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Autor: Emmanuel Grieco

“Algo novo está nascendo”: Cardeal Pedro Barreto inaugura a VI Assembleia Geral da CEAMA

Com um apelo à esperança, à comunhão eclesial e ao compromisso com a Amazônia, o Cardeal Pedro Barreto Jimeno, S.J., presidente da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), deu as boas-vindas aos participantes da VI Assembleia Geral, que se realiza de 16 a 20 de março de 2026 em Bogotá, nas instalações do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (CELAM). Em suas palavras de abertura, o cardeal expressou, em primeiro lugar, sua comunhão com o Papa Leão XIV, relembrando seu recente apelo à paz e sua proximidade com as vítimas da guerra no Oriente Médio. “Renovo minha proximidade e oração por aqueles que perderam seus entes queridos”, recordou, citando a mensagem do Santo Padre. Uma Assembleia para fortalecer a sinodalidade na Amazônia O presidente da CEAMA destacou que esta VI Assembleia constitui um momento crucial para consolidar o processo sinodal da Igreja na Amazônia e preparar o caminho pastoral para os próximos anos. O objetivo central do encontro é estabelecer as bases para promover a sinodalidade nas Igrejas locais no período 2026–2030, por meio de três tarefas fundamentais: Mais de 90 participantes — entre bispos, sacerdotes, religiosas, religiosos, leigas e leigos, representantes de povos indígenas e delegados de instituições eclesiais — participam deste espaço de discernimento, oração e diálogo. Um caminho que dá continuidade ao sonho do Sínodo para a Amazônia Durante sua intervenção, o cardeal Barreto relembrou o caminho percorrido pela Igreja amazônica desde o Sínodo para a Amazônia de 2019, convocado pelo Papa Francisco sob o lema “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Nesse processo, explicou ele, a Igreja aprendeu a ouvir as vozes do território e a compartilhar as angústias e esperanças dos povos amazônicos, avançando na construção de uma Igreja sinodal “com rosto amazônico”. O cardeal também relembrou momentos importantes do processo recente, como a V Assembleia da CEAMA, realizada em 2024 em Manaus, e o Encontro de Bispos da Amazônia, celebrado em 2025 em Bogotá, que reuniu mais de 95 bispos das jurisdições eclesiásticas amazônicas para fortalecer a colegialidade episcopal e a identidade da CEAMA. O crescimento de um processo eclesial amazônico Em sua intervenção, Barreto evocou também a origem desse caminho eclesial, que teve início com o impulso missionário do Papa Francisco durante sua visita ao Brasil em 2013, quando convidou a relançar a evangelização na Amazônia. Esse apelo levou à criação, em 2014, da Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM), que posteriormente impulsionou o processo de escuta que deu origem ao Sínodo para a Amazônia. Um dos frutos mais significativos desse processo foi a criação, em 2020, da Conferência Eclesial da Amazônia, inicialmente presidida pelo saudoso cardeal Cláudio Hummes. Com o passar dos anos — observou Barreto — essa pequena “planta” foi crescendo até se tornar uma árvore que articula diversas iniciativas eclesiais, como a REPAM, a Rede de Educação Intercultural Bilíngue Amazônica (REIBA) e o Programa Universitário Amazônico (PUAM). “Algo novo está brotando” Inspirados pela Palavra de Deus —“Vou realizar algo novo, que já está brotando. Não percebem?” (Is 43,19)—, os participantes da Assembleia são chamados a renovar seu compromisso com a missão na Amazônia. Para o cardeal Barreto, o processo que a Igreja amazônica está vivendo é uma expressão concreta do caminhar juntos do Povo de Deus, em comunhão com o Papa e com as Igrejas locais. Ao concluir sua mensagem, o presidente da CEAMA recordou as palavras proferidas pelo Papa Francisco durante sua visita a Puerto Maldonado em 2018, convidando a amar e cuidar da Amazônia: “Ame esta terra, sinta-a como sua. Sinta seu cheiro, ouça-a, maravilhe-se com ela. Apaixone-se por esta terra… cuide dela e defenda-a”. Com este espírito de fé, esperança e compromisso, a VI Assembleia Geral da CEAMA inicia seus trabalhos com o propósito de continuar construindo novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral na Amazônia.

CEAMA inicia VI Assembleia Geral em Bogotá

A Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) realiza, de 16 a 20 de março de 2026, sua VI Assembleia Geral em Bogotá, Colômbia, reunindo delegadas e delegados provenientes de diferentes territórios amazônicos e representantes de organismos eclesiais internacionais que acompanham o caminho da Igreja na região. O encontro reflete a diversidade e a riqueza do processo sinodal que a Igreja vem desenvolvendo na Amazônia desde o Sínodo para a Amazônia de 2019, consolidando uma rede de comunhão entre Igrejas locais, povos amazônicos e organizações eclesiais comprometidas com a defesa da vida e o cuidado da Casa Comum. Delegações de países amazônicos Participam da assembleia cinco delegados por cada conferência episcopal das Antilhas, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia, e dez delegados da conferência episcopal do Brasil, refletindo a dimensão do território amazônico. A composição das delegações expressa a diversidade de vocações e ministérios da Igreja na Amazônia: leigos e leigas, sacerdotes, bispos, religiosas e religiosos, bem como representantes dos povos amazônicos. Essa pluralidade manifesta o espírito sinodal da CEAMA, onde todos participam do discernimento e da missão comum. O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da CNBB, participa como convidado juntamente com Dom Evaristo Spengler, bispo da Diocese de Roraima e Dom Vanthy Neto, bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira, na equipe de Liturgia. Além dos delegados, estarão presentes a Presidência, os assessores e a Secretaria Executiva da CEAMA, acompanhando o processo de reflexão, oração e diálogo. Delegados por países Colômbia • Dom Joselito Carreño Quiñones • Pe. Álvaro Antonio Luna Sosa • Irmã Claudia Yolima Amaya Díaz • María Rosario Giraldo Heredia • Henry Yasmani Fuentes Solís Bolívia • Dom Juan Carlos Huaygua • Pe. Francisco Guillermo Pará Tomichá • Irmã Digna Lucía Pauta • José Antonio Achipa Satonaka • Juan Urañavi Yeroqui Equador • Dom Celmo Lazzari, C.S.I. • Pe. Kléver René Urbina Ocampo • Irmã Marlene Llovana Cachipuendo Ulcuango • Carmen Inés Llerena Gómez • Uvaldo Garces Ajon Huatatoca Venezuela • Dom Jonny Eduardo Reyes Sace • Ricardo Elías Guillén Dávila • Peggy Jhoksanna Vivas Rodríguez • José Luis Andrades • Manuel Antonio Moraleda Antilhas • Dom Francis Alleyne, O.S.B. • Fr. Jean-Paul Komi Sikpe • Pe. Santiago Felipe Lantigua Santana • Auxilia Jacqueline Reand • Marva Joy Hawksworth Peru • Dom Augusto Martín Quijano Rodríguez, SDB • Pe. Jesús Huamán Conisilla • Irmã María Elena Bravo Cubas • Marco Arturo José Berrocal Carpio • Rubiela Ríos Bunaijima Brasil • Dom Neri Tondello, bispo da Diocese de Juína, no Mato Grosso • Dom Irineu Román, Arcebispo de Santarém, no Pará • Pe. Jadson Borba • Pe. Reinaldo Braga Junior • Ir. Sônia Maria Pinho de Matos • Ir. Mariluce dos Santos, da Diocese de São Gabriel da Cachoeira • Ima Célia Guimarães Vieira • Maria Istélia Coelho Folha • Antônia Moreira Cabral Neta da Silva • Ernestina Afonso de Souza Presidência da CEAMA A Assembleia é animada pela Presidência da CEAMA, composta por: • Cardeal Pedro Barreto Jimeno – Peru • Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus. • Irmã Laura Vicuña Pereira Manso, da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas. • Mauricio López – Equador • Patricia Gualinga – Equador Uma Igreja que caminha em sinodalidade Como sinal da articulação eclesial que sustenta este processo, participarão representantes das organizações fundadoras: o Conselho Episcopal Latino-americano e do Caribe (CELAM), a Confederação Latino-americana e do Caribe de Religiosos (CLAR), a Cáritas América Latina e Caribe e a Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM), juntamente com agências de ajuda internacional e organismos da Santa Sé, como o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, o Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o Dicastério para a Comunicação e a Secretaria Geral do Sínodo. Além disso, participarão outras instâncias eclesiais e acadêmicas, como a Conferência dos Provinciais Jesuítas da América Latina e do Caribe (CPAL), a Rede de Educação Intercultural Bilíngue Amazônica (REIBA) e o Programa Universitário Amazônico (PUAM). Essas participações expressam a ampla comunhão a serviço da vida e da missão na Amazônia. A VI Assembleia Geral da CEAMA torna-se, assim, um espaço de encontro entre povos, culturas e ministérios diversos, onde a Igreja continua aprofundando o caminho rumo a uma Igreja com rosto amazônico, intercultural e comprometida com a defesa da vida, dos povos e dos territórios. Durante esses dias, os participantes compartilharão experiências, discernirão desafios pastorais e fortalecerão a missão da CEAMA no território amazônico, uma região fundamental para o equilíbrio ecológico do planeta e para a vida de milhões de pessoas que habitam seus territórios.

Regional Norte 1 participa de Articulação pós-COP 30

Entre os dias 13 e 15 de março aconteceu o Encontro de Articulação por Ecologia Integral e Justiça Climática, na Casa Dom Luciano, em Brasília (DF). O evento busca consolidar o caminho pós-COP 30 nas ações da Igreja Católica. Reprsentando o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1) estiveram presentes Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus, Irmã Rosana Marchetti e Ademir Jackson. Os caminhos de preparação No dia 14, os participantes fizeram memória do caminho da Articulação Igreja Rumo à COP30. Irmã Rosana Marchetti, coordenação de Pastoral e da Comissão de Ecologia Integral da Arquidiocese de Manaus, destacou que a Igreja do Regional Norte 1 realizou em Manaus “encontros em nível regional, em nível local, falando sobre a COP30 e quanto era importante para a Igreja do Brasil”. Ela aponta que as iniciativas realizadas no pré-COP prepararam os regionais na macrorregião Norte. “Muitas pessoas do nosso regional tiveram a graça de participar das atividades de sensibilização na COP30, ou seja, nos dias de realização da COP30. Foram realizadas várias tendas de aprofundamento e o nosso regional esteve presente com as lideranças indígenas, com a Casa de Francisco e Clara, com outras representações, como a Vida Religiosa, os bispos do Regional Norte 1”, explicou. A programação incluiu o painel com o tema “do evento à ação: caminhos do pós-COP 30 a partir de Belém”. Com intuito de pensar como continuar esta sensibilização a respeito da Ecologia Integral. Por isso, Ir. Rosana destaca a importância desse evento da COP 30 não seja “isolado, mas seja parte de um processo de sensibilização a respeito da mudança climática e da justiça socioambiental”. Consolidar o projeto da Igreja rumo à COP 30 Além disso, Ademir Jackson, coordenador de Pastoral da Diocese de Borba, destacou a temática da presença sinodal, das articulações, experiências e aprendizados da Igreja na COP 30. Para ele, o encontro foi uma oportunidade de “consolidar o projeto da igreja rumo à COP 30”. “Fomentar as ações que foram discutidas, que foram encaminhadas, que foram colocadas no nosso projeto pré-COP30, na COP30 e agora no pós-COP30. Então, como igreja, nós estamos nos reunindo para exatamente isso, com as outras instituições, para que possamos concretizar essas ações relacionadas à crise climática que nós enfrentamos hoje”, explicou Ademir. O coordenador enfatizou também a valorização do território nesses processos, partindo das necessidades de cada um. Ademir Jackson apontou sua representatividade nessa perspectiva territorial por ser “Caboclo Ribeirinho” e participante da COP30 pelo Norte 1. “É um olhar de águia para tudo aquilo que nós temos de forças para enfrentar as questões climáticas, mas também olhar para as forças que nós temos que são capazes de transformar as injustiças climáticas numa justiça social, numa justiça de direitos, numa justiça de território, de direitos de território, e, acima de tudo, na proteção dos povos, do território dos povos originários”, finalizou.

Diretores espirituais refletem sobre inteligência artificial em encontro nacional da OSIB

Entre os dias 9 e 12 de março, aconteceu o Encontro Nacional de Atualização para Diretores Espirituais, na Casa Mãe Acolhedora, em Belo Horizonte (MG). O encontro promovido pela Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) abordou o tema “Inteligência artificial, ferramenta ou obstáculo? O papel da tecnologia na direção espiritual”. Entre os presentes estavam Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins, e Pe. Manoel Rubson Vilhena, da Arquidiocese de Manaus. No encontro, direcionado à Diretores Espirituais, Reitores e Formadores de Seminários, o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), contou com a participação de Pe. Rubson Vilhena, que acompanha os seminaristas da etapa da Configuração do Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Além de 65 Diretores/as Espirituais de 17 regionais da CNBB com uma religiosa que atua no acompanhamento de seminaristas. Mudanças antropológicas e uso das redes A programação contou com assessorias de Pe. Danilo Pinto, Mestre em História (UnB) e Secretário-executivo do Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi (INAPAZ/CNBB), um organismo técnico de assessoria teológico-pastoral vinculado ao secretariado geral da CNBB e do professor Everthon Oliveira, de Belo Horizonte. O INAPAZ foi recriado com a perspectiva de que se torne um serviço de inteligência pastoral para a Igreja no Brasil. Para o presidente da OSIB, Pe. Vagner João Pacheco de Moraes, as contribuições ajudaram os participantes a compreender melhor as mudanças antropológicas provocadas pelo uso crescente das tecnologias digitais e das redes sociais. Em suas palavras “Foi uma oportunidade muito rica para refletir sobre as dificuldades e desafios que surgem a partir dessas transformações culturais e tecnológicas”. Tecnologia e formação Segundo a CNBB, o presidente da OSIB destacou que os inscritos vivenciaram dias de convivência fraterna, estudo e partilha. O foco principal das reflexões foi o impacto da inteligência artificial na formação e no acompanhamento espiritual. De acordo com o sacerdote, o momento foi importante para aprofundar conceitos e compreender melhor o cenário contemporâneo e trabalhá-lo nas casas de formção e comunidades formativas. O encontro buscou oferecer subsídios para que os diretores espirituais possam responder, de forma mais consciente e pastoral, às novas realidades vividas pelas gerações que crescem em um ambiente cada vez mais marcado pela cultura digital e pela inteligência artificial. Com informações e fotos de CNBB Nacional.

CNBB manifesta preocupação com escalada de violência no Oriente Médio e convoca fiéis à oração pela paz

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota manifestando profunda preocupação com os recentes acontecimentos e a escalada de violência que ameaçam ampliar o conflito no Oriente Médio. No texto, os bispos alertam para as graves consequências da guerra para a população civil e para a estabilidade internacional. Em comunhão com o Papa Leão XIV, a CNBB recorda o apelo recente do pontífice em favor da paz. Segundo o pontífice, “a estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”. A Presidência da entidade afirma unir-se ao chamado da Igreja em diversas partes do mundo para que prevaleçam a prudência, a responsabilidade política e o compromisso sincero com a paz. Diplomacia, diálogo e negociação A nota ressalta que os acontecimentos atuais recordam que a guerra nunca é solução para os conflitos entre os povos. Para os bispos, a violência armada provoca sofrimento incalculável, especialmente entre os mais vulneráveis, e aprofunda feridas que comprometem o futuro das nações. A CNBB também expressa solidariedade às vítimas e às comunidades que vivem sob o peso da insegurança e do medo nas regiões afetadas. Ao mesmo tempo, encoraja os líderes das nações a não cederem à lógica da escalada militar, mas a retomarem com urgência os caminhos da diplomacia, do diálogo e da negociação. Inspirada na tradição da Doutrina Social da Igreja, a Conferência recorda que a paz não é apenas ausência de guerra, mas fruto da justiça, da responsabilidade moral e da busca sincera pelo bem comum da família humana. Proposta de oração Na nota, os bispos brasileiros convidam ainda o povo a intensificar as orações pela paz, especialmente pelas populações atingidas pela violência. A CNBB propõe que, no dia 19 de março, na solenidade de São José, as comunidades rezem durante as celebrações eucarísticas e outros momentos de oração a prece da iniciativa Reza com o Papa, unindo-se espiritualmente à Igreja em todo o mundo pela causa do desarmamento e da paz. Ao final da nota, a Presidência da CNBB pede a intercessão de São José, reconhecido como homem justo e guardião da Sagrada Família, para que os líderes das nações tenham sabedoria e coragem de escolher sempre os caminhos da vida, da dignidade humana e da paz. Acesse a nota na íntegra (aqui). Acesse (aqui) a oração pela Paz. Texto e foto: CNBB Nacional.

Diocese de Borba realiza 2º Encontro Diocesano dos Povos Indígenas

Nos dias 06 e 07 de março de 2026, a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, no Distrito de Canumã, acolheu representantes e lideranças indígenas de diversas comunidades pertencentes à Diocese de Borba, para o 2º Encontro Diocesano dos Povos Indígenas. Inspirado pelo tema “Nossa terra, nossa história” e pelo lema “Uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”, o encontro foi um espaço de partilha, reflexão e fortalecimento da caminhada pastoral da Igreja junto aos povos originários. A assessoria do encontro contou com a presença dos missionários Hoadson Leonardo da Silva e do Pe. Ivanildo Pereira da Silva Filho, SJ, que atua na assessoria jurídica do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), bem como o Coordenador de Pastoral Ademir Jackson e Frei João Bosco, TOR. O CIMI é um organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), criado em 1972, durante o período da ditadura militar, com a missão de articular, organizar e apoiar a ação da Igreja junto aos povos indígenas, promovendo o respeito à diversidade cultural e a defesa de seus direitos e territórios. Frei João Bosco apresentou uma retrospectiva da caminhada da igreja ao longo do tempo, ressaltando os passos significativos da igreja junto aos povos indígenas. Caminhar com os povos da Amazônia No percurso formativo, Pe. Ivanildo destacou que o CIMI nasceu do compromisso de cristãos e cristãs que abraçaram a causa indígena, promovendo o diálogo intercultural e a defesa da dignidade dos povos originários. Segundo ele, essa caminhada é fruto de uma história de lutas e conquistas, construída em espírito de “ajurí” (mutirão), fortalecendo a participação dos povos indígenas nos espaços sociais e políticos. O assessor também recordou o chamado da Igreja para caminhar junto aos povos da Amazônia, conforme expressa o Papa Francisco na Exortação Apostólica Querida Amazônia (2020). Esse caminho pastoral encontra raízes nas grandes conferências do episcopado latino-americano, como Medellín (1968), Santarém (1972), Puebla (1979), Santo Domingo (1992) e Aparecida (2007), que reforçam a missão de uma Igreja encarnada na realidade do povo. Fazer memória Durante o encontro, recordaram importantes lideranças indígenas que marcaram a história da defesa dos direitos dos povos originários. Entre elas, Mário Juruna, indígena do povo Xavante, reconhecido por sua luta em favor dos direitos indígenas e por ter sido o primeiro deputado federal indígena do Brasil. Os participantes refletiram ainda sobre o processo de construção da Constituição Federal de 1988, que, mesmo sem contar diretamente com representantes indígenas no Congresso Nacional, reconheceu os direitos originários dos povos indígenas sobre seus territórios. Fé inculturada Na perspectiva da evangelização, o encontro ressaltou a importância da inculturação da fé cristã, valorizando as culturas e espiritualidades dos povos indígenas. Conforme recorda o Papa Francisco em Querida Amazônia, nos sacramentos “se unem o divino e o cósmico, a graça e a criação”, revelando a presença de Deus na história e na vida dos povos. Nesse sentido, o missionário do CIMI, Hoadson Leonardo, destacou que a presença missionária nas aldeias fortalece a articulação pastoral da Igreja. Contudo, lembrou que o missionário não leva Jesus às aldeias, pois Cristo já está presente entre os povos e sempre esteve em sua história e cultura. Movimento Católico Indígena Ao final do encontro, partilharam o sonho e a esperança de uma “Amazônia que lute pelos direitos dos mais pobres, dos povos originários e dos últimos, onde a sua voz seja ouvida e a sua dignidade promovida”. Os participantes aprovaram a criação do Movimento Católico Indígena (MCI),que atuará a partir dos quatro eixos inspirados na Exortação Apostólica Querida Amazônia: Social, cultural, ecológico e eclesial. A coordenação do movimento ficará sob responsabilidade de representantes indígenas do povo Munduruku: Levi Paz de Oliveira, coordenador; Valdilene Moreira Rodrigues, vice-coordenadora, e Anderson Mesac e Andreia Oliveira na secretaria. Texto e fotos Diocese de Borba.

Steiner para o 3º Domingo da Quaresma: saciemo-nos dos dons da redenção

“Em nossa caminhada, na busca da água que eleva para a vida eterna, bebamos, saciemo-nos dos dons da nossa redenção”. Foi o convite feito pelo cardeal Leonardo Steiner para o 3º Domingo da Quaresma (8). A liturgia do dia apresenta a cena do encontro entre Jesus e a mulher samaritana, onde Jesus diz à Samaritana: Dá-me de beber!. A celebração aconteceu às 7h30, na Catedral Metropolitana de Manaus. “Lá estava Jesus sentado junto ao poço de Jacó à espera de que alguém viesse e lhe desse de beber. Depois de longa caminhada, cansado da viagem, enquanto os discípulos vão em busca de alimento, Jesus está à espera de alguém que lhe mate a sede. Ele ali sentado, só, ao lado do poço, com sede, à espera de alguém que tire água e lhe dê de beber. E somente por volta do meio-dia uma samaritana se aproxima”, explicou o cardeal.  O desconhecido O arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), reforçou a narrativa da aproximação da mulher “à busca de água”. Ela, mulher samaritana, é surpreendida pelo homem judeu “ali sentado a dirigir-lhe a palavra: Dá-me de beber”. Ele destaca que a visão dela se limitou a vê-lo como “o não do meu povo, aquele que adora em Jerusalém. Ele homem, ele desconhecido, ele quase atrevido, falando, mendigando água”. “Ela viu o judeu, o homem, o estrangeiro, o atrevido; não vira nele o seu Senhor e Deus. Ela não via, não sabia, não percebia que seu Senhor e Deus ali estava à sua espera e lhe pedia. Pedia água. “Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: Dá-me de beber, tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva”. Não sabia e não via e não se apercebia que seu Senhor e Deus ali estava à sua espera e lhe pedia para saciar a sua sede. Pedia água, para oferecer-lhe a água viva que jorra para a eternidade”, destacou. Tocar a alma No encontro, Jesus “sentado à beira do poço” parecia “apenas um pedinte” e, ao mesmo tempo, oferece “uma fonte de água que jorra para vida eterna”. A samaritana, movida pela dúvida, não consegue perceber “a força e a graça daquele que lhe pede água”. E para que ela acordasse, disse o cardeal, “Jesus toca no desejo de sua alma, na sua intimidade, nos seus amores. Disse-lhe Jesus:“vai chamar o teu marido e volta aqui. A mulher respondeu: eu não tenho marido. Jesus disse: Disseste bem, que não tens marido, pois tiveste cinco maridos e o que tens agora não é o teu marido”. “Ela era uma mulher quase solitária. Ela tinha um homem, mas não tinha marido. Perdera cinco e não tinha nenhum. Talvez, perdida em si mesma, mas sedenta, pois busca água, talvez a razão da vida. Ela mulher, mas não esposa, mas buscadora. Ela aquela que não se deixa amar e não consegue amar. Ela aquela que vem à fonte na busca de água. Ela a sedenta, necessitada, ela que agora é buscada”, enfatizou o cardeal. Terás a quem amar A samaritana não notara que “o seu Senhor e Deus estava à sua espera” e que ao pedir “dá-me de beber”, pedia “para “ser por ela amado”. O arcebispo enfatizou que ao perceber que aquele judeu era “fonte de água viva que jorra para a vida eterna”, ela encontra “um marido, isto é, a quem amar” porque Ele a ama. E transbordando diz “acho que Ele é o Cristo, o Deus. Sai a anunciar que encontrou o Messias”. “E nós nesse tempo da quaresma desejosos e desejosas de sermos visitados pelo nosso Senhor e Deus” frisou o cardeal, o vemos “sentado à beira do poço de nossa existência, a nossa espera”. Ele diante nós “tão perto, tão desejo de nós, dando a vida por nós, nos oferecendo a água que jorra do peito aberto, salva e redime”. “O convite de Jesus é para que “estabeleçamos uma relação amorosa, íntima, mais intensa e mais vigorosa que o amor entre o homem e a mulher. Ele aqui na força da palavra, na força do pão. “Como a samaritana anunciando, saltitando, proclamando: o Filho de Deus, o Cristo está aqui e me pede água. Deus aqui pedindo água, Deus aqui pedindo cuidado. É por isso que nós faremos de tudo para armar nossas realidades e estabelecermos relações em que podemos servir a água da vida e fazer as existências destruídas pela violência. Aproximemo-nos do poço da água da eternidade. Aceitemos o convite que ele nos faz: dá-me de beber. Deixemos que transforme a nossa, recupera nossa interioridade e nos ajude a sair de nós mesmo e o anunciemos. Ele o nosso salvador e redentor”. Quaresma: sair ao encontro de Jesus O arcebispo destacou que o tempo da Quaresma é tempo “de sair e encontrar Jesus” e deixar-se encontrar por ele, como a mulher samaritana. Esse percurso quaresmal conduz “a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte”. Ele também pontuou o incessante convite à conversão, “o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Joel 2,12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor”. Ele também expressou que este é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. E, nas palavras de Papa Francisco, nos recordou que “na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo”. Degustar as águas da salvação O jejum nos ajuda a degustar melhor as águas da salvação, observou o cardeal. Ele pediu as palavras de Papa Leão quanto ao jejum não sejam esquecidas durante esse período: “abster-se de palavras que atingem e ferem o nosso próximo”. O cardeal indica que o ponto de partida seja “desarmar a linguagem, renunciando às palavras…
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Regional Norte 1 acolhe a chegada de Dom Guilherme Werlang

Com alegria o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), acolhe a chegada de Dom Guilherme Werlang (MSF), bispo emérito da Diocese de Lajes (SC). O Governo da Província Latino-americana dos Missionários da Sagrada Família (MSF), por meio do Provincial Pe. Fernando Ibáñez, nomeou Dom Guilherme Werlang, MSF, como Vigário Paroquial da Paróquia São Benedito, em Itamarati, Amazonas. A congregação atua na Prelazia de Tefé desde o ano 2000, servindo pastoralmente nas paróquias Nossa Senhora Imaculada Conceição, em Carauari, e São Benedito, em Itamarati. O bispo da Prelazia de Tefé, Dom José Altevir da Silva, anunciou a nomeação de Dom Guilherme em 16 de janeiro de 2026, por meio de um comunicado oficial direcionado aos padres, diáconos permanentes, religiosos e religiosas, e a todos os cristãos leigos e leigas da Prelazia de Tefé. Proximidade e testemunho Para Dom José Altevir, a presença de Dom Guilherme, com sua experiência episcopal e missionária, é um sinal de esperança e renovação para a prelazia. Sua dedicação às comissões da CNBB e sua proximidade com o povo testemunham sua fidelidade ao Evangelho e ao carisma missionário. Em espírito de disponibilidade evangélica, Dom Guilherme retorna à convivência com confrades MSF, residindo em Itamarati e integrando a comunidade missionária que atua na Amazônia. Sua presença será também um grande auxílio para a Prelazia no aspecto formativo, contribuindo para o crescimento espiritual e pastoral de nossos agentes de pastoral, presbíteros, religiosos e cristãos leigas e leigos. Ao final da mensagem, Dom José Altevir convidou todos da Prelazia de Tefé, a acolhê-lo “com gratidão e alegria, unidos na oração e na missão evangelizadora”. Biografia Nascido no dia 5 de agosto de 1950, em São Sebastião, município de São Carlos (SC), dom Guilherme entrou no Seminário dos Missionários da Sagrada Família com 12 anos e meio, em Maravilho (SC), onde realizou a etapa de admissão, no ano de 1963. Estudou Filosofia na Universidade de Passo Fundo (RS), de 1972 a 1974; fez noviciado em Catuípe (RS), em 1975, e Teologia na PUC de Porto Alegre, de 1976 a 1979. Sua ordenação presbiteral ocorreu em sua cidade natal em 2 de dezembro de 1979.]  Antes de sua Sagração Episcopal, trabalhou como Reitor e Formador nas diversas etapas de Formação dos Missionários da Sagrada Família e, por duas ocasiões, como Pároco em Jataí (GO). De 1982 a 1984, atendeu as cidades de Aparecida do Rio Doce, Itarumã, Itajá e Lagoa Santa, todas em Goiás. Dom Guilherme foi nomeado bispo em 19 de maio de 1999 e escolheu como lema “Para que todos tenham vida” (Jo 10, 10). Sua posse como bispo da diocese de Ipameri (GO), se deu em 7 de agosto de 1999. Atuação pastoral No Regional Centro-Oeste da CNBB, foi bispo referencial da Comissão Pastoral da Terra (CPT); da Conferência dos Religiosos de Goiás (CRB); da Comissão da Liturgia e Referencial do Setor da Pastoral da Juventude, e por três anos foi secretário do Regional do Centro-Oeste da CNBB. Em nível nacional na CNBB, foi membro da Comissão do Mutirão da Superação da Miséria e da Fome; presidente da Equipe de Trabalho da Elaboração do Documento da “Igreja e a Questão Agrária no Brasil no início do século 21”; membro da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz e, por duas vezes, presidente da mesma Comissão, que em seu segundo mandato teve o nome alterado para Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora (2011 a 2019). Também foi membro do Conselho Econômico da CNBB e fez parte da Comissão Episcopal para a reforma da sede da CNBB. Sua posse como quinto bispo diocesano de Lages foi no dia 17 de março de 2018.

Dom Evaristo Spengler permanece como presidente da REPAM-Brasil

Em Assembleia realizada na última segunda-feira (02), a Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM-Brasil reelegeu a diretoria, reconduzindo os integrantes da presidência para um novo mandato e elegendo um novo Conselho Fiscal. Permanecem na presidência: Presidente: Dom Evaristo Pascoal SpenglerVice-Presidente: Dom Pedro Brito GuimarãesSecretário: Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira À frente da presidência segue Dom Evaristo Pascoal Spengler, bispo da Diocese de Roraima, que já exercia a função e foi reconduzido ao cargo. A permanência expressa a confiança na caminhada construída até aqui, marcada pelo compromisso com a defesa da vida, dos povos e dos territórios amazônicos, à luz da Ecologia Integral. A Assembleia também elegeu o novo Conselho Fiscal, fortalecendo a governança e a corresponsabilidade na condução da missão da REPAM-Brasil. O novo conselho fiscal é composto por: Dom Adolfo ZonDom Irineu RomanKeila GiffoniSonia Maria Pinheiro de MatosMaria Petronila Neto A Rede segue firme em sua atuação profética e articuladora, renovando seu compromisso com a justiça socioambiental, a escuta dos territórios e o cuidado com a Casa Comum. FONTE/CRÉDITOS: REPAM-BRASIL

Dom José Albuquerque: Nós precisamos ouvir a voz do Filho Amado

Nós precisamos ouvir a voz do Filho Amado. Foi o convite de Dom José Albuquerque de Araújo, bispo da Diocese de Parintins, na celebração do 2º Domingo da Quaresma (1), na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, no Centro de Parintins. Ao manifestar preocupação com a escalada da guerras pelo mundo, principalmente entre Irã, Israel e Estados Unidos (EUA), ele reforçou o apelo da Igreja pela paz entre as nações. Dom José Albuquerque destacou que os conflitos armados contrariam o projeto de Deus e atingem, sobretudo, os mais vulneráveis. Ao refletir sobre o Evangelho da Transfiguração, Dom José Albuquerque lembrou que todos são filhos e filhas de Deus e irmãos e irmãs uns dos outros, independentemente de nacionalidade, cultura ou religião. Para ele, a guerra é consequência do afastamento dos valores divinos e da perda do reconhecimento da dignidade humana. “Como é que a gente pode viver tranquilo? Como é que a gente pode, sendo filhos de Deus, dizer, isso não me interessa, que se matem, que morram, o que eu tenho a ver com isso? Meus irmãos, Deus nos criou seus filhos e nos fez irmãos dos uns dos outros. […]Nós somos irmãos dos ucranianos, dos russos, dos venezuelanos, dos norte-americanos, dos israelenses, dos iranianos. Mesmo que a gente não saiba nem o que isso significa, a gente não pode estar feliz e contente”, disse. Dom José também recordou o ensinamento dos papas recentes, como Papa Francisco, ao afirmar que “nas guerras todos perdem” e que os que mais sofrem são crianças, idosos e populações empobrecidas. “Eu recordo que todos os nossos papas e os últimos, Papa Francisco, agora Papa Leão XIV, sempre nos dizem, nas guerras todos perdem. Quem mais sofre são os mais vulneráveis, crianças, idosos, os empobrecidos. Só quem ganha na guerra são aqueles que fabricam armas, que estão felizes da vida, porque enquanto existem guerras no mundo eles estão vendendo mísseis, tanques e assim por diante”, refletiu o bispo. Impactos dos conflitos O bispo chamou atenção para os impactos globais do conflito, como a alta do preço do petróleo e o aumento da inflação, consequências que atingem inclusive países distantes da zona de guerra. Ao mencionar a Terra Santa, região onde Jesus nasceu, viveu e morreu, Dom José lamentou que o território continue sendo palco de confrontos que desrespeitam direitos humanos e o mandamento bíblico “não matarás”. O bispo enfatizou que a resposta cristã diante da violência não pode ser o ódio ou a vingança, mas a oração e o compromisso cotidiano com a paz. “Todas as vezes que a gente escuta a voz de Jesus, a gente continua trilhando o caminho do bem, da paz, da justiça. […]Nós precisamos ouvir a voz do Filho Amado, que a força, a sabedoria, o Espírito do Ressuscitado conduzem a nossa vida, nos ajude a fazer boas escolhas e que possamos, cada um no seu lugar, fazer a diferença, ajudar o mundo a ser melhor”. Por fim, Dom José convocou os fiéis, especialmente neste tempo de Quaresma, a rezarem pela paz mundial e a transformarem a fé em atitudes concretas de diálogo, respeito e fraternidade. Por João Carlos Moraes / Alvorada Parintins