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Os bispos da Amazônia apostam na CEAMA, “oportunidade de serviço e renovação para cada comunidade”

Os bispos da Amazônia, reunidos na sede do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho, em Bogotá, a quem agradecem pela acolhida e hospitalidade, de 17 a 20 de agosto, em um encontro convocado pela Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), publicaram uma mensagem ao final do evento. Um texto, divulgado em 21 de agosto, no qual se define a CEAMA como um sinal de esperança cinco anos após o Sínodo da Amazônia. Reconhecer avanços, resistências, desafios e esperanças Um encontro no qual se quis “ouvir e identificar os processos que, inspirados pelo Sínodo da Amazônia e pela Exortação Apostólica Querida Amazônia, nos permitiram reconhecer nossos avanços, resistências, desafios e esperanças”, segundo a mensagem. O documento agradece as palavras enviadas pelo Papa Leão XIV, nas quais ele indica que “a missão da Igreja de anunciar o Evangelho a todos os homens (cf. AG 1), o tratamento justo aos povos que ali habitam e o cuidado da casa comum”. O episcopado amazônico, que se sente “pastores em uma Igreja sinodal”, agradece e reconhece a entrega generosa e arriscada de numerosos membros do Povo de Deus na Amazônia, destacando o exemplo dos mártires, “um testemunho vivo que nos anima continuamente na nossa missão evangelizadora”. Da mesma forma, valorizam-se os avanços significativos “na escuta, na articulação das dioceses, na revitalização dos diversos conselhos, no planejamento pastoral e na formação teológica, espiritual, ministerial e pastoral que busca responder aos sinais dos tempos”. Junto com isso, “uma maior consciência em relação à ecologia integral, ao bioma, à defesa do território e aos direitos de seus habitantes, particularmente dos povos originários”, enfrentando as ameaças que sofrem por sua defesa do ecossistema amazônico, tão importante para a vida de suas comunidades. Resistências e medos A mensagem reflete sobre as resistências e os medos de uma Igreja sinodal e com rosto amazônico, que se manifesta na falta de discernimento e em certo autoritarismo, clericalismo e pouco espírito missionário e disposição e audácia para ir às periferias. Os bispos sentem-se impulsionados a “ser instrumentos de comunhão, comunicação e sinodalidade” e desafiados a gerar prioridades sinodais para a região, bem como a crescer em espírito profético. Tudo isso em “uma Igreja centrada no batismo, do qual surgiram todas as vocações e ministérios”. Nela, os pastores da Amazônia se comprometem a ouvir e compartilhar “com sensibilidade as culturas e espiritualidades dos povos que a habitam”. Uma atitude que nasce do fato de ser terra e da crise climática gerada por um tratamento irresponsável e desrespeitoso. Algo que leva os bispos a renovar seu compromisso com a ecologia integral e o cuidado da casa comum, a caminhar com as comunidades e aprender com a sabedoria ancestral dos povos indígenas. A partir daí, a mensagem ressalta que “a Amazônia não é uma terra vazia para ser explorada; é uma terra habitada, amada e cuidada há gerações, e é lugar da presença de Deus”. Bispos que caminham com o povo Na Igreja da Amazônia, seus bispos dizem caminhar juntos, “cuidando de nossos fiéis e sendo cuidados por eles”, colocando-se ao lado do povo, “compartilhando as alegrias e os sofrimentos das nossas comunidades, aprendendo da sua fé simples e do seu testemunho de ser sal e luz da terra (cf. Mt 5,13-14), deixando-nos sustentar por sua proximidade e por sua oração”. O episcopado amazônico reconhece a CEAMA como “espaço privilegiado de comunhão, discernimento e missão” e se compromete “a fazê-la crescer, fortalecer-se e consolidar-se, para que seja oportunidade de serviço e renovação para cada comunidade cristã da região, e sinal de esperança para toda a Igreja”. Para isso, apostam em programas de formação e esperam encontrar formas de sustentabilidade econômica. Um compromisso que eles confiam à intercessão de Maria, Mãe da Amazônia.

Inter Norte da Cáritas em Manaus busca o Jeito de Ser Cáritas na Amazônia

O Centro de Treinamento Maromba da arquidiocese de Manaus acolhe de 19 a 24 de agosto o Inter Norte da Cáritas Brasileira, com mais de 60 representantes dos regionais Norte 1, Norte 2, Norte 3 e Noroeste. Um encontro dividido em três momentos para abordar o monitoramento nos regionais e no Inter Norte e a formação de incidência, que tem como tema “Jeito de Ser Cáritas na Amazônia: Cuidar, Conviver, Defender, Respeitar e Celebrar”. Avaliar, planejar e refletir Os participantes iniciaram o encontro, que “busca avaliar a caminhada das entidades-membro, planejar ações conjuntas para o próximo período e refletir sobre os principais desafios enfrentados nos territórios da região amazônica”, segundo os organizadores, com um momento de mística, que deu passo aos trabalhos de monitoramento nos regionais, abordando a importância de se fazer PMAS, refletindo sobre os espaços de gestão, a importância de participar, o que priorizar e descobrir as condições de funcionamento enquanto Inter Norte. O encontro, um espaço de convivência, celebração e esperança, está sendo oportunidade para fazer uma articulação e diagnóstico a partir das áreas de atuação da Cáritas, monitorando as ações, permitindo que cada articulação e regional compartilhe conquistas, dificuldades e prioridades. O objetivo é descobrir os âmbitos, tipos e caminhos a serem seguidos, com exemplos concretos. Para isso, será elaborado o piloto do Plano de Incidência em cada Regional. Segundo a articuladora da Cáritas Regional Norte 1, Márcia Maria Miranda, “este é um momento de reafirmar nosso compromisso de ser presença solidária na Amazônia, cuidando da Casa Comum, defendendo os direitos dos povos e fortalecendo nossa missão como rede Cáritas”. Conhecimento da realidade local Os participantes do encontro visitarão realidades e projetos locais acompanhados pela Cáritas: comunidades indígenas, Cáritas paroquial e Centro de Acolhida para a população em situação de rua, abordando igualmente o cenário atual brasileiro e amazônico diante do contexto conjuntural. Um momento para refletir sobre os espaços de gestão, sobre as ações da Cáritas e os resultados, desafios, aprendizados e aquilo que ainda deve ser feito. Na pauta do Inter Norte aparece a reflexão sobre as mudanças climáticas e a COP 30, mostrando a visão da Igreja acerca das Mudanças Climáticas. Para isso, será apresentado o resultado da Pesquisa do Projeto Clima e Pobreza. Igualmente, com relação à COP 30 e a Cúpula dos Povos, será apresentado as propostas da Cáritas. Os participantes irão retomar a reflexão sobre o Sínodo para a Amazônia e o Sínodo sobre a Sinodalidade e abordarão a importância da comunicação na incidência. Fotos: Arthur Amorim

Frente à tentação da individualidade, assumamos que juntos somos mais

Escutar é um dos grandes desafios para poder caminhar juntos. Essa escuta ajuda a avançar no diálogo e descobrir aqueles elementos que nos unem. Na Igreja católica, esse caminhar junto recebe o nome de sinodalidade, uma dinâmica impulsionada decisivamente pelo Papa Francisco, que teve na Igreja da Amazônia seu banco de provas. Uma novidade na história da Igreja Em 2019 foi realizado o Sínodo para a Amazônia, que muitos consideram um passo prévio para o Sínodo sobre a Sinodalidade. Um dos frutos do Sínodo para a Amazônia foi a Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), uma novidade na história da Igreja, que já foi vista como exemplo de sinodalidade. Nos últimos dias, de 17 a 20 de agosto, a CEAMA convocou os bispos da Pan-Amazônia para um encontro em Bogotá (Colômbia). Foi o primeiro encontro dos bispos da região depois do Sínodo para a Amazônia e da criação da Conferência Eclesial da Amazônia. Uma reunião que monstra a disposição a continuar o Sínodo para a Amazônia, e sobretudo ser uma Igreja sinodal, que caminha junto, uma Igreja encarnada e inculturada, onde existe preocupação para se ajudar. O encontro enriquece A tentação da individualidade, de decidir em pequenos grupos, sem escutar as diversas vozes, também está presente na vida da Igreja católica, inclusive na região amazônica. Ninguém pode esquecer que o encontro enriquece, dado que nele se faz presente a diversidade de uma região onde a interconexão entre povos e culturas sempre foi presente, também na vida da Igreja. Mesmo enfrentando alguma dificuldade, a sinodalidade é uma realidade viva na Igreja da Amazônia. Isso é algo que devemos aproveitar no dia a dia das comunidades, dado que a prática da sinodalidade, do caminhar junto é algo que nos aproxima do Evangelho e nos ajuda a assumir dinâmicas comunitárias, tão presentes na vida e nas culturas dos povos da Amazônia. Um caminhar junto que é um testemunho para uma humanidade cada vez mais enfrentada e dividida. Dispostos a caminhar junto Cada um, cada uma de nós tem que se questionar: estou disposto a caminhar junto? Sinto a necessidade de escutar, de dialogar, de buscar junto o caminho a seguir? Me abro à novidade que está presente na vida daqueles com quem me relaciono? Olho para o outro como alguém que me enriquece, que me ajuda a descobrir novos caminhos, que me enriquece? Diante de realidades comuns somos desafiados a enfrentar juntos as problemáticas presentes em nosso meio. Juntos somos mais e na companhia dos outros temos a possibilidade de chegar mais longe. Não tenhamos medo dos outros, não vivamos instalados na desconfiança. Pratiquemos a fraternidade que nos faz melhores e nos ajuda a experimentar a presença do Deus comunhão que está no meio de nós. Editorial Rádio Rio Mar

Dom Zenildo Lima: “a sinodalidade é uma realidade viva, latente em nossas igrejas”

Um encontro com um grande potencial sinalizador, disse o bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus vice-presidente da Conferência Eclesial da Amazônia, dom Zenildo Lima. No final do encontro que tem reunido em Bogotá mais de 90 bispos da Pan-Amazônia, de 17 a 20 de agosto, ele enfatizou o “cansaço histórico que nós vivemos nesses contextos tão violentos, tão intolerantes e que produzem, geram relações de descarte. Por isso mesmo, tão agressivas com a nossa região da Amazônia, com a ausência de experiências, espaços de convivências que sejam sadias e esperançadoras”. Um caminho de construção de novas relações Segundo o bispo auxiliar de Manaus, “já há alguns anos, a consciência de seu papel evangelizador, anunciador de Jesus Cristo, a nossa Igreja católica tem assumido esse caminho, caminho de aproximação, caminho de construção de novas relações. Caminho de vivência, de experiência de Igreja a partir de relações que estamos chamando de sinodalidade.” Ele recordou a importância do Sínodo para a Amazônia, em 2019, “como um grande sinal”, que provocou o surgimento de novos sinais, sendo a Conferência Eclesial como “a visibilização desse sinal de relações novas, de relações de cuidado, de experiência religiosa que seja esperançadora”. Nessa perspectiva o bispo destacou como muito oportuno, perceber no encontro que as igrejas locais são “espaço por excelência da experiência da sinodalidade”, e que é aí que “estas experiências novas estão acontecendo”, o que faz da Igreja que está na Amazônia “um grande sinal da presença de Deus junto ao seu povo, tão machucado por essas relações violentas”. Dom Zenildo Lima enfatizou que foi um encontro de igrejas, dado que “os bispos trouxeram consigo, de suas igrejas locais, o testemunho desta sinodalidade, o testemunho desta novidade.” Um encontro que tem ajudado a perceber que o Sínodo e a sinodalidade “é uma realidade viva, latente em nossas igrejas”, sendo o encontro uma oportunidade para perceber que “estamos avançando, estamos juntos, estamos fortes”. Povos amazônicos condutores da história O bispo ressaltou o saber e conhecimento dos povos amazônicos, assim como sua consciência muito clara das relações que se estabelecem, sendo assim “construtores e condutores de história.” Diante da reunião dos presidentes da região amazônica, o bispo disse que “muito além de correspondências formais que podem receber dentro de um protocolo, são muito bem conhecedores dos grandes processos, das grandes tensões, dos grandes desafios e das grandes responsabilidades que tem em mãos”. Dos responsáveis pela governança, ele disse esperar “uma capacidade de escolha, de decisão política, a partir de suas consciências, pela vida, pelas relações, pelo bioma.” O bispo pediu decisões para o bem dos povos, dado que “as populações indígenas, os povos tradicionais, aqueles que são os grandes conhecedores das dinâmicas deste território, continuam nos conduzindo, continuam nos inspirando, continuam nos oferecendo os elementos para que o nosso discernimento se faça também segundo uma grande sabedoria que paira sobre esse nosso continente”. Escutar, discernir e compartilhar a caminhada Um encontro que voltou a evidenciar o compromisso da Igreja da Amazônia de levar “este anúncio do evangelho de Jesus para descobrir a grande riqueza das culturas indígenas, e também o grande desafio que temos diante dos efeitos das mudanças climáticas e do desmatamento”, como destacou o arcebispo emérito de Huancayo (Peru) e presidente da CEAMA, cardeal Pedro Barreto, que vê o encontro como um momento para assumir o compromisso de trabalhar juntos, além das fronteiras. O cardeal peruano insistiu que encontro foi oportunidade para “escutar, discernir e compartilhar nossa caminhada juntos, como pastores das Igrejas Particulares que peregrinam na Amazônia.” Da mesma forma, ele afirmou que “a Igreja com rosto amazônico anuncia Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado, a partir da Conferência Eclesial da Amazônia – CEAMA, acompanha e serve às Igrejas particulares em sua missão evangelizadora.” Isso porque “o anúncio, a organização e o compromisso eclesial devem ser acompanhados por um verdadeiro encontro”, chamando a não viver como ilhas, a não se fechar em si mesmo, mas a “amar e ser amado”, ser sinais da “ternura de Jesus, nosso Bom Pastor, que nos chama a participar de sua missão, não por nossos méritos nem pelo tempo que estamos em seu rebanho, mas por sua bondade e misericórdia”. Momento de amadurecimento Uma experiência de escuta que tem a ver com o bioma amazônico, nas palavras da vice-presidente da CEAMA, Patricia Gualinga, bem como com a realidade dos povos indígenas, as ameaças que sofrem e a evangelização a partir da inculturação. Uma dinâmica que levou à descoberta de que “todos estamos compartilhando realidades comuns”, segundo a indígena equatoriana, que insistiu na crise climática, que levou a Amazônia a um ponto sem volta, que tem a ver com muitas violações aos povos. O prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano, cardeal Michael Czerny, felicitou a CEAMA pela iniciativa desta reunião dos bispos. Ele disse esperar que este encontro “seja um momento de amadurecimento, um novo começo”, que produzirá coisas novas e interessantes sobre “como a Igreja continua tentando acompanhar o povo de Deus e o grande dom de Deus que é a Amazônia”.

Encontro da CEAMA: “as vozes dos Bispos da Amazônia sejam acolhidas, escutadas e consideradas”

A Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), “um dos frutos do Sínodo”, segundo o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), convocou os bispos da Amazônia para um encontro de 17 a 20 de agosto, em Bogotá. Necessária presença das igrejas particulares na CEAMA O cardeal vê Querida Amazônia como “um texto extraordinário que ainda pode nos ajudar muito no futuro.” Ele ressaltou a necessidade da presença na CEAMA das igrejas particulares, pois não pode ficar em um grupo. Mesmo com os avanços, o arcebispo de Manaus disse que “ainda temos um caminho longo a percorrer para que realmente se torne uma conferência eclesial.” Daí a importância desse encontro, dada a necessidade de todos entrar no espírito do Sínodo, “deixar que esse espírito chegue às nossas dioceses, às nossas igrejas particulares, às nossas comunidades”. O arcebispo de Manaus destacou o trabalho sinodal que fazem os bispos da Amazônia brasileira. Por isso, “esse nosso encontro é uma ocasião para afirmarmos a CEAMA, para nos firmarmos como uma Igreja que seja realmente eclesial, isto é, sinodal. Uma Igreja que escute as comunidades, uma Igreja que sabe escutar os leigos, escutar a Vida Religiosa, escutar a todos.” Ele refletiu sobre a diversidade eclesial, que ajuda a construir a Igreja sonhada por Papa Francisco, “uma Igreja que realmente está preocupada com os pequenos. Uma igreja que está preocupada com os povos originários”. Igualmente, o cardeal Steiner destacou a necessidade de “sermos cada vez uma Igreja profundamente encarnada.” Ele disse aos bispos que “nas nossas pessoas, no nosso ministério estão presentes as nossas igrejas, as nossas comunidades. Nós não seríamos bispos se não estivéssemos nas nossas dioceses, nas nossas comunidades.” Isso faz com que o encontro seja oportunidade para que “a CEAMA seja profundamente sinodal e seja uma Igreja realmente e profundamente eclesial. A participação dos leigos se torne cada vez mais profética, cada vez mais ministerial”. A CEAMA um verdadeiro milagre Por sua vez, o prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, cardeal Michael Czerny, disse que “a gestação e o nascimento da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) foram um verdadeiro milagre.” Ele destacou na CEAMA que “a sua missão foi definida em relação com uma pastoral compartilhada e inculturada que se devia promover entre as dioceses amazônicas”. Daí a relevância desse encontro dos bispos da Amazônia, que “tem como objetivo dar graças por tudo isso e, ao mesmo tempo, aprofundar seu chamado, redescobrir sua vocação e sua missão de maneira mais madura, e impulsionar uma nova etapa em sua caminhada.” O cardeal Czerny destacou na CEAMA que “os seus membros e participantes não são apenas bispos, mas que representam todas as vocações dentro do Povo de Deus”, sendo “uma Igreja não apenas de ministérios, mas também de carismas”, seguindo a proposta de Aparecida que afirmou que “os leigos devem participar do discernimento, da tomada de decisões, do planejamento e da execução” da vida e da missão de toda a Igreja. Ser eclesial não a faz menos episcopal Uma realidade que demonstra “uma brilhante e criativa recepção latino-americana, tanto do Concílio Vaticano II, como dos Sínodos sobre a Amazônia (2019) e sobre a Sinodalidade (2023-2024); abraçando a diversidade e potenciando a complementaridade; assim como convidando-nos a implementar dinâmicas comunicativas próprias de uma Igreja sinodal”, sublinhou o prefeito. Ele insistiu em que o fato de ser eclesial, não faz esta conferência menos episcopal, e fez um chamado a centrar-se na Igreja local, onde a Igreja molda “a sua própria identidade na escuta e diálogo com as pessoas, realidades e histórias do território”, segundo aparece em Querida Amazônia. O cardeal Czerny chamou a acrescentar na CEAMA a dimensão pastoral e territorial, que “supõe superar a concepção da Amazônia como um mero lugar geográfico e começar a compreendê-la como lugar da presença e revelação de Deus”, o que tem a ver com a necessidade de uma fé que “não é neutra nem abstrata, mas inculturada”. Junto com isso um chamado para que a CEAMA, mas do que fazer assuma o papel de “coordenar, articular e facilitar” e assim ajudar as igrejas locais “a enfrentar os principais desafios pastorais e realizar a sua missão”. É por isso que o encontro tem como objetivo “que as vozes dos Bispos da Amazônia sejam acolhidas, escutadas e consideradas, e que a CEAMA redefina a sua trajetória, relançando, acompanhando e ajudando as igrejas locais a realizar a sua missão”.

Leão XIV aos bispos da Pan-Amazônia: Anúncio do Evangelho, tratamento justo aos povos e cuidado da casa comum

O Papa Leão XIV enviou um telegrama aos bispos da Pan-Amazônia, reunidos de 17 a 20 de agosto na sede do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), em Bogotá. Assinado pelo Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o telegrama é dirigido ao presidente da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), cardeal Pedro Barreto, que convocou este encontro no qual participam mais de 80 bispos. Ajudar a realizar a missão Depois de saudar os participantes, a quem concede a bênção apostólica, bem como aqueles que estão confiados aos seus cuidados pastorais, o Papa agradece “o esforço realizado para promover o maior bem da Igreja em favor dos fiéis do amado território amazônico”. Junto com isso, destaca que “levando em conta o que se aprendeu no Sínodo sobre a escuta e a participação de todas as vocações na Igreja, exorta-os a procurar, com base na unidade e colegialidade próprias de um ‘organismo episcopal’, como ajudar de forma concreta e eficaz os bispos diocesanos e vigários apostólicos a levar a cabo sua missão”. Em suas palavras, Leão XIV convida a “ter presentes três dimensões que estão interconectadas na ação pastoral dessa região: a missão da Igreja de anunciar o Evangelho a todos os homens, o tratamento justo aos povos que lá habitam e o cuidado da casa comum”. O Papa sublinha a importância de que Jesus Cristo “seja anunciado com clareza e imensa caridade entre os habitantes da Amazônia”, exortando a esforçar-se “por lhes dar o pão fresco e límpido da Boa Nova e o alimento celeste da Eucaristia, único meio para serem verdadeiramente o povo de Deus e o Corpo de Cristo”. Pregar Cristo faz recuar a injustiça Uma missão movida pela “certeza, confirmada pela história da Igreja, de que onde se prega o nome de Cristo, a injustiça retrocede proporcionalmente”. Algo que afirma o apóstolo Paulo, como lembra o telegrama: “toda exploração do homem pelo homem desaparece se somos capazes de nos recebermos uns aos outros como irmãos”. Na doutrina da Igreja, Leão XIV sublinha “o direito e o dever de cuidar da ‘casa’ que Deus Pai nos confiou como administradores solícitos, de modo que ninguém destrua irresponsavelmente os bens naturais que falam da bondade e da beleza do Criador, nem, muito menos, se submeta a eles como escravo ou adorador da natureza”. Isso porque, como diz o texto enviado aos bispos da Amazônia, “as coisas nos foram dadas para alcançarmos o nosso objetivo de louvar a Deus e assim obter a salvação de nossas almas”, lembrando o que disse Santo Inácio de Loyola nos Exercícios Espirituais.

Cardeal Steiner no encontro da CEAMA: “um momento muito importante para podermos todos juntos refletir e caminhar”

Mais de 80 bispos da Pan-Amazônia, com a participação dos bispos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), estão reunidos na sede do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), em Bogotá (Colômbia), de 17 a 20 de agosto de 2025. Um encontro de escuta para ajudar nos processos de construção de um Plano Sinodal para a Igrejas da Pan-Amazônia. Um encontro para retomar o Sínodo Uma dinâmica que tem sido ressaltada pelo arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da CNBB na missa de abertura, onde foi celebrada a Missa da Criação: “estamos aqui para retomar o Sínodo, nos colocarmos mais uma vez a caminho, tentando assim expressar também o sínodo nas nossas dioceses, nas nossas Igrejas particulares”, afirmou. Ele sublinhou que “é um momento muito importante para a Igrejas que se encontram na Pan-Amazônia, para podermos assim todos juntos refletir e caminhar”, vendo no texto do Evangelho do dia um elemento que “pode nos ajudar nesse caminho”. No “vem e segue-me” de Jesus, o cardeal Steiner vê “uma atratividade de eternidade.” Ele citou as palavras de São João Crisóstomo, que disse que “não foi um ardor medíocre que o jovem revelou, estava como que apaixonado”, ressaltando que a diferença de outros, o jovem, “aproximou-se de Jesus para conversar da eternidade, a vida eterna”, dado que “o jovem viu em Jesus certamente um caminho, o caminho da bondade, da compaixão, da misericórdia, da transformação, da eternidade”. A riqueza dos mandamentos O arcebispo de Manaus refletiu sobre os mandamentos, que “às vezes soam como norma, como obrigação, como preceitos. Mas mandamentos são sinalizações, indicações, são iluminações, é o caminho que havia percorrido.” Mandamentos que cardeal definiu como “exercitar-se continuamente nessas tarefas do Espírito, sim, conhecer as riquezas, as transformações, as maturações que os mandamentos possibilitam, a possibilidade de desabrochar a vida, a possibilidade de chegar à maturidade da fé do povo de Deus”. O presidente do Regional Norte 1 refletiu sobre as atitudes do jovem, mostrando os passos dados, mas “ele havia intuído que em Jesus havia algo mais. Em Jesus havia mais que bondade, havia mais do que caridade”, destacou o cardeal Steiner. Daí a resposta de Jesus: “só te falta uma coisa, vai e vende tudo que tens e dá aos pobres e terás um tesouro no céu. Vem e segue-me”, reconhecendo que “Jesus propõe um passo a mais. Tudo a partir de um grande amor. Um amor livre, gratuito. Um tesouro que dá sentido a tudo. Seguir, mas segui-lo na liberdade”. Seguir Jesus é um grande tesouro Isso porque “seguir tem a força, o vigor de uma ruptura. É um salto mortal, um salto existencial inigualável. É como que morrer para viver em Cristo, de Cristo, entrar no seu seguimento”, afirmou o arcebispo de Manaus. Ele reforçou: “seguir Jesus é um grande tesouro. Um movimento maravilhoso e transformador que é mais do que a abnegação cristã. É a liberdade do Crucificado Ressuscitado”. Frente a isso a resposta do jovem, que mostra que “o terreno era fértil, mas esbarrou na gratuidade do seguimento, na pobreza do seguimento. Desapareceu a ligeireza, a prontidão, a disponibilidade, a busca. O que sobrou? A tristeza, a lentidão dos passos, não mais perguntas pela eternidade. E distanciou-se de Jesus com passos lentos, com ar de frustração. Tinha dado a impressão que era um homem livre, pronto, mas não era. Carregava demais, tinha amarras demais. Por isso saiu desiludido, não descobriu o tesouro do viver, a vida eterna, feita pobreza, feita gratuidade”. Uma dinâmica que envolva as Igrejas da Pan-Amazônia O evangelho de hoje, enfatizou o cardeal Steiner, “nos provoca ao seguimento, a razão de ser de uma dinâmica que envolva todas as nossas Igrejas particulares, todas as nossas Igrejas da Pan-Amazônia. É aquele convite de vender tudo e seguir, seguir para viver da grandeza, da bondade do Reino de Deus. As nossas Igrejas, as nossas comunidades serem sinal, visibilização do Reino de Deus, da sinodalidade”. Para isso, ele pediu que “o convite do seguimento na gratuidade possa nos ajudar no caminho que iniciamos com o Sínodo para a Amazônia. A deixar-nos guiar pelos sonhos de Querida Amazônia.” O cardeal insistiu em que “não se trata de uma nova organização, mas de uma inspiração. Um espírito que renova e funda o modo de ser Igreja.” Por isso, ele fez ver aos bispos reunidos que “fomos colocados à frente das nossas Igrejas, nas nossas Igrejas. Todas as nossas Igrejas despertadas pelo ‘Se tu queres ser perfeito, vai e vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás o tesouro do céu. Vem e segue-me’. As nossas Igrejas particulares no seguimento gratuito de Jesus.” Diante disso ele questionou: “Então, o que importa?”, respondendo que “o que dá razão a nossa vida, a nossa Igreja, às nossas Igrejas é o seguimento de Jesus, que é o modo do reino de Deus”.

CEAMA convoca os bispos da Pan-Amazônia para discernir como prosseguir o caminho sinodal

Os bispos da Pan-Amazônia, convocados pela Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), se encontram de 17 a 20 de agosto de 2025 na sede do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), em Bogotá. Momentos de celebração, espiritualidade, trabalho em grupos, conversação no Espírito, fazem parte do programa nos próximos dias. O método seguido no encontro, que contará com uma declaração final, será ver, escutar, discernir, agir. Uma proposta do Sínodo para a Amazônia A CEAMA foi uma das propostas do Sínodo para a Amazônia, que no número 115 do Documento Final faz a proposta de “criar um organismo episcopal que promova a sinodalidade entre as igrejas da região, que ajude a delinear o rosto amazônico desta Igreja e que continue a tarefa de encontrar novos caminhos para a missão evangelizadora, incorporando especialmente a proposta de ecologia integral, fortalecendo assim a fisionomia da Igreja amazônica”. Posteriormente, Papa Francisco pediu que esse organismo episcopal se concretizasse numa conferência eclesial. O Relatório de Síntese da Primeira Sessão do Sínodo sobre a Sinodalidade, no primeiro ponto, que aborda a questão da “Sinodalidade: experiência e compreensão”, coloca a CEAMA como exemplo, e mostra que a Conferência Eclesial da Amazônia “é fruto do processo sinodal missionário daquela região”. Um momento de escuta Desde sua fundação, a CEAMA vem dando passos em vista da aplicação dos resultados do Sínodo para a Amazônia. Para isso, foi instituindo caminhos de atuação a partir de algumas linhas conforme o Documento Final do Sínodo para a Amazônia e os Sonhos da Querida Amazônia. O desafio tem sido a aproximação das igrejas locais nos processos desenvolvidos pela CEAMA. Daí a importância do encontro, um momento de escuta, onde os bispos poderão partilhar a realidade das igrejas locais e como a CEAMA pode ajudar nos processos de construção de um Plano Sinodal para a Igreja da Pan-Amazônia. Os processos sinodais iniciados no Sínodo para a Amazônia, tem sido aprofundado com o Sínodo sobre a Sinodalidade, que fez um convite a seguir dando passos na eclesiologia de comunhão, nos níveis pessoais, comunitários e na sociedade. Nessa perspectiva, sem buscar discutir as grandes questões pastorais da Amazônia, um propósito que deve estar presente na Assembleia Geral da CEAMA que será realizada de 18 a 21 de março de 2026. Solidificar a sinodalidade O encontro dos próximos dias será oportunidade de “discernimento comum para prosseguirmos nosso caminho sinodal, e sua viabilidade por meio de uma conferência eclesial”, segundo a CEAMA. “Um encontro de escuta em vista da continuidade da solidificação da sinodalidade nas Igrejas da Amazônia que oferecera elementos para uma atuação da CEAMA mais próximas das igrejas locais”, ressalta a Conferência Eclesial da Amazônia. Entre as perspectivas cabe destacar a retomada do papel dos bispos enquanto pastores das igrejas locais como os primeiros responsáveis pela sinodalidade. Junto com isso, identificar os avanços no caminho sinodal desde o Sínodo da Amazônia e da criação da CEAMA. Nesse caminho se faz necessário refletir sobre os impulsos e as resistências identificadas, buscando compartilhar experiências que ajudem a valorizar caminhos de sinodalidade. Algo que deve se concretizar em propostas concretas para ser melhor articuladas pela CEAMA.

Cardeal Steiner: “Na casa vemos a caridade de Maria”

No dia em que a Igreja celebra “uma das festividades mais importantes dedicadas à bem-aventurada Virgem Maria: a solenidade da sua Assunção”, o arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), cardeal Leonardo Ulrich Steiner, iniciou sua homilia dizendo que “a Mãe de Jesus é elevada ao Céu, à glória da vida eterna, está na plena comunhão com Deus”. Libertação definitiva do mistério da morte Segundo o arcebispo, “a vida de Maria, toda a sua existência, foi uma expressão da grandeza do amor da Trindade, por isso, a sua vida e sua morte celebram o mistério amoroso do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E porque toda manifestação amorosa da Trindade veio manifestada na mulher Maria ao dar à luz a Jesus, celebramos nesta liturgia a sua libertação definitiva do mistério da morte”. O cardeal Steiner recordou que “São Lucas nos fez ver e proclamar a presteza com que Maria deixa a própria casa e subindo as montanhas entra na casa de Isabel. Na casa vemos a caridade de Maria, a agitação de João no ventre materno; vemos e ouvimos o grito de alegria de Isabel, venerando a presença do Filho de Deus no ventre materno; ouvimos a exultação e louvação da Mãe de Deus pelo reconhecimento da presença do Filho Unigênito de Deus como fruto de seu ventre. E ‘Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa’. Na Ladainha a invocamos como Casa de Ouro!” “A casa!”, exclamou o presidente do Regional Norte 1 da CNBB, sublinhando que “gostamos de estar em casa, de voltar para casa. Saímos, viajamos, mas nos sentimos em casa, na nossa casa. Gostaríamos de sentir-nos sempre em casa como na nossa casa. Tentamos viver o Evangelho, como se estivéssemos por tudo em casa. Não suportamos viver sem uma referência, sem um porto, sem lugar. Nosso coração deseja estar em casa em algum lugar. Não suportaríamos viver sem sonhos, sem um lugar onde repousar e retomar as buscas”. Sempre em casa Nessa perspectiva, ele disse que “Maria sai da sua casa, entra na casa de sua prima Isabel e do mudo Zacarias, permaneceu na casa por três meses e volta para casa. Maria que sai da casa, entra na casa, permanece na casa e volta para casa. Muitas vezes deixará a casa! Já deixara a casa paterna para entrar na casa de José. Deixando a casa de Nazaré entra na casa-estábulo em Belém; de Belém entra na casa estrangeira no Egito; da casa do Egito entra na casa de Nazaré; de Nazaré entra na casa de João o discípulo amado; e da casa de João em quantas casas não terá entrado essa mulher e mãe no peregrinar com João? Parece sempre estar saindo de casa, entrando em casa e permanecendo na casa por três meses, três dias, três anos… Mas sempre em casa!” “E de casa em casa, saindo de casa, entrando na casa, permanecendo em casa, voltando para casa, ela sempre parece estar em casa. Ela fará de estábulo a sua casa. Nessa casa-estábulo dá à luz ao seu Filho único. No acolhimento da situação, da geração, ali agora, é a casa e ela está ali toda inteira de corpo e alma. Está em casa e recebe os pastores e os anjos. A casa-estábulo onde os pastores e os anjos se sentem em casa. Eles da casa-estábulo voltam para os céus e para os campos; uns cantando e outros cheios de alegria louvando a Deus. O recém-nascido a faz estar em casa”, afirmou o cardeal Steiner. “E quando tiver que abandonar a casa de Nazaré para acompanhar o Filho no caminho da Cruz e da morte habitará a casa da dor e da solidão. A casa da dor no caminho do calvário e aos pés da cruz. Nada mais existe somente a dor, a perda, o sofrer. A dor é sua casa e ela a habita e nela está de corpo e alma. A casa da solidão ao tomar em seus braços o seu filho único descido da cruz, despido, silenciado, sem respiro, sem vida. A vida de sua vida, a vida que lhe dera a vida e era a razão de sua vida, agora sem vida nos seus braços. Ela habita a casa da solidão e nela está de corpo e alma. Por que dizemos que habita a casa da dor e da solidão de corpo e alma? Nenhum desespero, nenhum fim, nenhum sem sentido, mas repetição silenciosa”, refletiu o arcebispo de Manaus, que citou o texto bíblico: “faça-se em mim segundo a tua palavra”. Maria sempre em casa Isso porque “Maria sempre está em casa em toda à parte. Cada parte é a sua casa; cada lugar é sua casa; em cada situação ela está em casa. Por tudo está em casa e habita sempre a mesma casa em todas as casas. Também na dor, na solidão; sem casa está ela sem casa. Ela está em casa de corpo e alma”, afirmou o cardeal. O arcebispo definiu Maria como “Mãe-mulher habitação de Deus, morada de Deus, a casa de Deus, na concepção; ela, mãe feita habitação de Deus ao dar à luz torna o mundo dos homens a habitação e a casa de Deus. Ela sabia que em tudo, por tudo, sempre, em todas as situações e lugares habitava sempre a mesma casa: Deus, o amor da Trindade. Como Deus desejoso de habitar e estar por tudo na casa dos homens, era ela desejo de deixar-se habitar, toda inteira pelo amor da Trindade. Hoje celebramos o habitar de Maria na Casa da Trindade Santa: Assunta aos Céu!” Ser uma Igreja que serve Diante disso, ele mostrou que “somos convidados, convidadas a estar a caminho com Maria e ser a habitação, a morada, na soltura, na liberdade e na receptividade transformante. Ser casa do aconchego, do cuidado, da misericórdia, morada, casa de Deus. “A nossa revolução passa pela ternura, dizia papa Francisco, pela alegria que sempre se faz…
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Assembleia Eletiva da Pastoral da Pessoa Idosa Regional Norte 1

A Pastoral da Pessoas Idosa do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), realiza de 15 a 17 de agosto de 2025 na Maromba de Manaus a Assembleia eletiva 2025. O encontro conta com representantes da arquidiocese de Manaus, as dioceses de Alto Solimões, Coari e Roraima, e as prelazias de Tefé e Itacoatiara. Também estão presentes Sandra Michellim e Almir Michellim, da coordenação nacional da Pastoral da Pessoa Idosa. Chamado à missão O tema do encontro é “O chamado à missão: alargando as fronteiras da esperança, da fé e do amor“. Foi iniciado com um momento de espiritualidade, apresentação dos participantes e do andamento da Pastoral da Pessoa Idosa em cada igreja local presente na assembleia. Ao longo do encontro foi refletido sobre o que é a Pastoral da Pessoa Idosa e a necessidade de formação e reciclagem dos líderes e facilitadores que fazem parte dessa pastoral, assim como as atribuições dos coordenadores em nível estadual e nacional. Os participantes tiveram a oportunidade de dialogar, tirar dúvidas e solicitar esclarecimentos com relação à Pastoral da Pessoa Idosa. A assembleia será momento para eleger a coordenação em nível regional. Importância da Assembleia Eletiva A coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, com sede em Curitiba, Sandra Michellim, disse ter trazido para a assembleia “além de motivação, fortalecimento, porque estamos também trabalhando a questão de SIG-PPI, que é o Sistema de Informação e Gerenciamento da Pastoral da Pessoa Idosa, onde o líder registra o acompanhamento”. Junto com isso, ela destacou que “estamos também fazendo uma reciclagem de capacitação de líderes, de facilitadores, e em especial também para a realização da Assembleia Eletiva”, que considera um momento importantíssimo. A coordenadora nacional recordou que “a Pastoral tem um regimento e um estatuto próprio”, ressaltando a necessidade da renovação. Ela disse se sentir “privilegiada de poder estar participando de um encontro belíssimo organizado pela coordenação estadual e nos recebendo com tanto carinho aqui dentro do regional”. Igualmente, Vera Gama, coordenadora da Pastoral da Pessoa Idosa no Regional Norte 1, Amazonas e Roraima, destacou a importância da eleição da nova coordenação, assumindo “essa missão de renovar, de incentivar, de acolher e de promover”. Na missão da Pastoral da Pessoa Idosa, ela sublinhou como principal “a visita domiciliar às pessoas idosas e também com a nossa reunião mensal, onde a gente faz toda uma coleta de dados para poder estarmos repassando para a coordenação nacional e, com isso, chega até o Ministério da Saúde para também trabalhar políticas públicas, onde a gente possa desenvolver melhor a qualidade de vida, a atenção para este segmento da pessoa idosa”.