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Muticom 2025 abre chamada de trabalhos acadêmicos sobre comunicação e ecologia integral

Mutirão de Comunicação será realizado em Manaus e recebe, até 20 de julho, resumos expandidos de pesquisas voltadas à comunicação, sustentabilidade e transformação social O 14º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom 2025) está com chamada de trabalhos acadêmicos aberta para o evento, que acontecerá de 25 a 28 de setembro de 2025, no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, em Manaus (AM). O evento é promovido pela Comissão Episcopal para a Comunicação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e traz como tema central “Comunicação e Ecologia Integral: transformação e sustentabilidade justa”. A programação do Muticom será marcada por debates científicos e produção coletiva de conhecimento, com foco no papel da comunicação diante dos desafios socioambientais contemporâneos. A proposta metodológica do Muticom se organiza em Rios Temáticos, que são espaços formativos destinados à escuta, ao diálogo e à construção coletiva de saberes. É nesses rios que acontecerão as apresentações presenciais de comunicações acadêmicas, nos dias 26 e 27 de setembro de 2025, em formato de resumo expandido. Modalidade de submissão e temáticas Os interessados poderão submeter seus trabalhos na modalidade “Pesquisa que Transforma”, que contempla comunicações acadêmicas, em andamento ou já concluídas, que articulem teoria e prática no campo da comunicação ou em áreas afins. Os trabalhos devem estar vinculados a um dos 12 Rios Temáticos, que abrangem tópicos como: narrativas transmidiáticas, jornalismo ambiental, espiritualidade ecológica, ativismo digital, educomunicação, direito à informação, comunicação popular e saberes tradicionais. A lista completa dos rios e suas respectivas ementas está disponível na chamada oficial. Normas para submissão A submissão deverá ser feita por meio de resumo expandido (de 4 a 6 páginas), com texto formatado em fonte Times New Roman 12, espaçamento simples, conforme orientações disponíveis na chamada. Cada autor(a) poderá submeter até dois trabalhos, sendo um individual e outro em coautoria. Estudantes de graduação deverão obrigatoriamente submeter em coautoria com profissional formado. As submissões devem ser realizadas até o dia 20 de julho de 2025, via formulário disponível online:  FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO Benefícios aos aprovados Autores(as) com trabalhos aprovados terão isenção da taxa de inscrição e participação garantida no evento. Os resumos integrarão um e-book com ISBN, com lançamento e distribuição digital gratuita após o Muticom. Sobre o Muticom O Mutirão Brasileiro de Comunicação é realizado há mais de 50 anos e se consolidou como o principal espaço de articulação, formação e inovação no campo da comunicação eclesial no Brasil. A edição de 2025 será especialmente marcada pelo diálogo entre comunicação e ecologia integral, em memória aos 10 anos da encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco e em sintonia com os apelos do Papa Leão XIV por justiça ecológica, social e comunicacional. Cronograma da chamada de trabalhos: Informações Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail:  ricardocalvarenga@gmail.com A íntegra da chamada, o edital, com normas detalhadas e temáticas dos rios, está disponível no link:  EDITAL – CHAMADA PARA ENVIO DE TRABALHOS Por Equipe Pedagógica – Muticom

Dom Zenildo Lima: “As comunidades não podem ser igual casa de conjunto habitacional, todas iguais”

A missionariedade é uma dimensão fundamental na vida da Igreja, na vida das comunidades eclesiais de base. Na Amazônia, as CEBs são “um barco missionário que inclui todos e todas”, segundo o bispo auxiliar de Manaus e referencial das comunidades eclesiais de base no Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), dom Zenildo Lima. Uma reflexão presente na VI Assembleia das Comunidades Eclesial de Base da prelazia de Tefé, que se celebra na paróquia São Joaquim de Alvarães de 09 a 13 de julho, com a presença de mil representantes das 14 paróquias e 03 áreas missionárias em que se divide essa igreja local. A Igreja casa O bispo destacou a importância das imagens, seguindo o exemplo de Jesus, que se servia das parábolas, uma dinâmica presente na catequese da Igreja ao longo da história. Dom Zenildo Lima usou a imagem da casa para falar da Igreja, sustentada em quatro pilares, quatro esteios, nas casas de madeira da Amazônia: Palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária. Dom Zenildo Lima refletiu sobre as experiências de vida que as pessoas vivem em suas casas, mas também nas comunidades. A casa como lugar de encontro, em volta da mesa, como local de encontros marcantes, como local onde vamos descobrindo nossa identidade. Nessa perspectiva, o bispo destacou a importância de as comunidades ter sua identidade, de recuperar a identidade de nossas comunidades, onde a gente tem que vivenciar a experiência de encontro amoroso, de encontro afetuoso. “As comunidades não podem ser igual casa de conjunto habitacional, todas iguais”, disse o bispo referencial das CEBs no Regional Norte 1. A Igreja barco Falando da Igreja como barco, dom Zenildo disse que “CEBs não pode ser barco de turismo, tem que ser barco de pesca”. Isso porque “um barco de pesca é simples, funcional, sempre em movimento. Carrega redes, instrumentos de trabalho e pescadores que conhecem a dureza das águas, mas também a alegria da pesca abundante”, segundo o bispo. Nessa perspectiva, ele definiu as CEBs como “comunidades que se reúnem para partilhar a Palavra, a Eucaristia, fortalecer a fé, discernir a vida e sair ao encontro dos irmãos e irmãs com gestos concretos de solidariedade, justiça e anúncio do Reino”. Frente a isso, “um barco de turismo é bonito, confortável, cheio de poltronas, música ambiente e paisagens para admirar. Tudo é feito para agradar os passageiros. Mas ele não pesca, ele passeia. Está ali para entreter, não para transformar. Se uma CEB se transforma num barco de turismo, perde sua razão de ser: deixa de evangelizar e passa a girar em torno de si mesma”, sublinhou dom Zenildo. Uma Igreja que se envolve com a vida do povo É por isso que, em palavras do bispo auxiliar de Manaus, “as CEBs foram pensadas como um jeito de ser Igreja, como expressão da Igreja em saída: uma Igreja que rema contra a corrente, que se envolve com a vida do povo, que escuta as dores da terra e dos pobres. Não podemos correr o risco de cair na tentação do comodismo, de nos contentar com reuniões fechadas, eventos para nós mesmos, e um certo ‘turismo espiritual’ que nos afasta da realidade”. Um barco missionário, que acolhe, que conduz, que entrega. Um barco que promove a inclusão, a corresponsabilidade e a sinodalidade, refletindo sobre relações, processos, vínculos e formação. O bispo, seguindo o Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade, questionou: Quais as convicções que nos sustentam para estarmos juntos no Barco? Como diferentes sujeitos com diferentes responsabilidades, podem atuar em comunhão? Como se dá a tomada de decisões e o acompanhamento das mesmas nas diferentes instâncias da comunidade? Como experimentamos nosso senso de pertença à comunidade e como ela está enraizada na realidade? Nossas experiências de formação educam para caminharmos juntos? Ajudam a ser comunidades sinodais e em saída missionária? O barco missionário das CEBs tem que ajudar as pessoas a viver como seguidores de Jesus, disse dom Zenildo. O bispo fez um chamado a descobrir que Jesus está conosco, Ele está no barco, ajuda a superar as dificuldades. Mas sabendo que o barco missionário tem que ir ao encontro dos outros, atravessar o rio, mesmo correndo riscos. Diante da diferença com os outros, o bispo questionou como a gente reage, se o faz com agressividade ou se aprende com os outros. O desafio missionário é fazer com que todos tenham vida e para isso é necessário se sentir responsável pelo cuidado das pessoas. Um barco missionário Na reflexão eclesiológica, “a Igreja se compreende, as comunidades de base se compreendem como comunidades eclesiais missionárias, como um barco missionário que inclui todos e todas”, sublinhou dom Zenildo Lima. Segundo ele, “missionariedade, mobilidade, Igreja em saída, inclusão permearam esta reflexão”. O bispo refletiu sobre “os movimentos que acontecem dentro do barco, que são movimentos que exigem sinodalidade, os movimentos que acontecem fora do barco, que são movimentos que exigem comprometimento no que diz respeito ao cuidado da casa comum, no que diz respeito a novas experiências religiosas”. Realidades em que somos “sempre iluminados pela Palavra que apresenta Jesus presente no barco conosco, sempre iluminados pela caminhada da Igreja em nossa região, sempre iluminados pelo testemunho de pessoas que deram a vida por esta Igreja em Tefé”, disse o bispo. Ele definiu a VI Assembleia das Comunidades Eclesiais de Base da prelazia de Tefé como “grande encontro de uma Igreja sinodal, de uma Igreja em saída, de um compromisso com a plenitude da vida e com a missão”.

Cardeal Steiner: “A Amazônia hoje é brasileira por causa dos religiosos que levaram o Evangelho”

O arcebispo de Manaus e presidente Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), cardeal Leonardo Steiner, esteve na tarde desta terça-feira, 08/07, na 27ª Assembleia Geral Eletiva da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB). Com convicção serena, recordou que o Brasil deve à Vida Religiosa, em particular com a Igreja na Amazônia, onde muitos consagrados e consagradas ofereceram generosamente suas vidas ao serviço do povo e da missão evangelizadora. Vida religiosa: os primeiros missionários O cardeal Steiner fez memória da presença religiosa na construção do país perguntando “O que seria do Brasil se não fossem os religiosos especialmente?” e enfatizou que “a Amazônia hoje é brasileira por causa dos religiosos que levaram o Evangelho. A minha palavra é uma palavra de gratidão. Nós, o Brasil, devemos muita à Vida Religiosa. Os primeiros que vieram foram os religiosos, os meus irmãos Frades Menores.” A Encarnação do Verbo na Amazônia através dos Religiosos Ao dirigir-se ao público presente, o presidente do regional disse que “O Verbo se fez carne na Amazônia através dos religiosos, das religiosas e continuou sendo assim. Então a gratidão à Vida Religiosa. Existem religiosos e religiosas que nós não sabemos onde foram parar na Amazônia.” O cardeal recordou os irmãos e irmãs que “foram levadas pelas águas, foram levados pelas matas, nós não sabemos onde estão os corpos, sabe Deus.” Essa perspectiva realça a dimensão da entrega para à missão vivida pelos religiosos que se dedicam, especialmente, à região amazônica. A Vida Religiosa como uma travessia Ao abordar a temática da assembleia, o arcebispo de Manaus refletiu que “essa Vida Religiosa que tinha vibração e que continuou tendo vibração, uma Vida Religiosa que tem esperança, uma Vida Religiosa que faz travessia, a Vida Religiosa é uma travessia.”  A CRB recordou que o cardeal Steiner “é uma voz profética na defesa da vida, da ecologia integral e dos povos amazônicos e que sua presença fortalece o compromisso da Vida Religiosa Consagrada com as causas urgentes do nosso tempo” Sentinela de esperança A 27ª AGE acontecerá de 8 a 11 de julho, no Colégio Marista, em Brasília (DF), com o tema “Vida Religiosa Consagrada: Sentinela de esperança em tempos de travessia.” A assembleia reunirá Superiores e Superioras Maiores de Institutos e Congregações do Brasil para a eleição da presidência e da diretoria da CRB Nacional, que assumirá a condução da entidade no período de 2025 a 2028.

Dom Samuel participa de encontro de novos bispos da CNBB: Conhecer toda a magnitude da missão do episcopado

A Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza de 7 a 11 de julho na sede da entidade, em Brasília, um encontro com os bispos nomeados no último ano. Com a participação de 13 bispos, 7 deles auxiliares, está presente o bispo auxiliar de Manaus, dom Samuel Ferreira de Lima. Integrar os novos bispos O objetivo é integrar os novos membros ao trabalho da Conferência, favorecer a colegialidade e oferecer subsídios sobre a missão episcopal. Os novos bispos foram acolhidos pelo arcebispo de Porto Alegre e presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, e o arcebispo de Vitória e presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, que apresentou as motivações do encontro. Dentre as temáticas abordadas, o bispo no Código de Direito Canônico, o Estatuto Canônico da CNBB, e Política de Proteção da Infância e Pessoas Vulneráveis, temáticas apresentadas pelo arcebispo de Ribeirão Preto, dom Moacir Silva, e Frei Alexsandro Rufino, OFM, assessor canônico da CNBB. Com a assessoria do cardeal Jaime Spengler, foi refletido sobre a missão do bispo hoje, dando oportunidade a uma partilha das realidades e os desafios das dioceses no Brasil. Os bispos aprofundaram sobre a o papel do bispo na Iniciação a Vida Cristã, com a assessoria do Pe. Wagner Carvalho, assessor da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB. Os bispos irão conhecer os organismos da Igreja no Brasil: Pontifícias Obras Missionárias, Conferência dos Religiosos do Brasil, Edições CNBB, o Centro Cultural Missionário, a Rede Eclesial Pan-Amazônica, o Centro de Formação de Fé e Política. Eles irão participar da Missa de Abertura da Assembleia da CRB, presidida pelo cardeal Leonardo Steiner. Participação do bispo auxiliar de Manaus Segundo dom Samuel é um momento de autoconhecimento entre os participantes e de aprimoramento da comunhão fraterna. O bispo auxiliar de Manaus disse estar sendo uma experiência gratificante, dado que “você encontra com irmãos que estão na mesma missão, vivendo a mesma dimensão de início de um pastoreio, de uma missão que lhe é confiada, e que vamos clareando qual é a nossa missão particular, qual é o projeto de Igreja, como é a caminhada na Conferência, quais são os desafios, as responsabilidades, a proposta de trabalho de evangelização”. O bispo disse estar sendo “uma experiência rica, a gente poder conhecer toda a magnitude que é a missão do episcopado dentro da CNBB, nessa caminhada de ser Igreja no Brasil. dos muitos desafios que se apresentam nas realidades múltiplas que vemos nessa imensidão de país”. Ele insiste em que “está sendo muito rico, gratificante e de um aprendizado muito grande, de a gente poder abrir a compreensão, a percepção da dimensão que é a nossa missão, junto às nossas, comunidades, a diocese onde a gente está servindo”. Finalmente, dom Samuel afirmou que “vai ser um momento muito rico, cada palestrante traz muitos elementos que vão nos ajudar como instrumentos no exercício do nosso múnus.” Um encontro que pretende ajudar os bispos a refletir sobre como “sermos instrumentos de comunhão eclesial e de trabalharmos a sinodalidade”, segundo o bispo auxiliar de Manaus.

Cardeal Steiner: “Jesus sem esperar que os discípulos estejam prontos, os envia em missão”

No XIV Domingo do Tempo Comum, o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, iniciou sua homilia recordando que “nos foi anunciado no Evangelho: ‘O Reino de Deus está próximo’. Próximo, permanece como que velado, não revelado plenamente, mas em revelação, em manifestação. Velado, por isso próximo de nós. Próximo, pois Deus sempre está próximo, está na proximidade. Jesus é a proximidade de Deus”. Somos amados e nunca abandonados Segundo o presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), “o Reino da proximidade está plenificado com a morte e ressurreição de Jesus. Nele participamos da proximidade de Deus, pois partícipes de um novo modo de ser, de viver, de conviver. Somos participes em Jesus do mistério do Reino de Deus, pois salvos e viventes da vida da Trindade. Ele a fonte da nossa esperança e alegria: somos amados e nunca abandonados. Ele, o ressuscitado, permanece entre nós e em nós”. “Jesus envia os discípulos em missão com uma saudação e uma mensagem”, disse o cardeal. Ele lembrou a saudação: “Que a paz esteja nesta casa”! É por isso que “em toda e qualquer casa que entrarem desejar a paz, saudar com a paz, oferecer a paz!” Isso porque “Jesus envia como embaixadores da paz. E uma mensagem: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’”. “Como é admirável no Evangelho que Jesus sem esperar que os discípulos estejam prontos e bem-preparados, os envia em missão. Para ir em missão, anunciar a vida nova, o novo modo de viver e conviver, para lugares desconhecidos, entre pessoas desconhecidas, Jesus não diz o que levar, mas o que não levar: ‘Não leveis bolsa, nem alforje, nem sandálias’”, refletiu o cardeal. Ele insistiu em que “o mínimo do mínimo, como se propusesse: sem bagagem, sem segurança, sem grandes projetos, sem estruturas, sem seguranças, sem apoios. Os envia na riqueza da pobreza, da força da beleza e riqueza do anúncio do Reino de Deus. Quanto mais livres e simples, pequeninos e humildes, tanto mais o Espírito Santo poderá inspirar, iluminar o caminho da missão. O envio em missão faz dos apóstolos mensageiros da riqueza do Reino, e arautos da paz, guiados pelo Espírito Santo, na força da pobreza”. Enviados como portadores de paz Citando as palavras de Jesus: “Que a paz esteja nesta casa”! o cardeal refletiu: “como os discípulos, também nós como seguidores e seguidoras de Jesus, somos enviados com a saudação da paz, portadores de paz; a paz que é o próprio Jesus. Somos mensageiros da paz e seremos reconhecidos como pertencentes a Jesus, como discípulos missionários, discípulas missionárias como mulheres e homens que vivem do Reino se saudarmos com a paz. A paz do Ressuscitado!” Analisando a realidade atual, o arcebispo de Manaus disse que “no tempo de tanta violência, guerra, morte, Jesus nos envia como mulheres e homens de paz, a paz da vida nova.” O cardeal recordou as palavras de Papa Francisco: “Irmão, irmã, a paz começa por nós; começa por mim e por ti, por cada um de nós, pelo coração de cada um de nós. Se viveres a sua paz, Jesus vem e a tua família, a tua sociedade, mudará. Mudarão se primeiro o teu coração não estiver em guerra, não estiver armado de ressentimento e raiva, não estiver dividido, não for ambíguo, não for falso. Pôr paz e ordem no coração, desativar a ganância, extinguir o ódio e o rancor, evitar a corrupção, evitar a trapaça e a astúcia: é aqui que começa a paz. Gostaríamos de encontrar sempre pessoas mansas, bondosas e pacíficas, a começar pelos nossos familiares e vizinhos. Mas Jesus diz: «Leva tu a paz à tua casa, começa por honrar a tua esposa e amá-la com o coração, respeitando e cuidando dos filhos, dos idosos e dos vizinhos. Irmão e irmã, por favor, vivam em paz, acende a paz e a paz habitará na tua casa, na tua Igreja, no teu país”. Nas palavras de Jesus, o cardeal Steiner vê “saudação e anúncio! Envia com a mensagem: ‘O reino de Deus está próximo! […] O reino de Deus está próximo’”. Segundo ele, “Jesus envia os discípulos dois a dois. A alegria que brota da proximidade de Deus, do Reino de Deus, concede a paz, mas não nos deixa em paz. Dá paz e não nos deixa em paz, pois provoca uma mudança esperançosa: enche de admiração, surpreende, transforma a vida, encanta, realiza, leva a vida à sua plenitude!” O Senhor transforma sempre a nossa vida Citando novamente as palavras de Papa Francisco, o arcebispo de Manaus disse: “E o encontro com o Senhor é um começo constante, um contínuo dar um passo em frente. O Senhor transforma sempre a nossa vida. É o que acontece com os discípulos no Evangelho: para anunciar a proximidade de Deus, partem para longe, vão em missão. Porque quem recebe Jesus sente que deve imitá-lo, fazer como Ele fez, que deixou o céu para nos servir na terra, e sai de si mesmo. Portanto, se nos perguntarmos qual é a nossa tarefa no mundo, o que devemos fazer como Igreja na história, a resposta do Evangelho é clara: a missão. Ir em missão, levar o Anúncio, dar a saber que Jesus veio do Pai”. Igualmente, o cardeal lembrou que “o anúncio, a evangelização, dizia São Paulo VI, não é um ato individual e isolado, mas dois a dois, pois missão da Igreja! Eclesial e em comunhão. A evangelização em nome da Igreja, acontece em comunhão. Nenhuma pessoa anuncia segundo critérios e perspectivas individualistas, mas sempre em comunhão, com a comunidade, a igreja particular. A Igreja é ela toda inteiramente evangelizadora. Onde ela se encontra, a Igreja, diríamos as comunidades, se sente responsável pela missão de difundir o Evangelho, o Reino de Deus”, citando Evangelii Nuntiandi 60. O arcebispo recordou que “Papa Francisco ao falar da evangelização, ensina que a comunidade dos discípulos de Jesus nasce apostólica, nasce missionária, não proselitista. Evangelizar não é o mesmo que fazer proselitismo, mas propor um outro…
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CEAMA 5 anos: um caminho irreversível de sinodalidade e esperança – Dom Zenildo Lima

Ao comemorar os cinco anos da criação da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus e vice-presidente da CEAMA, lembrou que mais do que celebrar uma data, estamos celebrando um profundo, coletivo e irreversível caminho eclesial. “Não estamos apenas comemorando os cinco anos da CEAMA, estamos comemorando uma caminho”, ele disse. Um caminho que atingiu seu ápice com o Sínodo para a Amazônia, iniciado com um amplo processo de escuta territorial, continuado pela Assembleia Sinodal de 2019 e coroado com dois frutos preciosos: o Documento Final do Sínodo e a Exortação Apostólica do Papa Francisco “Querida Amazônia”. Desde então, ressalta Dom Zenildo Lima, esse processo tornou-se irreversível: “Há cinco anos nascia a CEAMA, fruto daquele Sínodo e das vozes que, já na Assembleia, apontavam a necessidade de uma organização que articulasse a vida das Igrejas amazônicas”. Inicialmente concebida como um organismo episcopal, a CEAMA foi discernida, no âmbito do Conselho Pós-Sinodal, como uma conferência eclesial, com maior capacidade de promover uma presença ampla, inclusiva e coordenadora de todos os intervenientes no território. Cinco anos após sua fundação, a CEAMA é um sinal concreto do caminho rumo a uma Igreja com rosto amazônico, comprometida com a conversão ecológica, um novo modo de evangelizar e o fortalecimento das redes que emergem do coração do processo sinodal. Segundo o bispo, “hoje, cinco anos depois da CEAMA e seis anos depois do Sínodo, reconhecemos com gratidão as muitas iniciativas que foram concebidas, frutos de um processo vivo e profético profundamente enraizado na vida dos povos amazônicos”. Da CEAMA, renovamos nossa esperança e compromisso de continuar caminhando juntos, em sinodalidade, em defesa da vida, dos povos e da nossa Casa Comum. Fonte: CEAMA

Procissão fluvial de São Pedro e Jubileu dos pescadores em Manaus reaviva a fé e desperta a esperança do povo

Na solenidade de São Pedro e São Paulo, a arquidiocese de Manaus realizou a 76ª Edição da Procissão Fluvial de São Pedro, que neste ano teve como lema: “Pedro, tu me amas?”, acontecendo neste Ano Jubilar o Jubileu dos Pescadores e Marinheiros. Como Pedro, seguir os passos de Jesus No barco Rio Branco, da Marinha do Brasil, a imagem de São Pedro, acompanhada pelo arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, percorreu as águas do Rio Negro, dando início a um momento celebrativo, que o cardeal pediu “nos inspire a viver como viveu São Pedro, seguindo os passos de Jesus, como o grande imitador de Jesus. Para podermos, assim como ele também, ser essa presença de Jesus no meio do nosso povo.” Uma procissão que também foi oportunidade, a pedido do arcebispo de Manaus para lembrar “do nosso querido Papa Leão XIV, sucessor de Pedro”. A peregrinação continuou pelas ruas de Manaus a caminho da Catedral de Nossa Senhora da Conceição, onde a imagem de São Pedro ingressou pela porta santa, assim como os pescadores, pescadoras e marinheiros, que acompanhavam seu padroeiro, com grande devoção na Igreja da Amazônia e na arquidiocese de Manaus. Segundo a coordenadora de pastoral da arquidiocese de Manaus, Ir. Rosana Marchetti, “este Ano Santo é um ano importante para a Igreja universal e sendo que não é possível todo mundo ir para Roma para celebrar lá, nós pensamos que dentro da nossa arquidiocese era uma proposta muito bonita para que todas as pastorais, movimentos e realidades eclesiais celebrassem um jubileu aqui mesmo. Por isso foi aberta uma porta santa e por isso as pastorais, movimentos, serviços são incentivados a vivenciar este Ano Jubilar aqui na nossa arquidiocese. São momentos que reavivam a fé, que animam o povo e que despertam uma nova esperança”. Quem dizeis que eu sou? Na homilia da missa que encerrou o momento jubilar, o arcebispo de Manaus partiu da pergunta que Jesus faz aos discípulos: “e vós, quem dizeis que eu sou?”, e da resposta de Pedro: “Tu és o Cristo, o Messias, o Filho de Deus Vivo.” Uma resposta que gera em Jesus a confiança para dizer: “tu és Pedro, e sobre esta pedra, sobre esta fé, construirei a minha Igreja.”. E por isso, sublinhou o cardeal Steiner, “na medida em que nós vamos conseguindo dizer com Pedro, tu es o Cristo Filho de Deus Vivo, nós vamos construindo a Igreja, vamos construindo as nossas comunidades, a partir de Jesus”. “Quando Jesus é tudo para nós, tudo vale a pena. Quando Jesus é o sentido, também da dor, também da morte, então tudo tem sentido. É sobre esta pedra e sobre esta fé, que Jesus constrói a nossa vida, a nossa relação com Ele, porque Ele é o Filho do Deus vivo”, sublinhou o arcebispo de Manaus. Ele recordou que “Pedro negou Jesus, diante do medo, diante da morte, ele também tropeçou. Mas não deixou depois de dizer, Senhor, tu sabes que eu te amo”, o que levou Jesus a dizer a Pedro: “Tu, segue-me”, e Pedro “seguiu sem titubear, seguiu sempre em todos os momentos mais difíceis, até a morte, e morte de cruz”. O arcebispo de Manaus refletiu igualmente sobre a figura de Paulo, destacando que “já não enxergava mais o Antigo Testamento como acostumava a ler e interpretar, agora nova luz, agora nova visão, agora nova percepção”, que o levou a dizer: “combati o bom combate”. O cardeal ressaltou que em tantos lugares que Paulo passou, “sempre pregando o Deus vivo, Jesus Crucificado e ressuscitado”, chegando dizer que “para mim, viver é Cristo”. Todos os rios nos conduzem a Jesus Na Solenidade de São Pedro e São Paulo, o cardeal Steiner convidou a olhar para esses dois grandes irmãos. Ele fez um chamado aos peregrinos para que “nós que participamos da procissão fluvial, nós que navegamos pelos rios, fizemos do rio o nosso caminho, o caminho da nossa vida com Pedro, nós hoje podemos dizer que todos os rios nos conduzem a Jesus, porque ele é aquele que é o Cristo, o filho de Deus vivo. Então também nós, os pescadores, as pescadoras, na luta, na labuta do dia a dia, nas dificuldades que temos para arrumar o peixe para poder vender, para sustentar a família, nós fazemos como Pedro, reafirmamos, tu es o Cristo, o Filho de Deus vivo, e não desanimamos, mas sempre esperamos, sempre esperançados, sempre iluminados pela esperança que é Jesus, o Filho de Deus vivo”. Segundo o cardeal Steiner, “olhamos para Pedro e seguimos a Jesus com fidelidade.” Ele fez um chamado a que “não nos afastemos de tão grandes homens de fé”, as colunas da Igreja. Isso porque “nós vivemos dessa experiência de fé de Pedro e Paulo”, que o levou a dizer: “como não louvar e bendizer a Deus por esses homens que nos herdaram essa fé.” Uma experiência de fé que levou o arcebispo de Manaus a afirmar que “é do Filho de Deus vivo que vivemos, para Ele vivemos e nele vivemos, e porque nele vivemos somos a Igreja, a vida em comunidade”.

Cardeal Steiner: “Pedro nos convida a ser uma Igreja-em-seguimento”

Na Solenidade de São Pedro e São Paulo, o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, iniciou sua homilia afirmando que “o Evangelho apresenta Jesus em diálogo Pedro e os discípulos. Jesus se dirige aos discípulos com duas perguntas, com o desejo de clarificar a verdade de sua mensagem e presença e, ao mesmo tempo confirmá-los no seguimento, na vida do Reino”. O enviado de Deus “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”, disse o presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, recordando a pergunta de Jesus. “Eles responderam: Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda que é Jeremias ou algum dos profetas”, disse citando o texto do Evangelho. Segundo ele, “o dizer dos outros vê Jesus em continuidade com o passado: João Baptista, Elias, Jeremias ou algum dos profetas. Não perceberam a condição única de Jesus, a sua novidade, a sua originalidade, do seu verdadeiro envio. Reconhecem, apenas, que Jesus é um homem convocado por Deus e enviado ao mundo com uma missão, como os profetas. Jesus é, assim, um homem bom, justo, generoso, que escutou os apelos de Deus”. “Então Jesus lhes perguntou: E vós, quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: Tu és o messias, o Filho do Deus vivo”, continuou com o texto. Segundo ele, “Pedro toma a palavra e faz uma confissão: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo’”. Para o arcebispo de Manaus, “confessar que Jesus é Messias, ‘o Cristo’, expressa que Ele é o libertador que Israel esperava, enviado por Deus para libertar o seu Povo e para oferecer a salvação. Mas Pedro confessa não só que ele é o Messias, mas também o Filho do Deus vivo, do Deus vivente”. “Filho de Deus visibiliza que Ele recebe vida de Deus, que vive em total comunhão com Deus, que desenvolve com Deus uma relação de profunda intimidade e que Deus lhe confiou uma missão única: a salvação, a redenção. O Deus vivo é o reconhecimento da profunda unidade, comunhão e intimidade entre Jesus e o Pai, Jesus e o Espírito Santo que será enviado. A confissão de Pedro diante dos sofrimentos que Jesus haveria de passar a paixão e morte de cruz, abre uma relação nova e vindoura”, enfatizou o cardeal. Confissão que constrói a Igreja Ele citou de novo a passagem do Evangelho: “Respondendo, Jesus lhe disse: Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus.” Em palavras do arcebispo de Manaus, “é sobre essa confissão, essa revelação, que se constrói a Igreja, que somos Igreja. É na manifestação dessa fé que recebemos as chaves para nos ligarmos e permanecermos fiéis ao Reino revelado definitivamente na Cruz e Ressurreição. É nessa confissão que participação do mistério salvífico, redentor e libertador do Filho de Deus. É nessa confissão que somos recebidos e afirmados como Filhas e filho de Deus”. “Talvez, a pergunta dirigida aos apóstolos nos ajude a responder que Jesus é o Messias o Filho do deus vivo, pois a cada um de nós é dirigida a pergunta: ‘E vós, quem dizeis que Eu sou?’ A pergunta ecoa e nós respondemos: tu és o Filho de Deus vivo!! Mas uma resposta que não nasce mais do dizer dos outros, do que lemos e ouvimos, mas de experimentamos a Jesus.  Qual é o lugar que Jesus ocupa na minha vida, na minha existência. Quem é o Filho de Deus quando me encontra a dor, a desilusão, a morte? Ele é o Filho de Deus se apresenta nos pobres, nos necessitados, nos despossuídos, nos descartado? É Ele que a quem respondo ao responder às necessidades de tantos necessitados?  Quem é Jesus Cristo para mim? E nós continuamos a afirmar que ele é o Messias, o Cristo o filho de Deus vivo que anima os nossos passos, abre o nosso coração, nos acompanha enquanto caminhamos, enquanto somos peregrinos. Ele razão de peregrinarmos na Esperança e sermos sinal de esperança para tantos irmãos e irmãs desiludidos”, refletiu o cardeal Steiner. Ele lembrou que “hoje celebramos Pedro e Paulo, no dizer de Papa Francisco, dois Apóstolos enamorados de Jesus, duas colunas da fé da Igreja. Como responderam ele a pergunta e vós quem dizeis que eu sou?” Despertar e erguer-se Na primeira leitura dos Atos dos Apóstolos, o cardeal destacou que “Pedro é libertado das correntes da prisão; ‘um anjo do Senhor tocou-lhe o lado enquanto dormia, despertou-o e disse: Ergue-te depressa!’ É despertado e deve erguer-se. Despertar e erguer-se, significa que o anjo do Senhor despertou Pedro do sono da morte e o impeliu a erguer-se, isto é, a ressurgir, a sair para a luz, a deixar-se conduzir pelo Senhor para superar todas as portas fechadas. Ao ergue-se e seguir o anjo Pedro responde mais uma vez a Jesus: Tu és o Filho do deus vivo”. Nessa perspectiva, o arcebispo de Manaus disse que “a resposta de Pedro é o seguimento. ‘Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo’ se faz caminho! Depois de ter vivido a fascinante aventura de seguir a Jesus, só depois de ter caminhado com Ele, seguindo os seus passos durante muito tempo, é que Pedro chegou àquela maturidade espiritual que, por graça, por pura graça, o leva a tão clara profissão de fé. Pedro largara tudo, para seguir Jesus. E o Evangelho sublinha: ‘imediatamente’. Pedro não disse a Jesus que iria pensar nisso, não fez cálculos para ver se lhe convinha, não apresentou desculpas para adiar a decisão, mas deixou as redes e seguiu Jesus, sem pedir antecipadamente qualquer segurança. E aprofundaria o seguimento dia após dia,…
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Entrega da Reforma da Igreja dos Remédios: “um espaço da nossa história”

Na manhã de 27 de junho, foi entregue a obra de reforma da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, localizada na rua Leovegildo Coelho, Centro Histórico de Manaus. O evento contou a com a presença do arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, do presidente do IPHAN, Leandro Grass, da superintendente do Instituto do Patrimonio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no Amazonas, Beatriz Calheiro, e da bancada federal responsável pela emenda. Um patrimônio da sociedade Na ocasião, o cardeal Steiner recordou a importância da conservação da história e da tradição através do patrimônio: são mais que espaços religiosos “é um espaço da nossa história. É um espaço da nossa tradição. É um patrimônio da sociedade, um patrimônio da cidade, mas é um patrimônio também do estado Amazonas.” O arcebispo de Manaus, aproveitou para agradecer de coração “a bancada do Amazonas ter assumido essa responsabilidade”, mesmo já tendo enfatizado que “todos nós temos uma responsabilidade”. Agradeceu a empresa que assumiu os trabalhos de reforma, recordando “todos os funcionários que ajudaram a preservar o patrimônio histórico”. O patrimônio como lugar de encontro O arcebispo de Manaus recordou o uso de uma “expressão muito bonita que agrada a todos: ‘ação de graças’, esse modo de sabermos agradecer” e convidou todos os presentes a fazerem um “momento de oração em agradecimento a todas as pessoas que colaboraram, todas as pessoas que nos ajudaram”. O cardeal aproveitou ainda para pedir que “esse espaço continue sendo um espaço de um encontro. O encontro não apenas entre o céu e a terra, mas o encontro entre nós” e ainda “para que possamos assim, cada vez mais servir, para termos uma sociedade cada vez mais fraterna, cada vez mais urbana”, urbanidade no sentido “de cuidado, de respeito, uns para com os outros”. A Cerimônia se encerrou com a entrega da placa de reforma. Uma obra que contou com um investimento de um milhão setecentos e cinquenta e nove mil reais, fruto da articulação da arquidiocese de Manaus e a bancada federal do Estado do Amazonas 2022, executada pelo IPHAN. Entre os itens contemplados pela restauração estão a recuperação das argamassas e pintura interna e externa da igreja, a instalação do sistema de proteção contra descargas atmosféricas, a reforma da casa paroquial, a manutenção e substituição parcial dos aparelhos de ar-condicionado, assegurando conforto térmico aos fiéis e a requalificação completa do piso e do forro, preservando sua integridade artística e estrutural. Emmanuel Grieco – Comunicação CNBB Norte 1

Dom Mário Pasqualotto nos 60 anos de sacerdote: “Se nascesse mil vezes, mil vezes, eu queria ser padre de novo”

O bispo emérito da arquidiocese de Manaus, dom Mário Pasqualotto, completa no dia 26 de junho 60 anos de ministério presbiteral. Uma efeméride que foi comemorada neste domingo 22 de junho na catedral de Nossa Senhora da Conceição, onde o bispo presidiu a celebração eucarística das 7:30 horas. Na homilia, o bispo auxiliar emérito iniciou sua reflexão dizendo que “Jesus faz para nós a mesma pergunta que fez para os apóstolos: Que dizem os homens ao meu respeito? O é que nós decidimos? O que é que nós pensamos de Jesus? O que é que o povo pensa de Jesus?”. Diante disso, dom Mário disse que “tem gente que, talvez com pouca catequese, pensa Deus como alguém que castiga, alguém que coloca medo, alguém que obriga a fazer as coisas. Ou alguns podem pensar em Jesus como alguém que socorre na hora da necessidade.” Ele encontra a resposta na Carta aos Gálatas, onde fala de se revestir de Cristo, afirmando que “nós fazemos uma experiência profunda de Cristo, quando fazemos uma experiência profunda de amor, de doação”, algo que ele disse ter experimentado ao longo de 24 anos na Fazenda da Esperança, onde gestos de amor mudaram a vida de muitas pessoas, contando exemplos disso. Segundo o bispo, “quando se reveste da Palavra, vive a Palavra, é Jesus para os outros, os outros se tornam Jesus para mim.” Ele sublinhou que “o sofrimento, a Cruz é parte essencial do cristianismo. Nunca esqueçamos que Cristo sim evangelizou, nos catequizou com a Palavra, mas nos salvou com a paixão e morte. A gente tem a graça de descobrir que o sofrimento tem um valor de salvação, um valor divino. Basta transformar o sofrimento, a dor, em amor, oferecer tudo.” Dom Mário Pasqualotto disse que nós somos mais cristãos “quando com Cristo e como Cristo aceitamos a cruz”, fazendo um firme chamado a “nunca se revoltar diante do sofrimento, mas dizer, este é um momento de graça, o sofrimento salva, o sofrimento dá vida, vida nova.” Ele disse que “Jesus nos ensina qual é a característica do cristão, como é que a gente é cristão de verdade”, mostrando que isso acontece quando alguém “renuncia a si mesmo, toma a sua cruz cada dia e segue a Jesus. Pois quem quer salvar a sua vida vai perdê-la. Quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. Quem perder a sua vida humana, material, quem se esforça em viver para os outros, quem procura amar, portanto, perder a si mesmo, se aniquilar para ser servo dos outros, este é o cristão. A Cruz não é uma desgraça. O bem-estar que Deus nos prometeu não é este material. O bem que Deus procura para nós é outra coisa, é muito mais importante que um bem-estar, que um dinheiro, que uma casa nova, que um carro novo. É Ele mesmo presente na nossa vida. Isso é o que nós temos que fazer, encontrar Ele, Jesus, na nossa vida.” Segundo dom Mário, eu encontro Cristo no irmão, no irmão pobre, na unidade, na comunhão, onde dois ou mais estão unidos no seu nome. O bispo fez um chamado a encontrar Cristo sempre, a pensarmos na graça, a deixar que Jesus entre na vida de cada pessoa, a descobrir que a união, amar o irmão, viver na comunidade, nos ajuda a crescer sempre mais, estar na mesma estatura de Cristo. No final da celebração, dom Mário Pasqualotto, olhando para seus 60 anos de sacerdote, disse que tudo o que ele vivenciou, “faz parte do amor de Deus”, mostrando seu desejo de agradecer a Deus muito por tudo, por todas as graças recebidas. Neste tempo de tantas guerras, tanta divisão, ele disse que Jesus veio pra unir o mundo, fazer do mundo uma única família, pedindo rezar pela paz. Igualmente, o bispo fez um convite a rezar pelas vocações sacerdotais, “que nosso jovem descubra a beleza de se doar.” Ele testemunhou que é muito feliz em sua vida e seu ministério, afirmando que “se nascesse mil vezes, mil vezes, eu queria ser padre de novo”.