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Autor: Emmanuel Grieco

Dom José preside missa de Abertura do Encontro Regional dos Presbíteros

De 11 a 14 de agosto os Presbíteros do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estarão reunidos no Centro de Formação Maromba, em Manaus, para realizar o encontro regional. A missa de abertura foi presidida por Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e referencial da Comissão Regional de Presbítero.As manhãs de programação serão destinadas a uma formação com o tema “Eclesiologia à luz do Concilio Vaticano II, da sinodalidade, da missão e do compromisso social da fé”. A atualização teológica é organizada pela Pastoral Presbiteral da Arquidiocese de Manaus e corresponde ao processo de formação permanente do clero diocesano. Em sua homilia, Dom José Albuquerque destacou que o encontro é um tempo oportuno de formação. É o tempo dedicado a compartilhar as vivências de cada uma das realidades nas quais nossos padres estão inseridos, e buscar juntos caminhos consistentes de Evangelização, mas também de cuidado mútuo, de recordar os laços de fraternidade. Eleição da nova Comissão Regional Recordando o mês Vocacional, Dom José refletiu que um padre realizado em sua vocação é um dos melhores métodos de despertar a vocação em outros jovens. A programação também conta com momentos dedicados a oração e prevê a Eleição da nova Comissão Regional de Presbíteros e a definição de data do próximo encontro Regional. O encontro regional contará com a assessoria de Pe. Francisco Aquino Jr, da Diocese de Limoeiro do Norte (CE). O presbítero é Doutor em Teologia pela Universidade de Múnster-Alemanha, professor de Teologia da Faculdade Católica de Fortaleza (FCF) e do PPG-TEO da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Cardeal Steiner: fazer a travessia para a margem da doação, da generosidade, da fé

No 19º Domingo do Tempo Comum, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus nos recordou a necessidade de fazermos a travessia para a margem da doação, generosidade e da fé. A liturgia apresenta o momento após a multiplicação dos pães em que Jesus envia os discípulos para a outra margem e sobe a montanha para orar a sós. “Ele busca a solidão para encontra-se a sós com o Pai. E no encontro com o Pai, não mais sós. O Pai é seu repouso, seu conforto, a sua sabedoria, a sua inspiração. No encontro do silêncio da noite pode ouvir o Pai. Solidão, pois só com o todo, tudo ali no encontro com o Pai. O Pai e eu somos um: comunhão, coração no coração do Pai. Jesus que recolhe o dom do tudo no pouco e oferece ao Pai. Agradece ao Pai, louva e bendiz o Pai. O Pai a sua inspiração, pois desejo de fazer sua vontade”, refletiu o cardeal. Jesus percebe a dificuldade dos discípulos de aportarem a outra margem por conta das ondas agitadas e do vento contrário. Aqueles homens “tocados pela beleza da partilha”, ao “percorrem o caminho da outra margem entram em crise. Os discípulos “haviam percebido em Jesus a transformação, a abundância, o cuidado”, mas não suportam as “contrariedades, as dificuldades nas ondas agitadas e no vento forte”. A presença de Jesus O cardeal Steiner continuou sua reflexão apontando o significado da noite, das ondas e dos ventos contrários e a presença de Jesus diante das dificuldades. A “noite” revela a insegurança dos discípulos de Jesus diante dos caminhos quem devem percorrer. Já as “ondas”, demostram as hostilidades e os embates “contra o barco da vida”. E os “ventos contrários” são “as resistências ao projeto de Jesus, o Reino dos céus”. “Os discípulos sentem-se perdidos, sozinhos, abandonados, desanimados, desiludidos, incapazes de enfrentar as forças contrárias à vida com Jesus. Difícil permanecer na atenção e na sintonia da doação do pouco, tudo. Naquele pouco do pão houve pão para todos. Em meio às intempéries Jesus se faz presente. Ele se apresenta caminhando com a noite, com as ondas e os ventos contrários. Ele ‘caminha sobre o mar’”, explicou o cardeal. Sou Eu “No meio da agitação, em meio a visão o pavor e o medo, vem-lhes ao encontro a palavra: “Sou eu”! Não tenhais medo, coragem, calma, tranquilizai-vos sou eu, apenas eu. Estavam agitados demais, inquietos demais, para perceberem que era Jesus”, refletiu o cardeal. Jesus se aproximou dos discípulos “andando sobre as ondas agitadas e o vento contrário” e ao avistá-lo “foram tomados de pavor, e gritaram de medo”. A revelação de sua identidade faz com que Pedro queira aprender a “caminhar na liberdade das ondas agitadas e do vento contrário”. E reconhecimento de suas agitações e incompreensões necessitam de Jesus. Mesmo diante do “Vem!” de Jesus, Pedro desceu da barca e foi ao encontro de Jesus, “o vento, o medo, a dúvida, a mente distraída, o leva para o fundo”. “O sou Eu, no mar agitado da vida, nas agitações e dúvidas interiores que a cotidianidade desperta também em nós o caminhar sobre, desfazendo-nos das aflições e às vezes até das angústias. Também nós suplicamos: deixa-me ir ao teu encontro. E Ele benevolamente, amavelmente nos diz “vem!” E pensamos que Ele retira os dessabores, as mortes, as aflições naquele vem”, ressaltou o arcebispo. Salva-me Ao perceber que estavam afundando Pedro invoca “Senhor, salva-me”!. Essa súplica de Pedro revela também “os nossos impulsos e debilidades” ao percorrermos “o caminho da fé”. E em nossos naufrágios do caminhar “com confiança dizemos: salva-me”. E no caminho “ao encontro de Jesus ressuscitado” apresentamos nossa fragilidade e pobreza, a inquietude que é “vitoriosa, no meio das tempestades e dos perigos em que vivemos” porque Jesus “estende sempre a mão e nos ergue”. O cardeal nos convidou a repetir as palavras de Pedro como uma oração: “Senhor, salva-me!”. E recordou as palavras de Papa Francisco, “Jesus é a mão do Pai que nunca nos abandona; a mão forte e fiel do Pai, que quer sempre e só o nosso bem. A fé é manter o coração voltado para Deus, para o seu amor, para a sua ternura de Pai, no meio da tempestade. Na escuridão, na tristeza, caminho perturbado, bloqueado por forças adversas, digamos “Senhor, salva-me”. Na pobreza da fé “Senhor, salva-me”, pois Ele passou pela morte nos salvou. Ele sempre está ao nosso lado. (cf. Papa Francisco, Angelus, 9/08/2020) Presença sutil Na primeira leitura da liturgia (1Rs 19,9a.11-13a), Dom Leonardo recordou a presença sutil de Deus quando Elias é convidado a perceber a passagem de Deus. E destacou a presença Dele “na suavidade da brisa”. Nessa mesma reflexão trouxe o texto de Martin Buber que traduziu a passagem bíblica revelando a sutileza da “presença de Deus, de Jesus, mesmo em meio aos tormentos e desilusões”: “E falou: Para Fora De pé, para a montanha, diante da minha face! E Passando Ele: Um vendaval tempestuoso imenso e violento, Fendendo montanhas, esmigalhando rochas, De lá, da sua face: Ele, não, na tempestade – E após a tempestade, um terremoto: Ele, não, no terremoto – E após o terremoto, um fogo: Ele, não, no fogo – Mas, após o fogo, A voz do silêncio suspenso.” (Em: Zwischen Rosen und Schatten). “Deus não é o grande rumor, não é o furacão, não é o incêndio, não é o terremoto, mas é a brisa ligeira, é aquele “fio de silêncio sonoro” que não se impõe mas pede para ser ouvido: “Sou eu”! Naquele “coragem, sou eu”, a suavidade de uma brisa suave, um silêncio sutil!  Aquele silêncio de Jesus: vem! Aquele silêncio suspenso a ergue Pedro que se sentia tragado pelas águas. Suspende a Pedro, mantém, sem violência, na suavidade de uma presença que conduz à outra margem”, evidenciou o cardeal. Dia dos Pais Nesse domingo o Brasil recorda o Dia dos Pais, por isso o arcebispo insistiu para que rezemos pelas nossas mães e pelos nossos pais durante mês vocacional. Segundo…
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Regional Norte 1 participa de Fórum da CEPAST-CNBB em Brasília

Entre os dias 5 e 7 de agosto o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil participou do Fórum da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (CEPAST-CNBB), na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília. O encontro reuniu representantes de todos os regionais da CNBB, coordenações nacionais das Pastorais Sociais e Organismos, além de diversas instituições parceiras. Com o objetivo de fortalecer a dimensão sociotransformadora da fé e refletir sobre os desafios da sociedade brasileira. Inspirado pelo tema “Minha comunidade eclesial transforma o mundo”e pela passagem bíblica “Alarga o espaço de sua tenda”(Is 54,2), o Fórum promoveu três dias de intensa programação com momentos celebrativos, debates e articulações. O primeiro dia contou com a acolhida dos participantes, seguido de um trabalho em grupos, por macrorregiões, Pastorais Urbanas, Pastorais da Mobilidade Humana, Pastorais do Cuidado com a vida e da Saúde Integral. Os grupos puderam evidenciar os desafios atuais mais que afetam a caminhada sociotransformadora da Igreja. Ao final do dia, os presentes participaram da exibição do documentário “Ferida nas Águas – As marcas da mineração e a resistência das comunidades pesqueiras”.  O filme é uma produção do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) e retrata os impactos da mineração nos territórios pesqueiros e a resistência dos povos das águas. Compromisso O segundo dia contou com reflexões sobre a realidade sociotransformadora do país, discussão das Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026-2032)e diálogo sobre oGrito dos Excluídos. Já o último dia, aconteceu o envio missionário, debates sobre o projeto vocacional e sobre a incidência política das pastorais sociais. O Fórum reafirma o compromisso da Igreja com a defesa da vida, da justiça e dos direitos humanos. Um espaço de encontro, formação e articulação orientado pelo método ver, julgar e agir. Para Irmã Rosiene Gomes, articuladora das Pastorais Sociais e Organismos do Regional Norte 1, participar do fórum tem um significado profundo da presença transformadora da Igreja. “Ao reconhecermos juntos os avanços e os desafios, renovamos nosso compromisso com a missão e reafirmamos a força da unidade. Esses encontros são sinais da profecia que nos impulsiona a não nos acomodarmos, mas a buscarmos sempre caminhos que expressem uma Igreja aberta e comprometida com o Evangelho. Quando partilhamos experiências, descobrimos que a diversidade de realidades nos enriquece e nos fortalece. É na comunhão e na sinodalidade que testemunhamos o rosto de uma Igreja que seja presença transformadora no mundo”, explicou a irmã. Informações e fotos: Ir. Rosiene Gomes, articuladora das Pastorais Sociais Regional Norte 1

Dom Evaristo Spengler celebra 10 anos de Ordenação Episcopal

O bispo diocesano de Roraima, dom Evaristo Spengler, OFM, celebra nesta quinta-feira (6) 10 anos de ordenação episcopal. Ordenado bispo em 2016 por dom Leonardo Ulrich Steiner, iniciou seu ministério episcopal na então Prelazia do Marajó, no Pará. Em 2023, foi nomeado pelo Papa Francisco para conduzir a Diocese de Roraima. A vocação sacerdotal de dom Evaristo começou ainda na infância. Segundo a irmã do bispo, Angela Spengler, desde criança ele manifestava o desejo de ser padre, participava dos grupos vocacionais da paróquia em Gaspar (SC) e, aos 14 anos, ingressou no seminário. Para a família, o compromisso com a missão sempre fez parte de sua trajetória. A irmã destaca que dom Evaristo manteve, ao longo dos anos, a dedicação aos mais vulneráveis e a coerência com os valores que o levaram ao sacerdócio. “Ele tem uma caminhada muito bonita. Sempre foi muito íntegro naquilo que defende e nas lutas em favor dos menos favorecidos. É uma vocação muito bonita, que despertou ainda na infância e continua presente na pessoa, no padre e no bispo que ele se tornou. Para nossa família, é motivo de alegria saber que ele desenvolve um trabalho dedicado a quem mais precisa”, disse Angela Spengler. Proximidade com o povo O vigário episcopal da Diocese de Roraima, padre Celso Puttkamer, ressalta que, nesses dez anos de episcopado, dom Evaristo tem se destacado pela disponibilidade no serviço pastoral e pela proximidade com o povo. “Ao longo desses dez anos, temos testemunhado a generosidade com que o senhor entrega a sua vida, sem medidas. Também temos visto um pastor que não se cansa de servir e que caminha conosco nas alegrias e nas dores. Acima de tudo, reconhecemos em seu coração a ternura e o acolhimento. Em seu olhar manso, encontramos o abraço de Deus Pai; em sua palavra, a força que nos anima e nos fortalece. Obrigado, Dom Evaristo, por ser, entre nós, o rosto visível do Bom Pastor”. Ao recordar sua caminhada, dom Evaristo afirmou que guarda com carinho a experiência vivida no Marajó, onde iniciou o ministério episcopal, e destacou a acolhida recebida em Roraima. “Conheci aqui um grande povo de Deus, que vive uma belíssima história e caminha na comunhão. Peço a bênção de Deus para que continuemos ouvindo o Espírito Santo e avancemos cada vez mais na missão da Igreja”, afirmou. Atualmente, dom Evaristo conduz a Diocese de Roraima com foco na evangelização, na promoção de uma Igreja sinodal e na defesa dos povos indígenas, migrantes e demais populações em situação de vulnerabilidade. Texto de Kayla Silva – Rádio Monte Roraima

“Seminaristas em Cristo, unidos na Missão” Conselho Missionário de Seminaristas realiza 2º Formação Missionária

O Conselho Missionário de Seminaristas do Regional Norte 1 (COMISE Labontè) realizou a 2ª Formação Missionária para Seminaristas de 2026. Com o tema “Seminaristas em Cristo, unidos na Missão”, o encontro aconteceu na manhã do dia 4 de agosto, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus, com a assessoria do Pe. Rafael López, Secretário Nacional da Pontifícia União Missionária (PUM). O encontro iniciou com um contexto histórico dos caminhos missionários da Igreja.  Destacando a comemoração do centenário do Dia Mundial das Missões. Os participantes mergulharam no tema “Um em Cristo, unidos na missão” da Campanha Missionária 2026, por meio das três partes que compõem a mensagem de Papa Leão XIV. Na primeira parte, “Um em Cristo”, recorda que a missão é fundamentada no amor trinitário, assim a comunidade nasce dessa comunhão da Trindade. Essa relação trinitária deve despertar em nós o desejo pela unidade, que é uma responsabilidade própria da Igreja Missionária. Mais do que um conjunto de práticas ou ideias, a identidade cristã nos torna participantes da relação filial de Cristo com Pai e o Espírito Santo. Unidos na missão Na segunda parte, o pontífice convida a viver “Unidos na missão” como caminho orientativo da evangelização.  O papa tem insistido na espiritualidade de comunhão que acolhe a diversidade como riqueza, e supera as fragmentações que flagelam a jeito de ser Igreja. Por isso, é fundamental convergir os diversos carismas para “tornar visível o amor de Cristo”, que ultrapassa uma uniformidade e estabelece o encontro com Ele. Na terceira parte, Pe. Rafael López destacou que mensagem transmitida deve ser sempre do amor de Deus. A missão de todos os discípulos e discípulas é o anúncio que nasce do amor, se vive no amor e conduz para o amor. Sobre o cartaz missionário, o padre destacou que representa a universalidade da missão que não faz distinção entre as pessoas. “Nesse mundo dilacerado por polarizações, por divisões, estar unidos sempre em Cristo. Essa unidade em Cristo que nos levar a anunciar o Evangelho. E para poder anunciar o Evangelho em Jesus Cristo, é necessário nós também fazer a experiência desse Cristo Ressuscitado. Esse Cristo que deve animar nossa missão, a estar unidos a Cristo, para poder anunciar Cristo às pessoas”, explicou Pe. Rafael López. Cooperação missionária A caminhada conjunta integra as dioceses e prelazias em harmonia com os conselhos missionários. O seminarista Leonan Barros, da Diocese do Alto Solimões e coordenador do COMISE Labontè, recordou que muitos seminaristas têm resistência a cooperação missionária. Ele apontou que coordenação regional tem buscado fortalecer a caminhada conjunta com o COMIDI. O coordenador reforçou a participação do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), do Seminário Propedêutico da Arquidiocese de Manaus e do Serviço de Animação Vocacional (SAV) com fundamentais para a integração dos organismos missionários. Para Rosa Maria Santos, da coordenação do COMIDI Manaus, é sempre “uma alegria missionária estar aqui presente nesse momento”. Ela enfatizou a alegria da contribuição mútua de aprendizado durante o processo de formação. Em sua colocação, a missionária recordou que somos uma Igreja em saída, respondendo ao caminho sinodal, guiados pela “ação do Espírito Santo, que é o protagonista da missão”. É o auxílio do Espírito Santo que nos permite viver os desafios da missão no dia a dia.

Dom Zenildo Lima, Dom José Alburquerque e Pe. Geraldo Bendaham: vidas pelo Reino

Neste 4 de agosto de 2026, mês dedicado às vocações, celebramos os 30 anos de ordenação presbiteral de três figuras marcantes para o nosso Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1): Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus; Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e Pe. Geraldo Bendaham, coordenador de Pastoral de nossa Arquidiocese. Seus caminhos vocacionais são permeados por uma profunda entrega ao serviço do Reino de Deus. Quem já experienciou sentar-se à mesa com Dom Zenildo Lima ou com Pe. Geraldo Bendaham sabe que a conversa perpassa por diversos assuntos e por profundas reflexões sobre a vida, a fé e os processos de evangelização encarnados nas realidades da Amazônia urbana e ribeirinha. Mais do que uma troca de informações, é quase que uma aula de diferentes conteúdos. Ali. Postos à mesa. A mesa como lugar do encontro, da oferta, da generosidade, da companhia. É a proposta de uma Igreja que sempre de novo se aproxima, se apequena, se permite acessar para transmitir a Esperança gestada no Evangelho. Proximidade Não permite a indiferença, a superioridade, a distância. Mas exige proximidade. Proximidade de quem procura o Senhor, acha o Senhor, encontra o Senhor, vive com Senhor. E, por isso, deseja que outros também experimentem encontrar a pérola preciosa que é Jesus, nos dizia Papa Francisco. E é justamente no encontro com Cristo que a vida muda, saboriza. Na gratuidade da vida oferecida, o não reter para si; mas experimentar, entre a amargura e a doçura, a presença Dele, a Palavra feita carne. Ao contemplarmos suas entregas radicais, somos atraídos a vislumbram uma vida em diferente perspectiva. São sinais de uma humanidade tocada para responder a tantos anseios e a utilizar suas vozes em defesa da plenitude da vida, para que todos a tenham em abundância. Missão Três homens chamados à missão de conduzir as nossas comunidades e transformá-las em locais de encontro, de relação, de vivência. Homens de reflexão, e mais ainda, homens de ação concreta e fecunda. Homens que experimentam a dor do Reino de Deus. Nos versos de Pe. Zezinho, essa “dor do Reino de Deus” é feita de amor e paz, “é feita de luz, é feita de cruz, é feita de não compactuar”. Homens que responderam à voz do Bom Pastor, se ligaram a Ele, e se comprometeram a viver pelos caminhos da libertação. Que administram em sua vida cotidiana “a pérola preciosa do encontro com Deus e com os outros”. Neste dia recorremos a Imaculada Conceição, que caminhe com eles e lhes permita cantar bonito as maravilhas do Reino da Vida e da Esperança. Texto: Emmanuel Grieco. Texto de opinião em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de vivências cotidianas.

Casa Amazônica de Francisco e Clara e REPAM reúnem jovens para pensar a Amazônia

Na manhã do dia 02 de agosto a Casa Amazônica de Francisco e Clara, junto com a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) e a Pastoral da Juventude (setor 8), realizaram para um momento de formação e debate sobre o que queremos para a nossa região e para as juventudes amazônicas. O espaço escolhido foi  Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), na Av. Rodrigo Otávio. Criado em 1952, o INPA realiza estudos científicos do meio físico e das condições de vida da região amazônica para promover o bem-estar humano e o desenvolvimento socioeconômico regional. No local, os jovens tiveram a oportunidade de conversar sobre a Economia de Francisco e Clara e refletir sobre o nosso papel como defensores e defensoras de nossa Casa Comum. especialmente em um ano eleitoral tão decisivo, conhecendo mais sobre a campanha “Eu Voto Pela Amazônia” da REPAM. Tecnologia A tecnologia é uma das alternativas para aproximar pessoas do debate sobre questões relacionadas ao território amazônico. Nesse horizonte, a Iniciativa Inter-Religiosa pelas Florestas Tropicais (IRI BRASIL) disponibilizou óculos de realidade virtual para exibição do filme “Amazônia Viva”, que conecta o espectador à Amazônia através de uma viagem interativa. Com 10 minutos de duração, o filme é uma experiência imersiva pela região do Rio Tapajós, com filmagens em 360º mostrando um dos lugares mais importantes do planeta: a Amazônia. No filme, a cacica Raquel Tupinambá, da comunidade de Surucuá, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns (Pará), guia os espectadores durante a viagem virtual. O roteiro e a direção são do cineasta Estevão Ciavatta, da Pindorama Filmes, e financiador do Instituto Clima e Sociedade (iCS).

Pastoral da Sobriedade realiza formação regional de novos agentes

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) realizou o curso de Formação de novos agentes da Pastoral da Sobriedade. Entre os dias 31 de julho, 01 e 02 de agosto os participantes receberam a apresentação geral da Pastoral da Sobriedade, conduzida pelo Pe. Sidney Teixeira da Silva, CMF, coordenador nacional de formação. O curso buscou capacitar e atualizar os agentes de pastoral sobre as novas dinâmicas das dependências (químicas e não químicas). Entre os participantes estavam representantes da Arquidiocese de Manaus e das Dioceses de Alto Solimões, Borba e Coari. Com a formação, os novos agentes podem animar o trabalho pastoral existente ou estimular o surgimento da pastoral da sobriedade em nossas Igrejas Locais. Novas perspectivas Os três dias foram marcados pela exposição do histórico e trajetória da Pastoral, além da fundamentação bíblica e teológica. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, esteve com o grupo durante o primeiro dia. O cardeal destacava a necessidade de alargar as perspectivas pastorais, sempre pautados pelo Evangelho. “É uma questão que atinge o nosso modo de ser igreja. E é por isso que nós nos dispomos a ir ao encontro desses irmãos e irmãs para cada vez mais ajudarmos na superação. Ajudarmos na superação para que possam viver melhor o Evangelho. E nós o fazemos a partir do Evangelho. Fazemos a partir do Evangelho. Não ter medo de partirmos do Evangelho. Eu participei no passado de algumas reuniões e eu percebi como o Evangelho era o fundamento dos encontros. E isso ajuda muito. Ajuda porque dá um sentido novo à vida”, explicou o cardeal. Essa perspectiva espiritual ajuda na implementação de estratégias de ação, estruturação dos encontros e na definição das funções das equipes. Alinhada à temática das drogas e seus efeitos, e a preocupante ludopatia, o vício em jogos de azar, que cada vez contribui para o endividamento de famílias brasileiras. A pastoral responde a primeira missão da Igreja: a Evangelização, indo ao encontro de nossos irmãos e irmãs que necessitam de direcionamento. Codependentes O Padre Leonardo Rufino, enviado pela Diocese de Coari, ressaltou o trabalho direcionado à dependência química. Uma realidade presente na diocese que atinge os familiares e a própria comunidade de fé, os codependentes que participam do sofrimento. Ao comentar sua participação no Encontro Regional o padre agradeceu a pela preparação e possibilidade de implementação em todas as 11 paróquias da Diocese de Coari. “Foi um momento muito gratificante para todos nós. Porque por meio dele, nós que participávamos pela primeira vez do encontro, adquirimos conhecimento sobre esta pastoral tão importante e essencial para todos nós, para toda a nossa igreja. A nossa Diocese de Coari tem 11 paróquias presentes em 7 cidades. Mas lá nós não temos ainda a Pastoral da Sobriedade”, destacou o padre. Ele ainda classificou a pastoral da sobriedade como luz para aqueles e aquelas que são beneficiados por ela.  Ele aponta que a pastoral é uma oportunidade de cuidar de pessoas com diversas dependências, como hoje a dependência de ferramentas de comunicação social, que instrumentalizam a pessoa humana. Caminho de transformação Com dois anos de atuação na Pastoral da Sobriedade da Arquidiocese de Manaus, a agente Clediomar Araújo, da Paróquia São Pedro Apóstolo de Petrópolis, apontou que curso do final de semana representou uma verdadeira transformação na fora de pensar o trabalho da pastoral. “Já havia feito antes, mas a dinâmica que nos foi passada nesses três dias foi maravilhosa. O Pe. Sidney passou de uma forma tão dinâmica, tão gostosa, que a gente começa a ver os encontros da Pastoral da Sobriedade por outro prisma. É outra dinâmica. A gente sai completamente enriquecido daqui. Foi maravilhoso. Só temos a agradecer a Deus”, destacou a participante. Outro ponto que despertou interesse na agente, foi a explicação de como os encontros devem acontecer e, principalmente, sobre a variedade de tipos de droga existentes, e como elas afetam o corpo de quem as utiliza. Ela enfatizou que a linguagem utilizada permitiu que todos compreendessem, até mesmo aqueles e aquelas que não eram familiarizados com o assunto. Amados e amadas por Deus A Pastoral da Sobriedade é uma forma de marcar presença sempre partindo do Evangelho para que os que sofrem percebam o quanto são amados, amadas por Deus, recordava o cardeal Leonardo Steiner. Em relação às drogas, temos o trabalho realizado pela Fazenda da Esperança e sabemos que a questão do consumo de álcool é uma ferida em tantas relações familiares. No entanto, temos dificuldade em relação ao álcool com padres, religiosas e religiosos. Esse caminho evangelizador é fundamental para enfrentar a realidade em que vivemos, é mais uma contribuição da Igreja para a sociedade.

Cardeal Steiner: a dinâmica do Evangelho possibilita compreender a realidade amazônica

O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1, presidiu a missa de encerramento do Curso de Extensão Universitária ‘Realidade Amazônica’. Em sua reflexão, o cardeal recordou que o Evangelho é profundamente dinâmico, o que possibilita compreender a realidade, a estrutura e a nossa missão. O curso é realizado anualmente pela Faculdade Católica do Amazonas, em parceria com o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1). A celebração aconteceu na capela do Centro de Formação Maromba, em Manaus. Dom Leonardo Steiner utilizou duas situações para ilustrar a forma como podemos compreender o caminho da vivência missionária: a escolha do vinho e o oleiro que produz vasos cerâmicos. Na escolha do vinho, buscamos olhar a data de sua produção. Isto porque o tempo de fermentação torna o vinho mais saboroso. E oleiro, é aquele que gasta tempo para dedicar-se no molde dos vasos para que assumam o formato desejado. Assim é o caminho de seguimento ao Evangelho que vai ganhando sabor e nos permite caminhar e crescer na criatividade. O arcebispo destacou que a missionariedade é o modo de Deus ir nos moldando para o despertar da beleza que ainda não víamos. É a presença do Verbo encarnado que nos impulsiona a seguir caminhando e saborear o amor de Deus. E assim, sermos cada vez mais desejosos de anunciar o Reino de Deus. Um bispo entre nós A presença do bispo auxiliar de Manaus, Dom Frei Samuel Ferreira, como aluno do curso repercutiu positivamente entre os participantes. Sua visível disponibilidade em aprender com grupo sobre complexa rede de relações que fazem da Amazônia um lugar ímpar, deu ânimo aos colegas. Para a professora Elisângela Maciel, é um sinal de humildade “estar conosco, esse caminhar conosco”. Porta de entrada A professora Drª Elisângela Maciel, coordenadora de Extensão, Pesquisa e Pós-graduação da Faculdade Católica Amazonas, apontou que o curso recebe missionários do Brasil e do mundo para atuar na Amazônia desde 1991. Em suas palavras, explicou que o curso é “a porta de entrada” para aqueles que vêm conhecer, experimentar e trabalhar na Amazônia. Essa pluralidade torna cada turma em uma experiência singular. “Cada turma, como eu disse, vem de cantos diferentes e cada experiência, cada ano é uma experiência diferente. A forma como eles se relacionam, como eles se integram, o que eles experimentam quando vão para atividade pastoral, a partilha que eles fazem, cada curso tem o seu diferencial, cada turma tem o seu diferencial. E essa turma chegou um pouquinho devagar e depois foi se enturmando”, acrescentou a professora. Na última etapa do dia 30 de junho, cada participante teve a oportunidade de partilhar sua avaliação de final do curso. Esse momento foi uma oportunidade de ouvir o retorno de cada um. Foi espaço de perceber quais os frutos colhidos na experiência vivida, o impacto nas suas vida e forma como darão continuidade em suas áreas de engajamento missionário. Engajamento missionário Durante os 10 dias de curso, os 21 participantes vindos da Etiópia, Itália, Camarões, Quênia e outras regiões do Brasil, vivenciaram um recorte do serviço missionário no chão amazônico. Ao final das atividades, os missionários e missionárias são convidados a um novo olhar para as suas vidas e áreas de missão. A maior parte já está engajado nas missões, mas agora retornam com um diferencial que os direciona para o caminho evangelizador da Igreja na Amazônia em sintonia com a realidade dos territórios. “E é isso que o curso quer, fazer a diferença na vida dos missionários, e que os missionários possam fazer a diferença na vida das comunidades. Sem imposição, sem uma Igreja que vem de cima para baixo, não. Uma igreja que se emana com o povo. Uma igreja que busca a sinodalidade que a gente tanto trabalha e vem trabalhando ao longo desses tempos”, explicou a professora Elisângela Maciel. O curso permitiu aos missionários sentirem que “pisar na Amazônia é diferente”, disse a professora. Mesmo que cada um tenha muitos anos de atuação missionária em outras regiões, “fazer a experiência da igreja na Amazônia é diferente”. A professora apontou que sentiu no relato do grupo que “eles abraçaram, se permitiram conhecer, permitiram-se aprender”. Por isso, a expectativa é que eles se entrelacem de fato com a vida da Amazônia” e que futuramente outros também partilhem dessa experiência. Fronteiras A irmã Maria Eliana Modena, da Congregação das Irmãs da Providência de Gap, considerou o curso como “divisor de águas” que ajudará a aprofundar a escuta, o acolhimento e as vivências em nossa querida Amazônia. Em sua fala, a missionária mineira destacou o trabalho desenvolvido na missão em Pacaraima, município no extremo norte de Roraima, fronteira com a Venezuela, na Diocese de Roraima: “Meu trabalho é com os migrantes, de um modo bem particular, com mulheres e crianças em situações de vulnerabilidade. Fazer esse curso já é um sinal de grande respeito missionário por essa realidade tão particular e tão especial. Nós pudemos, nesses dez dias, presenciar, vivenciar e aprender o particular dessa realidade amazônica e de um modo especial todas as lutas, as resistências, todo o empoderamento que essa Igreja teve que fazer ao longo dos anos”, destacou irmã Maria Eliana. A religiosa enfatizou que o trabalho pastoral dos missionários também precisa considerar a valorização do bioma, tendo em vista que as riquezas naturais da Amazônia despertam cobiça de outros países. É necessário que se construa uma integração de toda a realidade amazônica para melhor corresponder àquilo que emerge diante de nós e assim vivenciar “esta realidade com todo o respeito que ela merece”.

Pastoral da Juventude realiza 74ª Reunião da Coordenação Regional Norte 1

A Coordenação da Pastoral da Juventude do Regional Norte 1 realizou a 74ª Reunião, entre os dias 24 a 26 de julho de 2026, no Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Seis representantes de nossas 9 Igrejas Locais estiveram presentes para fortalecer a caminhada da PJ. Com momentos de vivência, oração, celebração e partilha das realidades das Igrejas e da vida dos participantes, pautada no seguimento a Jesus Cristo.  Entre os presentes estava Marcelo dos Santos Pereira, da Prelazia de Tefé e coordenador Nacional da PJ pelo Regional Norte 1. Derlane Dourado, coordenadora Regional pela Diocese de Roraima e Hugo Rocha coordenador Regional pela Diocese de Coari. Vinícius do Carmo, coordenador Regional pela Diocese de Parintins; Thaylle de Oliveira, coordenadora Regional pela Prelazia de Tefé; e Cleisiane da Silva, coordenadora Regional pela Diocese de Borba. Seguimento a Jesus Durante a programação, os coordenadores trabalharam o tema “O seguimento de Jesus Cristo é o fundamento da nossa ação pastoral”, conduzido por Dom Frei Samuel Ferreira, bispo auxiliar de Manaus. Em seguida, os jovens iniciaram a organização das ações pastorais da PJ no regional, o puxirum (palavra da língua indígena para trabalho coletivo), para facilitar o trabalho e a comunhão pastoral dos jovens nas bases com atividades programadas. Segundo Marcelo Pereira, nome de “Plano de ação Puxirum” é uma homenagem à juventude Amazônica. É o horizonte de fazer memória ao povo amazônida “que há séculos vem trabalhando essa prática nos beiradões e rincões da nossa imensa Amazônia”. Ele explicou que o uso nos conduz para a “mística do Bem-Viver”. Esse trabalho coletivo é uma “opção pedagógica da Pastoral da Juventude” para a evangelização da Juventude. Acompanhamento Para Derlane Dourado, coordenadora Regional pela Diocese de Roraima, a experiência desses três dias de encontro estimulou a esperança de crescimento da PJ no regional. Os dias intensos de trabalho e estudo permitiram a construção do plano de Evangelização regional para o triênio (2026-2028). Além do contato com os novos membros, Derlane Dourado pontuou o acompanhamento dos bispos Dom Samuel Ferreira e Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins. “foi um final de semana bem proveitoso para todos nós. E aí a presença também dos bispos, né, nos acompanhando, foi muito interessante, que a gente sente essa presença, né, de comunhão, de Igreja caminhando junto também, né, de mãos dadas. E esse acompanhamento com os jovens é muito importante, que os jovens se sentem também amparados e seguros”, disse Derlane Dourado. Novo coordenação A integrante da Comissão Regional de Assessores, Ir. Ana Jerusa Feitosa, da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo, destacou que esse foi o primeiro encontro presencial da nova coordenação. A assessora reforçou a importância da troca de experiências vivida pela PJ em cada uma das Igrejas Locais. Outro ponto relevante foi o diálogo sobre as atividades que ainda vão ser desenvolvidas com a igreja do regional. O encontro é um sinal de continuidade dos jovens ao plano de Evangelização, na construção do Reino de Deus, com sua forma de ser jovem no território amazônico. A Pastoral da Juventude segue testemunhado sua fé e seu compromisso com a participação social, a cidadania e a defesa dos direitos dos jovens.