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Autor: Emmanuel Grieco

Diocese de Alto Solimões realiza Admissão às Ordens Sacras e Instituição de Ministérios

Na noite de 14 de dezembro de 2025, a Diocese de Alto Solimões realizou a Missa de Admissão às Ordens Sacras e Instituição dos Ministérios de Leitor e Acólito. A celebração foi presidida por Dom Adolfo Zon, bispo da diocese e vice-presidente do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na Paróquia São Paulo Apóstolo, Co-Catedral de Alto Solimões, no município de São Paulo de Olivença, Amazonas, às 19h. Na celebração, Leonan Barros de Souza, do 1° ano de Teologia, recebeu a Admissão às Ordens Sacras; Alex Cacau Pedrosa, Adelson Quirino e Hércules Vitorino, do 2° ano de Teologia, foram instituídos no Ministério de Leitor; e, Camilo Jailton Martins, do 3° ano de Teologia, foi instituído no Ministério de Acólito. Dom Adolfo Zon iniciou sua homilia agradecendo os padres presentes, em especial Pe. Pedro Cavalcante, responsável pelo Seminário Arquidiocesano São José, em Manaus. Nele os seminaristas do Regional Norte 1 realizam as etapas de formação do Discipulado e da Configuração. Ele enfatizou a preciosidade de cultivar “uma amizade sacerdotal” durante o processo formativo, que ajuda os seminaristas a “crescer segundo a estatura de Cristo Jesus”. Preparar os corações Em seguida, reforçou aos presentes que a liturgia do 3° Domingo do Advento apresenta o horizonte da alegria. Essa perspectiva é aprofundada com o Encerramento do Ano Jubilar na diocese e a conferência de ministérios ao grupo de seminaristas. Embora seja “tempo de penitência, de preparar nossos corações, preparar nossos caminhos para acolher o Cristo Senhor”, explicou o bispo, é “uma penitência alegre”. Ao comentar sobre a primeira leitura, Dom Adolfo Zon destacou o anúncio do profeta de que a vinda de Deus transformará a “situação de opressão numa situação de alegria”. Da mesma forma, com o fim do Jubileu da Esperança, deve permanecer a certeza “que Deus sempre vem para nos salvar. O nosso Deus é salvador. O nosso Deus não é opressor. O nosso Deus quer a vida plena”. Essa prerrogativa deve fortalecer a caminhada de fé dos cristãos. O serviço é esperança viva No rito de Admissão às Ordens Sacras o seminarista é acolhido como candidato ao diaconato e prrsbiterato, marcando um passo importante na caminhada vocacional. Esse compromisso de fé recorda, nas palavras do bispo, que a “presença destes jovens caminhando rumo a ser presbíteros da sua igreja local é um sinal precioso”. Nesse rito de entrada do caminho prebisteral há um aprofundamento do discernimento do serviço dedicado à comunidade, necessário manter ainda mais viva a Esperança. “Configuração, porque já começou a etapa da configuração, né? Que se chama no seminário, configuração a Cristo sacerdote. Que bonito. Aproveite, não te faltarão as ajudas necessárias, seja por parte da nossa diocese como também do Seminário Maior São José”, acrescentou o bispo. Quanto a instituição do ministério de leitor, Dom Adolfo Zon explicou que é para que os seminaristas “se esforcem por acolher essa palavra ruminada no seu coração e pregada sobretudo com a sua vida”. De maneira que sua linguagem, seu modo de ser traduza semelhança com a Palavra de Deus escrita. E ilustrou que seu jeito de ser padre o torna reconhecível onde quer que esteja, vivendo uma realidade que transparece e que deve transparecer o próprio Jesus. Animados pelo Espírito Em relação ao rito do acolitado, o vice presidente recordou que o seminarista Camilo Jaílton vai na frente favorecendo o caminho dos outros. Enfatizou que ser instituído nesse ministério é um convite a aprofundar as dimensões relacionadas ao “Altar e sobretudo da Eucaristia”. E com isso, pediu que o Espírito Santo animasse outros jovens na Diocese, assim como animou cada um deles, param que de cada comunidade “surja uma de suas vocações” de forma a frutificar uma boa animação vocacional. “O encerramento precioso com este Jubileu da Esperança e sobretudo também de preparação para o Natal. Saber que Cristo veio no meio de nós e Ele se faz presente na palavra de Deus, se faz presente no altar da Eucaristia, se faz presente também nesses seminaristas que estão se preparando para servir o seu povo e também se faz presente no seu povo”, finalizou o bispo. Fotos: Diocese de Alto Solimões.

Cardeal Steiner: Advento, “o nascer de Deus em nossa humanidade”

O Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e presidente do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, presidiu a Celebração do 3° Domingo do Advento na Catedral Metropolitana de Manaus na manhã de 14 de dezembro de 2025. Ele recordou aos presentes que “estamos a caminho de Belém”. Nesse percurso, a liturgia traz o anúncio de diversas manifestações de Deus e que o Advento é a “espera do Filho do Homem o nascer de Deus em nossa humanidade”. Em sua homilia, o cardeal explicou que o 3° Domingo é chamado de Domingo da Alegria, por ser uma “espécie de antecipação litúrgica para podermos celebrar a alegria do Natal”. Em continuidade, recordou o Evangelho do domingo passado, onde “víamos João Batista às margens do Jordão” e hoje o Evangelho anuncia que ele está na prisão e em dúvidas e manda perguntar: “és tu aquele que há de vir ou devemos esperar por um outro?”. “João, o preparador, o anunciador, o aplanador das colinas, o endireitador dos caminhos, não sabe mais. Anunciava e agora já não sabe mais. Ele havia tocado, havia batizado seu Senhor e agora na quase ignorância do saber. Havia dito que não sou digno nem mesmo de carregar suas sandálias, agora já não sabe mais quem ele é”, ilustrou o cardeal. Seria Ele o esperado?  O arcebispo indagou os fiéis presentes a pensar “O que não faz a prisão, queridos irmãos e irmãs? O que pode fazer a solidão?”. Dando seguimento, explicou a perspectiva em que se encontrava João Batista “não mais rodeado pelas multidões, discussões, não mais pregações, nem mesmo o batismo de conversão”. Ele expôs que a solidão de João é um “nada para anunciar, nada para preparar, nada para endireitar” e com ela João se interroga: “é ele ou devemos esperar por um outro?”. “Abandonado, sem o vestido das peles de camelo, sem o cinturão de couro em torno dos rins, sem os gafanhotos e o mel silvestre, se interroga, duvida, espera. E agora no desejo da confirmação de uma presença nova que deve batizar no Espírito. Seria ele o esperado, o desejado das nações, o implorado, o rezado nos séculos o Deus conosco, o Deus da história, o Deus de nossos pais, o Deus de Abrão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó?”, novamente apontando as percepções da dúvida de João Batista.  Em suas palavras o cardeal conduziu os presentes a assumir o questionamento de Batista, “É ele? É ele o nascido em Belém, no quase relento, sem casa, sem lugar, no recolhimento das ovelhas? É Ele? Ele que nascera, Ele cumpridor das escrituras, Ele o esperado, Ele o meu primo, o da minha raça, do meu sangue, da minha parentela, da descendência de Davi. Ele o filho de Maria e José, João não sabe mais”. E outra vez trouxe a passagem do Evangelho “É aquele que devia vir ou devo esperar por um outro?”. O arcebispo prosseguiu com objeção de João “um grande profeta, um grande curador, anunciador”.  E acrescentou “seria demais, impossível que o desejado, implorado, explorado, esperado por tantas gerações fosse justamente ele, o da minha carne, o do meu sangue, da minha parentela, o de Nazaré?”. Isto porque, segundo ele, o precursor se vê “abandonado, solitário, à espera da morte”, e na dúvida envia de seus discípulos a Jesus para questioná-lo. Como resposta, Jesus pede que contem a João o que “os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados”. Feliz aquele que não se separa de Mim Em sua homilia, o cardeal explicou que o que viram e ouviram era “o sinal inconfundível de que era Ele e não o outro”. Em suas palavras “Ele era a vida nova que estava por pulular em todas as partes”, e por isso era “feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim”. Dessa forma, escandalizar assume a compreensão de “não se separa de mim”. Porque, em Jesus, “uma vida nova, pois um reino novo, uma nova convivência. Tudo redimido, tudo transformado”, essas transformações é que tornavam visível a presença de Deus. O arcebispo acentuou que esses sinais não eram os milagres que causam “admiração e estupefação”. E sim “do cuidado e do desvelo de Deus, a aproximação de Deus em dar olhos, em conceder liberdade, em dar corpos limpos”, como explicou o cardeal. A visita de Deus aos pequeninos e necessitados “os enche de vida nova, os renova, os liberta, os coloca de pé, eles caminham com os próprios pés, veem com os próprios olhos, ouvem com os próprios ouvidos, mas todos purificados e limpos”. “É que vivem na purificação não própria. mas na purificação de Deus. Então, não necessitava esperar por o outro. Somente um Deus humanado poderia cuidar assim dos cegos, dos coxos, dos leprosos, dos surdos, dos mortos, dos pobres. Sim, João, sou eu, o da tua parentela, o filho de Maria José que você conheceu. Sou eu, aquele o esperado, implorado, desejado, ansiado por séculos. Sou eu, não precisas esperar por um outro” explicou o cardeal. É a criança de Belém O presidente destacou a beleza do texto apresentado da primeira leitura do Livro do Profeta Isaías “vida nova, parece tudo resplandecer, tudo brilhar, mas cheio de vida e de transformação”. Com a palavras do profeta, refletiu a quantidade daqueles que voltaram para casa curados “Os que o Senhor salvou voltarão para casa. Quantos voltaram para casa curados? Nos textos do Evangelho encontramos”. No retorno iam “a Sião cantando louvores com infinita alegria, brilhando os seus rostos, cheio de gozo e de contentamento, não mais a dor e o pranto. Vida nova, porque presença nova de Deus entre nós”. Essa percepção responde ao questionamento de João a sim mesmo sobre a pessoa de Jesus “Assim era ele, João não precisava esperar por outro”. Hoje, queridos irmãos, queridas irmãs, queridos telespectadores, radiouvintes, Domingo da Alegria. Alegria pré-anunciada pelo profeta, alegre-se a terra que era deserta e intransitável. E não…
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Diocese de Borba ordena Presbítero o Diácono Ângelo Prestes

Na noite de ontem, 06 de dezembro de 2025, a Diocese de Borba realizou a Ordenação Presbiteral do diácono Ângelo Prestes, pela imposição das mãos de Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, bispo diocesano, na Basílica de Santo Antônio de Borba, às 19h. O evento contou com a presença de presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas, sua mãe, Domingas Valente Prestes e demais familiares e amigos. Viu e encheu-se de compaixão Após uma longa caminhada de discernimento, estudo e vivência na fé, o jovem borbense, Ângelo Prestes demostrou o desejo generoso de “trabalhar na vinha do Senhor”. A partir de 2016, com a chegada de Dom Zenildo Luiz em Borba, começaram seus passos vocacionais, por meio de encontros de comunidades, pastorais e fortalecimento na catequese. Toda essa experiência vocacional fez nascer em seu coração o ardor pelo chamado ao sacerdócio. Em 2018, Ângelo ingressou no Seminário Arquidioceseno São José, em Manaus, onde cursou o Bacharelado em Filosofia. Em 2022 iniciou os estudos de Teologia no Seminário Maior Maria Mãe da Igreja em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Foi ordenado diácono no dia 2 de agosto de 2025, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida. A escolha do serviço de presbítero é a mais pura decisão de entrega e amor. Por isso, toda Igreja de Cristo se alegra com este vosso filho que hoje decidiu caminhar em direção aos apelos dos mais humildes. O Sacerdócio é o ministério do amor Em sua homilia, Dom Zenildo Luiz Lima pontuou as dimensões da fé, sendo esta cognitiva, pois faz transpassar a todo tipo de injustiça e faz crescer em humanidade, e em comunhão com a igreja e com os irmãos. Esta fé guiará o ministério sacerdotal. Dom Zenildo exorta que o Jovem diácono deve seguir a canção do Padre Zezinho – “Não deixe que eu me canse, ó Senhor”. Não deixe de amar a Jesus e servir ao povo. Que seus caminhos reflitam a linguagem do amor, da humildade e da harmonia. “Seja impulsionado e iluminado pelo Espírito Santo de Deus”. Neste viés, o Bispo diocesano frisou que “o povo de Deus sente necessidade do Presbítero discípulo, do presbítero missionário, do presbítero que vive o Evangelho”. Foi mencionado também por Dom Zenildo que o neo-sacerdote seja um padre mistagogo, pela catequese, pela evangelização e pelo testemunho. A alegria do pertecimento Durante a celebração, os participantes prestaram homenagens ao novo padre, a Sra. Domingas Prestes, mãe de Pe. Ângelo Prestes, em lágrimas de profunda alegria, revestiu o novo presbítero, num momento de comoção e alegria a todos os presentes na Basílica. Este gesto solene de fé e entrega representa um fortalecimento significativo para a Diocese de Borba, bem como para suas foranias, paróquias e áreas missionárias. O Padre Jair, da paróquia de Campo Grande, irmã-diocese, afirmou que o Padre Ângelo “tem traços de pastor e seguirá firme‘. O padre Jânio Assis, pároco da Paroquia de Autazes apontou qualidades que destacaram a caminhada do Padre Ângelo.  A Ata final foi declamada pelo Padre Jair Vieira Alves, chanceler da Cúria diocesana. “Eu decidi ficar entregue à ação da graça e da Misericódia de Deus” Em suas palavras, o Padre Ângelo Prestes afirmou que o “Senhor Deus nos reconstrói a partir de Seu Sagrado Coração“. Ele afirma que “Deus me convidou a caminhar, não porque eu mereça, mas porque Ele é, em plenitude, misericórdia”. As palavras emocionadas do novo sacerdote foram marcadas por profundo agradecimento e sincera gratidão a todos aqueles que contribuíram para sua formação. Ao final, confiou sua missão à intercessão de Santo Antônio, pedindo a graça de ser um homem da Palavra e um servo fiel. Texto e imagem: Francelina Lopes de Souza – Coordenadora da Pastoral da Comunicação da Diocese de Borba

Arquidiocese de Manaus inicia Assembleia Sinodal da Juventude

Na noite de ontem (5), o Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus e Presidente do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 1), presidiu a missa de abertura da Assembleia Sinodal da Juventude, na Catedral Metropolitana de Manaus, às 18h. A celebração marca o caminho de conclusão do Sínodo da Juventude. Nos dias 6 a 8 de dezembro, os Jovens e Adultos Sinodais construirão caminhos pastorais para as Juventudes de todo território arquidiocesano. Durante sua homilia, o Arcebispo de Manaus recordou que o texto do Evangelho nos convida a “um abrir olhos. Sempre um abrir olhos”. Nela o cardeal explicou que “nem sempre nossos olhos atinam para a verdade pela qual poderíamos ser atingidos”. E que o caminho percorrido com o Sínodo da Juventude foi “como que um pedir para abrir olhos”. Olhos sensíveis ao Anúncio do Evangelho Segundo o cardeal, o elo entre o texto evangélico e o Sínodo reflete o desejo da Igreja de Manaus de que os jovens “pudessem falar, os jovens pudessem dizer”. Mas que com ele, os jovens possam também “ver e participar da vida da igreja, da vida eclesial, do reino de Deus, do anúncio do Evangelho. Então a súplica do texto do evangelho de hoje é o desejo de ver”. Ele recorda que a forma como os cegos dos olhos veem no texto, reforça a sensibilidade alcançada por aqueles que sentem a necessidade de “ver”. “Veem pela escuta, pelo timbre da voz, pelas expressões, pelos adjetivos, pela sonoridade agressiva ou acalentadora, veem, mas vem também pelo tato. E apalpando, tocando, veem. Todos veem”, destacou o arcebispo. Essa busca dos cegos pela visão revela a “grandeza e a beleza de podermos viver na dignidade de filhos e filhas de Deus”. E é justamente o que dá alento, coragem e matura as experiências humanas, pois o Evangelho dá sentido à vida. O arcebispo também destacou que o texto apresenta a perspectiva comunitária, onde os dois cegos viram juntos, estabelecendo uma ligação com processo sinodal que carrega as expressões comunitárias de fé dos jovens. “Eram dois. É como se disséssemos, nós vemos mesmo quando vemos juntos. Quando nossos olhos se abrem e juntos vemos. Porque um diz, veja que bonito, e o outro diz, olha mais isso, e veja mais isso, e veja mais aquilo. E nós vamos tendo essa beleza de um mosaico dos veres. Na nossa Assembleia Sinodal, nós não viemos individualmente”, explicou. A concretude dos novos caminhos A dinâmica escolhida para a Assembleia buscará ajudar os jovens a apontar caminhos concretos de como ser jovens na Igreja de Manaus. O “ver” apresentado pelo Evangelho convida a desenvolver uma receptividade construtora de participação autêntica, engajada e comprometida. E, nas palavras do cardeal, “podermos ir trabalhando juntos, servindo juntos, rezando juntos, cantando juntos, dançando juntos. porque somos uma igreja, somos a visibilização do reino de Deus.” E nesse sentido, a clareza de que o processo se constrói de forma comunitária permite que a pergunta de Jesus floresça: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?”. E a resposta a essa pergunta é um chamado aos jovens para que apresentem caminhos e propostas para que a igreja possa, como citou o Dom Leonardo, “ir ao encontro de todos”, até os que não participam da vida da igreja. E assim, ver e comunicar a beleza, a profundidade e a verdade extraordinária do Evangelho. “Sim, na medida de crermos que nós, como jovens, somos capazes de responder à beleza do Evangelho. Sim, à medida da fé, à medida de crermos, fomos todos batizados, na medida em que cremos que somos capazes, porque recebemos a filiação divina. Não somos qualquer um, somos todos filhos e filhas de Deus. E como filhos e filhas de Deus, nós dizemos, eu quero ver. Ver sempre mais.”, refletiu o arcebispo. Ao final, o cardeal Steiner reforçou que todos merecem viver e experimentar a beleza do Evangelho. E para isso convidou os presentes a pedirem “Nossa Senhora Imaculada Conceição nos ajude nesses dias”. Principalmente “nós que preparamos os nossos corações para a grande Solenidade da Imaculada Conceição, que nos coloquemos a caminho com os nossos jovens”. Fotos: Arquidiocese de Manaus

Coordenação Regional da Pastoral da Juventude realiza reunião em Manaus

A Pastoral da Juventude (PJ) do Regional Norte da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB – Regional Norte 1) realizou a 73° reunião da Coordenação Regional. De 21 a 23 de novembro, os coordenadores se reuniram no Centro Magis Amazônia, em Manaus. Um momento de construção coletiva das atividades regionais, de partilha e de compromisso com a juventude e a Igreja da Amazônia. Além dos coordenadores regionais, participaram Marcelo Pereira, da Prelazia de Tefé, Coordenador Nacional da Pastoral da Juventude pela Regional Norte 1; Ir. Jerusa (ASC) e Pe. José Roberto (OMI), da Comissão de Assessoria da Pastoral da Juventude, e Ir. Rosiene Gomes, Articuladora Regional das Pastorais Sociais. Na programação da noite de sexta-feira (21), os participantes vivenciaram um momento de encontro, escuta e espiritualidade. O sábado iniciou com uma mística, inspirada no lema do Ano Jubilar “A esperança não confunde” (Rm 5,5), aprofundada nos versículos de 1-5. A partir disso, iniciaram o puxirum para a construção do plano de ação do próximo triênio. Segundo Marcelo Pereira, os integrantes refletiram seis eixos que orientam a caminhada da Pastoral da Juventude: formação e relação, espiritualidade, comunicação, cultura, ação transformadora e sustentabilidade. E dentro de cada eixo, abordaram pistas, atividades e os passos que “queremos dar até o fim deste triênio da nova coordenação” (2025 a 2028). A programação encerrou no domingo. Informações e fotos: Pastoral da Juventude Regional Norte 1

Diocese de São Gabriel da Cachoeira aprofunda os caminhos da Sinodalidade em Assembleia Pastoral

Nos dias 14 e 15 de novembro a Diocese de São Gabriel da Cachoeira realizou a primeira Assembleia Pastoral da cidade. Com o tema “A Sinodalidade, passos e caminho para a uma Pastoral de Conjunto”, o encontro tratou da redivisão da presença missionária dos presbíteros e da vida religiosa consagrada, da iniciação cristã e da catequese nas comunidades urbanas. A experiência enfatiza o desejo de comunhão, participação e missão. Com mais de 100 participantes, entre leigas e leigos, as Irmãs Filhas de Maria Auxiliadora, as Irmãs Filhas de Santa Maria da Providência, as Irmãs Catequistas Franciscanas e as Irmãs Filhas de Nossa Senhora do Sagrado Coração. E também com os missionários do Sagrado Coração, os padres diocesanos locais e os padres fidei donum e o serviço pastoral paroquial dos Salesianos de Dom Bosco buscando uma melhor presença e experiência nas itinerâncias. No primeiro dia, foi apresenta a história desde o tempo das missões até o surgimento da nova área missionária que se chamará Sagrada Família, no bairro Miguel Quirino. Segundo Dom Vanthuy Neto, bispo da Diocese, com a ajuda de Pe. Sidcley e o Sr. Edivaldo, descobriram “espaços na cidade de São Gabriel onde nós não temos uma presença física ou uma capela ou mesmo uma comunidade humana”. E a partir disso, as comunidades urbanas se dividirão em três paróquias: Catedral Arcanjo São Gabriel, São João Bosco e Nossa Senhora Aparecida e a Área Missionária Sagrada Família. Caminhar juntos Durante o sábado, os participantes da assembleia identificaram a necessidade da construção de um Plano Pastoral de Conjunto para atender as necessidades da cidade. Especialmente após o último censo, que indicou um crescimento do número de evangélicos. Por isso, optaram por quatro caminhos: o da ministerialidade, da iniciação à vida cristã, da catequese e da sustentabilidade da Evangelização na região. Quanto a dimensão transversal da ministerialidade, as quatro áreas eclesiásticas da cidade contarão com uma comissão de trabalho para formação do povo de Deus à serviço nas comunidades. Já para os temas da iniciação cristã e da catequese, priorizarão a construção dos caminhos da catequese dentro da cidade, nas comunidades do Rio Negro, do Rio Curicuriari e do Rio Uaupés. Valorizando as duas experiências fortes das comunidades: o batismo e a catequese. Sustentar a vida comunitária Além disso, Dom Vanthuy Neto destaca “um clamor que veio das comunidades” de “como sustentar a Evangelização”. Essa perspectiva da sustentabilidade passa pelo dízimo, ofertas, envolvimento do povo, pela construção de capelas e sustento da formação do povo de Deus. Mas também pelo lado humano, com famílias que enfrentam o alcoolismo e o suicídio entre os jovens, nesse ponto, o carisma Salesiano apoiará a organização de um serviço juvenil. Ao final, as comissões de leigas e leigos formadas e demais participantes demonstram animação com o caminho pastoral iniciado para a cidade de São Gabriel, que os conduzirá a Assembleia do ano seguinte. Dom Vanthuy Neto sublinha que “a ideia é que se cada vez, mais se estreite uma comunhão”, principalmente com o crescimento urbano e as dinâmicas de êxodo rural e presença dos migrantes venezuelanos. Desse modo, o trabalho conjunto entre missionários, religiosos e religiosas; e padres diocesanos, nas quatro comissões, ajudaram a fazer o caminho completo em 2026. Fotos: Diocese de São Gabriel da Cachoeira

Diocese de Parintins realiza Assembleia Eletiva da Pastoral da Criança

A Diocese de Parintins realizou a Assembleia Eletiva da Pastoral da Criança Diocesana, de 14 a 16 de novembro, no Centro Pastoral Mãe de Deus, em Parintins. A reunião contou com momentos de avaliação, planejamento e visitas às comunidades. O encontro fortalece a proximidade com a realidade local e o compromisso missionário com as famílias assistidas. Estiveram presentes representantes das paróquias Nossa Senhora de Lourdes, São Sebastião, São José Operário, Nossa Senhora da Conceição, de Maués. Além de Dom José Albuquerque, bispo diocesano, e com a assessoria da Coordenadora Estadual Alriane da Silva Santos, da Pastoral da Criança do Regional Norte 1, que conduziu a assembleia. Durante os três dias, houve a avaliação das atividades de 2025, um momento formativo sobre a missão da Pastoral da Criança, a eleição da nova equipe de coordenação diocesana e o planejamento do ano de 2026. Os participantes definiram como meta implantar a PC em todas as paróquias da Diocese e contribuir com o caminho sinodal assumido pela diocese. Além disto, celebraram os 37 anos da Pastoral na Diocese de Parintins. Com espírito de unidade, partilha e comprometimento, a Pastoral da Criança reafirma sua missão de serviço, cuidado e amor ao próximo na Diocese de Parintins. Com informações e fotos da Diocese de Parintins

Conselho Missionário Diocesano de Parintins realiza assembleia anual

A Diocese de Parintins realizou a Assembleia Anual do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), nos dias 14 e 15 de novembro, no Centro Pastoral Mãe de Deus, em Parintins. O encontro reafirmou o compromisso da diocese com a animação missionária, a comunhão e o fortalecimento da ação evangelizadora nas comunidades. Kennedy Affonso, integrante da Equipe de Articulação Regional do Conselho Missionário Regional (COMIRE), conduziu momentos de reflexão, estudo e aprofundamento sobre a missão na Amazônia. Os participantes pautaram a ampliação da Equipe de Coordenação do COMIDI, composta pelo Pe. Oséias e pela Ir. Valéria, e indicaram mais duas novas lideranças para integrar a coordenação. Essa movimentação busca fortalecer a articulação missionária e ampliar a representatividade dos agentes pastorais no serviço diocesano. O encontro reuniu representantes das paróquias, áreas missionárias e comunidades para avaliar a caminhada missionária do ano e definir as prioridades para 2026. A assembleia foi concluída com o envio dos missionários participantes e da nova coordenação ampliada, às 19h, com a Celebração Eucarística na Catedral Nossa Senhora do Carmo. Com informações e fotos da Diocese de Parintins

Pastoral dos Surdos realiza formação na Diocese de Parintins

A Pastoral dos Surdos da Diocese de Parintins realizou um encontro formativo para agentes pastorais no último sábado (15), na Escola de Áudio Comunicação Padre Paulo Manna, em Parintins. A iniciativa reforça o compromisso da Diocese com a inclusão, a acessibilidade e a presença pastoral junto às pessoas surdas. Com objetivo de fortalecer a participação plena na vida e missão da Igreja. Participaram da formação presencialmente 23 agentes e virtualmente dois representantes da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, de Maués. O evento contou com a presença de Dom José Albuquerque, bispo da Diocese de Parintins; de Dom Giuliano Frigeni, bispo emérito; e do Pe. Eduardo Lima, representante da Coordenação Diocesana de Pastoral. Além da formação, os participantes também avaliaram as atividades realizadas ao longo do ano, a definição da programação e do planejamento para 2026 e a eleição dos dois membros que representarão a Diocese de Parintins no Encontro Nacional da Pastoral do Surdo (ENAPAS), em janeiro 2026, em Fortaleza (CE). As integrantes da Coordenação Regional da Pastoral dos Surdos do Regional Norte 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Regional Norte 1), Ir. Andréia Müller e Alice Costa, assessoraram a formação. A programação contemplou a temática do Seguimento a Jesus, com o aprofundamento na perspectiva dos sacramentos, nos turnos da manhã e da tarde, com momentos de estudo, reflexão, escuta e orientações sobre o fortalecimento da ação pastoral junto à comunidade surda. O encerramento ocorreu com a participação na Celebração Eucarística na Catedral de Parintins. Com informações e fotos da Diocese de Parintins

Na COP30, diálogo socioambiental pela Paz: “não mais domínio, mas relação respeitosa com todos os seres”

O diálogo é o instrumento que nos permite avançar na construção social. Daí a importância do Painel “Diálogo socioambiental pela Paz: adaptação e transição justa”, realizado na Zona Azul da COP30 na manhã do dia 13 de novembro de 2025. Diálogo entre diversos atores sociais Um diálogo entre a Igreja católica, representada pelo arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Ulrich Steiner, o diretor do Departamento de Ecologia Integral da Conferência Episcopal Espanhola, padre Eduardo Agosta, e a secretária da Pontifícia Comissão para América Latina, Emilce Cuda, a universidade, com a presença de Juliano Assunção, do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, e os empresários Ana Cabral, presidenta de Sigma Lithium, e José Luis Manzano, presidente de Integral Capital. Se faz necessário reconhecer que as mudanças climáticas são um sinal de que temos perdido relação com a verdadeira essência da humanidade, em palavras do presidente da Fundação para a Equidade nos Mercados Ambientais, Patricio Lombardi, organizador do evento. Ele, que fez um chamado escutar, refletir, nos reconectar, destacou a importância do Acordo de Paris e sua relação com Laudato si´, incidindo no Artigo 12 do acordo, que demanda “cooperar para tomar medidas, conforme apropriado, para ampliar a educação, a formação, a sensibilização do público, a participação do público e o acesso do público a informação sobre as mudanças climáticas, reconhecendo a importância dessas etapas para ampliar as ações previstas”. Um painel, como o realizado, possibilita o diálogo social, fundamento da Doutrina Social da Igreja, segundo salientou Emilce Cuda. A secretária da PCAL. Ela recordou as palavras de Papa Leão XIV, que diz que “para desarmar as palavras, para chegar à paz, temos que dialogar”. Daí a necessidade de desarmar as palavras como única forma de resolver o conflito, que a teóloga argentina considera a base do diálogo social, que “não é um diálogo entre amigos, é um diálogo entre representantes de partes organizadas de uma sociedade para poder chegar a um acordo que sempre é aberto, negociado”, uma necessidade diante da situação social e ambiental atual que “está em risco de chegar a um ponto crítico”. Diálogo sem escuta é imposição O cardeal Steiner partiu da ideia de que “diálogo é sempre uma escuta”, fazendo um chamado a “sermos escutadores, escutadoras, para podermos devagar ir percebendo qual é a razão de fundo que nos move e que nos dá horizonte da compreensão da nossa vida, mas também da nossa fé”. Por isso, “diálogo sem escuta não é diálogo, é imposição de ideologias ou de ideias”, algo que demanda se ouvir, porque “é na escuta que a esperança se faz presente, é no ouvir que a esperança vai devagarinho surgindo no horizonte das nossas compreensões”. O cardeal, inspirado em Romano Guardini, refletiu sobre a dimensão relacional, a necessidade de estar a serviço, se superar a atitude de posse. Ele refletiu sobre as relações com o meio ambiente, apostando na “obrigação de levantar a bandeira da esperança para que essas relações possam ser mais condizentes com o que pede a própria natureza”. Frente a isso, “outra modalidade de saber, que não observa, mas analisa, já não se emerge no objeto, mas o agarra e o destrói”. O cardeal Steiner demanda uma ética “não mais do domínio, mas de uma relação condizente, respeitosa com todos os seres”. O arcebispo de Manaus refletiu sobre a necessidade de levar em consideração os pobres, aqueles que mais estão sofrendo com as mudanças climática, que no Brasil são os povos indígenas. Diante disso, o presidente do Conselho Indigenista Missionário disse que “nós queremos ser para eles um sinal de esperança”, dado que eles são sinal de esperança em consequência do seu modo harmônico de convivência com o meio ambiente. Por isso, a necessidade de levar em conta que “Jesus nos possibilita um outro modo de relação, que é samaritano, que é fraterno, que é consolador, que é de uma fraternidade universal”. Necessidade de conversão O problema climático é algo que goza de convicção científica desde 1987, segundo Eduardo Agosta. Ele mostrou a demora para chegar em decisões políticas, vendo como uma das causas do atual fracasso o fato de não levar em conta o moral e o ético que aparece em Laudato si´. Ele reconhece a existência de soluções técnicas, mas denuncia a falta de vontade política para enfrentar aquilo que não gostamos, dada a necessidade de conversão para alcançar a mudança. Junto com isso, a falta de consciência de pertença a uma fraternidade humana, que habita uma casa comum, com uma dívida climática a pagar. Para isso demanda abraçar a ecologia integral imanente, superando o pensamento fragmentado, ver o clima como a base de tudo o que coloca em risco a dignidade humana e a vida de muitas pessoas; ver o território como lar e não como recurso; fomentar a transição justa; assumir a opção preferencial pelos pobres, que sofrem a maior parte das consequências das mudanças climáticas. Por isso, Agosta demanda mais alma para assumir de verdade o Acordo de Paris. A universidade é espaço de avanços científicos, também em tudo o que tem a ver com as mudanças climáticas, um problema a ser tratado de maneira conjunta, segundo Juliano Assunção, dado que ele afeta a todos nós e que demanda uma ajuda para com aqueles que mais sofrem. Daí a necessidade de justiça climática, sobretudo para com os países mais pobres, com quem o Planeta tem uma maior dívida ecológica. Por isso a necessidade de criar meios para que as pessoas consigam viver melhor, defendeu o professor brasileiro. Todos sentados na mesa do diálogo O grande desafio é estabelecer diálogos com aqueles que participam na tomada de decisões, com os empresários. Isso, porque segundo lembrou Emilce Cuda, recordando as palavras de Papa Francisco, “não haverá justiça social até que todos não estejam sentados à mesma mesa da tomada de decisões, não para contar seus dramas, mas para decidir”, como único caminho para a paz, que é consequência do diálogo social. Daí a importância da presença do mundo da empresa no…
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