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Autor: Emmanuel Grieco

Regional Norte 1 da CNBB inicia Pré-Congresso Vocacional em Manaus

O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou o Pré-Congresso Vocacional. Com o tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão” e lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46). De 10 a 12 de julho de 2026, no Centro de Formação Maromba, em Manaus. O encontro é uma preparação colaborativa para o 5º Congresso Vocacional do Brasil, promovido pela CNBB. A primeira noite contou com uma apresentação do SAV Regional por Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins e referencial nacional do SAV e por Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus. Em sua fala, Dom Zenildo Lima recordou que desde a década de 70 os bispos pensavam em um formato de Igrejas Locais que correspondessem às realidades da Amazônia. Embora existisse uma profunda gratidão à “forte da presença das congregações missionárias”, alguns nomes do episcopado da época desejam que se constituísse um Igreja com rostos pertencentes ao território amazônico. Nomes como Dom Adalberto Marzi, no Alto Solimões e Dom Gutemberg Regis, em Coari. Dom Jorge Marskell, em Itacoatiara, Dom Arcângelo Cerqua, em Parintins, e Dom João de Sousa Lima em Manaus tiveram a percepção do o sínodo hoje chama de “Igreja com rosto amazônico”. “São lideranças que pensaram isso: A gente tem que levar para frente a vida dessa Igreja. Somos profundamente agradecidos aos missionários Ad Gentes que atravessaram o oceano para vir para cá, mas temos que ter o projeto de Igreja. Um dos mais lúcidos, nesse sentido, foi o bispo de Coari (Dom Gutembeg Regis) que pensou um projeto muito claro de agentes autóctones não somente clero, né?! Depois então começamos um caminho de pastoral vocacional”, explicou o bispo. Caminho vocacional Ao recordar o caminho vocacional do regional, Dom Zenildo lima destacou que inicialmente a animação da Pastoral Vocacional era feita por presbíteros. Nas décadas de 70 e 80, a pastoral procurava compreender o homem e a mulher amazônidas. Isto é, havia uma preocupação com a pessoa com a qual se trabalharia, nas palavras do bispo, “um peso antropológico”. “Depois, num outro momento da nossa animação vocacional, sempre dentro desse projeto de Igreja, a gente pensou assim, precisamos diversificar a ministerialidade. Então, a preocupação de ter clero local sempre foi um desafio para as nossas dioceses e prelazias. Mas, sobretudo, a preocupação de uma Igreja que fosse servida além do ministro presbítero, outros ministros também. Nos últimos anos, a gente retomou muito esse discurso da ministerialidade”, recordou bispo. Ao pensar sobre a ministerialidade, o bispo recordou que as últimas diretrizes do nosso regional “a comunidade aparece como um elemento muito significativo”. E relembrou que o cardeal Leonardo Steiner, tem insistido nos seus recentes discursos que “onde tem a comunidade, tem a igreja”. Uma abordagem a partir da comunidade que permite sua diversidade de sujeitos. Homens e mulheres comprometidos Inicialmente a animação vocacional envolvia os presbíteros. Depois, as mulheres da vida religiosa construíram um legado da animação. Também os cristãos leigos e leigas sempre estiveram presentes. A exemplo na Diocese de Parintins, que conta com da presença de casais, da vocação matrimonial dentro dessa perspectiva da animação vocacional”, afirmou Dom Zenildo Lima. Ainda que a animação vocacional do regional transmita a sensação de constantes recomeços, o auxiliar enfatizou que eles nunca iniciam do zero. Esses recomeços são sempre construídos em cima daquilo que em algum momento da história já foi trabalhado. Por esse motivo, é capaz de formar discípulos missionários, comprometidos com a realidade e com o exercício de serviços ministeriais na Amazônia. “Comprometidos com a realidade histórica dessa região, comprometidos com as questões socioambientais, comprometidos com a questão do cuidado com a casa comum. Comprometidos com algumas lutas que a gente trava, algumas questões que são permanentes para nós, como o combate à violência, o combate ao tráfico de pessoas, essas coisas que foram entrando na nossa pauta, mas não simplesmente como um ponto solto dentro da dinâmica pastoral”, disse Dom Zenildo Lima. Frutos do trabalho missionário Dom José Albuquerque destacou que a presença de rostos amazônicos no encontro é fruto do trabalho de missionários vindos de “diversas partes do Brasil e do mundo”. Eles contribuíram para que nos compreendêssemos como vocacionados. Com isso, a Igreja na Amazônia assumiu uma forte característica missionária. Com “o cheiro das ovelhas”, que pisa no chão, na lama, que anda de rabeta, de canoa, enfrenta temporais, que dorme em rede”. “É uma igreja que é marcada por essa dimensão missionária, que isso é muito original. E é também uma igreja onde a força dos cristãos leigos e leigas é inegável. Principalmente das mulheres. As mulheres são protagonistas. Ai de nós bispos e padres, se não fossem as religiosas, as leigas, nos mais diversos serviços pastorais. A força da mulher aqui é algo muito bonito, que a gente precisa também saber valorizar. E as mulheres não estão assim como auxiliares, não são apenas assessoras, são protagonistas”, pontuou o bispo. A expectativa do Congresso Nacional é fortalecer a consciência de que a comunidade eclesial é o ambiente fundamental para a animação, discernimento e vivência vocacional. Essa promoção de uma cultura vocacional, traz como novidade a perspectiva de uma nova linguagem para alcançar as novas realidades. Com assessoria de Pe. Valmir de Costa, RCJ, Religioso Rogacionista. Doutor em Filosofia e Coordenador do Departamento de Formação do Instituto de Pastoral Vocacional. Os mais de 70 participantes enfatizam a missão como elemento constitutivo do Serviço de Animação Vocacional.

“Encontrar, escutar e discernir”, bispos da Arquidiocese de Manaus realizam 3º Encontro com as Religiosas da periferia

Encontrar, escutar e discernir são as três palavras que nortearam o 3º Encontro dos Bispos da Arquidiocese de Manaus com as Religiosas da periferia que integram o território arquidiocesano, realizado na manhã de 7 de julho, na Cúria Metropolitana, no Centro da capital. O cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus, e os auxiliares, Dom Zenildo Lima, Dom Joaquim Hudson Ribeiro e Dom Frei Samuel Ferreira, acompanharam integralmente o encontro. A Igreja em Manaus reconhece a presença da vida religiosa feminina como sinal do Reino de Deus. Ao percorrerem as mais diversas realidades e experimentarem a cotidianidade de nossas comunidades, as religiosas trazem as impressões e anseios dos locais em que desenvolvem suas atividades pastorais. Espaço de escuta O espaço foi de escuta profunda e de manifestação das demandas que podem ser ajustadas para melhor servirmos o Povo de Deus. O cardeal Leonardo Steiner agradeceu a presença das religiosas não só na reunião, mas em todas realidades de Evangelização nas quais estão inseridas. A dimensão geográfica da Arquidiocese é um desafio, mas a periferias existenciais são maiores e e mais desafiadoras. Por isso, o processo de escuta assumido pela Igreja possibilita alcançarmos a integralidade da pessoa humana com Boa Notícia da libertação oferecida por Jesus Cristo. E, dessa maneira, discernir juntos a atuação na vida cotidiana de nossas paróquias e áreas missionárias para retomarmos a comunhão. Entre as contribuições expostas, destacou-se a necessidade de intensificação da formação continuada, a formação do clero na perspectiva Sinodal e aprofundamento da dimensão missionária. Também a reafirmação da presença das religiosas em locais conflitivos como característica do trabalho nas periferias, a necessidade de atenção à juventude e a articulação das atividades das pastorais sociais e de uma aproximação entre o clero e a vida religiosa feminina. Além disso, uma atenção à presença dos migrantes e dos povos indígenas, a presença de diversas denominações religiosas e inserção de todos e todas que procuram as nossas comunidades eclesiais para iniciar a vida sacramental. Texto e fotos: Emmanuel Grieco

Fazer memória das lutas na construção do indigenismo encarnado

Na última terça-feira, 7 de julho, aconteceu o lançamento do livro “Memórias das lutas à construção do indigenismo encarnado”, de Egydio Schwade. O Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), representado por Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, marcou presença nesse importante espaço de construção e manutenção da memória de lutas dos povos originários na perspectiva do indigenista. Na mesa de abertura, Dom Zenildo Lima destacou que livro vai além das perspectivas acadêmicas e culturais, pois expressa uma radicalidade na vivência de todos aqueles e aquelas que lutam pela causa indígena. Uma realidade que foi, e ainda é, tão vergonhosamente violentada com consentimento do Estado. “Falar desta experiência de um comprometimento, indigenismo encarnado, a gente usa essa expressão, a gente está falando, evidentemente, de vidas, de iniciativas, mas de processos históricos. A nossa pátria e a história da nossa pátria é marcada por decisões desastrosas no que diz respeito à vida das nossas populações originárias. Desastrosas, mas não ingênuas. Desastrosas, mas sistematicamente articuladas”, enfatizou o bispo. História de resistência Embora esse modo brutal de tratar os povos indígenas seja tão evidente, Dom Zenildo Lima destacou que povos nativos “tem uma história de resistência”. Esse histórico de luta surge de uma inteligência que lê a própria história, e nela encontra homens e mulheres comprometidos em “dar outros rumos para a vida das nossas populações indígenas”. E entre esses nomes comprometidos com a causa, está o senhor Egydio Schwade, que testemunha para toda a sociedade que a “luta continua” viva e pulsante, mesmo diante de tantas incoerências humanas. “Temos sensação de que esses movimentos, tão reacionários, essas iniciativas tão violentas e tão intolerantes, parece ir dominando o cenário e ocupando os espaços, quase que nos sufocando. Mas fazendo memória do que tem sido a peregrinação, fazendo memória do que tem sido a expressão de tantas iniciativas, de tantas lutas, a gente tem uma esperança renovada e a gente tem um comprometimento renovado também”, disse o auxiliar. Experiência da memória O bispo auxiliar de Manaus recordou que fé cristã é constituída pela “experiência da memória”. Essa característica nos conduz a contar histórias e narrar os fatos das lutas pela perspectiva da resistência e das vitórias, que contribuíram para que os povos originários permanecessem. Ao narrarmos e escrevermos nos fazemos memória daquilo que é importante e necessário. “É preciso que a gente conte a história, é preciso que a gente narre os fatos, é preciso que a gente retome as lutas e é preciso que as lutas sejam contadas a partir da nossa perspectiva também. Senão a gente vai ter a impressão que ao falar da vida dos nossos povos, estamos contando lutas de lutas, de derrotas, e não é bem assim. Nós estamos contando histórias de resistência, nós estamos contando vitórias”, acrescentou o bispo. Uma vida dedicada aos povos indígenas O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 e do Conselho Indigenista (Cimi), enviou uma mensagem de agradecimento pela construção da memória das lutas dos povos indígenas na Amazônia e também no Cimi. O livro traz memórias, reflexões e análises sobre a trajetória de vida de Egydio Schwade dedicada à defesa dos direitos dos povos indígenas. Entre as temáticas retratadas, encontramos a dinâmica de renovação do indigenismo e a relação da Igreja Católica com os povos, o surgimento do movimento indígena e das entidades de apoio aos povos originários, além dos impactos provocados pelos projetos desenvolvimentistas na Amazônia, como a construção da rodovia BR-174. A rodovia, construída no período da Ditadura Militar, liga as capitais Manaus a Boa Vista e foi a grande responsável pelo massacre dos Waimiri-Atroari. Sem esquecermos da construção da Hidrelétrica de Balbina e da exploração mineral na região. Além disso, a obra aponta o distanciamento entre as políticas públicas e as especificidades das populações locais, evidenciando os processos de degradação ambiental, social e cultural que marcaram diferentes períodos da história recente brasileira. Publicada pela Alexa Cultural, de Embu das Artes (SP), a obra apresenta um testemunho histórico sobre a construção do indigenismo contemporâneo no Brasil e a participação de Schwade em mais de 60 anos de atuação profética junto aos povos indígenas. Segundo infirmações dos organizadores, haverá um laçamento do livro na cidade de Manaus. Durante o lançamento, conferimos a prévia do documentário “O Silêncio dos Kiña”, dirigido por Heraldo Daniel, que expõe o genocídio de mais de 2 mil indígenas Waimiri Atroari durante a Ditadura Militar e a construção da rodovia BR-174. Ele retrata as memórias e traumas do contato forçado dos Waimiri Atroari com o homem branco. As filmagens aconteceram entre novembro de 2023 e setembro de 2024, nas cidades de Manaus, São Paulo, Brasília, Vila de Balbina e Presidente Figueiredo, onde Egydio Schwade mora com a família há mais de 40 anos. Fotos e texto: Emmanuel Grieco.

Diocese de Borba realiza 1ª Assembleia diocesana do CNLB

A Diocese de Borba realizou a 1ª Assembleia diocesana do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) nos dias 03 e 04 de julho, no Auditório da Paróquia Santo Antônio, na sede do município de Borba (Am). 82 cristãos leigos e leigas refletiram o tema “Sou Igreja e sujeito social na comunidade cristã” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Lc 5, 13-14). Um sinal concreto de sinodalidade e corresponsabilidade laical na vida e missão da Igreja na diocese. Com a presença de Dom Zenildo Luiz Pereira, bispo da Diocese de Borba, os participantes iniciaram o primeiro dia (3) pelo momento orante a partir do tema e do lema bíblico. Em seguida, a professora Maria do Socorro Paiva conduziu uma análise de conjuntura da história e da caminhada dos cristãos leigos e leigas na diocese. O dia encerrou com um momento de partilha e confraternização. No sábado (4), após o momento de oração e reflexão do Evangelho, os participantes conheceram a articulação do CNLB, sua história e caminhada no Brasil como sinal do Reino de Deus, assessorados por Francisco Meireles, presidente do CNLB Regional Norte 1. O encontro terminou com a comissão preparará a assembleia eletiva. A expectativa é fortalecer a presença do laicato na Igreja e na sociedade. Informações: Francisco Meireles. Imagens: Pascom Diocese de Borba.

Pastoral da Pessoa Idosa da Prelazia de Tefé elege nova coordenação

Entre os dias 19 e 21 de junho, a Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) da Prelazia de Tefé realizou sua IV Assembleia Prelatícia reunindo cerca de 40 líderes e agentes pastorais dos municípios, paróquias e áreas missionárias que compõe a Prelazia. Durante o encontro, os participantes vivenciaram momentos de oração, formação, partilha e capacitação, reafirmando o compromisso da Igreja com a promoção da dignidade, do cuidado e da valorização da pessoa idosa. A assembleia contou com a participação de Dom José Altevir, bispo da Prelazia de Tefé, que motivou os agentes a seguirem firmes na missão evangelizadora junto às pessoas idosas e apresentou as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). Ao final do encontro, foi eleita a nova equipe coordenação da Pastoral da Pessoa Idosa para o próximo quadriênio conposta por: Marilda Cavalcante; Assunta Castro, e Maria Mercês. A programação encerrou com a celebração da Santa Missa e o envio dos agentes e da nova equipe de coordenação. Informações e imagens: Prelazia de Tefé.

Vinho novo em odres novos, um Consistório para chamar-nos à vida

“Vinho novo em odres novos”. O ensinamento de Jesus nos ajuda a compreender como a Igreja pretende intensificar a vivência sinodal como expressão evangélica desejada e discernida à luz do Espírito Santo. Nos dias 26 e 27 de junho 178 cardeais do mundo inteiro estiveram em Roma para o segundo Consistório convocado por Papa Leão XIV. Entre eles, o cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em seu discurso final, o pontífice recordou duas passagens evangélicas que colaboram para o entendimento do momento em que vivemos:  o bom Samaritano e os discípulos de Emaús. Compadecermo-nos com os que sofrem e esperançar o caminho com o Senhor vivo. Os olhos da Igreja estão diante das rápidas mudanças mundiais e das constantes violações da vida no planeta. Por isso, a Igreja é chamada a luzir caminhos de Evangelização que permitam o cumprimento daquilo que o Mestre Jesus nos indicou: vida para todos e em abundância. Discernimento Essa abundância de vida só é possível se construída com a solidez da escuta e do discernimento. O Papa deseja ouvir as vozes das mais distintas localidades que expressam seus anseios, mas igualmente expõe suas esperanças. A construção de um caminho comum é o pedido autêntico do pontífice para os cardeais que atuam como seus conselheiros mais próximos. “Continuamos a redescobrir o significado mais autêntico do Consistório: o encontro do Colégio cardinalício em volta do Sucessor de Pedro para que, na escuta recíproca e no discernimento comum, o Espírito Santo ajude o Papa a guiar a Igreja. Não um parlamento, não um congresso em que prevalecem opiniões ou interesses, mas uma experiência de comunhão ao serviço da missão”, disse o Papa. Abertura Pensar em vinho novo em odres novos é de fato construir uma abertura toda plena àquilo que Espírito Santo quer dizer aos nossos tempos. A insistência do Papa em desarmarmos os corações para retomarmos a dignidade da vida, propõe uma religação com a potência ética do humano. É um convite a testemunhar a plenitude do encontro com Jesus que transforma a vida de cada uma e cada um de nós, convertendo-nos na civilização do amor. “O que aprendemos a viver nestes dias não diz respeito apenas ao Colégio cardinalício. É um estilo que somos chamados a promover em toda a Igreja, para que cada batizado, segundo a sua vocação e responsabilidade, participe na construção da civilização do amor e no serviço ao bem comum”, acentuou o Pontífice. Não há como pensarmos em vinho novo em odres velhos, porque a proposta de Jesus clarifica nosso entendimento para sabermos que o vinho novo pertence aos odres novos. Isto é, uma conversão completa que nos afaste de comportamentos de divisão e fortaleça a fraternidade. Somos todos chamados a degustar a doçura duma vida onde a paz e a justiça florescem em campo aberto, livres. Essa liberdade é também eclesial. Nossos pastores reunidos em colegialidade são sinal de comunhão viva, pois a Igreja é feita por inúmeros rostos tocados pela mensagem do Evangelho. E ao serem tocados, assumem a responsabilidade de trilhar para o mesmo horizonte, que é Cristo. Essa disponibilidade foi o centro de todo o consistório, como indicou o santo padre no discurso final: “Irmãos, agradeço-vos de coração pela vossa contribuição, assim como aos relatores, aos moderadores e a todos aqueles que, com generosidade e discrição, tornaram possíveis estes dias de trabalho e fraternidade. Obrigado por me terdes ajudado, mais uma vez, a reconhecer a obra que Cristo continua a realizar no seio do seu povo e no mundo. Confiemos os frutos deste Consistório à intercessão da Virgem Maria, Mãe da Igreja. Que ela nos ensine a preservar a unidade na diversidade e a servir o Evangelho da paz com humildade, coragem e esperança”, agradeceu o Papa. Os desdobramentos do consistório cumprirão aquilo que a Igreja no Brasil já vem construindo, especialmente na Amazônia. Com as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE), nossas Igrejas Locais estão comprometidas com a implementação do Sínodo da Sinodalidade e com a absoluta comunhão, participação e missão que nos chama à vida.

Pastoral da Pessoa Idosa do Regional Norte 1 reafirma o compromisso sinodal

Na manhã do dia 23 de junho de 2026, três membras da Pastoral da Pessoa Idosa do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estiveram na sede da CNBB para refletir e fortalecer o compromisso da pastoral, no contexto de escuta e caminhar juntos. O encontro contou com a participação da coordenadora regional da PPI, Cecy Tomaz, das assessoras Lilia e Teresa, e de Ir. Rosiene Gomes, articuladora regional das Pastorais Sociais. No início da reunião, as participantes realizaram uma breve apresentação e uma memória da trajetória da Pastoral da Pessoa Idosa no Regional, desde os seus primeiros passos. Além disso, enfatizaram alguns desafios persistentes como a escassez de recursos para realizar encontros formativos e a capacitação para novas lideranças na pastoral. Embora existam dificuldades relacionadas às longas distancias e a realidades diversas, conquistas significativas mantêm viva a missão da pastoral. O fruto da dedicação e do comprometimento das coordenações locais e dos líderes se revela por meio das visitas e do acompanhamento às pessoas idosas em suas comunidades. A reunião enfatizou a importância de fortalecer os laços de comunhão entre as coordenações das Dioceses, Prelazias e da Arquidiocese. Como sugestão para aprofunda a ligação entre as nossas Igrejas Locais estão os encontros formativos online. Como oportunidade de ajudar a ampliar a participação, superar barreiras e consolidar a caminhada da Pastoral da Pessoa Idosa no Regional Norte 1. Para além de uma reunião administrativa, o encontro foi um verdadeiro exercício de comunhão e corresponsabilidade com os caminhos pastorais. É uma confirmação da Pastoral da Pessoa Idosa como parte viva da Igreja. Com a PPI, a Igreja assegura sua proximidade, escuta e valorização da presença e da sabedoria das pessoas idosas, como testemunho cristão nas comunidades.

“A Igreja de Roraima escolheu estar ao lado dos povos indígenas”, disse Dom Evaristo durante Assembleia da Hutukara.

A defesa dos povos indígenas e os desafios enfrentados na Terra Indígena Yanomami pautam a 8ª Assembleia Ordinária da Associação Hutukara. Realizada entre os dias 15 e 18 de junho, no Centro Regional Lago Caracaranã, em Normandia, norte de Roraima.  O encontro reúne lideranças indígenas, representantes de associações e instituições para discutir temas relacionados à saúde, educação, proteção territorial e governança da Terra Indígena Yanomami. A programação desta quarta-feira (17) contou com a participação do bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler, e de representantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Antes da mesa de debates, os convidados foram recebidos com cantos e danças tradicionais apresentados pelos Yanomami. Criada em 2004, a Hutukara Associação Yanomami (HAY) é umas das principais organizações indígenas do país. A entidade atua na articulação política dos povos Yanomami e Ye’kwana. O vice-presidente da HAY, Dário Kopenawa, ressaltou os avanços conquistados pela organização ao longo dos anos. “Nós sofremos muito, mas também tivemos bastantes conquistas. Por exemplo, no combate aos invasores da Terra Indígena Yanomami, conseguimos expulsar grande parte deles do território. Realizamos diversos encontros com as associações e promovemos fóruns de lideranças na Terra Indígena Yanomami. Também fortalecemos a articulação com organizações parceiras, como os povos Munduruku, Kayapó e Yanomami”. Apesar dos avanços conquistados, Dário ressaltou que ainda há desafios pela frente. Segundo ele, a Hutukara continuará trabalhando para garantir os direitos dos povos indígenas e a proteção de seus territórios. A Igreja reafirma compromisso com os povos originários Durante sua fala, Dom Evaristo recordou a trajetória da Igreja junto aos povos originários de Roraima e reafirmou o compromisso da instituição com a defesa da vida e dos direitos humanos. “Há décadas, a Igreja local escolheu estar ao lado das comunidades indígenas para viver o evangelho na história, partilhando suas alegrias e sofrimentos, escutando seus clamores e assumindo, com elas, a defesa da vida, da terra e da dignidade”, disse o bispo. O bispo destacou ainda que a missão da Igreja não está ligada ao poder público, mas à promoção da dignidade humana. “Como Igreja, não temos poder de governo, mas estamos junto ao povo Yanomami cobrando ações do Governo e da Justiça. O povo Yanomami sempre é protagonista de suas próprias ações,” ressaltou. Lideranças denunciam impactos do garimpo Durante os debates, lideranças indígenas manifestaram preocupação com os impactos da mineração ilegal na Terra Indígena Yanomami. Umas das lideranças afirmou que o garimpo ameaça a sobrevivência das comunidades e pediu que as denúncias sejam levadas às autoridades. “Eu não quero que aconteça sofrimento na nossa terra por causa da mineração, pois nós somos moradores da terra. Esses garimpos nós não queremos. Levem minhas palavras para vossas autoridades. Essa terra é nossa mãe. Se estragar nossa terra, como vamos viver?”. Outra liderança reforçou a rejeição dos Yanomami à exploração mineral dentro do território. “Nós, Yanomami, somos povo da terra e não permitimos projeto de lei de mineração. Sabemos que a mineração explora a Terra Indígena Yanomami e não queremos isso. Levem essa mensagem para a Câmara dos Deputados. Não queremos mais contaminação da terra”. Também houve pedidos por mais ações de proteção territorial e fortalecimento da vigilância nas comunidades. “Peço que o governo tome providências para a proteção de nossas terras. Nós, mulheres Yanomami, não queremos a invasão dos nossos territórios. Nossos rios, lagos e florestas precisam permanecer vivos para garantir o futuro de nossos filhos”, disse uma liderança presente. Mensagem do Vaticano à Assembleia da Hutukara A Secretaria de Estado do Vaticano enviou uma mensagem aos participantes da 8ª Assembleia da Hutukara Associação Yanomami. No texto, transmitido pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, o Papa Leão XIV assegura suas orações pelo encontro e pelos povos indígenas. A mensagem, encaminhada ao bispo da Diocese de Roraima, Dom Evaristo Spengler, destaca a importância da assembleia para o fortalecimento da união dos povos em torno de seus valores e princípios tradicionais  Confira a mensagem: Por Kayla Silva, Rádio Monte Roraima.

Arquidiocese de Manaus lança Selo Ecológico para estimular práticas ecológicas

A Arquidiocese de Manaus lançou, na manhã do dia 14 de junho, o Selo Ecologia Integral. O projeto trabalha a dimensão socioeducativa junto às paróquias, comunidades e organismos que atuam no território da Arquidiocese, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para estimular práticas ecológicas. “Isso quer dizer que pode ser uma pastoral, um grupo ou qualquer um dos organismos que compõem a Arquidiocese. De forma objetiva, o selo visa identificar as ações de ecologia integral desenvolvidas na Arquidiocese, mas, principalmente, mobilizar esses espaços das paróquias, esse espaço dos grupos, para que esses agentes de pastoral e suas comunidades possam desenvolver muito mais ações relacionadas à ecologia integral”, esclareceu a Andreza Weil, da Comissão de Ecologia. Essa iniciativa é um dos caminhos trilhados pela Comissão da Ecologia Integral para estimular o cuidado com a Casa Comum. A obtenção do selo segue critérios estabelecidos pelos idealizadores. Os grupos interessados em receber o selo e expressar seu compromisso de cuidado com o meio ambiente devem procurar a Comissão. Dimensões do Selo O selo aborda três dimensões: da espiritualidade ecológica, infraestrutural e a territorial. No que diz respeito a espiritualidade ecológica, o projeto é fundamentado nos ensinamentos da Carta Encíclica Laudato Si, de Papa Francisco. Na dimensão infraestrutural, serão considerados os espaços da igreja que praticam ações de ecologia integral: a preservação, a conservação e principalmente o compromisso com o meio ambiente. Quanto a dimensão do território, o projeto considerara a localização e as ações desenvolvidas em parceria com outras instituições. “É um selo que envolve toda a sociedade, uma vez que a Arquidiocese está em todo o território, hoje em Manaus e em outros municípios na sua dimensão. Então, nós queremos convidar as paróquias, as comunidades, os grupos, para que procurem a Comissão da Ecologia Integral ou qualquer um dos agentes de pastoral que estão envolvidos hoje com a Ecologia Integral na Arquidiocese”, explicou Andreza. Compadecidos e compadecidas O lançamento aconteceu na Catedral Metropolitana de Manaus, na celebração das 10h, presidida pelo cardeal Leonardo Steiner, arcebispo Metropolitano de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em sua homilia, o arcebispo apontou a beleza da compaixão de Jesus diante da multidão desolada. “Queridos irmãos, queridas irmãs, também nós somos enviados. Somos enviados, enviadas para quê? Para que também compadecidos, compadecidas, possamos ajudar as pessoas a se colocarem de pé, a andar, a caminhar, a harmonizar, a se solidarizar, mas principalmente amar. É a compaixão, queridos irmãos e irmãs, que desperta em nós a grandeza de podermos amar. E a compaixão tem algo de extraordinário no texto do Evangelho de hoje. De graça recebestes, de graça dai”, sublinhou arcebispo. Herdeiros da Criação O cardeal recordou que o Evangelho do 11° Domingo do Tempo Comum aponta para a necessidade de compaixão. Essa compaixão, se estende também ao cuidado com a Criação. Como herdeiros e herdeiras dessa Criação, somos convidados a cuidá-la com afinco, pois o Evangelho apresenta a gratuidade com a qual nós recebemos e devemos retribuir. “Queremos conferir esse selo às entidades, às associações, aos grupos, às paróquias, onde realmente existe o cuidado para com o meio ambiente. Assim, talvez toda a nossa cidade se transforme, não só uma cidade limpa, seja uma cidade gostosa de se viver, porque a natureza também gosta de viver bem, se cuidarmos dela. De graça recebestes, de graça dai. Ganhamos a natureza de graça. E não estamos cuidando de graça da natureza”, enfatizou o cardeal. Ele insistiu que nossa súplica diante de Deus nos permita um “compadecimento com a Natureza”. E assim como Jesus sentiu em suas entranhas a compaixão pelo povo sem pastor, “nossas entranhas sejam atingidas pelo descuido da natureza”. De maneira que possamos nos alegrar e admirar com a obra criada por Deus. Obtenção do selo O selo é uma contribuição que a Arquidiocese de Manaus busca ofertar para a cidade de Manaus. Para a obtenção do selo, os critérios serão identificados durante a visita que o grupo faz à paróquia ou grupo. A professora Andreza Weil reforçou o caráter educacional e pedagógico da proposta, para que todos se “mobilizem em função do compromisso, do cuidado com a Casa Comum”. “Quando você chega no grupo ou na paróquia e você tem esse selo, você sabe de alguma forma, tem a imagem, a marca de que aquela paróquia, que aquele espaço, que aquele grupo tem um compromisso com o meio ambiente, com o cuidado com a Casa Comum. Então essa é a proposta, nós esperamos que seja motivadora”, finalizou a professora.

Cardeal Steiner: discípulos anunciadores da vida nova

O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, recordou que Deus se compadeceu dos sofredores e enviou os discípulos para anunciar a vida nova em Jesus Cristo. No texto do Evangelho deste 11º Domingo do Tempo Comum, Jesus se depara com “as multidões cansadas e abatidas como ovelhas que não têm pastor”. Tomado pela compaixão, envia todos nós como anunciadores da esperança do Reino presente na história. “Deus, queridos irmãos, queridas irmãs, é um Deus de compaixão. A compaixão, dizia Papa Francisco, é a fraqueza de Deus, mas também a sua força. É o que de melhor nos ofereceu, pois foi compaixão que levou o Pai a enviar Jesus, o seu Filho único. A compaixão é a linguagem de Deus, é o modo de Deus. A compaixão é confiança no amor providente de Deus. Então, Jesus compadeceu-se, foi tomado de compaixão, é que a compaixão vê realidades que nós, na cotidianidade, não vemos”, destacou o cardeal. Manifestação concreta do amor Ao refletir a primeira leitura do Livro do Êxodo (19,2-6a), o cardeal recordou a compaixão de Deus que toca as realidades do cotidiano. No texto, Deus oferece uma declaração de amor concreto ao seu povo por meio do cuidado das necessidades, sejam do corpo ou do espírito. O povo escolhido sente a compaixão manifestada no Reino de proximidade anunciado pelos discípulos. “A verdadeira compaixão, queridos irmãos e irmãs, é um sofrer com os outros, é assumir a dor dos outros, é fazer-se um com o outro que sofre. Jesus encontra gente simples, pobre, doente, pecadora, marginalizada, cansada. Multidões que necessitavam uma palavra de esperança, de força, de vida nova. Multidões cansadas, desgarradas, como quem não tem pastor. O pastor que encontra e busca as multidões para oferecer-lhes o remédio para uma cura do cansaço e do abatimento”, disse o arcebispo. Proclamar a proximidade de Deus O envio dos discípulos ultrapassa um simples direcionamento do povo, é a proclamação do reino “da proximidade, o reino da justiça, o reino da compaixão”. O arcebispo enfatizou que “a primeira missão dos discípulos e também a nossa, é proclamar que Deus está próximo”. Essa proximidade de Deus nos prepara para a libertação e para a vida plena na gratuidade do amor. “Essa é a mensagem que nós anunciamos. Essa proximidade anima também os nossos passos, revigora as forças, concede olhos para ver novos horizontes, um novo modo de viver. Por isso, o anúncio do Reino acontece na gratuidade, um proclamar gratuito, mas proclamar a gratuidade da vida. O reino novo tem sinais, oferece indicações para despertar do abatimento e do cansaço”, esclareceu o cardeal. Sinais do Reino O arcebispo apontou os sinais do Reino no texto do Evangelho que incluem a cura dos doentes, a ressurreição dos mortos, a purificação dos leprosos e a expulsão dos demônios. Esses acontecimentos são sinais de transformação, de elevação, de saúde corporal e espiritual “diante do inquietante abismo aberto” pelo “modo de viver da cotidianidade longe de Deus”. Hoje, esse distanciamento pode ser compreendido também pela lógica do avanço da ciência e da técnica que nos afasta da percepção do amor de Deus no dia a dia. “Vemos pessoas correndo imersas numa vida nervosa, intensa de atividade, esvaziando-se por dentro, sem saber exatamente o que desejam, o que querem. Não tem lugar para chegar, não tem porto para colocar o barco da existência. E Jesus no Evangelho dizia, o reino de Deus está próximo. O envio de Jesus diante do abatimento e cansaço também é para nós que estamos enfermos e necessitados de cura, mortos que precisamos de ressurreição, possessos que esperamos ser libertados dos demônios que nos impedem de viver como filhos e filhas de Deus”, apontou o arcebispo. Liberdade do Reino Outra relação proposta pelo Reino de Deus é da libertação de “tudo que rouba a vida, que rouba o bom humor, a graciosidade de viver”. Segundo o cardeal, o anúncio desperta “mulheres e homens para o dom da vida, do amor, da força da esperança, para que despertem da morte cotidiana”. O Evangelho é a força para vencer a “dureza impiedosa da vida diária”, da pobreza da fome e do abandono e restabelecer a convivência do amor. “Elevar para o amor à vida, a vontade de lutar, o desejo de libertar a confiança em Deus. Sim, irmãos e irmãs, ressuscitar, viver, andar, caminhar, esperançar. Ouvimos também purificar os leprosos, purificar, limpar o corpo social da mentira, da hipocrisia, da falsidade, da vontade de poder, do convencionalismo. Purificar o corpo social para viver na verdade, na simplicidade, na bondade, na transparência, na honradez, na justiça, não do engano”, enfatizou o arcebispo. Refazer o tecido das relações Refazer o tecido das relações é “expulsar tantos demônios que esvaziam perverte em a vida familiar a nossa vida social, mas também às vezes a nossa vida eclesial”. Para que nelas não prevaleçam as disputas e desejos de poder que ferem a fraternidade. Somente transformando a nossa vida em amor é que testemunharemos o Reino da compaixão anunciado pelos discípulos. “É um anúncio que se faz através do testemunho da nossa vida de sermos seguidoras e seguidores de Jesus. Então, somos convidados no Evangelho de hoje a nos curarmos, a ressuscitarmos, a sermos suporte, a ajudar as pessoas a voltar a sorrir, a ter esperança na vida. É que a compaixão, queridos irmãos e irmãs, supera a indiferença. Como nos lembrava Papa Francisco ir ao encontro dos irmãos e irmãs oprimidos por condições de vida precárias, por situações existenciais difíceis e desprovidas de pontos de referência de vida”, recordou o cardeal. Vencer a indiferença Ao partirmos e encontrarmos “pessoas cansadas, abatidas, sem sentido, sob o peso insuportável do abandono”, somos convidados a vencer a indiferença que fere a dignidade das relações. Isto implica reconhecer situações de injustiça e o “fardo de um sistema econômico que explora”. Por isso Jesus convida todos “a serem compaixão, cuidado para com os outros” superando o distanciamento. “O que nos salvará não será o conforto, os meios eletrônicos, o bem-estar, as riquezas, a tecnologia, mas…
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