrar por ele, como a mulher samaritana. Esse percurso quaresmal conduz “a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte”. Ele também pontuou o incessante convite à conversão, “o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Joel 2,12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor”. Ele também expressou que este é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. E, nas palavras de Papa Francisco, nos recordou que “na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo”. Degustar as águas da salvação O jejum nos ajuda a degustar melhor as águas da salvação, observou o cardeal. Ele pediu as palavras de Papa Leão quanto ao jejum não sejam esquecidas durante esse período: “abster-se de palavras que atingem e ferem o nosso próximo”. O cardeal indica que o ponto de partida seja “desarmar a linguagem, renunciando às palavras…
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