Av. Epaminondas, 722, Centro, Manaus, AM, Brazil
+55 (92) 3232-1890
cnbbnorte1@gmail.com

Autor: Emmanuel Grieco

Pastoral dos Surdos realiza formação na Diocese de Parintins

A Pastoral dos Surdos da Diocese de Parintins realizou um encontro formativo para agentes pastorais no último sábado (15), na Escola de Áudio Comunicação Padre Paulo Manna, em Parintins. A iniciativa reforça o compromisso da Diocese com a inclusão, a acessibilidade e a presença pastoral junto às pessoas surdas. Com objetivo de fortalecer a participação plena na vida e missão da Igreja. Participaram da formação presencialmente 23 agentes e virtualmente dois representantes da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, de Maués. O evento contou com a presença de Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins; de Dom Giuliano Frigeni, bispo emérito; e do Pe. Eduardo Lima, representante da Coordenação Diocesana de Pastoral. Além da formação, os participantes também avaliaram as atividades realizadas ao longo do ano, a definição da programação e do planejamento para 2026 e a eleição dos dois membros que representarão a Diocese de Parintins no Encontro Nacional da Pastoral do Surdo (ENAPAS), em janeiro 2026, em Fortaleza (CE). As integrantes da Coordenação Regional da Pastoral dos Surdos do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Regional Norte 1), Ir. Andréia Müller e Alice Costa, assessoraram a formação. A programação contemplou a temática do Seguimento a Jesus, com o aprofundamento na perspectiva dos sacramentos, nos turnos da manhã e da tarde, com momentos de estudo, reflexão, escuta e orientações sobre o fortalecimento da ação pastoral junto à comunidade surda. O encerramento ocorreu com a participação na Celebração Eucarística na Catedral de Parintins. Com informações e fotos da Diocese de Parintins

Na COP30, diálogo socioambiental pela Paz: “não mais domínio, mas relação respeitosa com todos os seres”

O diálogo é o instrumento que nos permite avançar na construção social. Daí a importância do Painel “Diálogo socioambiental pela Paz: adaptação e transição justa”, realizado na Zona Azul da COP30 na manhã do dia 13 de novembro de 2025. Diálogo entre diversos atores sociais Um diálogo entre a Igreja católica, representada pelo arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, o diretor do Departamento de Ecologia Integral da Conferência Episcopal Espanhola, padre Eduardo Agosta, e a secretária da Pontifícia Comissão para América Latina, Emilce Cuda, a universidade, com a presença de Juliano Assunção, do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, e os empresários Ana Cabral, presidenta de Sigma Lithium, e José Luis Manzano, presidente de Integral Capital. Se faz necessário reconhecer que as mudanças climáticas são um sinal de que temos perdido relação com a verdadeira essência da humanidade, em palavras do presidente da Fundação para a Equidade nos Mercados Ambientais, Patricio Lombardi, organizador do evento. Ele, que fez um chamado escutar, refletir, nos reconectar, destacou a importância do Acordo de Paris e sua relação com Laudato si´, incidindo no Artigo 12 do acordo, que demanda “cooperar para tomar medidas, conforme apropriado, para ampliar a educação, a formação, a sensibilização do público, a participação do público e o acesso do público a informação sobre as mudanças climáticas, reconhecendo a importância dessas etapas para ampliar as ações previstas”. Um painel, como o realizado, possibilita o diálogo social, fundamento da Doutrina Social da Igreja, segundo salientou Emilce Cuda. A secretária da PCAL. Ela recordou as palavras de Papa Leão XIV, que diz que “para desarmar as palavras, para chegar à paz, temos que dialogar”. Daí a necessidade de desarmar as palavras como única forma de resolver o conflito, que a teóloga argentina considera a base do diálogo social, que “não é um diálogo entre amigos, é um diálogo entre representantes de partes organizadas de uma sociedade para poder chegar a um acordo que sempre é aberto, negociado”, uma necessidade diante da situação social e ambiental atual que “está em risco de chegar a um ponto crítico”. Diálogo sem escuta é imposição O cardeal Steiner partiu da ideia de que “diálogo é sempre uma escuta”, fazendo um chamado a “sermos escutadores, escutadoras, para podermos devagar ir percebendo qual é a razão de fundo que nos move e que nos dá horizonte da compreensão da nossa vida, mas também da nossa fé”. Por isso, “diálogo sem escuta não é diálogo, é imposição de ideologias ou de ideias”, algo que demanda se ouvir, porque “é na escuta que a esperança se faz presente, é no ouvir que a esperança vai devagarinho surgindo no horizonte das nossas compreensões”. O cardeal, inspirado em Romano Guardini, refletiu sobre a dimensão relacional, a necessidade de estar a serviço, se superar a atitude de posse. Ele refletiu sobre as relações com o meio ambiente, apostando na “obrigação de levantar a bandeira da esperança para que essas relações possam ser mais condizentes com o que pede a própria natureza”. Frente a isso, “outra modalidade de saber, que não observa, mas analisa, já não se emerge no objeto, mas o agarra e o destrói”. O cardeal Steiner demanda uma ética “não mais do domínio, mas de uma relação condizente, respeitosa com todos os seres”. O arcebispo de Manaus refletiu sobre a necessidade de levar em consideração os pobres, aqueles que mais estão sofrendo com as mudanças climática, que no Brasil são os povos indígenas. Diante disso, o presidente do Conselho Indigenista Missionário disse que “nós queremos ser para eles um sinal de esperança”, dado que eles são sinal de esperança em consequência do seu modo harmônico de convivência com o meio ambiente. Por isso, a necessidade de levar em conta que “Jesus nos possibilita um outro modo de relação, que é samaritano, que é fraterno, que é consolador, que é de uma fraternidade universal”. Necessidade de conversão O problema climático é algo que goza de convicção científica desde 1987, segundo Eduardo Agosta. Ele mostrou a demora para chegar em decisões políticas, vendo como uma das causas do atual fracasso o fato de não levar em conta o moral e o ético que aparece em Laudato si´. Ele reconhece a existência de soluções técnicas, mas denuncia a falta de vontade política para enfrentar aquilo que não gostamos, dada a necessidade de conversão para alcançar a mudança. Junto com isso, a falta de consciência de pertença a uma fraternidade humana, que habita uma casa comum, com uma dívida climática a pagar. Para isso demanda abraçar a ecologia integral imanente, superando o pensamento fragmentado, ver o clima como a base de tudo o que coloca em risco a dignidade humana e a vida de muitas pessoas; ver o território como lar e não como recurso; fomentar a transição justa; assumir a opção preferencial pelos pobres, que sofrem a maior parte das consequências das mudanças climáticas. Por isso, Agosta demanda mais alma para assumir de verdade o Acordo de Paris. A universidade é espaço de avanços científicos, também em tudo o que tem a ver com as mudanças climáticas, um problema a ser tratado de maneira conjunta, segundo Juliano Assunção, dado que ele afeta a todos nós e que demanda uma ajuda para com aqueles que mais sofrem. Daí a necessidade de justiça climática, sobretudo para com os países mais pobres, com quem o Planeta tem uma maior dívida ecológica. Por isso a necessidade de criar meios para que as pessoas consigam viver melhor, defendeu o professor brasileiro. Todos sentados na mesa do diálogo O grande desafio é estabelecer diálogos com aqueles que participam na tomada de decisões, com os empresários. Isso, porque segundo lembrou Emilce Cuda, recordando as palavras de Papa Francisco, “não haverá justiça social até que todos não estejam sentados à mesma mesa da tomada de decisões, não para contar seus dramas, mas para decidir”, como único caminho para a paz, que é consequência do diálogo social. Daí a importância da presença do mundo da empresa no…
Leia mais

Coordenadores das Pastorais Sociais e Organismos realizam última reunião

Na tarde de hoje (12), as coordenações das Pastorais Sociais e Organismos do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Regional Norte 1), realizaram a última reunião do ano de 2025, na sede do Regional, em Manaus. O encontro avaliou o caminho percorrido durante o ano, destacando a atuação de cada pastoral. Um momento de partilha, agradecimento, avaliação e reconhecimento.   Conduzido pela Articuladora Regional das Pastorais Sociais, Ir. Rosiene Gomes, contou com a participação de Ir. Maria Irene Tondin, da Pastoral IST/Aids; Ir. Andréia Muller, Pastoral do Surdo; Diácono Leonardo Cunha, Pastoral Carcerária; Vera Lúcia Gama, Pastoral da Pessoa Idosa (PPI); Guadalupe Peres, Pastoral da Saúde e Alriani Santos, da Pastoral da Criança; bem como Ir. Gervis Monteiro, da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e Serviço de Animação Vocacional (SAV); Pe. Gutemberg Gonçalves, Conselho Missionário Regional (COMIRE); Francisco Meireles, Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) e Jussara da Fonseca, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Sintonia com a realidade das comunidades O processo de escuta sinodal da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) para elaboração dos horizontes de atuação norteou o encontro. Durante de discernimento comunitário, os coordenadores expressaram suas impressões vivenciadas ao longo do ano em cada encontro com as comunidades que compõe o Regional. O diálogo sobre os desafios encontrados ao longo do ano permitiu uma integração entre as pastorais e apontou caminhos para a conferência. Entre os desafios apontados, a questão da dimensão territorial do regional é uma realidade enfrentada por todos. Isto porque, para que as formações e encontros aconteçam nas dioceses e prelazias, é necessário um grande aporte financeiro para deslocamento. Outro ponto relacionado, é a necessidade de pessoas para atuar nas pastorais e abranger todas as comunidades remotas. Os participantes também destacaram que as assembleias, conselhos e processos formativos são uma outra expressão da atuação sinodal dentro do Regional Norte 1. Esses espaços de interação com as dinâmicas sociais de todo regional permite um grande alcance de pessoas, e consolida a opção de caminhar juntos assumida pela Igreja na Amazônia. Por isso, o apoio mútuo e a busca por soluções conjuntas permanecem na perspectiva do regional. Preparação para atividades Na ocasião, foram antecipados os convites para eventos que acontecerão no ano de 2026 que envolvem o dinamismo de todas as Pastorais, como o Congresso Vocacional. E também a precisão de informar eventos que acontecerão, assim como fornecer dados daqueles que foram realizados para a comunicação do regional. No encerramento do encontro, Ir. Rose Bertoldo, Secretária Executiva do Regional, agradeceu pelos trabalhos realizados por cada uma das pastorais e organismos durante todo ano. Reforçou a comunhão e o diálogo entre coordenações e o Regional como elementos fundamentais para atender as necessidades de cada pastoral. E por isso, a importância do calendário de atividades do ano 2026 para identificar, planejar e responder as demandas cada uma, fortalecendo a atuação nas dioceses e prelazias.

Pastoral da Saúde realiza Formação Continuada na Prelazia de Tefé

Com o tema “Espiritualidade, conhecimento e motivação para seguir evangelizando”, a Pastoral da Saúde do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Regional Norte 1) realizou a Formação Continuada na Prelazia de Tefé. 40 agentes de pastoral participaram do evento, nos dias 8 e 9 de novembro, no Centro Pastoral Irmão Falco. Segundo Guadalupe Peres, Coordenadora da Pastoral da Saúde do Regional Norte 1, as paróquias participantes foram Nossa Senhora de Guadalupe, município de Fonte Boa, São Joaquim, de Alvarães, Nossa Senhora da Conceição, de Maraã, Paróquia Divino Espírito Santo – Missão/Setor São José, a Área Missionária São Sebastião do Distrito de Caiambé e as paróquias Santa Teresa D’Avila, Santo Antônio e Bom Jesus de Tefé. As perpectivas de organização da Pastoral da Saúde No sábado (8), a formação explorou a definição do que é a Pastoral da Saúde, sua organização e suas dimensões. Além disso, Guadalupe Peres, abordou sobre visita Domiciliar e Hospitalar. E Neurismar de Oliveira, agente da Pastoral da Saúde de Tefé e presidente do Conselho Municipal de Saúde de Tefé (CMS), falou a respeito do SUS (Sistema Único de Saúde) e da SUAS (Sistema Único de Assistência Social) que garante apoio e proteção a indivíduos e famílias em dificuldades, por meio de programas, benefícios e serviços socioassistenciais. Outro ponto do dia foram o Termo de voluntariado LF 9608, que dispõe sobre o serviço voluntário caracterizado por não gerar vínculo empregatício, nem obrigação de natureza trabalhista previdenciária ou afim. E também Orientação de Proteção a Menores e Pessoas Vulneráveis conduzido por Naraiza e Francisca Iranildes. Ao final do dia, Dom Altevir presidiu a celebração Eucarística. Riqueza da partilha da vivência comunitária No domingo (9), o encontro contou com a partilha dos coordenadores de cada Paróquia e Área Missionária. Segundo a coordenadora regional, Guadalupe Peres, cada coordenador e coordenadora disse seu “sim” a missão recebida. Eles também receberam da coordenação regional o Manual do Agente da Pastoral da Saúde. “A partilha foi muito rica, onde cada um falou da sua realidade, suas necessidades, enfatizando a importância da formação que motivou a continuar com mais vigor e compromisso a missão na pastoral, e já estão cheios de ideias para impulsionar mais a Pastoral da Saúde na sua Paróquia e Área Missionária”, expressou a coordenadora. Ao final, expressou gratidão a todos e todas e em especial a coordenadora Edyana Vieira, Ir. Creuza, Naida, Neurismar, Cida e Francisca. Recordando a missão da Pastoral de priorizar a vida e testemunhar o Evangelho no mundo da saúde nas três dimensões: Solidária, comunitária e sociotransformadora. Colaboração e fotos: Guadalupe Peres – Coordenadora da Pastoral da Saúde do Regional Norte 1

Cardeal Leonardo Steiner celebra seus 75 anos de vida

Na manhã deste domingo (9), às 10h, o Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Regional Norte 1) , cardeal Leonardo Steiner, presidiu a missa de comemoração aos seus 75 anos de vida. A celebração Eucarística aconteceu na Catedral Metropolitana de Manaus com a presença dos bispos auxiliares e emérito, padres, vida religiosa, seminaristas e grande número de fiéis. O arcebispo agradeceu o carinho dos participantes e, brevemente, recordou sua trajetória de vida. “Eu queria agradecer essas palavras todas, os gestos de afeto, de carinho, de proximidade. Mas especialmente gostaria de agradecer as orações de cada, de cada uma. Assim nos sentimos mais igreja, sentimos mais igreja. Eu sou muito grato a Deus, sou muito grato a Deus” enfatizou o arcebispo. Semente da vida comunitária O cardeal Steiner recordou que seu crescimento familiar é marcado pela profunda religiosidade de seus pais. Sendo o décimo terceiro de dezesseis irmãos, onde todos foram ensinados desde pequenos a rezar uns pelos outros. Essa característica religiosa também é presente em sua comunidade de origem, que mesmo pequena, gerou muitos frutos vocacionais. “Quando nasci, os mais velhos já estavam fora de casa, mas a nossa mãe todo dia à noite rezava por aqueles que já tinham saído de casa, e também pelos dois que já haviam falecido. Esse senso de família, esse senso de comunidade: nesse ambiente que eu cresci. Venho de uma comunidade pequena, de origem alemã, onde todos os cantos e orações naquele tempo ainda eram em alemão. Uma comunidade muito pequena, mas uma comunidade muito ativa, profundamente religiosa. Dessa comunidade vieram muitas religiosas, muitos padres”, explicou. Confrontar-se com a vida de comunidades Ao comentar sobre o processo formativo, o arcebispo disse que o seu tempo de seminário “foi um tempo muito rico”. E sublinhou que teve “grandes formadores, grandes pensadores, grandes teólogos, filósofos”, que o introduziram “numa vida acadêmica muito profunda”, além da oportunidade de fazer especialização fora do país. Ao retornar, foi nomeado bispo de São Félix do Araguaia, uma experiência que possibilitou um novo olhar sobre a organização comunitária. “Me ajudou demais. Eu que vinha de um ambiente apenas formativo, fui confrontado com a vida de comunidades, comunidades eclesiais de base, que abriu os olhos e me fez perceber quão grande é a igreja que está ali presente nessas pequenas comunidades, nessas expressões religiosas que eu nem sequer conhecia, de gerações e piedades que mantiveram vivas essas comunidades”, explicou. Formar-se um templo bem construído Em sua fala, o cardeal Steiner reforçou sua gratidão a Deus por tudo que recebeu, “recebi e recebi muito, talvez tenha correspondido pouco”. Para enfatizar seu pedido de orações por sua conversão, relembrou que ao passar por dois procedimentos cirúrgicos, os médicos garantiram mais 50 anos de vida, mas que, para ele, “tanto tempo eu não preciso, mas eu ainda preciso um tempo para ver se eu me converto”. E terminou associando essas dinâmicas ao texto do Evangelho do dia. “Esses textos do Evangelho de hoje são tão bonitos. Nós somos casa de Deus, somos templo de Deus. E desses templos é que deveriam jorrar a justiça, a bondade, o consolo, a fraternidade, a vida de comunidade, a experiência de Evangelho. E ainda estou tão longe de tudo isso. Mas com a ajuda de vocês, com as orações de vocês, espero poder me apresentar diante de Deus como um templo bem construído e poder participar da vida do reino definitivamente”, finalizou. Transmitir vida é a missão O arcebispo emérito de Manaus, Dom Luiz Soares Vieira, destacou em sua homilia que “sem o bispo, a igreja perde os caminhos”. E por isso, é preciso compreender-se como “uma igreja que transmite vida. Por onde passa, vai transmitindo a vida. Quem é essa vida? Jesus disse, eu sou o caminho, a verdade e a vida. Jesus é a vida”. É o modo de vida de Jesus que permeia caminho de trabalho da Evangelização. “A igreja de Jesus Cristo é uma igreja que transmite vida, que tem vida e transmite vida. Você vê como é importante no mundo de hoje. Nós estamos num mundo marcado muito por guerras, por mortes, por tantas coisas que estão acontecendo, são mortos, não são de Deus. E nós temos de dizer para o pessoal, olha, minha gente, nós temos uma boa notícia para vocês, uma boa notícia. Nós temos a solução para tudo isso que está acontecendo de desgraça no mundo. É Jesus Cristo”, pontuou Dom Luiz. Em relação a segunda leitura, tirada da primeira carta de Paulo aos Coríntios, Dom Luiz recorda que “cada cristão, cada cristã é um tijolinho nessa construção”. E que “o alicerce é Jesus Cristo, portanto Jesus deve ser realmente a razão do nosso ser, do nosso agir, do nosso pensar. Jesus é, portanto, o fundamento, o alicerce de nós, dessa comunidade, dessa arquidiocese”. Dessa maneira, a igreja permanece em construção até completar sua missão dinâmica quando chegar ao final dos tempos. Quanto ao Evangelho, ele reflete que Jesus é o templo, Jesus é nossa cabeça, nós todos formamos um corpo”. Por isso, é necessário que a comunidade se abra ao Espírito Santo e não perca o estilo de vida ao modo de Jesus de transmitir vida. E quando a natureza humana foge dessa dinâmica, é preciso ter pessoas que chamem atenção e apontem o caminho que conduzam a comunhão, e a figura do bispo luta para que essa comunhão não desapareça. “Então, o bispo é aquele que fica atento, fica atento e mostra caminhos, e mostra, minha gente, é por aqui, Jesus está aqui, olha, vamos atrás dele, vamos atrás de Jesus. Ele que é tudo para nós. Então, Dom Leonardo, a sua missão é muito importante, sabe disso, né?”, recordou Dom Luiz. Caminhar juntos como Igreja O Conselho de Leigos e Leigas da Arquidiocese de Manaus e a Conferência dos Religiosos e Religiosas do Brasil, Regional Amazonas e Roraima estiveram presentes e prestaram homenagens ao arcebispo. Seus representantes destacaram a importância de seu testemunho profético e…
Leia mais

Assembleia Formativa e Eletiva da Cáritas Diocesana de Coari fortalece missão de amor e serviço

Entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro de 2025, o município de Coari sediou a Assembleia Formativa e Eletiva da Cáritas Diocesana de Coari. O encontro reuniu representantes das Cáritas Paroquiais de Beruri, Anori, Anamã, Caapiranga, N.S Perpétuo Socorro e Santana, e São Sebastião. Um momento de partilha, formação e planejamento da missão da Cáritas na Diocese. Com o tema “Cáritas, tua força é o Senhor, tua missão é o próprio amor”, a assembleia foi acompanhada por Dom Marcos Piatek, bispo Presidente da Cáritas Diocesana, e pelo Pe. Ednei Lima, assessor eclesial da Cáritas Diocesana. Caminhar ao lado dos necessitados A Articuladora Regional, Márcia Miranda, conduziu a assessoria e a formação. Márcia destacou a importância de a Cáritas Diocesana realizar sua avaliação anual em assembleia “com a participação ativa dos agentes das paroquiais” que assumem o serviço da Cáritas. Segundo ela, o encontro também proporcionou momentos de reflexão sobre a realidade local, fortalecendo o compromisso da Igreja em caminhar ao lado das pessoas que mais necessitam. Durante o evento, o Diácono Maurício Sávio foi eleito coordenador geral, e ficará à frente das ações da Cáritas. Segundo Márcia, o diácono e os coordenadores paroquiais “assumem a missão de dar continuidade ao trabalho de promoção da vida, da solidariedade e da esperança, pilares que sustentam a atuação da Cáritas na Diocese”. Segundo participantes, A assembleia encerrou com um sentimento de renovação da fé, do compromisso e da missão de servir, reafirmando que a força da Cáritas está no Senhor e sua missão é o próprio amor. Colaboração e fotos: Márcia Miranda – Articuladora Regional da Cáritas CNBB Norte 1

Seminaristas vivenciam 12º Experiência Missionária na Prelazia de Itacoatiara

Os seminaristas do Regional Norte 1 estão reunidos na Prelazia de Itacoatiara para a 12° Experiência Missionária, organizada pelo Conselho Missionário de Seminaristas (COMISE Labontè). A experiência integra o processo formativo dos futuros presbíteros do regional, oportunizando a vivência com as realidades pastorais das igrejas locais. A programação iniciou no sábado (18) e se estende até o próximo domingo (26). A Missa de envio, na Catedral da Prelazia, marcou o início das atividades e contou com presença de agentes de pastoral e fiéis. Depois, os seminaristas seguiram para comunidades ribeirinhas e urbanas, onde fizeram visitas, celebrações, momentos de oração, encontros e rodas de conversa para fortalecer a “comunhão e a corresponsabilidade missionária”, segundo Lucas Santos, seminarista da Diocese de Roraima. Para ele, a experiência missionária é “um momento formativo para os futuros presbíteros, que vivenciam a realidade amazônica e são convidados a cultivar um olhar sempre mais próximo, fraterno e comprometido com a vida do povo”, explicou. O caminho comunitário As atividades da experiência missionário estão alinhadas ao Jubileu da Esperança, com o tema “Missionários da esperança entre os povos”, escolhido pelo Papa Francisco, e o lema “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). E buscam responder, como sinal de Esperança, ao grito urgente das pessoas que ecoa de diversas partes do mundo. O encontro com as realidades da igreja na Amazônia é fundamental para que os jovens seminaristas aprimorem seu modo de atuação. Na Exortação Apostólica Querida Amazônia, Papa Francisco recorda, ao citar o Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia, que a “vida é um caminho comunitário onde as tarefas e as responsabilidades se dividem e compartilham em função do bem comum. Não há espaço para a ideia de indivíduo separado da comunidade ou de seu território”. Essa dinâmica corresponde às aspirações evangélicas de caridade, e é um “estímulo à cultura do encontro”, onde as relações são novamente restabelecidas. É uma possibilidade para que os seminaristas recordem a vocação evangelizadora presente em cada cristão e cristã batizado. Ou seja, para que desde agora sejam capazes de reconhecer as necessidades dos povos amazônicos, exercendo seus trabalhos com a força profética do Evangelho encarnado na realidade. Aprofundar a fé Dessa forma, a experiência missionária é o espaço para que os jovens missionários aprofundem sua fé. O encontro com os povos permite que haja um reconhecimento mútuo como anunciadores do Evangelho. E o vínculo, nascido nos caminhos, nos diálogos e nos encontros, é a manifestação da Esperança oferecida por Jesus, convida à uma abertura de coração para tocar, compreender e transformar o modo de ver o mundo. Nesse aspecto, o seminarista Jainer Reina, da Diocese do Alto Solimões, comentou que a experiência na Paróquia de Nazaré, em Itapiranga, “está sendo maravilhoso, visitando as famílias, os idosos, os necessitados”. Ele enfatiza que esses momentos motivam “a nossa fé, a minha vocação para ser um sacerdote”. E espera que os frutos dessa missão “possa amadurecer mais e mais na minha vocação”, terminou. Fotos: Lucas Santos.

Diocese de Roraima: novo Diretório Sacramental

A Diocese de Roraima iniciou na manhã de terça-feira (14) a formação sobre o Diretório Sacramental para missionários e missionárias. Durante três dias, os quase 100 participantes aprofundarão a realidade sacramental na diocese para construir o novo diretório à luz do Documento Final do Sínodo da Sinodalidade. O processo inclui escuta, discernimento e comunhão para ampliar a vivência da sinodalidade na Igreja da Amazônia. Dom Evaristo Splenger, bispo da Diocese de Roraima, explica que a construção do novo diretório assume o caminho traçado pela igreja nos Sínodos para a Amazônia, em 2019, e o Sínodo sobre a Sinodalidade. Ou seja, uma igreja com “um rosto mais inculturado, mais amazônico” que caminha de “forma comunitária” com todos os padres, bispos, religiosos e leigos das comunidades. Esse caminho é assumido também no aspecto sacramental. Nele, o sacramento é entendido “como um sinal da presença de Deus, que nos aponta o caminho da salvação” e não como um “rito mágico da igreja”. essa igreja que anuncia… Jesus Cristo que caminha com esse povo na Amazônia, caminha com essa nossa diocese, onde temos tantos imigrantes, tantos povos indígenas. O objetivo é fazer um percurso que começa com os missionários. Em seguida, “é levado para o Conselho de Evangelização da Diocese”, e, posteriormente, para “as nossas comunidades, paróquias, áreas indígenas”, explicou o bispo. Ao final do processo, a expectativa é que o material recolhido para o novo diretório sacramental reflita “a participação de todas as nossas comunidades”. Chegar às pequenas comunidades Pela avaliação de Dom Evaristo, o grande desafio na construção do diretório é fazer com que ele chegue “às pequenas comunidades mais distantes, áreas indígenas, ribeirinhas e nas comunidades do interior”. É fundamental que haja envolvimento de todos, para que o diretório não caia “de paraquedas” e “as pessoas não saibam a motivação”.  Por isso, a necessidade de juntos procurar “um melhor caminho para ajudar” as “realidades muito diversas”. “Temos aqui uma realidade que é urbana, onde temos um grande fluxo migratório, então uma grande movimentação de gente. Mas também temos pequenas comunidades numa área ainda de missão, onde estão se formando as comunidades. Onde não temos ainda um catequista, não temos um ministro da palavra”, pontuou. Segundo ele, essas características levantam questionamentos, tais como “Como é que fazemos a preparação para os sacramentos, o batismo? Como é que fazemos a preparação para a primeira eucaristia? Como é que fazemos a preparação para todos os sacramentos?”, indagou o bispo. Essa preocupação não é apenas com rito, mas com todo o “processo de seguimento de Jesus”. Um estímulo para a diocese encontre “novos caminhos”. Colocar em prática o Concílio No primeiro dia, Pe. Luis Miguel Modino, membro da comunicação do Sínodo da Amazônia, refletiu a partir do Documento Final da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos – Por uma Igreja Sinodal – Comunhão – Participação – Missão. Durante o diálogo, insistiu na sinodalidade “como concreção de uma Igreja Povo de Deus, segundo a proposta do Concílio Vaticano II”. Para ele, o caminho sinodal é “por em prática aquilo que o concílio ensinou sobre a igreja como mistério e povo de Deus”. Mondino recordou que a Igreja “no Batismo dá a mesma dignidade a todos os membros do Povo de Deus”. Ela deve fomentar “a unidade na diversidade”. Para isso, a conversão é apresentada como palavra chave e condição para um caminho sinodal: conversão das relações, dos processos e dos vínculos.  “Todo o Povo de Deus é o sujeito do anúncio do Evangelho. Nele, cada Batizado é convocado para ser protagonista da missão, porque todos somos discípulos missionários”, segundo aparece no Documento Final do Sínodo. Diretório para santificação do povo de Deus Responsável por apresentar os Fundamentos dos Sacramentos, Pe. Gilson da Silva, membro do Tribunal Eclesiástico da Interdiocesano, disse que o diretório tem por objetivo “a santificação do povo de Deus”. Nessa dinâmica, o direito canônico “nos convida a ter um olhar, sobretudo, para a liturgia, onde a liturgia se torna um instrumento de salvação, olhar também para o bispo como o litúrgo responsável”. De uma maneira que “todos assumem esse papel no direito de santificação”. Outro ponto destacado são os sacramentais, “que são instrumentos, como as bênçãos, os crucifixos, que ajudam no crescimento da fé e da devoção do povo de Deus”, explicou Pe. Gilson. Além da necessidade de considerar, “diante de uma realidade amazônica”, estão presentes os elementos da inculturação e do cuidado com a casa comum. “a importância do diretório sacramental nessa perspectiva sinodal sobretudo buscar essa conversão, conversão sacramental, uma conversão primeiramente com atitudes, posturas que nos levem a um caminho de santificação”, finalizou.

Cardeal Steiner aborda contribuições para COP30

O cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), concedeu uma entrevista ao Centro para a Comunicação do Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho). O diálogo, publicado ontem (14), abordou a participação e as contribuições da Igreja Católica na 30ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30) que acontecerá em novembro de 2025, na cidade de Belém (PA). Ao ser questionado sobre realidade da Amazônia às vésperas da COP 30, o arcebispo aponta que ela exige discussão, reflexão e debate. O avanço do garimpo, mesmo com esforços de combate do governo federal, a mineração, onde o Congresso Nacional busca criar leis para exploração na região, a desflorestação, principalmente no sul do Amazonas, e migração do interior para a cidade, são os grandes desafios que permeiam a dinâmica da região. “O sul do Amazonas hoje já não tem mais a mata amazônica e isso está trazendo cada vez mais dificuldades. Mas também nós vemos devagarinho, nós que moramos nas cidades maiores, que há um peregrinar do interior para a cidade. A cidade de Manaus não cresceu, ela inchou”, declarou Por outro lado, o cardeal destacou que Amazônia carrega beleza, criatividade, poesia e, principalmente, “uma religiosidade muito profunda”. Essas características compõem as inúmeras culturas presentes nos territórios. E, segundo ele, são elas que “nos ajuda, nos anima e nos traz esperança” para enfrentar as questões que “dizem respeito a uma Ecologia Integral”. Caminhar para a fraternidade e o cuidado O entrevistador, Óscar Elizalde Prada, diretor do centro para a Comunicação do Celam destaca que é a primeira vez que uma COP acontece em território amazônico, uma oportunidade que reflexão sobre as realidades da região. E perguntou ao arcebispo quais os apelos manifestados pelos povos, através da escuta, a igreja levará para a conferência. O cardeal explicou que a grande movimentação da igreja em torno da COP30 é pelo “cuidado da nossa casa comum na Amazônia”, ampliando as vozes das comunidades mais vulneráveis.  A criação da comissão “Igreja Rumo à COP30”, composta de bispos e leigos, expressa o compromisso com a justiça climática e a ecologia integral. Além disso, o apoio ao Cimi (Conselho Indigenista Missionário) , a CPT (Comissão Pastoral da Terra) e outros organismos da CNBB. A participação da igreja será através de representantes da Santa Sé e da CNBB. E também, “apoiando os povos indígenas, apoiando diversos grupos que têm realmente preocupação com a questão do meio ambiente”, no Brasil e no mundo. Esse espaço fortalece a presença da igreja nos debates, e influencia na tomada de decisões visto que “nos preocuparmos com a igreja, nos preocuparmos porque cremos e temos esperança, queremos cuidar da nossa casa comum, queremos propor”.  “nós queremos estar sinodalmente presentes. porque queremos caminhar juntos, queremos que a humanidade caminhe, mas caminhe com esperança e caminhe com cuidado, não caminhe para a destruição e a dominação, mas caminhe para a fraternidade, para usar uma expressão de Francisco de Assis”, enfatizou o arcebispo. A Sinodalidade como caminho para um mundo melhor O arcebispo de Manaus recorda que “a sinodalidade é a preciosidade que Papa Francisco nos devolveu”, já que possibilita “caminhar juntos na casa comum”. Esse horizonte, permite que se construam processos de escuta mútua, fundamentais para reverter a organização social atual onde “os estados não se escutam em relação à ecologia integral”. Ele acrescenta que isto inclui também ‘escutar o grito da Terra’, como pedia Francisco. “Esses gritos, esses movimentos que existem na terra, existem entre a sociedade ou as sociedades, precisam ser ouvidos”, sublinhou. Além disso, depois do processo de escuta, a sinodalidade favorece a busca de soluções conjuntas. Ou seja, construir propostas que ajudem no cuidado da casa comum, da terra e diminuam a destruição tanto na Amazônia, como em outras regiões do mundo. A expectativa do cardeal Steiner é de que o caminho sinodal permita que as proposições assumidas na COP 21, descritas no acordo de Paris, sejam executadas. “Talvez a grande dificuldade será realmente nos ouvirmos e nos escutarmos, porque tenho a impressão que tem alguns que não desejam participar da escuta, mas impor determinadas compreensões que acabam destruindo ainda mais a nossa Terra”, explicou o cardeal. Laudato Si’ é a grande herança de Francisco Papa Francisco insistiu na necessidade de conversão dos modos vida adotados pela sociedade para ajudar a cuidar da Casa Comum, não apenas para igreja, mas para o mundo. Nessa perspectiva, o caminho trilhado pela igreja nos últimos anos é fortalecido pela publicação da encíclica Laudato Si’. O cardeal comentou a importância do documento para a COP 21.  “A COP de Paris chegou às conclusões que chegou, eu creio que se deve muito ao texto de Papa Francisco. Eu estive lá participando da delegação da Santa Sé e testemunho isso da importância que teve Laudato Si’”, explicou o cardeal. Além disso, o arcebispo insiste que o documento “ainda não chegou em todas as comunidades”. Ele oferece uma nova dinâmica para as relações, “de cultivo e de cuidado, baseado numa hermenêutica do Gênesis” ainda ausente na coletividade. O cardeal explica que essa compreensão precisa se proliferar e todos os âmbitos, mas a relação ainda é “muito comercial. A relação ainda é muito financeira, a relação ainda é muito econômica”. Novas relações sem ganância O arcebispo reforçou a necessidade de novas relações com o ambiente porque a “Terra não suportará no futuro toda essa devastação”. Essa afirmação parte da insistência de cientistas nos efeitos da devastação, mesmo com “elementos muito concretos” apresentados, existe uma “teimosia” em assumir “caminhos possíveis de preservação” e cuidado. Ele vê essa dificuldade em “abrirmos os olhos” para a realidade do planeta está relacionado “à ganância que existe” em relação ao território amazônico e recordou a fala de Francisco na África ‘tirem as mãos da África’.  “Eu às vezes tenho vontade de repetir, até numa ocasião já repeti, tirem as mãos da Amazônia. Tirem as mãos da Amazônia. Quer dizer, esse modo ganancioso, dominador, destruidor, que fere…
Leia mais

Jubileu do Povos Originários: Cardeal Steiner convida a converter as relações

Na manhã deste domingo (5), o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, participou do Jubileu dos Povos Originários. O evento reuniu lideranças e entidades indígenas no Parque do Mindú, espaço simbólico de biodiversidade e ancestralidade. O objetivo era celebrar a resistência, a cultura e a espiritualidade dos povos em comunhão com o Jubileu da Esperança. Ao saudar os presentes, o cardeal ressaltou que “estamos aqui reunidos na busca de celebrarmos ou participarmos do ano santo da redenção, o ano da esperança”. Por isso, ele recorda a quantidade de “elementos importantes da nossa vida” e “elementos culturais” que foram apresentados. Mas destaca, especialmente, o elemento “das nossas relações mais próximas” como fundamento do júbilo. “Nós que vivemos da Terra, com a Terra, que participamos da vida da Terra. E ao celebrarmos o Jubileu, nós estamos lembrando que Jesus nos redimiu, Jesus nos salvou”, disse o arcebispo. Recordar a dignidade de todas as criaturas Essa perspectiva da salvação é apresentada no Evangelho de São Marcos, onde Jesus “envia os apóstolos e diz: anunciar isso a todas as criaturas”. Dessa maneira, o cardeal explica que “todas as criaturas participam da Salvação, todas as criaturas participam da Redenção, nenhuma criatura ficou de fora”. Por causa disso, a forma de relacionamento dos povos indígenas com a natureza expressa a dignidade de toda a Criação. “Quando nós temos, como povos indígenas, uma relação toda especial com o Meio Ambiente, com todas as criaturas, nós estamos recordando a dignidade de cada criatura, que cada criatura tem, porque participa da vida de Jesus, participa da vida de Jesus que ressuscitou por nós, participa da vida nova”, disse o arcebispo. Converter as relações Cardeal Steiner pediu aos povos indígenas que “nós ajudem a serem esse sinal de esperança”, já que, ao participar do ano santo, “nós somos guiados pela esperança” de que “haja uma outra relação com o Meio Ambiente”. E essa esperança recai sobre a necessidade de que “o nosso mundo se converta, a esperança de que a sociedade branca se converta”. E assim, “nós possamos realmente nos relacionar com as criaturas, não para dominar e destruir, para ganhar dinheiro, mas podermos viver juntos na Casa Comum”. O arcebispo de Manaus trouxe à memória o empenho que a Igreja no Brasil assume em torno da temática ambiental. Essa importância se destaca em muitas atividades realizadas, mas especialmente nas Campanhas da Fraternidade. Mas mesmo com esse esforço, segundo o cardeal, “parece que a sociedade está surda. Parece que os corações estão fechados e não percebem como todas as criaturas, são importantes para podermos viver, conviver”. Assim, cardeal Steiner reforça que celebrar o ano santo é dizer “ainda estamos buscando a salvação”. E mesmo com a destruição do meio ambiente existente, permanece a palavra que diz “não, ainda existe salvação” porque “nós acreditamos na necessidade de uma conversão”.  Ao final, motivou os participantes para que a celebração vivida seja um ânimo e possam permanecer como presença de esperança, de salvação e de harmonia. “Nós vivemos como irmãos e irmãs, nós usamos uma expressão tão bonita e significativa dizendo, somos parentes. Que nós todos possamos nos sentir parentes, irmãos e irmãs, mas também, como dizia São Francisco de Assis, irmão e irmã de todas as criaturas. Que Deus nos ajude e que vocês nos ajudem a sermos cada vez mais motivo de esperança, motivo de transformação e não de destruição”, finalizou o cardeal.